You are currently browsing the monthly archive for Agosto 2007.

Durante o mês de Setembro a Guarda acolhe a terceira edição do Festival de Teatro, que abre com a peça «Minetti», apresentada pela companhia espanhola Camaleón e Ernesto Calvo Producciones, e encerra com a peça «Moliére» apresentada pelo Teatro das Beiras.

III Festival de Teatro da GuardaO programa do festival deste ano inclui a apresentação de mais de uma dezena de espectáculos, interpretados por actores de sete grupos portugueses e espanhóis.
O evento abre no dia 1 de Setembro, sábado com a peça «Minetti», baseada num autêntico e histórico actor alemão, Bernhard Minetti (1905-1998). Trata-se de uma espécie de «monólogo de musicalidade infernal que tem como protagonista o actor uruguaio radicado em Espanha Juan Carlos Moretti, aqui dirigido por Ernesto Calvo», informa uma nota do Teatro Municipal da Guarda, que promove a iniciativa
No dia 6, quinta-feira, o espanhol Arturo Cobas apresentará o espectáculo «Nono», durante a tarde na rua do Comércio e à noite no café-concerto do complexo do Teatro Municipal.
O grupo Assédio interpretará no dia 8, sexta-feira, «O Corte», de Mark Ravenhill, peça dirigida por João Cardoso, que conta com a interpretação de Luciano Amarelo, Diana Couto e Hélder Guimarães, entre outros.
Dia 15, sábado, o festival prossegue com a peça «Buuu!», da companhia espanhola Yllana, espectáculo que recria o lado mais cómico de sempre das histórias de terror.
Nos dias 19, 20, 21 e 22 de Setembro, a estrutura de produção teatral do TMG apresenta a peça «O Barão», de Luís de Sttau Monteiro, baseada na novela de Branquinho da Fonseca.
No dia 26, haverá o espectáculo infantil «Contos do Mundo», pela companhia Marionetas de Lisboa, baseado em três contos da autoria de Hans Christian Andersen.
O Festival termina a 29 de Setembro com a apresentação pelo Teatro das Beiras da peça «Moliére», em estreia nacional.
plb

Há já muito tempo que nos avezámos a ver ao largo, nos montes do concelho do Sabugal, enormes cravelas brancas que, tocadas a vento, giram sem parar. Pode dar-se em pensar que os gigantescos rodízios têm que ver com a semeadura de milheirais nas faldas dos cabeços em que os artefactos estão implantados.

As eólicas povoam o horizonteNão, não foi para espantar pardais que as cravelas ali foram colocadas e está bem de ver que vimos tratando com metafórica ironia a instalação das ventoinhas, próprias sim para produzir energia eólica, pois desta forma entrou o concelho na corrida pelas energias renováveis, num assomo ao futuro do planeta. Nada nos opõe a esse esforço que deve ser concertado e intensificado e ao qual o Sabugal não poderá deixar de aderir. Porém, achamos que nisto, como em tudo, é necessário apostar no bem-fazer, reflectindo antes de agir.
Muitas das ventoinhas foram colocadas em lugares proibitivos para um concelho que quer aproveitar as suas potencialidades em termos de património histórico e natural. Os rodízios foram implantados no cabeço de S. Cornélio, a poucos quilómetros da antiga vila de Sortelha, porventura o mais importante local para o desenvolvimento turístico do concelho. Quem arrupe os caminhos de Sortelha, até à muralha, e olhe para o lado Leste, verá duas ventoinhas no dorso do emblemático e gracioso cabeço de S. Cornélio. Ninguém de juízo poderá deixar de reprovar a fixação naquele lugar das máquinas produtoras de energia. Este não é mais do que um atentado às potencialidades de um concelho esquecido, que tem no valor patrimonial a maior das suas possibilidades de desenvolvimento, que não podem ser assim postas em causa, por uns convidativos milhares de euros e por um caminho até ao alto do monte, que apenas serve a empresa responsável pelo projecto comercial.
Mas não é apenas no cabeço de S. Cornélio que as ventoinhas rodopiam, estão igualmente na serra do Mosteiro, à ilharga de povoação de Santo Estêvão, nos montes que acompanham a estrada para Malcata e ainda nos altos da serra do Homem de Pedra, nas proximidades do Soito.
Além disso, noutras paragens do concelho se preparam as instalações que dão farto ganho às juntas de freguesia e aos proprietários dos terrenos e um contributo importante na luta pelas energias renováveis, mas que destroem inequivocamente a paisagem.
Num sinal inqualificável os edis de Penamacor e Sabugal dão largas à indignação por a Reserva da Malcata não autorizar a instalação das cravelas na serra. Alegam que assim os municípios ficam irremediavelmente prejudicados, por serem privados dos fabulosos ganhos que as eólicas proporcionariam.
Juntamos aqui a voz a outros que já iniciaram, noutros espaços da blogosfera, a denúncia da situação e a reivindicação de que algo importa fazer para se evitar a destruição plena das nossas paisagens nativas por elementos estranhos á Natureza.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

A organização da segunda edição do Festival Iberfolk já está em pleno andamento, tendo sido elaborado um programa repleto de actividades para os dias 7, 8 e 9 de Setembro, em Sortelha.

II Festival IberfolkA associação Transcudânia, que organiza o festival, dedicou o primeiro dia, 7 de Setembro, sexta-feira, à descoberta da região em que o mesmo se realiza. O conviva que deseje aparecer poderá pois passear pelas terras da zona visitando o património histórico e natural que o envolve. Às 15 horas inicia-se uma escalada ao castelo, depois haverá uma observação solar e a seguir, já pela noite dentro, uma observação astronómica. Pelo meio actuarão os grupos «Pé Na Terra» e «Ventos da Líria».
No segundo dia, sábado, 8 de Setembro, haverá Workshops sobre danças tradicionais e adufe, para além de uma nova escalada do castelo e uma caminhada à descoberta de moinhos de água. Às 19 horas terá lugar um teatro de marionetas com a apresentação da peça «Tobias e as Lendas», de Macapi. Pelas 21 horas inicia-se o festival musical, com a actuação das Adufeiras do Paúl, seguida de «No Mazurka Band» e «Diabo a Sete».
No último dia, domingo, 9 de Setembro, voltarão os workshops, as caminhadas e as escaladas, para tudo culminar numa noite de apoteose com as actuações de «Mosca Tosca», às 18 horas e «Tor», às 22 horas.
Para além do programa oficial haverá ainda um programa Informal , em que cada participante propõe uma actividade ou realiza o que entender, desde que não ponha em causa o cumprimento do restante programa do evento. Para que isso se concretize a organização disponibilizará um placard onde cada um poderá indicar a hora e local da actividade que pretende realizar. O lema é, afinal, «Constrói o festival!».
Um festival de música tradicional e de actividades conexas, que trará a Sortelha um fim-de-semana diferente e muito peculiar.
Todos a Sortelha ao Iberfolk!
plb

O Capeia Arraiana dá a conhecer aos sabugalenses o perfil do Padre Manuel Igreja Dinis que em breve substituirá o Padre António Souta que durante décadas foi uma referência religiosa e moral do concelho do Sabugal.

Padre Manuel Igreja DinisO Padre Manuel Igreja Dinis, nasceu a 25 de Setembro de 1941 em Rochoso, concelho da Guarda.
Entrou no Seminário do Fundão no ano lectivo de 1953-1954. Foi ordenado sacerdote na então vila de Gouveia, no dia 1 de Agosto de 1965, pelo Bispo Diocesano, D. Policarpo da Costa Vaz.
Foi pároco de Azinhal, Valverde e Peva do concelho de Almeida, de Setembro de 1965 até à Páscoa de 1969.
A seguir foi pároco de Vila Fernando (Páscoa de 1969), Adão e Vila Garcia até Setembro de 1988, altura em que foi chamada a prestar serviço, como professor e prefeito no Seminário do Fundão. No ano de 1990 foi encarregado de dirigir espiritualmente os alunos do Seminário do Fundão até ao ano lectivo de 1995-96.
Em Outubro de 1994 assumiu o encargo paroquial da Vila de Alpedrinha e no ano de 1997 o dever de paroquiar da Vila de Alpedrinha e no ano de 1997 o dever de paroquiar Orca e Zebras, paróquias do concelho do Fundão, até à entrada nas futuras Paróquias de: Sabugal, Aldeia de Santo António, Rapoula do Côa e vigário paroquial de Ruvina.
E aqui fica na primeira pessoa uma pequena mensagem de apresentação aos seus futuros paroquianos:
«Este é o meu simples historial que procurei viver dia-a-dia, tentando dar a conhecer Cristo aos homens, com a minha simplicidade de viver o Evangelho.
Rezem a Deus por mim, para que seja sempre fiel à vocação sacerdotal, no serviço de Deus e dos homens.
Um abraço de Paz em Jesus Cristo, para com todos.
Padre Manuel Igreja Dinis
Seminário do Fundão, Apartado 12,
6234-909 Fundão»

O Capeia Arraiana dá as boas-vindas ao Padre Manuel Igreja Dinis.

