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A invenção da Himlaíte, do Pirélioforo e dos painéis solares

Jesué Pinharanda - Carta DominicalO Padre Manuel António Gomes, natural de uma freguesia de Arcos de Valdevez, era um homem muito alto. Os colegas, ainda no Seminário, chamavam-no Himalaia, e ele gostou tanto do epíteto, que adoptou o nome: Manuel António Gomes (Himalaia).
Alfredo Nobel descobrira a dinamite em 1866, e o Himalaia nasceu em 1868. Mas, em dada altura da sua vida, achou necessário rebentar com uns barrocos lá pelo Alto Minho, mas a dinamite de Nobel dava para pouco. Era precisa uma pólvora de «arrebenta barrocos». Muito dado às experiências física e químicas, que lhe tiravam algum tempo da vida sacerdotal, trabalhou a dinamite, à qual deu uma energia fora do comum. Onde a dinamite falha, aplica-se a himlaíte, de mais fácil aplicação do que a complexa dinamite. Himalaia queria ajudar o povo simples sem grandes e complexas operações.
Em dada altura da sua vida foi estudar física para Paris, e lá inventou a sua obra-prima: o Pyrheliophoro (isto é : eu trago o fogo do Sol). Era uma parábola, como a das antenas circulares, dispondo de poderosos jogos de espelhos, tudo montado numa estrutura que se movia em círculo, apanhando sempre a melhor luz solar. O Pirélioforo atingia temperaturas nunca imaginadas, para cima dos mil graus centígrados. Podia mover maquinismos a vapor, mover turbinas, aquecer rios de água, etc.
Padre HimalaiaQuando, hoje em dia, todos falamos dos painéis solares como a coisa mais natural deste mundo, poucos nos lembramos que tudo isso depende da invenção do Padre Himalaia, que foi revelada em 1904 na Exposição Universal de S. Louis (USA) onde recebeu o Grande Prémio e diversas medalhas. A seguir, as indústrias copiaram e ele, inventor, veio a morrer pobre (1933) como capelão de um hospital em Braga, que lhe dava cama e mesa. Era também um grande orador sacro.
Quem muito o admirava era o Padre A. J. Fernandes, que em 15 de Abril de 1905, sendo pároco da Bismula, escreveu um artigo na revista «A Guarda» em que elogia as invenções do colega: «Um teu colega no sacerdócio te dedica cá de longe este insignificante elogio e como teu admirador pedirei ao Altíssimo pela conservação da tua saúde.» E conservou por mais 28 anos.
«Carta Dominical» de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

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No passado dia 22 de Setembro, faleceu o Padre Amadeu Augusto Leal, natural da Bismula, que estava internado no Lar de Idosos do Rochoso desde que deixara o sacerdócio activo.

Padre Amadeu faleceu no RochosoO Padre Amadeu Leal foi sepultado no cemitério de Pousade, freguesia onde foi pároco durante muitos anos. A cerimónia fúnebre foi presidida pelo Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, que concelebrou com D. António dos Santos e muitos outros sacerdotes da diocese, que se associaram à cerimónia.
Ao funeral compareceram centenas de pessoas, grande parte provenientes da sua terra natal de das várias paróquias que o sacerdote falecido teve a seu cargo.
O padre Amadeu Augusto Leal nasceu na Bismula, concelho do Sabugal, em 1 de Dezembro de 1918. Sendo filho de Manuel Leal Vaz e de Maria da Natividade Leal. Foi ordenado sacerdote no dia 7 de Setembro de 1941, na Guarda, pelo então bispo da diocese, D. José Alves Matoso.
Iniciou as funções de pároco na localidade de Torroselo, passando depois a Vila Cova à Coelheira e a Folhadosa, no concelho de Seia. Em 1946 ficou pároco da Castanheira e dos Gagos, no concelho da Guarda, passando em 1950 a pároco de Pousade e do Albardo, no mesmo concelho. Manteve-se 47 anos nestas paróquias, onde era muito respeitado pela população. Em 1997, devido à idade e a problemas de saúde, foi dispensado do sacerdócio activo, passando a residir no Lar do Rochoso, propriedade da Liga dos Servos de Jesus.
Desde há muito que a artéria principal de Pousade se chama Avenida Padre Amadeu Augusto Leal, o que prova o carinho que a população local tem pelo padre bismulense, que se dedicou com generosidade aquele povo durante os muitos anos em que ali pastoreou.
plb

Acreditar no Talmud, Deus criou o homem, para o ouvir contar histórias. Esta é uma perspectiva. Outra, pretende que precavendo-se Deus de uma eventual Alzheimer divina, inventasse o ser humano dotando-o da faculdade de recordar.

José Robalo – «Páginas InterioresCreio ter lido em 1984 um romance de João Aguiar, que intitulou A Voz dos Deuses. É verdade que na altura deliciavam-me os existencialistas e surrealistas, no meu mundo de leitor. Este João Aguiar chegou-me às mãos por acaso, mas como romance histórico que era, de leitura muito leve e interessante, teve o condão de tornar as minhas leituras mais leves por algumas horas. O livro lê-se de um fôlego e lançou uma carreira de um escritor que ainda hoje vive exclusivamente da arte de contar histórias, o que num país como Portugal, é digno de mérito e respeito.
A história gira toda ela à volta de um herói (Viriato) e de um povo (Os Lusitanos), que ainda hoje alguns acreditam ter sido este povo de pastores e guerreiros, os nossos mais directos antepassados.
É também um facto histórico incontornável, que este povo de guerreiros desconhecia a produção do vinho, até porque a vinha acompanhou a expansão do cristianismo e chegou à Península pela espada dos romanos, já numa fase posterior. Os nossos antepassados faziam libações aos seus deuses com cerveja. Plínio nos seus escritos, faz alusão ao uso da cerveja na Península, com o nome de célia ou céria, sendo produzida e consumida em grandes quantidades pelos Lusitanos. A célia ou céria era uma bebida de fabrico rudimentar, que facilmente provocava a embriaguez, objectivo último destes pastores/guerreiros quando festejavam as suas vitórias sobre as legiões romanas.
Na Bíblia, do Livro dos Génesis aos Evangelhos, o vinho corre em abundância; é sabido que Deus recompensou Noé após o dilúvio, com a oferta da vinha. O vinho é referido 441 vezes ao longo de toda a Bíblia e apesar da conversão dos povos peninsulares ao cristianismo e ao culto do vinho, até porque Jesus Cristo na última Ceia, na companhia dos Apóstolos e antes de morrer, transformou o pão e o vinho nos alimentos mais populares do mundo ocidental; a cerveja é no entanto anterior a toda esta romanização, por já ser à época produzida e consumida pelos nossos antepassados no território que é hoje o Sabugal.
Integrados num ocidente judaico-cristão, com um pensamento moldado pelas culturas grega e latina, por povos que a todo o momento faziam libações aos deuses e celebravam vitórias à volta do vinho, é certo que os divinos Aquiles, Ulisses e Heitor nunca foram ou poderão ser transcudanos; mas que dizer do não menos divino Viriato que como nosso antepassado directo (segundo alguns autores terá nascido em Loriga)? Será que não aprovaria a realização de uma festa da cerveja na sua Lusitânia?
Depois da minha última colaboração veio ao meu conhecimento o desaparecimento de José Luís de Vilallonga, natural de Madrid, mas exilado político em Paris por opositor ao regime de Franco. Escritor e actor trabalhou entre outros com Fellini, Louis Malle e Blake Edwards. Como escritor colaborou regularmente com o El País, ABC, El Periódico e La Vanguardia. Apesar da sua obra literária ser publicada originariamente em francês, destaco La cruda e tierna verdad. Memórias no autorizadas.
Da última obra que adquiri e li deste mestre, Politicamente incorrecto, um livro de crónicas, retiro este pequeno extracto, que transcrevo em castelhano:
«Los gigantes siempre han molestado. Sobre todo – o mejor dicho, exclusivamente – a los enanos. A veces, los enanos – que también suelen serlo mentalmente – se equivocan de gigante y, en lugar de matarlo o de aserrarlo, se ponen de hinojos y, hundiendo la frente en el polvo, le adoran. Esto les ocurrió a los enanos españoles con Franco. Desconocian por lo visto el prudente consejo de Novalis: Cuando vean ustedes a un gigante, observen cuidadosamente la posicion del Sol, pues bien pudiera ser que el gigante no sea mas que la sombra alargada de un enano. En general, eso es lo que ocurre, porque gigantes genuínos, de verdad, hay muy pocos. Tan pocos hay que los enanos no suelen reconocerlos.»
Em Espanha, exilado em Paris tínhamos um.
Paz à sua alma.
«Páginas Interiores» de José Robalo

joserobaload@gmail.com

A propósito do dia internacional do idoso o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou um estudo sobre a população portuguesa onde se revelam dados interessantes sobre o sucessivo aumento do número de idosos, as suas ocupações e as suas opções de vida.

