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Francisco Gonçalves é o mais conhecido e reconhecido artesão do concelho do Sabugal, cuja arte passa por produzir bares para sala a partir de troncos de castanheiro envelhecidos. É o grande embaixador das nossas terras nas principais feiras de artesanato do país.

Francisco Gonçalves na FIANatural da Lomba, concelho do Sabugal, onde reside e trabalha na sua arte, Francisco Gonçalves é um homem afável e empenhado defensor do valor dos artesãos do seu concelho. Capeia Arraiana encontrou-o na Feira Internacional de Artesanato, que decorre em Lisboa, e esteve á conversa com este homem de 67 anos, de longa experiência na participação neste tipo de certames.
Em cada ano participa em cerca de 20 feiras de artesanato, correndo o país de Norte a Sul, e já recebeu dezenas de troféus premiando a sua criatividade. Produz bares a partir de velhos troncos de castanheiro, dizendo que encontrou nesta arte uma forma de perpetuar estas árvores centenárias que abundavam nas terras sabugalenses mas que agora já escasseiam. Para além dos conhecidos bares, apresenta mesas, escaparates, miniaturas, tudo em madeira, aproveitando e enaltecendo as formas que a Natureza dá aos pedaços que utiliza: «cada peça é única, pois não é possível voltar a fazer outra igual.»
«Já vi muito e não tenho dúvidas em afirmar que o Sabugal tem os melhores artesãos do país», diz com convicção. Mas revela andar preocupado com o rumo que as coisas têm tido: «o caso é que está tudo abandonado, por falta de colaboração e de apoios». Às vezes é criticado por falar de mais, mas não se pode calar perante a inércia da Câmara nesta matéria. «Chegaram a fazer um protocolo com a Associação dos Artesãos mas mandaram tudo às urtigas. Agora entregaram o artesanato à ADES e é verdade que os apoios voltaram, mas tenho dúvidas que isto se mantenha».
Francisco Gonçalves não se cansa de lutar em defesa da valorização dos nossos artesãos, que poderão ter um papel fulcral no desenvolvimento das nossas terras. «O artesanato, a par do turismo, é a maior potencialidade do Sabugal, mas tem de haver uma cabeça esperta que ponha ordem nisto», remata peremptório
plb

Dois artesãos estão na edição deste ano da Feira Internacional de Artesanato, que acaba amanhã, 1 de Julho, domingo. O interesse que o público tem demonstrado leva-os a considerar que valeu a pena deslocarem-se a Lisboa.

Stand do Sabugal na FIA 2007Pela mão da Associação Desenvolvimento Sabugal (ADES) e com o apoio da Câmara Municipal, Francisco Gonçalves, da Lomba, e Maria Adosinda Cruz, de Penalobo, representam o concelho do Sabugal na Feira Internacional de Artesanato (FIA), que decorre em Lisboa.
Francisco Gonçalves apresenta os já muito conhecidos e apreciados bares em tronco de castanheiro e Maria Adosinda expõe miniaturas em barro de maravilhoso efeito estético.
Vieram ainda em representação de outros dois artesãos, que não puderam deslocar-se a Lisboa, tendo eles trazido os seus produtos. O pavilhão dos artesãos sabugalenses é muito visitado e os dois artesãos não têm mãos a medir na satisfação da curiosidade dos visitantes, que perguntam sobre as artes de cada um. Maria Adosinda aproveita e estende aos que mais se demoram uma brochura sobre o concelho, que a Câmara enviou, e insta todos a deslocarem-se ao Sabugal em visita turística. «Já demos cerca de mil desdobráveis a pessoas que nos dizem que gostavam de visitar o concelho», diz-nos a artesã, visivelmente satisfeita em divulgar a sua terra.
Ambos os artesãos consideram que valeu a pena esta deslocação a Lisboa, na medida em que deram um contributo para que o artesanato do concelho ficasse bem representado, dado o interesse revelado pelos muitos visitantes. No que toca ao negócio também não se podem queixar. «Poderia ser melhor, mas atendendo aos tempos que correm, não esteve mau», revelou Francisco Gonçalves.
Tal como vem sendo hábito, a FIA deste ano brindou os visitantes com uma ampla variedade de produtos. Artesãos de todo o mundo mostraram a sua criatividade a um público atento e interessado que se perdia por longas horas nos três grandes pavilhões que acolheram a exposição.
Foi bom ver ali também uma representação do concelho do Sabugal, embora isso tenha sabido a muito pouco, dado o elevado número de artesãos sabugalenses a que é reconhecido valor.
plb

Ana Vasca nasceu no ano da graça de 1907, a 26 de Junho, na Bismula. Vive em Aldeia da Dona desde que casou há muitos, muitos anos. É o nosso grande destaque deste arisco mês de Junho. Parabéns! Parabéns! Muitos anos de vida!

Ana Vasca, em casa, junto ao basalAna Vasca não tem filhos nem familiares chegados. Mas vive sozinha em casa e tive dúvidas se não devia ser esse o título desta notícia da idosa de Aldeia da Dona que com 100 anos ainda consegue ser auto-suficiente. Agora já deve passar os dias a sonhar acordada tentando relembrar uma vida de dificuldades com certeza mas saudável de certeza.
Mas quem é a centenária Ana Vasca? Nasceu na Bismula mas foi muito pequena – não sei que idade eu tinha mas era uma cachupinha – viver com o irmão para Aldeia da Dona.
Por lá cresceu, por lá se enamorou, por lá casou – O meu marido era de Aldeia da Dona. Estivemos
Ana Vasca, de pé, no balcão da casacasados 20 anos até ele morrer – e por lá ficou.
É este um dos objectivos editoriais do Capeia Arraiana: dar a conhecer os valorosos mulheres e homens raianos que os politicamente correctos tendem a esquecer. Sim porque as Anas Vascas deste país mereciam muito mais uma daquelas grã-ordens que em final de mandatos se distribuem a bajuladores e incompetentes.
Nós existimos porque honestos e valorosos agricultores e contrabandistas (como alguém já explicou não era um crime mas sim uma infracção à lei vigente) viveram a vida com um dom: o dom da palavra de honra. Nesse tempo qualquer contrato era celebrado com um afagar respeitoso do chapéu e um aperto de mão.
Na nossa moderna sem anos vertiginosa corrida para o fim da vida, de certeza mais curta que um século vale a pena pensar que nos esquecemos de aproveitar e gozar as nossas amizades, as nossas verdadeiras amizades.
E já agora, conho, vale a pena pensar nisto!
jcl

A ausência de candidaturas aos corpos gerentes da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa, ditou a não realização da Assembleia Geral Eleitoral, que estava prevista para hoje, 29 de Junho.

Sede da Casa do Sabugal em LisboaJoaquim Esteves Saloio, presidente da Mesa da Assembleia Geral da associação crê que a solução passará pelo provimento de uma Comissão Administrativa, que tome provisoriamente conta da Casa até que sejam eleitos novos corpos sociais. Essa foi a conclusão a que chegou após ter verificado que não lhe foi apresentada qualquer lista candidata às eleições, que se deveriam ter realizado hoje, dia 29 de Junho.
O presidente da direcção ainda em funções, Joaquim Mendes Tenreira, informou a Mesa da Assembleia que não pretende vir a integrar qualquer comissão de gerência da Casa do Concelho, pelo que a mesma terá de se constituir com outros associados.
Ao Capeia Arraiana Joaquim Esteves Saloio afirmou ter iniciado já alguns contactos com vista a encontrar uma saída para a crise directiva. «Estou convicto de que é possível chegar a uma solução, ainda que provisória, para mantermos a Casa em actividade», declarou. Vai continuar a desenvolver esses contactos e espera que na próxima semana seja possível anunciar o nome das pessoas dispostas a assegurar a gestão corrente da associação.
plb

