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Os beirões residentes no distrito de Leiria voltam a encontrar-se no sábado, 5 de Abril, em São Martinho do Porto para uma jornada de confraternização.

Clara e José CardosoO 5.º Encontro de Beirões realiza-se no sábado, 5 de Abril, pelas 12.30 horas no restaurante «A Pirâmide», em São Martinho do Porto, concelho de Alcobaça.
O proprietário e cozinheiro, José Cardoso, é natural da freguesia da Malcata no concelho do Sabugal.
O já tradicional repasto destina-se aos naturais da Beira Interior a residir no distrito de Leiria e «arredores». A refeição é confeccionada com produtos regionais beirões e será acompanhada por vinho da mesma proveniência.
Recorde-se que a iniciativa do ano passado organizada por Ducílio Gonçalves Sapinho contou com a presença de muitos sabugalenses.
Os interessados podem efectuar a reserva através dos seguintes números de telefone: 262980037 (restaurante), 917066550 (Mário Pinto) ou 917773476.
jcl

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O projecto «Bricosolidário», ajuda a idosos e dependentes em pequenas reparações no lar, desenvolvido pela Câmara Municipal da Guarda em parceria com a Pró-Raia (Associação de Desenvolvimento Local) para o concelho guardense vai estender-se ao Sabugal. (31-03-2008)

CanalizadorOs idosos dos concelhos do Sabugal e da Guarda vão passar a dispor de apoio domiciliário em pequenos serviços de reparações domésticas e bricolage.
O projecto «Bricosolidário» foi desenvolvido pela Pró-Raia em parceria com o pelouro de Acção Social da Câmara Municipal da Guarda e estará no terreno entre Abril e Maio. Uma viatura devidamente identificada, com dois técnicos, responderá às chamadas feitas para uma linha telefónica gratuita que funcionará de segunda a sexta-feira. As intervenções incidirão sobre canalizações, electricidade, carpintaria ou, por exemplo, trocar um vidro ou uma fechadura.
Em declarações à Rádio Altitude a vereadora da Câmara da Guarda e presidente da Pró-Raia, Lurdes Saavedra, esclareceu que «os destinatários da iniciativa são cidadãos com mais de 65 anos e dependentes avaliados e registados pela acção social dos dois concelhos para que o seja mais rápido identificar a chamada para o call center».
«Na zonas rurais temos idosos isolados que não vêem televisão porque avariou e não sabem ou não podem repará-la», lembrou ainda Lurdes Saavedra.
O projecto é financiado pelo «Programa Leader+» com 30 a 40 mil euros e prevê a prestação de serviços até 2012. Para já apenas estão contabilizados os custos com os funcionários e no fim do ano serão acrescentados os valores decorrentes das reparações efectuadas. No final será feita uma avaliação do projecto e se tiver funcionado bem passará para a competência das Câmaras para que possa ter continuidade.

Actualização (17-11-2008)
Com uma duração de cinco anos, o Projecto BricoSolidário arrancou no concelho de Sabugal no início desta semana (17 Novembro de 2008) depois de na última sexta-feira, dia 14, ter sido realizada uma sessão de apresentação pública do mesmo. Os pormenores deste projecto de intervenção social e solidária foram dados a conhecer no Salão Nobre da Câmara Municipal com a presença das entidades envolvidas e dos parceiros do Conselho Local de Acção Social (CLAS).
O Bricosolidário tem em funcionamento uma linha telefónica e uma viatura que poderão dar pequenas/grandes ajudas nas casas de pessoas idosas que necessitem de alguns reparos nas suas habitações.
Através do Programa de Conforto Habitacional para Idosos (PCHI), a autarquia, em conjunto com a associação de desenvolvimento local Pró-Raia, acciona mecanismos para que os idosos economicamente desfavorecidos possam ser auxiliados nas suas casas. Para tal, terão de obedecer a critérios como ter baixos rendimentos, residir com outras pessoas idosas ou portadoras de deficiência e outras condições disponíveis em regulamento. Deverão, ainda, ligar para o número 800 222 008.
O vereador António Robalo considerou a propósito deste apoio aos municípes mais idosos que «… assim se resolve um pequeno problema que às vezes é um grande problema… »
jcl

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

António Robalo com o tocador no Cabeço da Senhora das Preces (ruvina) – Imagem da Semana (31-3-2008)Data: 29 de Março de 2008.

Local: Cabeço da Senhora das Preces (Ruvina).

Legenda: António Robalo com o Ti Artur Vieira Tocador.

Autoria: Capeia Arraiana
Clique na imagem para ampliar

O Grupo Territorial da GNR da Guarda no período de 24 a 30 de Março de 2008 efectuou quattro de tenções em flagrante e registou 47 ocorrências criminais por diversos actos ilícitos.

GNRDe entre as ocorrências criminais registadas destacam-se sete crimes de dano, cinco de ofensas à integridade física, cinco de furto em residência, três de violência doméstica, três de incêndio em habitação, dois de ameaças e de coação, dois de burla, dois de furto em veiculo, dois de condução sob influência do álcool, um de injúrias, um de furto de veiculo, um de incêndio florestal, um de caça ilegal e um de condução sem habilitação legal.
Segundo comunicado da GNR da Guarda, neste mesmo período efectuaram-se ainda quatro detenções em flagrante delito, sendo uma por ameaça e coação a militar da GNR, outra por condução de veículo sem habilitação legal e duas por condução sob influência do álcool.
Registaram-se ainda 24 acidentes de viação, sendo 21 em resultado de colisões e três por despistes, dos quais resultaram 10 feridos leves. As principais causas destes acidentes foram a velocidade excessiva e o desrespeito pela de sinalização.
plb

Com significativo atraso, pois deveria ter sido publicada em Novembro, recebemos agora o n.º 22 da revista da Guarda, «Praça Velha».

Jesué Pinharanda – Carta DominicalSão uma 400 páginas cheias de erudição nas áreas da arqueologia, da história, da arte e da literatura, e a revista já ultrapassa, bem de longe, as anteriores publicações de carácter erudito da Beira, com a vantagem de, sendo uma publicação do concelho da Guarda, estar aberta a toda a região.
Ostensivo e confiável é o carácter da investigação científica em que assentam os colaboradores e os seus textos.
Neste número, relativamente ao nosso concelho, citamos os estudos:
«As estruturas militares manuelinas da Vila de Alfaiates», por José Alexandre Ribeiro de Sousa;
«Os desenhos da calçada do Largo dos Paços do Concelho do Sabugal», por Marcos Osório.
Neste mesmo número incluem-se as «Actas do Colóquio sobre a Ordem de São João de Deus na Beira».
Não deixaremos de ficar surpreendidos quando verificamos o considerável número de frades hospitalários naturais do concelho do Sabugal, alguns deles tendo atingido o grau superior na estrutura da Ordem.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

Depois de publicarmos uma conversa com o poeta da Guarda, Fernando Pinto Ribeiro, damos agora a conhecer um dos seus poemas, que dedicou ao fadista Vítor Duarte, neto de Alfredo Marceneiro.

NAS RUAS DA NOITE
A Vítor Duarte, «Marceneiro III» — Meu padrinho no Fado

O poeta Fernando Pinto RibeiroNo crepitar de estilhaços
de estrelas sobre os espaços
da Lisboa rua em rua —
crucificámos abraços
encruzilhados nos passos
que à noite a lua insinua

Em nossas bocas unidas
sangrámos todas as feridas
dos beijos amordaçados —
salvámos vidas vencidas
que andam na treva perdidas
como num mar afogados

Cegos de sombras e lama
Quando a sede que se inflama
numa inquisição divina —
bebemos o vinho em chama
que sanguíneo se derrama
no candeeiro da esquina

Embriagados de lume
sem dissipar o negrume
do fumo que nos oprime —
rezamos em seu queixume
no cio do meu ciúme
fados do amor feito crime

Crucificamos abraços
encruzilhados nos passos
que a noite nua desnua —
crepitantes de estilhaços
de estrelas quando em pedaços
vêm morrer sobre a rua

Fernando Pinto Ribeiro

Como alguns mortais, sou natural de uma aldeia humilde, muito bonita, mas pequena, situada entre a Guarda e Ciudad Rodrigo e carregada de espiritualidade. Tenho nos ouvidos o cantar dos pássaros e o toque único das Trindades e das Ave Marias dos sinos do Colégio da minha aldeia.