Número de idosos tende a crescerA população com mais de 80 anos de idade aumentou 35% desde o ano 1990. A maioria dos idosos portugueses (58%) é constituída por mulheres. A maior parte dos nossos idosos vive com o cônjuge. Nos próximos 25 anos o número de idosos poderá vir a ser mais do que o dobro do número de jovens. São cada vez mais os idosos que usam o computador e têm acesso à Internet. Estas são algumas das conclusões do estudo do INE, agora divulgado, tendo em conta o 17º aniversário do dia internacional do idoso que se comemora a 1 de Outubro, na próxima segunda-feira.
A população idosa tem vindo a crescer em função do aumento da esperança de vida, que poderá em breve ser de 79 anos para os homens e 85 anos para as mulheres, segundo o mesmo estudo.
O dia internacional do idoso foi instituído em 1990 por recomendação da Assembleia Geral das Nações Unidas.
plb

Devido à realização de obras de remodelação, a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Sousa Martins, na Guarda, vai estar encerrada durante três meses. Nesse período, os doentes serão encaminhados para outros hospitais da região.

Hospital da GuardaCriar condições para a unidade ter capacidade para acolher mais três doentes, é o objectivo das obras de remodelação, que se iniciam na próxima segunda-feira, dia 1 de Outubro. Os trabalhos de requalificação orçam em 300 mil euros, e serão executados até final do ano.
Tendo a actual UCI cinco camas, a mesma reabrirá com oito no final das obras. Segundo o director clínico da hospital, Luís Ferreira, algumas das camas ficarão em condições de receberem doentes que sofram acidente vascular cerebral agudo. Ainda segundo o mesmo, as obras impunham-se devido à efectiva necessidade de ampliação para se prestar um melhor serviço aos doentes, tendo o Ministério da Saúde dado sinais de que essas obras deveriam ocorrer em todos os hospitais que não reunissem condições para acolhimento de pessoas que sofram acidentes vasculares cerebrais agudos.
Os trabalhos incluirão a substituição da ventilação e da instalação eléctrica da unidade, facto que inviabiliza por completo a hipótese de manter doentes no local durante o período da remodelação.
Os doentes que necessitem de receber cuidados intensivos serão assim transportados para outros hospitais da região, que já manifestaram disponibilidade para o efeito.
plb

A aposta no crescimento no número de turistas que visitam a cidade, continua a movimentar o município Guardense que realizou um conjunto de iniciativas para promover a actividade turística, tendo aproveitado para divulgar os dados estatísticos recolhidos pelo Posto de Turismo local referentes ao ano de 2006.

Sé da Guarda é monumento muito visitadoA Câmara Municipal da Guarda assinalou o Dia Mundial do Turismo, no passado dia 27 de Setembro, promovendo provas de produtos regionais na loja comercial «Coisas d`Aqui». Organizou ainda um peddy-paper, cujo percurso levou os concorrentes a percorrer as ruas da parte velha da cidade, bem como visitas guiadas ao Museu da Tecelagem, existente na freguesia dos Meios.
O município guardense organizou as iniciativas tendo em vista a divulgação e a promoção do concelho da Guarda, para que mais turistas o visitem.
Em 2006 o Posto de Turismo da cidade registou a passagem de 14 mil e 347 pessoas.
Os turistas que visitaram a cidade mais alta eram na maioria de nacionalidade portuguesa. Os dados revelam porém que aparecem também muitos espanhóis, franceses, ingleses, italianos, alemães e holandeses.
Os monumentos mais visitados foram a Sé Catedral, as igrejas de S. Vicente e da Misericórdia, a judiaria, o Paço Episcopal, a muralha, as torres de Menagem e dos Ferreiros, as portas da Estrela e d’El Rei.
plb

No domingo, 30 de Setembro de 2007, as entidades oficiais do concelho do Sabugal e o povo anónimo sabugalense junta-se em justa e merecida homenagem ao reverendo Padre Souta.

Padre SoutaNome: António Teixeira de Almeida Souta
Data de nascimento: 9 de Março de 1921
Data da ordenação presbiteral: 19 de Dezembro de 1943
Pároco: Sabugal, Aldeia de Santo António e Rapoula do Côa

Na «hora da passagem do testemunho» ao Padre Dinis após cerca de 60 anos de dedicação ao Sabugal e os sabugalenses o prior de várias gerações vai ser homenageado na sua terra de adopção.
Justa e merecida homenagem ao religioso e ao ilustre jornalista que durante anos editou o «Amigo do Sabugal». Em consequência de alterações no porte pago a página do concelho do Sabugal passou a ser incluída no «Amigo da Verdade» e assim a leitura passou a começar pela última.
Os olhos dos assinantes (na sua maioria emigrantes) procuram sempre em primeiro lugar o «À sombra da cruz…» desejando não reconhecer nomes de familiares e amigos no obituário. A leitura das notícias da sua freguesia é a paragem seguinte. Leitura obrigatória ao fim-de-semana o «Amigo da Verdade» substituiu muitas vezes a carta ou o telefonema que trazia as últimas novidades da nossa terra.
É um homem que ajudou a escrever a história recente do Sabugal e ficará com todo o mérito a fazer parte da mesma.
Aqui fica o programa oficial da homenagem que terá início às 16 horas de domingo, 30 de Setembro, com a saída do cortejo da Igreja de São João:
16.30 – Eucaristia presidida pelo Bispo da Guarda, D. Manuel Felício no Castelo do Sabugal. Se as condições atmosféricas não ajudarem a celebração religiosa será transferida para a Central de Camionagem.
18.00 – Actuação do Grupo Etnográfico do Sabugal, do Grupo Coral e de Cantares do Sabugal e homenagem das entidades.
– Segue-se um lanche para o qual está convidada toda a população abrilhantado com músicas interpretadas pela Banda da Bendada.

A homenagem será organizada e patrocinada por:
– Câmara Municipal de Sabugal
– Junta de Freguesia de Sabugal
– Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António
– Junta de Freguesia da Rapoula do Côa
– Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal
– Santa Casa da Misericórdia do Sabugal
– Grupo Etnográfico do Sabugal
– Grupo Coral e de Cantares do Sabugal
– Banda Filarmónica da Bendada

O Capeia Arraiana não pode deixar de agradecer ao Padre Souta o empenho e a dedicação de uma vida ao Sabugal e aos sabugalenses.
Bem-haja.
jcl

