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Malcata – A freguesia aparece sempre associada à sua Reserva Natural. Mas Malcata tem vida para além do orçamento, perdão… para além do lince. Do lince convertido em deus que muito poucos viram mas que todos adoram mesmo que fale espanhol ou tenha sotaque algarvio.

O Capeia Arraiana tem vindo a percorrer o concelho do Sabugal sob a forma de reportagem analisando e dando a conhecer os investimentos e as intervenções que foram feitos desde 2001 nas freguesias sabugalenses. Malcata é o sétimo capítulo do roteiro intitulado «Equipamentos Sociais nas Freguesias do Sabugal».
O viajante que sair do Sabugal em direcção a Santo Estêvão pela estrada nacional 233 encontra um cruzamento à esquerda com a indicação «Malcata» e «Reserva Natural da Serra da Malcata». É a porta de entrada para uma paisagem que se transforma com efeitos únicos. Até o piso da estrada faz a diferença porque, agora, para chegar à freguesia deslizamos por um excelente tapete de alcatrão.
A barragem do Sabugal veio acrescentar beleza à beleza natural daquela região protegida. É agradável aos sentidos avistar ao longe para lá do pontão e do espelho de água o casario típico de uma aldeia raiana. Aconselhamos vivamente um passeio pela qualidade natural dos cerca de 22 quilómetros quadrados da freguesia.
Na área do Apoio Social foi recuperada a antiga escola primária bem lá no alto da freguesia. Remodelada e equipada com cozinha e salão de festas é agora utilizada pela associação cultural e desportiva local para festejos e convívios. Por debaixo do telheiro uma relíquia de um passado recente: um carro de vacas equipado com as sebes que protegiam o carrego.
No centro da freguesia as instalações da nova escola primária são vizinhas da sede da Junta de Freguesia. Com instalações bem cuidadas, moderno equipamento informático e mobiliário de qualidade tem disponível uma sala para as consultas que periodicamente os médicos ali dão às populações.
A recuperação e melhoramento destes equipamentos sociais, onde se inclui um forno comunitário com uma localização privilegiada no largo central, foram executados pela Junta de Freguesia da Malcata por delegação de competências, atribuição de verbas e comparticipação dos valores em falta pela Câmara Municipal do Sabugal.
Gostámos muito de ver o trabalho de recuperação do chafariz e respectivos pios de apoio junto ao campanário por parte da Junta local.
Inicie no largo central da Malcata uma visita pela paisagem única da Reserva Natural e refresque-se nas águas raianas da barragem do Sabugal que regista neste mês de Junho de 2008 a cota 790, sinónimo de limite máximo em pleno armazenamento das águas da albufeira.
Com ou sem lince… o futuro passa, obrigatoriamente, pelo aproveitamento para lazer e desportos náuticos das águas da barragem apoiados por um parque de campismo.
Malcata preenche todos os requisitos para integrar, em conjunto com Sortelha, Termas do Cró, Vilar Maior e Nascente do Côa, um circuito pentagonal de cinco pontos de turismo de muita qualidade no concelho do Sabugal.
jcl
A linha aérea de 60 Kv de ligação ao parque eólico do Sabugal da responsabilidade da empresa Tecneira está a provocar «alta tensão» em alguns proprietários de terrenos na Serra da Malcata. Em causa estão eventuais ilegalidades no contrato de implantação da torre n.º 28.
Junto a Quadrazais, na zona da Machoca, destacam-se na paisagem algumas das sapatas que irão suportar as torres da linha de média (alta!?) tensão de transporte da energia eléctrica produzida pelas torres eólicas em construção nos limites do Soito e dos Fóios.
Este tipo de linhas necessita de uma marcação praticamente em linha recta o que provoca e obriga a cuidados redobrados na sua execução.
O empresário apícola António Moura, gestor da TerraMel com colheitas de mel e pólen em 500 colmeias em regime de transumância, acompanhou-nos na visita que fizemos à zona onde está prevista a passagem da linha da Tecneira. Num alinhamento rectilíneo a olho nu na estrada de Quadrazais salta à vista a proximidade ao perímetro urbano da aldeia.