José Robalo – «Páginas Interiores»«Sou filho de camponeses, passei a infância numa daquelas aldeias da Beira…e, desde pequeno, de abundante só conheci o sol e a água. Nesse tempo, que só não foi de pobreza por estar cheio do amor vigilante e sem fadiga de minha mãe, aprendi que poucas coisas há absolutamente necessárias. São essas poucas coisas que os meus olhos amam e exaltam. A terra e a àgua, a luz e o vento consubstanciaram-se para dar corpo a todo o amor de que a minha poesia é capaz. As minhas raízes mergulham desde a infância no mundo mais elemental. Dessa infância trouxe também o desprezo pelo luxo, que nas suas múltiplas formas é sempre uma degradação…»
Eugénio de Andrade

Na Ruvina tomei consciência do mais importante da vida tendo aprendido a gostar das pessoas e a valorizá-las pelo que são. Quando falo da Ruvina as emoções assaltam-me e embarga-se-me a voz. O meu pensamento treme, quando falo da minha aldeia.
A nossa essência na vida revela-se naquilo que somos e nesse particular sinto orgulho do que sou, por ser donde sou e por ter uns pais trabalhadores e que padeceram muitas privações, para me darem condições de vida, que eles não tiveram.
Sei que há muita gente que lamenta o facto de não ter nascido num pequeno lugar, para poder sentir-se acompanhado e ter referências. Sempre que posso regresso ao meu tugúrio, retempero forças e visito os locais da minha infância, os odores da minha memória tais como as madalenas de Proust, no seu romance «Em busca do tempo perdido».
Até o poeta Fernando Pessoa afirmava que a sua aldeia era o Largo de São Carlos.
Ruvina (José Robalo)Foi na Ruvina que me cortaram o cordão umbilical, porque na altura não havia maternidades e tudo ficava longe. Foi aqui que aprendi a rir, a chorar, andar, a falar, a ler e a escrever.
Enquanto criança não conheci telefone ou electricidade e como aquecimento tive sempre boas lareiras. Na Ruvina, a luz eléctrica foi inaugurada, deveria ter sete anos. Considero-me um bafejado da sorte uma vez que com os meus amigos de infância, aprendi valores de solidariedade, justiça e respeito. Todos tínhamos apelidos e lembro-me que me zangava quando me chamavam espanhol em referência ao meu passado recente na vizinha Castilla y Leon. Aos mais velhos antes do nome púnhamos um «Ti». Ao prior da freguesia, a cada momento que com ele nos cruzávamos, pedíamos a bênção. Tenho nos ouvidos o cantar dos pássaros e o toque único dos sinos da minha aldeia, as Trindades e as Ave Marias do sino do colégio. As minhas vizinhas foram sempre as santas desse colégio.
Acredito como Rilke, que a nossa pátria é a nossa infância. A minha infância é a minha aldeia. A Ruvina sempre foi e será para mim uma lição de vida e por isso, sempre que posso retorno às origens. Em pensamento nunca a abandono e a ela regresso diariamente. A sua ausência é uma coisa que trago sempre comigo…

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Para ouvir: Georges Brassens Supplique pour être enterre à la plage de Sete, de Philips Phonogram.
Bill Evans: You must believe in spring, da Warner Bros. Masters.
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Para ler: «As Mãos e os Frutos», obra poética de Eugénio de Andrade, Editora Limiar.
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Para visitar: Festa da Senhora das Preces, no domingo, na Ruvina, no Cabeço da Atalaya. A paisagem envolvente é de cortar a respiração.
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«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

Dois comboios especiais organizados pela Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) em parceria com a CP transportaram até Portimão cerca de 1300 participantes na Festa do Basquetebol. O apito da partida foi dado nas estações de Porto-Campanhã e de Coimbra.

Festa do Basquetebol em PortimãoPartiu na passada quinta-feira da estação de Porto-Campanhã um comboio especial fretado pela FPB com o apoio da CP para transportar cerca de 1300 participantes na Festa do Basquetebol.
Na cidade Invicta o comboio iniciou a marcha com as selecções das Associações de Basquetebol de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança e em Aveiro e Coimbra entraram as selecções locais.
Um outro comboio aguardava na cidade dos estudantes as selecções da Guarda, Viseu e Castelo Branco para as transportar, também, com destino à festa algarvia. Pelo caminho foi parando para entrarem os seleccionados de Santarém, Lisboa, Madeira, Açores, Alentejo e Setúbal.
O convívio e a confraternização entre os atletas das várias comitivas é o principal objectivo desta iniciativa a nível nacional com a cerimónia de abertura marcada para esta sexta-feira na Arena de Portimão.
As 72 selecções de basquetebol sub-16 e sub-14 de todo o país disputam no primeiro dia da competição 70 jogos para apurar as equipas vencedoras da primeira fase de grupos. Nesta eliminatória existem duas divisões com seis séries (três em cada divisão) cada série é composta por três selecções que se defrontam num jogo. Mediante a classificação final na fase de grupos, uma selecção pode subir ou descer de divisão na eliminatória seguinte, a fase de séries.
Os jogos decorrem entre as nove e as 20 horas em cinco pavilhões de Portimão, com destaque para o Portimão Arena com quatro jogos em simultâneo. Na edição deste ano todas as equipas jogam, pelo menos uma vez, no pavilhão principal da competição.
Entre 27 e 30 de Março a cidade algarvia está transformada na capital do basquetebol português.
aps

Com a ameaça de um tempo nada condizente para estes espectáculos, teve lugar a III Capeia da Páscoa (edição 2008), organizada pela A.J.P., na Praça de Touros de Aldeia da Ponte, neste último sábado de Páscoa, dia 22 de Março.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaO dia amanheceu bastante cinzento, com alguma ventania à mistura, prenunciando a chuva, que acabaria por chegar na altura do touro da prova, não servindo para desanimar a malta, antes pelo contrário, contando-se uma boa presença do pessoal da raia no Encerro, como vem sendo um hábito, nestas ocasiões.
Manhã bem cedo, ao largo da Praça de Touros, começam a chegar os cavaleiros de todos os lados, trocando-se os primeiros cumprimentos esfusiantes e joviais, destes amantes madrugadores dos cavalos, houve quem se «alevantasse» às quatro da matina, para ferrar e preparar o cavalo, tudo nas calmas sem stress, apresentando-se a preceito.
Assistimos depois à descarga dos cavalos e toca de aparelhar os ditos, que vieram de mais longe, juntando-se a estes, os da terra, rumando com a boa disposição do costume, em direcção às cercanias da raia espanhola, acompanhados de muitos outros, que não querem perder a saída dos touros, depois de uma apetitosa merenda, proporcionada pelos jovens organizadores.
Resolvidos estes assuntos do mata-bicho, com o estômago bem mais aconchegado, tem início a caminhada, rumo à Praça. Os cavaleiros conduzem os bois pelo caminho habitual, ladeados pelos que vão a pé, bem como o magote de carros, carrinhas e tractores, todos os veículos servem para acompanhar, de perto, este cortejo de cavaleiros, touros e cabrestos.
Pelo meio, respira-se um pouco de ar puro, caminha-se um bom bocado a pé, que sabe bem aos pulmões e ao resto do corpo, grita-se, conversa-se e surgem alguns encontros imprevistos. De tudo um pouco se passou no Encerro, com os bois a dar mais trabalho, do que o esperado, com o início de uma correria louca, logo à saída do lameiro, acabando um deles por fugir, tornando infrutífero, o esforço dos cavaleiros para o recuperar.
Com a aproximação à zona da Praça, o alvoroço é bem maior, com as correrias da ordem, sendo necessário vigiar bem as portas da estrada, que para o efeito é cortada por minutos, para a passagem do cortejo, com muito pendurados nas cancelas, assistindo a este espectáculo de cavalos e cavaleiros, com outros mais afoitos correndo à frente, até à entrada na Praça, consumando-se assim mais um Encerro, primeira parte do espectáculo.
Capeia da Páscoa-2008 em Aldeia da PonteDada a volta dos cavaleiros na praça, para as exibições e as palmas do muito público presente, seguiu-se o touro da prova, apesar do início da chuva, servindo para aquilatar da bravura das reses.
Arrumada que ficou esta questão, mais a recolha das cancelas, ainda à chuva, ala, de abalada até ao almoço nos Balneários, onde nas habituais conversas dos cavaleiros, se comentam os pormenores vividos de perto, retemperando-se também as energias, degustando o almoço, este ano com um porco assado no espeto, com a presença de muita gente, como vem sendo habitual.
Durante o almoço, a chuva não parou de cair, temendo-se a não abertura das condições para a Capeia, puro engano, apesar do tempo nebuloso, lá se conseguiu realizar.
Antes do início da Capeia, foi passeada a Praça pelos jovens, acompanhados pelos Tamborileiros da nossa Aldeia, pedindo-se a Praça ao Tó Chorão, a fazer lembrar as Capeias dos Mordomos.
Quanto à Capeia, propriamente dita, tratou-se de um espectáculo normal para esta época, portando-se a rapaziada à altura do acontecimento, outra coisa não seria de esperar dos Jovens e outros menos jovens, esperando uns touros próprios para esta época, bem voluntariosos por sinal, investindo bem ao Forcão, tendo-se assistido a boas lides a pé, no afoliar, bem como se consumou o agarrar de todos os touros em plena Praça. Divertimento e atrevimento da rapaziada com o Forcão são o que mais interessa nas Capeias, desejável sem azares, de preferência, que foi o que se passou nesta Páscoa em A. Ponte.
Estão de parabéns todos os envolvidos, desde os organizadores, passando pelos cavaleiros, o ganadeiro e a rapaziada, que deram corpo a esta Capeia, apesar do tempo não ter colaborado por aí além.
Como foi anunciado, à noite, a inevitável concentração nos Balneários, para mais uns largos momentos de convívio dos que tiveram a oportunidade de aparecer.
A Capeia da Páscoa da A.J.P. inicia um novo ciclo, terminando no final do Verão, com a maior incidência no mês de Agosto, onde se realizam as de maior porte e valentia, como acontece, todos os anos, nas aldeias da raia do Sabugal.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Estivemos à conversa com o poeta guardense Fernando Pinto Ribeiro, um homem de profundo saber, de especial afectividade e que preza muito a amizade. Disse-nos que vê na poesia um enigma que quer revelar e um acto natural através do qual busca a perfeição, mas com plena consciência de que nunca a conseguirá atingir.