O dia da Capeia, 15 de Agosto, amanhece com o início da romaria em direcção à Raia, onde os Bois estão sediados, prontos para o Encerro, primeira parte de um dia, que vai servir para o culminar das Festas em Honra de Santo António-2007, na nossa Aldeia.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaOs cavaleiros concentraram-se na entrada da Praça, seguindo depois ao encontro dos Bois. A merenda é servida para todos os que tiveram oportunidade de se deslocar ao lameiro habitual, onde se inicia a caminhada em direcção à Praça de Touros, com inúmeros cavaleiros, juntamente com muitos outros, que não dispensam o Encerro, acompanhando de perto os Bois, num desfile espectacular, sempre admirado.
Mais uma vez, a nossa Aldeia teve dois Encerros, pois dois touros fugiram, tendo os cavaleiros encerrado os dois fugitivos à segunda tentativa, consumando-se assim mais um espectacular Encerro em dois tempos.
Depois da exibição de todos os Touros na Praça, teve lugar o Touro da Prova, como é da tradição, sendo esperado a preceito pela rapaziada, como bem mandam as regras.
Seguiu-se o almoço, bastante concorrido, com um belo cozinhado, onde os cavaleiros e vários convidados retemperaram as forças despendidas durante a manhã.
Pela tarde, antes do início da Capeia, teve lugar o Passeio a Cavalo dos Mordomos na Praça com os Tamborileiros, precedido do Pedido da Praça ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia, previamente convidado para este efeito.
Encerro e Capeia Arraiana em Aldeia da PonteCom todas estas formalidades cumpridas, começou a Capeia, onde os touros foram todos esperados e lidados como vem sendo habitual, pelos nossos bravos rapazes, com a destreza e valentia a que já nos habituaram todos os anos, não perigando ninguém, que era o mais importante, saindo todos satisfeitos por mais um espectáculo, onde a arte do Forcão, bem como a lide dos touros foi a contento de todos, numa Praça de Touros a abarrotar pelas costuras.
A Capeia foi acompanhada pela Charanga La Mosca de Ciudad Rodrigo, animando a tarde na Praça.
Uma palavra de apreço, para a rapaziada, que abnegadamente, se portou à altura deste grande acontecimento que é a Capeia, bem como para os inúmeros cavaleiros, que mais uma vez, prestigiaram a nossa Aldeia e a Raia.
Sem qualquer pretensiosismo, no final da Capeia, segundo opiniões insuspeitas de muitos conterrâneos e outros, foi uma das melhores Capeias dos últimos anos, onde os touros foram espectaculares tanto ao Forcão como nas lides, estando de parabéns o Ganadeiro, Sr. Nuno Casquinha, pela qualidade dos touros, mas são apenas opiniões, que aceitamos com agrado, deixando uma ponta de orgulho e satisfação aos Mordomos, sem desprimor para Capeias de outros anos, que também cumpriram na nossa Aldeia.
E assim se passaram as Festas em Honra de Santo António do ano de 2007 em Aldeia da Ponte, restando uma boa recordação a todos os presentes. No fundo, todos foram merecedores das Festas de Santo António. A presença de muitos conterrâneos e outros amigos deu um brilho especial a todos estes dias, bem merecidos.
Para os Mordomos, foi um Mês de grande intensidade com muito trabalho, que valeu a pena, seguramente, para que se passasse um Agosto inesquecível em Aldeia da Ponte.
«Ecos da Aldeia» de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Maria Mim é um romance de denúncia e de revolta, face à perseguição que o Estado exercia sobre os contrabandistas quadrazenhos, que não eram ladrões nem fascínoras, como os pintavam as autoridades, mas antes pessoas honradas e virtuosas.

«Maria Mim» de Nuno de MontemorO livro fala da boa gente, de costumes sãos e inatacável honestidade, que povoa a freguesia. Apaixonado pelo contrabando, por viver junto à raia, a um passo de Espanha, e por ter de sustentar a família, o quadrazenho fazia-se à noite, de carrego às costas, enfrentando sem medo as armas de guardas-fiscais e carabineiros. Por exercer negócio ilícito era perseguido pelas autoridades e olhado com desconfiança por povos de outros lugares, o que o obrigou a criar uma linguagem própria, a gíria quadrazenha, para assim iludir quem o espiava e lhe ouvia as conversas.
O romance inicia-se tendo por pano de fundo o cordão sanitário formado pelos militares na raia sabugalense para evitarem que a cólera chegasse a Portugal e começasse a ceifar vidas. O ridículo e ineficaz dispositivo influiu na vida dos contrabandistas que tiveram de contornar mais um obstáculo para comerciarem com os povos do outro lado da fronteira. É aqui que aparece a quadrazenha Maria Mim, de «cabelos de seara madura e o rosto da cor do trigo, quando sai corado do forno», que, qual deusa Ceres, encanta o alferes Júlio Marinho, que chefiava um sector do dispositivo militar. Dali nasceu uma paixão mútua, sempre comedida pela solidez de princípios da quadrazenha, que já tinha um «conversado» ao qual quis ser fiel, e pela honradez do militar que respeitava os valores daquela gente boa e honesta.
No desenrolar do enredo aborda-se a forma de vida em Quadrazais e demais terras raianas, descrevem-se as ricas paisagens e a beleza dos monumentos do Sabugal, conta-se a lenda da Rosa da Montanha, expõe-se a organização da tradicional capeia arraiana. O romance culmina na concorrida romagem à Senhora da Póvoa, em Vale de Lobo, no sopé da Serra da Opa, onde os raianos afluíam em peregrinação.
Nuno de Montemor, pseudónimo do padre Joaquim Álvares de Almeida, não tinha uma pinga de sangue quadrazenho. Nasceu na aldeia porque os pais, oriundos de Pêga, aí haviam instalado uma fábrica de sabão. Saiu mesmo de Quadrazais ainda criança, afastando-se da terra de nascimento. Mas nunca esqueceu, nas suas próprias palavras, o dizer de sua mãe: «se um dia fores homem, lembra-te sempre da terra onde nasceste, porque não há gente boa como a de Quadrazais…». Os anos correram, o então menino fez-se homem e cumpriu o desejo da mãe escrevendo o livro Maria Mim, dedicado à gente boa, mas incompreendida, da terra onde nasceu.
plb

O presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, o sabugalense José Gonçalves Sapinho, manifestou-se contrário a todas as propostas de traçado da linha ferroviária de alta velocidade que estão em cima da mesa, defendendo antes que o TGV deve acompanhar o traçado da A1.

José Sapinho, presidente da Câmara Municipal de AlcobaçaGonçalves Sapinho, revelou ontem incompreensão pelo facto de continuarem a estar contempladas no projecto paragens intermédias em Leiria, Coimbra e Aveiro, num «pára-arranca» que porá em causa a velocidade máxima anunciada, que não poderá ser mantida. Defende ainda que o «traçado do TGV deve acompanhar o traçado da A1», passando no lado nascente da Serra dos Candeeiros, e não pelo interior do concelho de Alcobaça. O traçado que vem ganhando forma nos estudos pode atingir até oito freguesias no concelho de Alcobaça, com consequências nefastas para o seu património natural, como é o caso de algumas manchas de Carvalhos, nomeadamente em Vale da Ribeira, Mogo, Vale do Rio, Fonte Santa, Covões e Lagoa do Cão.
O autarca revelou mesmo que convidou um engenheiro especialista em transportes para estar presente na Assembleia Municipal que se realizará em Alcobaça em 4 de Outubro, para aí explicar as bases da contestação técnica que poderá vir a ser feita pelo município à opção que está a ganhar forma.
plb

Pedro Santana Lopes recusou na noite de quarta-feira, 26 de Setembro, continuar a entrevista com a jornalista da SIC-Notícias Ana Lourenço depois de ter sido interrompido por um directo que acompanhou no aeroporto de Lisboa o regresso a Portugal de José Mourinho e família.

Pedro Santana Lopes na SIC-Not�ciasO deputado Pedro Santana Lopes, ex-líder do Partido Social Democrata e ex-primeiro-ministro de Portugal não gostou de ser interrompido ontem, 26 de Setembro, no Jornal da Noite da SIC-Notícias e abandonou o estúdio a meio da entrevista.
O facto tem contornos inéditos na comunicação social em Portugal e a partir de agora atrevemo-nos a dizer que Santana Lopes já pode ser considerado o «special one» dos directos televisivos.
Tudo aconteceu quando a meio da entrevista a jornalista Ana Lourenço recebeu ordens da régie para passar a emissão para o aeroporto de Lisboa onde acabava de chegar José Mourinho acompanhado da família. O ex-treinador do Chelsea não prestou declarações à comunicação social e o directo limitou-se à imagem de Mourinho a entrar no automóvel e a seguir viagem.
Em declarações à Agência Lusa, Santana Lopes considerou-se desrespeitado pelo canal televisivo porque «a mim não me interrompem com a chegada de um treinador de futebol. Acho que há regras, a SIC tem regras diferentes das minhas. Tenho que ser respeitado», referindo ainda que apesar de se sentir cansado, aceitara o convite da SIC-Notícias para uma entrevista sobre o «estado das coisas» nas Directas do PSD, marcadas para sexta-feira.
A campanha dos candidatos social-democratas baixou de nível durante esta semana com Marques Mendes e Filipe Meneses a protagonizarem episódios lamentáveis de acusações mútuas.
Por um lado o Conselho de Jurisdição do partido está a ser acusado de parcialidade e tendenciosas decisões beneficiando a candidatura do actual líder. Por outro está por explicar a facilidade com que uma só pessoa pode pagar quotas «por atacado» para aumentar o número de militantes com direito a voto parecendo ser acto «normal» e de sempre.
Os critérios editoriais valem o que valem e podem sempre ser justificados como Ricardo Costa fez questão de dizer. Para o responsável editorial da SIC-Notícias «um canal com 24 horas de informação pode e deve fazer este tipo de interrupções sempre que se justificar».
O que fica por explicar é se o entrevistado fosse Pinto Balsemão, Mário Soares, Jorge Sampaio, António Guterres, Durão Barroso ou mesmo o actual presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (irmão de Ricardo Costa) o critério editorial também justificaria a interrupção da entrevista. Gostemos ou não, o deputado Pedro Santana Lopes, também já ocupou lugares de relevo na vida política portuguesa e possivelmente «o País deve estar mesmo doido».
jcl

A primeira estátua do escritor Aquilino Ribeiro vai ser erigida em Viseu, capital do distrito onde nasceu, por iniciativa do município local.

