– Considerações finais – Quando iniciei os escritos sobre o Colégio tive como primeira intenção, recordar alguns passos da sua história, ainda que superficial, como referi na altura.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaÀ medida que fui avançando, também fiquei impressionado, ao recordar algumas das suas peripécias, passadas há muitos anos, muitas outras mais haverá, ainda com grande interesse, mas ficando com uma sensação de algum vazio, ao contemplar o Colégio, de cada vez que nos deslocamos a Aldeia da Ponte.
Para além de todos os factos relatados, é com alguma pena, que verificamos o estado da Igreja, sendo um sentimento partilhado por muitos conterrâneos, que veriam com bons olhos a sua recuperação, cuja degradação poderá vir a constituir um perigo para as casas vizinhas, em caso de uma derrocada, que não se deseja, para bem do património do Colégio e da nossa Aldeia.
Os monumentos, como todas as construções não são eternas, como é fácil perceber, precisam de manutenções ou reparações, que se impõem, devido ao desgaste, ao longo dos tempos. Se, se deixarem degradar e não se acudirem, um dia, poderão desabar. Está neste caso o telhado da Igreja, que ameaça vir abaixo. Quando isso acontecer, vamos contemplar, da nova estrada, uma imagem nada consentânea com a beleza da nossa Aldeia, tornando-a menos atractiva com esta vista menos boa.
Nada nos move contra ninguém, nem podia ser de outro modo, a não ser deixar aqui o meu contributo, ainda que modesto, para um melhor conhecimento da história antiga e alguma mais recente do Colégio, no sentido de apelar a um esforço, dando visibilidade a este assunto, no sentido de se encontrar uma solução, que honre todas as partes envolvidas.
Antigo Colégio de Aldeia da PonteO único interesse, como o de muitos outros, é meramente, chamar a atenção para a realidade do Colégio, sem subterfúgios de ordem nenhuma, tentando que estes escritos sirvam para sensibilizar as famílias que detêm a Igreja, caso tenham oportunidade de os ler, esperando algum eventual acolhimento ou abertura, que estará sempre dependente dos proprietários, como é bom de ver. Estes são a parte mais importante, pois são os detentores do espaço.
Em 2002, com a construção dos Balneários no Vale, existindo aqui um amplo espaço, onde muitas realizações festivas e convívios se efectuam ao longo de todo o ano, talvez se tenham arrefecido os anseios da recuperação da Igreja do Colégio, a manter-se os factores anteriormente descritos, entre os quais, o preço solicitado, considerado demasiado alto, pela Junta de Freguesia.
Aldeia da Ponte já demonstrou, por todas as obras novas e outras recuperações efectuadas, que é bem capaz de levar a bom porto, mais uma recuperação, que face à sua grandiosidade, poderá exigir um esforço hercúleo, nada que não se possa resolver ou amedronte a nossa Aldeia, caso se proporcione a oportunidade, haja alguma boa vontade e permissão de quem de direito.
Depois de várias dissertações sobre o Colégio, aqui expostas, damos por findo, por agora, esta viagem em torno de um emblemático monumento de Aldeia da Ponte e do Concelho de Sabugal, que mexeu um pouco com toda a nossa região, já lá vão mais de cem anos.
As gerações futuras, dificilmente entenderão, como não houve capacidade para se encontrar uma solução para o Colégio, ao longo do século passado, podendo acontecer uma catástrofe, mais ano menos ano, com uma eventual derrocada, fazendo desaparecer uma parte importante da história da nossa Aldeia.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

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