«Estamos em terrenos da Rede Natura 2000 e da Reserva Natural da Serra da Malcata mas esta linha tem um parecer positivo de impacto ambiental do ICN. A Câmara Municipal do Sabugal tem repetidamente publicado em pareceres que as linhas aéreas de energia eléctrica devem ser afastadas o mais possível dos perímetros urbanos. O presidente da Junta de Freguesia de Quadrazais pretende igualmente que seja evitado o perímetro urbano mas a tentativa de construção da linha continua», vai esclarecendo António Moura enquanto avançamos no todo-o-terreno pelo caminho rural que leva à propriedade da sua mãe.
A herança do avô materno foi partilhada por três irmãos. A sua mãe e dois tios passaram a ser proprietários de uma razoável área de carvalhos negrais e um imenso lameiro pintado de verde e regado por cristalina água corrente. À beleza da paisagem alia-se um calmo silêncio decorado com os sons das aves e do vento que passa.
Mas a passagem da linha de transporte de energia da Tecneira está a provocar «alta tensão» na família de António Moura…
«O terreno está registado nas Finanças, indivisível e em nome de duas pessoas mas o meu tio sem conhecimento da minha mãe fez um contrato com a Tecneira, recebeu uma verba e ausentou-se do País, possivelmente para França. O problema é que a minha mãe não assinou nada e agora anda por aqui o senhor Paulo a fazer marcações no nosso terreno para implantação da torre n.º 28. Contactei a Tecneira e garantiram-me que têm um contrato assinado para utilização do terreno. Agora quero que me mostrem onde está a assinatura da minha mãe», concluiu António Moura garantindo que não vai desistir facilmente.
A linha de transporte de energia eléctrica segue dentro de momentos…
jcl
O deputado Luís Carloto Marques solicitou esclarecimentos ao Governo sobre o porquê da localização do centro para reprodução do lince ibérico fora da Serra da Malcata. A resposta do Ministério do Ambiente já chegou…
Apesar de todo o investimento efectuado na Serra da Malcata para proteger o habitat do lince ibérico o centro para reprodução do lince ibérico foi localizado noutra região.
O deputado independente Luís Carloto Marques (Movimento Partido da Terra), eleito por Setúbal, informou o Capeia Arraiana da recepção da resposta do Ministério do Ambiente ao seu pedido de esclarecimentos sobre o assunto e por nós noticiado em 6 de Janeiro último.
O documento contém explicações importantes sobre a decisão política de levar o centro de reprodução do lince ibérico para o Algarve e ficámos a saber que «foi por uma questão de oportunidade e de máximo aproveitamento de recursos disponíveis» porque apenas será instalado um destes centros em Portugal estando em causa pressupostos (que a Malcata parece não ter) como acessibilidades, tranquilidade e garantia de financiamento a longo prazo.
Traduzido por miúdos o ministro do Ambiente esclarece que apareceu uma empresa que faz a barragem e o centro e o Estado não gasta um cêntimo contrariando as suas declarações no dia do lançamento em que falou de avultados investimentos por parte das finanças públicas.
Mas, curiosamente, o Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal define estratégias de acção visando recuperar os núcleos históricos da espécie e identifica as acções e as áreas prioritárias para intervenção, onde está incluída a Reserva Natural da Serra da Malcata.
«A Serra da Malcata está conectada com as áreas de Granadilla e Cedilol (CA de Extremadura), o que lhe garante uma considerável prioridade, em termos de reintrodução, implicando deste modo que se continuem a executar as políticas de conservação até aqui aplicadas e cujos resultados são evidentes» esclarece o documento ministerial acrescentando que «o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro do Lince Ibérico terá como função produzir animais viáveis para reintrodução, que poderão ser utilizados em quaisquer áreas seleccionadas para o efeito, nomeadamente na Serra da Malcata».
Veja aqui a resposta do Ministério do Ambiente ao Requerimento do deputado Luís Carloto Marques.
jcl
As Câmaras Municipais do Sabugal e de Penamacor, a empresa municipal Sabugal+ e a Junta de Freguesia de Penamacor em cooperação com a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem e a Reserva Natural da Serra da Malcata promovem três concursos (fotografia, prosa e poesia) abertos a todos.