Aquilino RibeiroDepois de no dia 19 de Setembro os restos mortais do escritor Aquilino Ribeiro serem colocados no Panteão Nacional, surge agora uma outra iniciativa de homenagem ao grande escritor beirão, autor do livro «Terras do Demo». A Câmara Municipal de Viseu deverá aprovar em breve a edificação de uma estátua, seguindo uma proposta formulada pelo Centro de Estudos Aquilino Ribeiro. Será a primeira estátua levantada no país ao escritor.
Aquilino Gomes Ribeiro foi autor de inúmeros livros de variadas temáticas. O seu pendor foi sobretudo para o romance, sendo notáveis alguns dos seus livros, onde expressa, como ninguém, a linguagem do povo da sua região.
Nasceu em Tabosa do Carregal, concelho de Sernancelhe, em 1885, tendo morrido em Lisboa em 1963. Para além de escritor, Aquilino foi também jornalista e forte activista político, primeiro contra a monarquia em defesa da república, e depois lutando pela liberdade contra a ditadura salazarista.
plb

Numa iniciativa diferente o Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), em parceria com o Município da Covilhã, anunciou que passará a plantar no Jardim do Lago, no centro da cidade, uma árvore por cada criança nascida.

Uma nova árvore por criança nascidaCada árvore terá registado o nome da criança que nasceu no hospital no dia em foi plantada. «Cada pessoa vai poder acompanhar o crescimento da árvore ao longo da vida», disse João Casteleiro, presidente do Conselho de Administração do CHCB à Agência Lusa.
A iniciativa, de forte simbolismo, foi acolhida com interesse e fortemente divulgada nos media, dada a sua importância e a sua originalidade.
É com pequenas e boas ideias, de elevada pertinência e de grande simplicidade, que se faz evoluir o mundo. E este pequeno mundo que é a Beira Interior, bem precisa de acções que promovam a evolução e o desenvolvimento.
Precisamos pois de actividades inovadoras que nos mobilizem por causas justas e legítimas. É imperioso mexer nas consciências, chegar ao coração das pessoas, para que elas adiram a projectos de grande valia comum.
Bem podia o Sabugal avançar também assim, com criatividade, com ideias práticas e viáveis, que chamassem a atenção do mundo e nos mobilizassem por causas necessárias e justas.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

A precariedade dos contratos de trabalho levou cerca de 20 enfermeiros do Hospital Sousa Martins a acamparam em frente ao Governo Civil da Guarda para protestarem contra a situação.

Maria do Carmo Borges recebeu moção de protestoNo dia 25 de Setembro os enfermeiros que trabalham na Guarda encontraram essa forma de exprimirem o seu desagrado com a situação. Querem ter garantias de futuro, pois embora sabendo a falta que fazem ao Serviço Nacional de Saúde, a sua situação é de grande precariedade.
Para além de acamparem os enfermeiros colocaram cartazes denunciando a sua situação e entregaram uma moção de protesto à governadora civil, Maria do Carmo Borges, que os recebeu.
Nem todos se juntaram à manifestação, já que só no Hospital da Guarda há 52 enfermeiros com o futuro incerto, a que se juntam outros nos centos de saúde do distrito, inclusive no do Sabugal, onde quatro enfermeiros estão a trabalhar já com os contratos caducados e sem que fosse ainda celebrado um novo.
Na sua maior parte os profissionais verão os seus contratos caducar em Outubro, desconhecendo porém qual será o seu futuro, pois a administração do hospital e a tutela mantêm-se em silêncio.
plb

Após meses de grandes indecisões com a direcção demissionária os sócios da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa parecem começar a ver a luz ao fundo do túnel. As eleições estão marcadas para quinta-feira, 27 de Setembro.

Almoço preparatório da lista candidata à CCSA Casa do Concelho tem funcionado ao longo dos anos como a embaixada do Sabugal na capital. É com orgulho que, quando subimos a Avenida Almirante Reis e um pouco antes de chegar ao Areeiro, avistamos na janela do segundo andar a placa que nos faz recordar as nossas origens.
Tem sido ponto de encontro dos muitos sabugalenses e amigos do Sabugal que, invariavelmente, marcam a reunião à hora do almoço para poder degustar os bons petiscos (leia-se enchidos e pratos regionais raianos) que ao longo dos anos têm sido confeccionados com excelente matéria-prima vinda directamente da Raia.
Na sequência de um almoço organizado pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral em exercício, Joaquim Esteves Saloio, foi elaborado um esboço de lista candidata. Dos que estiveram presentes quase todos concordaram em pertencer aos futuros corpos sociais e indicando inclusivamente mais alguns nomes de sócios que seria importante convencer para ajudar a Casa.
«Já estão indicados os nomes da futura Mesa da Assembleia Geral e marquei as eleições para quinta-feira, 27 de Setembro. Até agora ainda só apareceu uma lista. Considero, no entanto, que é uma lista credível com nomes válidos e capazes de tomar conta da Casa. Ou, então, da maneira como isto está e ao que chegou mais vale fechar a porta em definitivo», declarou Joaquim Esteves Saloio que recordou a realidade de outras associações de espírito altruísta que «surgiram após a euforia do 25 de Abril e que têm vindo a desaparecer por falta de motivação e de continuadores nas gerações mais novas».
Almoço preparatório da lista candidata à CCSO presidente da Assembleia Geral aproveitou ainda para pedir a todos os que já foram sócios que actualizem os seus dados (morada, telefone e email) para que possam ser contactados. Está prevista como prioridade da próxima Direcção a passagem a base de dados informatizada de todos os ficheiros dactilografados dos sócios e o anúncio do perdão das quotas em atraso para quem desejar manter o seu número de sócio.
Mesa da Assembleia Geral – Elementos indigitados: presidente, José Luís Martins Tomé (Vila Boa); vice-presidente, José Carlos Lages (Ruivós); secretário, Paulo Alexandre Terras Saraiva (Castanheira).
A única lista que até agora se apresentou e onde ainda é necessário confirmar e acrescentar alguns nomes é a seguinte:
Direcção: Porfírio Ramos (Alfaiates), José Eduardo Lucas (Aldeia do Bispo), Joaquim António Leitão Baptista (Sabugal), Messias Martins Tomé (Vila Boa), Francisco Rodrigues Gamboa (Figueira de Castelo Rodrigo), Amadeu da Silva (Santo Estêvão), Eugénia Carlos Marques Freire, Artur Neto Gonçalves e Adelino António Torres Inácio.
Conselho Fiscal: José Morgado Carvalho (Soito), Paulo Jorge Leitão Batista (Sabugal) e Carlos Alberto Rito Pereira (Soito).
Conselho Auxiliar: Esteves Carreirinha (Aldeia da Ponte), José Joaquim Amaral Marques (Sabugal) e Rui Monteiro (Soito).
O espírito é de união com o objectivo de fazer reviver a Casa do Concelho do Sabugal.
Assim seja.
jcl

O conceito de prestação de «serviço público raiano» do Capeia Arraiana passa, também, por divulgar neste espaço as mensagens que nos chegam. Hoje o «Correio dos Leitores» tem uma convocatória de Agostinho da Silva de Tortosendo. (actualização).

Encontro de antigos alunos do Seminário de Tortosendo
Correio dos LeitoresAmigos, da Raia,
de onde foram às dezenas prós seminários, nomeadamente nos tempos em que os pais estavam na França e outros países de emigração.
Só de Aldeia da Ponte eram 15 em 1976, quando eu entrei… bem… só o Tó Mané d´Álice é que chegou a padre. E de Aldeia Velha… e Forcalhos e outras tantas…
Venho aqui ter convosco, para divulgar, se possível o encontro de antigos alunos que todos os anos se faz no último sábado de Outubro.
Costumamos ser cerca de meia centena… também podem levar mulheres e filhos… e fotografias das equipas de futebol daquele tempo, com os calções feitos lá pelo alfaiate… outros mais tarde comprados… e mais recentemente os equipamentos fluorescentes das equipas de França!!!
Venha daí esses companheiros de tanta traquinice!!!
Os meus contactos:
Telemóvel: 933 462 490
Email: agjarmelo@gmail.com
Agostinho da Silva (o da vaca Jarmelista)

O seminário é em Tortosendo. A minha terra natal, Jarmelo,
Fui seminarista entre os anos 76 e 90/91 (em Tortosendo, Fátima, Espanha, Lisboa). Um dos alunos que foi meu colega, Manuel José Lages Firmino, é da Vila do Touro.
A título de curiosidade, no ano passado (2005/06) já fui professor de alguns filhos de colegas de Seminário aí no Sabugal.

