A par de outras medidas, o recurso à videovigilância pode ser uma forma de combate aos actos de vandalismo de que vem sendo alvo o centro histórico da cidade da Guarda, disse hoje à Lusa o presidente do Município.

Joaquim Valente admitiu o recurso à videovigilância e à redução dos horários dos estabelecimentos nocturnos, para diminuir os actos de vandalismo, pondo cobro às crescentes reclamações dos comerciantes. Tudo será feito a par de um reforço de policiamento, medida que é sobretudo reclamada pelos lojistas.
Instado a intervir o presidente da Câmara Municipal da Guarda, admitiu que a autarquia pondera limitar os horários de algumas unidades de diversão nocturna e implantar um sistema de videovigilância em alguns dos locais mais problemáticos da zona. «Temos feito esta reflexão com a PSP e a polícia está ciente que é necessário encontrar formas para combater este vandalismo”, referiu o edil à Lusa.
Um estudo da Associação Comercial da Guarda (ACG) indica que os comerciantes da parte antiga da cidade defendem o reforço do policiamento, a instalação de câmaras de vigilância e o reforço da iluminação pública, para minorar o problema da falta de segurança. O estudo da ACG foi elaborado em Dezembro e as suas conclusões foram divulgadas na última semana. Segundo o mesmo «cerca de 84 por cento dos inquiridos responderam que têm conhecimento de situações de vandalismo no centro histórico da Guarda».
Os actos de vandalismo passam por montras partidas, furtos, desacatos, assaltos, danos em viaturas, vandalização de caixotes do lixo, para além de problemas relacionados com tráfico e consumo de estupefacientes. Os meses de Verão são aqueles em que esses actos mais se verificam, sendo as noites de quinta-feira a sábado as mais problemáticas.
A situação tem também criado um clima de insegurança entre os moradores do centro histórico, que porém a maior parte das vezes, receando represálias, não formalizam a respectiva queixa na PSP.

Cópia do Relatório da Associação de Comerciantes da Guarda: Clique aqui.
plb

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