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No domingo, dia 8 de Junho, concentrou-se um elevado número de cavaleiros na praça dos Foios.
Por volta das 10 horas, com passagem por Aldeia do Bispo, dirigiram-se à Lageosa onde outros cavaleiros os esperavam. Depois de tomado um aperitivo seguiram em direcção de Navasfrias. Após uma passagem por algumas ruas e Plaza Mayor dirigiram-se até ao picadeiro do Raul onde foram guardados e alimentados todos os animais. Só depois o grupo se dirigiu para o restaurante onde os esperava um saboroso e merecido almoço.
Depois do café e copa todo o grupo se deslocou, de novo, ao picadeiro onde o Raul tinha uma surpresa. Uma linda e bravia bezerra que divertiu toda a rapaziada. Em vez do forcão usaram um fardo de feno e esperavam a bezerra imitando os forcados. O da frente segurava o fardo seguido do resto do grupo. A bezerra, por vezes, não marrava no fardo passando, derrepentemente, para trás provocando umas divertidas cambalhotas.
Foi divertido. Parabéns ao Raul de Navasfrias porque tinha tudo muito bem organizado.
Disse e repito: «Passeios equestres é o novo modelo de turismo na nossa zona raiana.»
jmc
Há cerca de dois meses aconteceu em Hoyos, España, um encontro de pueblos hermanados. Estivemos presentes, Juntas de Freguesia dos Foios e do Soito, e realizámos reuniões com muito interesse. Agora foi a vez de uma delegação de Le Porge visitar o Soito e os Foios.
Visto que o Soito está geminado com a localidade francesa – Le Porge – e tendo recebido uma delegação de 65 pessoas planearam uma passagem pelos Foios incluindo também uma visita à nascente do Côa.
Antes, porém, portugueses, franceses e espanhóis concentraram-se no auditório do Centro Cívico Nascente do Côa onde foram feitos os discurso habituais nestes actos. Os dois autocarros seguiram, depois na direcção da nascente do Côa onde, como de costume, se fizeram as fotos da praxe. Tanto a delegação francesa como a espanhola ficaram maravilhados com o ar puro e com as maravilhosas vistas lá do alto da serra.
Cerca da uma e meia da tarde chegou-se à Senhora da Granja onde a Junta de Freguesia do Soito brindou as cerca de 150 pessoas com um excelente arroz de marisco seguido do cabritinho da ordem. De referir que antes do almoço verificou-se a troca de prendas e galhardetes como é costume nestes encontros. Mesmo com uma tarde de chuva, mas protegidos pelo telheiro, actuou o grupo folclórico de Sortelha que também agradou aos presentes.
Os elementos da Junta de Freguesia da Vila do Soito foram oportunos e dedicados. Trabalharam afincadamente e dignificaram o nome do Soito. O Presidente Matias já andava tão cansado que quando ia falar para os espanhóis até se baralhou e começou em francês. Teve piada. Parabéns a todos.
jmc
Os Foios são ponto de passagem quase obrigatório para quem visita o concelho do Sabugal. Ou pela nascente do Côa, ou pela gastronomia, ou pela cultura ou… pela simpatia e jeito de bem receber dos fojeiros.
Cerca de 70 pessoas, transportadas em 30 caravanas, visitaram o Centro Cívico dos Foios. Depois de um café ou porto de honra sentaram-se nas cadeiras do auditório tendo-lhes sido exibidas bonitas imagens alusivas aos encantos da nossa serra e do nosso rio. Falou-se do contrabando e da emigração bem como da evolução da nossa Querida Terra.
De salientar que alguns dos caravanistas ainda compraram pão, queijos e outros produtos.
Por volta do meio-dia todas as caravanas subiram ao cimo da serra e os seus ocupantes deslocaram-se a pé até à nascente do Côa onde a maioria bebeu água e tirou fotos para recordar.
Partiram, de seguida, em direcção da Quinta das Sereias onde os esperava um típico almoço da região. Convidaram os elementos da Junta e a assessora da Cultura, Amélia Rei, que com muito gosto os acompanharam no almoço.
De referir que a maioria dos caravanista já haviam estado nos Foios no passado ano e na despedida apenas disseram: Até breve.
Estão de parabéns o Sr. Nando e esposa Judite porque é através deles que vem toda esta gente ao nosso concelho. Tudo isto são mais valias para o nosso Município porque quem vem sempre por cá deixa algum dinheiro.
jmc
Tal como já vem sido habitual também este ano se realizou a designada festas dos caçadores. Teve lugar no sábado, 7 de Junho, e contou com a presença de cerca de 200 pessoas.
O Presidente da Associação de Caça e Pesca, José Pêra, com a colaboração de mais cinco ou seis voluntários e elementos da equipa de sapadores, trabalharam afincadamente para que tudo corresse bem. Assim foi na verdade. O empenho da Adosinda deve igualmente ser realçado porque foi ela que temperou e acompanhou a cozedura das quatro panelas. Duas de javali, ao almoço, e duas de veado ao jantar.
Por volta do meio-dia abriram-se as portas do bar para que todos os interessados pudessem tomar os aperitivos que havia para todos os gostos e vontades.
Após o almoço organizou-se a ronda até à praça, animada por três amigos acordeonistas. Depois do café e copa organizou-se um animado baile na esplanada do Pedro e quando este terminou passou-se pelo «Pub da São» onde o baile foi retomado. De seguida e como é costume, fez-se a ronda pelas ruas tendo-se visitado todas as capelinhas da terra.
À noite, por volta das 21 horas, serviu-se o saboroso veado que, pelos vistos, dava para outras tantas pessoas. Viva a fartura.
Após o saboroso pitéu subiu ao palco o grupo de fados da Guarda que cantou e agradou a todos os presentes. Cerca de uma centena. Os fadistas concluíram a actuação por volta da meia-noite muito embora os mais responsáveis e os mais alegres ainda tivessem prolongado o serão.
Parabéns à organização e às muitas pessoas que estiveram presentes. As festas só são bonitas com muita gente. Para o ano haverá mais. Se Deus quiser.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios)
jmncampos@gmail.com
Não nos compete a nós, organizadores, fazer a avaliação deste Encontro que se realizou no passado dia 24 de Maio no auditório do Centro Cívico «Nascente do Côa» em Foios. Poderíamos pecar por excesso de modéstia ou por alguma falta de objectividade, dado que o mesmo foi preparado e vivido essencialmente com o coração. Contudo, podemos reflectir sobre o acontecimento e é isso que nos propomos fazer aqui.
Culturalmente, tivemos ocasião de partilhar saberes, de aprender com mestres, de levantar algumas questões e apresentar propostas que, a serem implementadas, muito contribuirão para o desenvolvimento cultural e até mesmo económico da região. Abordou-se o tema «Mentalidades» ou, mais concretamente, «Mudança de mentalidades», problema difícil mas não impossível de atenuar ou mesmo resolver se todos nós dermos o nosso contributo. Temos um passado de solidariedade, de luta e de coragem de que nos orgulhamos. É um facto indiscutível. Mas não podemos continuar a viver esse passado no presente e muito menos a perspectivá-lo para o futuro. A sociedade mudou, teremos que mudar também se quisermos acompanhar a evolução. Falou-se em interioridade e no abandono e esquecimento a que somos votados por parte do Poder Central. Inegável… Mas somos de rija têmpera, nós, os filhos de Ribacôa. Aproveitemos essas qualidades do passado que muito fizeram sem a ajuda do Poder Central que nos ignorou. Continuemos na mesma via e não esperemos eternamente pela ajuda que raramente vem. Adaptemo-nos aos tempos e à nossa realidade geográfica e sociocultural sem copiar modelos que nada têm a ver connosco. Talvez que a ideia da criação de uma Associação de Escritores de Ribacôa, proposta pelo Dr. Pinharanda Gomes no Encontro, seja um factor de mudança das mentalidades já que a mudança passa sempre pela informação e o conhecimento. Oxalá se concretize.
Todavia, o mais marcante do Encontro foi o clima de amizade que se viveu.
A maior parte dos oradores, até 24 de Maio, só era conhecida por nós através das suas obras e alguns contactos formais via email. Chegaram como convidados ilustres, partiram como amigos verdadeiros com a promessa de regressarem. A todos eles o nosso agradecimento profundo pelo belo dia que nos foi dado viver. Bem-hajam, à boa maneira de Ribacôa.
De lamentar apenas a falta de alguns órgãos da comunicação social da região. Talvez estejam connosco num próximo evento. Esperemos que assim seja.