Como vem sendo habitual ao longo dos anos, o mês de Junho abriu com o início da Trezena, cantada na Igreja até ao dia 11, antes da chegada dos dias das Festas de Santo António, sendo o dia 12 reservado para a Capela, momentos antes da procissão da noite.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaTal como programado, Junho continuou as Festas de 2007, iniciadas no Natal de 2006, como todos bem se recordam.
No dia 12 a Procissão do Santo, da Capela para a Igreja, precedida do canto da Trezena, decorreu como sempre, com a devoção habitual da nossa Aldeia a Santo António.
O dia 13 amanhece com o início do Passeio dos Mordomos pelas ruas de Aldeia, visitando o Lar de Santo Cristo, num momento de grande euforia, entre todos os que entraram e os nossos amigos que lá vivem, notando-se um brilho intenso em todos, com alguns beijos e abraços. Foi um momento, indescritível, que constou de um mini passeio à volta das mesas no salão, para todos poderem apreciar, para além da cerimónia nos Jardins do Lar. É bastante difícil retractar este momento de emoção entre todos, passado na casa dos nossos amigos mais velhos, o Lar de Santo Cristo.
Depois das várias voltas pela Aldeia, pelas 11 horas a cerimónia de Passeio, frente à Igreja, antecedeu a Missa Solene em Honra de Santo António e a Procissão de volta à sua Capela, onde vai permanecer até Agosto, altura de novo ritual religioso e bem mais participado. A seguir à entrada na Capela, o Passeio normal, nas imediações da Ponte, continuando em direcção ao Vale, onde os Mordomos prepararam um Pic-Nic para todos, como foi anunciado anteriormente e relembrado pelo Sr. Padre no fim da missa.
Festas em Honra de Santo António em Aldeia da PonteA tarde foi de alguma animação, como é bem habitual, nestas realizações, onde se saborearam as sardinhas e a carne assadas, bem como outros petiscos.
Pela tardinha, formou-se um Passeio mais descontraído pelas ruas de Aldeia visitando os Cafés, acompanhado pelos Tamborileiros, que deu a volta à nossa Aldeia, numa cerimónia que se vem repetindo, há alguns anos a esta parte, a toque dos tambores.
Em relação ao Pic-Nic no Vale, merece a pena divulgar que estiveram presentes cerca de 220 pessoas, bem mais de metade da população de Aldeia, ultrapassando todas as nossas expectativas e quando assim é!… Os Mordomos ficaram agradados e satisfeitos com tão elevado número de pessoas, agradecendo a sua presença e a compreensão para algo que não tenha saído como se esperava, apesar de todo o nosso empenho, mas convenhamos que não é fácil agradar a todos. Sempre assim foi e assim continuará a ser.
Tal como no Natal, Junho, apesar de diferente, cumpriu bem a tradição do nosso Santo, como antigamente, proporcionado momentos inesquecíveis. Santo António proporcionou-os uns magníficos dias de sol para levarmos a cabo as realizações programadas.
Valeu bem a pena todo o esforço despendido pois, para os Mordomos foi uma semana de intenso trabalho bem preenchida, que compensou o modo como as Festas se desenrolaram. Também está de parabéns a rapaziada, bem como todas as pessoas que nos ajudaram, deixando aqui um especial bem-haja para todos.
Assim terminaram as Festas de Junho, onde o objectivo principal era proporcionar algum divertimento para todos, que foi largamente alcançado, estamos seguros.
«Ecos da Aldeia» de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

A iniciativa «Sabores Beirões» teve o seu ponto alto no dia 23 de Junho (sábado) com a entrega do troféu «Garfo de Ouro» ao restaurante Galeria Aquarius, da Guarda, premiando o bem servir daquele estabelecimento de restauração do Interior Beirão.

Restaurante Aquarius - GuardaO prémio foi entregue pelo presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente, que enalteceu o concurso e o facto de ter sido distinguido um restaurante do Interior, o que prova a qualidade que ali existe.
O grande vencedor do concurso gastronómico «Sabores Beirões» foi o restaurante Galeria Aquarius, o que lhe deu direito ao preciso galardão – um garfo em ouro.
O Aquarius é um restaurante que tem a particularidade de ser também uma galeria de arte, expondo nas suas paredes obras de pintura e escultura, sobretudo de artistas da Guarda e da região envolvente. Tem como pratos mais emblemáticos a truta do Côa recheada, o bife de javali e a sapateira recheada.
Joaquim Valente, que aceitou com visível agrado o convite para presidir à cerimónia, sublinhou que o Aquarius prima no bem servir e é um dos expoentes na divulgação da gastronomia regional. Considerou ainda que é pelo aproveitamento dos produtos regionais que a Guarda se poderá desenvolver, sendo importante que surjam iniciativas que os valorizem.
O concurso gastronómico, alargado a toda a Beira, simbolizou a aposta do jornal Diário das Beiras, que o organizou, num alargamento da sua área de influência. Desde Janeiro deste ano que a sua edição diária inclui os seis distritos da região Centro.
plb

O habitual convívio anual de todos os que usam o nome Manuel realizou-se no dia 23 de Junho, no Sabugal, juntando dezenas de pessoas em alegre festim.

Os convívios onomásticos são já uma tradição no concelho do Sabugal, sendo muito comuns, facto que se deve à sucessiva organização de festas anuais que ganharam regularidade. Algumas porém começam a falhar a organização. Isso não se passa com os que têm o nome Manuel, que continuam a ter iniciativa e a passar belos momentos de convívio.
SardinhadaNo último sábado, véspera de São João, por volta do meio-dia os Manéis do Sabugal e suas famílias juntaram-se no lugar aprazível da Senhora da Graça, junto à barragem com o mesmo nome.
Às 13 horas houve missa na capela do santuário, presidida pelo Padre Manuel Janela, um conterrâneo amigo que gosta de compareceu nestes convívios. Seguiu-se o momento mais esperado: um agradável almoço, confeccionado e servido pelos Manéis encarregues da organização.
Uma jogatana de cartas entreteve pela tarde dentro a maioria dos convivas, até que, no final do dia, uma requintada sardinhada encerrou a jornada festiva.
Manuel Nabais, membro da Junta de Freguesia e da direcção do Bombeiros Voluntários, e um dos que nunca falta, e este ano integrou a comissão organizadora do evento. À conversa com o Capeia Arraiana considerou que «foi um dia bem passado, um convívio muito agradável, que reuniu cerca de 60 pessoas». O ininterrupto sucesso desta festa onomástica leva-o a formular um desejo muito sentido: «Que para o ano haja mais.»
plb

Depois de um período de algumas dificuldades, o espaço de acesso à Internet disponibilizado pela Junta de Freguesia volta ao pleno funcionamento, para satisfação dos jovens da Rebolosa.

Sede da Junta de Freguesia da RebolosaA partir do dia 1 de Julho o espaço Internet da Rebolosa estará aberto todos os dias, das 15 às 20 horas, graças à colocação no local de uma funcionária inscrita no Centro de Emprego.
Desde há alguns meses, conforme noticiara o Capeia Arraiana, o espaço funcionou apenas nas tardes de domingo, por poucas horas, dada a falta de alguém que pudesse estar no local a tempo inteiro.
Manuel Barros, presidente da Junta de Freguesia, conseguiu, numa parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), encontrar uma solução. «Houve muito boa gente que apenas leu o título da notícia do vosso blogue e não o seu conteúdo, lançando depois críticas infundadas», declarou o autarca ao Capeia Arraiana. Chegou a uma solução graças ao permanente contacto com o IEFP que acabou por aceitar comparticipar no custo do pagamento do salário a uma pessoa, que ali passou a prestar funções.
O presidente da Junta informou também que se realizou, sob os auspícios da Junta de Freguesia, nos meses de Abril e Maio, uma acção de formação sobre Internet, frequentada por 12 formandos. «Para o Outono esperamos realizar outra acção de formação sobre Informática, com o apoio do IEFP», rematou o autarca, visivelmente satisfeito em voltar a possibilitar aos jovens da aldeia a oportunidade de terem acesso gratuito à Internet.
plb

A secção concelhia do Partido Socialista realiza no Sabugal, no próximo dia 8 de Julho (domingo), o encontro anual que junta em convívio militantes e simpatizantes.

