Postas as primeiras considerações na sexta-feira passada estes escritos são, antes de mais nada, uma homenagem às nossas mulheres de armas, sempre presentes nas grandes realizações de Aldeia da Ponte…

Esteves Carreirinha («Ecos da Aldeia»)…sejam festas, convívios ou outras, em que são fundamentais em termos de equilíbrio, tanto nos petiscos como nas animações diversas, dando um colorido animador e embelezando as múltiplas realizações, dentro daqueles parâmetros normais e esperados, acrescido de muito sacrifício, trabalho, sofrimento e porque não, também algum divertimento.
Com os inúmeros acontecimentos, que se efectuam, ao longo do ano, na nossa Aldeia, as mulheres estão sempre prontas, nas diversas festas, cuidando de tudo o que é necessário, para que as realizações decorram o melhor possível, enfeitando, corrigindo, zelando pelo embelezamento de todas as cerimónias, numa entrega sem limites, aplaudindo com animação e exuberância, mas também com algum sofrimento e angústia nas Capeias, pois os maridos, filhos, parentes ou amigos cirandam pela arena, sempre ao sabor de algum risco, que pode acontecer nestes espectáculos, como é por demais sabido.
Depois há aquela parte dos petiscos, de que tanto gostamos, onde se esmeram, para que os comensais apreciem e degustem todos os cozinhados, nascidos de muito saber e nas bastas habilidades culinárias, que todos têm oportunidade de saborear e deglutir com tamanha apreciação, repetindo e chorando por mais, quantas e quantas vezes!…
A Aldeia é invadida e animada por todas estas mulheres, que transmitem um colorido diferente, seja durante as alturas em que pouca gente se desloca, seja em Agosto, com a chegada dos vários «filhos da terra», espalhados um pouco por todo o lado não esquecendo os que não residem na Aldeia, demandando a terra, menos vezes no ano, arrivando todos eles, para as férias grandes e Festas, especialmente as de Santo António em Agosto.
Outras festas há, que podem não dar tanta azáfama e trabalho, mas que têm, igualmente, a mesma dedicação meritória, honrando as tradições da nossa Aldeia, naquilo que de melhor têm.
Mas não se pense que é tudo um mar de rosas, pois como em tudo na vida, em todo o lado aparece o reverso da medalha, nada que não seja racional acontecer, em qualquer sítio, por esse mundo fora. Este reverso da medalha, será, certamente, uma minoria sem significado por aí além.
Estas minhas primeiras intervenções no blogue Capeia Arraiana, são umas poucas palavras simpáticas e mais que justas, para todas aquelas, que com alguma boa vontade, desinteressadamente, saliente-se, tanto dão à nossa Aldeia, estando sempre prontas a ajudar nas múltiplas tarefas, ou outras mais valias, que são muito importantes, se calhar com algum prejuízo próprio, nada pedindo em troca, apenas o respeito e consideração, bem merecido, diga-se.
«Ecos da Aldeia» de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

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