Amélia Rei
(Assessora Cultural do Centro Cívico Nascente do Côa)
Um evento cultural é sempre algo que a maior parte das vezes passa despercebido perante a esmagadora maioria da opinião pública. E todos sabemos porquê.
Em primeiro lugar a cultura não dá lucro, a partir daí é ignorada. Depois a anti-cultura instalada na nossa sociedade tem como principais promotores a televisão e os seus filhos dilectos que são o hedonismo e o relativismo, estes têm como função neutralizar qualquer acto que seja transformador. E não há nenhum acto verdadeiramente cultural que não seja transformador.
Transformador foi o Encontro de Escritores de Terras de Ribacôa que se realizou nos Foios. E transformador porquê? Quem assistiu ao evento reparou com agrado que não foi um simples passatempo nem um entretém banal, naquele espaço que é o Centro Cívico Nascente do Côa, a cultura mostrou-se no seu verdadeiro sentido transcendental, poemas, prosas, história do Concelho, realidade e actualidade do Concelho, textos e improvisos foram hinos à cultura tanto popular como erudita. Um pouco da vasta e profunda cultura espanhola esteve representada por elementos desse mesmo povo.
A sorte do Mundo vai ser ditada nestas pequenas pátrias que são as regiões, como lhes chama esse grande homem da cultura do nosso Concelho e do País, que é Pinharanda Gomes. O nosso Concelho também é uma pequena pátria, dele também sairá um grito de revolta e de protesto para aqueles que nos governam dos quais ainda só tivemos falsas promessas, retórica barata e mais nada.
Um agradecimento sincero a três pessoas. A primeira ao Senhor Presidente da Câmara, que é uma das honrosas excepções à maneira de fazer política, não tem como a maior parte dos que nos governam um programa instalado no cérebro virado somente para a economia, olha mais alto, é um amante da cultura.
Dignidade e resistência tem o promotor deste evento, o Presidente da Freguesia dos Foios, o Professor José Manuel, sempre assim o conheci. A resistência que aqui aludo, é a resistência à tentativa da destruição do Espírito de Abril, ou seja, da Liberdade. É um homem que luta contra a decadência e a regressão destes tempos ditos de modernidade. Não morrerá de todo, ficará como alguém que elegeu um ideal superior, não uma colecção de troféus.
Por fim, um agradecimento a essa mulher maravilhosa que é a Dª. Amélia Rei. Trabalhou e coordenou para que tudo corresse bem, assim como correu. Um bem-haja para ela.
Uma mensagem para todos, sem cultura não há progresso. E se por acaso houver algum, é só o material. E o progresso só material é progresso?
Alguém disse um dia: Há que ser culto para se ser livre.
António Emídio
Os lobos atacaram nos Fóios e o José Abílio proprietário de cerca de 80 ovelhas ficou mais pobre.
Quando no domingo, pela manhã, José Abílio chegou à sua propriedade encontrou quatro ovelhas mortas e as ossadas da uma quinta que serviu de manjar aos lobos. «Foi uma desilusão» – disse-me ele – «Quase me apeteceu chorar. Depois de tanto trabalho, a lutar pela sobrevivência, lá se vai o lucro de muitos dias ou anos de trabalho. O lobo atacou as cinco ovelhas que tinha separadamente. Degolou cinco e comeu uma. Telefonei de imediato para os senhores responsáveis pela Reserva Natural da Serra da Malcata dando-lhe conhecimento do sucedido. Disseram-me que deveriam ter sido cães selvagens. Não se consta que haja cães selvagens por estas paragens pelo que afirmo, a pés juntos, que foi o lobo. E não foi certamente apenas um. Inclino-me para uma alcateia, facto que me deixa ainda mais preocupado.»
Consta-se na zona que, através da Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM), foram distribuídos lobos visto estarem praticamente em extinção. Tudo bem. Que protejam o bicho lobo, o bicho lince e outras espécies mas que não esqueçam o bicho homem. É que o ser humano também se encontra em vias de extinção por estas paragens.
Na qualidade de Presidente de Junta da Freguesia de Foios espero e desejo que a RNSM ou qualquer outra instituição se dignem fazer o levantamento dos prejuízos e que atribuam a verba correspondente aos danos provocados por esses animais ferozes.
Tive conhecimento que os lobos atacaram rebanhos em outras localidades do nosso concelho pelo que urge tomar medidas.
Foi-me dito pelo José Abílio que se esses animais continuarem a atacar terá que se desfazer do rebanho e mudar de vida se é que ainda vai a tempo.
Nos Foios, felizmente, ainda há cerca de 500 cabras e 400 ovelhas que muito têm contribuído para o equilíbrio da economia local. Os queijos de cabra, muito apreciados na região, fazem-nos imensa falta. Os cabritos e os borregos são igualmente importantes para o progresso e desenvolvimento de uma zona que está ausente de fábricas e de outras actividades que pudessem aguentar os jovens que se vêem obrigados a abandonar as terras onde nasceram e que tanto amam.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios)
jmncampos@gmail.com
Depois de termos tido conhecimento que haviam sido roubadas pedras trabalhadas nos cemitérios da Rebolosa e de Vila Boa eis que também na zona da raia se verificaram alguns actos de vandalismo.
Entre os dias 11 e 16 de Maio algo de anormal e inédito aconteceu em algumas freguesias da raia.
Os larápios tiveram o descaramento e pouca vergonha de cortar e roubar uns cabos de cobre que descem por alguns postes de electrificação, sobretudo nos designados por posto de transformação da Portugal Telecom (PT). São os cabos de ligação à terra como habitualmente são conhecidos. Cortaram até cerca de dois metros de altura ou seja até onde poderiam chegar.
Para além de ter verificado o que aconteceu em alguns postes, nos Foios, tive conhecimento de que aconteceu o mesmo em Aldeia Velha e Aldeia do Bispo.
Os actos de vandalismo foram comunicados aos responsáveis distritais pela EDP para que tomem as medidas achadas por conveniente. Fizemos o mesmo em relação à G.N.R e distribuímos alguns comunicados nos Foios de modo a que a maioria das pessoas tenham conhecimento de tais actos. Digo, por isso, que todos temos que ser vigilantes e denunciar aqueles que vêm perturbar a paz a que, felizmente, estamos habituados.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios)
jmncampos@gmail.com
Este homem, se fosse tão bom treinador de futebol, como o é na arte política, teria um «caché» invejável e atrevia-me a classificá-lo de «number one» no «ranking» dos autarcas do nosso concelho e quiçá dos melhores do nosso País.
Se me for permitido usar a expressão «missionário» usá-la-ei para apelidar um homem, que dedicou uma grande parte da sua vida, servindo a causa autárquica e ao serviço do seu povo: Ajudando-o, colocando todo o seu saber e, por que não dizê-lo, influência pessoal e política para trazer para a sua terra tudo o que é possível trazer para desenvolver toda a actividade cultural, turística e económica da sua terra. Está na política activa, vai para três décadas e não espera (nem pensa) deixar tão cedo esta actividade. Exerce-a não porque dela precise para daí retirar qualquer proveito financeiro, disso tenho a certeza! Exerce-a como um sacerdote ou melhor como um «missionário» exerce a sua actividade ao serviço dos outros, sem qualquer interesse financeiro. Este homem, de que tenho vindo a referir-me é, como não podia deixar de ser, o Professor José Manuel.
É um político reivindicativo. Usa todos os argumentos ao seu dispor para conseguir travar o isolamento da aldeia. É que, diz-me: «Não haveria foz do Côa se não houvesse nascente, e esta temo-la nós?» E prossegue o professor: «Esta terra fica no calcanhar do mundo», ou mais correntemente «no cu de judas» – Ninguém vem aqui de passagem para uma grande cidade. Quem aqui vem, vem porque quer! Vem de propósito.
Com o seu trabalho tem conseguido manter, há mais de três décadas, uma população de quatro centenas de habitantes, desafiando assim a lógica instalada no interior do nosso país, que luta desesperadamente contra a desertificação das suas aldeias. Ali, nos Fóios, sente-se muita actividade económica, cultural e turística.
Em termos turísticos mantém com os seus vizinhos espanhóis um relacionamento «irmão» com visitas ao lado de cá com muita frequência e possibilita aos três restaurantes ali instalados a confecção de centena e meia de refeições só aos Domingos que fazem inveja aos da cidade do Sabugal, sede do concelho.
Em termos culturais, mantém durante todo o ano um invejável cartaz de iniciativas, que vão desde palestras com escritores do concelho; serões com peças de teatro; cinema e outras que mantêm a aldeia viva. E, claro, no Verão são já célebres as «capeias» e as «largadas» de toiros ali realizadas.