Aqui deixamos, igualmente, um voto de enorme gratidão ao ilustre jornalista Padre António Souta e um desafio aos sabugalenses: para quando uma merecida festa de homenagem.
jcl

À semelhança do ano passado, a Associação Cultural e Recreativa da Torre (ACRT) festejou no dia 12 de Agosto mais um ano de actividade, ocasião que juntou na aldeia um grande número de pessoas.

ACRTNas instalações da ACRT, teve lugar uma reunião extraordinária, em que participou um elevado número de sócios, na qual se falou no tipo de actividades que esta associação tem vindo a proporcionar aos seus associados e nos projectos que a direcção pretende realizar.
Em seguida foi oferecido um jantar de rodízio para os sócios e familiares.
A direcção da ACRT agradece a todos os sócios que participaram nesta actividade e que ajudaram a organizar, permitindo-nos proporcionar à gente da nossa terra alguns momentos de confraternização, que é sempre saudável nesta época.
Bem haja a todos os sócios que acreditam em nós e nos entusiasmam a continuar.
José J. Amaral Marques

Os bombeiros jovens do distrito da Guarda vão acampar em Almeida entre os dias 30 de Agosto e 2 de Setembro, dando o mote à comemoração dos 75 anos dos bombeiros voluntários locais.

Jovens bombeiros vão acamparAlmeida soma e segue. Depois da recriação do cerco de 1810 à praça militar pelas tropas de Napoleão e da inauguração de um Centro de Estudos de Arquitectura Militar para apoiar os turistas e os investigadores, a vila de Almeida prepara-se para receber o Acampamento da Juventude dos Bombeiros do Distrito da Guarda.
Este evento reúne jovens das várias corporações de voluntários do distrito de vai contar também com a presença do Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, e de outras individualidades ligadas aos soldados da paz.
A organização do acampamento é da responsabilidade da Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda, que decidiu realizar o acampamento em Almeida na última reunião plenária, que teve lugar naquela vila histórica.
O Acampamento antecede as comemorações do 75º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almeida, a realizar no próximo mês de Novembro
plb

Capeia ArraianaNa quarta-feira, 29 de Agosto, o Capeia Arraiana dará a conhecer, em exclusivo, o perfil de uma respeitável individualidade influente para os sabugalenses. A notícia será acompanhada de uma mensagem na primeira pessoa. Fique atento.
jcl

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Cão à janela (Soito) - Imagem da Semana (20-7-2007)Data: 27 Junho 2004
Local: Ruvina
Autor: Ricardo Palinhos
Legenda: Durante um BTT o Carlos Pintor do Soito faz uma paragem no chafariz da Ruvina para refrescar
Enviada por: Ricardo Palinhos (Soito)

Clique na imagem para ampliar

Foi inaugurado em Almeida no sábado, 25 de Agosto, um Centro de Estudos de Arquitectura Militar para apoio a turistas, investigadores e historiadores. A vila amuralhada comemorou durante o fim-de-semana o cerco da vila ocorrido em 1810 durante as invasões francesas.

Comemorações do Cerco de AlmeidaO Centro de Estudos de Arquitectura Militar situado nas portas exteriores de Santo António, na praça-forte de Almeida, foi inaugurado no sábado, 25 de Agosto.
Destina-se à investigação e estudo do passado da vila histórica englobado num programa comemorativo do cerco de Almeida, ocorrido durante as invasões francesas em 1810 e que terminou com a explosão do castelo.
O cerco foi um dos momentos mais marcantes de Almeida que passou a fazer parte do território português pelo Tratado de Alcanizes, em 1297, no reinado de D. Dinis.
Em declarações à Agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Baptista Ribeiro, informou que «o projecto da Câmara Municipal, composto por um auditório e uma sala destinada à investigação histórica representa um investimento de 250 mil euros e será um ponto de referência para o estudo da arquitectura militar abaluartada. Historiadores e guias turísticos irão receber os visitantes no auditório e dar uma aula sobre a verdadeira história de Almeida. Na outra sala poderá ser feita pesquisa científica sobre história de arte, arquitectura e engenharia militar».
A rentabilização do espaço será feita através da celebração de protocolos com instituições de ensino superior (Universidades de Salamanca, da Beira Interior na Covilhã e com o Instituto Politécnico da Guarda) permitindo-lhes ter em Almeida um local dedicado ao estudo da arquitectura militar.
Durante as terceiras invasões francesas as tropas gaulesas chegaram à fronteira portuguesa a 25 de Junho de 1810. O primeiro confronto com as forças de Lord Wellington e Massena (ao serviço de Napoleão Bonaparte) ocorreu a 24 de Julho, na ponte do Côa, nas proximidades de Almeida tendo a cidade sido cercada durante três dias.
A capitulação da guarnição da praça-forte de Almeida deu-se às 9 horas do dia 28 de Agosto. Duas bombas que tinham caído, em cheio, dois dias antes, no paiol no interior do castelo provocando a destruição e o pânico e causando um grande número de mortos e feridos entre civis e militares.
A praça-forte de Almeida foi recuperada pelas tropas inglesas de Wellington em 1811.
Mais uma vez recordamos que a Batalha do Sabugal ou Batalha do Gravato opôs as tropas francesas contra o exército luso-inglês ocorreu a 3 de Abril de 1811 no sítio do Gravato, a cerca de dois quilómetros a sul do Sabugal, num alto sobranceiro ao rio Côa. A passagem dos 200 anos das Invasões Francesas devia merecer no Sabugal, tal como está já a acontecer em Almeida, uma atenção especial por parte dos responsáveis autárquicos.
jcl

A lista de espera para cirurgias no Hospital Sousa Martins, na Guarda, tem números similares aos das outras unidades de saúde da Beira Interior, números que, ainda assim, revelam uma evolução positiva em relação ao passado.

Hospital da GuardaNo total a lista conta com dois mil e 94 doentes que esperam por diferentes tipos de cirurgias. Segundo os números agora divulgados pelo Ministério da Saúde, de entre os que estão na lista de espera, 75 doentes aguardam há mais de dois anos e 215 há mais de um ano.
Segundo a última edição do jornal Terras da Beira, que aprofundou a informação prestada pelo Ministério, estão em espera as cirurgias da cabeça e pescoço, ginecologia, obstetrícia, oftalmologia, ortopedia e também de cirurgia geral.
Comparando os números com os dos hospitais da região, a unidade da Guarda é a que está em melhor posição. O Hospital da Covilhã tem dois mil e 359 doentes na lista, enquanto que o Hospital de Castelo Branco apresenta dois mil e 126 casos.
Recorde-se que em declarações recentes o Ministro da Saúde considerou que os números das cirurgias em atraso são positivos, pois revelam uma diminuição. Tal sucedeu de facto em todo o país, tirando os hospitais sedeados em Lisboa, onde os números não baixaram.
plb

O Município de Penamacor geminou-se no sábado, dia 18 de Agosto, com Clamart, município francês, e abriu um gabinete de apoio ao emigrante penamacorense.

