You are currently browsing the category archive for the 'Ruivós' category.
Não correu muito bem a primeira tourada com forcão realizada em Ruivós na noite de ontem, 9 de Agosto. O primeiro touro surpreendeu pela agilidade com que investia e tentava contornar o forcão, tendo mesmo logrado atingir alguns dos pegadores.
A rapidez na investida do touro, pequeno mas experimentado, e alguma falta de calo dos lidadores do forcão, levou a que a espera ao primeiro touro da noite não corresse como o desejado.
Depois de aguentarem com êxito as primeiras investidas, os pegadores viram-se a braços com uma movimentação muito intensa e um rodopiar constante, dada a agilidade do animal, aliada à pequenez da praça improvisada.
O primeiro sinal veio da galha esquerda, quando o homem da frente e o que lhe estava atrás entram em desequilíbrio, valendo a força braçal dos restantes pegadores, que mantiveram o forcão em posição. O touro continuou porém a investir e a tentar contornar o aparelho, o que logrou fazer, atacando então os elementos desprotegidos da galha direita. O forcão foi abandonado e todos se precipitaram em socorro dos colegas alvo das investidas do animal. Com valentia os rapazes imobilizaram o touro, dando oportunidade a que os atingidos abandonassem a praça e o forcão fosse retirado.
Os rapazes colhidos receberam pronta assistência numa ambulância dos Bombeiros Voluntários do Soito, tudo se resumindo porém a pequenas escoriações e hematomas que foram desinfectados.
Houve quem aventasse que a capeia de Ruivós ficara por ali, porque a falta de experiência dos moços da terra na arte de lidar com o forcão levaria a que já não houvesse quem lhe pegasse nos touros seguintes. Puro engano, porque com redobrado denodo os jovens ruivosenses voltaram a pegar à galha e ao rabicho, mostrando então, nos touros seguintes, que sabiam enfrentar o perigo.
Foi a primeira tourada com forcão na freguesia, que este ano quis inovar na garraiada de Agosto que todos os anos se vem realizando.
Para além dos naturais da terra muitos curiosos vieram a Ruivós assistir à capeia. Quanto a individualidades registámos a presença de António Robalo, vereador da Câmara Municipal, Vítor Proença, chefe de gabinete do presidente da câmara, José Lucas, presidente da Casa do Concelho do Sabugal, Norberto Manso, presidente da empresa Sabugal+ e vários presidentes de junta de freguesia.
plb
A Associação dos Amigos de Ruivós comemora o seu primeiro aniversário a 14 de Agosto de 2008. No sábado, 9 de Agosto, inaugura um piramidal monumento e realiza a primeira Capeia Arraiana com forcão da história da freguesia.
Ruivós não tem tradição nas capeias. Não tem mas quer ter. Ou como alguém já comentou está na segunda divisão mas tem ambições de ser promovida. A recém-criada Associação dos Amigos de Ruivós comemora o seu primeiro aniversário no dia 14 de Agosto. Levou a efeito ao longo do ano algumas iniciativas como o Magusto ou a excursão com dois autocarros à Capeia Arraiana organizada pela Casa do Concelho do Sabugal no Campo Pequeno. Durante as férias da Páscoa os elementos da Direcção que integra ruivosenses de Lisboa, Ruivós, França, Suíça e Luxemburgo construiu o primeiro forcão da história da freguesia de Ruivós.
A festa está marcada para sábado, dia 9 de Agosto, e tem a particularidade de ser nocturna. Mas tudo começa bem cedo com a celebração de uma missa pelas intenções dos associados seguida da benção de um monumento granítico sob a forma de pirâmide da autoria do presidente da Mesa da Assembleia Geral, Manuel Vaz Leitão.
Antes do almoço-convívio terá lugar a Assembleia Geral anual e a tarde está reservada para a confraternização entre ruivosenses e todos os que se quiserem associar à iniciativa.
À noite, a partir das 21 horas, terá lugar em substituição das garraiadas das edições anteriores a Capeia Nocturna onde fará a sua aparição, pela primeira vez, o tão carismático forcão raiano.
jcl
A recém-criada Associação dos Amigos de Ruivós deitou mãos à obra e construiu, pela primeira vez na história da aldeia, um forcão para a capeia de Agosto. Entretanto estão abertas as inscrições da excursão para assistir à Capeia Arraiana no Campo Pequeno.