A actividade ligada à terra é também muito intensa. Nos pastos do baldio, pastam cerca de 400 cabeças de vacas, cujos proprietários para ali as deixam à sua mercê! O número de cabeças de cabras é de mais de 200 e são responsáveis pela produção de um delicioso queijo que, a par da produção de 200 toneladas de castanha permitirá, para breve a criação de uma espécie de cooperativa local para regular e facilitar a sua comercialização – assegura-me o professor, como sendo este um dos seus próximos sonhos a realizar. Por outro lado, pretende construir uma pequena barragem, num afluente do rio Côa, para poder regular o seu caudal e assim acudir à produção de trutas, pois na estação do Verão por vezes a água no rio escasseia – prossegue.
Enfim, os projectos para a aldeia desenvolvem-se na cabeça deste autarca a um ritmo alucinante e ainda não tem terminado um, já outro tem início. Este homem, se fosse tão bom treinador de futebol, como o é na arte política, teria um «caché» invejável e atrevia-me a classificá-lo de «number one» no ranking dos autarcas do nosso concelho e quiçá dos melhores do nosso País.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com
Estão já em fase de instalação algumas das 12 torres eólicas com aerogeradores para produção de energia eléctrica que vão ocupar o alto da Serra do Homem de Pedra, entre o Soito e os Fóios, facto que agrada muito ao presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, indiferente ao facto do parque ainda não estar licenciado.
Em declarações ao Jornal de Notícias, de ontem, 6 de Maio, o presidente do Município do Sabugal, Manuel Rito, declarou que o parque ainda não está licenciado. Perante a informação de que as obras estão já em andamento, mostra-se surpreendido: «Se está a avançar, desconheço!», declara.
O Jornal de Notícias foi mesmo ao local, e falou com José Manuel Campos, que se mostrou entusiasmado com a instalação dos aerogeradores: «É progresso! É dinheiro! É futuro!», diz satisfeito. Apesar da falta de licença, o presidente da Junta de Freguesia olha para a obra como um maná financeiro para o cofre da Junta.
Em contrapartida pela cedência do terreno ganhou o alcatroamento dos seis quilómetros de caminho que liga a sua aldeia ao Soito. Mas isto é apenas o começo, porque espera para breve a instalação de 50 aerogeradores na cumeada da Serra das Mesas, onde existem 500 hectares de baldios. Só em rendas pelo terreno ocupado, José Manuel Campos, estima o recebimento da 135 mil euros, o que fará quintuplicar as receitas da freguesia, que agora se ficam pelos 26 mil euros.
«Eu disse ao presidente da Câmara: temos que aproveitar esta oportunidade!”, contou José Manuel Campos, orgulhoso do trabalho à frente da Junta. Revela ainda o seu grande projecto para o futuro, tendo em conta as receitas geradas com a instalação do parque eólico: criar uma mini-zona industrial com pavilhões cedidos a actividades de valorização de recursos locais, como o queijo, a castanha e os enchidos.
Entretanto o jornal revela que os trabalhos avançam em forte ritmo, com o enchimento das fundações de meia dúzia de torres, envolvendo a descarga de 50 camiões de betão. Este parque da Serra do Homem de Pedra, junta-se aos parques, já licenciados, da serra do Mosteiro, Serra do Mosteiro, Cabeço de S. Cornélio e Serra da Malcata.
Capeia Arraiana falou com o autarca José Manuel Campos, que nos confirmou o avanço das obras, facto que muito o satisfaz, pela importância que a produção da energia eólica traz para a região, e em particular para os Fóios. «A obra está andar e espero que não venha a ter qualquer impedimento», disse-nos o autarca, que considerou que nem a Junta nem a Câmara estão envolvidas nos trabalhos de instalação, já que os mesmos são apenas da responsabilidade da empresa Tecneira – Tecnologias Energéticas.
Quanto à instalação de algumas dezenas de torres na Serra das Mesas, José Campos confirmou-nos que o processo está a andar. «Quero contudo informar que as torres não serão ali instaladas ao acaso, isso será analisado caso a caso, pois temos preocupações com a protecção ambiental da serra e procuraremos evitar danos», declarou-nos o autarca.
plb
O Centro Cívico Nascente do Côa e a Junta de Freguesia de Foios informam (com algum orgulho e alegria) que iniciaram os procedimentos para que os escritores da região transcudana, a que se podem juntar também os escritores das províncias espanholas de Castilla-Leon e Extremadura, vejam facilitada a edição das obras que produzirem.
Efectivamente, tendo sido contactados pelo editor de «O Progresso da Foz», com sede no Porto e livrarias em Bruxelas, no sentido de nos propor um acordo de colaboração no ramo editorial, entendemos ser esta uma proposta a não perder. A concretizar-se, será mais uma possibilidade de dinamização e enriquecimento cultural da região e uma ajuda aos que sentem na pele a dificuldade de entrarem numa editora reconhecida e verem os seus trabalhos devidamente publicitados e valorizados. Tal contacto deveu-se à amizade e gentileza do Dr. Joaquim Tenreira Martins, natural de Vale de Espinho, radicado na Bélgica mas não esquecendo nunca estas terras que visita com frequência.
Nestas circunstâncias, procedemos de imediato ao estudo da proposta, tendo ocorrido a primeira reunião de trabalho no passado dia 25 de Abrill. Além do Presidente da Junta de Freguesia de Fóios e da Assessora Cultural do Centro Cívico Nascente do Côa, estiveram presentes o editor Joaquim José Pinto da Silva, que desempenha também as funções de Director-Geral da Política Regional da Comissão Europeia, o Dr. Tenreira Martins da Embaixada de Portugal em Bruxelas, o escritor espanhol D. Tomás Acosta Piriz, o Alcalde de Navasfrias D. Celso Ramos, desde sempre ligado ao ramo editorial, a escultora de renome internacional Maria Leal da Costa, o empresário de turismo rural Joaquim Manuel Coelho e a professora Maria Natália Madalena Pires.
Foi deliberado que, a ser aprovado o acordo entre as partes, o que se efectivará se o protocolo a ser apresentado pelo editor vier ao encontro dos nossos objectivos, a referida sucursal terá o nome de Coágueda, de Côa e Águeda, rios que nascem quase juntos embora escolhendo percursos diferentes, a reencontrarem-se no Douro que os leva, juntos, rumo ao mar. Tal como portugueses e espanhóis destas zonas após o Tratado de Alcanizes. Quase juntos nascemos também. Juntos queremos continuar a viver em saudável irmandade, rumo à cultura e ao desenvolvimento comuns.
Amélia Rei
(Assessora Cultural do Centro Cívico Nascente do Côa)
No passado dia 8 de Março cerca de 40 senhoras comemoraram no Centro Cívico «Nascente do Côa» o Dia Internacional da Mulher.
A secção cultural do Centro Cívico «Nascente do Côa» preparou, com o apoio da Junta de Freguesia dos Fóios, um programa para o Dia Internacional da Mulher que teve resultados muito significativos.
No sábado, 8 de Março, por volta das 15.30 horas compareceram, no auditório da instituição, cerca de quatro dezenas de mulheres para verem e ouvirem tudo quanto havia sido, previamente, programado para o efeito.
A Professora Amélia Rei Dias orientou o colóquio de forma superior. As muitas mulheres que estiveram presentes prestaram a melhor atenção aos vídeos que lhes foram exibidos bem como à leitura de belíssimos poemas por três jovens meninas.
No final do colóquio serviu-se um bolo, com quatro quilos, oferecido pela Junta de Freguesia, que foi confeccionado na padaria dos Foios. Foi acompanhado com sumos e um porto de honra.
No final da tarde a Professora Amélia comunicou que haveria um jantar, no restaurante do viveiro das trutas, para todas as pessoas que pretendessem inscrever-se. Assim aconteceu. Inscreveram-se 24 senhoras às quais foi servido um jantar maravilhoso.
O Zé Pêra, como bom cavalheiro que é apareceu, com mais dois ou três amigos, tendo dedicado às senhoras presentes algumas canções que animaram o serão.
Para o próximo ano haverá certamente mais.
José Manuel Campos
O Centro Cívico Nascente do Côa vai comemorar este dia com uma pequena cerimónia, que se pretende, seja uma homenagem à Mulher.
