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«Baú das memórias» é o nome da exposição temporária que está patente no Museu do Sabugal, onde se irá manter até 9 de Setembro.

Telefonia, realejo e telefone numa casa antigaDurante as férias de Verão os interessado poderão visitar no Sabugal uma interessante e bem enquadrada mostra etnográfica, a qual revela as formas de vida de antigamente nas nossas terras. Por iniciativa da empresa municipal Sabugal+, a exposição temporária foi montada no Museu do Sabugal. Recorrendo-se ao acervo do Município e ao de alguns particulares, assim se obtiveram os objectos etnográficos que revelam o quotidiano de outros tempos.
Olhando a exposição os mais novos poderão aprender o modo de viver dos seus antepassados nestas terras raianas, enquanto que os mais velhos nela reavivarão as memórias dos tempos difíceis que fizeram parte do seu passado.
Ali estão patentes as vivências do lavrar da terra e do sachar do renovo, da junta das vagas junguida à canga e da burra tocando a nora, do joineiro a carrejar a lenha e da forneira a cozer o pão, dos pobres ao rebusco e dos contrabandistas de carrego às costas, do moleiro a medidor a maquia e do pastor tosquiando as ovelhas. Dentro de um bom arrumo, a exposição divide-se por áreas temáticas, onde se mostram os objectos ligados ás tarefas antigas que ali se recordam. A destoar, apenas a representação de um alvo moinho de vento, certamente recordando outras paragens, que não as do concelho do Sabugal, onde o cereal era moído nos moinhos da ribeira ou azenhas.
Vale a pena ir ao Museu do Sabugal visitar a mostra, porque quem assim optar não dará o tempo por mal empregue.
plb

No âmbito da campanha «Beira Baixa, Desvende este Segredo, a Associação Empresarial da Região de Castelo Branco (NERCAB) está a divulgar os locais onde o turista pode pernoitar, falando também nos sabores gastronómicos da região.

saboresbeirabaixa02a.jpgUma brochura de 75 páginas, em papel de óptima qualidade, profusamente ilustrada, de excelente concepção gráfica e com textos em português e castelhano, está a ser distribuída gratuitamente por toda a região, nomeadamente nas áreas de serviço da A23. Assinalam-se 36 hotéis e restaurantes da região e referem-se dezenas de ementas que aí são servidas. Para cada restaurante faz-se uma descrição da localização e da qualidade do serviço, enumeram-se os pratos que tem ao dispor e fazem-se mesmo sugestões gastronómicas indicando-se o preço médio das refeições. Há expressivas fotos com os pratos tradicionais, que fazem, por si só, crescer água na boca. É isso que resulta das imagens dos diversos pratos de bacalhau, dos maranhos, do cabritinho no churrasco, da sopa de peixe, da chanfana e do arroz de carqueja com enchidos. Outro tanto acontece com as sobremesas, com destaque para as farófias, o arroz doce, as tigeladas, as compotas com requeijão e os doces de ovos com amêndoa.
Uma iniciativa louvável, que resulta da necessidade de se promover a região nos mercados nacional e internacional, dando ênfase ao que a Beira Baixa tem de melhor para oferecer a quem a visita.
«Beira Baixa, Desvende este Segredo», pretende ser uma marca que identifique o distrito de Castelo Branco, contribuindo para que se torne um destino turístico privilegiado. Para tal a NERCAB procurou parceiros estratégicos, ligados à hotelaria e à restauração fortemente enraizada na região.
A publicação foi apoiada pelo Programa Operacional da Região Centro e co-financiada pelo Estado Português e pela União Europeia.
plb

Taberneiro e moleiro grande parte da vida, foi agarrado a esses ofícios que criou e educou os filhos, ao mesmo tempo que angariava o pecúlio para mais tarde fazer florescer os negócios. A história de vida de um homem respeitado e honrado.