A freguesia de Ruivós é uma das mais desertificadas do concelho. Envelhecida durante grande parte do ano cresce e rejuvenesce, como todas as aldeias do concelho, durante o mês de Agosto.
Em Ruivós há muitos apaixonados pela Capeia Arraiana que não perdem uma oportunidade para assistir aos encerros e touradas nas vizinhas freguesias raianas.
Sem grandes tradições nas capeias as primeiras tentativas com mordomias espontâneas começaram há meia dúzia de anos com garraiadas na Praça da Fonte. Mais recentemente foi vedado, com carácter de permanente, um espaço encostado ao salão de festas e rematado pelo muro do campo da bola para que ali fossem lidados os touros em Agosto.
Este ano a Associação dos Amigos de Ruivós, constituída em Agosto de 2007, resolveu chamar a si a organização da capeia de Agosto. Os irmãos Bruno (director da associação) e Marco (associado) assumiram a responsabilidade da mordomia e vão garantir a organização da capeia que em Ruivós tem a particularidade de ser nocturna.
Aproveitando a reunião da Direcção no dia 26 de Abril, os directores presentes orientados pelo empreiteiro de construção civil e presidente da Mesa da Assembleia Geral, Manuel Leitão, deitaram mãos à obra e construíram o primeiro forcão «a sério» da história da freguesia de Ruivós.
Assistiram à reunião os presidentes das associações de Vale das Éguas e de Aldeia da Dona (o da Ruvina estava igualmente convidado) aos quais foi dada a conhecer a composição dos órgãos sociais da associação e foi proposta uma parceria para a organização de uma excursão a Lisboa para assistir à 30.ª Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal no Campo Pequeno.
Para os interessados informamos que estão abertas as inscrições (limitadas a 51 lugares) para a viagem em autocarro da Viúva Monteiro e com bilhete incluído para entrar no Campo Pequeno. A partida está marcada para as 8 horas da manhã com chegada prevista por volta da hora do almoço ao espaço reservado pela Casa do Concelho junto ao Campo Pequeno. O regresso deverá ocorrer por volta das 21 horas.
A directora responsável pelas inscrições é a Marlene Leitão e pode ser contactada pelo telemóvel: 965 701 146.
jcl
Os filhos de Ruivós festejam o seu santo padroeiro a 25 de Janeiro. Quando a vida não permite ouvir os foguetes da alvorada o dia fica cinzento, triste e nostálgico. Estejam onde estiverem os ruivosenses sentem na alma o esvoaçar dos guiões ao longo do caminho que leva à capela de São Paulo e no coração o compasso da banda que vai marcando os minutos do dia.

O dia 25 de Janeiro é um dia especial para todos os que são de Ruivós.
Apesar de o dia da festa calhar durante a semana, apesar de ser em Janeiro, apesar de…, apesar de…, todos fazem por estar presentes, venham de Lisboa, da França ou da Suíça.
Nos tempos da minha meninice acordava cedo, sem ser preciso chamarem-me, e lá ia eu a correr até ao alto da estrada assistir à alvorada. E que alvorada! Nunca menos de uma hora! Os de Ruivós sempre fizeram da sua alvorada um desafio aos das outras terras. E as primeiras conversas do dia andavam, invariavelmente, à volta «das dúzias». «O mordomo disse-me que este ano tinham mais dúzias» esclarecia um. «Mas estes falham mais», assegurava outro. Dúzias? Sim! O orgulho dos mordomos da Festa de São Paulo esteve durante muitas décadas nas centenas de dúzias de foguetes que encomendavam. E porquê? Porque o brilho da sua mordomia e das celebrações «media-se» pelo desenho das canas que subiam direitas ao céu e pelo ribombar dos «cartuchos».
E os mordomos? Quem são? Os mordomos da festa de Ruivós são três casais. Um por Ruivós, um por Lisboa e um pela França. Recolhem as esmolas, normalmente em Dezembro, visitando os ruivosenses nos seus «círculos eleitorais» e lançam a jogada para convidar o mordomo do ano seguinte.
Tenho muitas recordações das festas de São Paulo onde os meus pais, ano após ano, nunca faltaram. Por vezes os meus professores do Liceu Gil Vicente faziam pontaria ao dia 25 de Janeiro para marcar um teste mas… os meus argumentos eram quase sempre mais fortes.
