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No próximo Domingo, 29 de Junho, o Arcebispo de Évora, D. José Sanches Alves, vai receber o pálio das mãos do Papa Bento XVI. Trata-se de insígnia litúrgica própria dos Arcebispos metropolitas.
Para além do arcebispo português, natural da Lageosa da Raia, concelho do Sabugal, estarão presentes no Vaticano outros arcebispos de todo o mundo para igualmente receberem a insígnia.
A imposição do Pálio terá lugar no altar da confissão da Basílica de São Pedro, sendo o mesmo uma faixa de lã branca com seis cruzes pretas de seda. Trata-se de uma insígnia litúrgica de «honra e jurisdição», que apenas pode ser envergada pelo próprio papa e pelos Arcebispos Metropolitas nas suas igrejas e nas da sua província eclesiástica.
A lã do palio é de dois cordeiros brancos benzidos pelos Papas na memória litúrgica de Santa Inês, a 21 de Janeiro. Simboliza o Bom Pastor que leva nos ombros o cordeiro.
O arcebispo metropolita preside a uma província eclesiástica constituída por diversas dioceses.
plb
Lageosa da Raia – O nosso roteiro incluiu a visita à terra natal de D. José Alves, arcebispo de Évora. À medida que nos aproximamos avista-se um enorme casario tipicamente raiano. A estrada e as ruas estavam desertas de pessoas e animais mas algumas chaminés fumegantes denunciavam a presença dos seus proprietários.

À entrada da Lageosa da Raia (uma das aldeias do forcão) está em fase de acabamentos um imponente e moderno pavilhão polivalente inserido num espaço de lazer e de desporto ao ar livre.
O projecto para este equipamento público é da responsabilidade da Junta de Freguesia liderada por Francisco João Sanches Pires (Independente) e resultou de uma candidatura à DRABI (Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior). Os custos da obra foram apoiados pela Câmara Municipal do Sabugal, por delegação de competências e através do subsídio de 25 por cento do valor total correspondente à parte não financiada.
A Associação de Caçadores local aproveitando uma oferta-donativo de um benemérito da terra e o apoio do município sabugalense recuperou uma casa tradicional em pedra e fez dela a sua sede social. Camuflada por alto muro para chegar ao bar interior passa-se por um pátio descoberto que fará certamente as delícias dos seus sócios nos meses quentes de Verão. Foi criado um posto de trabalho para um colaborador que regressou recentemente à aldeia e concilia a actividade na associação com a criação de porcos com «marca de qualidade».
As ruas estão em excelente estado de conservação calcetadas com pedra em granito. Fica sempre bem nas nossas terras mesmo que o orçamento para o alcatrão fique menos dispendioso.
A freguesia da Lageosa da Raia, uma das aldeias do forcão, fica junto à fronteira e dista cerca de 32 quilómetros do Sabugal. O nome da freguesia pode ter surgido pela existência de grandes lajes graníticas que por ali abundam. É banhada por uma pequena ribeira com o mesmo nome da povoação, é acolhedora e bem conservada. Mas apesar dos seus cerca de 400 habitantes sofre e sente-se a gravíssima moléstia de todo o Interior. A desertificação.
Em Agosto, mês de festas e capeias, o dia 5 é dedicado a Nossa Senhora das Neves, padroeira da aldeia e o dia seguinte, 6 de Agosto, à Capeia. Os dois mordomos da Capeia fazem a sua aparição no fim da procissão ao som de tambores, acompanhados pelos rapazes da aldeia em duas filas paralelas. As festividades são, como não podia deixar de ser, «decoradas» com espectáculos musicais, bailes e muita animação.
jcl
Fomos até Évora ao encontro do Arcebispo D. José Alves em dia de Jornada Histórico-Teológica integrada nas comemorações dos 700 anos da Sé Catedral. Na Fundação Eugénio de Almeida e após o discurso de encerramento trocámos algumas impressões com o prelado sabugalense natural da Lageosa da Raia.
No final da conferência que encheu por completo o auditório da Fundação Eugénio de Almeida, D. José Alves, com amizade e simpatia acedeu a conversar com o Capeia Arraiana.
– É muito diferente ser bispo em Portalegre e arcebispo em Évora?
– Tem aspectos que são diferentes e tem outros que são iguais. A diocese de Évora é diferente porque, apesar de ser exclusivamente alentejana e ter a sede no centro, é a maior do País. A Diocese de Portalegre tem a sede no extremo o que alonga as distâncias a percorrer e é diferenciada porque inclui três distritos: uma parte de Portalegre, uma parte de Castelo Branco e uma parte de Santarém. O exercício do ministério episcopal, no essencial, é igual, lá e cá, e em questão de ruralidade são iguais.
Aproveitamos para saber um pouco mais sobre as comemorações que decorreram na Fundação Eugénio de Almeida.
«Cumprem-se em 2008 os 700 anos da dedicação da Sé de Évora. Há notícias da sua existência desde o século IV mas é a partir de D. Afonso Henriques que há dados históricos mais consistentes. A Fundação e a Diocese pretendem assinalar o ano de 1308 promovendo uma reflexão sobre a passado tendo em conta os aspectos cultural e histórico. As Sés são confiadas a um conjunto de cristãos a que se chama o Cabido. Têm a confiança do seu bispo e ocupam-se da gestão da Sé. Antigamente as Sés tinham funções de ensino. As escolas catedralícias estiveram na origem das Universidades. Neste caso concreto o cabido da Sé de Évora é célebre pelo ensino da música desde os séculos XVI e XVII. Os grandes mestres da música que foram contratados eram do melhor que havia na altura e viviam no edifício ao lado da Sé. Ensinavam música a jovens e a padres fundamentalmente para a liturgia. É um período áureo que está associado à presença da corte em Évora.»
– A cultura e o património arquitectónico estão ligados às religiões…
– Se retirarmos igrejas, conventos, mosteiros e monumentos evocativos pouco fica como património cultural em todo o Mundo. O melhor que há em pintura no Mundo está sempre relacionado com a religião. Mesmo fora do cristianismo, como nas pirâmides do Egipto, está presente a religião porque quando digo religião não digo apenas cristianismo…
– Ainda há tempo para ir ao Sabugal?
– Vou sempre que posso. Estive lá na altura do Natal e a seguir à Páscoa. Infelizmente os meus pais já faleceram mas a minha irmã ainda vive na Lageosa. Gosto imenso de voltar porque está lá a minha raiz. Gosto de conviver com aquela gente, gosto de respirar aqueles ares, ver aquele ambiente.
– O sotaque raiano ainda se sobrepõe ao alentejano…
– Nunca perdi o sotaque raiano e nunca apanhei o sotaque alentejano. Intencionamente posso falar com algum sotaque alentejano mas normalmente não acontece… Apesar de viver no Alentejo estive durante muitos anos ligado ao Seminário que que tem um ambiente heterogéneo. Claro que tenho contacto com o povo alentejano mas nunca apanhei o sotaque.
– Évora tem muitos religiosos naturais do Sabugal. A que se deve?
– A diocese de Évora tem muitos padres originários do concelho do Sabugal. Quando fui ordenado bispo há 10 anos eramos 18 sacerdotes sabugalenses e já tinham sido bastante mais. Monsenhor Arcebispo D. Manuel Mendes da Conceição Santos foi vice-reitor do seminário da Guarda e bispo de Portalegre. Tinha uma forte ligação com a Guarda e foi uma das razões. A outra é consequência de o Seminário Menor da Guarda (no Fundão) não comportar todas candidaturas e muitos eram enviados para Évora. Além disso os primeiros padres que se ordenaram daquela zona (Aldeia do Bispo e Aldeia da Ponte) serviram de elo de ligação para os que se seguiram. Lembro-me que viemos cinco jovens estudar para Évora porque conheciamos o padre.
– Mas é o primeiro arcebispo natural do Sabugal…
– Nos tempos recentes não houve nenhum. Os meus contemporâneos têm sido muito simpáticos comigo. Vieram a Évora quando foi da minha ordenação como bispo. Quando fui para Portalegre acompanharam-me também. Recordo a cerimónia que organizaram na Casa do Concelho do Sabugal. E agora quando foi da minha ordenação como arcebispo a 17 de Fevereiro aí estava um autocarro cheio além dos que vieram em carros particulares. Tenho que lhes agradecer porque têm sido de uma simpatia extrema.
E como as capeias estão sempre presentes nas conversas dos raianos…
«Há uma coisa que eu não dispenso nas capeias. Ir ao encerro e ver a prova. Agora há menos emoção porque tem que haver mais segurança e o touro grande já não foge. Na minha aldeia brincávamos às touradas e ao forcão. Havia sempre um de dimensões mais reduzidas para a miudagem. É feita a socialização desde tenra idade e depois assumimos as capeias quase como uma natureza. Ao contrário do que alguns pensam não tenho nada contra as capeias. Não tratam mal os animais, não lhe batem, não os picam. Se o touro marra é porque faz parte da natureza dele. Eu tenho uma teoria sobre isso. Para mim o forcão era um instrumento de caça. Nos tempos primitivos a única maneira de caçar animais ferozes era com um forcão. Não havia armas de fogo. O ritual em volta do forcão era de agressão e faz-me lembrar rituais ancestrais e uma forma de caçar.»
E aproveita para recordar um episódio quando era seminarista…
«Sendo eu ainda estudante devia ter voltado ao seminário no dia que coincidia com a capeia. Mas entusiasmei-me com a chegada dos touros e fiquei por lá. Mas para meu desconsolo os fiscais da Guarda Civil não os deixaram passar em Vilar Formoso e não houve tourada. Cheguei um dia mais tarde ao Seminário…» …e continuando após uma breve pausa… «As capeias fazem parte daquela vida raiana. Mas para além da festa dos toiros há outros aspectos interessantes que estão associados. É o convívio que se estabelece entre os amigos, as famílias. As capeias estão associadas às festas religiosas.»
– As nossas aldeias estão mais agarradas às tradições religiosas do que no Alentejo?
– Na Beira, na nossa zona é uma zona de prática religiosa regular. Todo aquele ambiente encaminha as pessoas para dentro da igreja. Aqui no Alentejo o indíce de frequência habitual à missa é de 12 por cento. A prática regular será à volta dos 10 por cento (9 são mulheres e um homens). Mas como aqueles que vão à igreja vão por sua iniciativa e eventualmente contrariando o ambiente sociológico que os rodeia logo são mais conscientes da sua fé e da sua prática. Comprometem-se mais com a prática da vida cristã.
– Além da parte religiosa tem no seu percurso iniciativas como o lar para mães solteiras em Portalegre. Há iniciativas sociais misturadas com a pregação religiosa?
– Sobre isso gostaria de dividir a resposta em duas partes. Em primeiro a prática da vida cristã implica também acção social. Ninguém poderá dizer que é um bom cristão se estiver à margem dos problemas sociais. Preocupação com a melhoria de vida dos seus semelhantes consignado no mandamento «Amai-vos uns aos outros». E em segundo a minha condição de bispo sou há seis anos, na Conferência Episcopal, o presidente da Condição da Pastoral Social que tem a ver com as Misericórdias, com centros sociais, com as capelanias dos hospitais e dos estabelecimentos prisionais, com a Cáritas e com a Comissão Justiça e Paz. Em Portalegre adaptámos um edifício de uma quinta que tinha sido doada à diocese há alguns anos, ampliámo-lo e criámos condições para receber adolescentes grávidas que se encontrem em dificuldades. Essa casa está pronta para funcionar. Ainda não tem ninguém em virtude de algumas questões burocráticas por resolver. É uma obra de muito mérito social que a cidade de Portalegre tem apoiado com muito carinho e penso que irá prestar os melhores serviços áquelas que dela precisarem.
E a finalizar…
– Trazemos-lhe um convite para estar presente na XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal que este ano volta à Praça de Toiros do Campo Pequeno…
– Fico feliz por se lembrarem de mim. Os fins-de-semana de um bispo estão sempre muito ocupados. Mas tudo farei para estar presente no dia 31 de Maio na festa dos sabugalenses em Lisboa.
jcl e plb
No domingo, 17 de Fevereiro de 2008, fez a sua entrada solene na Sé Catedral de Évora como novo arcebispo metropolitano D. José Francisco Sanches Alves, natural da Lageosa da Raia, concelho do Sabugal.
Às 16 horas de do dia 17 do mês de Fevereiro do ano 2008 depois de Cristo fez a sua entrada solene na Sé Catedral de Évora o cortejo da cerimónia de passagem da cátedra de arcebispo, símbolo do magistério de do ensino, de D. Maurílio Gouveia, que resigna por limite de idade, a D. José Francisco Sanches Alves, natural da freguesia da Lageosa da Raia, no concelho do Sabugal e até aqui bispo da diocese de Portalegre-Castelo Branco.
A celebração iniciou-se com a leitura, pelo cabido da Sé, da Bula papal de Bento XVI de nomeação do novo arcebispo metropolitano de Évora tendo, no final, o clero e os leigos presentes que enchiam por completo a catedral aplaudido as palavras do Papa.
D. José Alves passou então a presidir à cerimónia em que marcaram presença, entre outros, o representante de Bento XVI, monselhor Luis Roberto, o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, D. Manuel Felício, bispo da Guarda, D. Ximenes Belo, bispo de Timor, o frade Feytor Pinto (com ligações familiares ao Sabugal), o padre Américo (pároco da Lageosa), os padres Lavajo (Aldeia da Ponte) e muitos sacerdotes e religiosos da região raiana em funções no Alentejo.
Na homília o novo arcebispo dirigiu-se à assistência saudando e agradecendo a sua presença e, em especial, dos seus conterrâneos que tinham percorrido uma longa distância para estarem presentes.
O Capeia Arraiana esteve, no final, à fala com alguns dos presentes.
O reconhecido escritor de Sortelha, Vítor Pereira Neves, considerou ser «um dia de júbilo para todos os raianos por ser um homem da nossa terra e uma figura notável da Igreja de cujo percurso fulgurante ainda muito se espera». O ilustre sortelhense aproveitou a ocasião para ofertar a D. José o seu último livro acabado de editar.
O padre Américo, pároco da Lageosa da Raia, foi uma das caras conhecidas que marcou presença: «Gostei muito de participar nesta cerimónia. Vim como prior na companhia de cerca de 50 paroquianos que se deslocaram num autocarro da Viúva Monteiro. Muitos outros vieram de vários pontos do País para se juntarem a nós aqui em Évora.»
Os Chorão Lavajo são três irmãos naturais de Aldeia da Ponte. Frequentaram o seminário de Évora, foram ordenados padres e por lá ficaram na sua missão. Estivemos à fala com dois deles, Lourenço e Joaquim, porque o terceiro, o padre Adriano tinha sido operado na semana anterior, estava a recuperar bem mas não teve autorização médica para estar presente. «Fui uma cerimónia grandiosa com dezenas de bispos e mais de uma centena de padres. A comunidade raiana deve sentir-se orgulhosa por ter enviado para a arquidiocese de Évora o primeiro arcebispo da região que vem na sequência do cardeal de Alpedrinha na Idade Média», disseram-nos com visível satisfação nas faces.
À saída da sacristia D. Manuel Felício, bispo da Guarda, apesar de já passarem das 19 horas e ter ainda uma longa viagem pela frente, trocou connosco, com simpatia e amizade, algumas palavras: «A diocese da Guarda, em particular o Sabugal e particularíssimamente a paróquia da Lageosa, sentem-se muito felizes com esta nomeação. O contributo da diocese da Guarda para o presbitério da Arquidiocese de Évora é muito significativo. Uma grande percentagem dos padres e religiosos são originários da nossa região e a partir de agora também a sua cabeça. Dia de esperança para a Arquidiocese de Évora que nós partilhamos com um sentimento de ligação de matriz extremamente forte dos muitos sacerdotes a nós. Iremos rezar pelo melhor êxito da pastoral de D. José Alves.»
A terminar, após um infindável cortejo de apresentação de cumprimentos onde D. José Alves, sempre com um ar muito feliz, reconheceu e trocou impressões com muitos familiares, amigos e conterrâneos, deixou-nos uma mensagem para todos os sabugalenses: «Aos meus conterrâneos envio uma mensagem de alegria. É para mim um dia feliz e espero que essa felicidade seja extensível a todas as famílias sabugalenses que eu muito estimo e trago no coração. A todos, familiares, amigos e conterrâneos o meu bem-haja e a minha oração animado do espírito de Jesus Cristo».
jcl
Está confirmado! Uma notícia difundida pela agência Lusa anuncia que o bispo de Portalegre-Castelo Branco, D. José Sanches Alves, é o novo arcebispo de Évora.
A Lusa acaba de divulgar que a Nunciatura Apostólica anunciou a nomeação de D. José Alves para arcebispo de Évora confirmando-se a informação avançada pelo Capeia Arraiana em 12 de Dezembro último.
Em declarações esta tarde, em Fátima, à agência Ecclesia depois de saber da sua nomeação o novo arcebispo de Évora prometeu um trabalho de continuidade com serenidade e com entusiasmo e deixou um recado: «A todos digo: podeis contar comigo que eu conto também convosco!»
D. José Sanches Alves, nasceu a 20 de Abril de 1941, na Lageosa da Raia, concelho do Sabugal, estudou filosofia e teologia nos seminários da Diocese da Guarda e a 3 de Julho de 1966 foi ordenado presbítero na Catedral de Évora.
Ao longo dos últimas três décadas tem desempenhado várias funções e cargos na diocese eborense. Foi pároco no Escoural, professor do Instituto Superior de Teologia, secretário diocesano da Catequese, reitor do Seminário Maior, presidente do Cabido da catedral e vigário geral da diocese entre 1988 e 1998. Com o título de Gerpiniana foi nomeado, a 7 de Março de 1998, bispo auxiliar de Lisboa. É vogal do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa e, desde 11 de Abril de 2002, presidente da Comissão Episcopal para a Pastoral Social.
A 22 de Abril de 2004 foi nomeado por João Paulo II, bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco e sucede agora, por nomeação do Papa Bento XVI, a D. Maurílio Gouveia, que apresentou a renúncia ao cargo por ter atingido o limite de 75 anos de idade previsto no Código do Direito Canónico.
A tomada de posse do novo arcebispo de Évora está marcada para o dia 17 de Fevereiro na Sé Catedral da cidade alentejana.
O Capeia Arraiana dá os parabéns ao ilustre sabugalense e votos de boa pastoral no desempenho da nova missão apostólica.
jcl



















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