À fala com… José Ricardo no moinhoNasceu na Aldeia de Santo António há 74 anos, no seio de uma família pobre, cujo pai criou os filhos com extremas dificuldades. «A nós em casa nunca nos faltou o pão mas meu pai passou muita fome para que aos filhos nada faltasse», revela-nos o Senhor José Ricardo que nos recebeu no velho moinho, hoje desactivado.
Na adolescência andou a servir na casa de gente abastada, para ganhar algum sustento. Saiu da terra para cumprir o serviço militar e, mais tarde, para ir trabalhar como ajudante na indústria da construção naval na Gafanha da Nazaré, onde esteve três anos: «Ganhava 26 escudos por dia e juntei algum dinheiro».
Em 1959 regressou à aldeia e arrendou a taberna da ponte do Sabugal, por 50 escudos mensais. Casou em 1961 com Maria Cândida Vinhas, sua conterrânea. Passados 3 anos, em 1964, soube que o Ti Bota a Fugir, verdadeiramente chamado Joaquim Augusto Esteves, queria vender o moinho que ficava a dois passos da taberna. Tinha acabado de tirar a carta de condução e estava «depenado», mas ainda assim comprou o moinho por 31 contos, pedindo dinheiro emprestado a várias pessoas. Seguiram-se anos de muito trabalho, como taberneiro e moleiro, ganhando para criar os filhos e para pagar as dívidas.
Graças ao intenso trabalho conseguiu equilibrar a vida e aos poucos aventurou-se noutros negócios. Iniciou-se na compra e venda de materiais de construção. Primeiro a medo, arriscando pouco, mas depois lançando-se na actividade, que lhe rendeu bons ganhos. Comprou viaturas, construiu armazéns, ergueu uma casa nova e instalou aí um café e um comércio, abandonando a velha taberna. Em 1989, após uma forte cheia do Côa, que alagou o moinho, largou também o negócio da moagem, para se dedicar por inteiro, já em sociedade com os três filhos, à gestão da empresa Ricardo & Ricardos, uma das mais promissoras do concelho, que desenvolvia actividade em diversas áreas e empregava muitos trabalhadores.
José Soares Ricardo é hoje um homem feliz, tirando a mágoa sempre presente da morte de um dos filhos, o Manuel Júlio, mas satisfeito por ver que o resto da descendência, composta agora por dois filhos e seis netos, vive venturosa.
Moinho de José RicardoFazendo um balanço da vida olhando para concelho do Sabugal e para a muita gente que conhece e que muito estima, não hesita em considerar ter sempre apoiado as boas causas. «Nunca quis ser eu a dar a cara, por mais que mo pedissem. Um homem tem de saber o lugar que pode ocupar. Nunca tive feitio para certas coisas, como a política, embora andasse sempre interessado em saber como as coisas corriam. Tinha uma vida muito ocupada, com negócios para gerir e os filhos para criar.» Acerca dos filhos, revela que sabe que foi duro com eles: «Os meus rapazes nunca souberam o que eram férias e pouco tempo tinham para brincadeiras. Carregaram muitas sacas de farinha, grades de bebidas, blocos e tijolos. Mas não estou arrependido, souberam o que era a vida e hoje fazem o que comigo sempre aprenderam: trabalham e vivem honestamente.»
Como homem atento à vida concelhia, aceita o nosso repto de se pronunciar sobre o estado do concelho: «O desenvolvimento que houve não foi suficiente, podia ter-se feito muito melhor. Veja-se o Rio Côa, que é o nosso principal recurso. Pouco se fez para o aproveitar em todo o percurso que faz junto ao Sabugal. Gasta-se muito dinheiro em festas mas não no que é necessário para o futuro das nossas terras».
José Ricardo foi sempre um homem de causas e de muita elevada honradez. «Quantas vezes as pessoas da minha freguesia vindo da vila me passavam à porta carregadas, a pé, que isto de haver automóveis para todos não era coisa de antigamente, e eu lhes dizia: Ó Zé ou Ó Manel, espera aí um pouquinho que eu já te vou levar na carrinha. E lá deixava o meu trabalho, pedindo à mulher e aos filhos que se ocupassem do ofício, para dar uma saltada à Aldeia ou à Urgueira a levar as pessoas e as mercadorias. Mas nunca me arrependi do que fiz, porque também nunca me aconteceu pedir um favor a alguém que não recebesse pronta ajuda».
Paulo Leitão Batista

Não resisto a deixar neste «À fala com… José Soares Ricardo» do Paulo uma pequena nota de rodapé. Cresci a ouvir o meu pai falar com muita amizade do Ti Zé Ricardo. Também eu subscrevo as qualidades humanas que todos lhe reconhecem. Mas… gostaria de recordar com muito carinho e saudade um grande amigo que nos deixou antes do tempo. Para o Manuel Júlio vai o meu pensamento e a minha emoção enquanto leio este artigo.
José Carlos Lages

O ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, Nunes Correia, anunciou no passado dia 27 de Julho que o primeiro centro português de criação em cativeiro do lince ibérico vai ser construído na Herdade das Santinhas no Algarve.

José Sócrates e Nunes CorreiaO ministro do Ambiente, Nunes Correia, aproveitou a visita às obras da Barragem de Odelouca, no barlavento algarvio, acompanhado pelo primeiro-ministro José Sócrates, para divulgar a assinatura no próximo dia 1 de Setembro de «um protocolo que faz com que Portugal e Espanha participem no programa de repovoamento do lince ibérico».
«Aqui, numa área de 150 hectares, vai nascer o primeiro centro português de reprodução do lince em cativeiro com animais vindo de Espanha» esclareceu Nunes Correia no Algarve acrescentando que «se a experiência for bem sucedida como em Espanha, dará origem a várias estirpes de lince, que vão depois permitir fazer o repovoamento devidamente monotorizado».
O projecto da construção da Barragem de Odelouca que deverá estar pronta em 2010 contempla vários programas de conservação da natureza como o repovoamento do coelho bravo e da águia de bonelli, a recuperação de habitats e a replantação de matas ripícolas.
A componente ambiental tem orçamentada 11 milhões de euros que servirão para por em prática 62 medidas de minimização, compensação e sobrecompensação do habitat natural.
Na altura de decidir o poder central opta invariavelmente por esquecer e prejudicar a Beira Interior.
jcl

A empresa de telemóveis Uzo está em Vilar Formoso até 5 de Agosto a dar as boas-vindas aos emigrantes com uma campanha promocional.

Fronteira de Vilar FormosoA Uzo (empresa de telemóveis) tem até 5 de Agosto duas equipas de acolhimento na fronteira de Vilar Formoso para dar as boas-vindas aos emigrantes.
Os assistentes presentes na fronteira estão a distribuir cartões com 2,50 euros de saldo para que os emigrantes possam, assim que chegam a solo luso, falar com familiares e amigos.
Em paralelo o «Jornal de Notícias» e o desportivo «O Jogo» têm também uma oferta diária de mil exemplares.
Para que a sua presença não passe despercebida a marca preparou tendas de acolhimento onde os condutores podem relaxar do cansaço da viagem. As forças de segurança presentes na fronteira sensibilizam para os cuidados a ter em termos rodoviários para uma condução segura até ao destino de cada um.
O Capeia Arraiana aproveita para desejar um bom regresso a todos os emigrantes. Que tenham umas boas férias no mês de Agosto nas suas terras.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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