O poeta Fernando Pinto RibeiroFernando Pinto Ribeiro nasceu na Guarda há 80 anos. «Nasci numa madrugada fria de Janeiro, numa casa remediada, no seio de uma família oriunda da burguesia rural», declarou-nos no seu ar compenetrado, procurando explanar alguns pormenores da sua história de vida.
Privou com o escritor quadrazenho Nuno de Montemor, que era amigo da família. «A minha tia materna, Maria do Carmo Alves da Silva, era a secretária do Senhor Capelão, como chamávamos a Nuno de Montemor. Foi até na casa dessa minha tia, em Lisboa, que Nuno de Montemor faleceu». Guarda do escritor gratas recordações e nutre por ele uma grande admiração: «Pelo seu talento, pela sua estrutura moral e pelo seu carácter. Tinha o poder nos olhos. Era um olhar dominador, a que ninguém ficava indiferente. Mas era também um grande conversador. Gostava da minha companhia e chamava-me para ouvirmos música clássica».
Alzira Veloso Álvares de Almeida, irmã de Nuno de Montemor, foi professora de Fernando Pinto Ribeiro e isso também foi decisivo para a ligação que teve com o autor de «Maria Mim».
«Nasci para a poesia em parte devido à admiração pelos textos de Nuno de Montemor», revela-nos. Mas acrescenta que houve outros factos que foram decisivos. «Da janela do meu quarto ouvia as ceifadeiras a cantar logo de madrugada, quando, no início do Verão, chegavam à cidade em ranchos, a fim de encontrarem quem as contratasse para as ceifas. Encantava-me com as suas canções ritmadas. Aquilo era para mim um deslumbramento. Esperava de ano para ano pelo ritual e quando via os ranchos a dançar e a cantar envolvia-me com eles, apreciando o espectáculo».
As exibições dos ranchos contribuíram para o gosto que Fernando Pinto Ribeiro teria pelas quadras e pela poesia. «Comecei até a cantar e a receber elogios de quem me ouvia. Desejei mesmo ser cantor popular. Desatei a escrever quadras, mas muito mal feitas, o que me levava a escondê-las no sobrado. Dali passei a ver na poesia uma necessidade, que passou a acompanhar-me pela vida fora».
Quis encontrar a perfeição, procurando que cada poema tivesse uma quadratura musicável, com rima e métrica. Foi assim que os seus poemas passaram a ser musicados e cantados.
De um só fôlego revela alguns dos que lhe musicaram poemas: Arlindo Carvalho, António Melo, Jorge Fontes, Valdemar Silva, Helena Moreira Viana, Jaime Santos, Mariel de Sousa, Pedro Jordão, Branco de Oliveira. E refere também os que cantaram as suas poesias, onde avultam muitos fadistas: Tristão da Silva, António Mourão, Beatriz da Conceição, Tonicha, Simone de Oliveira, António Passão, Julieta Reis, Salete Tavares, Pedro Moutinho, Raquel Tavares, Vanessa Alves, António Severino, Anita Guerreiro, Artur Garcia, Arlindo Carvalho, Branco de Oliveira, Lenita Gentil, Gina Esteves, Natércia Maria, Humberto de Castro, Pedro Jordão, Toni de Almeida, Vítor Duarte (Marceneiro III). «Tenho de procurar dizê-los todos, para evitar melindres», confessa.
Radicado desde jovem em Lisboa, Fernando Pinto Ribeiro fez carreira nos jornais, trabalhando como revisor de textos e colaborando com alguns poemas em suplementos literários. Durante anos esteve ligado ao Diário de Notícias e também ao Diário Ilustrado, onde foi chefe do serviço de revisão. Foi ainda director da prestigiada revista cultural Contravento, com concepção gráfica de Artur Bual, e onde colaboraram nomes sonantes da nossa cultura. Foi também durante anos coordenador das chamadas «pastinhas de poesia» da Queima das Fitas de Coimbra.
«Nunca viajei na vida, sou muito sedentário», confessa. Mas no ano de 1996 encontrou forças para ir até ao Sabugal, por ocasião das comemorações dos 700 anos do foral dionisino. Coordenou a exposição bibliográfica integrada nas comemorações. «Foi a única vez que estive no Sabugal, onde fui muito bem acolhido e onde tive a oportunidade de observar o acervo de documentos da Biblioteca Municipal, que era riquíssima em colecções de manuscritos de autores da região».
Aos 80 anos de idade, Fernando Pinto Ribeiro nunca publicou um livro de raiz, escrevendo os seus poemas em colectâneas de poesia, revistas culturais e jornais. «Confesso que nunca publiquei porque nunca vi nisso uma necessidade ou mesmo qualquer interesse», declara-nos. «A poesia é para mim um acto natural, pelo que sou imediatamente compensado pelo simples acto de escrever poemas e de os rever continuamente. Vejo aliás na revisão permanente dos meus poemas uma espécie de volúpia, uma busca incessante pela perfeição, mas ciente de que nunca a atingirei».
plb

Bill Kaulitz, vocalista dos Tokio Hotel, a banda alemã que apaixona os adolescentes de todo o Mundo, vai ser operado a um quisto nas cordas vocais.

Tokio HotelAlém do espectáculo do Pavilhão Atlântico, no dia 16 de Março passado, os Tokio Hotel cancelaram mais três concertos da tournée europeia em consequência de uma amigdalite do vocalista, Bill Kaulitz. Uma análise médica especializada revelou que não se tratava de uma amigdalite mas sim de um quisto que se tinha formado nas cordas vocais do cantor.
«A cirurgia tem que ser feita em breve porque o cantor corre o risco de sofrer danos irreversíveis na voz. Após a operação deverá ficar em repouso durante várias semanas e terá que fazer terapia de reabilitação para treinar as cordas vocais e evitar danos a longo prazo», esclareceu David Jost, o produtor e agente da banda.
A passagem pelo «Rock in Rio» poderá estar em risco uma vez que o agente do grupo alemão terá já informado que a digressão europeia «1000 hotels» vai ser cancelada.
Segundo a agência France Press os concertos de Genebra, Madrid e na cidade francesa de Douai serão reagendados à semelhança do que aconteceu em Lisboa.
Para já a organização do «Rock in Rio» apenas confirma que a banda estará parada durante o mês de Abril devendo actuar no dia 1 de Junho em Lisboa.
O banda é um autêntico fenómeno de popularidade entre crianças e adolescentes com legiões de fãs em todo o Mundo.
aps

Homem de cultura e etnógrafo, jurista de profissão, Joaquim Manuel Correia nasceu em 1858, na Ruvina, concelho do Sabugal. No dia 5 de Abril terão início as comemorações dos 150 anos do seu nascimento com diversas iniciativas no Museu e Auditório Municipal do Sabugal.