Programa da cerimónia de homenagem à Mulher no Centro Cívico Nascente do Côa na freguesia dos Fóios:
– Recepção;
– Breve historial do papel da Mulher ao longo dos tempos;
– Recitação de poemas de poetisas marcantes na literatura nacional e internacional;
– Projecção de imagens relativas à data;
– Debate sobre assuntos de interesse comum;
– Momento de confraternização com um Porto de honra.
Mulher dos Foios! Vem ao Centro Cívico no dia 08 de Março, pelas 15.30 horas, conviver com outras mulheres e viver em alegria este dia que é teu.
José Manuel Campos
Comemora-se hoje, dia 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher. E, como sucede sempre nestes casos, as celebrações ocorrerão um pouco por todo o lado neste planeta Terra, com mais pompa e circunstância nalguns países do que noutros, como é de esperar.
Entrevistas a mulheres famosas, artigos elaboradíssimos na imprensa, transmissões prolongadas nos canais televisivos, cerimónias públicas e privadas, ofertas de presentes e flores, etc., etc., etc, tudo a pretender lembrar que, nesse dia, a Mulher é Muito Importante.
É justo, é agradável, é bom que assim seja. Mas é pouco. Um dia não chega para celebrar a importância da Mulher. Ela é importante todos os dias e sempre o foi, desde os primórdios do Homem e das sociedades matriarcais, como um dos dois pilares da Humanidade.
Vimo-la, ao longo dos tempos, sentinela vigilante e guerreira corajosa em defesa da família; vimo-la esposa submissa e mãe amantíssima encarregue da educação dos filhos, autêntica rainha do lar, pobre rainha sem ceptro totalmente dependente da autoridade incontestável e incontestada do marido. Vimo-la e vemo-la deitada numa cama, sofredora e feliz no supremo acto de trazer ao mundo mais um filho.
Vimo-la debruçada sobre outras camas de hospitais de campanha, enfermeira voluntária e meiga, tentando com o seu sorriso minimizar o efeito de guerras devastadoras de que estava inocente.
Vimo-la, tantas vezes, ser considerada um mero objecto de prazer, jóia rara e preciosa, sim, mas desprovida do direito humano do livre arbítrio porque o seu corpo era a única coisa que interessava. A alma fica de fora nestes casos.
Com os tempos, a mulher foi-se emancipando e conquistou o seu lugar ao sol. Hoje podemos vê-la em pé de igualdade com a outra metade, o Homem, na política, na justiça, na saúde, no ensino, nas empresas, nos trabalhos agrícolas mecanizados, em todos os ramos de actividade, em suma, com um desempenho que demonstra cabalmente ser mulher portadora de uma inteligência e competências que nada ficam a dever aos seu belo corpo.
Todavia, há ainda um longo caminho conjunto a percorrer para que o Dia Internacional da Mulher seja algo com sentido. Enquanto for vítima de descriminação laboral, números clausos para cargos políticos, violência e violação, etc. etc. etc. e, acima de tudo, enquanto não estiver em pé de igualdade plena com o Homem no que toca a direitos e deveres, esta comemoração tem um o sabor levemente amargo. Igualdade de direitos e deveres, sim, não que se pretenda sequer afirmar ou pensar que a mulher é igual ao homem, Felizmente, são diferentes e é nessa diferença que a Humanidade se completa e complementa de forma harmoniosa e enriquecedora.
Recrie-se a citação comodista e desactualizada «Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher» para «Ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher».
E assim será digno de celebração o Dia Internacional do Homem e da Mulher (lado a lado e sempre juntos como é natural).
Amélia Rei
No último domingo de Fevereiro os caçadores dos Fóios reuniram-se para a última batida às raposas da Época Venatória 2007-2008. Um jantar-convívio ao som da concertina e do acordeão completou a jornada.
Os caçadores dos Fóios realizaram nos domingos de Janeiro e Fevereiro batidas às raposas e montarias aos javalis.Os resultados poderão ser considerados satisfatórios visto que se abateram cinco javalis e vinte raposas.
No final, ou seja, no último domingo de Fevereiro, decorreu a última batida às raposas e à noite fez-se um jantar-convívio em jeito de encerramento da época venatória.
O Presidente da Associação convidou o acordeonista e amigo António Júlio que se fez acompanhar de uma concertina e um acordeão.
Por volta das cinco da tarde fez-se a tradicional ronda percorrendo algumas ruas da freguesia tendo-se visitado todas as capelinhas dos Fóios.
Por volta das 19.30 horas foi servido um jantar típico no café do Quim Pagã tendo a Adozinda servido um jantar que agradou a todos os participantes.
Depois do jantar o António Júlio puxou pelos galões e tocou as modas que são do agrado da malta. Cantou-se o fado à desgarrada e já mais para o fim todos os presentes dançavam alegremente. Foram feitos alguns brindes à cozinheira bem como ao Presidente da Associação pelo empenho e vontade que pôs em todas as actividades.
Para o ano haverá mais.
José Manuel Campos
«Da História à Cultura da Cultura ao Desenvolvimento» é o mote do 1.º Encontro Transfronteiriço de Escritores agendado para Maio no Centro Cívico Nascente do Côa nos Fóios.
A programação do Centro Cívico Nascente do Côa, na freguesia raiana dos Fóios, destaca para Maio o 1.º Encontro Transfronteiriço de Escritores das Terras de Ribacôa.
Entre os oradores destaca-se a presença (se a saúde permitir) do pensador e filósofo quadrazenho Jesué Pinharanda Gomes e a participação de escritores espanhóis das províncias vizinhas de Castilla-Leon e Extremadura.
A responsável do Centro, Amélia Dias, justifica o convite a nuestros hermanos «pela convicção firme de que, dadas as afinidades históricas e culturais existentes entre os povos da fronteira a sua presença irá contribuir certamente para o enriquecimento do evento».
A finalizar deixa um convite a todos (escritores ou não) para comparecerem no sábado, dia 24 de Maio, na freguesia raiana dos Fóios e assistirem ao Encontro.
Os interessados podem solicitar informação mais pormenorizada através dos emails: jmncampos@gmail.com e ameliardias@gmail.com ou pelos telefones: 968200705, 271491066 e 968784123.
jcl
A apresentação do livro de poemas «Frias Madrugadas» da escritora fojeira Amélia Rei vai ter lugar no Centro Cívico Nascente do Côa em Maio aquando do 1.º Encontro de Escritores das Terras de Ribacôa.
Após a participação numa antologia de Poesia editada pelo Ministério da Educação em 2004 e a publicação do romance «Laura, a Última Viagem», com o pseudónimo literário de Regina R, é com todo o prazer e orgulho que noticiamos em primeira mão o lançamento de mais um livro de poemas desta nossa conterrânea e amiga, a professora Amélia Rei Dias, aposentada, amante da terra-mãe, à qual resolveu voltar após um afastamento de 45 e actualmente co-responsável pelos assuntos culturais do Centro cívico Nascente do Côa sediado na freguesia de Foios, concelho do Sabugal e distrito da Guarda.
De salientar o interessado trabalho desenvolvido nesta área, totalmente em regime de voluntariado, sobretudo com os jovens e com a organização e gestão da Biblioteca do Centro Cívico.
Este acontecimento vai ter lugar no dia 24 de Maio de 2008, aquando do 1.º Encontro de Escritores das Terras de Ribacôa.
O livro supra-citado consta de quatro partes (distintas mas interligadas), a saber:
I –Terra-mãe, Ventre Fecundo de Onde Brotam Rios e Poemas;
II – De Pégaso à Fonte de Hipocrene;
III – Laura, os Poemas por Escrever;
IV – Radiografias da Alma.
Não é difícil adivinhar que, embora separados por uma questão de organização, todos os poemas formam um hino de amor desta poetisa: à terra que a viu nascer, aos cavalos que tem e lhe são tão queridos, ao romance que considera inacabado e a que o público menos atento não deu o devido valor, à vida e ao ser humano capaz de cometer erros mas que sempre se poderá sobrepor a eles se tiver força de vontade para isso.
É, pois, um livro a não perder e de que todos nós, gente da Ribacôa, nos podemos orgulhar.
José Manuel Nunes Campos,
presidente da Junta de Freguesia de Foios
«Vale mais tarde que nunca» aplica-se que nem uma luva ao melhoramento há muito desejado pela população dos Fóios. Em Janeiro de 2008 com a entrada em funcionamento da antena da TMN os telemóveis começaram finalmente a tocar para satisfação de todos.
Há já alguns anos que andamos a lutar para que uma das operadoras de Telecomunicações instalasse uma antena nos Foios, ou bastante próximo, de modo a que a população local, e as largas centenas de pessoas que semanalmente aqui se deslocam pudessem usar esse, já quase indispensável, meio de comunicação que é o telemóvel.
