Poderemos fazer algo para evitar que o fogo destrua a nossa floresta mas pouco poderemos fazer se a chuva escassear.

Joaquim Ricardo («Ideias Soltas»)Nos pontos anteriores, analisamos os pontos fracos e os pontos fortes que condicionam ou potenciam o desenvolvimento do concelho. Porém, uma análise séria e prudente ficaria incompleta se não tivermos ainda em conta mais dois vectores: As ameaças e as oportunidades. O primeiro será responsável pelas forças que actuarão em sentido contrário aos pontos fortes – aspectos positivos e potenciadores de desenvolvimento já mencionados; e o segundo tem a ver com a maneira como os responsáveis autarcas aproveitam os recursos que são ou poderão ser colocados ao seu dispor para levar por diante os seus projectos.
Poderão constituir entraves ao desenvolvimento do concelho, muitos e variados factores. Destes, alguns são perfeitamente identificáveis e poderemos por isso fazer algo para eliminar ou minorar os seus efeitos. Mas haverá outros que estão fora do nosso controlo e por isso nada poderemos fazer.
As alterações climatéricas afectarão abundantemente o desenvolvimento da produção florestal e a agro-pecuária. Esta ameaça torna neutra a intervenção humana para a evitar. Com efeito, poderemos fazer algo para evitar que o fogo destrua a nossa floresta mas pouco poderemos fazer se a chuva escassear. O mesmo para as pastagens do gado: se não houver chuva…. Poderá estar comprometida a sua manutenção.
Uma eventual crise no sector dos petróleos e gás natural, energias não renováveis, influenciarão negativamente a evolução das economias nacional e europeia e quanto a este aspecto os responsáveis locais pouco ou nada poderão fazer. A não ser que se invista desde em energias renováveis, tanto quanto o seja possível fazer e assim evitar que uma crise naquele sector produza efeitos mais profundos.
Enfim, das ameaças ao projecto aqui desenvolvido, as referidas atrás serão determinantes para o seu êxito ou não. Convém desde já referir que a acontecerem tais «desgraças», afectarão todo o território nacional e, embora isso não nos console ou resolva o problema, contaremos com a solidariedade de toda a sociedade nacional, europeia e até mundial.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

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