As procissões fazem-se sempre. Por vezes à chuva e sempre com muito, muito frio. Antigamente (parece que agora também é proibido) haviam, à saída e entrada das capelas, as arrematações dos andores com as imagens dos santos. Sempre me emocionou aquela cantilena da «perna direita da frente, uma… perna direita da frente, duas… perna direita da frente… três!» ou da «perna esquerda da rectaguarda». Fazia parte da festa. Era a festa. Mas o bailarico à noite também é a festa. No bar as minis não precisam de frigorífico. Era (é) só deixar o bidon do lado de fora do salão… E durante toda a noite é preciso bailar para aquecer que a geada cedo faz a sua aparição. Apenas os foguetes de lágrimas, por volta da meia-noite, conseguem parar as modas.
E o frio? E o gelo? E o antigo caminho cheio de lama que levava ao cemitério e à capela do orago São Paulo que «tem interesse histórico e artístico com um edifício do estilo românico, com traços de mesquita, com diversos modilhões ou cachorradas, tipicamente românicos, ponto de passagem nos tempos remotos de um corredor de sentido norte/sul, com passagem pelo vale de Ruivós e com alinhamento viário em direcção à ponte de Sequeiros, um dos pontos mais importantes de passagem do Côa» como refere o arqueólogo Marcos Osório no seu livro «Ruivós, a antiguidade de uma freguesia».
Viva São Paulo! Viva Ruivós! Viva o Sabugal!
Apenas um lamento. Uma consulta rápida à página oficial da Câmara Municipal do Sabugal na Internet, ao dia 25 de Janeiro, diz: «Não há eventos neste dia!» A Festa de São Paulo em Ruivós «uma das mais antigas povoações do concelho do Sabugal» (Joaquim Manuel Correia, in Memórias sobre o concelho do Sabugal) merece estar presente.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
Constituída no mês de Agosto a Associação dos Amigos de Ruivós levou a cabo a sua primeira iniciativa. O magusto de São Martinho foi marcada para a noite de sábado, 10 de Novembro, junto ao salão de festas da aldeia.
Os preparativos começaram de manhã com as tarefas da compra do carne e do pão e a acarranja da lenha e da caruma a serem divididas entre os vários directores presentes.
As castanhas de boa qualidade foram adquiridas antecipadamente e, claro, não podiam faltar o vinho e a geropiga produzidos de forma caseira por ruivosenses.
Após a saída da reza do terço e com a noite a chegar muito depressa os associados foram-se aproximando da fogueira que já estava bem atiçada.
A surpresa da iniciativa consistiu nas canecas de alumínios, com o logotipo da associação, fornecidas a todos os participantes. Um baraço atado à asa servia para as colocar à volta do pescoço. Uma ideia original, amiga do Ambiente, que evitou o consumo de copos de plástico mas aumentou outros consumos.
As castanhas foram assadas no meio da caruma com o auxílio de uma vara comprida – Como se fazia antigamente! – explicou o José Caramelo. Rebuscá-las permitiu depois algumas brincadeiras entre os presentes que ficaram com as mãos farruscas e resolveram fazer, uns aos outros, pinturas de guerra. E ninguém escapou. Nem miúdos nem graúdos.
Com todos reunidos à volta da fogueira um dos presentes mostrou os dotes de cantor e fadista proporcionando momentos de muita amizade e camaradagem.
O primeiro magusto da Associação dos Amigos de Ruivós terminou com uma volta pelas adegas da aldeia já a noite ia longa e uma forte geada tinha feito a sua aparição.
jcl
Em Agosto deste ano foi fundada a Associação dos Amigos de Ruivós, a qual pretende unir o povo da aldeia e os muitos naturais espalhados pelo mundo na luta pelo progresso.
Foi no dia 14 de Agosto que a nova associação se constituiu, elegendo-se nesse mesmo dia os corpos sociais da mesma, sendo presidente da direcção José Carlos Lages, administrador deste blogue.
Os principais objectivos da colectividade são o fomento do espírito associativo, bem como a promoção de manifestações recreativas, culturais e desportivas que promovam o convívio e a amizade entre os ruivosenses. Também pretende lutar pela preservação do património cultural e social herdado dos antepassados, de forma a transmiti-lo às gerações futuras ampliado e enriquecido. Para tal espera o envolvimento dos naturais, descendentes e amigos da freguesia quer os que a habitam em permanência quer aqueles que, por força da vida, residem outras localidades de Portugal e no estrangeiro.
