Manuel Antunes Dias nasceu há 40 anos no Soito, terra de onde partiu para estudar e para se fazer à vida. O destino levou-o a Lisboa onde se licenciou e se tornou oficial da Polícia de Segurança Pública.

À fala com… Manuel Antunes Dias (Maputo)Foi na cidade de Maputo, em Moçambique, que Capeia Arraiana encontrou, por mero acaso, o subintendente Antunes Dias, da PSP, e ali esteve com ele em animada conversa.
Explicou-nos que se encontra em África temporariamente, por alguns meses, enquanto oficial da polícia portuguesa, no âmbito de um programa de cooperação com o Estado Moçambicano. Foi para ministrar um curso de «Formação de Formadores», dirigido a jovens oficiais da polícia. «O objectivo é preparar oficias para leccionarem na recém-criada Academia de Ciências Policiais de Moçambique», explicou-nos o subintendente Antunes Dias. «Todos eles fizeram os cursos de oficiais em Portugal, mas faltava-lhes a preparação pedagógica, daí este curso, no âmbito de um vasto programa de cooperação técnico-policial, que tem trazido a Moçambique formadores da polícia portuguesa».
Manuel Domingos Antunes Dias estudou no Soito até ao 9.º ano de escolaridade, tendo depois estudado no Sabugal e na Guarda. A seguir rumou a Lisboa para frequentar o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), de onde saiu como oficial de polícia. Foi para Chaves, onde exerceu as funções de comandante da esquadra policial. Voltou depois a Lisboa, onde comandou esquadras e foi oficial de operações. Mais tarde foi dirigente da Administração Pública, como chefe de divisão nos Serviços Prisionais, onde permaneceu alguns anos.
De volta à PSP tornou-se, já como subintendente, docente no ISCPSI, onde está actualmente leccionando várias cadeiras.
Fruto da sua permanente dedicação ao estudo e à investigação escreveu e publicou um livro intitulado «Liberdade Soberania e Segurança», que há alguns anos apresentou na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa.
Embora residindo e trabalhando em Lisboa, onde constituiu família, sempre que pode ruma até ao Soito, para rever a família, os amigos e a terra que o viu nascer e crescer. «Recordarei sempre os bons tempos de juventude que vivi no Soito e no Sabugal. A amizade e a camaradagem eram muito fortes e vivi ali aventuras inimagináveis, que davam muito que contar e que provam o bom espírito e a boa índole do povo raiano».
plb

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