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O Capeia Arraiana esteve à fala com o Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro, uma das importantes personalidades do Estado português. A conversa decorreu na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, durante um jantar de homenagem dos seus antigos alunos da UAL. A sua afirmação «Ainda hoje me lembro dos ninhos de pássaros nas árvores da escola do Sabugal» é inolvidável e merece o nosso destaque.

À fala com… Fernando Pinto MonteiroFernando Pinto Monteiro, é natural da freguesia de Porto de Ovelha, no concelho de Almeida. Dividiu a sua infância e juventude entre a terra natal e o Sabugal onde os pais se instalaram quanto tinha quatro anos de idade. Recuperou e mantém a casa que os tios lhe deixaram na aldeia de Badamalos e onde vai sempre que pode para tratar do jardim.
Acedeu a ter connosco uma conversa descontraída numa noite de sábado na Casa do Concelho do Sabugal onde foi o convidado de honra no jantar dos finalistas do curso de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) a quem deu aulas até aceitar o convite para Procurador.
«O bucho é uma especialidade da Beira que eu muito aprecio. Não há enchidos como os do Sabugal ou, então, é o gosto da infância. Traz-me recordações da adolescência quando, com os meus irmãos, comíamos bucho em casa dos avós de Porto de Ovelha. São sabores únicos. É um petisco que já não saboreava há muito tempo», começou por nos dizer a propósito de ter sido surpreendido com um aperitivo de bucho arraiano no início do jantar.
– Já conhecia a Casa do Concelho do Sabugal?
– Convidaram-me por diversas ocasiões mas foi hoje a primeira vez que visitei a Casa. Vou levar comigo a inscrição de sócio que José Lucas, meu amigo de há muitos anos, me entregou. Se a vou preencher? É com muito gosto que serei sócio da Casa do Concelho do Sabugal.
Para Pinto Monteiro a noite foi de recordações, de relembrar amigos e conhecidos do Sabugal. «Tive a alegria de encontrar amigos da adolescência e de rever os meus alunos da UAL. É um conjunto de sensações que se completam. É raríssimo aceitar convites. Entro na Procuradoria às nove e meia da manhã e nunca saio antes das nove, nove e meia da noite de segunda a sábado. É uma função muito absorvente.»
– O cargo é muito diferente daquilo que imaginava?
– O Presidente Jorge Sampaio disse-me que sabia que o cargo era muito difícil e exigente. Estamos a atravessar uma fase atribulada porque a aplicação da legislação no nosso País sofreu grandes alterações e há muitas leis novas ou que foram revistas. O Procurador tem que se pronunciar com decisões correctas.
– Que recordações tem do Sabugal?
– A infância e a adolescência andam sempre comigo. Ainda hoje me lembro dos ninhos de pássaros que havia nas árvores na escola do Sabugal. O professor Cavaleiro era um homem extraordinário. Tinha uma alegria de vida contagiante. Adorava a vida. E a propósito de professores vou contar-lhe um episódio curioso. Estava na Procuradoria e a minha assistente veio dizer-me – «Está a falar na rádio a sua professora do Sabugal» – Mas eu nunca tive uma professora! Percebi que alguém resolveu passar-se por minha professora.
O seu pensamento continua a recordar a sua juventude à beira do rio Côa e do castelo das cinco quinas.
– Somos quatro irmãos, mas só o mais novo nasceu no Sabugal. O António (Pinto Monteiro) é professor catedrático em Coimbra. É solicitado para dar muitos pareceres. Deve estar a chegar da China. O ano passado esteve em quatro continentes. Ainda hoje mantenho contacto com os meus amigos desse tempo. Fui, também, muito amigo do Fitz Quintela, irmão da pintora Helena Liz. Andámos no Liceu da Guarda e formou-se comigo em Lisboa.
[O jovem jurista do Sabugal, Fitz Quintela, foi o pai dos estatutos da Casa do Concelho do Sabugal em 1974 e faleceu tragicamente meses após a assinatura da escritura, baleado por um agente policial por alegadamente não ter parado numa operação de stop. n.d.r.].
No final do jantar enquanto discursava, o presidente da Casa, José Lucas, cometeu uma inconfidência que fez rir Pinto Monteiro: «Conheço o senhor Procurador desde a juventude, passámos férias juntos em Aldeia do Bispo e agarrámos os dois ao forcão, não porque fossemos muito corajosos, mas para agradar às chicas espanholas.»
Aproveitámos para lhe perguntar se ainda recordava esse feito. «É verdade. Agarrei ao forcão em Aldeia do Bispo quando tinha 15 ou 16 anos. Costumava passar oito dias em casa da família Mansos e, claro, acompanhava com os da minha idade. Já depois de formado, devia ter 22 ou 23 anos, passei férias em casa dos pais do Lucas e lembro-me que nesse ano fomos para as touradas de Fuenteguinaldo.»
– Na entrevista ao «Expresso» disse que não usava o cartão de crédito da Procuradoria e tentaram investigar a sua vida…
– Nunca me habituei a ser rico nem a ser pobre. Não tenho hábitos de rico. Gosto de pagar em dinheiro. Não uso cartões. O da Procuradoria está lá fechado num cofre. Dei aulas sem receber um tostão. Podem investigar-me à vontade. Ofereceram dinheiro a uma jornalista para tentar descobrir algum ilícito na minha vida. Se está a contar com esse dinheiro para comer vai morrer à fome.
A agradável conversa teve de terminar. O professor Pinto Monteiro começou a ser solicitado pelos seus alunos para dedicar e assinar as fitas de finalistas do curso de Direito da UAL.
O nosso agradecimento pela disponibilidade e simpatia do Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro para com o Capeia Arraiana. Um beirão genuíno e um sabugalense que nos enche de orgulho.
jcl

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Comunicado da Presidência da Câmara Municipal do Sabugal sobre as grandes opções estratégicas para o desenvolvimento do município.

Câmara Municipal do Sabugal«O concelho do Sabugal tem, todos sabemos, problemas de competitividade em relação à integração na economia de mercado de consumo, que hoje é considerada a solução ideal para a organização da vida em sociedade.
E não admira que assim seja, já que este modelo é completamente diferente do que aqui vigorava até finais da década de 60 do século XX, pobre e baseado na solidariedade, na partilha e na organização do trabalho colectivo em prol de comunidade e que foi o responsável último da fuga para a Europa e para o litoral de dois terços da população do concelho, em busca de melhor vida.
Porém, o investimento público municipal e Estatal, nas últimas três décadas, dotou o concelho de condições satisfatórias em diversos domínios, casos do abastecimento de água, de saneamento, de rede viária, de equipamentos escolares, de saúde, de segurança, desportivos, de cultura e lazer, de outros serviços públicos (tribunais, finanças, conservatória, central de camionagem, etc.) e de reestruturação urbana (pavimentações, iluminação pública, jardins, etc.).
A curto prazo a Câmara Municipal pretende concluir a requalificação do Cró, a ligação A23-Fronteira e construir o parque de campismo.
O dinamismo associativo criou lares e centros de dia, cooperativas e associações agrícolas, associações florestais, associações de bombeiros voluntários, associações de desenvolvimento, de caça e pesca, culturais, desportivas, etnográficas, musicais, de teatro, enfim…
O nosso território, onde vivem cerca de quinze mil pessoas é vasto, diverso e ambientalmente qualificado. (62% Rede Natura/2000).
Tem um património histórico e monumental representativo de cinco antigos concelhos, e vestígios arqueológicos desde a pré-história.
Tem o Côa, Malcata e Sortelha, (3 marcas nacionais).
Tem uma cultura e sabe fazer únicos que não podem ser imitadas por produção em série (capeias, enchidos, queijos, mantas, compotas, etc. …)
Tem o maior efectivo pecuário da Beira Interior e a ruralidade, a tranquilidade e o ar puro que nos caracterizam.
E o que temos é precisamente o que falta nas grandes cidades da sociedade de consumo.
Como o que faz falta é que “vende” a nossa estratégia tem que passar por transformar o que temos em produto vendável, mantendo a nossa forma diferente de viver e as nossas especificidades. No fundo, a nossa cultura e a nossa dignidade.
Temos que nos convencer que o que temos é bom, muito bom! Temos que rentabilizar as infra-estruturas, os produtos que são únicos e que atraem consumo por serem diferentes e de qualidade e a maneira diferente que temos de viver em sociedade.
Temos que rentabilizar a caça e a pesca.
Temos que tentar organizar a estrutura fundiária de modo a organizar unidades pecuárias e florestais viáveis.
Ou seja temos que produzir e vender o que temos nosso, os enchidos, o queijo, as mantas de farrapos ou de ourelos, as aguardentes e jeropiga, as castanhas, os cogumelos, o azeite, o vinho, e outros produtos artesanais, agrícolas ou autóctones, e além disso temos que angariar estadias turísticas que incluem restauração, dormida e fruição do nosso património ambiental e monumental, e das nossas tradições, com orgulho em ser o que somos e ter o que temos!
Só é possível se todos trabalharmos em conjunto.
A Câmara Municipal, as Juntas de Freguesias, as diversas associações, nomeadamente as IPSS, as empresas e as pessoas são responsáveis, cada um com a sua quota-parte pelo bem-estar colectivo.
Este é na opinião da Presidência da Câmara o principal desafio a vencer para o “desenvolvimento” do concelho.
Organizados podemos fazê-lo.
Manuel Rito Alves
Presidente da Câmara»