A associação tem já um sítio na Internet, cujo endereço é:
www.associacaoamigosruivos.com
plb
Manuel Leitão é um quase anónimo artesão do concelho do Sabugal. Natural de Ruivós e emigrante em França dedica os seus tempos livres a esculpir estátuas em madeira. Aceitou um desafio, abriu uma excepção, e esculpiu em granito uma estátua em tamanho natural de São Paulo que ofereceu ao povo de Ruivós. A 14 de Agosto de 2007 foi homenageado na sua terra natal.
Manuel Leitão é natural de Ruivós. A sua mulher Edite nasceu em Águas Belas mas quis o destino que se conhecessem, emigrantes, em terras de França. Por lá ficaram, por lá nasceram duas filhas. E para que a harmonia se mantivesse a casa de férias foi reconstruída no Sabugal, na Praça da República, com vista para a torre do relógio e para a Câmara Municipal a meio-caminho entre as duas aldeias.
Desde sempre dado a esculpir estátuas em madeira tem marcado presença em algumas feiras de artesanato realizadas no concelho do Sabugal. Obras únicas influenciadas por uma vivência repartida entre França e as suas origens.
Quis um acaso do destino que o homónimo empreiteiro de Ruivós, Manuel Leitão, numa demolição recuperasse da frontaria de uma casa grande bloco de granito. Logo ali achou que o melhor destino seria ofertá-lo ao outro Manel e esperar para ver…
Com a ajuda de um tractor a pedra foi colocada no antigo cabanal da família. E assim começou a tarefa de esculpir a estátua do apóstolo São Paulo à qual dedicou as férias de quatro anos consecutivos.
A estátua foi inaugurada em Agosto de 2006 e benzida pelo saudoso padre António Sanches recentemente falecido.
Um ano depois o povo de Ruivós reuniu-se num grande convívio para dizer «Bem-hajas Manel».
«A maior dificuldade foi ter o bloco de granito deitado. Bom… Na verdade tive mais dificuldades. Não tinha luz no cabanal e sabia que era uma pedra única. Se falhasse deitava tudo a perder. Vim muitos dias trabalhar para Ruivós e a Edite ficava no Sabugal. Felizmente ela compreendia», diz-nos na sua maneira de ser introvertida.
– E a festa foi bonita?
– Foi uma grande surpresa. Nem a minha mulher, nem as minhas irmãs, nem as minhas filhas abriram o jogo. Percebi uns dias antes que estavam a preparar qualquer coisa. Mas tudo isto tomou uma dimensão que não estava à espera. Quando me disseram para ocupar o lugar principal da mesa nem queria acreditar.
O agradecimento preparado em segredo durante quase um ano tinha programado uma missa solene, uma procissão até à capela de São Paulo no cemitério de Ruivós e um jantar-convívio aberto a todos.
«Agradeço a todos. Em primeiro lugar ao senhor Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, aos senhores padres Américo e Carlos, ao diácono Lucas e ao senhor vereador António Robalo que tiveram a gentileza de estar presentes num mês em que têm uma agenda muito apertada e um abraço muito especial aos organizadores, os meus amigos Inácio Leitão, Isidoro Gonçalves e Manuel Leitão».
Mesmo quando os povos anda arredios, mesmo quando todos ralham, mesmo quando todos acham que têm razão, há momentos, há agradecimentos a que todos estão obrigados. A história destes momentos e os momentos desta História também se escrevem com grandes gestos de assinatura anónima.
E que diferença quando numa mesa com mais de 150 pessoas conhecemos o nome de todas. Na cidade seria quase impossível.
Vivam as nossas terras raianas! Vivam as nossas gentes raianas!
jcl
Temos para nós que seria muito valioso (e muito curioso) estabelecer as origens etimológicas de muitas das nossas povoações da Raia.
Há topónimos evidentes (Sabugal, Fóios ou Fôjos, Moita…) mas há diversos outros, verdadeiros e enigmáticos arcaísmos, decerto com origem nos dialectos cudanos-leoneses (Bismula, Malcata, Quadrazais, etc.).
Hoje, porém, e em homenagem ao «pivot» da Capeia Arraiana,
dr. José Carlos Lages, olhamos para Ruivós e Ruvina.