Vila de PenamacorFoi o facto de muitos naturais e descendentes de Penamacor estarem radicados em Clamart, nos arredores de Paris, que levou os dois municípios a estabeleceram contactos, que culminaram num acordo de geminação.
A partir de agora haverá iniciativas de intercâmbio cultural e desportivo, que se realizarão periodicamente. Para além disso o edil penamacorense, Domingos Torrão, destacou também a permuta comercial como uma das vantagens do acordo de cooperação. Há produtos típicos de Penamacor que agora têm uma porta aberta para a sua venda em França. Também o turismo do concelho poderá obter vantagem, pois a cooperação com Clamart potenciará as visitas à serra de Malcata, aos monumentos históricos e a outros lugares de interesse. Uma comitiva francesa esteve presente no acto solene da geminação
O estabelecimento de acordos de cooperação com outras terras com as quais Penamacor tem ligações parece ser uma das linhas de actuação a que o edil dá importância, como forma de afirmação do município raiano. Recorde-se que há pouco tempo também foi notícia a intenção de Penamacor se geminar com a vizinha povoação espanhola de Valverde del Fresno.
No mesmo dia da geminação com Clamart foi inaugurado um gabinete de apoio ao imigrante, no qual o cidadão será atendido para tratar dos seus assuntos ou para prestação de informação. O novo espaço vai funcionar no edifício dos Paços do Concelho.
plb

Por ocasião da festa da Senhora do Mercado, Quim Barreiros, o mais popular acordeonista português, actua na noite de 8 de Setembro na Vila do Touro, concelho do Sabugal.

Quim Barreiros e a inseparável concertinaTodos os anos se realiza, a 8 de Setembro, a festa em honra da Senhora do Mercado na Vila do Touro, no mesmo dia em que uma das mais populares festa da raia também tem lugar: a Senhora da Ajuda na Malhada Sôrda.
Este ano a mordomia apostou forte, levando a esta festa, que em geral passa discreta, um dos mais populares intérpretes da música portuguesa. Quim Barreiros será a grande atracção da festividade, actuando às 23 horas. A escolha musical poderá fazer com que este ano se obtenha «casa cheia» nas festas da Vila do Touro.
No final da esperada actuação haverá um grandioso espectáculo de fogo-preso, a que se seguirá o tradicional baile que se prolongará pela noite dentro.
Entre as principais festividades, para além da Senhora do Mercado, Vila do Touro conta ainda com a Festa de São Sebastião, no segundo domingo de Agosto, e a de Nossa Senhora da Saúde, a 2 de Fevereiro.
O facto do dia da festa coincidir com um sábado parece contribuir para que o concerto de Quim Barreiros venha atrair muita gente à aldeia histórica.
plb

Organizações de Portugal, Espanha, França, Itália e Polónia vão apresentar à Comissão Europeia na primeira quinzena de Outubro um projecto de desenvolvimento das zonas rurais.

Associação de Desenvolvimento Raia HistóricaO projecto «Terras da Europa» é uma parceria entre organizações de Portugal, Espanha, França, Itália e Polónia e tem como objectivo sensibilizar a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu para a necessidade de apoios na intervenção e desenvolvimento das zonas rurais.
No estudo a entregar na primeira quinzena de Outubro nos centro de decisão comunitários serão consideradas as regiões onde o Produto Interno Bruto (PIB) per capita é mais baixo do que a média europeia.
A candidatura portuguesa foi assumida pela Associação de Desenvolvimento Raia Histórica, com sede em Trancoso e vai incluir quase todos os concelhos da agora denominada Beira Interior Norte (como diria mestre Carlos Pinhão ai que saudades ai ai da designação Beira Alta) concretamente Trancoso, Meda, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e Almeida.
Em declarações ao «Diário As Beiras», Júlio Sarmento, presidente da Câmara Municipal de Trancoso defendeu ser o estudo «um projecto de intervenção com carácter inovador e simbológico para definir uma estratégia de intervenção e desenvolvimento de regiões rurais da Comunidade que continuam com algum atraso estrutural e que as políticas de Coesão Europeia ainda não conseguiram ultrapassar». «A iniciativa é uma forma concertada de actuar em zonas carenciadas da Europa, adoptando formas de actuação comuns e consentâneas com as necessidades de desenvolvimento», concluiu.
jcl

Manuel Igreja Dinis, de 65 anos, natural do Rochoso, é o novo pároco do Sabugal, Rapoula do Côa e Aldeia de Santo António e administrador paroquial da Ruvina. O Padre António Souta, estimado por várias gerações de sabugalenses, viu concedido por D. Manuel Felício o seu pedido de substituição.

Padre António SoutaO Padre António Souta, que em 9 de Março fez 86 anos, foi substituído como pároco da cidade do Sabugal e nas demais paróquias que servia. Após cerca de 60 anos à frente da Igreja na cidade cabeça de concelho, viu concedido pelo Bispo da Guarda, Dom Manuel Felício, o seu pedido de substituição. Pretende viver o resto da sua vida descansando, mas disponível, enquanto puder, para o que for necessário.
O novo pároco do Sabugal, que tomará posse em Setembro, em dia a anunciar, será Manuel Igreja Dinis, actual pároco de Alpedrinha, Orca e Zebras e professor do Seminário Menor do Fundão. É natural do Rochoso, concelho da Guarda, estudou nos seminários do Fundão e da Guarda e foi ordenado padre em 1965.
O Padre António Souta foi sempre uma referência no concelho do Sabugal e mesmo em toda a diocese da Guarda, respeitado e estimado por toda a gente. Ampliou e melhorou a Igreja de S. João, dinamizou a paróquia, garantiu a publicação regular dos jornais Amigo do Sabugal e Amigo da Verdade, prestigiou a festa da Senhora da Graça. Para além de pároco que nunca faltou aos seus deveres pastorais, foi professor de História e de Português no antigo Externato Secundário do Sabugal. Foi e é estimado pelas pessoas das várias gerações.
O prelado tomou ainda outras decisões, nomeando novos padres para diversas paróquias da diocese. Em relação ao concelho do Sabugal nomeou o Diácono António Lucas Fernandes cooperador pastoral para as paróquias de Valongo do Côa, Seixo do Côa, Vale das Éguas e Ruivós, e o Diácono Manuel Neves da Conceição cooperador pastoral em Aldeia da Ribeira e Rebolosa.
Ao Padre Souta prestamos sentida e sincera homenagem, e ao Padre Dinis damos as boas-vindas, augurando-lhe uma firme e próspera ligação ao povo das suas novas paróquias.
plb

Manuel Leitão é um quase anónimo artesão do concelho do Sabugal. Natural de Ruivós e emigrante em França dedica os seus tempos livres a esculpir estátuas em madeira. Aceitou um desafio, abriu uma excepção, e esculpiu em granito uma estátua em tamanho natural de São Paulo que ofereceu ao povo de Ruivós. A 14 de Agosto de 2007 foi homenageado na sua terra natal.

À fala com… Manuel LeitãoManuel Leitão é natural de Ruivós. A sua mulher Edite nasceu em Águas Belas mas quis o destino que se conhecessem, emigrantes, em terras de França. Por lá ficaram, por lá nasceram duas filhas. E para que a harmonia se mantivesse a casa de férias foi reconstruída no Sabugal, na Praça da República, com vista para a torre do relógio e para a Câmara Municipal a meio-caminho entre as duas aldeias.
Desde sempre dado a esculpir estátuas em madeira tem marcado presença em algumas feiras de artesanato realizadas no concelho do Sabugal. Obras únicas influenciadas por uma vivência repartida entre França e as suas origens.
Quis um acaso do destino que o homónimo empreiteiro de Ruivós, Manuel Leitão, numa demolição recuperasse da frontaria de uma casa grande bloco de granito. Logo ali achou que o melhor destino seria ofertá-lo ao outro Manel e esperar para ver…
Com a ajuda de um tractor a pedra foi colocada no antigo cabanal da família. E assim começou a tarefa de esculpir a estátua do apóstolo São Paulo à qual dedicou as férias de quatro anos consecutivos.
A estátua foi inaugurada em Agosto de 2006 e benzida pelo saudoso padre António Sanches recentemente falecido.
Um ano depois o povo de Ruivós reuniu-se num grande convívio para dizer «Bem-hajas Manel».
«A maior dificuldade foi ter o bloco de granito deitado. Bom… Na verdade tive mais dificuldades. Não tinha luz no cabanal e sabia que era uma pedra única. Se falhasse deitava tudo a perder. Vim muitos dias trabalhar para Ruivós e a Edite ficava no Sabugal. Felizmente ela compreendia», diz-nos na sua maneira de ser introvertida.
– E a festa foi bonita?
– Foi uma grande surpresa. Nem a minha mulher, nem as minhas irmãs, nem as minhas filhas abriram o jogo. Percebi uns dias antes que estavam a preparar qualquer coisa. Mas tudo isto tomou uma dimensão que não estava à espera. Quando me disseram para ocupar o lugar principal da mesa nem queria acreditar.
O agradecimento preparado em segredo durante quase um ano tinha programado uma missa solene, uma procissão até à capela de São Paulo no cemitério de Ruivós e um jantar-convívio aberto a todos.
«Agradeço a todos. Em primeiro lugar ao senhor Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, aos senhores padres Américo e Carlos, ao diácono Lucas e ao senhor vereador António Robalo que tiveram a gentileza de estar presentes num mês em que têm uma agenda muito apertada e um abraço muito especial aos organizadores, os meus amigos Inácio Leitão, Isidoro Gonçalves e Manuel Leitão».
Mesmo quando os povos anda arredios, mesmo quando todos ralham, mesmo quando todos acham que têm razão, há momentos, há agradecimentos a que todos estão obrigados. A história destes momentos e os momentos desta História também se escrevem com grandes gestos de assinatura anónima.
E que diferença quando numa mesa com mais de 150 pessoas conhecemos o nome de todas. Na cidade seria quase impossível.
Vivam as nossas terras raianas! Vivam as nossas gentes raianas!
jcl

