As bordadeiras do tradicional «Bordado de Castelo Branco» vão passar a dispor de um programa de computador e de uma página na Internet para optimizar a fase de produção do desenho das peças. A velhinha folha de papel vegetal vai ser substituída por ficheiros digitais na Internet.

Bordado de Castelo BrancoAs folhas de papel vegetal têm os dias contados nos ateliês das bordadeiras do «Bordado de Castelo Branco».
O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) tem em fase de ensaio final uma aplicação informática desenvolvida internamente que irá ser colocada numa página na Internet para optimizar a fase de produção do desenho a bordar. Os criativos podem desenhar digitamente novos desenhos e colocá-los à apreciação da comissão de certificação possibilitando novas soluções de produção de bordados.
«O programa vai ter uma vasta biblioteca com desenhos sendo possívelr imprimi-los, no ateliê, directamente no pano evitando o tradicional processo da cópia em papel vegetal e passagem para o pano-cru», esclareceu à agência Lusa, José Gago da Silva, um dos docentes do IPCB envolvidos no projecto.
O projecto «Ex-Libris – requalificar, adaptar e certificar o Bordado de Castelo Branco» é uma iniciativa liderada pela Associação de Desenvolvimento da Raia Centro Sul envolvendo diversas entidades regionais. O apoio financeiro da União Europeia obriga a desenvolver um processo de formação profissional e de certificação para evitar adulterações e contrafacções criando em simultâneo incentivos à comercialização do Bordado.
As colchas com o «Bordado de Castelo Branco» com desenhos bordados com fio de seda natural existem desde meados do séc. XVI e eram presença obrigatória nos enxovais das noivas das regiões raianas.
Estão inscritas na ADRACES cerca de 200 bordadeiras, 17 formadoras e 34 entidades formadoras dos concelhos raianos da Beira Baixa.
Portanto já sabe. Se perdeu aquele velho vegetal com o desenho que queria para a sua colcha não fique triste. Pode agora pesquisá-lo na Internet. Novos tempos, novos bordados!
jcl