Ruivós é terra antiquíssima. Do latim rubeóla que é um diminutivo de rúbea, derivara o castelhano rúbio e o português ruivo, pelo que as terras da localidade pertenceriam a uma família de ruivos, no português acentuado na última sílaba, ao modo de outras palavras agudas terminadas em a, e, o. No Oeste ribatejano há exemplos análogos, como em Arranhó.
Quem seriam os ruivos? Em modesto parecer, julgamos fossem cristãos nórdicos, francos ou bretões, que se estabeleceram na região durante a Reconquista. Louros avermelhados ou sardentos, eles eram pelos mouros apelidados de rúbios, ruivos, ou ainda noutra expressão, franjos (ler: frangos) ou francos.
Loures tem equivalente origem - À-dos-Louros - sintetizado em Loures, porque não se verificou o fenómeno de acentuação que deveria ser Lourós. No Oeste ribatejano também há os sítios A-dos-Ruivos, A-dos-Francos e, em paradoxo, A-dos-Cães. Neste topónimo conjecture-se a origem cristã, uma vez que para estes, cães eram os agarenos, pelo que o sítio seria ocupado por saloios, ou mouros puros, ou mouros conversos, mogárabes.
O artigo inicial A com o determinativo dos significava a terra de… por exemplo, «Vou a casa dos Louros» e, resumindo e poupando «vou à dos Louros» ou «vou à dos Ruivos».
Por analogia, depreendemos que Ruvina tem idêntica origem. Ruvina, isto é, diminutivo de rúbeo + sufixo diminutivo feminino ina: a jovem ruiva, Ruivinha, Ruvina, ou, conforme a documento de 1258, Rubim, ou Ruvim, nome de um ribeiro na região de Idanha-a-Nova. Enfim, pelo topónimo não se duvida que face aos mouros, Ruivós e Ruvina eram povoados cristãos, e por aqueles nomes identificados pelos mouros.
«Carta Dominical» de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com
Chama-se Bruno Reis, tem 22 anos, é natural da freguesia de Ruivós, concelho do Sabugal e está de partida para o Kosovo integrado na 2.ª Companhia de Infantaria Mecanizada no cumprimento de uma comissão de serviço de seis meses nas fileiras da KFor.
A partida para o Kosovo do militar sabugalense do 2.º Batalhão de Infantaria Mecanizada (2BIM) está marcada para dia 26 de Março. Um grupo de 40 militares do 2BIM partiu a 12 de Março do aeroporto militar de Figo Maduro para preparar a chegada do resto do grupo dividido em dois voos a 21 e 26. O batalhão é constituído por 290 militares (25 do sexo feminino) e vai render o 1.º Batalhão de Infantaria Pára-quedista que termina a missão de seis meses. Os militares portugueses ficarão instalados na base de Slim Line, nos arredores da cidade de Pristina integrando a Reserva Táctica do Comando da Kfor, uma espécie de corpo de intervenção rápida para actuar em caso de conflito em qualquer ponto desta província do Sul da Sérvia.
A missão, considerada de alto risco, vai decorrer num momento de tensão entre a Sérvia e a Albânia que contestam as fronteiras definitivas propostas pelas Nações Unidas. Os albaneses são cerca de 90 por cento dos 2,1 milhões de habitantes que constituem a população do Kosovo.
O batalhão português teve, em Santa Margarida, um programa de treino operacional rigoroso e duro ao longo dos últimos seis meses que incluiu acções de reconhecimento, operações com forças helitransportadas, controlo de tumultos e defesa contra armas nucleares, químicas e biológicas.
Os militares portugueses estão presentes no Kosovo desde Julho de 1999 integrando o comando táctico da força multinacional de paz da Kfor.
Uma boa missão e um bom regresso para este jovem que vai representar o País e o Sabugal.
jcl
O programa das festas em honra de São Paulo, na freguesia de Ruivós, tem o seu ponto alto no dia 25 de Janeiro.
As festividades iniciam-se de véspera com a procissão das velas na capela de São Paulo.
O dia 25 tem a alvorada com foguetes marcada para as 9 horas saudando a chegada dos forasteiros e da Banda Filarmónica de Naguselo do Douro. Ao meio-dia o pároco António Joaquim Sanches celebra missa em honra de São Paulo seguida de procissão. Pelas 21 horas inicia-se o baile no salão de festas com o grupo musical «Século XX».