ZONA DE LAZER DA INSUA
Fernando Proença Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Presidentes descerram a placa
Almoço-convivio Grupo de animação Momento de descontracção
Entrada da praia fluvial Fernando Proença Bar e assadores
Canoas no rio Côa Praia fluvial Piscina com água natural
Clique nas imagens para ampliar – © Capeia Arraiana

«A origem das capeias arraianas foi em Fóios, mas não vejo qualquer problema que outras aldeias também as realizem», foi o que o presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, declarou ao jornal Diário XXI, no dia em que se realiza a capeia da aldeia, assumindo que foi ali que tudo começou.

A equipa dos Fóios no Festival do ForcãoHoje, 21 de Agosto, realiza-se nos Fóios a tradicional tourada raiana. O largo da praça foi fechado com bancadas de improviso para que a população possa assistir à evolução do forcão a que pegará a rapaziada fojeira.
O autarca dos Fóios, prestou declarações ao jornal Diário XXI por ocasião da realização da capeia na sua terra, falando do contexto local e temporal em que a tourada teve a sua génese. Após associar a origem da capeia ao contrabando efectuado pelas gentes dos Fóios, acaba afirmando que foi mesmo na sua terra que tudo começou e daí se espalhou pelas restantes aldeias raianas.
Transcrevemos o essencial do artigo de Daniel Sousa e Silva, jornalista do Diário XXI, que cita abundantemente o autarca dos Fóios:
«Era há muitos anos hábito os jovens irem ao contrabando a Espanha, muitas vezes com sacos de 20 ou 30 quilos às costas», estes grupos atravessavam as serras «onde havia muito gado bravo espanhol».
«Espicaçados pelo excesso de folia os contrabandistas decidiam cercá-lo e trazê-lo até à povoação». Nessa altura, «o gado era guardado nuns currais para depois ser levado até ao largo, onde os moços brincavam com eles para mostrar que eram valentes».
«Os espanhóis aperceberam-se da forma como o seu gado estava a desaparecer. Naturalmente apresentaram queixas junto das autoridades portuguesas e até houve alguns problemas», explicou.
Como as pessoas da aldeia «gostavam mesmo muito daquela animação, decidiram ir falar com uns agricultores espanhóis para que o gado pudesse vir até cá por mútuo acordo», esclarece José Manuel Campos. Foi assim, «em data difícil de estimar», que arrancou a tradição nos moldes actuais.
A popularidade da festa de Fóios espalhou-se e agora a tradição repete-se em mais de uma dezena de localidades do Sabugal.

Uma entrevista que certamente irá gerar polémica, porque outras terras raianas têm reclamado estarem na origem da peculiar tourada raiana, única no mundo. Adérito Tavares, professor universitário natural de Aldeia do Bispo, defende no seu livro «A Capeia Arraiana» que a tourada teve origem na Lageosa e nos Forcalhos, aldeias portuguesas que estão defronte da Ginestosa, uma extensa mata espanhola onde os toiros bravos pastavam. O gado bravo atravessava frequentemente a raia e invadia os terrenos de cultivo portugueses. «Entre protestos e ameaças, os ganadeiros espanhóis começaram a pagar os prejuízos cedendo gratuitamente, a algumas aldeias raianas, uma meia dúzia de vacas bravas durante um dia», escreve o autor, cuja tese surge agora contrariada por José Manuel Campos.
plb

O Governo aprovou 30 candidaturas de Juntas de Freguesia do concelho do Sabugal ao programa de aquisição de meios de primeira intervenção no combate a incêndios florestais. A ADES e a CôaFlor tiveram intervenção directa em 28 processos.

Sapadores FlorestaisO programa governativo envolve 8 milhões de euros e vai permitir às Juntas de Freguesia aprovadas adquirirem kits de ajuda ao combate a incêndios que incluem depósitos de água e de retardantes e equipamento básico de combate a incêndios.
O Governo considerou prioritárias as freguesias com mais de 50 por cento da sua área abrangida por mancha florestal tendo aprovado 865 das 1845 candidaturas recebidas e apreciadas pela Direcção-Geral das Autarquias Locais. Os distritos da Guarda (147), Viseu (121), Viana do Castelo (82), Castelo Branco (76) e Braga (72) conseguiram o maior número de aprovações.
«No concelho do Sabugal a ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal em parceria com a Côaflor-Associação de Produtores Florestais do Alto Côa realizou e viu aprovadas 28 candidaturas. A elaboração do Plano de Formação para utilização dos equipamentos em colaboração com os Bombeiros Voluntários do Sabugal e o Gabinete Técnico Florestal do Município do Sabugal foi decisivo para o sucesso das aprovações», informou Jorge Esteves da ADES ao Capeia Arraiana.
As freguesias do Sabugal e do Soito não foram consideradas por terem corporações de bombeiros e houve juntas que nem tentaram candidatar-se.
Aqui deixamos as freguesias contempladas: Águas Belas, Aldeia da Ponte, Aldeia da Ribeira, Aldeia de Santo António, Aldeia do Bispo, Aldeia Velha, Alfaiates, Badamalos, Bendada, Bismula, Casteleiro, Cerdeira, Fóios, Forcalhos, Lomba, Malcata, Moita, Nave, Penalobo, Pousafoles do Bispo, Quadrazais, Rapoula do Côa, Ruvina, Santo Estêvão, Seixo do Côa, Vale das Éguas, Valongo do Côa, Vila do Touro e Vilar Maior.
jcl

Já está disponível o número zero do primeiro jornal gratuito do Interior, o Raia Rural, uma publicação mensal que será distribuída na região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Raia RuralA moda dos jornais gratuitos, vivendo em exclusivo da publicidade, chegou às terras do Interior Norte com a edição do Raia Rural em língua Portuguesa e Castelhana. Trata-se de um projecto transfronteiriço que abrange cinco concelhos dos distritos da Guarda e Bragança e também uma parte da vizinha Espanha. O novo jornal tem 24 páginas a cores e tem também uma versão digital, disponível na Internet.
O director da publicação é Daniel Gil e o subdirector Henrique Silva, sendo o título propriedade da empresa Pantartdesign.
O objectivo dos promotores é, para além de informar, divulgar a região raiana e as suas potencialidades. Numa primeira fase viverá de contribuições, de publicidade e da boa vontade dos vários intervenientes bem como da Direcção não remunerada. Depois espera evoluir para um jornal profissional.
No que toca a Portugal, os concelhos directamente envolvidos no projecto são Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Almeida, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa.
O projecto pretende estar atento ao que acontece em toda a região transfronteiriça, mas especialmente nas zonas de Riba Côa e Douro Superior.
Curiosamente não é feita referência ao Sabugal pelos promotores do novo título, certamente por considerarem que Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo constituem o território de Riba-Côa, ficando o Sabugal em «terra de ninguém».
Muitos sucessos para o novo título.

plb

A 22.ª edição do Festival «Ó Forcão Rapazes!» foi uma boa divulgação da tourada à moda raiana. Cerca de 5 mil pessoas assistiram a óptimas lides de forcão na praça de toiros de Aldeia da Ponte.

