Está marcado para 14 de Abril, o anúncio público do projecto da empresa de aeronáutica Aleia, que quer produzir pequenos aviões a jacto, de quatro e seis lugares, na Covilhã, a partir de 2011, o que pode representar um volume de negócios de 160 milhões de euros por ano e a criação de 100 postos de trabalho.

Aeródromo da CovilhãO projecto é muito acarinhado na região dado o seu contributo para a fixação da população jovem, nomeadamente os estudantes recém-licenciados na Universidade da Beira Interior (UBI).
Ainda subsistem dúvidas quanto ao efectivo avanço do investimento, porém os agentes interessados acreditam na sua concretização. Especialmente atentos ao projecto estão os estudantes de Engenharia Aeronáutica da UBI, esperando que a instalação da empresa lhes faculte uma saída profissional, podendo assim manter-se a trabalhar na região.
Existe mesmo a expectativa da empresa aeronáutica vir a celebrar protocolos com a universidade, nomeadamente ao nível de projectos de investigação, o que poderá também contribuir para uma evolução do ensino da Engenharia Aeronáutica na Beira Interior.
Se o projecto avançar vão montar-se, já no próximo ano, aviões ultra-ligeiros para a empresa participada Dyn Aero, o que acontecerá antes do inicio da construção dos novos jactos.
A produção deverá alcançar as duas centenas de ultra-ligeiros por ano no prazo máximo de 18 meses. Serão aviões comprados e utilizados principalmente para lazer e alguma actividade profissional, pelo que se pensa que terão escoamento no mercado da especialidade.
Em 2010 a empresa Aleia espera ter já os protótipos de aviões a jacto a voar, para depois se iniciar a produção em paralelo com os ultra-ligeiros.
O investimento total do projecto será de 10 milhões de euros,.
plb

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