Aqui fica a informação e o desafio.
jcl

A Associação Nacional de Treinadores de Judo realizou à semelhança de anos anteriores o «XII Clinic de Judo». O encontro decorreu no fim-de-semana (21 a 23 de Setembro) na cidade de Coimbra.

Juan Carlos Gonzalez Puriños e David Carreira (técnico do Sporting Clube do Sabugal)Não foram só os judocas do distrito da Guarda que tiveram a oportunidade de iniciar a época em estágio. Também os treinadores da Associação Nacional de Treinadores de Judo se reuniram à semelhança dos anos anteriores para um encontro de actualização. A cidade dos estudantes recebeu o «XII Clinic de Judo» no fim-de-semana de 21 a 23 de Setembro.
O prelector principal para a orientação do Clinic foi Juan Carlos Gonzalez Puriños, 6.º Dan, técnico do Conselho Superior de Desportos de Espanha, director Desportivo da Federação Galega de Judo e treinador das selecções nacionais espanholas dos escalões juvenis e esperanças.
O nosso distrito contou com a presença do treinador de judo do Sporting Clube do Sabugal que considerou os conteúdos da formação de grande interesse e de grande importância para a evolução da modalidade.
A perspectiva de uma aprendizagem progressiva dos nossos jovens praticantes em consequência de um melhor ensinamento com resultados a médio e longo prazo é o objectivo a atingir.
djmc

O poeta, cronista e dramaturgo sabugalense Manuel António Pina é um dos convidados de honra para o ciclo de concertos «Promenade», no Coliseu do Porto, que se iniciaram no passado fim-de-semana.

Coliseu do Porto O Coliseu do Porto arrancou com o terceiro ciclo dos Concertos Promenade, tendo como primeiro convidado o actor Ruy de Carvalho. «Abertura 1812», de Tchaikovsky, foi a obra central, que foi executada pela Orquestra Clássica de Espinho. A obra evoca a derrota da Grande Armada de Napoleão quando tentou invadir a Rússia.
Seguir-se-ão outros espectáculos nesta terceira temporada de música. O seu formato está diferente, associando agora a música a outras artes, de onde se destacam a pintura, o bailado, o circo e o teatro.
Em cada sessão haverá um convidado especial que, num pequeno-almoço aberto à comunicação social e público, explicará a razão que o levou a escolher a execução de determinado excerto sinfónico.
Este terceiro ciclo de espectáculos contará com onze Promenade que estão já agendados para as próximas semanas. Dentre os convidados destaca-se o poeta Manuel António Pina, figura prestigiada do Porto.
Foram ainda convidados o poeta e deputado Manuel Alegre, o ex-jogador de futebol Vítor Baía, o deputado José Pedro Aguiar Branco, os empresários Armando Jorge e Eurico Carrapatoso, o eurodeputadoVasco Graça Moura, o cónego Ferreira dos Santos, o escritor Rui Portela e o ministro Augusto Santos Silva.
plb

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

«Aqui Faz Gaiola» (Luanda - Angola) - Imagem da Semana (24-9-2007)Data: Setembro de 2007

Local: Luanda (Angola)

Autor: Paulo Leitão Batista

Legenda: «Aqui Faz Gaiola»

 

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Vão avançadas as obras do futuro Lar Nossa Senhora do Rosário, na Bismula, que resultam do esforço e da mobilização da população local que, sem quaisquer apoios institucionais, insiste em construir uma infra-estrutura fundamental para a freguesia.

Lar de idosos da Bismula (Sabugal)Demitindo-se a Segurança Social de subsidiar a construção, negando-se a Câmara Municipal a dar apoio substancial, os bismulenses dão exemplar prova de apego a uma missão colectiva que tem envolvido toda a população local e os naturais e amigos da freguesia espalhados pelo mundo. Sob a batuta de José Augusto Vaz, provedor da Santa Casa da Misericórdia e presidente da Junta de Freguesia, têm vindo a recolher-se donativos que garantiram o arranque da obra. A primeira fase da construção está quase concluída, esperando-se que em meados de 2008 o lar possa iniciar a sua actividade como local de repouso e convívio dos mais idosos da freguesia.
Muita gente tem apoiado com donativos, a que se juntou um empréstimo contraído junto da banca com alguns bismulenses a servirem de fiadores. Outros benfeitores cederam também boas quantias a título de empréstimo e organizaram-se actividades voltadas para a angariação de receitas.
Em Agosto um grupo de naturais, aproveitando a estada de muitos emigrantes na localidade, organizou uma feijoada, pela qual se angariaram mais de dois mil euros. A isso juntaram-se boa parte das receitas da festa de Verão. Noutra iniciativa, dois bismulenses radicados em Lisboa, contactaram gente amiga, assim obtendo quase três mil euros, que enviaram para a Bismula. A verba disponível vai assim subindo, com o empenho de muitos, garantindo-se o financiamento para o avanço do empreendimento.
A Bismula mostra capacidade de mobilização e sentido missão em prole de um projecto colectivo, obtendo de moto próprio algo que outras terras apenas conseguiram com chorudos apoios institucionais e grandes subsídios a fundo perdido. Este exemplo, a que se junta igual esforço realizado pelas gentes de Aldeia de Santo António, demonstra o querer e a força das nossas aldeias que lutam pelo bem-estar dos seus idosos, para que as terras não morram.
plb

Fomos a Luanda, onde deambulámos pelas ruas, visitámos os musseques que cercam a cidade, viajámos para sul em busca de paisagens e degustámos alguns dos pratos tradicionais da cozinha angolana.

Ilha de LuandaLuanda é cidade buliçosa, de trânsito infernal e de barulho intenso. Na capital de Angola as pessoas deambulam pelas ruas, correndo para os empregos, fazendo recados, vendendo o que podem, praguejando a quem passa ou, simplesmente, andando e olhando. Os senhores da economia, na maioria vindos de fora, movem-se de viatura, sobretudo em jipes de grande cilindrada, últimos modelos que ainda mal chegaram a outros mundos.
Luanda é pois uma cidade de contrastes. A opulência e a miséria seguem de mãos dadas, por entre o pó das imensas obras e o dióxido de carbono expelido pelos milhares de automóveis.
Tudo é caro, tirando engraxar os sapatos e abastecer a viatura de combustível. A intensa actividade económica faz com que muitos demandem Luanda, que rebenta pelas costuras, crescendo no caos, com vista para o futuro.
Aos finais de tarde bebe-se cerveja Cuca nas esplanadas da ilha de Luanda, que se enchem de pessoas. A publicidade local diz que a Cuca é a melhor cerveja de Angola, mas quem a aprecia provavelmente dirá que é a melhor cerveja de África ou quiçá do mundo. É leve e bem apaladada, muito própria para saciar a sede neste inferno de calor. As cervejas de importação passam semanas no mar e no porto de Luanda sob elevadíssimas temperaturas, enquanto os navios aguardam vez para a descarga. Até por isso uma Cuca é melhor que qualquer outra cerveja em Angola.

Miradouro da Lua na estrada do KuanzaMiradouro da Lua
Quem quiser ver o que verdadeiramente é Angola, em termos de beleza paisagística, tem que sair de Luanda. Indo para Sul pode visitar a Barra do Kuanza, um local aprazível e de admirável beleza. De caminho fica o Miradouro da Lua, à banda da estrada, sobre uma falésia mais alta, de onde se tem uma vista fenomenal. É esplendorosa a imagem dos contrastes de cores que as escarpas assumem devido às diferentes morfologias do terreno, bem como a variedade de formas resultantes da força erosiva dos ventos e das chuvas.

Funge com garoupa grelhadaFunge com garoupa grelhada
Para comer há restaurantes de eleição. Porém quem queira conhecer a verdadeira gastronomia angolana, tem que ir de aventura visitar as tascas e os restaurantes típicos, onde a comida respeita por inteiro o receituário antigo. Um desses locais é o restaurante da famosa Praça dos Trapalhões, na Ilha de Luanda. É um espaço coberto por um telheiro de zinco e cercado por uma parede de bambus, onde se dispõem cerca de uma dezenas de mesas, que à hora de almoço ficam repletas de gente apressada, que quer comer e rodar à vida.
A ementa está cheia de sabores angolanos, dentre os quais o funge com garoupa grelhada. O funge é farinha de mandioca cozida, que aqui serve de acompanhamento, substituindo a batata e o arroz. Para além do funge, a garoupa vem guarnecida com legumes cozidos, que dão pelos nomes de jimboa e quiabo. Um refogado de tomate e cebola completa ainda a guarnição do prato típico, que se come com bom gosto.