Os de Aldeia Velha pegaram com almaNa tarde de sábado, dia 18 de Agosto, o primeiro toiro que saiu à arena pareceu augurar um festival sem emoção. Á equipa do Soito calhou em sorte um toiro altivo e forte, que contudo não investia ao forcão. Bem se esforçou a rapaziada soitense, mas tudo foi em vão.
Mas a má sina do Soito foi mesmo a excepção no conhecido festival raiano. Para as restantes equipas saíram toiros ferozes, que se atiraram decididos sobre o triângulo de madeira, proporcionando emocionantes lides. As equipas de Alfaiates, Aldeia da Ponte, Ozendo, Lageosa da Raia, Fóios, Forcalhos, Aldeia Velha e Aldeia do Bispo pegaram com valentia e demonstraram a boa arte de agarrar ao forcão.
Viveram-se momentos de forte emoção, com a praça à pinha de pessoas, tendo restado ainda muita gente que não teve mesmo possibilidades de entrar. Assistiram ao festival cerca de cinco mil pessoas, vindas de vários pontos do país e de Espanha para assistir a um dos espectáculos mais esperados na raia sabugalense. O festival do forcão, organizado anualmente pelas freguesias envolvidas, Um mar de gente na Praça de Aldeia da Pontedemonstrou manter a capacidade de mobilização, constituindo uma das melhores formas de divulgação da tradição única e original da raia sabugalense: a tourada com forcão ou capeia arraiana.
Tirando, como se disse, o primeiro toiro que saiu à arena, todos os restantes proporcionaram valentes lides. É difícil dizer qual das lides foi a melhor. Mas de entre os participantes destacamos a equipa dos Forcalhos, a quem coube um toiro de grande bravura e forte raça. Saiu do curro para o forcão parecendo decidido a desfazê-lo em fanicos. O forcão rodopiou constantemente durante a lide, com os rapazes agarrados às varas do aparelho, evitando sempre os ferozes ataques do toiro que não deu um minuto de descanso.
Foi um tarde de alegria e de apoteose, que consolidou o festival como a manifestação de excelência e a melhor divulgação da arte raiana de tourear.
plb

Afinal, a Festa da Cerveja aconteceu em Aldeia da Ponte! Mil e 248 caixas de minis Sagres foram bebidas nos dias da festa deste ano, o que constitui o mais elevado consumo feito até hoje em festas no concelho do Sabugal.

cervejasimpsons01a.jpgA «Tasca dos Mordomos» instalada em Aldeia da Ponte durante duas semanas, por ocasião da festa em honra de Santo António, vendeu rios de cerveja aos que ali passaram. Só em minis beberam-se cerca de 30 mil unidades, o que equivale a 6 mil litros de cerveja. A estes haverá porém que juntar 300 litros tirados à pressão.
José Carlos Ricardo, gerente da Uniraia, empresa que representa a Central de Cervejas no concelho, confirma o facto: «Os de Aldeia da Ponte bateram o record. Nunca tínhamos vendido tanta cerveja para uma só festa».
Mas não só de cerveja viveram as festas de Aldeia da Ponte, cujo ponto alto aconteceu entre os dias 10 e 15 de Agosto. Houve actividade desportiva, muita música e a indispensável capeia arraiana. Este ano os seis jovens mordomos que integraram a comissão da festa decidiram instalar a chamada «Tasca dos Mordomos», que permaneceu aberta pela noite fora, onde os jovens puderam juntar-se convivendo, ouvindo música, dançando, comendo petiscos e bebendo cerveja, sumos e outras bebidas.
O sucesso da Tasca causou mesmo alguma perturbação no concelho, havendo denúncias que motivaram uma inspecção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, que porém verificou estar tudo em ordem.
plb

Um ferido grave, foi o resultado mais visível da queda de uma bancada improvisada durante a tourada de Alfaiates, que provocou ainda outros feridos ligeiros.

A praça improvisada para a capeia em AlfaiatesO acidente deu-se no dia 17 de Agosto, durante a capeia arraiana da aldeia. A aparatosa queda da bancada fez instalar o pânico entre os presentes, o que levou a que acorressem ao local seis viaturas dos corpos de bombeiros do Soito e do Sabugal para além de uma ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Uma mulher, com cerca de 60 anos, ficou gravemente ferida na sequência da queda. O acidente provocou ainda outros feridos ligeiros por entre os espectadores que estavam sobre a «calampeira» assistindo à tourada.
A vítima mais grave, com suspeitas de fractura da coluna, foi transportada para o Hospital Sousa Martins, na Guarda, depois de ter sido assistida no local pela viatura do INEM. Alguns dos feridos ligeiros foram transportados para o Centro de Saúde do Sabugal, onde receberam assistência.
plb

Fernando Proença é o presidente da Junta de Freguesia de Vale das Éguas. Visionário e empreendedor já idealizou e concretizou muitos projectos empresariais. Contudo o mês de Agosto de 2007 marca uma das suas mais importantes realizações. A zona de lazer da Insua no rio Côa transformou para sempre o ritmo de vida das gentes da sua terra.

À fala com… Fernando ProençaFernando Proença, 62 anos, casado, três filhos, é um empresário empreendedor, multifacetado com investimentos em áreas diversificadas. É presidente da Junta de Freguesia de Vale das Éguas «desde sempre, ou melhor, obrigaram-me a interromper no 25 de Abril durante um ano, mas depois foi até hoje» como gosta de recordar para que conste no seu bilhete de identidade de autarca.
Foi, muito novo, para Lisboa trabalhar numa padaria mas percebeu que aquilo não era o seu sonho, o seu objectivo de vida. Voltou a Vale das Éguas mas por pouco tempo. Em 1962 emigrou «a salto» para França. «Demorei 14 dias para chegar a Paris. Mas não vale a pena falar disso. Tive momentos de grande dificuldade e risco», relembra a custo. Mas a sua estadia por terras francesas durou apenas dois anos. Sentiu que também aquele não era o seu lugar. Sentia a falta do seu rio, das suas águas geladas e cristalinas. Em 1964 voltou a Vale das Éguas e meio ano mais tarde estava a fazer o exame para a carta de condução.
E começou o corropio entre Portugal e França transportando emigrantes clandestinos. Fintava como podia as brigadas policiais de Portugal, Espanha e França. «Tive alguns problemas mas escapei sempre com alguma sorte.»
O Sabugal é terra de emigrantes (especialmente em França) e nos anos 60 e 70 poucos eram os que tinham carro próprio ou porque não sabiam ler ou porque tinham outras prioridades para as economias duramente poupadas.
Nas suas palavras sente-se um grande amor pelo rio, defendendo que o Côa tem condições naturais impares e podia estar mais bem aproveitado.
– E quais são as obras mais emblemáticas da Junta?
– Ao longo de mais de 30 anos já lhes perdi a conta. Temos as ruas todas calcetadas pela Junta e tivemos uma intervenção activa na aprovação do alcatroamento das estradas para Ruivós, Valongo e Bismula.
Mas o grande tema do momento é mesmo a Zona de Lazer de Insua, um parque fluvial com piscinas no rio Côa junto a um velho moinho de água.
– Para chegar aqui percorremos um caminho calcetado com paredes em pedra ancestrais. Foi uma obra cara?
– Tentámos manter as paredes mas foi necessário fazer alguns desvios para permitir o cruzamento de veículos durante o percurso. O calcetamento teve um custo de 90 mil euros e o IFADAP atribuiu-nos uma ajuda para metade. A outra metade foi paga pela Junta de Freguesia. Começámos por um parque de merendas com um assador e uma piscina.
Nas grandes enchentes deste Inverno a obra estava quase concluída mas foi tudo pelo rio abaixo. «Tivemos que reparar os açudes e as veladas para termos água. Passei um mau bocado porque as verbas são poucas e senti-me desanimado. Foi um momento difícil mas como não sou homem de desistir com mais um pouco de sacrifício reconstruimos tudo de novo com a ajuda da Câmara Municipal que ajudou na reparação dos açudes.»
Para o espaço ficar mais atractivo e acolhedor foi semeado um relvado com cerca de 800 metros quadrados. Os primeiros dias de Agosto têm sido uma agradável surpresa e, por exemplo, no dia 9 de Agosto os directores da Associação local contabilizaram mais de 200 pessoas no bar de apoio à praia fluvial que a Junta lhes ofereceu à exploração.
– O movimento anormal de carros e pessoas tem sido bem recebido pelo povo?
– Os habitantes de Vale das Éguas estão satisfeitos porque muitos dos que nos visitam são de terras vizinhas. Vamos repensar o projecto e criar ainda mais condições aos utilizadores do espaço. Fomos a Lisboa comprar mais quatro canoas para juntar às quatro que já tinhamos de modo a satisfazer a procura. O rio está mais colorido e com mais movimento com estas canoas. Deixo aqui apenas um pedido. Que estimem o espaço, que o deixem limpo como o encontram porque a Junta não tem condições para ter pessoal a cuidar da manutenção do espaço.
Neste espaço natural e sem agressões ambientais os únicos sons que escutamos são da água a passar pelo velho moinho que teve as paredes e o poço recuperados.
O empresário que ao longo da vida diversificou a sua actividade pelo café da aldeia, pelo bar Fora d’Horas, pela discoteca Teclado e outros investimentos é um homem dedicado à sua terra, visionário, aventureiro com os pés bem assentes na terra e que tem feito tudo o que pode pela sua freguesia.
As ideias, as iniciativas e as obras são sempre válidas. Mais vale ser criticado por fazer do que por nada fazer. A diferença nos projectos está se eles têm utilidade e são usados no futuro. A praia fluvial de Vale das Éguas mais do que uma promessa de futuro é já uma certeza no presente enquanto equipamento de uso público com qualidade acrescida e excelente aproveitamento de espaço. Façam o favor de a utilizar.
jcl

