Hoje damos a conhecer mais uma associação raiana. A CÔAFLOR-Associação de Produtores Florestais do Alto Côa foi criada em Fevereiro de 2003 com o objectivo de informar e beneficiar os produtores dos municípios do Sabugal e da Guarda das vantagens do associativismo florestal. A apresentação da associação fica a cargo de João Ribeiro, técnico em engenharia florestal.

CÔAFLOR - Associação de Produtores Florestais do Alto CôaTodos nós hoje em dia sabemos quão importante é o sector florestal para a economia local e nacional.
Apesar desta significativa importância, a floresta debate-se com graves problemas que põem em perigo não só o seu desenvolvimento mas também o papel crucial que ela tem vindo a desempenhar no crescimento económico e ambiental. O mais evidente e desesperante, é o fogo que a ataca e que progressivamente a consome. Os últimos incêndios traduziram-se em milhares de metros cúbicos de madeira perdida e na destruição de jovens e prometedores povoamentos florestais.
Se este problema tem várias causas, a principal é a estrutura da propriedade. Na verdade, a maioria dos proprietários florestais possuem áreas de pequena dimensão e muito dividida.
A esta estrutura de propriedade do tipo minifundiário, acresce o facto da floresta ser vista como um «pé-de-meia» que permitirá, se entretanto não arder, fazer face a despesas extraordinárias e não como uma actividade produtiva que pede investimentos e pode, se bem gerida, dar lucros substanciais e regulares.
Para tentar combater este panorama foi criada em Fevereiro de 2003 a Associação de Produtores Florestais do Alto Côa (CÔAFLOR), com o objectivo fundamental, de informar e beneficiar os produtores do município da Guarda e do Sabugal das vantagens do associativismo florestal, apoio específico da área florestal, trabalhando desta forma para a arborização de vastas áreas e ao mesmo tempo para a Gestão Sustentada da Floresta, tentando desta forma combater a inércia, a decrepitude dos sistemas implantados, e a perda do potencial florestal dos Concelhos.
A CÔAFLOR funciona como entidade prestadora de serviços aos associados, mas fundamentalmente como aglutinadora dos produtores. Tendo uma perspectiva empresarial da actividade florestal, de «planear o produto final», prestando também atenção que a floresta possui actualmente incentivos e apoios adequados ao seu desenvolvimento a curto, médio e longo prazo.
E isto porque, se é verdade que o minifúndio florestal está fortemente pulverizado, ele representa, como espaço físico, uma grande mancha territorial. Ora se não é possível pensar que ele seja gerido isoladamente e como a realização de operações de emparcelamento são muito demoradas e dispendiosas, é necessário levar os proprietários a aceitar a aglutinação das suas propriedades para efeitos de gestão conjunta (limpezas, arborizações, desbastes, compartimentação, cortes, etc…) sem que o direito de propriedade seja alienado.
jcl