Não resisto a partilhar nesta rubrica denominada «Escrever à medida» um episódio de que fui protagonista e que mete o quiosque do meu bairro, o «Expresso», o «Sol» e os dvd’s do «CSI:» do semanário da Impresa.

O meu primeiro trabalho a sério foi no semanário «O Jornal» conciliando a colaboração semanal com os turnos da Força Aérea onde, então, prestava o serviço militar obrigatório. Os muitos anos que tenho de redacções e produção de jornais criaram-me o vício de todos os dias olhar a banca dos jornais, as capas e as manchetes. Se não cumprir este ritual uma estranha sensação de carência faz questão de me acompanhar ao longo do dia.
Isto tudo para introduzir um episódio que me aconteceu muito recentemente. Após uma breve incursão pelo semanário «Sol» (nos primeiros números) voltei às leituras de fim-de-semana do «Expresso». Na guerra dos números e das tiragens, das sobras e das vendas, dos brindes e das promoções, as Direcções e os departamentos de marketing dos dois semanários inventam e reinventam formas de liderar.
A campanha mais recente do «Expresso» ao jeito de «leve esta semana o cartão e troque-o na próxima pelo dvd com episódios da série televisiva CSI:» tem o especial pormenor de acompanhar o jornal sem ser preciso pagar mais. É necessário, claro, comprar duas semanas seguidas para acrescentar mais um dvd à colecção.
No quiosque do meu bairro onde quase todos os dias dou a primeira olhadela às capas dos jornais e das revistas e há muitos anos reservo e compro as publicações que me interessam fui um destes sábados trocar o tal cartão pelo «Expresso» desse fim-de-semana.
Diz-me o dono do quiosque: «Olhe! O Expresso já esgotou! Mas ainda tenho o dvd!» Pedi-lhe, então, a gentileza de me trocar apenas o cartão que correspondia à edição desse dia. Resposta pronta: «Isso não posso fazer. Só se comprar o Sol que ainda tenho alguns.»

Depois disto não há campanha de marketing que resista…
jcl

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