Joaquim Manuel CorreiaAs comemorações da passagem dos 150 anos do nascimento de Joaquim Manuel Correia arrancam no sábado, 5 de Abril, organizadas pela empresa municipal «Sabugal+», Museu Municipal e Câmara Municipal do Sabugal.
A sessão de abertura (nove horas da manhã) está marcada para o Auditório Municipal, com as intervenções do presidente do município sabugalense, do presidente do conselho de administração da «Sabugal+» e de Natália Correia Guedes, neta do homenageado.
As palestras da manhã, com a participação de ilustres intervenientes, serão preenchidas com a sapiência de João Serra (Os trabalhos de Joaquim Manuel Correia), mestre Pinharanda Gomes (Aspectos da vida e obra de Joaquim Manuel Correia), Manuel Leal Freire (A vida de uma família na Ruvina nos meados do século XIX), Adérito Tavares (O país e o Sabugal – Enquadramento Histórico – 1858-1974) e Manuel Meirinho Martins (O Sabugal de Hoje).
Da parte da tarde, pelas 16 horas, será inaugurado no Museu do Sabugal uma exposição comemorativa e terá lugar uma sessão de lançamento do livro «Celestina» de Joaquim Manuel Correia.

Joaquim Manuel Correia nasceu a 21 de Março de 1858 na freguesia da Ruvina, concelho do Sabugal. Formou-se em Direito no ano de 1888 na Universidade de Coimbra e veio a falecer nas Caldas da Rainha no dia 10 de Outubro de 1945.
Exerceu como advogado no Sabugal e nas Caldas da Rainha, foi conservador do Registo Civil de Leiria e presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.
Homem de cultura é autor de vários livros sobre as gentes e as terras raianas com destaque para «Terras de Ribacôa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal». Alguns dos mais importantes achados arqueológicos do Sabugal foram por si recolhidos, catalogados e enviados para o Museu Nacional de Arqueologia.
Aqui deixamos aos nossos leitores um excerto do livro «Celestina»:
«O dia estava belo e tudo preparado para a romaria. Todos os casados desse ano, da aldeia de Ruvina, no concelho do Sabugal, estavam já prontos para a partida, uns a pé, outros a cavalo. A família Calamote resolveu ir de carro (de bois), que ficara armado na véspera com alvos lençóis de linho, ligados fortemente aos estadulhos. Faltava só cobri-los com colchas. Sobre isso houvera divergências em casa. A Brízida queria que se enfeitasse o carro com uma colcha amarela, as filhas com uma linda colcha bordada a frouxo, em pano de alvíssimo linho, embora grosseiro, na qual, entre ramos caprichosos, havia correctas figuras em posições extravagantes.
Venceu a Brízida, alegando, e com razão, ser mais vistosa a colcha amarela e que, ainda que se estragasse, havia muitas iguais à venda.
Resolvida desse modo tal contenda, teve o ganhão ordem de cobrir o carro com a coberta amarela, logo que nascesse o sol, e de lhe estender dentro os melhores cobertores para atenuar o choque e a trepidação na
marcha. Eram sete horas da manhã quando a Domingas e o marido foram saber se já estavam prontos.
– Vou já vestir as meninas e encher as cuncas de merenda, enquanto o ganhão põe os bois no carro e o meu homem enche a borracha de vinho e albarda a égua nova.
– Não sabia que tinham uma égua nova!
– Pois temos, trocámos pela russa e vamos hoje experimentá-la à Senhora da Póvoa.»

Excelente iniciativa com ilustres intervenientes. Um momento superior de cultura e de defesa da nossa história.
jcl

A definição de uma estratégia de desenvolvimento do Concelho é uma tarefa colectiva, para a qual todos temos o dever de contribuir.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»E este é o momento certo, coincidindo com a entrada em vigor de um novo Quadro Comunitário de Apoio – Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
Mas este é também um momento de urgência, obrigando todos os que sobre estes assuntos costumam reflectir a não perder tempo com grandes teorias – a definição de uma estratégia de desenvolvimento deve partir, no essencial, pela selecção de um conjunto de projectos cuja realização concretiza uma determinada visão estratégica. Começo então pela minha visão para o Concelho: construir um Sabugal enquanto território sustentável e competitivo, atractivo para viver, trabalhar e investir, preservando as memórias, as tradições e a natureza.
Falo de uma visão que envolve e integra os três pilares em que assentam hoje os processos de desenvolvimento dos territórios – o pilar economia, o pilar social e o pilar ambiente
Falo de uma visão que é ao mesmo tempo uma visão de modernidade e de complexidade face a um passado que nos deixou um lastro que condiciona a gestão do presente, mas nos impõe a criação das condições para um futuro melhor.
Falo de uma trajectória de desenvolvimento do concelho do Sabugal que passa pela melhoria da qualidade de vida e da coesão social e que promove o reforço da sua base de sustentação económica, tirando partido dos recursos e capacidades próprias.
Falo de uma nova postura dinâmica e proactiva de resposta aos três grandes desafios que se colocam ao Concelho e às suas gentes:
Como «usar» os recursos para induzir a competitividade e a qualificação do Concelho;
Quais as «ameias» que o Sabugal deve construir e defender para um desenvolvimento equilibrado e sustentado;
Qual o papel que o Concelho quer assumir no quadro regional e transfronteiriço.
Falo, por último, e parafraseando uma das pessoas (Oliveira das Neves), que mais tem pensado e trabalhado nesta área, da urgência em se estabelecer um Pacto de Desenvolvimento para o Concelho do Sabugal, para o qual todos somos chamados e no qual todos somos «actores principais».
Acredito que vamos conseguir, basta que olhemos para o futuro como se pegássemos ao forcão numa tarde de capeia.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

A taxa do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), actualmente em 21 por cento, vai baixar um ponto percentual a partir de 1 de Julho. O anúncio foi feito esta tarde pelo primeiro-ministro José Sócrates.

José Sócrates«O Governo vai baixar a taxa do IVA de 21 para 20 por cento a partir de 1 de Julho deste ano, foi anunciado esta tarde, 26 de Março, pelo primeiro-ministro José Sócrates. Recorde-se que no início da legislatura o actual Governo tinha aumentado a taxa em dois pontos percentuais.
A redução do IVA será proposta à Assembleia da República depois de aprovada amanhã, quinta-feira, em reunião do Conselho de Ministros.
«O esforço dos portugueses a quem foram pedidos sacrifícios nestes últimos anos» e o trabalho do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que resultou na baixa do défice do Estado foram elogiados pelo primeiro-ministro.
José Sócrates adiantou ainda que «a baixa do IVA é de apenas um ponto percentual porque subsiste uma situação financeira internacional muito crítica».
jcl

Hoje destacamos… «publico.pt». O Público online liga-se à blogosfera através das funcionalidades do Twingly. É o primeiro grande reconhecimento das empresas de Media da importância cada vez maior dos blogues enquanto fazedores de opinião e discussão da sociedade dita civil.

publico.ptO sítio do Público inaugurou na passada terça-feira, 25 de Março, uma nova ferramenta online que faz a ligações directa entre os conteúdos editoriais do jornal e os blogues que lhe fazem referência.
«As notícias do Público na Internet passam a ter ligações directa para os blogues que as comentam, através de uma nova ferramenta que hoje (25 de Março) entra funcionamento», pode ler-se no sítio do jornal. Ou seja, a partir de agora as notícias da edição online referenciam os blogues que comentaram os respectivos conteúdos.
«A ferramenta informática utilizada é o Twingly que já é usado por alguns jornais europeus, como o Politiken e tem apresentado bons resultados na criação de uma comunidade de leitores mais participativos», acrescenta a notícia editada pela redacção online do Público.
O suplemento da edição papel publica diariamente na rubrica «Blogues de Papel» destaques com referências a opiniões bloguístas.
O sítio do «Público» na Web tem sido desde a sua criação um endereço de referência para toda a Comunicação Social pela capacidade visionária no desbravamento dos caminhos do ciberespaço. Mais uma vez o publico.pt dá um passo em frente inovando e reconhecendo a importância dos blogues enquanto espaço de comunicação e opinião na Web.