No dia 26, novamente alvorada às 9 horas e duas horas mais tarde a tradicional missa do emigrante na capela de São Paulo. A tarde é dedicada ao desporto com passatempos e jogos variados. A partir das 21 horas o organista Filipe Nunes convida todos para o bailarico.
No dia 27 a alvorada é à hora do costume (nove) e pelas 11 disputa-se um aguerrido jogo de futebol entre solteiros e casados. Às 16 horas exibe-se o «Grupo de Cantares da Nossa Terra» e quem gostar de dançar pode fazê-lo ao som do organista Ângelo Braz no salão de festas.
Para 2008 foram nomeados para mordomos da festa de São Paulo:
Inácio Leitão (França), Mário Martins (Ruivós) e Manuel Afonso (Lisboa).
jcl
O dia: 25 de Janeiro (faça sol ou faça chuva porque frio faz sempre).
A freguesia: Ruivós (que dista cerca de 14 quilómetros do Sabugal).
O santo padroeiro: apóstolo São Paulo (fariseu convertido ao cristianismo na estrada de Damasco).

A data religiosa mais importante dos ruivosenses, estejam eles onde estiverem, é o dia 25 de Janeiro que o calendário cristão dedica à conversão de Saulo de Tarso, hebreu de religião judia educado no farisaismo que viveu no século I depois de Cristo.
Os emigrantes voltam por breves horas, as ruas e as casas ficam mais bonitas, as mesas ficam mais doces e fartas e no ar ouvem-se os sons da banda e dos foguetes. Os andores dos santos são arranjados e os estandartes voltam a elevar-se ao vento gelado. Sente-se por todo o lado o regresso da paz, da harmonia e da concórdia.
Ruivós é uma aldeia rica em património cultural e arqueológico com especial destaque para o imponente campanário que em conjunto com a Igreja Matriz dedicada a São João é o ex-libris da aldeia. Na sua recente visita pastoral à freguesia, D. Manuel Felício, bispo da Guarda, considerou o retábulo do altar-mor em talha dourada um dos mais importantes valores artísticos e religiosos do concelho do Sabugal.
Em torno da capela de São Paulo têm sido identificados diversos vestígios arqueológicos e cerâmicos que testemunham um antigo e importante povoado romano no local.
Os mordomos da comissão de festas são Maximino Leitão e Maria Afonso Rei (Ruivós), António Grandão e Ana Maria Carvalho (França) e José Augusto Marques e Elvira Feliciano (Lisboa).
As festividades iniciam-se de véspera, a 24, pelas 18 horas, com a procissão das velas na capela de São Paulo.
jcl
Uma brincadeira de muito mau gosto alterou a passagem de ano em Ruivós. Por volta da uma da madrugada os bombeiros do Soito receberam um telefonema anónimo a avisar que Lourenço Caramelo, presidente da Junta de Freguesia, tinha sido vítima de um disparo.
As primeiras horas do dia 1 de Janeiro de 2007 provocaram um reboliço nunca visto na freguesia de Ruivós. Passava uma hora da meia-noite quando os Bombeiros Voluntários do Soito foram alertados por uma chamada anónima a dar conta «que Lourenço Caramelo, presidente da Junta de Freguesia, ou um seu vizinho tinha sido vítima de um tiro disparado há poucos minutos e que muito provavelmente estava morto».
A chegada da ambulância provocou um grande alarido e como havia, ainda, muita gente a pé a população reuniu-se rapidamente no largo principal. Os mais jovens estavam na aldeia vizinha de Vale das Éguas nas festas da passagem de ano mas, informados, telefonicamente, também compareceram juntando-se ao resto do povo para tentarem perceber o que se tinha passado.
Para agravar a situação não estava ninguém na residência de Lourenço Caramelo e o telemóvel estava desligado. Soube-se, mais tarde, que este estava tranquilamente a cear em casa de familiares na Bismula.
Uma brincadeira de muito mau gosto lançou o pânico e a ansiedade em Ruivós e marcou negativamente a entrada em 2007. Além de obrigar à intervenção desnecessária de bombeiros e GNR demonstrou a falta de civismo e de respeito pelo próximo. Condenável.
jcl

Clique para visitar a Habisabugal
Clique para ampliar
Clique para ver a página web
Clique para ver artigos relacionados
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar



Clicar na imagem
Comentários recentes