A actividade da Ordem dos Frades Claretianos centralizava-se, fundamentalmente, na evangelização e no ensino, considerado muito importante, conseguindo-se assim angariar vocações para a Ordem, ao contrário da anterior Ordem Hospitaleira de S. João de Deus.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo referimos no escrito anterior, a actividade dos Frades Claretianos, também conhecidos por Marianos, iniciou-se no princípio do ano de 1898, devido à intermediação de Bento Menni contactando os Irmãos desta Ordem que já exerciam a sua actividade nesta zona espanhola, bem próximo da fronteira.
Iniciadas as negociações para a passagem do Colégio para esta Ordem, chegou-se a um entendimento em relação aos bens móveis e ao edifício, comprometendo-se a nova Ordem, a ficar com as dívidas já existentes, formalizando-se a escritura no início de Janeiro deste ano, embora a sua chegada a Aldeia da Ponte para tomar conta do Colégio tenha sido em Maio.
Depois de cumpridas todas as formalidades, os novos Frades, todos espanhóis, foram recebidos de braços abertos e em clima de festa pelo povo, ao som da Banda de Música de Aldeia da Ponte, composta por cerca de vinte e dois elementos, que ao tempo já existia, conforme abordei num escrito recente.
Devido à situação politica actual e, como a vida não era nada fácil para as Ordens Religiosas em Portugal, foram aconselhados a serem moderados e a usarem os mesmos hábitos dos demais religiosos. A entrada dos novos Frades contou também com o apoio do Sr. Bispo da Guarda, D. Tomás de Almeida, que já autorizara a ida dos Irmãos de S. João de Deus para o Colégio.
Em 1901, as Congregações Religiosas que se dedicavam ao ensino, beneficência ou outras, foram obrigadas a legalizar-se, constituindo estatutos apropriados, sendo encerradas as que não obedecessem ao decreto-lei, que assim o determinava.
Os Frades espanhóis assim o fizeram, apresentando em Abril, uns primeiros estatutos improvisados, tentando convencer as autoridades, respondendo estas, com uma reacção demasiado enérgica, que poderia ter sido fatal para a Ordem, sendo todos expulsos para Espanha.
Antigo Colégio de Aldeia da PontePassado pouco tempo, surgiram mudanças no Concelho de Sabugal e, contando com o apoio do Governador Civil da Guarda, nesta situação mais favorável, foram apresentados novos Estatutos da Associação do Colégio, contendo 18 artigos, que viriam a ser aprovados meses mais tarde, em Outubro desse ano. O Colégio conseguiu, com este passo, ficar assim dentro da lei, continuando a sua missão em Aldeia da Ponte, com novos Frades espanhóis, condição imposta pelo Governo Civil, não permitindo o regresso dos anteriores, sendo todos substituídos, prosseguindo e alargando a sua acção por toda esta região.
Com a morte de D. Tomás de Almeida em 1903, sucede-lhe como novo Bispo da Guarda, D. Manuel Vieira de Matos, que igualmente, lhe concede a sua protecção e apoio, ao mesmo tempo que estabelece ali uma extensão do Seminário da Guarda.
Conforme determinavam os estatutos, o Colégio passa a funcionar como estabelecimento escolar, contemplando o ensino oficial, primário e secundário, aproveitando os Frades para ministrar também o apostolado, chegando a ser frequentada por cerca de 200 alunos, onde se estudavam as diferentes disciplinas, como o Latim, Português, Francês, Literatura, Filosofia, Matemática e Ciências Naturais, recorrendo-se também a aulas nocturnas. Mediante o ensino destas disciplinas e com bons professores, alguns até da nossa região, o Colégio foi determinante para o grau de conhecimentos adquiridos, contribuindo para a elevação do nível cultural de quem teve a oportunidade de passar por Aldeia da Ponte, naquela época longínqua.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

As obras de repavimentação das ruas de Vilar Maior, aldeia histórica do concelho do Sabugal, permitiram encontrar vestígios arqueológicos reveladores da grandeza do passado daquela antiga vila acastelada.

Museu de Vilar Maior, possivel destino dos achadosMarcos Osório, arqueólogo da Câmara Municipal do Sabugal, revelou à agência Lusa que se realizaram prospecções que permitiram encontrar moedas, cerâmicas, artefactos líticos, sepulturas antropomórficas, bem como vestígios antigos casas e arruamentos. As escavações estão a ser feitas sem recurso a máquinas, antecedendo o avanço definitivo dos trabalhos de requalificação urbana, tendo em vista salvaguardar os vestígios existentes no subsolo.
As escavações tiveram lugar junto às ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e no adro da Igreja Matriz, seguindo-se na zona da antiga Judiaria, no Largo do Castelo, nas entradas da antiga muralha e junto ao painel de gravuras rupestres pré-históricas de Vilar Maior.
Marcos Osório adiantou que foi feita uma escavação nos alicerces das ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e outras nas proximidades, que permitiram «encontrar duas sepulturas escavadas na rocha, e também dois ceitis [moedas] de D. Manuel e D. Afonso III».
«Recolhemos grande quantidade de cerâmica medieval que, juntamente com um dinheiro [moeda] de D. Dinis, encontrado no adro da Igreja Matriz, propiciam alguns testemunhos do desenvolvimento económico e político desta aldeia durante o reinado deste monarca, após o Tratado de Alcanizes», disse o arqueólogo.
Foram descobertos outros vestígios, nomeadamente mós de vaivém, um machado de pedra, um pendente de colar, ossos de animais e muita cerâmica característica do período cronológico compreendido entre 1.300 e 500 a.C., que poderá estar associada a uma lareira de uma casa proto-histórica.
A partir dos materiais recolhidos poderá realizar-se um estudo sobre o tipo de alimentação dos indivíduos que outrora viveram naquele local e saber que animais poderão ter existido na região.
O investigador não se mostra surpreendido com a riqueza dos achados encontrados até ao momento, atendendo à antiguidade e ao valor histórico e arqueológico da aldeia, lembrando que o Museu Regional da Guarda tem uma espada de bronze do período da Idade do Bronze Final encontrada há muitos anos em Vilar Maior.
Os achados estão a ser lavados, catalogados e colados mas, posteriormente, quando toda a intervenção na aldeia estiver concluída, poderão vir a ficar expostos no Museu de Vilar Maior, a fim de serem apreciados pelo público interessado.
plb

O envelhecimento da população constitui hoje um dos principais problemas, que só ser contrariado com políticas activas de criação de condições para a fixação de jovens no território concelhio.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Completo hoje o «pacote» de propostas que considero deveriam ser adoptadas pela Câmara Municipal do Sabugal, tendo como finalidade a fixação de jovens com idades inferiores aos 30 anos.
1. Desconto de 50 por cento na aquisição de lotes em loteamentos municipais para habitação própria e permanente;
2. Isenção de pagamento de taxas relativas à construção, reconstrução, reabilitação, alteração, ampliação ou aquisição de imóveis para residência própria;
3. Isenção de pagamento de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), durante 5 anos;
4. Apoio financeiro ao casamento de jovens;
5. Apoio financeiro à natalidade em casais jovens;
6. Apoio financeiro, num valor máximo de 10 por cento, às despesas em Infantários, Creches ou Jardins de Infância;
7. Estabelecimento de protocolos com estabelecimentos comerciais e outras entidades aderentes, visando obter descontos nas compras efectuadas por jovens com menos de 30 anos;
8. Estabelecimento de acordos com as Escolas EB2,3 e Secundária no sentido de criar cursos profissionalizantes adequados às necessidades do tecido económico e social local;
9. Criação de um bolsa de residências municipais ou particulares de renda reduzida, para alojamento de quadros técnicos superiores – médicos, enfermeiros, professores, etc. –, colocados no Concelho por um período igual ou superior a três anos.
Apresentei um conjunto de propostas que pretendem criar condições para a fixação de jovens no Concelho. Naturalmente são propostas pessoais, as quais exigem uma análise custo-benefício mais aprofundada, bem como uma regulamentação cuidada.
Seria bom, no entanto, que todos nos deixássemos de lamúrias e de queixas face à Administração Central e tomássemos as iniciativas necessárias à inversão da actual situação.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

Dentro do programa «Idosos em segurança», recentemente lançado, o Grupo Territorial da Guarda da GNR levará a cabo várias acções de sensibilização em diversas localidades do distrito, aí se incluindo o Sabugal e o Casteleiro.

GNR com idososNo dia 6 de Março, pelas nove e meia da manhã, parte do dispositivo do Destacamento Territorial da Guarda estará no Lar da Misericórdia na Cidade do Sabugal. Na tarde do mesmo dia, pelas 14 horas os militares da GNR estarão no Centro de Dia no Casteleiro.
O objectivo é sensibilizar os idosos de como enfrentar situações de burla, que são muito frequentes, sobretudo em locais isolados.
O Destacamento Territorial de Vilar Formoso efectuará acções de esclarecimento na Malhada Sôrda (dia 13 de Março), na Freineda (dia 14) e em Nave de Haver (dia 18), tudo localidades do concelho de Almeida.
Segundo comunicado assinado pelo Comandante do Grupo da Guarda, Major Cunha Rasteiro, para além destas acções, outras ocorrerão nos concelhos de Celorico da Beira, Guarda, Manteigas, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Pinhel e Vila Nova de Foz Côa.
plb

O Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro, foi o convidado de honra do jantar organizado pelos finalistas do curso de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) que decorreu sábado, 23 de Fevereiro, na Casa do Concelho do Sabugal.

Procurador-Geral da República na Casa do Concelho do SabugalA Casa do Concelho do Sabugal foi o local escolhido pelos finalistas de Direito da UAL para se reunirem no sábado, 23 de Fevereiro, num jantar-convívio de final de curso.
Organizado pelo nosso conterrâneo Horácio José Caramelo Pereira (aproveitamos para dar os parabéns ao recém-formado doutor em Direito Civil) o jantar contou com um convidado especial: Fernando Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República.
O actual responsável por um dos mais difíceis cargos do Estado português foi professor dos alunos presentes até ao momento em que aceitou o convite para substituir Souto Moura na Procuradoria-Geral da República.
Fernando Pinto Monteiro foi recebido na Casa do Concelho do Sabugal pelo presidente da Direcção, José Lucas, elementos dos órgãos sociais e pelo seu ex-aluno Horácio Pereira.
«Olha quem cá está!», exclamou Pinto Monteiro quando viu José Lucas. «Já não nos víamos há muitos anos», clarificou. As recordações de ambos não se fizeram esperar, lembrando amigos comuns e familiares, alguns já falecidos. «Já tinha sido convidado muitas vezes mas é a primeira oportunidade que tenho para conhecer a Casa», disse a propósito o Procurador.
O jantar com cerca de 50 alunos finalistas e alguns professores da UAL decorreu em clima descontraído e com alguma irreverência académica à mistura. O momento serviu, também, para pedir ao professor Pinto Monteiro uma dedicatória nas fitas do curso.
À mesa Fernando Pinto Monteiro teve direito a uma entrada especial. «Um petisco que já não saboreava há muitos anos», comentou enquanto provava um bucho arraiano especialmente confeccionado a pensar nele.
Na hora dos discursos o presidente da Casa, José Lucas, aproveitou para agradecer a presença do Procurador e, em tom brincalhão, cometeu uma pequena inconfidência: «Conheço o senhor Procurador desde a juventude, passámos juntos férias em Aldeia do Bispo e agarrámos os dois ao forcão, não porque fossemos muito corajosos, mas para agradar às chicas espanholas.» O episódio provocou um largo sorriso em Fernando Pinto Monteiro que embora tenha nascido em Porto de Ovelha (Almeida) passou grande parte da infância e da juventude no Sabugal.
No bolso levou uma proposta de sócio da Casa que garantiu preencher e entregar muito em breve.
Aproveitámos para confirmar empiricamente a opinião teórica que já tínhamos de Fernando Pinto Monteiro. É um beirão, é um sabugalense, é diferente.
Na próxima sexta-feira, o Capeia Arraiana, publica uma entrevista exclusiva com Fernando Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República.
jcl

O Clube Karaté do Sabugal (CKS) vai organizar o primeiro Estágio Kumite na Cidade do Sabugal, que terá por palco o Pavilhão Municipal.