O Capeia Arraiana considera o «publico.pt» um dos endereços de referência da comunicação social digital.
jcl

Será neste cenário de forças, interesses e poderes; De pontos fracos e fortes ou de oportunidades e ameaças que se irá desenhar a formulação de uma estratégia de desenvolvimento para o concelho do Sabugal.

Joaquim Ricardo («Ideias Soltas»)Para evidenciar os nossos «clientes», detentores de interesse e poder na nossa região, elaborámos o mapa de análise de stakeholders que conduziu à matriz infra (ver quadro).
Da aplicação dos critérios adoptados, resulta que a autarquia e o governo são quem tem maior interesse e poder de influência sobre a região, na medida em que determinam e controlam as medidas a adoptar para o seu desenvolvimento e têm os recursos financeiros necessários.

Joaquim Ricardo
Os serviços públicos, por seu lado, têm muito poder e pouco interesse no desenvolvimento da região. Têm poder porque no exercício da sua actividade podem ou não ser colaborantes com as forças locais. A título de exemplo pense-se no registo da propriedade: Se estes forem demasiado demorados e os executores não ajudarem a ultrapassar determinadas dificuldades burocráticas inibem os interessados em executar este tipo de registos ou deslocar-se-ão a outros serviços alternativos ou são obrigados a várias deslocações perdendo tempo e até “paciência”, resultando daí uma má imagem para a autarquia. Por outro lado, do desenvolvimento da região não usufruem directamente dos seus resultados.
As regiões vizinhas e os visitantes, são quem têm menor poder de intervenção e também quem menos beneficia com o desenvolvimento da região.
Por último e por estranho que pareça, quem mais interesse tem no desenvolvimento da região são a sua população local, as instituições e os comerciantes e industriais. E, na prática, estas forças pouco podem fazer para que o poder político leve a cabo medidas que lhes tragam bem-estar e conforto pessoal.
Será neste cenário de forças, interesses e poderes; De pontos fracos e fortes ou de oportunidades e ameaças que se irá desenhar a formulação de uma estratégia de desenvolvimento para o concelho do Sabugal.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

Cristiano Ronaldo «El Torero» – Do relvado para a… arena

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Cristiano Ronaldo «El Cortador» – Do relvado para a… arena

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«Está a fronteira em crise?» foi o tema do debate esta terça-feira, 25 de Março, no Fórum Altitude. As intervenções dos convidados abordaram a crise das regiões fronteiriças portuguesas agravada pelas desigualdades fiscais entre os dois países ibéricos.

Rádio AltitudeFórum da Rádio Altitude debateu esta terça-feira de manhã o tema «Está a fronteira em crise?» tendo convidado para estar presente no estúdio António Baptista, presidente da Câmara Municipal de Almeida.
No lançamento do debate o autarca deu o exemplo de Vilar Formoso que se transformou radicalmente em consequência da abertura das fronteiras no espaço europeu.
«A Guarda Fiscal foi extinta, a estação perdeu movimento, as empresas de despachantes oficiais deslocalizaram-se para as novas fronteiras como Aveiro e a banca com o fim dos câmbios esvaziaram Vilar Formoso de serviços e pessoas Vilar Formoso. Estamos a falar de centenas de funcionários e, por consequência, de famílias com filhos que viviam com solidez económica contribuindo para o progresso local», recordou António Baptista que fez questão de acrescentar mais algumas causas como «a questão do IVA» que foi «drástica para toda a zona mas, mais especialmente para Vilar Formoso, a principal fronteira terrestre portuguesa».
As principais consequências estão à vista para o presidente de Almeida com «os três postos de combustível de Vilar Formoso fechados e nas Fuentes os carros fazem grandes filas para abastecer mas esta crise não se limita aos concelhos mais próximos da Raia, extravasa para o comércio da cidade da Guarda e há pessoas de Celorico da Beira que aproveitam para fazer compras e encher o depósito do lado de lá».
«Temos que nos adaptar. Ainda ontem, segunda-feira, foi um pandemónio em Vilar Formoso porque os camionistas foram impedidos de entrar em Espanha até cerca das nove horas da noite provocando o congestionamento de estradas e restaurantes. Temos que nos adaptar criando condições para que a região não seja um local de passagem. Os atoalhados que os espanhóis consumiam há uns anos está fora de moda. É preciso que os comerciantes portugueses se adaptam aos novos tempos e às novas tendências da sociedade espanhola», lembrou António Baptista concluindo que «já houve muitas crises e sempre as soubemos ultrapassar mas é necessário reclamar o investimento público e sentir vontade na iniciativa privada em parceria com as autarquias».
Na sua intervenção telefónica para o programa o presidente da Junta de Freguesia de Vilar Formoso, Domingos Cerqueira, defendeu que «a fronteira está em crise. É um problema que se arrasta desde a entrada do euro. Deixou de haver peseta, deixou de haver escudo e, acima de tudo, tem a ver com a diferença percentual entre o IVA português e espanhol».
Um bancário que trabalha na Guarda e vive em Vilar Formoso alertou para o facto das viagens esgotadas nas férias das Páscoa serem reflexo do desaparecimento da classe média em Portugal. Para ele «as minas de volfrânio, a guerra civil espanhola, o contrabando e a emigração ajudaram a desenvolver Vilar Formoso mas, agora, as soluções passam por parcerias entre o Governo e os municípios raianos. Há que dar condições favoráveis à Beira Interior para convidar os empresários a virem instalar as suas empresas».
O empresário espanhol proprietário das Galerias Gildo com estabelecimentos dos dois lados da fronteira entrou no programa para dizer que «também sente a crise». «Antigamente havia uns certos produtos que eram mais procurados pelos clientes portugueses. Agora, desde a carne aos congelados compram tudo. Mas a Espanha também está a atravessar um momento menos bom…», alertou.
Paulo Manuel, presidente da Associação Comercial da Guarda interveio apontando soluções: «Temos políticas que não favorecem o investimento no Interior. Vilar Formoso pode ser, pela sua localização, um espaço de oportunidades. O Turismo e o apoio logístico ao transporte de mercadorias são sectores que apontamos como soluções a curto e médio prazo.»

Temos tudo. Quando os da Praça do Comércio em Lisboa dizem que estamos longe devemos ter coragem para dizer que estamos mais perto. Mais perto do mercado ibérico, mais perto da Europa, temos cada vez melhores auto-estradas até à fronteira e uma linha de caminho-de-ferro privilegiada que desde sempre levou e trouxe os nossos emigrantes e mercadorias. Mas mais do que de uma crise temos que saber falar das oportunidades que podem mudar o fado raiano.
jcl

A revolução cubana já vai de bicicleta. O presidente Raúl Castro autorizou que os cubanos tivessem acesso a produtos de consumo até aqui proibidos como telemóveis, computadores, alarmes de automóveis, bicicletas e panelas de pressão eléctricas, DVD’s, aparelhos de vídeo e microondas.

Cuba de Fidel CastroO Governo do presidente de Cuba, Raúl Castro, irmão de Fidel, autorizou a venda aos cubanos de vários artigos electrónicos como computadores, televisores de todas as dimensões, bicicletas e panelas de pressão eléctricas e alarmes para carros.
Até aqui os telemóveis apenas podiam ser utilizados por estrangeiros e entidades oficiais.
Raúl Castro tinha assumido provisoriamente o comando de Cuba a 31 de Julho de 2006 em consequência dos problemas de saúde do irmão e encabeçou a lista única de candidatos apresentada à Assembleia Nacional para designar o novo presidente.
Na tomada de posse, em Fevereiro passado, tinha prometido o início da eliminação de proibições «mais simples» e «uma estrutura estatal mais compacta e funcional com um menor número de organismos administrativos e uma melhor distribuição das funções para permitir uma maior eficiência gestão governativa».

Sente-se uma brisa de mudança na ilha de Castro.
jcl

A cantora Suzanne Vega vem à cidade mais alta no dia 9 de Julho, onde dará um concerto no Teatro Municipal da Guarda (TMG). Na ocasião a cantora apresentará o álbum mais recente, «Beauty & Crime».