Quando decidimos desencadear o processo oficiámos às três operadoras: TMN, Optimus e Vodafone. As duas primeiras ainda responderam e a Vodafone não deu sinal de vida. De qualquer modo tanto a TMN como a Optimus comunicaram que não estava prevista a colocação de qualquer antena. Naturalmente que não desistimos. Continuámos a envidar esforços até que um dia a TMN nos deu alguma esperança dizendo que tinham no plano de actividades a instalação de uma antena na área geográfica de Foios.
Os estudos começaram por ser feitos tendo em conta Foios e Aldeia do Bispo mas, mais tarde, por uma questão de economia, acabaram por abandonar a ideia e decidiram colocar uma antena bastante próximo da povoação visto que aí já não ficaria muito dispendiosa visto que já não seria necessário instalar qualquer PT – posto de transformação – que a TMN teria que pagar à EDP.
Depois de alguns contratempos e algumas demoras eis que a antena foi activada pelo que agora já há rede em Foios. São efectivamente muitas as vantagens. Refiro as doze ou quinze pessoas que muito recentemente concluíram o curso de novas oportunidades. Foi-lhes facultada a possibilidade de poderem apresentar uma candidatura a um computador a preço muito acessível. As pessoas pagam uma mensalidade, bastante baixa e através da antena da TMN, captam a Internet nas suas casas de residência.
Apesar de ter chegado tarde pretendemos agradecer às muitas pessoas que, directa ou indirectamente, estiveram envolvidas no processo. Estamos com o ditado: «Vale mais tarde que nunca.»
José Manuel Campos (presidente de Junta de Freguesia dos Fóios)
O projecto de construção da «Mesa dos Quatro Bispos» na serra das Mesas transformou-se numa candidatura transfronteiriça da Junta de Freguesia dos Fóios no lado português e dos ayuntamientos espanhóis de Navasfrias e Valverde del Fresno.
A freguesia dos Fóios (Sabugal) e os ayuntamientos de Navasfrias (Salamanca) e Valverde del Fresno (Cáceres) vão dar as mãos e candidatar ao Quadro de Referência Estratégico Comum (QREN) a construção da lendária «Mesa dos Quatro Bispos» no alto da serra das Mesas, a barriga natural dos dois rios gémeos: Côa e Águeda.
Tal como referiu já o Capeia Arraiana (22 de Junho de 2007) no ponto mais alto da Serra das Mesas, a 1265 metros de altitude «existia uma grande mesa, na confluência dos distritos portugueses de Lamego e da Guarda e das províncias espanholas da Estremadura e de Castilla y Léon. Era nessa grande mesa que os quatro bispos se reuniam, analisavam e discutiam as questões de cada bispado, cada um sentado no seu território».
Em declarações à agência Lusa o presidente dos Fóios, José Manuel Campos, revelou que «as acessibilidades e a construção da Mesa dos Quatro Bispos deverão rondar os 30 mil euros e inclui uma mesa em pedra, com cerca de 50 metros quadrados e quatro cadeirões com as mitras talhadas, igualmente m em pedra, em cada um dos lados.
O autarca fojeiro lembrou que tanto D. Manuel Felício, bispo da diocese da Guarda, que já esteve no local, como o bispo de Ciudad Rodrigo, já garantiram a sua disponibilidade para estar presentes no dia da inauguração
O autarca fojeiro acredita que a «Mesa» irá servir para atrair mais pessoas à região raiana que, como todo o Interior, vive com o problema da desertificação. «Costumo dizer que nas nossas aldeias, morrem todos os anos entre 15 a 20 pessoas e nasce uma criança de longe em longe e já não temos mais nada a que nos agarrar a não ser ao turismo, assim saibamos nós ser imaginativos.»
E imaginação e força de vontade, sabemos nós, é coisa que não falta ao empreendedor professor José Manuel Campos.
jcl
O magusto de convívio entre os habitantes dos Fóios e das Eljas realiza-se no dia 3 de Novembro, sábado, na Plaza Mayor da povoação espanhola.
Sendo aldeias geminadas, a localidade de portuguesa dos Fóios e a espanhola Eljas (ou Ellas), vão ter mais um momento de contacto, pela realização de um magusto tradicional. Uma comitiva das Eljas, capitaneada pelo respectivo alcalde, já esteve duas vezes nos Fóios para programação daquela e de outras iniciativas que juntarão os dois povos em convívio.
Segundo o autarca dos Fóios, José Manuel Campos, a Junta da Extremadura concedeu à aldeia espanhola uma ajuda financeira para a organização do evento, pelo que se realizará uma iniciativa que irá muito além da simples degustação das castanhas assadas.
Na casa da cultura haverá uma exposição fotográfica dedicada às diversas actividades que, no passado, as duas aldeias raianas realizaram conjuntamente. Na Plaza Mayor actuará o rancho folclórico de Montermoso, designado por «Sabor Añego». Também está prevista uma homenagem ao antigo contrabandista, pela deposição de um ramo de flores junto à estátua representativa dessa figura histórica da raia.
O magusto propriamente dito inicia-se pelas 16 horas, altura em que serão servidas castanhas assadas, vinho e jeropiga.
plb
O Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios organiza no sábado, 3 de Novembro, o «Primeiro Passeio TT – Por terras da Raia» para motos e quads.
Os amantes das motos de duas e quatro rodas têm no sábado, 3 de Novembro, uma excelente oportunidade para praticarem e conviverem com outros aficcionados numa prova por terras da raia sabugalense.
O passeio Fóios-Sabugal-Fóios tem início pelas nove horas da manhã junto ao Centro Cívico fojeiro e passa por Vale de Espinho e Quadrazais em direcção ao Sabugal onde o pequeno-almoço estará à espera dos participantes.
Depois de retemperadas as forças é tempo de seguir viagem passando pelo Meimão, Penalobo, Vila do Touro e de novo o regresso ao Sabugal onde será ofertado um Porto de Honra que servirá de aperitivo ao almoço preparado no Soito.
No parte da tarde a caravana parte do Soito e passa por Alfaiates, Aldeia da Ponte, Aldeia Velha e finalmente os Fóios onde os motards serão recebidos com um magusto.
Depois da poeira e lama os balneários estarão à disposição de todos para um merecido banho que os deixará mais asseados para o jantar que encerra este primeiro passeio TT dos Fóios.
A jornada de confraternização tem como principais objectivos a promoção do concelho e da sua beleza natural e gastronómica, a promoção do associativismo e da prática do todo-o-terreno em motos de duas e quatro rodas.
A organização pertence ao Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios, fundado em 1986 e com sede no Centro Cívico da localidade raiana e conta com os apoios da Junta de Freguesia dos Fóios, Câmara Municipal do Sabugal e Associação Cultural e Desportiva do Soito e Garonda.
A inscrição poderá ser feita até ao dia 1 de Novembro nos contactos disponíveis no cartaz ou para os emails:
octavio_sbg@hotmail.com ou claudiam_tavares@hotmail.com
jcl
Fala-se hoje, e bem, na criação de uma associação transfronteiriça que reúna as autarquias dos dois lados da fronteira. Nunca é tarde para as boas ideias, mas não podemos deixar de considerar que há muito deveria ter sido traçado esse caminho.
Há largo tempo que existem contactos entre autarquias portuguesas e espanholas da nossa região, mas nunca deram o passo que hoje, afinal, defendem vir a dar. A Junta dos Fóios, tem sido campeã na cooperação transfronteiriça. Há uma geminação com Las Eljas e uma relação de entreajuda com o povo próximo de Navasfrias. Há meia dúzia de anos a Câmara Municipal mobilizou-se em contactos com os ayuntamientos espanhóis e desenvolveu com eles um projecto de promoção das serras da Gata e das Mesas. Editou-se até uma brochura desdobrável e colorida, com textos bilingues, para promoção turística.
Porém, no essencial, as coisas ficaram-se por uns fortes apertos de mão, uns golpes de vinho, umas cañas frescas e uns bons nacos de jamón.
Ora os bons exemplos vêm de fora, mais uma vez. É que os autarcas das campinas da Idanha há muito que andam atentos e vêm promovendo a cooperação com os povos de Espanha. Em Maio de 1993 os autarcas dessas terras de Portugal reuniram-se com os de Espanha (Sierra de Gata e La Alcantara), descobrindo pontos de convergência e decidindo desenvolver um programa comum. Foi assim que nos dois anos seguintes nasceu e se consolidou uma rede de cooperação transfronteiriça, designada «La Raya / A Raia». As suas iniciativas mais emblemáticas são a realização de uma grande feira anual, alternando entre um e o outro lado da fronteira; a elaboração e actualização de uma base de dados estatísticos destinada aos agentes do desenvolvimento; a criação de grupos de trabalho temáticos; e a realização de acções de cooperação destinadas a jovens e idosos.