Cartaz alusivo ao Estágio KumiteO estágio será ministrado pelo Sensei Nuno Moreira. O mesmo tem um vasto palmarés na modalidade, tendo sido oito vezes Campeão Regional Inter-estilos, sete vezes Campeão Nacional Inter-estilos e três vezes Campeão Europeu do estilo. Nuno Silva foi ainda Medalha de Bronze no Campeonato do Mundo (WKF) e Campeão no Open da Áustria.
A realização deste estágio acontecerá no dia 9 de Março, domingo, no Pavilhão Municipal do Sabugal, sendo os treinos divididos entre crianças e adultos. As actividades para as crianças acontecerão de manhã, entre as 10 e as 11 horas, e à tarde, entre as 15h15 e as 16h15. Já para os adultos os treinos ocorrerão entre as 11h15 e as 12h30 e entre as 16h30 e as 17h45.
Segundo Eduardo Rafael, treinador do clube sabugalense, O CKS espera que este estágio se revele de grande interesse para todos os praticantes de Karaté, contando com uma boa adesão à iniciativa.
plb

Rita Manso, filha da deputada Ana Manso, eleita pelo PSD no distrito da Guarda, sofreu na segunda-feira à noite um gravíssimo acidente de viação e encontra-se internada nos Hospitais da Universidade de Coimbra em estado de coma. Rita seguia no veículo acidentado com o namorado Tiago Amorim que foi levado para o Hospital da Guarda mas acabou, infelizmente, por falecer.

Ana MansoUma violenta colisão entre um camião e um veículo todo-o-terreno no Alto de Leomil na A25, pelas 20 horas de segunda-feira, 25 de Fevereiro, provocou a morte de Tiago Amorim e ferimentos muito graves em Rita Manso, filha de Ana Manso, deputada do PSD pelo distrito da Guarda.
O jovem Tiago, de 28 anos, namorado de Rita Manso, ainda foi transportado para o Hospital da Guarda, mas viria a falecer na sala de operações, em consequência da gravidade dos ferimentos sofridos.
A filha de Ana Manso, com 24 anos, foi transferida de helicóptero na noite do acidente do Hospital da Guarda para os Hospitais da Universidade de Coimbra onde está internada em estado de coma mas numa situação considerada estável.
A deputada Ana Manso, em declarações à agência Lusa esclareceu ontem, terça-feira, que «os médicos consideram as próximas 24 horas cruciais para o desenvolvimento do seu estado crítico».
Neste momento de grande dor o Capeia Arraiana endereça às duas famílias (a mãe de Tiago é do Baraçal e o pai de Rita é de Aldeia do Bispo, ambas no concelho do Sabugal) sentidos votos de pesar e de solidariedade.
jcl

O sector da prestação de serviços à população sénior, atingiu já níveis de empregabilidade importantes mas tem ainda um grande espaço para se desenvolver, nomeadamente apostando na qualidade dos serviços prestados e deste modo ser motivo para que utentes de outras regiões nos procurem.

Joaquim Ricardo («Ideias Soltas»)No sector terciário, o concelho do Sabugal tem como pontos fortes a desenvolver o turismo – histórico (aldeias históricas) e desportivo (caça e pesca) e os serviços relacionados com o apoio à terceira idade e ainda a organização de eventos.
O concelho possui um património histórico muito valioso e encontra-se em razoável estado de conservação, fruto da intervenção autárquica nos últimos anos. A rota das aldeias históricas e não só, poderiam constituir um motivo para trazer à região gente de todo o país. Porém, carece de medidas tendentes ao seu desenvolvimento, nomeadamente ao nível da divulgação e, neste particular a intervenção municipal tem um papel muito importante. Esta intervenção seria importante ao nível da organização de eventos de cariz histórico e teria como objectivo o de sensibilizar a vinda ao concelho de gentes de todos os pontos do país e muito particularmente da população sénior, que dispõe de tempo e dinheiro para este tipo de actividades.
O sector relacionado com a pesca e a caça desportiva deverá ser desenvolvido e apoiado, nomeadamente e também ao nível da divulgação e organização de eventos O rio côa e a barragem da Senhora da Graça seriam objecto de intervenção ao nível da preservação da qualidade da sua água de modo a que os seus habitantes – os peixes, se desenvolvam livres de quaisquer contaminação. O rio, habitat natural da tão divulgada truta do côa, seria objecto de intervenção da suas margens e abundantemente fiscalizadas para evitar que ali cheguem águas sem qualquer tratamento.
A barragem da Senhora da Graça para além do potencial para a pesca desportiva, seria também aproveitada para o desenvolvimento de desporto aquático e nas suas margens criar-se-ia um parque de campismo. Assim, retirar-se-ia algum aproveitamento daquele equipamento, construído na sua totalidade em território do concelho mas cujos beneficiários directos não são os seus habitantes – Rega e abastecimento de água.
As margens do rio côa, na zona urbana da cidade, seriam objecto de intervenção profunda com a finalidade de serem ali criados percursos pedestres e para velocípedes – cada vez mais aconselhadas para preservação da nossa saúde –, praias fluviais e outros motivos de diversão.
Os serviços relacionados com o apoio à população sénior são já importantes no concelho pelo elevado número de postos de trabalho directos e ainda pelo bem-estar proporcionado aos seus utentes. Este sector tem ainda grande espaço para se desenvolver, nomeadamente apostando na qualidade dos serviços prestados e deste modo ser motivo para que utentes de outras regiões nos procurem.
Pelo exposto, este sector de actividade não deverá ser negligenciado. É já uma das principais actividades do concelho e tem ainda grande espaço para se desenvolver e contribuir assim para o desenvolvimento e bem-estar do concelho. Por isso, apostar em iniciativas para o seu desenvolvimento serão bem-vindas.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, abordou connosco as mais recentes iniciativas do executivo camarário. As propostas aos lares e centros de dia e as acessibilidades foram os dois temas da primeira entrevista concedida pelo líder da autarquia ao Capeia Arraiana.

À fala com… Manuel Rito AlvesEstivemos à fala com o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves sobre as grandes decisões para 2008. Natural da vila do Soito, onde nasceu em 1961, foi vice-presidente de António Morgado em 1997-2001 e 2001-2005 e eleito presidente em 2005.
Com muito pragmatismo e uma postura decidida esclareceu-nos sobre a actualidade e os desenvolvimentos de alguns dos grandes temas do município.
«A Câmara Municipal do Sabugal propôs às direcções dos 29 Lares de Idosos e Centros de Dia do concelho a candidatura ao QREN para a constituição de uma sociedade com o objectivo de construir um Hospital de Cuidados Continuados no Município. Sabe quantas adesões tivemos? Três! Três direcções mostraram interesse em analisar a nossa proposta!», enfatiza o presidente. Sem se deter e em tom de desafio continua: «Quer outro exemplo? Apresentámos por escrito a todas as instituições, em finais de 2007, a Central de Compras. Registámos zero interessados».
A interrupção impunha-se para clarificar o significado da Central de Compras. Aproveitámos para observar que as ideias que são evidentes para o executivo por vezes passam mal ou não passam para a população.
Resumindamente a Central de Compras proposta pela autarquia consiste na elaboração de uma lista «top-ten» dos 10 produtos mais utilizados no dia-a-dia dos lares e centros de dia como, por exemplo, leite, pão, produtos de limpeza e de higiene ou roupa. Negociados, em quantidade, por uma única entidade teriam custos mais baixos e mais vantajosos para todos reduzindo as despesas mensais de cada uma das instituições. «Não houve ninguém interessado», repetiu o presidente.
Manuel Rito não tem dúvidas: «O problema é sempre o mesmo. Qualquer iniciativa esbarra sempre na falta de consciência que a união faz a força. Há um sentimento generalizado de desconfiança quando falamos em gestão colectiva.»
O segundo grande tema desta entrevista era incontornável e inevitável. As acessibilidades da A23 ao concelho do Sabugal interrompidas quando os militares do Regimento de Engenharia foram «desviados» para o Líbano.
– A estrada de ligação à A23 vai ficar eternamente parada?
– Estive em Lisboa reunido com as Estradas de Portugal no sentido de analisar possíveis alternativas que tardam em ser desbloqueadas. Decidimos avançar com uma consulta a seis entidades bancárias para contrair um empréstimo que será utilizado na ligação A23-Fronteira em Aldeia da Ponte, nas Termas do Cró e em outras estradas municipais.
– Podemos saber quais são as outras estradas?
– Vamos lançar o concurso da variante do Soito e da estrada Guarda-Alto de Pousafoles. As outras intervenções são a variante de Aldeia da Ponte, a estrada Soito-Alfaiates, a variante de Penalobo, a ligação Alto do Cardeal-Estrada do Ozendo-Soito, a variante do Sabugal e a ligação de Penalobo ao limite do município em Maçaínhas, Belmonte.

O executivo camarário já analisou a proposta tendo-se registado na votação quatro votos a favor, duas abstenções e um voto contra.
O Capeia Arraiana aproveita para transcrever as declarações de voto constantes da acta municipal:
«Vereador Rui Nunes: Voto contra, essencialmente, porque a Câmara ficará muito próxima do endividamento máximo de cerca de 7 milhões de euros e o empréstimo ser de 6.620.000. Por outro lado os 2.700 milhões de euros propostos para a execução da ligação Sabugal-A23-Fronteira dizem respeito a uma terceira fase, quando a segunda A23-Sabugal, além de não estar ainda prevista a data da finalização, não está devidamente dotada.
Vereador Luís Sanches: Abstenho-me porque estaria de acordo com um novo empréstimo até ao seu limite se fosse neste momento votado o projecto para conclusão da obra de ligação Sabugal-A23, no entanto isso não acontece e continua-se a votar apenas pequenos projectos de ligação Sabugal-Fronteira.
Presidente Manuel Rito: Colocaremos a concurso três troços nomeadamente, a variante ao Soito, a 1.ª fase da Via Estruturante da Raia e a Estrada Municipal Guarda-Alto de Pousafoles, ficando a execução do troço Penalobo-Limite do Concelho e a Variante a Penalobo a cargo do Regimento de Engenharia de Espinho que regressa em Junho, sendo possível num prazo relativamente curto concluir toda a ligação.»

O momento decisivo desta proposta está marcado para o dia 29 de Fevereiro com a votação final na Assembleia Municipal.
jcl

A Guarda Nacional Republicana vai levar a efeito acções de sensibilização sobre a temática «Idosos em Segurança», visando informar os idosos do distrito sobre procedimentos de segurança a observar em situações de tentativa de burla ou burla consumada.