TMG-Teatro Municipal da GuardaSegundo declarações à Agência Lusa de Américo Rodrigues, director Artístico do TMG, «É muito prestigiante para o TMG poder receber um nome mundial como é Suzanne Vega».
Suzanne Vega tem ainda outra data marcada para Portugal, ainda por divulgar. A norte-americana, actua também em Julho na edição madrilena do Rock In Rio.
Além do concerto de Suzanne Vega, em Julho, o Teatro Municipal da Guarda vai receber uma nova edição do Festival «Ó da Guarda», dedicado à música contemporânea, bem como actuações de Wraygunn, A Naifa, Micro Audio Waves e Luís Represas.

A vinda da prestigiada e muito solicitada cantora norte-americana à Guarda prestigia o TMG, que sob a batuta de Américo Rodrigues continua a dar cartas, rivalizando com as melhores salas de espectáculos de Portugal.
plb

Encerro atribulado para a Capeia da Páscoa em Aldeia da Ponte.
Data: 22 de Março de 2008.
Autoria: Josué Rito Dias.

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Um homem foi detido pela GNR no concelho do Sabugal quando caçava furtivamente e por meios não permitidos. Para além desta detenção a mesma força de segurança efectuou na semana transacta no distrito outras 11 detenções por variadas práticas criminais.

Guarda Nacional RepublicanaNuma operação levada a efeito no concelho do Sabugal uma equipa de Protecção Florestal da GNR da Guarda, deteve um homem com 79 anos de idade, por exercer a caça por meios não permitidos, sendo depois presente no Tribunal Judicial da Comarca de Sabugal. Desconhecem-se outros pormenores sobre o incidente.
Segundo um comunicado divulgado pela GNR da Guarda, em outras acções nos concelhos de Seia e Aguiar da Beira, foram detidos dois indivíduos por furto de animais caprinos. Foram constituídos arguidos e foi-lhes aplicada a medida de coacção deTermo de Identidade e Residência. Já no concelho de Vila Nova de Foz Côa, militares da GNR local apreenderam 15 mil euros em material e uma viatura furtada de uma fábrica de Azeite de Almendra.
Em termos gerais, segundo a mesma nota, «o Grupo Territorial da GNR da Guarda no período de 17 a 23 de Março de 2008 registou 55 ocorrências criminais». Dentre elas destacam-se: nove crimes de condução sob influência do álcool, oito por furto de veiculo, cinco de dano, quatro de violência doméstica, três de furto em residência, três por incêndio florestal, três por ameaças, dois por caça ilegal, dois por condução sem habilitação lega, um por ofensas à integridade física, um por burla, um por incêndio em habitação e um por emissão de cheque sem provisão.
«Neste mesmo período efectuaram-se 12 detenções, sendo uma por furto de seis cabritos, uma por caça ilegal, uma por condução de veículo sem habilitação legal e nove por condução sob influência do álcool», refere o comunicado.
Registaram-se 26 acidentes de viação, resultando 19 de colisões, seis de despistes e um de atropelamento. Dos acidentes resultaram dois feridos graves e 11 feridos leves. As principais causas da sinistralidade foram a velocidade excessiva e o desrespeito pela sinalização.
plb

Em funções efectivas desde 1 de Janeiro de 2008 a Direcção da Casa do Concelho do Sabugal presidida por José Manuel Lucas, já apresenta saldo positivo. Para clarificar dúvidas e dívidas foi convocado o anterior presidente da Direcção para uma reunião na sede social.

Direcção da Casa do Concelho do SabugalA Casa do Concelho do Sabugal viveu tempos conturbados. O anterior Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Joaquim Saloio, ficou com o menino nos braços quando, no início do Verão de 2007 e após uma Assembleia Geral pouco concorrida, o presidente e o tesoureiro da Direcção se mostraram indisponíveis para continuar.
Em Setembro, Joaquim Saloio, reuniu um grupo de sabugalenses que tinham duas hipóteses pela frente: «fechar a Casa» ou «organizar uma lista de consenso credível com vontade de recuperar a instituição». Logo ali foram lembrados nomes e feitos alguns contactos que constituiram a lista para os órgãos sociais.
O actual presidente da Direcção, José Manuel Lucas, é um gerente experiente e iniciou pouco-a-pouco a reorganização da associação mas as novidades começaram a aparecer. «A conta bancária estava bloqueada e havia mais de 5500 euros de dívida à Previdência, 10 mil às Finanças e cerca de 3500 a uma empresa de fornecimento de bebidas», esclareceu contrariado o presidente acrescentando: «Encetámos negociações para pagamentos faseados, já liquidámos duas prestações e desbloqueámos a conta bancária.»
Após várias tentativas goradas a Direcção reuniu-se no sábado, 15 de Março, com Joaquim Tenreira, presidente da direcção cessante, para clarificar dúvidas e dívidas resultantes da sua gestão. As explicações ficaram registadas em acta e destacam, nomeadamente, «a situação caótica, a todos os niveis, que encontraram em 2003 quando tomaram posse, o pagamento de indemnizações a trabalhadores contratados pela anterior direcção, o decréscimo de receitas das capeias e a pouca participação dos sócios e da maior parte dos elementos dos Corpos Sociais».
Mas, agora é tempo de olhar para a frente e José Manuel Lucas prefere falar da actual gestão porque «o número de almoços tem vindo a subir e o balancete dos dois primeiros meses de 2008 está afixado para todos os sócios consultarem e apresenta um saldo positivo de 2352 euros», afirma com satisfação aproveitando para fazer um apelo:
– Pedimos aos sócios que tragam os seus amigos e conhecidos. Estamos a perdoar as quotas atrasadas desde que regularizem 2008. Precisamos que marquem aqui os seus convívios e façam da «Casa» o seu ponto de encontro em Lisboa.
Algumas iniciativas são apostas pessoais do presidente Lucas:
– Queremos voltar a levar a Capeia Arraiana ao Campo Pequeno. É um projecto arrojado mas acredito que vai ser possível. Estamos a preparar a semana gastronómica raiana que culminará com o «nosso» bucho, torneios de sueca, o «Rally-paper do São João» no Sabugal e o Torneio de Futsal Inter-Aldeias. Aproveito para informar que iremos comemorar, com algum atraso, o aniversário da «Casa» no dia 12 de Abril tendo como convidados de honra o executivo da Câmara Municipal do Sabugal.
A finalizar desvendou mais algumas iniciativas da Direcção:
– Estamos na Internet. O presidente da Mesa da Assembleia Geral, José Luís Tomé, construiu uma página para manter informados os sócios. Estão, também, em preparação dois jantares em memória dos sócios José Ramos Casanova e João Leitão.

Acreditamos que a nossa embaixada está em boas mãos para vencer os desafios do presente e garantir o futuro.
jcl

O «Palmela Syrah» da Casa Ermelinda Freitas foi eleito o melhor vinho tinto do Mundo na prova cega do concurso internacional Vinailes Internacional 2008 realizado em França.

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O júri francês do concurso internacional Vinailes Internacional 2008 elegeu o «Palmela Syrah» da Casa Ermelinda Freitas como o melhor vinho tinto do Mundo. O vinho português com apenas três anos saiu vencedor da prova cega a que foram submetidos três mil vinhos de 36 países.
Segundo noticiou a SIC «foram produzidos apenas oito mil litros e engarrafadas cerca de 11 mil garrafas da colheita de 2005 que arrecadou agora a medalha de ouro no reconhecido certame enólogo internacional».
Estava previsto o seu lançamento no mercado em Abril ao preço de oito euros por garrafa mas, agora, tudo se deve ter alterado…
Já em 2007, no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados, considerado o maior evento português do sector, tinham sido premiadas algumas das dez adegas da Rota de Vinhos da Península de Setúbal. Entre elas a Casa Ermelinda Freitas Vinhos, Lda. tinha conquistado quatro medalhas. Uma medalha prestígio com o vinho Dona Ermelinda 2006 e três medalhas de ouro com os vinhos Casa Ermelinda Freitas T. Nacional 2004, Casa Ermelinda Freitas Alicante Bouschet 2004 e Casa Ermelinda Freitas Syrah 2004.

Com uma área de apenas 150 hectares os vinhos da Casa Ermelinda Freitas arriscam-se a tornar-se uma referência no panorama nacional do vinho e da vinha. E, agora, os felizardos que conseguirem adquirir (e saborear) uma das 11 mil garrafas vão ter razões para sorrir… e agradecer a Baco.
jcl

A procissão do Senhor dos Passos realizou-se na Sexta-feira Santa, dia 21 de Março, na paróquia de Vila Boa. Para o efeito, as ruas vestiram-se de arcos floridos e decoraram-se com nichos, espécie de pequenas capelas, que são verdadeiras obras de arte popular e de cultura religiosa.