Foi assim que perdemos o direito, que era nosso, de falarmos na Raia como algo que nos identificava e diferenciava. A Raia éramos nós, mas agora está mais ao sul. Fala-se em Raia e a mente voa para a Idanha, que a conquistou de mote próprio.
Sim, a Raia era nossa. Era para todos o local transponível entre Portugal e Espanha, sinal de uma relação constante entre os dois lados, fruto do comércio legal e da candonga. Só aqui, no Sabugal, a raia era seca. Para lá da serra das Mesas tínhamos os cursos de água a obstaculizar. Primeiro a Bazágueda, depois o Erges, e após este o Tejo. A Norte, passado Vilar Formoso, havia a Ribeira dos Tourões e depois o rio Águeda até ao Douro.
Vamos ver se ainda chegamos a tempo de repor algo do que nos furtaram. É pois benquista essa ideia de nos irmanarmos com os de Espanha via autarquias representativas dos povos locais.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista
«A origem das capeias arraianas foi em Fóios, mas não vejo qualquer problema que outras aldeias também as realizem», foi o que o presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, declarou ao jornal Diário XXI, no dia em que se realiza a capeia da aldeia, assumindo que foi ali que tudo começou.
Hoje, 21 de Agosto, realiza-se nos Fóios a tradicional tourada raiana. O largo da praça foi fechado com bancadas de improviso para que a população possa assistir à evolução do forcão a que pegará a rapaziada fojeira.
O autarca dos Fóios, prestou declarações ao jornal Diário XXI por ocasião da realização da capeia na sua terra, falando do contexto local e temporal em que a tourada teve a sua génese. Após associar a origem da capeia ao contrabando efectuado pelas gentes dos Fóios, acaba afirmando que foi mesmo na sua terra que tudo começou e daí se espalhou pelas restantes aldeias raianas.
Transcrevemos o essencial do artigo de Daniel Sousa e Silva, jornalista do Diário XXI, que cita abundantemente o autarca dos Fóios:
«Era há muitos anos hábito os jovens irem ao contrabando a Espanha, muitas vezes com sacos de 20 ou 30 quilos às costas», estes grupos atravessavam as serras «onde havia muito gado bravo espanhol».
«Espicaçados pelo excesso de folia os contrabandistas decidiam cercá-lo e trazê-lo até à povoação». Nessa altura, «o gado era guardado nuns currais para depois ser levado até ao largo, onde os moços brincavam com eles para mostrar que eram valentes».
«Os espanhóis aperceberam-se da forma como o seu gado estava a desaparecer. Naturalmente apresentaram queixas junto das autoridades portuguesas e até houve alguns problemas», explicou.
Como as pessoas da aldeia «gostavam mesmo muito daquela animação, decidiram ir falar com uns agricultores espanhóis para que o gado pudesse vir até cá por mútuo acordo», esclarece José Manuel Campos. Foi assim, «em data difícil de estimar», que arrancou a tradição nos moldes actuais.
A popularidade da festa de Fóios espalhou-se e agora a tradição repete-se em mais de uma dezena de localidades do Sabugal.
Uma entrevista que certamente irá gerar polémica, porque outras terras raianas têm reclamado estarem na origem da peculiar tourada raiana, única no mundo. Adérito Tavares, professor universitário natural de Aldeia do Bispo, defende no seu livro «A Capeia Arraiana» que a tourada teve origem na Lageosa e nos Forcalhos, aldeias portuguesas que estão defronte da Ginestosa, uma extensa mata espanhola onde os toiros bravos pastavam. O gado bravo atravessava frequentemente a raia e invadia os terrenos de cultivo portugueses. «Entre protestos e ameaças, os ganadeiros espanhóis começaram a pagar os prejuízos cedendo gratuitamente, a algumas aldeias raianas, uma meia dúzia de vacas bravas durante um dia», escreve o autor, cuja tese surge agora contrariada por José Manuel Campos.
plb
A Junta de Freguesia entendeu criar um novo sitio na Internet para melhor divulgar as actividades e possuir um meio interactivo de comunicação com a população.
José Manuel Campos, o autarca dos Fóios entendeu que estava na hora de mudar a face da freguesia na rede mundial e pediu à Câmara Municipal do Sabugal a criação de uma nova página na web, a qual foi criada e desenvolvida pelo sector de informática da autarquia. O resultado foi um portal mais sugestivo, de navegação prática e boa orientação. O conteúdo, que estará em permanente actualização, é mais sugestivo do que o da página oficial anterior, que foi definitivamente abandonada. Contém fotografias, notícias da freguesia, informações diversas e contém uma entrada directa para um blogue de discussão acerca da evolução da freguesia.
«Temos, a partir de agora, uma página na Internet que pretendemos seja um verdadeiro elo de ligação entre todos os fojeiros e outras pessoas amigas que pretendam compartilhar connosco tudo quanto de bom, e menos bom, por cá e por lá se vai passando», diz o presidente da Junta na mensagem de abertura do portal.
Para José Campos a página da Internet é um instrumento imprescindível na construção do futuro colectivo da freguesia: «Estará aberta e à disposição de todos. Saibamos usá-la com a maior liberdade mas também com a maior responsabilidade. Que seja um verdadeiro factor de união e de aproximação são os nossos votos.»
O portal pode ser visitado em: www.foios.juntafreguesia.com
plb
Dentro do programa «Caminhadas pelo Interior», promovido pela presidência da Câmara Municipal do Sabugal, vai realizar-se no dia 27 de Julho, sexta-feira, um passeio nocturno entre Fóios e Navasfrias, fazendo rememorar os tempos do contrabando.
Esta será a quarta caminhada pelo Interior, a qual terá um percurso que inclui a travessia da fronteira, refazendo o percurso que antigamente era usado pelos contrabandistas raianos que viviam da veniaga com os espanhóis. O passeio pedestre será também um momento de convívio entre os participantes que se espera virem a ser muitos, dado interesse que o mesmo poderá despertar.
O ponto de encontro será no largo dos Fóios, defronte ao edifício do Centro Cívico), pelas 20 horas. A Junta de Freguesia receberá os participantes oferecendo um Porto de Honra, após o que a caminhada se iniciará até Navasfrias, onde está prevista uma boa recepção e um convívio entre os participantes.
Quem pretender inscrever-se e colher informação suplementar poderá fazê-lo através dos telefones: 963935277, 961889266, 963935155, 963935135.
O principal objectivo desta inicitiva camarária´lançada em Abril deste ano,é a divulgação do Interior esquecido tal como consta num documento de divulgação editado pelo Municipio. As caminhadas têm lugar uma vez por mês, sempre com novos percursos para descobrir.
plb
A Junta de Freguesia dos Fóios e o município vizinho de Navasfrias preparam um projecto conjunto de reconstrução da «Mesa dos Quatro Bispos» na Serra das Mesas.
O presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, em declarações ao jornal «A Guarda» lembrou que de acordo com a lenda, perto das nascentes dos irmãos gémeos Côa e Águeda, no ponto mais alto da Serra das Mesas, a 1265 metros de altitude «existia uma grande mesa, na confluência dos distritos portugueses de Lamego e da Guarda e das províncias espanholas da Estremadura e de Castilla y Léon».
«Era nessa grande mesa que os quatro bispos se reuniam, analisavam e discutiam as questões de cada bispado, cada um sentado no seu território» esclareceu o autarca acrescentando que em conjunto com o alcalde de Navasfrias, Celso Ramos, «admitem construir naquele local emblemático e com vistas panorâmicas fabulosas uma mesa em pedra com cerca de 50 metros quadrados enquadrada com quatro cadeirões esculpidos a partir de barrocos».
José Manuel Campos referiu ainda ao semanário guardense que já levou o Bispo da Diocese da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício ao local e que este lhe terá dito que gostava da ideia e aceitou desde logo vir sentar-se à Mesa no dia da inauguração.
Imaginação e projectos não faltam ao professor José Manuel Campos, mítico presidente da Junta de Freguesia dos Fóios que até com a ajuda dos barrocos vai continuando a (re)fazer a História ensinando a todos que só no mapa é que a sua terra é a última.
jcl
O presidente da Junta Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, distinto colaborador do Capeia Arraiana, prestou um interessante depoimento ao jornal «Diário As Beiras» de Coimbra, onde falou na ligação das gentes da sua terra à aventura da emigração.