Mufete de choupaMufete de choupa
O peixe é uma das riquezas de Angola. Fresco ou seco, cozido ou grelado, com diferentes acompanhamentos, é muita a variedade ao dispor de quem anda à descoberta. No centro de Luanda a cervejaria Tendinha, que ostenta uma fabulosa decoração com arte africana, tem uma ementa rica, com pratos diversos. É ali muito apreciado o mufete de choupa, um prato de muito boa vista e ainda melhor sabor. A choupa é um peixe idêntico ao sargo, mas de sabor diferente, que vem à mesa grelhado, algo coberto por cebola e salsa picadas e rodeado por vistosa guarnição. Tem batata-doce, mandioca e banana-pão, tudo cozido, a que se junta ainda uma malga de feijão branco envolto em precioso molho. Acompanha com um bom vinho português, dos muitos que a casa dispõe, ou então, para um preço mais em conta, com uma cerveja Cuca, de produção angolana.
plb

No dia 14 de Setembro p.p. o Sr. Secretário de Estado para a protecção civil, Dr. Ascenso Simões, deslocou-se à Guarda, para em reunião com Municípios e Associações de Bombeiros, anunciar a celebração de um protocolo entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Liga dos Bombeiros Portugueses para a criação, até 2009, de duzentas equipas de intervenção permanente nos Corpos de Bombeiros.

Bombeiro combate incêndioPara a primeira fase, que deverá ter equipas no terreno em Abril de 2008, foi seleccionado o Distrito da Guarda, em conjunto com Braga, Coimbra, Viana do Castelo e Viseu.
A medida prevê:
– A criação, em cada concelho, de uma equipa de 5 homens, devidamente formados e equipados, para intervenção nas áreas que respeitem ao universo da protecção e socorro no âmbito das responsabilidades do Ministério da Administração Interna e das Autarquias Locais (Cláusula 7.ª do protocolo);
– O financiamento destas equipas, com custos anuais estimados em 66.000 euros por equipa, dividido em partes iguais pela Autoridade Nacional de Protecção Civil e o Município respectivo;
– A fixação destas equipas num Corpo de Bombeiros, sob as ordens directas do seu Comandante, com horários a definir por este e validados pela Direcção (Cláusula 9.ª) e de acordo com um plano anual de intervenção elaborado pelo Comandante e aprovado pelo Presidente da Câmara Municipal e Director Nacional de Bombeiros da ANPC (Cláusula 10.ª).
Pesem embora todas as limitações que esta medida traz consigo, amplamente apresentadas pelos participantes na referida reunião, como seja o facto de o «permanente» do nome significar 40 horas por semana (é apenas um grupo, que como todos tem direito a um horário de trabalho e a descanso), não podemos deixar de a saudar como mais uma ajuda na protecção civil dos Concelhos abrangidos, bem como e sobretudo, um grande passo para a profissionalização do socorro, há tanto tempo falado, tão necessário e até agora tão esquecido pelas autoridades competentes.
Há no entanto uma consequência em nosso entender de tal importância que não podemos deixar de a mencionar:
Já existem nos Corpos de Bombeiros trabalhadores contratados pelas Associações, com tantos estatutos quantas as associações que existem. Nalguns somaram-se os operadores dos CDOS (Comando distrital de Operações de Socorro), com estatuto e remuneração diferentes (os vencimentos são processados pela Associação, mas trabalham fora desta e para terceiros), mais recentemente os «canarinhos» vieram alargar o leque, e agora vamos somar os membros das EIP (equipas de intervenção permanente), com estatuto e carreira predefinidos.
Se queremos realmente ter um sector digno, eficiente e eficaz, urge legislar, clarificar e unificar a contratação destes trabalhadores, criando ou adaptando funções e carreiras, definindo estratégias e relacionamento entre as diversas entidades patronais (Associações) e os diferentes serviços que operacionalmente coordenam a actuação dos seus homens (ANPC, INEM e agora o Município), sob pena de podermos vir a ter no futuro muita teoria e pouca prática por falta de entendimento entre quem faz, quem coordena, e quem suporta financeiramente os custos de «fazer».
Luís Carlos Carriço, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal

Sob a direcção de Justo Maria Nabais e com periodicidade trimestral o «Laje da Lancha» é o boletim dos lagarteiros de Aldeia do Bispo, no concelho do Sabugal.

«Laje da Lancha», o boletim de Aldeia do BispoNão nos cansamos de relembrar: um dos papéis fundamentais do Capeia Arraiana é a promoção e divulgação das nossas gentes e das nossas terras. Em tempo de acesso à informação à distância de um clique e de comunicação universal através das várias vertentes da Internet é sempre de saudar publicações que resistem e cumprem os seus objectivos em suporte papel. É este o caso do «Laje da Lancha», o boletim da sabugalense Aldeia do Bispo com periodicidade trimestral e uma tiragem de 500 exemplares.
Fundado por João António Nabais, o boletim tem como director Justo Maria Nabais e a redacção e impressão em Évora na Tipografia Diana Litográfica do Alentejo. Com uma boa apresentação gráfica e com excelente paginação a publicação «vive» das recordações de personagens de outros tempos, das actividades recentes e da opinião dos seus colaboradores.
O número de Agosto traz excelentes artigos como o do Tonho do Enxido sobre as malhas ilustrado por uma pintura a óleo de Alcínio Vicente, um artista da terra, ou a Extinção do Posto da Guarda Fiscal de Aldeia do Bispo, pelo capitão Nabais. A reabertura das piscinas de Aldeia do Bispo tem, também, um merecido destaque.
Os vizinhos Fóios e Forcalhos também coabitam pacificamente as páginas do «Laje da Lancha» dando à estampa o que de mais relevante por lá se vai passando.
O «Laje da Lancha» é com todo o mérito uma publicação raiana de qualidade que merece o nosso destaque.
jcl

De D. Sebastião a Aristides de Sousa Mendes

Jesué Pinharanda - Carta DominicalLeio, num semanário da Guarda, que dois ilustres historiadores apresentaram documentação de chancelaria, totalmente credível, segundo a qual os restos mortais de D. Sebastião foram efectivamente transladados para Portugal, e que se encontram de facto no mosteiro dos Jerónimos. Si vera fama est, nada obsta. O que surpreende é o teor de uma entrevista ao dito semanário em que se afirma que, deste modo, se acaba com o mito de D. Sebastião.
Ora, o mito de D. Sebastião continua, porque o mito de D. Sebastião já há bem uns três séculos que não diz respeito ao sumido Rei; é o mito da esperança do Povo português em melhores dias. Os quais, pelos vistos, demoram a chegar.
Deixemos então que os ilustres autores ponham cobro ao problema das ossadas, mas, por favor, não nos matem a esperança, mesmo que à esperança chamemos vinda de D. Sebastião.
D. SebastiãoE, já agora, mesmo dando crédito aos documentos, quem nos garante que os restos mortais são mesmo de Sebastião? A quem convinha que fossem?
Leio, agora, e não apenas num semanário, mas em vários (até na Dica, na Dica!) que em certo ano da Guerra Mundial (1940) Aristides de Sousa Mendes passou nos dias 29 e 30 de Dezembro, trinta mil vistos (30000). Assinando sem interrupção durante 48 horas, teria de fazer 625 assinaturas por hora, e de cruz, sem tempo para olhar o formulário. O leitor já tentou fazer 625 assinaturas numa hora durante 48 horas? Na Guarda parece que já!
Além disso, na crise bélica, as 30000 pessoas deveriam estar todas, ou na sua maior parte, às portas do Consulado. Sem problema e sem perturbação da ordem pública. Adereços de um drama que solicita melhores esclarecimentos. Aliás, noutro tempo, lemos um artigo de uma senhora jornalista que afiançava que Aristides chegava a passar salvo-condutos nas margens de jornais. E a Polícia fronteiriça aceitava esses vistos? Grande Polícia para uma Ditadura!
«Carta Dominical» de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

O Grupo Vasp é o maior distribuidor português de publicações (jornais e revistas portuguesas e estrangeiras) com mais de metade da quota de mercado. A DPS (Digital Printing Services) é mais recente empresa do grupo, começou a sua actividade no passado mês de Agosto e possui o maior «site» do Mundo de impressão de jornais utilizando tecnologia de impressão digital.