Procissão do Senhor dos PassosEsta celebração quaresmal, de profunda devoção popular, teve início pelas 15 horas, na igreja paroquial, e percorreu as principais ruas da freguesia.
O povo, que acorreu em massa, acompanhou o «Salvador» no seu caminhar de dor e de sofrimento desde a sua condenação até à morte e sepultura, entoando um cântico monótono e doloroso, só suspenso pela voz da Verónica, a lembrar a todos quão grande foi o sofrimento de Cristo.
Dos sermões que fazem parte desta cerimónia, destaca-se o Sermão do Encontro, que teve lugar no Largo da Praça. Aqui ocorre o encontro, sempre emotivo, do andor do Senhor dos Passos com o da Nossa Senhora das Dores e o de S. João, numa simbologia do encontro de Cristo com sua Mãe, a caminho do Calvário. É também aqui que o cortejo litúrgico se torna especialmente comovente, atingindo o auge da dor. Para este clima de sofrimento e de veracidade muito contribui o talento do Padre José Sanches, cujos dotes de pregador são unanimemente reconhecidos.
As cerimónias terminaram na igreja, com o Padre José Sanches, visivelmente emocionado, a agradecer a todos aqueles que tornaram possível, uma vez mais, a realização dos Passos em Vila Boa e a apelar para que estes verdadeiros testemunhos de fé cristã se repitam e para que as tradições, que são a identidade de um povo, não se percam.
No Domingo de Páscoa, o Padre António, pároco da freguesia, repetiu os agradecimentos e lançou um desafio. É sabido que em Vila Boa – dizia ele, mais ou menos nestes termos – existem grandes pedreiros, cuja fama ultrapassa as fronteiras da aldeia e até do concelho. Então, por que não aproveitar esta mais-valia para se construirem nichos em granito. Os passos processionais de Vila Boa teriam, assim, carácter de monumentos e, sobretudo, ficariam ad eternam, a fazer história e a relembrar às gerações vindouras que a freguesia soube honrar as tradições.
E por que não? – perguntamos nós – Então não dizia Fernando Pessoa: «Deus quer, o homem sonha, a obra nasce»?
António Dinis

O Governo português alterou as regras das candidaturas aos apoios comunitários pondo em causa a concretização dos projectos defendidos pelos municipios das regiões do Vale do Côa e do Alto Douro Vinhateiro.

Trás-os-Monte e Alto DouroAs candidaturas foram elaboradas segundo as regras do anterior Quadro Comunitário de Apoio (QCA III) que valorizava os territórios pelas suas especificidades, identidades e afinidades culturais e patrimoniais. O Quadro de Referência Estratégtico Nacional (QREN) alterou as regras do jogo e no actual quadro comunitário as candidaturas só podem ser feitas por associações de municípios, agrupados em unidades estatísticas de nível III (Nuts III). Fica, assim, em causa o Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa elaborado por dez municípios integrados na base territorial da região.
A introdução de uma marca de promoção turística da região com colocação de sinalética apropriada, a requalificação do cais fluvial de Barca d’Alva e a reactivação do troço nordeste da linha ferroviária do Douro arriscam-se a não sair do papel em resultado da complexidade das alterações introduzidas.
O estudo governativo está pronto desde o final do ano passado e define o turismo como a aposta estratégica da região da Beira Interior Norte (Alto Douro Vinhateiro e Vale do Côa) apoiada na necessidade de investimentos em projectos estruturantes que mobilizem parceiros público-privados.
«Uma das regiões mais deprimidas e envelhecidas da Europa com um índice de envelhecimento superior a 232 por cento necessita de um novo modelo de governação que articule projectos regionais e nacionais», pode ler-se no documento que sugere ainda «a criação de uma agência de marketing territorial que agilize procedimentos aproveitando sinergias de marcas e propostas diferenciadas».

Os autarcas da Beira Interior estão obrigados a estudar com muita atenção este documento governativo que redefine apoios e aponta as apostas estratégicas.
jcl

Na «Operação Páscoa 2008» o Grupo Territorial da Guarda Nacional Republicana da Guarda registou um total de 16 acidentes que tiveram como consequência um ferido grave e nove feridos ligeiros.

Operação Natal em SegurançaSegundo um comunicado divulgado á imprensa, entre os dias 20 e 23 de Março de 2008, período em que decorreu a operação, a GNR da Guarda fiscalizou mil e 89 automobilistas. Nove foram detidos por prática criminosa no exercício da condução. Sete condutores foram detidos por conduzirem com excesso de álcool no sangue, com taxas entre 1,2 e 2,43 gramas por litro. Os outros dois condutores ficaram detidos por falta de habilitação legal para conduzirem. Foram ainda autuados 73 condutores por diversas infracções à legislação Rodoviária.
Não se registaram mortes nas estradas do distrito da Guarda, mau grado os 16 acidentes que tiveram lugar.
A nível nacional a «Operação Páscoa 2008» saldou-se em sete mortos, mais um que em 2007. Porém registaram-se menos acidentes e feridos que no ano passado. O balanço global dos quatro dias da operação dá conta de 827 acidentes (menos 216 que em 2007), 27 feridos graves (menos 2 que em 2007) e 227 feridos ligeiros (menos 97 que no ano anterior).
O Porto foi o distrito com maior número de acidentes (115), sem contudo registar mortos ou feridos graves. Viana do Castelo registou o maior número de mortos (2) e Braga de feridos graves (6). No último dia da Operação Páscoa, aconteceram 163 acidentes (menos 70 que em 2007) que causaram sete feridos graves (os mesmos que no ano anterior) e 58 feridos ligeiros (menos 28).
plb

O Município da Guarda vai realizar um workshop destinado a divulgar algumas das saladas que se podem fazer recorrendo a plantas selvagens existentes nos nossos campos.

SaladasO evento realiza-se na Quinta da Maunça no sábado, dia 29 de Março, e é dedicado a quem gosta de aprender e provar coisas novas. O desafio é visitar a quinta pedagógica do município, para ficar a conhecer as «Saladas Selvagens», com a oportunidade de também as provar.
Muitas das plantas vulgarmente conhecidas por «ervas daninhas» podem ser autênticos desafios gustativos, riquíssimos sob o ponto de vista nutricional, daí a razão pela qual se realiza a iniciativa cuja participação é livre, ainda que sujeita a um máximo de 25 pessoas. Os interessados devem porém inscrever-se através do telefone 271237816 ou pelo correio electrónico eef_maunca@mun-guarda.pt.
Do programa divulgado conta a recepção aos participantes, pelas 9h30, seguida de uma prelecção às 10 horas subordinada ao tema: «plantas selvagens comestíveis – à mesa com a Natureza». Pelas 11h15 haverá um passeio pelo campo para identificação das espécies.
Depois de almoço haverá um debate entre os participantes, o qual se prolongará pela tarde dentro.
plb

A Associação Cultural e Desportiva do Soito, ficou na terceira posição na primeira fase, série A, do campeonato distrital de futebol da 2.ª Divisão.

Bola de futebolO primeiro lugar foi para a União Desportiva «Os Pinheleneses», que somou 32 pontos nos 14 jogos disputados. Na segunda posição ficou a Guarda Desportiva, que arrecadou 29 pontos, seguindo-se-lhe de perto a equipa raiana do Soito, que conseguiu amealhar 28 pontos.
O Soito teve uma participação regular na prova, obtendo oito vitórias, quatro empates e somente duas derrotas. Os jogadores soitenses marcaram 38 golos e sofreram apenas 20. Porém a boa prestação do Soito não foi suficiente para contrariar a experiência da equipa de Pinhel, que esteve mais forte.
O último jogo desta série disputou-se no passado dia 16 de Março, tendo a equipa do Soito batido em casa o Futebol Clube de Pala, por um expressivo 5 a 1.
A equipa vencedora da série A, a União Desportiva «Os Pinhelenses», vai agora enfrentar a equipa vencedora da série B, o Sporting Clube Celoricence, com vista a definir qual é o campeão da 2ª Divisão de Futebol da Guarda. O Jogo disputa-se no dia 29 de Março, pelas 20h30, tendo por palco o Estádio Municipal da Guarda.
plb

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

«Capeia Arraiana» por Tutatux – Imagem da Semana (24-3-2008)Data:

Local: Uma aldeia das terras raianas.