GNR sensibiliza os idososSegundo um comunicado do Grupo Territorial da Guarda da GNR as acções tiveram por base o facto de ter aumentado o caso de burlas a idosos no distrito. «No ano de 2006, registaram-se 11 crimes de burla, aumentando para 13 no ano de 2007», refere a nota.
A primeira iniciativa do programa vai acontecer já no dia 28 de Fevereiro 2008. A acção inicial caberá ao Destacamento Territorial da GNR de Vilar Formoso, que contará com a colaboração da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo.
O programa refere que a iniciativa começará pelas 9 horas, na localidade do Bizarril, onde haverá uma acção sensibilização directa a idosos que vivem isolados. Pelas 10h30, os militares da GNR acompanharão a associação de solidariedade social, Figueira SOS, na distribuição de refeições ao domicilio.
De tarde, pelas 15 horas, terá lugar uma palestra sobre o tema, no Auditório da Casa da Cultura de Figueira de Castelo Rodrigo.
A seguir a esta outras acções similares se seguirão nos vários concelhos do distrito da Guarda.
plb

A ministra da Saúde, Ana Jorge, declarou hoje que as obras de requalificação e ampliação do Hospital da Guarda se iniciarão em Março de 2009, garantindo que tudo fará para que os prazos sejam cumpridos.

Ana Jorge no Hospital da GuardaNa Guarda, nas jornadas parlamentares do PS, a ministra Ana Jorge garantiu a intenção de continuar as reformas na Saúde, defendendo porém que os profissionais do sector devem ser envolvidos no processo.
Para Ana Jorge os profissionais de saúde são uma «peça fundamental» no processo de reformas em curso, devendo estes estar motivados para trabalharem no quadro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), onde se devem sentir «orgulhosos». O SNS deve ter «a capacidade de reter os melhores entre os melhores», disse a ministra.
Manifestou ainda a intenção de levar por diante as reformas definidas pelo ex-ministro Correia de Campos, sobretudos as ligadas às redes de cuidados primários e cuidados continuados e na rede hospitalar.
De visita ao Hospital Sousa Martins, a ministra informou que o plano de ampliação daquela unidade de saúde vai mesmo por diante, apontando o prazo de um ano para o início das obras.
plb

No último domingo de Fevereiro os caçadores dos Fóios reuniram-se para a última batida às raposas da Época Venatória 2007-2008. Um jantar-convívio ao som da concertina e do acordeão completou a jornada.

f-cacadores01a.jpgOs caçadores dos Fóios realizaram nos domingos de Janeiro e Fevereiro batidas às raposas e montarias aos javalis.Os resultados poderão ser considerados satisfatórios visto que se abateram cinco javalis e vinte raposas.
No final, ou seja, no último domingo de Fevereiro, decorreu a última batida às raposas e à noite fez-se um jantar-convívio em jeito de encerramento da época venatória.
O Presidente da Associação convidou o acordeonista e amigo António Júlio que se fez acompanhar de uma concertina e um acordeão.
Por volta das cinco da tarde fez-se a tradicional ronda percorrendo algumas ruas da freguesia tendo-se visitado todas as capelinhas dos Fóios.
Por volta das 19.30 horas foi servido um jantar típico no café do Quim Pagã tendo a Adozinda servido um jantar que agradou a todos os participantes.
Depois do jantar o António Júlio puxou pelos galões e tocou as modas que são do agrado da malta. Cantou-se o fado à desgarrada e já mais para o fim todos os presentes dançavam alegremente. Foram feitos alguns brindes à cozinheira bem como ao Presidente da Associação pelo empenho e vontade que pôs em todas as actividades.
Para o ano haverá mais.
José Manuel Campos

A 27.ª edição da Festa das Amendoeiras em Flor de Vila Nova de Foz Côa decorre, este ano, entre os dias 22 de Fevereiro e 9 de Março com muita tradição, música e desporto.

fozcoa-amendoeiras01a1.jpgAs festividades iniciaram-se ao som da III Serenata aos Patrimónios Mundiais com a participação do grupo de fados e guitarradas «Despertar» da Associação Académica de Coimbra.
No fim-de-semana decorreram várias actividades com destaque para o VII Passeio Pedestre das Amendoeiras em Flor e um concerto com música típica dos arraiais minhotos.
Durante as duas semanas da festa haverá lugar para a II Edição da Noite de Fados com artistas locais, a VI Expocôa – Exposição de Produtos Regionais, a Feira Franca e o I Passeio Todo-o-Terreno para Motos.
Durante a tarde do dia 1 de Março terá lugar o XXII Festival de Folclore e, à noite, a actuação de Mickael Carreira.
A edição de 2008 encerra com o tradicional Passeio de Ciclo-turismo e o Desfile Etnográfico pelas ruas da cidade de Foz Côa. A última noite será animada pelo grupo musical «Quadrilha», encerrando as festividades com um espectáculo de fogo-de-artifício.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, Emílio Mesquita, justifica o investimento na Festa das Amendoeiras em Flor porque «é um dos momentos de maior exposição do município e tempos de saber aproveitar para divulgar ainda mais o nosso concelho». «Fazemos uma festa para aqueles que nos visitam, sem nos esquecermos daqueles que cá vivem», defendeu o autarca.
jcl

No domingo, 17 de Fevereiro de 2008, fez a sua entrada solene na Sé Catedral de Évora como novo arcebispo metropolitano D. José Francisco Sanches Alves, natural da Lageosa da Raia, concelho do Sabugal.

Entrada solene do novo arcebispo de Évora, D. José Sanches AlvesÀs 16 horas de do dia 17 do mês de Fevereiro do ano 2008 depois de Cristo fez a sua entrada solene na Sé Catedral de Évora o cortejo da cerimónia de passagem da cátedra de arcebispo, símbolo do magistério de do ensino, de D. Maurílio Gouveia, que resigna por limite de idade, a D. José Francisco Sanches Alves, natural da freguesia da Lageosa da Raia, no concelho do Sabugal e até aqui bispo da diocese de Portalegre-Castelo Branco.
A celebração iniciou-se com a leitura, pelo cabido da Sé, da Bula papal de Bento XVI de nomeação do novo arcebispo metropolitano de Évora tendo, no final, o clero e os leigos presentes que enchiam por completo a catedral aplaudido as palavras do Papa.
D. José Alves passou então a presidir à cerimónia em que marcaram presença, entre outros, o representante de Bento XVI, monselhor Luis Roberto, o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, D. Manuel Felício, bispo da Guarda, D. Ximenes Belo, bispo de Timor, o frade Feytor Pinto (com ligações familiares ao Sabugal), o padre Américo (pároco da Lageosa), os padres Lavajo (Aldeia da Ponte) e muitos sacerdotes e religiosos da região raiana em funções no Alentejo.
Na homília o novo arcebispo dirigiu-se à assistência saudando e agradecendo a sua presença e, em especial, dos seus conterrâneos que tinham percorrido uma longa distância para estarem presentes.
O Capeia Arraiana esteve, no final, à fala com alguns dos presentes.
O reconhecido escritor de Sortelha, Vítor Pereira Neves, considerou ser «um dia de júbilo para todos os raianos por ser um homem da nossa terra e uma figura notável da Igreja de cujo percurso fulgurante ainda muito se espera». O ilustre sortelhense aproveitou a ocasião para ofertar a D. José o seu último livro acabado de editar.
O padre Américo, pároco da Lageosa da Raia, foi uma das caras conhecidas que marcou presença: «Gostei muito de participar nesta cerimónia. Vim como prior na companhia de cerca de 50 paroquianos que se deslocaram num autocarro da Viúva Monteiro. Muitos outros vieram de vários pontos do País para se juntarem a nós aqui em Évora.»
Os Chorão Lavajo são três irmãos naturais de Aldeia da Ponte. Frequentaram o seminário de Évora, foram ordenados padres e por lá ficaram na sua missão. Estivemos à fala com dois deles, Lourenço e Joaquim, porque o terceiro, o padre Adriano tinha sido operado na semana anterior, estava a recuperar bem mas não teve autorização médica para estar presente. «Fui uma cerimónia grandiosa com dezenas de bispos e mais de uma centena de padres. A comunidade raiana deve sentir-se orgulhosa por ter enviado para a arquidiocese de Évora o primeiro arcebispo da região que vem na sequência do cardeal de Alpedrinha na Idade Média», disseram-nos com visível satisfação nas faces.
À saída da sacristia D. Manuel Felício, bispo da Guarda, apesar de já passarem das 19 horas e ter ainda uma longa viagem pela frente, trocou connosco, com simpatia e amizade, algumas palavras: «A diocese da Guarda, em particular o Sabugal e particularíssimamente a paróquia da Lageosa, sentem-se muito felizes com esta nomeação. O contributo da diocese da Guarda para o presbitério da Arquidiocese de Évora é muito significativo. Uma grande percentagem dos padres e religiosos são originários da nossa região e a partir de agora também a sua cabeça. Dia de esperança para a Arquidiocese de Évora que nós partilhamos com um sentimento de ligação de matriz extremamente forte dos muitos sacerdotes a nós. Iremos rezar pelo melhor êxito da pastoral de D. José Alves.»
A terminar, após um infindável cortejo de apresentação de cumprimentos onde D. José Alves, sempre com um ar muito feliz, reconheceu e trocou impressões com muitos familiares, amigos e conterrâneos, deixou-nos uma mensagem para todos os sabugalenses: «Aos meus conterrâneos envio uma mensagem de alegria. É para mim um dia feliz e espero que essa felicidade seja extensível a todas as famílias sabugalenses que eu muito estimo e trago no coração. A todos, familiares, amigos e conterrâneos o meu bem-haja e a minha oração animado do espírito de Jesus Cristo».
jcl

«Nhanho & Benjamim» (25-2-2008)

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Rotunda – Imagem da Semana (11-2-2008)Data: Fevereiro de 2008
Local: Rotunda entre a A23 e Caria

Legenda: Uma estranha forma de «arte rodoviária». Esta anta arqueológica foi colocada na rotunda à saída da A23 e antes da ponte de Caria.

Autoria: Capeia Arraiana
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Campeonato da Lingua Portuguesa 2008Terceiro e último teste da edição 2008 do Campeonato da Língua Portuguesa. O Capeia Arraiana vai continuar promover o estudo do português e a incentivar a participação de todos os raianos sabugalenses e em especial os alunos e professores do concelho do Sabugal. No entanto, a discussão de todos os interessados, é bem-vinda… (actualização).

Quantos erros existem no seguinte texto?
Resposta: C (10).

1. Qual é o feminino de «perdigão»?
Resposta: C (perdiz).

2. Qual é a forma incorrecta do plural de «alazão»?
Resposta: A (Alazãos).

3. Qual é a expressão correcta?
Resposta: C (os cavalos puro-sangue).

4. Um «esperadouro» é:
Resposta: A (um lugar onde se espera).

5. As palavras esdrúxulas ou proparoxítonas…
Resposta: C (têm sempre um acento na antepenúltima sílaba).

6. «Fazer tábua rasa» significa:
Resposta: D (esquecer tudo para começar de novo).

7. Qual é a classe de «quantos» na frase «Ele perguntou quantos filhos ela tinha.»?
Resposta: B (determinante interrogativo).