Com o objectivo de divulgar e promover a Serra da Malcata, a sua riqueza natural, os seus valores culturais e incentivar a visita turística à região foram criados três concursos (fotografia, prosa e poesia) abertos à participação de todos.
Os desafios aos poetas e aos artistas anónimos contam com o apoio das Câmaras Municipais e de Penamacor, a empresa municipal Sabugal+ e a Junta de Freguesia de Penamacor em cooperação com a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem (SPVS) e a Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM).
O concurso de poesia/prosa «Serra da Malcata em palavras», organizado pela unidade de educação ambiental da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem em colaboração com a Reserva Natural da Serra da Malcata tem como objectivo promover as capacidades de expressão escrita e estimular a sua ligação à natureza promovendo, através das palavras, a beleza e a riqueza naturais da Serra da Malcata classificada como Rede Natura 2000.
O concurso de fotografia «Serra da Malcata – Instantes» pretende descobrir novos talentos entre os participantes e promover a divulgação através da imagem das belezas naturais das áreas classificadas da Serra da Malcata.
A Câmara Municipal do Sabugal aproveita também, para nos deixar uma mensagem: «Deixe-se seduzir pela beleza natural das áreas protegidas da Serra da Malcata, percorra os trilhos e inspire-se nas paisagens, nos rios, na topografia, descubra os mistérios, as espécies, sinta a natureza e transforme a beleza destas paisagens naturais em palavras ou capte com o seus olhar todas essa sensibilidade, despertando o artista e o poeta que há em si.»
As inscrições estão abertas até 15 de Fevereiro e o Capeia Arraiana disponibiliza para cópia os ficheiros da inscrição.
Concursos de Poesia e de Prosa «Serra da Malcata em Palavras»
Faça aqui o download
Concursos de Fotografia «Serra da Malcata – Instantes»
Faça aqui o download
jcl
Aproveitando o desabafo de António Moura no «Correio dos Leitores» recordo o requerimento do deputado Luís Carloto Marques a solicitar esclarecimentos ao Governo sobre o desaproveitamento do investimento efectuado na Reserva Natural da Serra da Malcata para proteger o habitat do Lince Ibérico.
Sobre as decisões politiqueiras do ministro do Ambiente que pretende investir 10 milhões de euros no centro para reprodução do lince ibérico na Herdade da Santinha, em Silves, como contrapartida à construção da vizinha Barragem de Odelouca quase me apetece gritar «Óh da Guarda que estamos todos odeloucos».
O deputado Luis Carloto Marques, eleito pelo círculo eleitoral de Setúbal, entregou na Assembleia da República o Requerimento n.º 169-AC/X/3, dirigido ao Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional a pedir esclarecimentos sobre a decisão de levar para o Algarve o centro de reprodução do Lince Ibérico em cativeiro.
O documento com data de 6 de Dezembro de 2007, do qual disponibilizamos uma ligação directa e do qual não sabemos se já obteve resposta, solicita que lhe seja prestada integral informação sobre três questões concretas:
«1– Considerando todo o investimento já implementado pela Reserva Natural da Serra da Malcata, pelas autarquias, nomeadamente as Câmaras Municipais do Sabugal e de Penamacor, quais foram os imperativos técnicos que impediram que o Centro de Reprodução em Cativeiro do Lince Ibérico fosse instalado nesta área classificada?
2 – Se tenciona o Governo, com base nos indivíduos a ceder pelo centro de reprodução de El Acebuche, instalar na Reserva Natural da Serra da Malcata um centro de reprodução?
3 – Qual o calendário e o seu financiamento para a sua implementação?»
Veja aqui o Requerimento do deputado Luís Carloto Marques.
Ficamos todos a aguardar as respostas e as explicações deste ou do próximo ministro do Ambiente. Enquanto isso iremos continuar a falar do nosso Lince Ibérico da Malcata porque hoje já é o amanhã que tanto nos preocupou ontem ou como diz aquele provérbio persa «Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar e falar quando é preciso calar-se.» Viva o Lince Ibérico da Malcata!
jcl
As obras na estrada de ligação a Malcata, no concelho do Sabugal, não oferecem segurança a quem circula naquela via, a única que dá acesso à aldeia.
Desde há meses que decorrem obras de melhoria de traçado, alargamento e repavimentação na estrada municipal de ligação à aldeia de Malcata, sendo porém muitos os perigos que espreitam, não se verificando um mínimo de cuidado na sua sinalização por parte da empresa construtora.
Segundo informa o blogue «Malcata.Net», as obras estão para durar. Depois de algum tempo paradas arrancaram de novo mas tudo está mal sinalizado, pelo que quem circula terá de o fazer com redobradas cautelas. «As obras estão muito mal assinaladas e um condutor distraído a olhar para as torres eólicas pode sair da estrada facilmente», afirma o bloguista Josnumar.
Revela ainda que o empreiteiro, na pouca sinalização existente, utilizou ramos de árvores, em vez de o fazer com recurso a barreiras ou fitas plásticas vermelhas e brancas. No meio da via surgem pedras e montes de areia que é preciso contornar, e até postes de electricidade que ainda não foram removidos.
O malcatense, atento ao que ocorre na sua terra, denuncia os perigos e deixa um alerta: «Vou estar atento e não ficarei calado se algo de anormal acontecer a quem necessariamente ali tem que passar sempre que vá ou venha de Malcata».
plb
Armando Carvalho, é o responsável do departamento de áreas classificadas do Centro e Alto Alentejo, no âmbito do qual se integra agora a Reserva Natural da Serra da Malcata.
O ex-coordenador da Acção Integrada de Base Territorial do Pinhal Interior do Programa Operacional da Região Centro, Armando Carvalho, passou a gerir as áreas classificadas da região, que incluem o Parque Natural da Serra da Estrela, Reserva Natural da Serra da Malcata, Parque Natural do Tejo Internacional, bem como a Paisagem Protegida da Serra do Açor e o Parque Natural da Serra de São Mamede.
A notícia vem na edição de hoje, 8 de Junho, do jornal Diário XXI, que adianta ainda que o até agora director da Reserva da Malcata, Pedro Sarmento, se encontra de férias, não tendo sido possível recolher o seu testemunho acerca da nova nomeação.
O governo legislou alterando o modelo de gestão de áreas protegidas, que passaram a estar integradas regionalmente, pondo fim às comissões executivas dos parques e reservas nacionais. A nova lei extinguiu o Instituto de Conservação da Natureza (ICN), criando em seu lugar o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB). Nesse âmbito criaram-se os departamentos do Norte, do Sul, do Litoral de Lisboa e Oeste, do Centro e Alto Alentejo e ainda o departamento das Zonas Húmidas.
Desconhece-se onde ficará sedeado o novo departamento regional do Centro e Alto Alentejo, pois isso ainda não foi decidido pelo Governo, que no entanto designou o seu responsável.
A alteração legislativa levou a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) a solicitar a inconstitucionalidade da lei, que arreda as autarquias da gestão das áreas protegidas. Na sua argumentação a ANMP defende que a Constituição dá aos municípios a responsabilidade pela gestão desses territórios através dos Planos Directores Municipais (PDM), pelo que o afastamento das câmaras municipais da gestão desse território fere as normas constitucionais.
plb
Os governos de Portugal e Espanha chegaram a acordo para a assinatura de um projecto comum de defesa do lince ibérico.
A ministra do Ambiente espanhola Cristina Narbona anunciou, segunda-feira, 14 de Maio, em conferência de Imprensa, que os governos de Portugal e Espanha chegaram a acordo para a assinatura de um pacto de defesa do lince ibérico.
De acordo com a governante espanhola será criado em Portugal um centro para a criação de linces em cativeiro.
Com este protocolo os espanhóis alargam ao território luso as medidas colocadas em prática pelos governos da Andaluzia, Castela La Mancha e Estremadura no sentido de preservar e recuperar este felino com dimensões um pouco maiores do que o gato doméstico.
O lince ibérico da serra da Malcata, no Sabugal, é uma das espécies da Península Ibérica considerada em vias de extinção.
jcl
Em São Martinho do Porto fomos encontrar mais um sabugalense. José Cardoso, natural de Malcata, estabeleceu-se nesta vila do concelho de Alcobaça há 17 anos.