Foi na sua terra natal, a aldeia dos Gagos, concelho da Guarda, que Saraiva Martins celebrou os cinquenta de sacerdócio, constando também da efeméride uma missa de Acção de Graças na Sé Catedral da Guarda.

Dom José Saraiva MartinsNa quarta-feira, 15 de Agosto, o Cardeal português da Cúria Romana, visitou a terra que o viu nascer, os Gagos do Jarmelo, onde o povo evocou as suas bodas de ouro de sacerdócio, descerrando uma lápide alusiva. O povo da aldeia recebeu efusivamente o seu cardeal, filho dilecto da terra, que abençoou os conterrâneos e lhes dirigiu palavras de amizade.
A visita coincidiu com a festa anual em honra de S. Marcos, o que contribuiu para uma recepção em ambiente festivo e de grande alegria. Há seis anos que o perfeito da Congregação da Causa dos Santos não vinha de visita à localidade.
Para além da recepção e da homenagem na sua aldeia, o cardeal esteve na Sé Catedral da Guarda, acompanhado pelo bispo da diocese, Dom Manuel Felício, onde houve missa de Acção de Graças pelos cinquenta anos da ordenação sacerdotal.
Depois Saraiva Martins visitou o Outeiro de S. Miguel, onde evocou Dom João de Oliveira Matos, fundador da Liga dos Servos de Jesus, rezando junto ao seu túmulo. O acto foi entendido como um sinal de apoio à causa da beatificação de Dom João, cujo processo está em curso.
Voltando à cidade, foi recebido no Paço da Cultura da Guarda pelas autoridades locais, que o homenagearam com uma sessão solene. Entre os presentes estiveram o Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente, a Governadora Civil, Maria do Carmo Borges, e o Bispo de Coimbra, Dom Albino Cleto.
O dia evocativo acabaria no Centro Apostólico Dom João de Oliveira Matos, onde se realizou um jantar também ele evocativo das bodas de ouro do sacerdócio do Cardeal dos Gagos, conhecido em todo o mundo pela simpatia e pelo sorriso rasgado com que sempre se apresenta em público.
plb

Em Junho de 2006, durante três dias, realizaram-se no Auditório Municipal do Sabugal as Jornadas do Contrabando, onde diversos oradores falaram numa actividade que marcou a orla raiana do concelho do Sabugal. Já este ano foi publicado o respectivo livro de actas.

Livro de Actas das Jornadas do ContrabandoA Empresa Municipal Sabugal+ editou há dois meses o livro de actas de umas jornadas culturais que marcaram o ano transacto e que recolheram valiosos testemunhos de uma aventura que deve ficar na nossa memória colectiva.
De entre os textos publicados há que realçar o da intervenção do escritor bismulense Manuel Leal Freire, que nas jornadas abordou a influência do contrabando na alimentação do corpo e da alma. Falou de ementas gastronómicas e de poesia de origem charra – a linguagem meio portuguesa meio castelhana que era falada na raia.
Evocando Garcia Lorca, o poeta granadino morto pelos franquistas, Leal Freire viajou ao encontro da alimentação dos raianos que viviam da candonga. Era uma comida frugal, com os produtos que a terra dava. As trovas populares constituem um testemunho incontornável, onde as tradições, as façanhas e a alimentação dos povos está muito presente. Caldo de vagens, caracóis com azeite e vinagre, gravanços com toucinho, batatas com pimentos, peixe de escabeche, e até um guisado de gato tomado por coelho, são algumas das referências gastronómicas que o orador evocou.
António Ballesteros Doncel, escritor nascido em Badajoz, fez uma retrospectiva histórica da evolução da fronteira e das relações entre os dois povos. A província espanhola da Extremadura foi marginalizada por Espanha, facto que contribuiu para a actividade de contrabando com Portugal, procurando assim a sua redenção económica. A valentia na aventura do comércio ilegal com Portugal pertenceu aos «Mochileros» – «Essos personajes semi-felinos que en su trabajo no empleaban médios sofisticados, unicamente usaban la astúcia, la resistência física y un exhaustivo conocimiento del terreno». Era gente pobre, que dava o corpo às balas para ganhar vida. Eles foram os verdadeiros heróis do contrabando, os que na prática o possibilitaram, e os que daí tiraram o menor proveito. Às vezes eram abatidos a tiros de fuzil pelos guardas, que os tratavam muito mal, sujeitando-os a maus-tratos físicos se lhes deitassem a mão: «La vida de un Mochilero vali aproximadamente el equivalente a vienticinco kilos de café».
Norberto de Oliveira Manso, mestre em Antropologia e presidente da Sabugal+, fez uma análise social e económica à actividade do contrabando, concluindo que permitiu a muitos a sobrevivência e a alguns avultados ganhos. Toda a região beneficiou da actividade, não apenas pelo matar da fome aos mais carenciados, mas também pelos alargados investimentos efectuados pelos que ganharam muito com a actividade. «O contrabando quebrou o isolamento, abrindo novos mercados e novas perspectivas, e promoveu o espírito aventureiro», o que muito contribuiu para que depois nos metêssemos numa nova proeza: a emigração.
Adérito Tavares, professos universitário natural de Aldeia do Bispo, falou no tráfico transfronteiriço na raia sabugalense durante cem anos, entre 1880 e 1980, que foram tempos de relações proibidas entre os dois povos que viviam junto à fronteira. A aturada análise foi acompanhada pela apresentação de abundantes quadros estatísticos, de onde sobressaem os números das guarnições da Guarda Fiscal e das mercadorias apreendidas ao logo dos anos. Nas décadas finais do estudo as apreensões diminuem, o que é reflexo da perda sucessiva de população, que foi emigrando, deixando o contrabando e procurando novas formas de ganhar vida além-fronteiras.
José Manuel Campos, professor e autarca dos Fóios, contou deslumbrantes e saudosas histórias do contrabando. Aventuras e curiosidades que se contavam à lareira, evocando tempos difíceis que enchem a memória de quem viveu as façanhas. São histórias deliciosas, contadas por quem tem o jeito especial da narrativa, que nos deixam água na boca, porque evocam um passado problemático e representativo da heroicidade das nossas gentes. Por entre as dificuldades e as contrariedades, nunca faltava o humor e a boa disposição que nos tornou possível subsistir com ânimo.
O livro de actas tem também os textos das intervenções de Angelina Gomes e Pedro Sousa, que falaram do espaço museológico Memória e Fronteira, evocativo do contrabando em Melgaço, e de Maria de Fátima Calça Amante, que abordou a experiência que foi a geminação entre Foios e Las Eljas. Contém ainda a intervenção de Luís Cunha sobre a memória do contrabando em Campo Maior e de António Cabanas, sociólogo que abordou as peripécias do contrabando, num jogo de estratégia entre os homens da candonga e os que tinham a missão de vigiar as fronteiras.
O valioso livro de actas está à venda na Câmara Municipais do Sabugal, valendo bem a pena adquirir e ler com toda a atenção.
plb

A Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) vai criar em 2008 um mapa digital na Internet, no qual colocará toda a informação geográfica dos 13 municípios associados, entre os quais se inclui o do Sabugal.