8. Qual das consoantes seguintes é sonora?
Resposta: C (V).

9. Apenas uma das seguintes formas verbais está incorrectamente grafada. Qual é?
Resposta: D (Eu amaldiçouo).

10. Qual é a frase correcta?
Resposta: A (As paredes estão todas encaliçadas).

11. Na frase «As aves fazem os ninhos sobre as árvores de grande porte.», «aves», quanto ao sentido e forma, tem a classificação de:
Resposta: A (hiperónimo).

12. A frase «Eu tive de tomar esta atitude.» tem a seguinte tonalidade especial de categoria e de aspecto:
Resposta: B (obrigação ou obrigatoriedade).

13. Os vocábulos formados pela agregação simultânea de um prefixo e de um sufixo a determinado radical chamam-se
Resposta: B (parassintéticos).

14. Uma «baitaca» é
Resposta: D (uma espécie de papagaio palrador).

15. Qual destas frases está incorrecta?
Resposta: D (Se ele não tivesse gritado, teriam havido mais feridos no acidente).

16. Que significa «trintanário»?
Resposta: B (aquele que exerce funções de lacaio).

17. «Bastida», palavra que significa trincheira ou máquina de guerra, é de origem…
Resposta: A (catalã), B (latina) ou C (francesa) ou D (germânica).
O Capeia Arraiana permite-se discordar das respostas possíveis. Consultámos o grande pensador e filósofo sabugalense mestre Pinharanda Gomes que nos ensinou com todo a sua sapiência: «É uma palavra de origem medieval portuguesa já constante na crónica de D. João I, parte I, capítulo 64, de Fernão Lopes.» O resto é aquilo que a comissão do concurso achar que pode ser, acrescentamos nós.

18. «Catabaptista» é:
Resposta: D (o que nega a necessidade do baptismo).

19. Qual é a frase correcta?
Resposta:
D (São aldeãs vestidas tipicamente).

20. Neste conjunto de hipóteses, qual é o substantivo que não pertence à mesma área semântica?
Resposta: D (letreira).

Quantos erros existem no seguinte texto?
Resposta: A (15).

21. Recordando o escritor cabo-verdiano Gabriel Mariano, diga que figura de estilo é visível nestes versos: «Bandeira erguida no vento / em mãos famintas erguida / guiando os passos guiando / nos olhos livres voando / voando livre e luzindo / luzindo a negra bandeira»
Resposta: C (epanadiplose).

22. Na segunda parte do enunciado «Alguém mais previdente mandou o almoço, e que lhe fizesse bom proveito.», estamos perante um discurso:
Resposta: C (indirecto livre).

23. Diga qual é a frase incorrecta:
Resposta: B (Há automóveis na rua, cujos proprietários estão ausentes).

24. Os «bérberis» são:
Resposta: D (uma espécie de arbustos espinhosos).

25. O verso eneassílabo anapéstico tem nove sílabas e apresenta acentuação
Resposta: B (3.ª, 6.ª e 9.ª sílabas).

26. Qual das seguintes frases deverá ser evitada por conter uma desagradável cacofonia?
Resposta: C (A Paula usou o garfo dela para espetar a tarte de maçã).

27. «Guardanapo que não ata, não desata.», quer dizer…
Resposta: C (Estar num impasse).

28. Qual dos seguintes provérbios não existe?
Resposta: C (Maio frio e Inverno chuvoso, Verão caprichoso) ou D (Maio frio e molhado é bom para a vinha e para o prado).

29. «Alarme» é uma palavra de origem…
Resposta: A (italiana).

30. Qual é a forma do infinitivo presente da 2ª pessoa do plural do verbo conjugado reflexamente «lavar-se»?
Resposta: B (lavardes-vos).

As nossas respostas não têm o carimbo de correcto. São resultado, apenas, das nossas escolhas e são dadas à laia de sugestão. Aceitaremos comentários com correcções fundamentadas às nossas indicações. Continuaremos, em breve, a correcção do teste. Atenção à data limite para a recepção via web deste último teste: 18 horas do dia 28 de Fevereiro.
Boa sorte para todos.
jcl

Quem se não lembra dos tempos idos, mas ainda não muito distantes, em que indo-se do Sabugal para Lisboa, se passava, na Recta do Cabo, já perto da capital, na célebre Estalagem do Gado Bravo? Foi durante décadas uma referência e um ponto obrigatório de paragem. Vai agora ser recuperada para dar lugar a um complexo turístico.

Recta do Cabo frente^`a estalagem (Foto «O Mirante»)A antiga estalagem, votada ao completo abandono há 20 anos, vai agora dar lugar a um complexo turístico, integrando um hotel com 100 quartos e uma sala de congressos, um restaurante, um pavilhão polivalente e uma arena. Um poderoso e arriscado investimento que se estima poder chegar aos 20 milhões de euros.
O projecto respeita o estilo antigo da velha e mítica estalagem, por onde passaram distintos fadistas e toureiros famosos. O investimento estará a cargo do empresário António Santos, com negócios na área do imobiliário, que juntará este complexo a outros em que está empenhado naquela região de fortes tradições tauromáquicas. A ligação histórica da antiga estalagem aos toiros será respeitada, incluindo-se no projecto a construção de uma arena com bancadas, de forma a cativar clientes ligados à festa brava.
O local da estalagem, na recta do cabo, junto ao Porto Alto, é um ponto onde tem havido acidentes de viação fatídicos, pelo que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que apoia o projecto, irá implantar ali uma rotunda que facilite o movimento de entrada e saída do complexo.
plb

O Carnaval, ou Entrudo, tornou-se, por influência da cultura afro-brasílica, numa indústria. Instituições locais, por via de regra apoiadas pelas autarquias, investem milhares na organização do Carnaval, de certeza absoluta como forma de atrair turistas e de animar a vida comercial.

Jesué Pinharanda – Carta DominicalE, no entanto, embora o Carnaval seja uma festividade colectiva, ela foi sempre o produto de criatividade, de espontaneidade e de liberdade individual, permitindo aos foliões e chocarreiros manifestarem as suas capacidades histriónicas.
O Entrudo rural vivia-se fora de organizações turísticas. Entre domingo Magro e Domingo Gordo, a mocidade aldeã procedia às matracas, acusações satíricas dirigidas, já noite, às raparigas, aumentando o volume da voz com um funil dos grandes. Por via de regra, as acusações não eram graves. Simples momices, a uma por ser gorda, a outra por ser sonsa, e coisas semelhantes. No Entrudo vale tudo.
Máscaras IbéricasDomingo Gordo, quem tinha ou podia comprar, comia carne. Aliás, Carnaval é uma corruptela da expressão latina carne valet, através do italiano carnavale. Tempo carnívoro, que assinala a entrada (Intróito, Entrudo) num ciclo de paz e de sossego, fora dos momos e fantasias carnavalescas. Também no Domingo Gordo, pelo menos, no largo da aldeia armava-se o baile (balho) e a rapaziada lá conseguia juntar uns tostões para mandar vir o acordeonista. Quanto a momices públicas, aparecia um outro folião que, travestido, ou mascarado, dava uma volta ao povo.
A máscara é peculiar ao Nordeste transmontano, mas também aqui parece haver uma industrialização. O habitual era a máscara (de pau, de lata, de palha…) passar de pais para filhos, como que parte de um dote patrimonial. Hoje em dia é possível comprar máscaras tradicionais nordestinas durante todo o ano, embora nas aldeias só sejam usadas no ciclo inverniço, entre o Natal e o Carnaval.
Hélder Ferreira e António Pinelo Tiza e outros, juntaram-se e produziram um belíssimo álbum fotográfico intitulado «Máscara Ibérica», cuja introdução nos foi grato escrever. Seria interessante se alguém, da nossa Raia, investigasse a eventual existência de máscaras carnavalescas antigas. Não nos referimos às que é uso e costume comprar nas lojas nesta época. Aludimos às históricas e, possivelmente, associadas a ritos de iniciação.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

O escritor açoriano Cristóvão de Aguiar é homenageado hoje, sábado, 23 de Fevereiro, no Mercado Ferreira Borges na Festa do Livro. O autor da trilogia de romances «Raiz Comovida» aproveita a ocasião para apresentar o seu mais recente romance «Braço Tatuado».

«Braço Tatuado», de Cristóvão de AguiarCristóvão de Aguiar nasceu em 1940, na Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Açores e está ligado, pelo casamento, à vila do Soito no concelho do Sabugal. O seu mais recente romance «Braço Tatuado – Retalhos da Guerra Colonial» é hoje, sábado, apresentado na Festa do Livro, no Mercado Ferreira Borges, no Porto.
Licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Coimbra já depois de ter participado entre 1965 e 67 na Guerra Colonial na Guiné. Como escritor já recebeu várias distinções incluindo o Prémio Miguel Torga e a Ordem do Infante D. Henrique em 2001.
O ex-director de A Bola Carlos Miranda escreveu um dia: «Cristóvão de Aguiar retrata a sua passagem pela guerra de África. E o livro deixou de ser de cabeceira para ser de todos os possíveis momentos. Muito se tem escrito sobre um certo virar de costas dos nossos escritores ao tema da guerra colonial. Um certo mas não completo, pois a bibliografia da guerra de África, aos poucos e poucos, tem crescido o seu bocado, e com algumas obras de grande categoria. Confessamos, no entanto, que nenhum dos escritores nos terá impressionado tanto como o Cristóvão de Aguiar, um depoimento forte, impressionante, cruel, onde nos é revelada muita coisa que, até aqui, só nos tinha sido contado por familiares ou amigos.»
O escritor Victor Rui Dores considera que o romance é escrito com desenvoltura narrativa que nos percepciona a guerra não só sob o ponto de vista de ex-combatente mas também na perspectiva do próprio povo africano vitíma, como nós, dessa guerra escusada e inglória.
«Anti-heróis inadaptados numa guerra onde o que conta é manter-se vivo, as personagens (humaníssimas) deste livro entregam-se com sinceridade a contar o tempo que lhes falta para o definitivo adeus às armas, aguardando, com impaciência, que o navio Uíge os transporte de regresso a Portugal. Como aspecto positivo da guerra, ficarão apenas as amizades que se construíram, as cumplicidades que se aprofundaram, as experiências de grupo que se viveram», pode ainda ler-se no comentário à obra.
jcl

De Quadrazais é o maior apicultor do concelho, com vários apiários e vivendo exclusivamente desta actividade. Em plena natureza e aproveitando a Reserva Natural da Serra da Malcata, onde tem milhões de trabalhadoras em laboração constante, produz um mel e pólen de qualidade superior.

José Robalo – «Páginas Interiores»Quadrazais é uma das freguesias mais emblemáticas do concelho do Sabugal. Foi terra de contrabandistas e, para fugir à repressão e vigilância policial, criou um linguajar, dialecto ou gíria próprios que com o tempo se vai esboroando.
As palavras são um património valioso que identificam um povo e que por tal motivo, deverão ser acarinhadas e cuidadas, não permitindo que se gastem com o tempo. As palavras gastam-se com o uso e prostituem-se com o abuso e se não forem protegidas e cuidadas entram em desuso e morrem, afirmava um professor de Coimbra, ilustre romanista.
O discurso estruturalista do final do século passado com Claude Levi-Strauss e Michel Foucault vai no sentido de darmos proeminência à linguagem. No seu estudo de referência Michel Foucault, nas «Palavras e as Coisas», numa perspectiva conceptualista, reduzia o homem à linguagem quando afirmava que «o homem será aquilo que a linguagem dele fizer».
Sendo as palavras e a linguagem um património tão importante, será despiciendo afirmar que é primordial, recuperar e preservar este linguajar quadrazenho e se possível reabilitá-lo, honrando assim a nossa memória?
Quadrazais tem especial devoção por Santa Eufémia, devoção que não é exclusiva dos quadrazenhos, mas que se estende a toda a região. A devoção a Santa Eufémia é enorme, podendo afirmar-se que neste momento esta festa é das mais concorridas e populares, atraindo devotos de toda a região.
No final das colheitas e nos dias 15,16 e 17 do mês de Setembro os quadrazenhos e as pessoas das redondezas demonstram toda a sua devoção a esta santa milagreira, podendo afirmar-se que a Santa Eufémia de Quadrazais é um local de culto e romaria.
O maior apicultor do concelho, António Moura construiu e licenciou a sua melaria em plena natureza, garantindo assim a produção de um mel de muita qualidade e com elevados padrões de higiene. Diz-nos: «Esta estrutura foi pensada para produzir e embalar diferentes produtos apícolas, nomeadamente mel e pólen. A produção de mel assenta numa premissa de qualidade, não só daquela qualidade que o consumidor julga conhecer, mas sobretudo da qualidade que uma nova e moderna apicultura emergente está a colocar no mercado. A produção tem que garantir requisitos sanitários e as instalações licenciadas e vistoriadas dão hoje essa garantia de qualidade. Por outro lado, o mel é um alimento cultural! Diz-se que o melhor mel é aquele que comemos pela primeira vez; este alimento natural parece ter o poder de definir e condicionar para sempre, como o primeiro amor, aquilo que consideramos ser mel.»
mel, serra, malcata, sabugal, quadrazais, abelhaEste apicultor é um apaixonado de Quadrazais e do Sabugal e mais apaixonado ficou quando ficou preso pelo olhar fugaz de um lince, que vinha do meio da vegetação. Apaixonado da natureza, em 1987 decidiu-se pela produção de mel e pólen de abelha, aproveitando assim as condições ímpares da Serra da Malcata e da sua envolvente, fazendo transumância, aproveitando as variações climáticas e a floração dos diferentes territórios. As contrariedades têm sido muitas, sendo que logo em 1987 teve «uma prenda chamada varrose importada de Espanha. Nesse ano morreram em silêncio milhares de enxames, sem qualquer apoio ou ajuda. Foi necessário começar de tudo de novo, partir do nada».
O António Moura é um homem persistente e determinado e porque gosta e sabe do que fala é hoje o Presidente da Associação de Apicultores da Serra da Malcata, que abrange os territórios de Sabugal e Penamacor. Nessa qualidade, tenta defender a sua dama contra a invasão dos espanhóis, «que apesar de existirem por aí vários, só um é que se encontrava registado na zona agrária do Sabugal; não respeitam a distância a observar entre apiários, mas no entanto existe alguma passividade e tolerância por parte das autoridades». «Trabalhar com concorrentes como os espanhóis é muito difícil, uma vez que possuem uma apicultura muito evoluída, sendo tão só os primeiros produtores de pólen, com apoios dos governos regional e central e com uma organização associativa muito forte.» Os espanhóis exercem assim concorrência desleal.
Em Montesinho, o Parque Natural é o principal motor do desenvolvimento apícola. Na Lousã é o Município que desempenha esse papel. Nestas duas situações existe o cuidado de dar formação aos apicultores, com estruturas de apoio á produção, melaria comum e laboratórios. Li algures que «a apicultura pastoril é de uso muito antigo nas freguesias raianas do Sabugal».
Zeus por seu lado no monte Ida foi alimentado com mel, que as abelhas destilavam propositadamente para ele com apoio de Melissa (A Abelha).
Voltando ao nosso apicultor António Moura, em jeito de despedida vai-nos confidenciando: «A minha produção é constituída por mel de Urzes (Torga e Queiró) da Serra da Malcata, mel de Rosmaninho de Sortelha, mel de matagal (Melada e Multiflora) de Quadrazais e pólen da Serra da Malcata, que vendo quase inteiramente em bruto, destinando apenas uma pequena parte à embalagem. Seriam substanciais as mais valias realizadas se toda a produção fosse embalada, mas para isso é preciso divulgação e participação em feiras com visibilidade nacional. Este é o maior reparo que eu faço aos poderes na nossa região, onde tem faltado o apoio.»
Sendo quadrazenho ainda conhece alguma gíria dos contrabandistas. Com um sorriso no olhar deixa-nos uma expressão que ouviu e gravou na sua meninice e que foi proferida por uma contrabandista: «Aí o raí do xincabelho, se te dou c´uma arrebolada até tismexo.» Assim mesmo!
Como diria o Fernando Pessoa: «A minha pátria é a língua portuguesa.»
«Páginas Interiores» opinião de José Robalo

joserobaload@gmail.com

A campanha publicitária da Knorr «A Melhor Sopa do Mundo» foi integralmente filmada na Aldeia Histórica de Sortelha. O anúncio conta com a participação de residentes na aldeia que foi virtualmente apelidada pelos publicitários de «A-das-Sopas».

Os cenários únicos de Sortelha foram palco das filmagens do anúncio da campanha da Knorr que teve início a nível nacional no dia 21 de Fevereiro em diferentes suportes publicitários.
A promoção «Melhor Sopa do Mundo» apresenta o lançamento das novas sopas frescas da marca fundada em 1838 pelo alemão Carl Henrich Knorr.
Os anúncios foram integralmente filmados na aldeia histórica de Sortelha e tiveram a participação de habitantes locais.
O enredo da criação publicitária conta a história de uma remota aldeia portuguesa denominada «A-das-Sopas» que se orgulha de ter «A Melhor Sopa do Mundo» até que um dia os sinos tocam a rebate para que no largo da aldeia o regedor anuncie: «Dizem que chegou aí uma sopa tão boa como a nossa.»
As imagens com a aldeia de Sortelha (que durante dois dias se transformou num estúdio ao ar livre) vão estar presentes em televisão, outdoor, imprensa e internet até final de Março.
Idealizada pela dupla criativa Tiago Cruz e Issac Almeida para a JWT conta com a direcção criativa de João Oliveira e Jorge Barrote e foi produzida pela Tangerina Azul.
O património e a superior beleza das nossas terras raianas e em especial da freguesia presidida por Luís Paulo é um cartão de visita turístico que a todos nos enche de orgulho. Naturalmente natural e com muita qualidade de vida.
jcl

O primeiro grande shopping da cidade da Guarda vai abrir portas no final de Setembro deste ano, criando mil postos de trabalho.

Maqueta do Vivaci GuardaO Vivaci Guarda, que vai ficar instalado no coração da cidade, resulta de um investimento superior a 33 milhões de euros. A construção do empreendimento está a cargo do Grupo FDO Imobiliária, que estima a área de influência em 105 mil habitantes. O espaço é dotado de 90 lojas, um supermercado, doze restaurantes e três salas de cinema.
O novo centro comercial ficará situado na Avenida dos Bombeiros Voluntários, portanto bem dentro da cidade, podendo daí retirar contrapartidas. Há contudo alguma apreensão por parte dos promotores, uma vez que apenas cerca de metade da área está por ora comercializada.
O Grupo FDO projecta construir mais oito centros comerciais até 2010, um investimento de cerca de 400 milhões de euros. O shopping de Caldas da rainha inaugurará também em Outono. Maia, Setúbal, Évora, Felgueiras, Braga e Beja, constituem as localidades onde o grupo planeia edificar novos centros comerciais.
plb

Um homem foi ontem, 21 de Fevereiro, detido no Sabugal pela GNR por ter emitido um alarme falso, dando conta que um banco estava a ser assaltado. Foram ainda efectuadas detenções na Mêda e em Vila Nova de Foz Côa, por outros crimes cometidos.

GNRO indivíduo, de 43 anos, alertou, através do número 112, que a dependência do Sabugal do Banco Espírito Santo estava a ser assaltada, facto que gerou uma imediata movimentação de elementos do Posto Territorial da GNR, que acorreram ao local. O alarme era porém falso, pois nada de anormal se passara no banco.
Passado o susto, os militares da GNR efectuaram várias diligências, que culminaram com a identificação do autor do falso alerta, que foi detido cerca das 15 horas. Cumprindo as normas do processo penal, o homem, que é funcionário público, foi constituído arguido e notificado para comparecer no Tribunal Judicial do Sabugal no dia de hoje, a fim de aí ser julgado em processo sumário.
O homem terá agido após ter ido ao banco como cliente, onde não lhe resolveram uma situação que queria ver tratada.
A notícia foi divulgada em comunicado pela GNR, que informou também de outras detenções efectuadas no distrito da Guarda nos últimos dias.
Assim, na Meda foi detido no dia 20 de Fevereiro um homem de 78 anos, pelo crime de violência doméstica. A detenção concretizou-se depois do indivíduo se ter envolvido em acesa discussão com a família e ter esfaqueado a mulher e o filho.
Numa outra acção, e no mesmo dia 20, militares da GNR do Posto Territorial de Vila Nova de Foz Côa, detiveram quatro pessoas, por furto. Faziam parte de um grupo, constituído por três homens e uma mulher, com idades entre os 24 e os 42 anos, que foram interceptados na antiga estação de abastecimento de água, na posse de um transformador eléctrico de alta tensão, bomba eléctrica e depósito de gasóleo.
plb