Praia Fluvial do SabugalSerá na praia fluvial do Sabugal, pelas 16 horas, que os socialistas do concelho se vão encontrar para conviver. Do programa, organizado pela secção concelhia do partido, consta a tradicional sardinhada, a que se juntará o também típico caldo verde.
A organização espera que sejam muitos os amigos do PS e respectivas famílias a aderirem à iniciativa, numa demonstração da energia que o partido tem no concelho. Embora não existam na actualidade movimentações políticas que justifiquem uma mobilização pela causa socialista, a secção concelhia do PS espera uma boa adesão ao encontro, que se pretende ser principalmente de convívio e de lazer.
plb

A Guarda e Vilar Formoso vão receber um memorial evocativo do cônsul Aristides de Sousa Mendes, que perpetuará os nomes dos 30 mil refugiados que durante a II Guerra Mundial foram por ele postos a salvo da perseguição nazi.

Aristides de Sousa MendesFoi em Vilar Formoso, no dia 19 de Junho, pelo presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE), Jorge Patrão, durante a recepção a cerca de três dezenas de descendentes do diplomata português.
Jorge Patrão disse que o projecto do Memorial, a executar em parceria com as Câmaras Municipais de Guarda e Almeida, será apresentado publicamente a 12 de Julho.
«Um dos objectivos é criar um espaço de memória que dignifique Portugal, a região e estas terras que têm a ver muito com este acto de justiça e de salvação, praticado por Aristides de Sousa Mendes», justificou Jorge Patrão à Agência Lusa.
No monumento, será colocado um registo com os 30 mil nomes das pessoas que foram salvas do holocausto nazi pelo cônsul de Portugal em Bordéus (França).
«Esperemos que ajude a perpetuar a figura de Aristides de Sousa Mendes, por um facto que já devia ser perpetuado há muitos anos», disse Jorge Patrão, reconhecendo que «o Estado ainda não fez toda a justiça que o acto merece».
Em Vilar Formoso – onde a comitiva de descendentes do cônsul chegou terça-feira à noite – o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Baptista Ribeiro, condecorou o cônsul português, a título póstumo, como cidadão honorário do Município.
O autarca também descerrou, simbolicamente, uma lápide de homenagem na estação ferroviária da fronteira portuguesa – que mais tarde deverá ser colocada no interior do edifício – local por onde entraram os refugiados, a bordo do comboio Sud Express.
Estiveram ainda presentes a filha do cônsul, Maria Rose, e o neto, António Sousa Dias. Na comitiva esta ainda Manuel Dias, presidente do Comissão Nacional Francesa de Homenagem a Aristides Sousa Mendes.
Aristides de Sousa Mendes, nasceu em 1885, em Cabanas de Viriato. Profundamente católico, não ficou indiferente aos milhares de pessoas que, fugindo aos exércitos de Hitler, procuravam chegar a Portugal para alcançar o continente americano. Entre 17 e 19 de Junho de 1940, assinou 30 mil vistos para salvar pessoas do holocausto nazi, contrariando as ordens do Governo de Salazar, situação que o levaria à expulsão da carreira diplomática. Foi julgado em processo administrativo e demitido do serviço público. Morreu a 3 de Abril de 1954 em Lisboa, no Hospital da Ordem Terceira, depois de uma intensa carreira diplomática que também incluiu países como o Brasil, Espanha, Estados Unidos e Bélgica.
plb

Domingos Torrão, presidente da Câmara Municipal de Penamacor está determinado em fazer da vila raiana a grande referência em relação ao lince ibérico que apesar de estar em vias de extinção pode voltar a povoar o habitat da Serra da Malcata.

Lince IbéricoAproveitando a visita da governadora civil de Castelo Branco ao concelho de Penamacor, no dia 21 de Junho, o presidente do município considerou que a aposta na Reserva Natural da Serra da Malcata é a opção natural do concelho de Penamacor. Tem de haver um esforço de requalificação da reserva, e tem de se apostar no regresso do lince. O objectivo é atrair visitantes e gerar mais riqueza para a região.
Segundo a última edição do semanário Povo da Beira, a governadora deu uma ajuda às intenções do autarca e lançou mesmo a questão: «Se o lince pode aparecer no Algarve, porque não pode vir para Penamacor?».
Já Domingos Torrão empenhou-se em defender o desenvolvimento do concelho aproveitando as potencialidades da Reserva, que não deve estar sujeita a regras que impeçam o seu aproveitamento. O lince, sendo a imagem de marca da Reserva, pode ser também a referência principal de Penamacor. Daí a defesa e o empenho em tornar Penamacor na capital do lince.
Alzira Serrasqueiro passou por diversos ponto do concelho, visitando o Parque Eólico de Santo André, entre Penamacor e Sabugal, onde se pretendem colocar 60 aerogeradores. Considerou importante a aposta do concelho nas energias renováveis, mesmo vindo-se a ocupar uma parte da reserva da Malcata, porque é necessário manter os parques protegidos e impedir a entrada daquilo que os pode vir a destruir, como a especulação e a invasão de território, mas sem fundamentalismo, para que a área não se transforme num espaço fechado, pobre e sem perspectivas de desenvolvimento.
plb

Os sons dos guitarristas do 1.º Festival Internacional de Guitarra vão encher a atmosfera do Teatro Municipal da Guarda (TMG) nos dias 5, 6 e 7 de Julho. O programa inclui concertos do suíço Dominique Phillot, do argentino Lucio Nuñez e do espanhol Paco Javier Jimeno.

1.º Festival de Guitarra da GuardaO TMG é o anfitrião do 1.º Festival Internacional de Guitarra da cidade egitaneense que conta com a participação de três virtuosos do instrumento de cordas.
Na quinta-feira, 5 de Julho, sobe ao palco do Pequeno Auditório o suíço Dominique Phillot que privilegia as misturas de sons orientais e ocidentais. É docente de guitarra no Conservatório de Fribourg desde 1981 e director do Festival Internacional da Guitarra daquela cidade suíça.
Na noite de sexta-feira é a vez do argentino Lucio Nuñez se exibir em guitarra clássica. O músico das pampas é responsável pelo ensino profissional de guitarra no Uruguai.
O último espectáculo será protagonizado pelo espanhol Paco Javier Jimeno em guitarra flamenca. Já participou em numerosos festivais de flamenco e distinguido com numerosos prémios na arte de bem tocar as seis cordas.
Música para todas as idades no TMG com as entradas a valerem 5 euros. Os espectáculos estão marcados para as nove e meia da noite dos dias 5, 6 e 7 de Julho.
jcl

Por volta das 15 horas de terça-feira, 26 de Junho, um gravíssimo acidente de viação junto à Colónia Agrícola de Martim-Rei vitimou José Manuel Moreira, natural de Quadrazais e causou ainda dois feridos graves.

Igreja Matriz de QuadrazaisO trágico acidente de viação deu-se por volta das 15 horas na estrada nacional 233.3 (Sabugal-Quadrazais), junto à Colónia Agrícola de Martim-Rei.
O choque frontal envolveu um ligeiro de passageiros onde seguia um casal de Quadrazais, ambos com 70 anos, e um veículo comercial de mercadorias pertencente à empresa Torrestir da Covilhã conduzido por um jovem de 25 anos. Há, infelizmente, a lamentar a morte do condutor do ligeiro, José Manuel Moreira, ferimentos graves na esposa e no ocupante do outro veículo.
Em declarações à agência Lusa, Nuno Mendonça, adjunto do comando dos Bombeiros Voluntários do Soito «não encontra explicação para o acidente pois este deu-se num local com uma ligeira curva e boa visibilidade».
Quando os bombeiros chegaram ao local «os dois feridos estavam fora das viaturas e eram assistidos por um médico, que passava na altura, e o morto estava encarcerado no interior do veículo» esclareceu o adjunto acrescentando que «estiveram no local do acidente as corporações de bombeiros de Soito e Sabugal, com 19 homens e seis viaturas».
À família enlutada o Capeia Arraiana endereça sentidos pêsames.
As más notícias e que nunca gostaríamos de dar sucedem-se no nosso concelho.
jcl

Penamacor realiza em Julho mais uma edição da Feira de Actividades Económicas, pela qual conta promover a economia concelhia.

Castelo de PenamacorA próxima edição da Feira de Actividades Económicas de Penamacor ocorrerá entre os dias 13 e 15 de Julho. Trata-se de um prestigiado certame comercial e agrícola, que se realiza pela quinta vez consecutiva. A organização é da Câmara Municipal e conta com uma grande variedade de actividades, que vão desde a exposição de produtos regionais, à realização de um ciclo de conferências sobre o desenvolvimento local. Haverá ainda diversos espectáculos musicais, actividades de entretenimento, mostra de gastronomia e um vasto leque de iniciativas de índole cultural.
A feira de actividades constitui uma forma de afirmação do concelho raiano de Penamacor, que vai demonstrando uma crescente capacidade de produção, remetendo para longe os tempos em que Penamacor era uma pequena e quase desconhecida vila da Beira Baixa.
No referente ao cartaz musical da Feira, destacam-se a actuação de Roberto Leal na noite de 13 de Julho, na abertura do certame, e de José Cid, que actuará na noite seguinte. No último dia, 14 de Julho as atenções centrar-se-ão no Festival de Etnografia e Folclore, que juntará os diversos grupos etnográficos do concelho.
plb

A Dache decidiu encerrar a fábrica de confecções que tem no Sabugal, facto que levará ao desemprego cerca de 70 pessoas, quase todas mulheres jovens.

Instalações da DacheNa tarde do dia 22 de Junho a administração da empresa Dache, informou os trabalhadores que o dia 31 de Agosto será o último da unidade de produção, que encerrará as portas no dia seguinte. A crise que o sector têxtil atravessa ditou o decréscimo sucessivo das encomendas, levando a empresa a uma situação de «não retorno», facto que levou a administração a decidir-se pelo encerramento.
A Dache é a firma que emprega mais pessoas no Sabugal, daí que se adivinhem tempos difíceis para muitas famílias do concelho, cuja vida depende dos salários auferidos na empresa de confecções.
A Dache é uma empresa dedicada à produção de roupa exterior para senhora de elevada qualidade.
com distribuidores e revendedores em todo o continente e ilhas, em mais de trezentos pontos de venda, a unidade de produção está instalada no Parque Industrial do Sabugal.
plb

O Clube de Jornalistas (CJ) distinguiu vários profissionais da comunicação social pelos trabalhos publicados no decurso do ano 2006. De entre os agraciados destaca-se o sabugalense Manuel António Pina, que recebeu o troféu Gazeta de Mérito.

Manuel António PinaO Grande Prémio Gazeta 2006 coube a Jacinto Godinho, da RTP, pela série televisiva «Ei-los que partem — História da Emigração Portuguesa». Já o Prémio Gazeta Revelação foi para João Pacheco, por um conjunto de trabalhos publicados na revista Pública: «Guardadores de sementes», «O almoço ilegal está na mesa» e «Caça à pedra maneirinha».
O júri atribui ainda o prémio Gazeta de Mérito a Manuel António Pina, redactor e editor do Jornal de Notícias ao longo de três décadas e actualmente colaborador desse jornal diário e da revista Visão. «Cronista brilhante e exemplar, Manuel António Pina é não apenas um dos mais notáveis profissionais da sua geração, mas também uma referência ética e cívica do jornalismo português», justificou o júri.
Outro prémio atribuído foi o Gazeta Imprensa Regional, que foi para a revista Mais Alentejo, com sede em Beja, criada e dirigida por António Sancho.
Os Prémios Gazeta são atribuídos com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos e têm como objectivo distinguir trabalhos de jornalistas portugueses.
Fazem parte do júri Daniel Ricardo (CJ), Eduardo Gageiro (fotojornalista), Eugénio Alves (presidente do CJ), Fernando Cascais (director do Cenjor), Fernando Correia (jornalista e professor universitário), Guiomar Belo Marques (CJ), Jorge Leitão Ramos (crítico de cinema e de televisão), José Rebelo (professor universitário) e Paquete de Oliveira (sociólogo e professor universitário).
Entretanto foi anunciado que Manuel António Pina vai passar a ser colaborador da revista Notícias Magazine, suplemento do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias. O escritor sabugalense, radicado no Porto, passa a assinar de forma intercalada a crónica presente na última página da revista, juntando-se ao novo leque de cronistas: Fernanda Câncio e Sofia Barrocas.
plb

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Comboio a carvão na linha do Tua - Imagem da Semana (25-6-2007)Data: 19 de Maio de 2007
Local: Linha do Tua, Alto Douro Vinhateiro
Autor: José Carlos Lages

Legenda: Comboio a carvão na estação do Tua (linha Régua-Tua-Régua)

Enviada por: © Capeia Arraiana

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As joaninas é o nome dado às tradicionais festividades de culto a São João Baptista, o percursor de Jesus Cristo, e seu primo, uma vez que Nossa Senhora era prima de Santa Isabel, mãe de João Baptista.

Jesué Pinharanda - Carta DominicalA sua missão espiritual liga-se aos símbolos da água e do fogo, motivo bastante para que a Igreja fixasse a sua festa em pleno solstício de Verão, a 24 de Junho, que é o dai mais longo do ano, a par da noite mais curta. No espaço da cristandade, celebrando o Verão, e os dons das ceifas e do pão novo, os cultos pagãos já faziam a festa do fogo, mas a história de João Baptista permite um culto novo, no cenário o Evangelho, associando a água e o fogo, de modo que a sua festa é de carácter baptismal. Celebra-se o baptismo de Jesus nas águas do Jordão, por João Baptista e a descida do fogo do Espírito Santo no momento do baptismo, com as palavras de que o neófito era o seu filho muito amado.
A par da liturgia eclesial, mantiveram-se os cultos pagãos antigos, sobretudo nos meios rurais. A queima do carvalho significa um exorcismo, ou um acto purificatório: queimar o mal no fogo. A matrafona que se põe no cimo da árvore corresponde à Eva, por quem o pecado entrou na história. O cheiro do rosmaninho e da bela luz ardendo, purificava os ares das povoações, por instantes libertas dos odores de uma sociedade que não tinha sistemas de saneamento. Defuma-se o povo, cura-se a sarna.
A água. A mocidade toma banho, ou nada, na ribeira, ou no largo, entre a meia noite e a madrugada, mas antes da aurora. Este banho é também um gesto purificatório: lavar as mazelas do corpo, libertar os males para a corrente. É o banho orvalhado, que, aliás, se encontra aludido no Salmo 109: «Antes da aurora, como orvalho, te gerei.» O banho equivale à procura da santidade, já que ser santo é ser são, separado e escolhido.
«Carta Dominical» de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

A Associação Musical Malhadense comemora 100 anos de actividade, tendo celebrado a efeméride com um conjunto de actividades sociais que ocorreram em Almeida e na Malhada Sorda. O Grupo Etnográfico do Sabugal associou-se também às comemorações.

malhada-banda01a.jpgFoi no dia 10 de Junho, que as comemorações do centenário da mítica Banda da Malhada tiveram lugar.
De manhã os corpos sociais e os membros da banda filarmónica apresentaram cumprimentos ao executivo municipal nos Paços do Concelho, em Almeida, visitando também os bombeiros voluntários da vila raiana.
Depois as comemorações voltaram-se para a Malhada Sorda, onde foi apresentado um livro evocativo da comemoração. Nele se conta a história da banda, desde a sua fundação em 1907 até à actualidade. Descreve as várias fazes na evolução da associação, os músicos e os dirigentes que a serviram, tudo ilustrado com fotografias, muitas já antigas com um grande valor histórico.
Ao meio-dia houve almoço para todos no Largo do Ribeiro, onde foram assadas sardinhas. De tarde a banda formou à entrada da aldeia para receber o Grupo de Cantares do Jarmelo e o Grupo Etnográfico do Sabugal, que vieram ajudar à festa. De seguida a banda e os grupos convidados tocaram, cantaram e encantaram o povo que se reuniu no largo do Ribeiro. A enchente de pessoas demonstrou o apreço que o povo tem à sua banda, que durante cem anos actuou em toda a raia, noutros pontos do país e no estrangeiro, honrando nome da Malhada Sorda e do seu povo.
O presidente da Câmara Municipal de Almeida esteve em todos os actos comemorativos.
Nos dias 1 e 2 de Setembro as comemorações vão ter continuidade com a realização de um grande encontro de bandas na Malhada Sorda.
plb

Decorreu bastante bem a Capeia de Junho em Aldeia da Ponte, organizada pelos Mordomos, englobada nas Festas em Honra de Santo António-2007.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaManhã bem cedo, como é hábito, mais de uma centena de cavaleiros rumaram em direcção ao Lameiro, junto das proximidades da raia espanhola, dando início ao Encerro dos touros.
Depois da merenda dos Cavaleiros, servida no Lameiro dos touros, os Mordomos distribuíram um lenço a todos os cavaleiros, tornando assim mais colorido o Encerro, que decorreu bastante bem, com a entrada dos Touros na arena por volta do meio-dia.
Seguiu-se o touro da prova, cujo, não quis nada com o Forcão, não indiciando nada de bom para a tarde, puro engano, como veremos mais tarde.
Arrumadas as cancelas, é hora de ir retemperar as forças com uma bela feijoada cozinhada a preceito, servida a quase duas centenas de cavaleiros e convidados, saindo todos satisfeitos com o repasto apresentado pelos Mordomos. Estão de parabéns as cozinheiras, há que realçá-lo, pois é justo que assim seja.
Antes do início da Capeia, como bem manda a tradição, os Mordomos, a cavalo, passearam a praça com os símbolos das festas, acompanhados pelos Tamborileiros de Aldeia mais alguma juventude, dando umas voltas à praça, culminado este momento com o Pedido da Praça ao Sr. José Nabais, Presidente da Junta de Freguesia de Aldeia da Ponte, como vem sendo habitual nas Capeias dos Mordomos de Santo António.
Capeia de Junho de 2007Animada com a Charanga espanhola de Ciudad Rodrigo, teve então o início da Capeia, onde se assistiu a um grande espectáculo cheio de animação, com os touros a corresponderem bem ao Forcão, sendo todos bem esperados pela rapaziada, como é hábito acontecer na nossa Aldeia.
Aparte a espera dos touros, outras animações e emoções houve, como o toureio à capa do primeiro da tarde, por este vosso amigo, que se saiu a preceito nas sortes tiradas, embora com uma ou outra escorregadela, que não deslustrou a respectiva faena do touro.
Pegas de caras, embora arriscadas, também aconteceram, agarrando-se todos os touros para gáudio de uma assistência que aplaudiu bastante, saindo da arena plenamente satisfeita com o espectáculo a que assistiu, comentando-se, aqui e ali, que esta Capeia “fazia ver” a muitas de Agosto, tal a qualidade dos animais, bem como os inúmeros momentos de muita animação e algumas lides bem destemidas, proporcionadas por uma rapaziada à altura do acontecimento, como convém.
Passada a Capeia, como anunciado, deu-se a continuação da festa nos Balneários, com uma noite de grande convívio, comentando-se as peripécias da Capeia, nada que não seja habitual acontecer.
Os Mordomos e as suas famílias sentiram-se recompensados pelo esforço que fizeram para proporcionar uma bela Capeia, repleta de animação, a todos os que apareceram pela nossa Aldeia, deixando uma palavra de agradecimento àqueles que ajudaram e participaram neste espectáculo, sendo de destacar os Cavaleiros, que levaram a bom porto mais um Encerro empolgante.
À semelhança de outros escritos anteriores, estamos certos que a Capeia de Junho contribuiu mais um pouco para engrandecer a nossa Aldeia, bem como a região Arraiana das terras de Riba-Côa.
«Ecos da Aldeia» de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

A Junta de Freguesia dos Fóios e o município vizinho de Navasfrias preparam um projecto conjunto de reconstrução da «Mesa dos Quatro Bispos» na Serra das Mesas.

Serra das MesasO presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, em declarações ao jornal «A Guarda» lembrou que de acordo com a lenda, perto das nascentes dos irmãos gémeos Côa e Águeda, no ponto mais alto da Serra das Mesas, a 1265 metros de altitude «existia uma grande mesa, na confluência dos distritos portugueses de Lamego e da Guarda e das províncias espanholas da Estremadura e de Castilla y Léon».
«Era nessa grande mesa que os quatro bispos se reuniam, analisavam e discutiam as questões de cada bispado, cada um sentado no seu território» esclareceu o autarca acrescentando que em conjunto com o alcalde de Navasfrias, Celso Ramos, «admitem construir naquele local emblemático e com vistas panorâmicas fabulosas uma mesa em pedra com cerca de 50 metros quadrados enquadrada com quatro cadeirões esculpidos a partir de barrocos».
José Manuel Campos referiu ainda ao semanário guardense que já levou o Bispo da Diocese da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício ao local e que este lhe terá dito que gostava da ideia e aceitou desde logo vir sentar-se à Mesa no dia da inauguração.
Imaginação e projectos não faltam ao professor José Manuel Campos, mítico presidente da Junta de Freguesia dos Fóios que até com a ajuda dos barrocos vai continuando a (re)fazer a História ensinando a todos que só no mapa é que a sua terra é a última.
jcl

Aí temos a confirmação, pela mão do semanário «A Guarda» do que há muito se sabia: as obras da estrada de ligação do Sabugal à A23 foram suspensas porque o Regimento de Engenharia de Espinho teve de enviar para o Líbano os homens e as máquinas que tinha afectas aos trabalhos.

Ligação da auto-estrada ao Sabugal Embora na sua última edição o jornal A Guarda diga, certamente a instâncias de alguém, que as obras vão parar a 30 de Junho, a realidade é que as mesmas já estão suspensas há várias semanas. Os militares vão para o Líbano e isso ditou o adiamento sine die dos trabalhos.
Digamos que se tratou de um imprevisto e que, a prazo, tudo voltará à normalidade. Mas a verdade é que a construção desta estrada é mais uma das obras de Santa Engrácia, de que Portugal é pródigo.
Até agora, com cerca de um ano de trabalhos os militares abriram 3,5 quilómetros de via! É caso para dizer: Ufa, fartaram-se de labutar!
Daqui a um ano, o nosso edil conta com o regresso dos militares. Se pegarem à obra com afinco num novo ano de esforçado serviço concluirão outros 3,5 quilómetros de estrada. Fazendo as contas, teremos a via terraplanada no ano 2011, faltando apenas lançar as britas e colocar o betuminoso. Numa perspectiva optimista em 2015 o Sabugal está unido à A23 e tudo será mais fácil!
«Contraponto, opinião de Paulo Leitão Batista

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito comemorou no dia 16 de Junho com pompa e circunstância o 26.º aniversário.

26.º Aniversário dos Bombeiros Voluntários do SoitoAs cerimónias tiveram início às 9 horas da manhã com o hastear da bandeira, a recepção e apresentação dos convidados acompanhadas por um Porto de honra e a romagem ao cemitério para prestar homenagem ao bombeiro da corporação falecido em missão.
No átrio da Igreja o Padre António abençoou três novas viaturas da associação: uma carrinha de nove lugares para transporte de doentes, um todo-o-terreno dos silvicultores e uma ambulância do posto de reserva do INEM. Em seguida deu-se início ao desfile de todas as viaturas pelas ruas da vila.
O almoço de comemoração do 26.º aniversário teve a presença de todo o corpo activo, da Direcção e dos convidados onde se incluia o presidente da Federação dos Bombeiros do distrito da Guarda, Madeira Grilo, que aproveitou a ocasião para tecer rasgados elogios e incentivar a Direcção para que leve a bom porto a missão assumida na tomada de posse já lá vão sete meses.
A vice-presidente, Estela Rito, aproveitou para pedir o apoio de a corporação e de toda a população pois «só com o apoio de todos, conseguiremos levar a bom fim esta difícil tarefa».
Escutado pelos presentes com muita atenção foi também o discurso de Maria Benedita Rito Dias (Tita), presidente da Direcção que exaltou «a iniciativa de um punhado de entusiastas que deitaram mãos à obra e puseram em marcha a associação que é, agora, um dos expoentes do desenvolvimento do Soito».
Mas o melhor é mesmo ouvir o discurso de Tita que salientou a dado passo: «Nunca será demais ressaltar que esta organização que se tornou no ganha pão de várias famílias, e que, numa região, em direcção contínua para a depressão económica, se traduz numa das formas de combate a essa depressão. No âmbito das negociações que se têm desenvolvido com o INEM, quero apresentar aqui como dado adquirido que se encontra instalado o Posto de Reserva do INEM nesta localidade desde o dia 1 de Maio do presente ano. Tal facto resulta, também, da grande disponibilidade, receptividade e excelente colaboração e eficácia adoptada para o efeito pelo senhor engenheiro Pedro Lopes». A terminar a presidente da Direcção fez questão de agradecer a todos os que «empurraram os elementos da actual Direcção para este empreendimento pela confiança que em nós depositaram e em especial ao senhor Presidente da Câmara pela comparticipação que nos tem dado e pela sua disponibilidade».

Também o Capeia Arraiana se associa a este momento festivo dos Bombeiros do Soito desejando que a corporação tenha todos os apoios que necessita para continuar a bem servir as nossas gentes.
jcl

Foram publicadas em decreto-lei as novas regras das cartas de condução portuguesas e respectivas revalidações.

Carta de condução portuguesaCom a publicação do Decreto-Lei n.º 45/2005, de 23 de Fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 103/2005, de 24 de Junho, foram alterados os prazos de validade a averbar nas cartas de condução dos respectivos condutores.
Uma directiva da Direcção-Geral de Viação dá conta das alterações e das novas regras para a revalidação das cartas de condução que deve ser efectuada nos seis meses que antecedem o termo da sua validade.
A partir de 1 de Julho de 2007, todas as cartas de condução emitidas, independentemente da razão da sua emissão, devem mencionar os prazos de validade constante no artigo 4.º do citado diploma, para cada categoria de veículos.
José do Bernardo

O Estágio Nacional de Katas que decorreu no Pavilhão Municipal Multiusos de Miranda do Corvo, de 7 a 9 de Junho, organizado pela Federação Portuguesa de Judo, foi um sucesso.

Estágio Nacional de Katas em Miranda do CorvoNo estágio organizado pela Federação Portuguesa de Judo em parceria com a Associação Distrital de Judo de Coimbra, estiveram presentes 50 treinadores e todos os elementos da Comissão Nacional de Graduações.
Do Sabugal, esteve presente David Carreira, treinador do Sporting Clube do Sabugal, pois esta é das poucas oportunidades ao longo do ano que lhe permite evoluir ao nível da sua graduação no Judo.
O estágio possibilitou a alguns treinadores prepararem-se para um futuro exame de graduação e aos atletas observaram pormenores a contar com o Campeonato Nacional de Katas.
Os Katas são as formas estilizadas das técnicas de judo e sua forma-base e lógica de execução.
Por terras da Austrália o português Ivo dos Santos, com 21 anos, sagrou-se no passado dia 10 de Junho, campeão nacional australiano na categoria -66kg o que lhe permitirá estar presente em Setembro no Campeonato do Mundo, no Brasil.
No escalão júnior venceu o campeonato nacional três vezes. Como senior classificou-se em terceiro lugar em 2005, em segundo em 2006 tendo-se sagrado a campeão nacional.
O atleta nasceu em Lisboa e emigrou com a família aos dois anos para a Austrália. Esteve recentemente em Portugal integrado na selecção australiana que realizou um tour pela Europa.
djmc

O programa «Novas Oportunidades. Aprender Compensa» já chegou ao Sabugal. Cursos de educação e formação, profissionais e de adultos no horário nocturno vão abrir as inscrições entre os dias 2 e 6 de Julho. Agora a experiência conta e… de facto nunca é tarde para aprender.

Escola SecundáriaAgora pode completar o seus estudos básicos ou secundários sem ter de começar do zero. Nunca é tarde para aprender e ter uma vida melhor. O programa «Novas Oportunidades. Aprender Compensa» permite completar os estudos básicos ou secundários sem ter de começar tudo de novo.
Aqui ficam algumas informações adicionais que o prof. Alberto Pinto fez chegar ao Capeia Arraiana sobre os diversos cursos técnico-profissionais que vão abrir na Escola Secundária do Sabugal no ano lectivo 2007/08.
– Cursos de Educação e Formação para «Técnico de Instalações Eléctricas» e «Cabeleireiro Unisexo» com a duração de dois anos lectivos dá equivalência ao 9.º ano e certificação profissional nível II para candidatos com mais de 15 anos e o 6.º, 7.º ou frequência do 8.º ano de escolaridade.
– Cursos para «Técnicas Comerciais» com a duração de um ano que conferem o 9.º ano de escolaridade e certificado profissional nível II para alunos com mais de 15 anos, o 8.º ano ou a frequência do 9.º
– Cursos profissionais de «Técnico de Turismo Ambiental e Rural» e «Animador Sociocultural» com equivalência ao 12.º ano de escolaridade e certificado profissional nível III com a duração de três anos lectivos com a admissão limitada a candidatos com o 9.º ano.
– «Educação e Formação de Adultos» no horário nocturno para quem tiver mais de 18 anos e quaisquer que sejam as suas habilitações dá equivalência ao 9.º ano e qualificação profissional nível II mas se os candidatos tiverem 18 anos e o 9.º ano terminam com o 12.º ano e qualificação profissional nível III.
Como o nosso povo costuma dizer o saber não ocupa lugar e no aproveitar é que está o ganho. Aproveite.
jcl

A Escola Superior de Turismo e Telecomunicações de Seia (ESTTS) realiza nos dias 20 e 21 de Junho, no seu auditório, o Congresso Nacional de Educação em Turismo, o qual reunirá especialistas nacionais do sector.

Congresso Nacional de Educação em Turismo - SeiaEstá tudo a postos para o arranque do congresso, que abordará um conjunto de temas ligados ao turismo, à educação e às novas tecnologias.
Falar-se-á na inovação no sector turístico bem como na aplicação de tecnologias avançadas, nos novos conceitos de turismo cultural, no turismo de aventura. No referente à dinamização do sector abordar-se-á a formação dos guias e dos operadores, a investigação, a gestão e o associativismo no campo do turismo, como vectores essenciais para o seu desenvolvimento.
Cerca de meia centena de especialistas, sobretudo ligados a instituições do ensino superior, analisarão e debaterão as diferentes temáticas.
Na sessão de encerramento, prevista para as 18 horas do dia 21, marcarão presença Bernardo Trindade, Secretário de Estado do Turismo, Manuel Heitor, Secretário de Estado da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, e ainda Luís Patrão, Presidente do Conselho de Administração do Turismo de Portugal.
A organização da iniciativa cabe à ESTTS, que está integrada no Instituto Superior da Guarda. Contará com a colaboração de outros estabelecimentos do ensino superior, como sejam a Universidade de Aveiro e os Institutos Politécnicos de Coimbra e de Viseu. A iniciativa conta ainda com o apoio da Região de Turismo da Serra da Estrela.
plb

A Associação dos Bombeiros do Distrito da Guarda (ABDG) promove uma análise pública ao acidente de Famalicão da Serra, onde no ano passado perderam a vida 6 bombeiros.

Incêndio florestalNo dia 23 de Junho a população interessada é convidada a juntar-se aos especialistas e aos bombeiros do distrito da Guarda para subir à serra e analisar de perto o acidente de Famalicão da Serra, que no dia 9 de Julho de 2006 vitimou seis bombeiros.
A iniciativa da ABDG segue o exemplo de muitos outros países do mundo, onde os locais em que se dão acidentes com bombeiros, servem de locomotiva à investigação dos fenómenos blow-up (efeito de sopro). A principal ideia é rever o acidente para que efectivamente se possam tirar lições. Esta é uma forma a educar os bombeiros e assim tentar evitar tragédias similares no futuro.
Segundo o programa divulgado, às 14 horas haverá a concentração dos participantes no quartel dos Bombeiros da Secção de Famalicão da Serra. Depois sobem a serra até ao local onde foi largada a Brigada Chilena no dia fatídico. Aí será analisado o primeiro efeito eruptivo e percorrer-se-á o aceiro feito pela brigada Chilena e bombeiros portugueses, analisando-se também a fuga encetada pelos bombeiros para evitarem ser colhidos pelas chamas. Seguindo as várias etapas do acidente, analisa-se de seguida o segundo efeito eruptivo, que levaria à carbonização dos bombeiros e identificar-se-ão os locais onde ficaram os corpos.
Para finalizar, realizar-se-á no local, pelas 17 horas, uma homenagem aos bombeiros falecidos.
plb

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Eusébio e Paulo Leitão Batista - Imagem da Semana (18-6-2007)Data: Junho de 2007

Local: Maputo, Moçambique

Autor: © Capeia Arraiana

Legenda: Eusébio com Paulo Leitão Batista

Enviada por: © Capeia Arraiana

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Desta feita a viagem foi curta e demorou curtos minutos. Fomos ao encontro do Padre Carlos Manso Fernandes no Centro Paroquial da freguesia da Póvoa de Santo Adrião, concelho de Odivelas, onde este sabugalense acumula as funções de vigário paroquial com as de capelão no Hospital Amadora-Sintra.

Capeia Arraiana com o Padre Carlos Fernandes MansoCarlos Manso Fernandes nasceu em Aldeia do Bispo há 45 anos. Frequentou a escola primária local até à quarta classe e ingressou de seguida no Seminário Monfortino, em Fátima.
A sua formação continuou no Sul da Itália mais propriamente «em Bari, na região da Apulia, no calcanhar da bota» esclareceu-nos o Padre Carlos que sem se deter prosseguiu «mas depois estive seis anos em Roma onde estudei filosofia e teologia e fui ordenado diácono».
Sempre disponível para a sua ordem monfortina foi ordenado padre e colocado em Castro Verde durante dois anos. Voltou a Fátima para uma nova formação de dois anos e de novo o regresso, agora como pároco, à freguesia alentejana de Castro Verde onde esteve mais oito anos. «Mas não era o único. Há muitos padres naturais de Aldeia do Bispo no Alentejo», acrescenta.
E como é que chegou até aqui à Póvoa de Santo Adrião? «A nossa congregração religiosa tem um Superior que organiza as peças como um xadrez de acordo com as necessidades e nós, como temos espírito missionário, nunca estamos agarrados a um lugar. Assim sendo aqui estou à noite e aos fins-de-semana a ajudar o meu colega, o padre Luís, também monfortino, porque com 35 mil residentes a multi-étnica paróquia da Póvoa de Santo Adrião é muito complexa. Durante a semana sou o capelão do Hospital Amadora-Sintra para onde fui convidado por D. José Alves e onde presto apoio humano e espiritual aos doentes e familiares e aos funcionários», esclarece-nos o clérigo.
Mantém de forma muito intensa a sua relação com as origens e a família. «O meu pai já faleceu mas a minha mãe com 80 anos vive no lar de Aldeia do Bispo onde vou sempre que posso ao longo do ano.»
E aqui deixamos uma raiana confidência do nosso interlocutor: «As férias em Agosto são sagradas e tento marcá-las de forma a apanhar o núcleo central das capeias porque é a melhor forma de reencontrar os amigos.»
Mas os de Aldeia do Bispo são também chamados «lagarteiros»? O padre Carlos tem para isso uma explicação não-oficial sobre as origens e o significado da expressão.
«Há por aí algumas interpretações divergentes como, por exemplo, a da lagarta do pinheiro (o brasão da freguesia tem a rama dos pinhos) contudo, penso que está relacionado com a possibilidade ter existido na zona um santuário pagão dedicado ao lagarto. As aldeias espanholas em redor (Peña Parda, San Martín de Travejo, Eljas e Valverde del Fresno) têm um dialecto e uma simbologia próprios que podem estar relacionados com as romarias ao santuário do lagarto» clarifica o padre Carlos acrescentando a terminar um forte argumento católico: «O padroeiro da paróquia é São Miguel e diz-nos a História que quando havia um santuário pagão muito frequentado a Igreja Católica contrapunha com São Miguel a lutar contra o dragão.»
Capeia Arraiana sabe que os autarcas das referidas localidades espanholas têm vindo a promover a defesa do dialecto «a fala» considerado um património cultural «extremeño» porque este linguajar não é galego mas sim um dialecto de origem galaico-portuguesa.
Foi com muita satisfação que estivemos à fala com um homem moderno, de discurso fácil e ideias arrumadas que, aqui na cidade, nos ajuda a sentirmo-nos mais perto das nossas origens e das nossas terras.
Bem-haja padre Carlos.
jcl

Temos para nós que seria muito valioso (e muito curioso) estabelecer as origens etimológicas de muitas das nossas povoações da Raia.

Jesué Pinharanda - Carta DominicalHá topónimos evidentes (Sabugal, Fóios ou Fôjos, Moita…) mas há diversos outros, verdadeiros e enigmáticos arcaísmos, decerto com origem nos dialectos cudanos-leoneses (Bismula, Malcata, Quadrazais, etc.).
Hoje, porém, e em homenagem ao «pivot» da Capeia Arraiana,
dr. José Carlos Lages, olhamos para Ruivós e Ruvina.
Ruivós é terra antiquíssima. Do latim rubeóla que é um diminutivo de rúbea, derivara o castelhano rúbio e o português ruivo, pelo que as terras da localidade pertenceriam a uma família de ruivos, no português acentuado na última sílaba, ao modo de outras palavras agudas terminadas em a, e, o. No Oeste ribatejano há exemplos análogos, como em Arranhó.
Quem seriam os ruivos? Em modesto parecer, julgamos fossem cristãos nórdicos, francos ou bretões, que se estabeleceram na região durante a Reconquista. Louros avermelhados ou sardentos, eles eram pelos mouros apelidados de rúbios, ruivos, ou ainda noutra expressão, franjos (ler: frangos) ou francos.
Loures tem equivalente origem – À-dos-Louros – sintetizado em Loures, porque não se verificou o fenómeno de acentuação que deveria ser Lourós. No Oeste ribatejano também há os sítios A-dos-Ruivos, A-dos-Francos e, em paradoxo, A-dos-Cães. Neste topónimo conjecture-se a origem cristã, uma vez que para estes, cães eram os agarenos, pelo que o sítio seria ocupado por saloios, ou mouros puros, ou mouros conversos, mogárabes.
O artigo inicial A com o determinativo dos significava a terra de… por exemplo, «Vou a casa dos Louros» e, resumindo e poupando «vou à dos Louros» ou «vou à dos Ruivos».
Por analogia, depreendemos que Ruvina tem idêntica origem. Ruvina, isto é, diminutivo de rúbeo + sufixo diminutivo feminino ina: a jovem ruiva, Ruivinha, Ruvina, ou, conforme a documento de 1258, Rubim, ou Ruvim, nome de um ribeiro na região de Idanha-a-Nova. Enfim, pelo topónimo não se duvida que face aos mouros, Ruivós e Ruvina eram povoados cristãos, e por aqueles nomes identificados pelos mouros.
«Carta Dominical» de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

Dois jovens da vila raiana do Soito pretendem organizar um encerro diferente, onde os toiros sejam sobretudo conduzidos por jovens motards, procurando agora apoios para a realização.

MotardsOs autores da original ideia, Lelé Maximino e Jé Leal, gostariam de realizar pela primeira vez no Soito um encerro no qual os principais participantes seriam os veículos motorizados, ou seja: motas, quads, tractores, motociclos, etc. Não se pretende inviabilizar a tradicional participação a cavalo, pois os cavaleiros são também convidados, assim como os que prefiram ir a pé ou ainda de bicicleta.
Os autores da ideia propõem o dia 18 de Agosto de 2007 para a data da realização. E já têm um programa idealizado: pelas 10 horas haverá um petisco seguido do encerro inovador. Durante a tarde na Praça de Touros do Soito seis touros serão corridos com forcão e dois bezerros serão destinados a toureiros principiantes, com motas e quads.
Apelam a quem estiver interessado em integrar a organização do evento ou dar sugestões os contactem o mais depressa possível.
Para tanto disponibilizam os contactos: Léle Maximino 968607542 ou manuel.ines.russo@gmail.com. Jé Leal 937892016.
Espera-se uma boa adesão à iniciativa para que a mesma se torne realidade.
plb

Manuel Antunes Dias nasceu há 40 anos no Soito, terra de onde partiu para estudar e para se fazer à vida. O destino levou-o a Lisboa onde se licenciou e se tornou oficial da Polícia de Segurança Pública.

À fala com… Manuel Antunes Dias (Maputo)Foi na cidade de Maputo, em Moçambique, que Capeia Arraiana encontrou, por mero acaso, o subintendente Antunes Dias, da PSP, e ali esteve com ele em animada conversa.
Explicou-nos que se encontra em África temporariamente, por alguns meses, enquanto oficial da polícia portuguesa, no âmbito de um programa de cooperação com o Estado Moçambicano. Foi para ministrar um curso de «Formação de Formadores», dirigido a jovens oficiais da polícia. «O objectivo é preparar oficias para leccionarem na recém-criada Academia de Ciências Policiais de Moçambique», explicou-nos o subintendente Antunes Dias. «Todos eles fizeram os cursos de oficiais em Portugal, mas faltava-lhes a preparação pedagógica, daí este curso, no âmbito de um vasto programa de cooperação técnico-policial, que tem trazido a Moçambique formadores da polícia portuguesa».
Manuel Domingos Antunes Dias estudou no Soito até ao 9.º ano de escolaridade, tendo depois estudado no Sabugal e na Guarda. A seguir rumou a Lisboa para frequentar o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), de onde saiu como oficial de polícia. Foi para Chaves, onde exerceu as funções de comandante da esquadra policial. Voltou depois a Lisboa, onde comandou esquadras e foi oficial de operações. Mais tarde foi dirigente da Administração Pública, como chefe de divisão nos Serviços Prisionais, onde permaneceu alguns anos.
De volta à PSP tornou-se, já como subintendente, docente no ISCPSI, onde está actualmente leccionando várias cadeiras.
Fruto da sua permanente dedicação ao estudo e à investigação escreveu e publicou um livro intitulado «Liberdade Soberania e Segurança», que há alguns anos apresentou na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa.
Embora residindo e trabalhando em Lisboa, onde constituiu família, sempre que pode ruma até ao Soito, para rever a família, os amigos e a terra que o viu nascer e crescer. «Recordarei sempre os bons tempos de juventude que vivi no Soito e no Sabugal. A amizade e a camaradagem eram muito fortes e vivi ali aventuras inimagináveis, que davam muito que contar e que provam o bom espírito e a boa índole do povo raiano».
plb

Capeia Arraiana esteve na cidade de Maputo, capital de Moçambique, onde deambulou pelas ruas conhecendo a urbe, o seu povo humilde e sereno e, também, os restaurantes e a magnifica gastronomia, de aqui deixamos registo.

Lagosta de MoçambiqueMariscada no Mercado do Peixe
Quem vá a Maputo não pode deixar de comer uma boa mariscada. Essa é uma das grandes riquezas do país, que tem o melhor camarão do mundo.
No restaurante Marisco à Maneira, no Mercado do Peixe de Maputo, servem-se aparatosos pratos de marisco. É um espaço muito limitado, com meia dúzia de mesas. O cliente pode pedir a um dos cozinheiros que o acompanhe ao mercado do peixe para o ajudar a escolher o melhor produto. Nas bancas vendem-se lagostas, caranguejos, camarões, e muitas variedades de peixe, tudo fresco, vindo directamente do mar. Depois de escolhido o marisco é cozinhado, cozido ou grelhado, consoante o gosto, e vem à mesa, para gáudio de quem anseia degustar o apetitoso fruto do mar de Moçambique. Há que ter cuidado com os picantes, que são intensíssimos.
Ora quem vem ao «Marisco à Maneira» arrisca a encontrar-se com Eusébio. O «Pantera Negra» do futebol português vem amiúde a Moçambique e sempre que permanece no Maputo é ali que vai almoçar e jantar e beber uns copos com os amigos. Indo Capeia Arraiana ao «Marisco à Maneira» e estando Eusébio em Moçambique, o encontro era inevitável e ali estivemos com o antigo futebolista, já recuperado da doença do coração que recentemente o apoquentou, que cumprimentou os presentes, abancou e bebeu uns tragos de bom whisky.

Peixe inteiro à moçambicanaPeixe inteiro à moçambicana
O restaurante Pirata, na Avenida Julius Nyerere, tem ao dispor pratos da cozinha tradicional de Moçambique, por entre ementas de outras origens, incluindo a asiática.
Querendo provar-se fruto do mar, pode pedir-se «peixe inteiro à moçambicana». Trata-se de peixe vermelho (red fish) grelhado na brasa, aqui chamado vermelhão. É servido num grande prato, gostosamente coberto com um molho de manteiga, acompanhado por uma salada de alface, pepino, tomate e cebola e ainda um saboroso arroz de legumes. Ao lado terá ainda, como acontece sempre neste país, uma malga com piripiri, mas nada de pão, que aqui isso não faz parte do hábito de bem servir. Para beber ficará bem uma cerveja «Laurentina» clara, que é a forma de ali se referirem à cerveja branca.

Pargo grelhadoPargo grelhado
Para jantar de requinte o viajante que aporte no Maputo pode ir ao restaurante Zambi, na Marginal, junto à baía, recentemente inaugurado. O cliente é recebido com salamaleques e conduzido à mesa num espaço muito amplo, que, não fosse o primor do mobília e da decoração das longas paredes, mais pareceria um armazém. Oferece variados pratos de peixe, mariscos e carne, mas onde se destacam os de peixe grelhado à moda da terra.
«Peixe do dia» é o prato que se aconselha, podendo-se aqui optar-se por algumas variantes de peixe fresco. Pargo grelhado será mesmo a melhor opção, dado o sabor magistral dessa espécie capturada nas águas profundas do Oceano Pacífico, ao largo de Moçambique. A acompanhar terá batata cozida e uma muito vistosa e apetitosa espetada de legumes, que contém pedaços de beringela, abóbora, cenoura e pimento verde.
Para comer o visitante tem ainda outros restaurantes, quase todos propriedade de portugueses: o Escorpião, o Piri-Piri, o Coimbra ou o Clube dos Empresários. Todos dispõem de bons pratos de peixe de carne, de saladas e de sobremesas que representam o melhor da gastronomia moçambicana.
plb

O empresário madeirense Joe Berardo quer ser o dono do Benfica oferecendo 31,5 milhões de euros por 60 por cento do capital social das acções em bolsa dos sócios e pequenos investidores do Benfica.

Comendador Joe BerardoA empresa Metalgest do madeirense Joe Berardo, lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre 60 por cento do capital social do Benfica nas mãos dos sócios e pequenos accionistas, oferecendo 3 euros e 50 cêntimos por cada uma das acções em Bolsa. A oferta visa a totalidade das acções da categoria B deixando de parte seis milhões de acções da categoria A detidas pela SAD do Benfica.
O director de comunicação do Benfica, António Cunha Vaz, declarou em primeira reacção que o Benfica «tem oito dias para analisar em local próprio e pronunciar-se sobre a OPA e no final irá ser emitido um comunicado onde tudo será esclarecido às autoridades e aos benfiquistas em geral».
A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) informou já que o valor da oferta representa um prémio de 30,11 por cento em relação à cotação de fecho de quinta-feira, 14 de Junho.
Entretanto o anúncio da OPA fez disparar os títulos do clube para 3,57 euros correspondendo a uma valorização de 32,71 por cento.
O comendador José Manuel Rodrigues Berardo (Joe Berardo) nasceu na Ilha da Madeira a 4 de Julho de 1944 tendo emigrado para a África do Sul em 1963 onde casou com Carolina Conceição. É o décimo homem mais rico de Portugal e um dos maiores investidores nacionais e teve já direito a um documentário do «Biography Channel» que o considerou «uma das cem pessoas mais influentes no mundo da arte».
Em 1985 recebeu das mãos do presidente Ramalho Eanes a ordem de comendador, em 2004 foi distinguido por Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e em 2005 foi agraciado com a Legião de Honra, a mais alta condecoração de França.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

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