AMCBSegundo informou o presidente da Associação, José Manuel Biscaia, a plataforma digital irá permitir que num só mapa se incluam informações relevantes dos diversos municípios integrantes, como as cartas de ruído, de risco de incêndio, de localização de ecopontos, e mesmo informações históricas, desportivas e culturais.
O presidente da AMCB e também presidente da Câmara de Manteigas, disse à agência Lusa que a plataforma digital deverá estar funcional em 2008, e que a mesma trará muitas vantagens para os municípios envolvidos, uma vez que juntará num só sistema informação fundamental para toda a região.
A plataforma digital irá fazer uso dos serviços de cartografia já efectuados pela AMCB para os municípios, tendo porém que ser complementada por fotografias aéreas da região.
O sistema, que tem um orçamento de cerca de 50 mil euros, vai disponibilizar informação para o público em geral e conterá também informação só acessível aos municípios envolvidos.
plb

Começou hoje, 15 de Agosto, a época de caça, porém restrita ao abate de rolas e pombos bravos e apenas nas chamadas zonas ordenadas.

Rolas abatidasOs cerca de 170 mil caçadores licenciados em Portugal vão poder caçar a partir de hoje quatro espécies migratórias, como a rola-comum, o pombo-bravo, o pombo-torcaz e o pombo-da-rocha.
Porém a actividade tem as suas regras, sendo a caça à rola e ao pombo apenas permitida à espera e proibida a menos de 100 metros de linhas e pontos de água acessíveis à fauna e locais artificiais de alimentação.
Também não é permitido caçar nas zonas de caça do regime livre, pelo que os amantes do toque no gatilho terão de se ficar pelas zonas ordenadas, aqui se incluindo as zonas de caça associativa, municipal e turística. De qualquer forma a maior parte da área cinegética do concelho do Sabugal já é ocupada pelas zonas de caça ordenadas, onde existem 34 dessas zonas. Aliás o Sabugal é um dos concelhos de maior cobertura deste tipo de regime cinegético.
Os caçadores não parecem contudo muito entusiasmados com o início da época venatória, uma vez que escasseiam as rolas e os pombos bravos, únicas espécies para as quais a caça abriu nesta época, ficando a chamada caça maior agendada para Outubro.
plb

«Tenho colocado o Ministério Público ao serviço do cidadão», disse o Procurador-Geral da República na entrevista que concedeu à Rádio Altitude, da Guarda, no passado domingo, durante o tempo de férias que sempre passa no Verão na sua aldeia natal.

Fernando Pinto MonteiroPorto de Ovelha, aldeia do concelho de Almeida, e Badamalos no concelho do Sabugal, são as duas aldeias de refúgio do juiz conselheiro Fernando Pinto Monteiro. Nem o facto de ocupar um dos mais altos cargos da nação, o impeliu a abandonar este regresso ao seu povo, visitando as suas terras de nascimento e de adopção, como um simples e normal cidadão.
Porto de Ovelha, prestou uma sentida homenagem ao filho dilecto, por ocasião da festa anual de Verão, onde se deslocou com a família. Embora nada afeito a honrarias públicas aceitou com a humildade de um aldeão o preito que lhe renderam os conterrâneos e aceitou dar uma entrevista à rádio histórica do distrito.
Aos microfones da rádio Pinto Monteiro enalteceu o valor das gentes da sua terra, atendendo aos sacrifícios que fazem para que os filhos estudem e tenham futuro. Falou ainda no seu quotidiano enquanto Procurador Geral da República, procurando trabalhar com descrição em favor da Justiça, estando embrenhado na sua tarefa numa agenda sobrecarregada, de 12 a 13 horas por dia.
Acredita na Justiça e pensa que a mesma não vai mal, mau grado as criticas que constantemente são referidas na comunicação social. Uma das suas mais difíceis lutas é a que enfrenta a corrupção, nomeadamente a que se vive nas empresas, onde as denúncias quase não existem por se viver num sistema que a todos interessa, ao contrário das autarquias, onde a luta política leva a uma sistemática denúncia, facto que lhe dá maior visibilidade.
plb

A Junta de Freguesia entendeu criar um novo sitio na Internet para melhor divulgar as actividades e possuir um meio interactivo de comunicação com a população.

O Presidente José Manuel CamposJosé Manuel Campos, o autarca dos Fóios entendeu que estava na hora de mudar a face da freguesia na rede mundial e pediu à Câmara Municipal do Sabugal a criação de uma nova página na web, a qual foi criada e desenvolvida pelo sector de informática da autarquia. O resultado foi um portal mais sugestivo, de navegação prática e boa orientação. O conteúdo, que estará em permanente actualização, é mais sugestivo do que o da página oficial anterior, que foi definitivamente abandonada. Contém fotografias, notícias da freguesia, informações diversas e contém uma entrada directa para um blogue de discussão acerca da evolução da freguesia.
«Temos, a partir de agora, uma página na Internet que pretendemos seja um verdadeiro elo de ligação entre todos os fojeiros e outras pessoas amigas que pretendam compartilhar connosco tudo quanto de bom, e menos bom, por cá e por lá se vai passando», diz o presidente da Junta na mensagem de abertura do portal.
Para José Campos a página da Internet é um instrumento imprescindível na construção do futuro colectivo da freguesia: «Estará aberta e à disposição de todos. Saibamos usá-la com a maior liberdade mas também com a maior responsabilidade. Que seja um verdadeiro factor de união e de aproximação são os nossos votos.»
O portal pode ser visitado em: www.foios.juntafreguesia.com
plb

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) tenciona criar uma licenciatura em Protecção Civil, contando para isso com o apoio da Federação Distrital dos Bombeiros.

Instituto Politécnico da GuardaJá reuniu o grupo de trabalho que vai delinear a estrutura da nova licenciatura, para que possa estar disponível já no próximo ano lectivo. Um dos grandes objectivos de Madeira Grilo, presidente da Federação Distrital dos Bombeiros da Guarda é disponibilizar no Instituto Politécnico uma Licenciatura em Protecção Civil que sirva os objectivos dos Jovens Bombeiros de todo o País.
Para os promotores da licenciatura os bombeiros precisam de formação técnica aprofundada e o novo curso poderá dar um valioso contributo nesse sentido.
O grupo de trabalho é constituído por António Fonseca, Comandante Distrital Operacional da Protecção Civil, Álvaro Guerreiro, Jurista e presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Guarda e por outros elementos ligados à Federação Distrital dos Bombeiros, a que se juntam os directores das diversas Escolas do IPG, e ainda Jorge Mendes Presidente do próprio instituto.
O Instituto Politécnico de Castelo Branco possui já um curso em Protecção Civil, mas os promotores do curso no IPG dizem que a licenciatura a ministrar na cidade mais alta será melhor estruturada e terá um sentido mais prático.
plb

Um robot que sobe e desce escadas e se desloca em ruínas de edifícios vai ser apresentado pela equipa portuguesa que o concebeu em Ticino, na Suiça.

O robot RaposaO robot chama-se «Raposa», pesa 27 quilos, tem quase meio metro de comprimento e incorpora tecnologia que inclui câmara de filmar, câmara térmica, sensores de gases e um microfone. Tem autonomia de duas horas, é à prova de água e pode ser operado a partir de um computador portátil.
A máquina resultou de um projecto desenvolvido há quatro anos pelo Instituto Superior Técnico (IST), em colaboração com a empresa IdMind e o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.
Segundo informou a Agência Lusa, que ouviu o pai do projecto, o Professor Rodrigo Ventura, o «Raposa» pode ainda ser ligado a um cabo, que permite içá-lo, dar-lhe autonomia ilimitada em termos energéticos e dotá-lo de uma ligação «wireless» à Internet, o que permite manobrá-lo em zonas onde não seria possível fazê-lo de outra forma, como edifícios onde o sinal rádio não entre devido à espessura das paredes.
Em caso de catástrofes com vítimas, como terramotos em que haja pessoas retidas debaixo dos escombros, pode colocar as vítimas em conversação com equipas de resgate, através do microfone que transporta.
A máquina desloca-se através de dois pares de lagartas de borracha e é articulado, o que lhe permite funcionar virado para cima ou para baixo.
Na demonstração na Suiça o «Raposa» será sujeito a provas: terá que identificar vários objectos dentro de um edifício e actuar num cenário que simulará uma catástrofe nuclear.
A empresa IdMind pretende vir a comercializar o equipamento junto de bombeiros, forças de segurança e militares, a cujo trabalho se pode adaptar.
plb

Hoje faz cem anos que o poeta transmontano nasceu em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa e distrito de Vila Real. O seu nome era Adolfo Correia da Rocha, mas para as letras ficou conhecido como Miguel Torga.