Impressão digital na DPSO Grupo Vasp, distribuidor de publicações, é detido em partes iguais pela Impresa, Controlinveste e Cofina e iniciou em Agosto a impressão de jornais estrangeiros através da sua recém-criada empresa DPS.
A DPS utiliza uma tecnologia denominada «impressão digital de jornais» (local printing & distribution) que permite imprimir em Portugal jornais de todo o Mundo, imprimi-los e colocá-los nas bancas à mesma hora que nos seus países de origem.
Ao fim de dois meses estão já a ser impressos nove títulos internacionais com a Vasp a prever acabar o ano de 2007 com cerca de 20 jornais de referência. Actualmente são impressos e distribuídos no mercado português o «Washington Post» (Estados Unidos) e «Folha de São Paulo» (Brasil) que devido à diferença horária saiem em Lisboa quando ainda é madrugada nos respectivos países. O «Tribune de Genéve» e o «24 Heures» (Suíça), o «Evening Standard» (Inglaterra), o «Ekstra Bladet» (Dinamarca) e o «Actualitate Romaneasca» (Roménia) são alguns dos restantes títulos.
Mais um exemplo de uma empresa portuguesa que nasceu em Fevereiro de 1975 e que se adaptou aos novos tempos da comunicação na aldeia global criando o maior «site» mundial de impressão digital em suporte papel de jornais.
jcl

Passada a parte de divertimentos no Bar dos Mordomos com as Noites Temáticas, bem concorridas e com fartos motivos de interesse, tanto para miúdos como para graúdos, continuou a festa, com os seus momentos altos e ansiosamente esperados.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaNo dia 10 de Agosto, o Conjunto Espanhol «Bahia Blanca» animou esta noite com um bom baile pela noite dentro. No dia 11 de Agosto, no Parque das Merendas, teve lugar o Pic-Nic oferecido pelos Mordomos, com a habitual animação, que estes convívios costumam proporcionar. Pela noite o Grupo «Océtrupe» proporcionou um espectáculo inesquecível de divertimento e canções satirizando alguns momentos da vida nacional.
Pelo dia 12, a procissão de Santo António, acompanhada pela Banda de Música da Bendada, inicia este grande dia de Festa.
A Capela de Santo António, com uma magnífica decoração de flores, recebeu os que puderam entrar, para o canto da Trezena, antes da Procissão. Santo António é levado para a Igreja pelos Mordomos e outras pessoas, ao som da Música da Bendada e do Fogo seguro, numa manifestação de grande devoção ao nosso Santo.
Festas em Honra de Santo António em Aldeia da Ponte - 2007De seguida, no Vale, iniciou-se um espectacular baile com o Conjunto Turbo, que se prolongou pela noite dentro, apenas interrompido para o Fogo de Artifício, pela meia-noite, com um extraordinário lançamento pirotécnico de primeira qualidade, deixando as pessoas satisfeitas com esta bela exibição e mais animadas ainda, para o baile que continuou.
A Festa de Santo António, dia 13, amanhece com a Alvorada de foguetes e o início do Passeio dos Mordomos, cumprindo um ritual já bem antigo de passear pelas ruas da Aldeia, empunhando os símbolos das Festas, a Espada a Bandeira e os Ramos, acompanhados pelos Tamborileiros, convidando a rapaziada para o Passeio, visitando, como é da praxe, o Lar de Santo Cristo, culminando com a cerimónia do Passeio em frente da Igreja, antes do início da Missa Solene em Honra de Santo António presidida pelo nosso Pároco, Padre Américo, sendo coadjuvado por vários Padres da nossa Aldeia, tendo sido acompanhada pelo Coro de Vilar Formoso. Terminada a Missa, foram nomeados os novos Mordomos para o ano de 2008, seguindo-se a procissão de Santo António para sua Capela.
Com a entrada do Santo na Capela, de imediato, irrompe o Passeio junto à Ponte Romana, bastante concorrido, findo o qual, os Mordomos e os convidados dirigem-se para o almoço da Festa nas respectivas casas.
Pelo meio da tarde, a passagem do Testemunho, passeando os Mordomos e Tamborileiros, acompanhados da Música, em direcção a casa dos novos Mordomos, cumprindo-se a tradição.
À noitinha, o conjunto «Artmédia» iniciou o Baile, culminando pela meia-noite a actuação deslumbrante da dupla brasileira «Lucas e Mateus». Assistiu-se a um belo espectáculo de música e a uma grande animação e participação de todos os presentes, pela noite fora. Mais um grande dia da festa com estes intervenientes, que conseguiram pôr a dançar um recinto quase lotado.
A actuação do grupo «Medcave» animou o dia 14, véspera da Capeia.
«Ecos da Aldeia» de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

A cidade da Guarda aderiu pela primeira vez à Semana Europeia da Mobilidade (SEM) que decorre entre 16 e 22 de Setembro com o objectivo de consciencializar os cidadãos para o desenvolvimento sustentável e em defesa do Ambiente.

Semana do Ambiente na cidade da GuardaA Guarda foi uma das 37 cidades/vilas portuguesas que aderiu à SEM com muitas das actividades programadas pela autarquia a serem realizadas na rua. O lema escolhido «Venha viver connosco as ruas da nossa cidade!» indica desde logo a vontade de usar e abusar das ruas da cidade mais alta de Portugal.
No sábado, 22, «Dia Europeu Sem Carros» vai haver cortes de trânsito no centro histórico e nas ruas do centro e um percurso pedestre urbano dará a conhecer as árvores mais emblemáticas.
Na Europa o lema escolhido foi «Melhores Ruas Para Todos» e permite aos cidadãos europeus gozar de uma semana inteira com actividades dedicadas à mobilidade sustentável. Transportes mais amigos do ambiente e a qualidade do ar que respiramos estão no topo das preocupações e prioridades ambientais.
Áreas reservadas a peões, bicicletas, veículos eléctricos e menos poluentes e subidas em balão de ar quente são algumas das actividades previstas em várias localidades portuguesas.
A defesa do Ambiente está na ordem do dia sentindo-se uma maior sensibilização e condenação dos cidadãos aos abusos e agressões à Natureza.
jcl

O curso de energias renováveis da Escola Profissional Agrícola Dom Dinis, na Paiã, em Odivelas, não irá ter início porque apenas recebeu a inscrição de três alunos.

Técnicos de energias eólicasAs energias renováveis são uma área profissional com muito presente e mais futuro. O tema está na ordem do dia e a tendência será para o aumento exponencial de investimentos e ocupação profissional nas energias verdes alternativas.
«Para nossa surpresa o curso para formar técnicos de energias renováveis não conquistou os jovens tendo surgido apenas três candidatos pelo que o curso não vai arrancar este ano lectivo. Nós temos sido contactados por empresas a solicitar finalistas nestas áreas mas os estudantes não parecem partilhar destas certezas», revelou o agrónomo Aristides Ribeiro, vice-presidente da Escola Profissional da Paiã à Agência Lusa.
Os cursos de jardinagem e espaços verdes também não cativaram os candidatos a estudantes na escola. «Não compreendemos a falta de interesse dos jovens porque é uma área com manifesta procura por parte dos empregadores. Talvez pensem que ser jardineiro é um trabalho pouco dignificante mas temos conhecimento que em certos trabalhos e especializações de jardinagem se praticam ordenados muito superiores à média nacional», acrescentou ainda o dirigente da escola da Paiã.
jcl

A Câmara do Fundão aprovou medidas concretas de incentivos à natalidade, à fixação de população jovem e à criação de empresas no concelho.