A vida tem destas coisas. O 4.º Encontro de Beirões teve lugar em São Martinho do Porto, a poucos quilómetros de Alcobaça, no restaurante A Pirâmide, de que é proprietário José Cardoso, natural da freguesia de Malcata no concelho do Sabugal.
Ainda menino com a quarta classe acabada de fazer, José Cardoso, rumou a França. O calendário indicava o ano de 1967. Por terras gaulesas, divide-se entre o trabalho e o futebol ao fim-de-semana com outros portugueses. «Cheguei a jogar na Holanda e, claro, no final dos jogos havia sempre petiscos da nossa terra» fez questão de recordar com um brilho nos olhos. Entretanto conheceu a também emigrante Maria Clara Faustino que trabalhava num supermercado e com quem casou. O filho do casal começou desde cedo a brincar com as peças do lego que a mãe ia aos poucos comprando e construiu uma enorme maqueta de uma casa que o avô trouxe para Portugal na bagageira do carro.
Em 1990 dá-se o regresso definitivo após 23 anos em terras de França. Em São Martinho do Porto, terra natal da mulher, compram um terreno à entrada da localidade e constroem um restaurante à imagem da casa de lego do filho ao qual dão o nome de A Pirâmide.
«Estamos abertos 365 dias por ano. Nunca fechamos. Quando temos que nos ausentar fica por cá a minha nora» diz-nos José Cardoso rematando logo de seguida «e a Lisboa só vou para ver o Benfica ou para ir esperar ou levar alguém ao aeroporto».
«Este é o quarto ano que realizamos este convívio. Um dia, aqui no restaurante, eu, o Mário Pinto (de Açores, Celorico da Beira), o Felisberto Matos (de Pinhel) e o Amadeu Leal (da Bismula) tivemos a ideia de tentar reunir os beirões desta zona. Este ano ultrapassámos os 70 participantes e a próxima edição já está marcada para o terceiro sábado de Março» afirma com orgulho. «Se vou a Malcata? Tenho pouco tempo disponível e a casa da minha mãe ficou para uma irmã mas já estou a restaurar uma habitação que comprei recentemente. Sabe… os meus amigos estão por lá!» confessa com nostalgia o sabugalense de São Martinho do Porto.
As especialidades do A Pirâmide são: peixe, peixe e… mais peixe. Grelhado na brasa e sempre muito fresco nesta terra virada ao mar a que uma baía natural dá uma beleza naturalmente muito especial. «E cabeça de cherne grelhada. Já comeu?» questiona-nos a simpática Maria Clara em tom de desafio. Não! Mas ficámos com pena…
jcl
O Município de Penamacor aprovou em reunião do executivo camarário por unanimidade uma moção reivindicando a criação de uma associação integrada para a zona da Serra da Malcata, que será enviada ao Ministro da Agricultura.
Segundo noticia o jornal Reconquista, de Castelo Branco, na edição de 8 de Março, a Câmara Municipal de Penamacor fez uma recomendação ao Ministério da Agricultura para a criação da «Acção Territorial Integrada do sítio Malcata». A iniciativa é uma reacção às enormes restrições impostas nos territórios que integram a rede nacional de áreas protegidas, onde se inclui a Reserva Natural da Serra da Malcata e o sítio Malcata da Rede Natura 2000.
Para o Município as apertadas regras em vigor põem muitas vezes em causa a viabilidade e as perspectivas de desenvolvimento de algumas actividades. A própria fixação da população nas aldeias incluídas na Reserva está posta em causa com as incompreensíveis restrições a que está sujeita a actividade económica.
A moção defende que «não poderão ser as respectivas populações as únicas responsáveis por ónus da sua preservação, devendo antes o País e a Europa solidarizar-se com a mesma».
Recorde-se que no início do ano, numa atitude crítica em relação à forma como a área protegida está a ser administrada pelo Instituto de Conservação da Natureza, o edil do Sabugal (Manuel Rito Alves) e o de Penamacor (Domingos Torrão) manifestaram estar dispostos a assumir directamente a gestão da Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM).
plb

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