Um robot que sobe e desce escadas e se desloca em ruínas de edifícios vai ser apresentado pela equipa portuguesa que o concebeu em Ticino, na Suiça.

O robot RaposaO robot chama-se «Raposa», pesa 27 quilos, tem quase meio metro de comprimento e incorpora tecnologia que inclui câmara de filmar, câmara térmica, sensores de gases e um microfone. Tem autonomia de duas horas, é à prova de água e pode ser operado a partir de um computador portátil.
A máquina resultou de um projecto desenvolvido há quatro anos pelo Instituto Superior Técnico (IST), em colaboração com a empresa IdMind e o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.
Segundo informou a Agência Lusa, que ouviu o pai do projecto, o Professor Rodrigo Ventura, o «Raposa» pode ainda ser ligado a um cabo, que permite içá-lo, dar-lhe autonomia ilimitada em termos energéticos e dotá-lo de uma ligação «wireless» à Internet, o que permite manobrá-lo em zonas onde não seria possível fazê-lo de outra forma, como edifícios onde o sinal rádio não entre devido à espessura das paredes.
Em caso de catástrofes com vítimas, como terramotos em que haja pessoas retidas debaixo dos escombros, pode colocar as vítimas em conversação com equipas de resgate, através do microfone que transporta.
A máquina desloca-se através de dois pares de lagartas de borracha e é articulado, o que lhe permite funcionar virado para cima ou para baixo.
Na demonstração na Suiça o «Raposa» será sujeito a provas: terá que identificar vários objectos dentro de um edifício e actuar num cenário que simulará uma catástrofe nuclear.
A empresa IdMind pretende vir a comercializar o equipamento junto de bombeiros, forças de segurança e militares, a cujo trabalho se pode adaptar.
plb

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