Este é o terceiro ano consecutivo que a A.J.P. – Associação da Juventude Pontense leva a efeito a organização na Páscoa da Capeia com Encerro, na Praça de Touros de Aldeia da Ponte. A festa está marcada para o sábado de Páscoa, que este ano calha a 22 de Março, com touros do amigo Romeu de Aldeia Velha.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo é habitual, as Capeias da Páscoa vão dando seguimento à tradição, que teve início há uns poucos de anos, as mais antigas com os objectivos de todos conhecidos.
As organizadas pela A.J.P.–Associação Juventude Pontense vão mantendo viva a tradição, mas é preciso que todos se consciencializem, que não basta os jovens quererem, é preciso algo mais, que é a nossa compreensão e ajuda, pois os trabalhos e as canseiras são mais que muitas, para se levar o barco a bom porto, como soi dizer-se.
A festa é bem bonita e o convívio entre a nossa malta, bem como dos que nos visitam, é merecedor de todo este espectáculo, em redor da Capeia.
A Capeia da Páscoa já ganhou um lugar nas realizações da raia sabugalense, por mérito próprio, sendo merecedora da presença dos arraianos e muitos outros a quem o bichinho morde, quando se aproximam estas faenas.
Lá mais para a noitinha, a continuação da festa, jogando mais alguma conversa fora, como de costume, acompanhado de um copo, como é bem normal na nossa malta, comentando-se, mais uma vez, as peripécias da Capeia e do Encerro.
Capeia da Páscoa em Aldeia da PonteA Associação dos Jovens de Aldeia da Ponte vai calcorreando o seu caminho, apesar de algumas criticas de quem nada faz, mas é sempre assim, os que nada fazem, o único prazer que têm é deitar abaixo os outros. Vale mais fazer algo, ainda que com erros ou algumas insuficiências, ninguém é perfeito, mas que vai contribuindo para que a nossa Aldeia vá tendo algum movimento, que bem preciso é, em certas e determinadas alturas do ano, pelo menos nessas, já que em outras alturas não se proporciona tanto, em que é necessário dar algum reboliço nas nossas gentes e nos amigos das outras Aldeias, que também já não dispensam esta realização, também eles contribuindo para animar esta época, assim como muitos de nós não dispensamos os espectáculos nas suas Aldeias. Está entranhado no sangue, pouco ou nada haverá a fazer. O pessoal da raia, a grande maioria, felizmente, é assim que convive mais assiduamente, avivando cada vez mais as nossas tradições antigas.
A Páscoa de 2008 promete mais algumas sensações bem especiais na Raia, especialmente na nossa Aldeia.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Nos próximos dias 25, 26 e 27 de Fevereiro realizam-se na Guarda as jornadas parlamentares do Partido Socialista, que serão encerradas pelo secretário-geral e primeiro-ministro, José Sócrates.

Fernando Cabral (Presidente da Federação Distrital da Guarda)As Jornadas começarão na manhã de segunda-feira, dia 25, com os deputados a visitarem os Municípios de Vila Nova de Foz Côa, Celorico da Beira, Guarda e Seia, presididos por autarcas socialistas.
Pelas 15h30 os deputados socialistas reúnem no Hotel Vanguarda, onde haverá a sessão de abertura das jornadas parlamentares. Os trabalhos prosseguirão por toda a tarde desse mesmo dia e no dia seguinte, discutindo os temas da agenda.
Na manhã do dia 27, terça-feira, o líder da bancada socialista apresentará as conclusões dos trabalhos. Ao meio-dia, já com a presença de José Sócrates, dar-se-á o encerramento das jornadas parlamentares, cabendo ao secretário-geral proferir a intervenção final.
Estas jornadas parlamentares do PS terão por tema principal as politicas sociais, sendo de prever que os deputados apresentem um balanço das medidas que têm sido realizadas nesta área e definam uma agenda com as propostas em preparação.
plb

O envelhecimento da população constitui hoje um dos principais problemas, que só pode ser contrariado com políticas activas de criação de condições para a fixação de jovens no território concelhio.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Esta é uma questão que vem preocupando a generalidade dos autarcas do Interior do País e, acredito, do nosso Concelho, tendo vindo a ser definidos um conjunto de iniciativas que pretendem tornar uma opção mais atractiva à fixação de jovens.
Concelhos como Mértola, Avis, Penela, Manteigas, Fundão, etc., já definiram um conjunto significativo de programas e incentivos tendo como alvo os jovens.
Deverei, no entanto, dizer que muitas destas políticas, assentes, no essencial, em incentivos pecuniários ao casamento, à fixação no concelho e ao nascimento de crianças, pecam por não irem ao cerne da questão: os jovens fixam-se numa determinada localidade para fazer o quê? Isto é, quais as oportunidades de trabalho que estes jovens encontram nos locais onde passam a residir?
Tentando quebrar um pouco este ciclo, apresento, de seguida um «pacote» de propostas que considero deveriam ser adoptadas pela Câmara Municipal do Sabugal e tendo como destinatários jovens com idade inferior a 30 anos:
1. Obrigatoriedade de residência no Concelho na contratação de pessoal para trabalhar nas Autarquias, Empresas Municipais, ou outros organismos cuja contratação de pessoal é da responsabilidade autárquica;
2. Estabelecimento de apoios complementares às IPSS que optem pelo mesmo princípio;
3. Desconto de 75 por cento na aquisição de lotes municipais para a instalação de actividades económicas a empreendedores jovens;
4. Apoio até 10 por cento no valor de construção ou aquisição de imóveis para estabelecimento de empresas constituídas por jovens, bem como para as despesas de adaptação do imóvel à actividade a desenvolver;
5. Apoio até 25 por cento e durante um ano, no pagamento de rendas de imóveis para estabelecimento de empresas por jovens;
6. Isenção de pagamento de taxas relativas à construção, reconstrução, reabilitação, alteração, ampliação ou aquisição de imóveis para estabelecimento de empresas constituídas por jovens;
7. Isenção de pagamento de derrama durante cinco anos para as empresas constituídas por jovens;
8. Apoio autárquico financeiro e técnico ao início de actividade de jovens agricultores;
9. Estabelecimento de protocolos com organismos e entidades do sector agrícola, visando criar condições mais favoráveis para a fixação de jovens agricultores (descontos nos adubos e pesticidas; fornecimento gratuito de sementes; facilitação dos processos burocráticos; etc.);
10. Estabelecimento de protocolos com as entidades bancárias com agências no Concelho para a criação de sistemas de apoio bonificado aos jovens empreendedores do Concelho;
11. Apoio financeiro a empresas que criem postos de trabalho qualificado (habilitações iguais ou superiores ao 12.º ano).
Na próxima crónica terminarei o conjunto de propostas que considerei dever colocar aos frequentadores deste Blogue, visando criar as condições para contrariar as tendências de envelhecimento e desertificação das nossas terras.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

A ADES (Associação Desenvolvimento Sabugal) tomou posição pública sobre o estudo da Universidade da Beira Interior (UBI) que coloca o município do Sabugal no último lugar de uma tabela que analisa a qualidade de vida em Portugal.

ADES - Associação Desenvolvimento do SabugalO Capeia Arraiana recebeu um pedido de divulgação do comunicado da ADES sobre a qualidade de vida no município do Sabugal. Aqui fica:

«Os letrados da ODES (Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social) da UBI (Universidade da Beira Interior), publicaram um estudo cujos resultados colocaram o município do Sabugal no fundo da tabela em termos de qualidade de vida nos concelhos portugueses.
O estudo baseou-se num anuário estatístico publicado em 2004 pelo Instituto Nacional de Estatística. Chamam-lhe metodologia original e inovadora, segundo Pires Manso, professor catedrático da UBI e responsável pelo ODES. O índice tem em conta variáveis como o Produto Interno Bruto (PIB), o consumo, disponibilidade de bens culturais e outros de difícil medição. O índice avalia ainda a educação e mercado de emprego, infra-estruturas, ambiente económico e habitacional. Por fim conclui-se que o Litoral supera o Interior.
Definição de Qualidade de Vida – Não significa apenas que o indivíduo ou o grupo social tenham saúde física e mental, mas que esteja(m) bem com eles mesmos, com a vida, com as pessoas que os cercam, enfim, ter qualidade de vida é estar em equilíbrio. E esse equilíbrio diz respeito ao controlo sobre aquilo que acontece à sua volta, como por exemplo, os relacionamentos sociais.
Posto isto, perguntamos: Será que qualidade de vida é viver numa cidade grande sobrelotada, poluída, insegura, e congestionada, ou em vez disso viver sem sobressaltos, sem trânsito, sem portagens, com menos stress, respirar ar puro, viver em sossego e em harmonia com a natureza e com o próximo?
Em nossa opinião o Sabugal tem qualidade de vida:
– Qualidade de ar e tranquilidade invejável a nível nacional;
– Uma Escola Secundária, e uma EB 2/3 com as melhores classificações a nível distrital;
– Mais de 95% da população já abastecida com água ao domicílio;
– Cerca de 90% da população já beneficia de saneamento básico;
– Não existem problemas com trânsito;
– Existe mais segurança e menos pobreza do que na maior parte do País;
– Existem equipamentos sociais, culturais e desportivos importantes.
O Sabugal é um Concelho cheio de potencialidades com: cinco castelos, a aldeia histórica de Sortelha, Sabugal, Vila do Touro, Alfaiates e Vilar Maior;
– Nascente do Rio Côa, achados arqueológicos em Aldeia Velha, Ponte de Sequeiros em Valongo;
– Uma área protegida: Serra da Malcata.
– Termas do Cró (aposta no Turismo de saúde);
– Cultura de festividades taurinas muito importantes em algumas freguesias da Raia (Capeia Arraiana);
– Demanda habitual para caça e pesca, e produtos gastronómicos associados;
– Acessibilidades viárias francamente melhoradas (A23/A25).
Por tudo isto, a ADES–Associação Desenvolvimento Sabugal não concorda em nada com o estudo e a sua tipologia apontada. Sabemos que existe muito mais a fazer e que podemos e devemos aproveitar o novo pacote financeiro (QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, entre outros) com vários programas de apoio, alguns dos quais em que já estamos a trabalhar, para contribuirmos para a concretização do objectivo comum, “O DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO DO SABUGAL” aliado à sua qualidade de vida.
É tempo de semear, para mais tarde colher.»

E posto isto, o Capeia Arraiana repete a pergunta: Será que qualidade de vida é viver numa cidade grande sobrelotada, poluída, insegura, e congestionada, ou em vez disso viver sem sobressaltos, sem trânsito, sem portagens, com menos stress, respirar ar puro, viver em sossego e em harmonia com a natureza e com o próximo?
jcl

O Movimento Cívico «Regiões, Sim!» realizou em Beja, no dia 16 de Fevereiro, a sua primeira Assembleia Geral na qual elegeu os órgãos sociais. Na reunião foi aprovada uma petição para entregar na Assembleia da República em defesa do desbloqueamento do processo da regionalização administrativa.