Não havendo futuro promissor, o «sonho francês» enraizou-se nas gentes raianas, sendo os Fóios uma das freguesias que mais contribuiu para a aventura da emigração nos anos 50 e 60 do século XX. José Campos contou no jornal, na edição de 6 de Maio, a sua própria experiência enquanto emigrante que foi «a salto» para França, pela mão de um «passador».
«Os emigrantes saíam bichos e vinham mais tarde formados, nem que fosse pela Universidade da Vida, após privações sacrifícios, fugindo de carabineiros e guardilhas», recordou o autarca, que hoje se orgulha do rumo que a aldeia tomou, deixando de ser apelidada de «calcanhar do mundo», porque encontrou os caminhos do progresso. E para isso contribuíram muito os emigrantes de França e de outros lugares que após remediarem a vida regressaram às origens, construíram a sua casa e nalguns casos montaram o seu negócio.
Um testemunho recolhido pelo jornalista guardense José Domingos, que vale a pena ler.
plb
Na quarta-feira, dia 25 de Abril, teve início a 5.ª edição do torneio de futsal do concelho do Sabugal, num dos jogos disputados os Fóios venceram uma equipa do Sabugal.
O torneio de futsal, que o Município de Sabugal já organiza vai para cinco anos, decorre nos meses de Abril, Maio e Junho e não haja dúvidas de que dá vida às nossas terras.
Antes, durante e depois dos jogos vão-se vendo bastantes pessoas nas ruas quer da terra quer acompanhantes das equipas visitantes.
O Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios recebeu uma equipa de jovens do Sabugal que se designa por «Transcudânia».
Uma formação de jovens que sabem jogar à bola. O GCD dos Foios venceu por 4-2 estando, ao intervalo, a vencer por 3-0.
Depois do jogo houve um lanche ajantarado no parque de merendas que fica junto da praia fluvial. Foi bonito ver os jovens a conviver como se fossem todos da mesma terra. A praça estava cheia de carros e os bares também com muito movimento. Espero e desejo que os jogos futuros decorram sempre neste espírito de verdadeira e sã camaradagem.
José Manuel Campos
Vai ser criado um museu de arte rupestre na freguesia dos Fóios, concelho do Sabugal, em cuja área geográfica nasce o rio Côa.
O museu vai ficar instalado numa área de cerca de 80 metros quadrados do edifício do Centro Cívico dos Fóios, cuja construção está em fase conclusiva. O facto do rio Côa nascer na serra das Mesas, a pouca distância dos Fóios e dentro do seu limite geográfico, foi determinante para a decisão de ali instalar o museu. O rio Côa está de há muito ligado à arte rupestre, existente em muitos pontos do vale por onde segue a caminho da foz, e isso fez com que o povo mais próximo da origem do rio tenha decidido instalar um espaço expositivo dedicado à arte dos povos primitivos.
José Manuel Campos, presidente da Junta de Freguesia pensou inicialmente em criar um museu dedicado à capeia à moda da raia mas essa ideia foi abandonada. «Entendeu-se por bem contactar com os técnicos responsáveis pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa a quem foi apresentada a ideia, mostrando disponibilidade para a estudarem», disse-nos o autarca.
Hoje, dia 23 de Abril, deslocaram-se aos Fóios dois desses técnicos, acompanhados pelo Presidente do Município, Manuel Rito, o arqueólogo municipal, Marcos Osório, e o administrador da empresa municipal Sabugal +, Norberto Manso, a fim de verificarem no local a viabilidade do projecto.
Após visita às instalações do Centro Cívico entenderam que as mesmas são adequadas para instalar o espaço museológico. José Manuel Campos, ficou satisfeito com a conclusão dos técnico e anunciou que os mesmos decidiram em acordo com ajunta de Freguesia «dar início ao projecto de modo a que na inauguração do Centro Cívico o museu já esteja instalado».
Os visitantes visitaram ainda a nascente do rio Côa, a casa do Lameirão, ali próxima, e a outros locais dignos de interesse na Serra das Mesas e na localidade dos Fóios.
No final da visita, o autarca exprimia a sua alegria: «Na qualidade de Presidente de Junta e julgando interpretar fielmente o sentimento da população que represento pretendo agradecer aos referidos técnicos bem como ao Senhor Presidente da Câmara a vontade e o interesse que manifestaram.»
plb
A nascente do Rio Côa, nos Fóios, tem recebido a visita de muita gente, tornando-se progressivamente num ponto de interesse para os que residem no concelho do Sabugal, bem como para os que visitam a região.
Há alguns dias um grupo de professoras, auxiliares da acção educativa e alunos do primeiro ciclo de Santo Estevão e Casteleiro, freguesias do sul do concelho do Sabugal, visitaram a nascente do Côa e toda a sua envolvente, na Serra das Mesas.
O presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, também ele professor do primeiro ciclo, orientou a visita, correspondendo à solicitação das professoras que seguiram na comitiva. No local, a que se chegou graças ao recente arranjo da estrada de acesso, mostrou aos visitantes a Casa do Lameirão, que é um barroco com uma enorme cavidade, onde noutro tempo se escondiam e abrigavam os pastores e os contrabandistas. Para encanto dos excursionistas, sobretudo das crianças, contou também a lenda da mesa dos quatro bispos e do planalto do Lameirão.
A viagem à nascente do Côa efectuou-se em dia primaveril, pelo que se aproveitou a excelente luminosidade para contemplar a paisagem a partir dos magníficos miradouros. Todos puderam deslumbrar-se ao avistar ao longe a cidade da Guarda, Monsanto, Vilar Formoso e muitas das freguesias do concelho do Sabugal.
Assim se vai divulgando uma potencialidade que agora se tornou possível explorar. «As senhoras professoras, auxiliares e alunos gostaram e prometeram voltar com familiares e amigos», disse-nos satisfeito José Manuel Campos, anfitrião e cicerone da visita.
plb
Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos é um guerreiro que não desiste de batalhar pelo desenvolvimento da aldeia raiana onde nasce o rio Côa.
Capeia Arraiana foi aos Fóios conversar com um nosso amigo e colaborador, que nos recebeu com honras, que passaram pela degustação de um saborosíssimo jantar no restaurante «El Dorado».
Nos Fóios e no concelho do Sabugal é conhecido por Zé Manel, como aliás gosta de assinar, dando assim o ar de simplicidade e de popularidade que o caracterizam. Presidente de junta há longos anos, empenha-se por dar expressão à terra que administra. Antigamente chamavam aos Fóios o «calcanhar de mundo», tal o seu isolamento, mas hoje é uma aldeia conhecida, com bons acessos, excelentes equipamentos urbanísticos e variados negócios, recebendo muitos visitantes. «O restaurante serve diariamente dezenas de refeições, havendo gente que vem de muito longe para comer o nosso cabrito assado, o javali e as trutas, que são os ex-libris da nossa gastronomia», diz-nos o Zé Manel com uma ponta de orgulho.
Como autarca, sente ainda a veia revolucionária que o levou a candidatar-se pela primeira vez à Junta. «De vez em quando gosto de falar à população no adro da igreja como nos velhos tempos. Peço ao prior para anunciar que o presidente da junta quer falar ao povo e, no final da missa, assim que as pessoas saem da igreja, subo a um muro e dali falo à população dando-lhe conta de assuntos que interessam a todos».
Querendo lançar longe o nome da terra, organiza, de parceria com outras entidades locais, iniciativas culturais, recreativas e desportivas, que depois conseguem ter expressão na comunicação social, assim se enaltecendo espírito empreendedor e o bairrismo do povo dos Fóios. Foi assim com a organização dos carretos, jornadas culturais, torneios desportivos, a reparação do caminho para a nascente do Côa, a geminação com Eljas e as relações de proximidade com o alcalde de Navasfrias.
José Manuel Campos é o autarca do concelho que mais tem colaborado com o Capeia Arraiana, dando-nos conta do que de mais relevante ocorre na freguesia, ou enviando ele mesmo artigos por si assinados. Uma cooperação que irá prosseguir em nome da amizade e do empenho no desenvolvimento das nossas terras.
plb
O município espanhol de Navasfrias recebeu esta sexta-feira, 30 de Março, da Junta de Castilla y León, um moderno veículo todo-o-terreno equipa para o combate a incêndios florestais.