Manuel Frexes, Presidente da Câmara Municipal do FundãoCom o objectivo de impedir a desertificação a autarquia do Fundão aprovou esta semana, por unanimidade, em reunião camarária três medidas que vão beneficiar e incentivar a fixação da população.
Aproveitando a nova Lei das Finanças Locais que permite às autarquias «jogar» com três por cento da colecta líquida do IRS o executivo camarário decidiu prescindir dessa receita de cerca de meio milhão de euros.
O abatimento atinge em especial os que trabalham por conta de outrém e vai ser comunicado pela autarquia até 31 de Dezembro à Direcção-Geral dos Impostos para ter efeitos na declaração do IRS relativa a 2008.
Outro benefício aprovado no sentido de incentivar a natalidade e a fixação na região incide no desconto de 10 por cento na facturação da água, saneamento e resíduos sólidos para famílias com três filhos. O quarto e seguintes valem mais 10 por cento cada um até atingir 50 por cento.
A terceira medida vai incidir sobre a derrama, imposto municipal sobre os lucros das empresas sedeadas no concelho. As empresas com lucros até 75 mil euros anuais, cobrando 0,75 por cento a partir daí.
Na Beira Interior apenas Manteigas acompanha o Fundão com iniciativas públicas, declaradas e concretas de combate à desertificação tendo como objectivo fixar pessoas e empresas nas suas regiões. Vivemos tempos decisivos. Os nossos políticos têm obrigações para quem os elege e não me parece que as populações no momento de escolher votem em autarcas resignados que assobiam para o ar ou fazem como a avestruz.
jcl

Os custos de funcionamento para 2008 na Universidade da Beira Interior (UBI) são muito superiores à transferência prevista pelo Orçamento de Estado (OE).

Manuel Santos Silva (reitor da Universidade da Beira Interior)O reitor da UBI na Covilhã, Manuel Santos Silva, alertou para a insuficiência das verbas atribuídas pelo OE para 2008 à sua universidade.
«Para o próximo ano as nossas despesas só com pessoal ascendem a 25 milhões de euros e a transferência prevista no Orçamento é de 19,8 milhões. A lei do financiamento do ensino superior para instituições sediadas no Interior deveria ter uma descriminação positiva pois somos um importante apoio à coesão nacional», defendeu Manuel Santos Silva em declarações ao Jornal de Notícias.
«Nós temos custos acrescidos por estarmos longe dos grandes centros urbanos mas cumprimos um papel fundamental fixando as populações jovens. As únicas cidades onde há vitalidade no Interior são as que têm ensino superior», alertou ainda o reitor.
jcl

«Sexta sai à Sexta» poderia ser o slogan de mais um jornal gratuito. Mais um? «Sexta» é diferente. É semanário, vai ter a astronómica tiragem de 350 mil exemplares e entra em jogo com uma equipa mista de «A Bola» e do «Público».

«Sexta»As empresas Vicra Desportiva e Sonaecom uniram as sinergias das redacções de «A Bola» e do «Público» e criaram um projecto editorial semanal gratuito.
O semanário «Sexta» tem como director o jornalista João Bonzinho (ex-editor-chefe de «A Bola») e sai à sexta-feira com 32 páginas e a astronómica tiragem de 350 mil exemplares. Acompanha as edições dos dois jornais sendo os restantes 200 mil exemplares distribuídos nas ruas de Lisboa e Porto e nos hipermercados da rede Sonae.
O director-adjunto, Luís Francisco, pertence à equipa do «Público» e o director comercial, Diogo Ferreira, colabora actualmente com o diário gratuito «Destak».
Na apresentação do novo semanário João Bonzinho prometeu um jornal «leve sem ser breve, atraente sem ser cor-de-rosa, sério sem ser chato e sem precisar de levar tudo a sério procurará falar do que os outros falam menos, mostrar o que os outros mostram menos». Um jornal que «será também para guardar, ler e consultar ao longo do fim-de-semana», concluiu.
Assim se confirma a excepção à regra de que aquilo que se pode vender não se dá!
jcl

Se o mês de Setembro ainda é tempo de férias para alguns tempo de férias, já encontramos alguns atletas em várias modalidades que começaram a preparar a nova época 2007-2008.

Miguel (cinturão azul) no Campeonato Nacional de Juvenis 2007Para os escalões mais jovens, realizou-se de 10 a 13 de Setembro o IV Estágio Aberto de Judo, organizado pela associação Nacional de Treinadores de Judo e a Associação de Judo de Coimbra com um total de 90 participantes (dos 14 aos 16 anos), vindos de várias zonas do País.
A representar o Sporting Clube do Sabugal esteve presente Miguel Marcos, judoca do Soito, que tinha este ano alcançado o terceiro lugar no Campeonato Nacional de Juvenis.
Tendo em conta a subida de escalão para os Esperanças desta promessa Raiana, era muito importante esta participação para se familiarizar com a maior dureza dos treinos e preparação a um maior nível e de lembrar que o estágio foi orientado pelo treinador nacional da categoria, Rui Veloso. A preparação dos atletas não foi só física, pois a questão da arbitragem e das regras de competição também foram abordadas.
O estágio teve ainda a presença de alguns judocas da selecção sénior, antes da sua partida par os Campeonatos do Mundo do Rio de Janeiro do passado Fim-de-semana.
O jovem judoca Raiano considerou positiva a sua participação, não se preocupando muito do cansaço de início de época de que se ressentiu mas que passará com o reiniciar dos treino.
djmc

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Encerro na Lageosa da Raia (Sabugal) - Imagem da Semana (17-9-2007)Data: Agosto de 2007

Local: Lageosa da Raia

Autor: José Manuel Campos

Legenda: Encerro na Lageosa da Raia

Enviada por: José Manuel Campos (Fóios)

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O Arquivo Nacional da Torre do Tombo e a Assembleia da República organizaram uma exposição conjunta sobre os tratados assinados entre Portugal e os actuais membros da União Europeia desde o séc. XII. Entre eles vai estar exposto o original do Tratado de Alcanizes que influenciou para sempre as Terras de Ribacôa.

D. Dinis e o Tratado de AlcanizesOs documentos históricos podem ser admirados em dois núcleos. No Arquivo Nacional da Torre do Tombo poderá ser admirado o Tratado de Alcanizes assinado entre o rei português D. Dinis e D. Fernando IV de Leão e Castela na povoação espanhola de Alcañices.
Serviu para restabelecer a paz e fixar os limites fronteiriços das chamadas terras de Ribacôa e da região raiana que incluiam os castelos do Sabugal, Vilar Maior, Alfaiates, Castelo Bom, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo e Monforte.
Embora esteja datado da «Era de mil trezentos trinta e cinco annos» do calendário juliano em vigor na época equivale de facto, no actual calendário gregoriano, à data de 12 de Setembro de 1297.
Na Assembleia da República estará em exibição o Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de Junho de 1494, entre o rei português, João II e os reis católicos espanhóis, Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela. Entre as duas coroas ficou então partilhado o Novo Mundo através de uma linha de demarcação imaginária. Pouco tempo depois os navegadores portugueses descobriram o Brasil e o caminho marítimo para a Índia lançando até hoje a dúvida sobre os nossos reais conhecimentos à data do tratado. O Registo da Memória do Mundo inclui este tratado reconhecendo-lhe a sua enorme importância na história da Humanidade.
A exposição organizada durante a presidência portuguesa da União Europeia vai estar aberta ao público até ao dia 28 de Dezembro. Inclui tratados com os 27 países que integram actualmente a União Europeia e pertencem ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo, ao Arquivo Histórico Parlamentar, ao Arquivo Histórico Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros e ao Conselho da União Europeia.
jcl

A geografia de um jornal da manhã, ao que parece o mais lido em todo o País, parece andar algo perturbada. E perturbante. Há poucas semanas, a propósito de um tema relativo a Vila Franca das Naves, pôs a terra em Pinhel, quando toda a gente sabe que é do concelho de Trancoso.

Jesué Pinharanda - Carta DominicalDepois fomos surpreendidos com Loriga transformada em Louriga. Depois, ainda, a propósito da morte de Camilo Castelo Branco, São Miguel de Seide transforma-se em São Martinho de Seide…
Por fim, e isto bate-nos pela porta: a edição de 12 de Agosto, em artigo sobre o Sabugal, o jornalista Rogério Chambel afirma que o Castelo de Sabugal é «o único em Portugal onde se encontra o escudo com as cinco quinas» (sic).
Onde pára esse escudo? Então não se diz que o castelo do Sabugal é o único com torre de menagem com cinco quinas, enquanto as demais por esse país fora as torres só têm quatro quinas? Ninguém lhe recitou a quadrinha popular:

Castelo de cinco quinas
Só há um em Portugal
É à beirinha do Côa
Na vila do Sabugal

Também ficámos a saber que há um Vale de Espinhos (sic) e que as Termas do Cró parecem estar junto da albufeira, a cinco quilómetros. Mas isto é gralha da tipografia…
Mas houve outras indisposições. A Festa da Cerveja no Sabugal e a Festa do Bacalhau em Almeida! Ora, ora, pois é evidente que nos mares de Almeida há abundantíssima pesca bacalhoeira e que a cervejaria é capital indústria do nosso concelho.
Não haverá mais nada a festejar? Que seja lá dos sítios?
«Carta Dominical» de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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