Miguel TorgaMédico de profissão, com consultório em Coimbra, e viajante inveterado pelas terras de Portugal e de todo o mundo, nunca perdeu a ligação às origens. Adorava a caça e as andanças pelos campos e pelas aldeias recônditas, saboreando o contacto com a terra e o povo.
Na escrita foi poeta, romancista, memorialista e contista de alta estripe, sendo unanimemente considerado como expoente das letras pátrias. Toda a sua vasta obra literária é um tributo ao amor entre os homens, o que levou David Mourão-Ferreira a dizer que Torga é a «reencarnação de um poeta mítico por excelência – daquele que vive na intimidade das forças elementares (a terra, o sol, o vento, a água) para celebrá-las com o seu canto – e alto exemplo de constante rebeldia, numa atmosfera que pretende asfixiá-lo».
Parte dos seus livros (na poesia e na prosa) são a afirmação de um homem rural, que recusa a fatalidade da vida citadina, impondo-se como filho do campo que não mais aceita desligar-se das origens. Nas obras que escreveu estão presentes as serras e as fragas transmontanas, os pais, o professor e os colegas de escola e a demais gente da aldeia. As terras montanhosas e o valeroso povo que as habita são, afinal, os grandes amores da sua vida, a eles dedicando o melhor da escrita.
Associando-nos às comemorações, transcrevemos do seu Diário XI o poema Manhã, escrito na Miuzela do Côa em 7 de Novembro de 1971 quando andava em caçadas nas nossas terras ribacudanas:

A Miuzela também inspirou o poetaLargo sorriso da terra
A festejar o sol nado;
Um arado
Aguça a ponta de ferro
Na luz macia,
Antes de começar o dia
De trabalho;
Por um atalho,
Vestido de lã churra,
Rola um rebanho, à frente
Do pastor paciente
Que o empurra.

As comemorações estendem-se por todo país, que rende preito ao grande poeta. Porém o ponto alto acontece em Coimbra, com a abertura da Casa-Museu Miguel Torga, onde vai ficar todo o seu espólio.
plb

Neste tempo acalorado, sugere-se uma visitinha ao viveiro das trutas, entre Quadrazais e Vale de Espinho, onde para além do prazível local de lazer se pode encontrar um bom restaurante com comida de saboroso paladar.

Truta com pimentos já no pratoO restaurante Trutalcôa situa-se no viveiro das trutas, na borda esquerda do Côa e à beira da estrada que vai do Sabugal para Vale de Espinho, poucos quilómetros adiante de Quadrazais. Está em local soberbo, aflorando a meio de uma encosta xistosa em cujo vale corre sereno o rio Côa, nesta época de Verão. O edifício é novo, todo erguido em pedra de xisto, bem enquadrado na paisagem, em respeito pela morfologia do terreno, e inspirado na construção tradicional.
Entra-se numa sala ampla, muito asseada e bem arrumada. Das largas vidraças, o comensal pode admirar o vale coberto de vegetação, com o rio ao fundo e os tanques do viveiro de permeio.
Não espere o viajante efusivos salamaleques, que aqui nestas terras raianas o pessoal é prático e directo, pouco ou nada afeito às galanterias das urbes.
Uma ementa simples, com pratos à base de carne de borrego e de trutas, das que são produzidas no próprio viveiro, que aproveita a água do rio Côa. De entrada um prato com chouriço e tiras de presunto, as impertinentes manteigas e, para gáudio de quem prova, um pratinho de trutas fritas com molho de escabeche – uma iguaria gastronómica da casa.
Aqui há mesmo que degustar as ementas de trutas, que são a especialidade do restaurante. Sugerem-se pois trutas no forno com pimentos e cogumelos.
As trutas vêm à mesa numa travessa metálica, completamente cobertas por batatas aos cubinhos misturadas com cebola, pimentos e cogumelos. Desviando o acompanhamento poderá o comensal ver as trutas assadas, de encantador aspecto e de sabor divinal. De comer e chorar por mais!
Só algo nos atrevemos a sugerir: que se substituam os cogumelos da lata, de sabor normalizado, pelos magníficos tartulhos de anel que se apanham no Outono nas moitas e nos giestais.
No fim da refeição sugere-se uma vista ao viveiro das trutas, um descanso à sombra dos amieiros junto a um pequeno quiosque que serve bebidas, ou mesmo um saudável passeio à borda da ribeira.
plb

Embora não se inclua na Região de Turismo, o concelho do Sabugal surge incluído nos percursos sugeridos aos visitantes da Serra mais alta de Portugal.

Ponte de Sequeiros na «Rota dos Castelos»No Verão a Serra da Estrela também quer atrair turistas, sendo cada vez mais as propostas e as iniciativas que visam esse fim. A Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE) divulgou há algum tempo um conjunto de sugestões aos visitantes da serra, que passam por andar à volta da cordilheira em visita aos locais de especial interesse turístico. Em tempo de Verão essa rotas assumem-se como alternativas à subida e à permanência na Serra.
Dentre as várias rotas também o Sabugal, embora não tendo aderido à RTSE, vem contemplado no conjunto de sugestões. Na «Rota dos 20 Castelos» aparecem as antigas vilas acasteladas de Sortelha, Sabugal, Alfaiates e Vilar Maior. Apenas Vila do Touro ficou «esquecida» na sugestão da RTSE mas, em compensação, aparece nesta rota de castelos a Ponte de Sequeiros, que permite a passagem do rio Côa em Valongo.
Na muito sugestiva «Rota das Aldeias Históricas», aparece, como não poderia deixar de ser, a nossa deslumbrante Sortelha, no conjunto das restantes 10 localidades históricas da região serrana.
A RTSE sugere aos viandantes outras três rotas temáticas, nas quais porém o concelho do Sabugal não aparece referenciado. A «Rota das antigas judiarias», a «Rota dos Descobrimentos» (esta centrada em Belmonte, terra de Pedro Álvares Cabral) e a «Rota da Lã».
Pena é que o Município do Sabugal insista na incúria de não pertencer à Região de Turismo, pois teria com isso muito a ganhar!
plb

A decisão governamental de instalar o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro do Lince Ibérico em Silves provocou uma forte reacção de indignação por parte do Município de Penamacor. Porém da Câmara Municipal do Sabugal não há sinais de reacção, imperando o silêncio.

Lince IbéricoO jornal Reconquista dá conta, na edição de ontem, da indignação da Câmara Municipal de Penamacor. Embora não considere a decisão uma surpresa, o vice-presidente do Município, António Cabanas, afirmou irónico: «Que eu saiba o lince não vai a banhos. Esta decisão já era falada, mas esperava que não se concretizasse.»
Considera que tanto Penamacor como o Sabugal fizeram muitos sacrifícios para cumprirem as regras da Reserva da Malcata, tudo para que se mantivesse a esperança de ver o lince regressar à serra. O vice-presidente da Câmara de Penamacor foi director da Reserva e conhece bem esses sacrifícios a que os municípios se sujeitaram. Chegaram mesmo a ser adquiridos terrenos para o centro de reprodução e apostou-se na repovoação da serra com coelhos, com os quais o lince se alimenta.
Concretizando melhor o que foram os sacrifícios António Cabanas lembra as restrições impostas aos municípios, para a preservação do habitat do lince. Calcula que só o concelho de Penamacor está a perder cerca de um milhão de euros por ano devido à energia eólica que não pode explorar dentro da Reserva.
No referente ao Município do Sabugal há porém silêncio, pois não se conhece qualquer posição pública face à matéria. «Reconquista tentou ainda chegar à fala com o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, o concelho que partilha com Penamacor o território da Reserva Natural da Serra da Malcata. Uma reacção que não foi possível de obter a tempo desta edição, por Manuel Rito Alves se encontrar incontactável», lê-se na edição do semanário albicastrense.
Da parte do Ministério do Ambiente a justificação da ida do centro de reprodução para Silves assenta nas medidas de compensação ambiental que era necessário conceder a Silves face à construção da barragem de Odelouca.
plb

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 840 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Agosto 2007
S T Q Q S S D
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 3.231.964 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES