Conceito relativamente recente a «aldeia lar» pode transformar-se numa janela de oportunidade no Concelho de Sabugal.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Uma «aldeia lar» parte do aproveitamento de aglomerados urbanos que, fruto de processos de despovoamento e desertificação, possuem em grande quantidade casas devolutas, as quais, através de investimento público, privado ou de uma parceria público-privada, são transformadas em habitações destinadas à instalação de idosos oriundos da própria aldeia, do Concelho ou mesmo do País ou de outros Países.
Estes aglomerados urbanos são dotados de unidades centrais de apoio, desde o fornecimento de refeições, a limpeza das habitações, a lavagem de roupa, até à prestação de cuidados de assistência médica, não esquecendo naturalmente a existência de espaços de utilização colectiva, tais como mercearias, cafés, cabeleireiros, etc.
Esta vocação de «aldeia lar» não é incompatível, bem pelo contrário, com outras formas de ocupação mais ligadas ao turismo, até pela necessidade de alojar os familiares que ali se deslocarão para visitar os seus familiares.
Por outro lado, este conceito casa de forma clara com Importa ainda referir que o dotar estas aldeias da vocação «aldeia lar», em nada colide com as actividades económicas existentes, muito pelo contrário deve contribuir para o seu desenvolvimento, na medida em que poderão beneficiar da com a manutenção de actividades económicas, pelo aproveitamento do saber adquirido, experiência, contactos dos idosos os quais poderão aqui manter ou iniciar alguma actividade profissional, ou mesmo desenvolver uma nova actividade, por exemplo agrícola.
Esta uma ideia que considero de grande importância para o Concelho, a qual envolverá, naturalmente, a Câmara Municipal, as IPSS, empresas privadas, proprietários das habitações devolutas e a Administração Central.
Muitas aldeias do Concelho estarão em condições de se transformar em «aldeias lar».
Avanço já com duas hipóteses: Vale das Éguas (hoje com menos de 50 habitantes) e Ruivós (pouco mais de 60 habitantes). Porquê? Pela sua diminuta população, mas também pela proximidade às Termas do Cró.
Não será um processo fácil, mas como dizia o filósofo «O caminho faz-se, andando…»
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

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