Assembleia Geral em Beja do Movimento «Regiões, Sim!»Realizou-se no sábado, 16 de Fevereiro, na Pousada de São Francisco, em Beja, a primeira Assembleia Geral do Movimento Cívico «Regiões, Sim!». O algarvio Mendes Bota, fundador do Movimento constituído em 26 de Abril de 2007, foi eleito para presidir à Direcção durante os próximos três anos. Carvalho Guerra (ex-reitor da Universidade Católica do Porto) encabeça a Mesa da Assembleia Geral e Agostinho Abade (empresário do sectores turístico e automóvel) preside ao Conselho Fiscal.
Os mais de 100 associados e observadores presentes em Beja aprovaram o Relatório de Actividades e Contas de 2007 bem como o Plano de Actividades e Orçamento para o presente ano. Como melhor forma de implantar o Movimento em todo o País foram aprovadas alterações estatutárias que vão permitir a criação de núcleos municipais nas diferentes regiões.
O Movimento contava com 514 associados tendo dado entrada durante a Assembleia Geral mais 40 novas adesões, entre as quais a escritora Lídia Jorge e o presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, Fernando Caeiros.
O Capeia Arraiana trocou algumas impressões com Mendes Bota que defendeu «a importância da Petição a endereçar à Assembleia da República, apelando para que sejam aliviados na próxima revisão constitucional os condicionalismos que permitam viabilizar a sua concretização na próxima legislatura».
Aproveitámos para defender a especificidade da Beira Interior e as possíveis vantagens das oito regiões administrativas mas o presidente do Movimento esclareceu que «o modelo só já pode assentar na base territorial das NUTs II, ou seja, as cinco regiões, Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve».
O deputado algarvio disse-nos ainda que «a Petição a entregar no Parlamento pedirá, de forma clara e inequívoca, aos partidos políticos para que assumam nos seus programas eleitorais às eleições legislativas de 2009 uma posição pró ou contra a regionalização». «As petições nunca são votadas mas para serem discutidas precisam de, pelo menos, 75 mil assinaturas, e o que está em causa é também acabar com a obrigação da simultaneidade, ou seja, as regiões têm que ser todas aprovadas ao mesmo tempo e o que nós propomos é que devem avançar as que receberem o voto positivo dos seus eleitores», esclareceu.
Para Mendes Bota «o importante é fixar os jovens, criar postos de trabalho e criar uma rivalidade positiva entre regiões sem perder o sentimento da identidade nacional até porque na Europa as regiões são parceiros privilegiados da discussão política e das decisões governativas».
À nossa questão «Até onde vai este Movimento?» o deputado algarvio foi taxativo: «Este movimento extingue-se no dia do referendo apesar de que em Portugal não foi preciso fazer um referendo para aprovar o Tratado de Lisboa mas… é na diversidade de opiniões que se constrói a solidez dos argumentos.»
jcl

A ADES (Associação Desenvolvimento Sabugal), em colaboração com a CÔAFLOR, apresentou, à Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), 29 candidaturas para equipar as Juntas de Freguesia com equipamentos de primeira intervenção para combate a incêndios. Os processos foram todos aprovados e os «kits» foram agora entregues nas freguesias.

Equipamentos de primeira intervençãoÉ mais um instrumento à disposição das Juntas que, em caso de incêndio, poderá ser de grande utilidade. Algumas Juntas já adquiriram carrinhas para transportar os referidos equipamentos.
Os equipamentos custaram cerca de 8.000 Euros cada um. Foi pouco dinheiro em relação à grande importância dos mesmos.
Tal como avançado a 20 de Agosto de 2007 pelo Capeia Arraiana o programa governativo envolveu 8 milhões de euros e considerou prioritárias as freguesias com mais de 50 por cento da sua área abrangida por mancha florestal tendo aprovado 865 das 1845 candidaturas recebidas e apreciadas pela DGAL. Os distritos da Guarda (147), Viseu (121), Viana do Castelo (82), Castelo Branco (76) e Braga (72) conseguido o maior número de aprovações para os «kits» que incluem depósitos de água e de retardantes e equipamento básico de combate a incêndios.
As freguesias do Sabugal e do Soito não foram consideradas por terem corporações de bombeiros e houve algumas (poucas) juntas que nem tentaram candidatar-se.
Aqui deixamos as freguesias contempladas: Águas Belas, Aldeia da Ponte, Aldeia da Ribeira, Aldeia de Santo António, Aldeia do Bispo, Aldeia Velha, Alfaiates, Badamalos, Bendada, Bismula, Casteleiro, Cerdeira, Fóios, Forcalhos, Lomba, Malcata, Moita, Nave, Penalobo, Pousafoles do Bispo, Quadrazais, Rapoula do Côa, Ruvina, Santo Estêvão, Seixo do Côa, Vale das Éguas, Valongo do Côa, Vila do Touro e Vilar Maior.
As Juntas ficaram gratas à ADES, CÔAFLOR, e à DGAL. Que apareçam outras candidaturas do género são os votos sinceros dos elementos das Juntas de Freguesia.
Também uma palavra de agradecimento à Câmara Municipal do Sabugal por ter facultado o transporte e entrega dos referidos equipamentos nas sedes das Juntas de Freguesia.
José Manuel Campos

Os granitos da nossa região são famosos e abundantes. A sua exploração e comercialização teriam um custo primário relativamente baixo e por isso competitivo nos mercados nacionais e internacionais.

Joaquim Ricardo («Ideias Soltas»)O concelho não tem nem nunca teve uma forte tradição neste sector de actividade económica. Apesar disso, é de salientar a existência de algumas unidades com alguma relevância económica e que tem contribuído positivamente para a fixação da população activa do concelho. E, sem querer desprezar outras pequenas industrias, destaco a têxtil com forte implantação na vila do Soito, que em muito tem contribuído para o seu desenvolvimento. Na própria cidade do Sabugal, assistiu-se recentemente ao nascer de algumas pequenas unidades ligadas a este ramo. Porém este sector tem uma forte componente de mão-de-obra e como tal foi fortemente prejudicada com a liberalização do comércio internacional e a consequente entrada de produtos oriundos de países cujo preço do «braço humano» é quase gratuito, quando comparado com os praticados em países desenvolvidos.
O fabrico de móveis deverá contar como fonte de alimentação em matérias-primas a madeira, oriunda da exploração da floresta raiana, cujas espécies – o freixo, o carvalho e a cerejeira, é imperativo incrementar.
O território do concelho tem fronteiras naturais com a Espanha. Este país tem uma taxa de crescimento da sua economia muito acima da média dos países que constituem a União Europeia e, sendo assim, deveremos aproveitar esse factor positivo desenvolvendo com as suas regiões, nossas vizinhas, parcerias que potenciem bem-estar para as suas populações irmãs, cujos problemas são comuns. Porém, opino que não deveremos apostar em sectores sensíveis à possível deslocação para países que apostam no seu desenvolvimento através da atribuição de baixos salários e até na exploração de mão-de-obra infantil, combatendo, desta forma, os resultados nefastos do fenómeno conhecido por globalização.
No rol dos sectores contemplados não constam indústrias poluentes ou inimigas do ambiente e por isso preservam a boa qualidade do nosso ar que, se fosse possível exportar, constituiria a maior fonte de receita do concelho.
A par do desenvolvimento de parcerias com regiões vizinhas do outro lado da fronteira, outros sectores regionais deverão ser apoiados e até incentivados porque são potenciadores de desenvolvimento. Refiro-me aos sectores ligados à transformação da madeira – fabrico de móveis e à exploração de granitos da região. O fabrico de móveis deverá contar como fonte de alimentação em matérias-primas a madeira, oriunda da exploração da floresta raiana, cujas espécies – o freixo, o carvalho e a cerejeira, é imperativo incrementar, como já foi aqui referido. Os granitos da nossa região são famosos e abundantes. A sua exploração e comercialização teriam um custo primário relativamente baixo e por isso competitivo nos mercados nacionais e internacionais.
Pelo exposto e sem entrar em pormenores, que só um estudo especializado poderia proporcionar, aqui expressei o meu pensamento sobre um possível contributo de desenvolvimento para a nossa região no que diz respeito ao sector industrial. Como se viu, no rol dos sectores contemplados não constam indústrias poluentes ou inimigas do ambiente e por isso preservam a boa qualidade do nosso ar que, se fosse possível exportar, constituiria a maior fonte de receita do concelho.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

Na reunião dos Fóios os representantes das freguesias decidiram-se pela alternância anual entre as praças de touros de Aldeia da Ponte e do Soito para a realização do festival «Ó Forcão Rapazes». A edição de 2008 está marcada para 16 de Agosto na vila do Soito.

A equipa dos Fóios no Festival do ForcãoReuniram-se no sábado, 16 de Fevereiro, no Centro Cívico dos Fóios os representantes das nove juntas de freguesia que participam no festival «Ó Forcão Rapazes». A competição realiza-se desde 1986 primeiro sob a denominação de concurso e mais recentemente como festival.
O presidente da Junta de Freguesia da Vila do Soito, José Mendes Matias, acompanhado pelo secretário, usou da palavra para sensibilizar os restantes participantes para a necessidade de alternância entre as praças de touros de Aldeia da Ponte e do Soito que são, respectivamente, propriedade da Associação dos Amigos de Aldeia da Ponte e do município do Sabugal.
Após uma salutar discussão, com muitos dos presentes a usarem da palavra, foi decidido fazer uma votação. A maioria foi a favor da alternância anual e, assim, o festival passa a organizar-se um ano em cada praça.
Os responsáveis pela organização da festa em 2008 – Fóios e Aldeia do Bispo – informaram os restantes parceiros sobre algumas iniciativas em curso, nomeadamente, escolha dos toiros e da banda, produção de bilhetes e de camisolas.
Recorde-se que a primeira competição «Ó Forcão Rapazes» entre aldeias da raia remonta a 1986 tendo o regulamento do concurso sido elaborado por uma comissão organizadora constituída por Tó Chorão de Aldeia da Ponte e Zé Beira Manso e Zé Gusmão dos Forcalhos.
Actualmente denomina-se Festival «Ó Forcão Rapazes» e em 2008 vai ter a sua 23.ª edição.
Saiba mais sobre a história da compita «Ó Forcão Rapazes» nos artigos de opinião de Esteves Carreirinha.
jcl

Eduardo Lourenço, ensaísta natural de S. Pedro do Rio Seco, concelho de Almeida, abre o ciclo «Asas sobre a América», onde participa também Manuel António Pina, escritor natural do Sabugal.

Manuel António PinaO ciclo «Asas sobre a América» abre quinta-feira, dia 21 de Fevereiro, em Lisboa, destinado a evidenciar as cumplicidades entre as literaturas norte-americana e portuguesa.
Durante o certame, que decorrerá até 3 de Julho, no auditório da Fundação Luso-Americana, Gonçalo M. Tavares, Manuel António Pina, Lídia Jorge e cinco outros escritores portugueses falarão de outros tantos autores norte-americanos. Dentre esses autores destacam-se Walt Whitman, Philip Roth, Ezra Pond, William Faulkner e Saul Bellow.
O objectivo é evidenciar as correntes criativas que existem entre as duas literaturas, numa analogia sistemática entre escritores portugueses e norte-americanos, na busca de pontos de contacto.
Muitos escritores americanos foram traduzidos para português e enraizaram-se na nossa cultura, a pontos de terem influenciado a literatura nacional.
Na sessão inaugural Eduardo Lourenço falará sobre as suas «Imagens da América». Segue-se um debate intitulado «O Regresso dos cowboys», que juntará três críticos de cinema.
Uma semana depois, Gonçalo M. Tavares falará da obra literária de Philip Roth, e no dia 27 de Março, o poeta Manuel António Pina falará de Ezra Pond.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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