Será neste cenário de forças, interesses e poderes; De pontos fracos e fortes ou de oportunidades e ameaças que se irá desenhar a formulação de uma estratégia de desenvolvimento para o concelho do Sabugal.

Joaquim Ricardo («Ideias Soltas»)Para evidenciar os nossos «clientes», detentores de interesse e poder na nossa região, elaborámos o mapa de análise de stakeholders que conduziu à matriz infra (ver quadro).
Da aplicação dos critérios adoptados, resulta que a autarquia e o governo são quem tem maior interesse e poder de influência sobre a região, na medida em que determinam e controlam as medidas a adoptar para o seu desenvolvimento e têm os recursos financeiros necessários.

Joaquim Ricardo
Os serviços públicos, por seu lado, têm muito poder e pouco interesse no desenvolvimento da região. Têm poder porque no exercício da sua actividade podem ou não ser colaborantes com as forças locais. A título de exemplo pense-se no registo da propriedade: Se estes forem demasiado demorados e os executores não ajudarem a ultrapassar determinadas dificuldades burocráticas inibem os interessados em executar este tipo de registos ou deslocar-se-ão a outros serviços alternativos ou são obrigados a várias deslocações perdendo tempo e até “paciência”, resultando daí uma má imagem para a autarquia. Por outro lado, do desenvolvimento da região não usufruem directamente dos seus resultados.
As regiões vizinhas e os visitantes, são quem têm menor poder de intervenção e também quem menos beneficia com o desenvolvimento da região.
Por último e por estranho que pareça, quem mais interesse tem no desenvolvimento da região são a sua população local, as instituições e os comerciantes e industriais. E, na prática, estas forças pouco podem fazer para que o poder político leve a cabo medidas que lhes tragam bem-estar e conforto pessoal.
Será neste cenário de forças, interesses e poderes; De pontos fracos e fortes ou de oportunidades e ameaças que se irá desenhar a formulação de uma estratégia de desenvolvimento para o concelho do Sabugal.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

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