Legenda: A praça já foi fechada com os carros de vacas e o Forcão está a postos.

Autoria: Kim (www.tutatux.com)

Clique na imagem para ampliar

Cartoon - 24-3-2008

Hoje é domingo de Páscoa. Quebra-se o silêncio da Quaresma.

Jesué Pinharanda – Carta DominicalSábado, à meia-noite, os sinos voltavam-se a repicar. Anunciavam a Ressurreição do Senhor. Nesse dia, a Igreja estava fechada. A surpresa só podia ser vista no Domingo de manhã. Ao soar do terceiro repique, a Igreja estava nova. Os Santinhos tinham saído dos seus altares e encontravam-se em andores, ricamente enfeitados com belas flores artificiais, brancas, rosas e azuis e todas as cores. Estavam sorridentes, alegres e tinham o ouro que lhes pertencia, no pescoço e nas orelhas. Só a Senhora da Assunção e o Sagrado Coração de Jesus ficavam nos altares engalanados. De resto, estavam a Senhora de Fátima, a Senhora Santa Luzia, o Menino Jesus em pé (porque havia o mais pequenino que só servia para estar deitado) e os outros todos que tinham lugar na Igreja. Porque havia ainda os das ermidas (São Gens, Santo António, Senhora dos Remédios, das Dores e dos Aflitos, Santa Eufémia e Espírito Santo) que não vinham. Ficavam em casa.
Tudo o mais, santo e pessoas, estavam no povo onde era a Festa de Flores, Domingo de Páscoa. Festa de Flores queria dizer também amêndoas, coscorões (ou coscoréis), e o tambor do Ti Casado, a dar a volta ao povo «Rana, rana, cataplana, quem tem sona vai p’ra cama»!
Assim era em Quadrazais! Que o não seja agora pouco importa, porque continua a ser na nossa saudade.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

Como é que posso com este mundo?, questionava-se o jagunço Riobaldo Tatarana, desenhado por João Guimarães Rosa, no seu livro «Grande Sertão: Veredas», que com alguma inquietação constatava que este mundo anda muito misturado.

José Robalo – «Páginas Interiores»A notícia aí está, ocupando as primeiras páginas dos jornais de todo o mundo: os cubanos poderão alojar-se nos hotéis. A decisão está tomada, apesar de oficialmente ainda não existir nenhuma confirmação. Brevemente, os cubanos poderão alojar-se nos hotéis da ilha como qualquer turista. Esta decisão de Raul Castro, o novo homem forte do regime, apesar de insólita, poderá significar um certo ar de liberdade.
Na ilha vive-se de forma deprimente, faltando de tudo a começar pela liberdade e bens de primeira necessidade, onde tudo é racionado…
É verdade que o embargo americano é parcialmente responsável por esta situação, que de forma cega põe em causa o direito a uma vida digna de toda uma população.
A economia mundial está em crise com o aumento desenfreado dos preços do petróleo, a queda das bolsas, reflexo já não de uma constipação da economia americana, mas sim de uma dupla pneumonia, que se não for atalhada poderá ter consequências muito graves para esta economia globalizada.
Veredas», de João Guimarães RosaAs nossas esperanças residem neste momento num jovem candidato a candidato que se chama OBAMA. Apesar de ser republicano penso que se fosse cidadão americano o meu apoio iria para este homem. George Bush teve o condão de pôr em dúvida o meu republicanismo, porque sempre preferi um presidente, a um rei.
A nível interno aquilo que mais me aflige é uma frenofobia generalizada, constatando que as pessoas começam a ter medo de pensar, confirmando assim o pensamento do poeta José de Almada Negreiros quando afirmava «Ó músculos da saúde de ter fechado a casa de pensar».
Diz-se que num momento de lucidez, mas sempre com o respeito pelo pacto de silêncio, o padrinho da máfia Michael Corleone, terá afirmado: «Tentei regenerar-me e começar a fazer negócios legais, mas à medida que fui subindo na escala social, mais porcaria encontrei.»
Assim mesmo!…
Ainda se recordam quando na escola estudávamos Emanuel Kant, penso que na sua «Crítica da Razão Prática», um tratado de filosofia sobre as obrigações morais, onde desenvolveu o seu «Imperativo Categórico», que reza mais ou menos o seguinte: «Age de tal modo que a máxima da tua acção se possa tornar princípio universal.»
Exerçamos a cidadania na sua plenitude.
Boa Páscoa.

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Para ouvir: Bach: A Paixão Segundo São Mateus, de John Eliot Gardiner.
Fauré: Requiem, editora harmonia mundi.
Mozart: Requiem, Deutsche grammophon.
Handel: Messiah, de Paul Mccreesh.

Para ler: «Grande Sertão: Veredas», de João Guimarães Rosa, Editora Nova Fronteira.
«A Cena do Ódio», de José de Almada Negreiros.

Para ver e a não perder: No TMG, exposição de Nadir Afonso, um dos maiores pintores portugueses vivos, até ao dia 18 de Maio.
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«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

Reportada que foi, nestes escritos, uma grande parte da vida do Colégio, com a sua actividade intensa, no final e inicio dos últimos dois séculos, apenas mais umas poucas considerações sobre a sua utilidade, depois do encerramento.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaPara quem viveu na rua do Colégio, enquanto foi totalmente habitado pelas famílias que o arremataram, ou outras posteriores, com a sua altaneira e imponente Igreja transformada em palheiro, servindo para as famílias detentoras deste espaço arrecadarem os animais, a palha ou outras alfaias agrícolas, enfim tudo o que era necessário, pois espaço era coisa que abundava numa Igreja com aquele tamanho todo.
Franqueámos, inúmeras vezes, as suas grandiosas e trabalhadas portas de madeira, na nossa juventude, pois vivemos mesmo na sua frente, pertencendo a um número de privilegiados, que mantivemos alguma facilidade na sua entrada, devido às relações de amizade, boa vizinhança e contacto diário com a família, detentora da maior parte da Igreja.
Muitos serões passámos no quentinho da Igreja, seja em amena cavaqueira típica das noites, seja no ajudar a arrumar as «fachas» de palha ou feno para os animais, bem como outras tarefas que por lá ocorriam, como a feitura de aguardente caseira na Alquitarra, durante a noite, acompanhando com alguns petiscos, que tivemos oportunidade de saborear, assados na brasa, enquanto a aguardente se ia formando.
Aquele edifício, com a sua altivez, exercia um fascínio difícil de explicar na pequenada, que por ali morava, não sendo muito perceptível para todos nós, enquanto canalha miúda, compreender como foi possível o aparecimento deste monumento, que apesar de ter sido encerrado na primeira década de 1900, registou ainda alguma utilidade e vida, depois da arrematação em hasta pública em 1922, servindo os últimos moradores com pertença da Igreja, que a foram mantendo activa para as suas necessidades, embora com uma tarefa bem diferente, para a qual foi erigida.
Colégio de Aldeia da PonteComo o telhado nunca teve uma grande reparação, apenas um ou outro retoque e, devido às infiltrações, era visível, nos dois cantos da frente, a deterioração que na década de 50 já existia na Igreja, ainda sem perigo aparente, para quem lá entrasse, pois estes dois cantos estiveram sempre protegidos, não fosse alguma telha ou madeira vir por ali abaixo, causando algum dissabor.
Antes de abordar algumas considerações sobre uma eventual recuperação, dependendo da vontade dos detentores da Igreja, num artigo próximo, uma referência para a imensa vida no grande forro do telhado, servindo de refúgio a várias aves, pois aqui tiveram protecção e sossego, principalmente as pombas, fazendo neste local um autêntico pombal com os seus ninhos, por muitos anos, complementada com o altaneiro ninho das cegonhas, chegando a existir dois.
Todas as Primaveras, as cegonhas ali arribavam para a criação, frequentando as «charcas» das redondezas, onde recolhiam os alimentos para criar os filhotes cegonhos.
Deduzidas as novas atribuições agrícolas e, à falta de melhor, o edifício da Igreja também serviu, como acabamos de referir, de poiso para muitas aves, transmitindo-lhe alguma visibilidade no regresso das cegonhas, com o matraquear característico e inconfundível dos seus longos bicos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Tudo aconteceu no dia 12 de Março de 2008, na Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto. Com o título «9º C em grande!» foi colocado no Youtube um vídeo filmado por telemóvel que mostra uma aluna a agarrar e a puxar o braço da professora de Francês por esta lhe ter tirado o telemóvel.

 

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