O Capeia Arraiana esteve na cerimónia de apresentação do novo veículo de combate a incêndios florestais do município de Navasfrias (província de Salamanca) que pertence à comunidade autónoma de Castilla y León onde fomos recebidos pelo alcalde, Celso Ramos, homem pragmático e de cultura (fundador da editora livreira Constância-Santillana). O autarca estava naturalmente feliz e em conversa animada com o presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, prometeu-lhe: «Um dia que tenhas um incêndio até vamos voando» para a seguir acrescentar em tom mais sério «este carro vai ficar estacionado em Navasfrias, com duas equipas de dois bombeiros que frequentaram um curso de formação mas, se for necessário, vai acudir a sinistros do lado português». Celso Ramos confirmou ter uma excelente relação com as freguesias raianas e com a Cãmara Municipal do Sabugal e em jeito de conclusão sempre foi dizendo «O presidente Rito es un bon paisano!»
A apresentação técnica do Mercedes Unimog esteve a cargo de Ignacio Relaño, chefe do serviço territorial de protecção da Natureza de Salamanca que fez questão de realçar as qualidades do equipamento. «Carregado com 4800 litros de água mais a espuma pesa quase 20 toneladas e por isso tem a velocidade limitada a 90 quilómetros por hora mas pode chegar aos 160. Tem três bombas, alta e baixa pressão e espuma para combate a sinistros com combustíveis e as mangueiras podem debitar entre 20 a 150 litros por minuto». «Já entregámos 14 viaturas desde Dezembro nas nove províncias de Castilla y León. Os municípios suportam os custos de manutenção e das equipas que operam com os veículos e que são recrutadas na localidade».
O ditado português «de Espanha nem bom vento nem bom casamento» teve sempre pouco aproveitamento na região raiana do Sabugal. Os marcos fronteiriços severamente guardados por carabineiros e guardas fiscais nunca foram impeditivos de um bom relacionamento entre os dois lados da fronteira. Os nossos contrabandistas nunca foram criminosos quanto muito praticaram alguns delitos menores à luz da lei vigente apesar de, escondidas entre torgas rosáceas, algumas cruzes talhadas na pedra lembrarem onde os tiros das autoridades fizeram tombar aqueles que só queriam dar de comer aos filhos.
Agora ao passar pela imensa floresta dos baldios fojeiros da Serra das Mesas, preservada com amor pelas equipas de sapadores, sentindo a frescura das nascentes do Águeda e do Côa fica-nos a certeza de ter muito a aprender com os nossos amigos espanhóis.
Os graníticos marcos fronteiriços são testemunhas silenciosas da história ibérica de dois povos que têm quase tudo em comum.
jcl
No último domingo, 26 de Março, a Associação Hípica do Soito organizou um encontro de cavaleiros no sítio do Pissarão, local onde confina o limite da freguesia dos Fóios (Portugal) com o de Valverde del Fresno (Espanha).
Foi um autêntico espectáculo! Cerca de 200 cavalos e cerca de 300 pessoas criaram, em plena serra, um mosaico colorido que dificilmente se poderá imaginar. Por volta das 11 horas começaram a chegar os espanhóis, com as borrachas às costas, alegres e radiantes como também o Sol estava. Entre as 11 e as 12 horas chegava gente de todos os lados. Crianças, jovens e adultos marcaram presença. A maioria dos cavaleiros espanhóis eram de Valverde mas havia também de Eljas Navasfrias. Do lado português havia cavaleiros da Aldeia Velha, Foios, Lageosa e Soito que tinha a maior representação. Confesso que várias vezes recordei os nossos antepassados, com particular destaque para os cavaleiros do Soito, que muitas noites passaram nessa zona com os cavalos carregados de minério que procuravam fazer chegar à mina, fictícia, que ainda hoje lá se encontra, e onde nunca se explorou um grama do dito mineral. O importante era alcançá-la.
O restaurante do Beto Martins serviu uma excelente refeição onde não faltou o bacalhau com batata a murro e um excelente assado de borrego. Após o almoço os espanhóis organizaram umas corridas de cavalos à semelhança do que fazem nas festas do S. Blas, por altura do Carnaval.
Na passagem pelos Fóios, por volta das 16 horas, a Junta de Freguesia colocou, no largo da Praça, umas grades de cervejas e sumos num gesto de reconhecimento a todos os participantes.
A Associação Hípica do Soito, a sua congénere de Valverde del Fresno e todos os cavaleiros da raia, especialmente os que participaram, estão de parabéns. Repitam porque valeu a pena.
Viva a Raia!
José Manuel Campos
O Capeia Arraiana recebeu do Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, com pedido de publicação, uma carta aberta, intitulada «Melhoramentos no complexo desportivo de Fóios», na qual dá conta de obras de vulto naquela aldeia raiana e agradece os trabalhos realizados pela empresa «Chupas & Morrão, SA».
«Tendo em pleno funcionamento o campo polivalente, campo de ténis e balneários restava-nos melhorar o campo de futebol. Os trabalhos tiveram hoje início. Diz o ditado, e muito bem, que uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto.
Quando a empresa «Chupas & Morrão, S.A» se apresentou nos Fóios para iniciar os trabalhos da ETAR solicitaram a nossa colaboração necessitavam de um espaço para o estaleiro, de terra com pedra, para enchimento, bem como de umas centenas de carradas de saibro. Prontamente nos prontificámos a colaborar em tudo quanto fosse necessário e possível. Quando os trabalhos já estavam a decorrer, a bom ritmo, contactámos com o Senhor Eng.º Aristides dizendo-lhe que precisávamos de uma pequena ajuda e que muito agradeceríamos caso se dignasse aceder ao nosso pedido.
Acedeu, na verdade. Veio aos Fóios e fomos ver os locais onde nos poderiam ajudar. Arranjo de um caminho e nivelar e ensaibrar o campo de futebol, foi o que lhe pedimos. Disse-nos o Sr. Eng.º Aristides que iriam colaborar connosco tal como nós colaborámos com a empresa.
Digo, muito sinceramente, que aguardávamos que nos viessem prestar os serviços pretendidos mas não com as máquinas e com os homens que hoje, terça-feira, 27 de Março de 2007, se apresentaram. Niveladora, cilindro, três camiões, uma máquina para carregar o saibro, os respectivos operadores e mais quatro homens. O campo de futebol foi nivelado e já levou cerca de trinta carradas de saibro. Os trabalhos prosseguirão amanhã, quarta-feira, e logo que o campo esteja terminado passaremos aos caminhos.
Interpretando, fielmente o sentimento da população local, quero agradecer, aqui e agora, à empresa «Chupas & Morrão, S.A» na pessoa do seu representante, Senhor Eng.º Aristides, bem com ao Encarregado, Sr. Raul e todos os funcionários da firma que estão envolvidos nesta tarefa e na construção da ETAR que, felizmente, se encontra em fase de acabamentos.
O Presidente da Freguesia de Fóios
José Manuel Campos»
O Conselho Directivo da Baldio dos Fóios aposta na limpeza dos caminhos de acesso às áreas de baldio da freguesia, onde existe uma grande valiosa mancha florestal, em grande parte constituída por pinhais.
A freguesia raiana dos Fóios, no concelho do Sabugal, possui uma grande área de baldio onde existem belíssimos pinhais como, infelizmente, já não se vão vendo em muitas zonas do País. Nesta altura procede-se à devastação de uma área de pinhal e, de acordo com a Lei, couberam à Junta de Freguesia 14 mil euros que vão ser dispendidos no melhoramento de caminhos, que dão acesso ao baldio, e na aquisição de um palco, segundo informou nos informou José Manuel Campos, presidente da Junta de Freguesia.
«Os Técnicos do Núcleo Florestal da Guarda têm desenvolvido um trabalho de reconhecido mérito, nessa área de baldio, e com o presente 4.º quadro comunitário de apoio muito mais e melhor deverá acontecer. O planeamento está a ser feito e acreditamos que dentro de algum tempo possa haver boas notícias. O Governo pretende apostar, fortemente, no meio rural pelo que temos fé e esperança que alguma fatia possa vir para o nosso concelho», declarou o autarca ao Capeia Arraiana.
plb
Algumas dezenas de trabalhadores da Portugal Telecom foram de diversos pontos do país até aos Fóios, para aí almoçarem e conviverem.
No dia 22 de Março um grupo de funcionários da PT esteve a almoçar, no restaurante «El Dorado» nos Fóios, no concelho do Sabugal. O presidente da Junta de Freguesia, José Manuel Campos, serviu de anfitrião, recebendo e acompanhando os convivas, dentre os quais marcou presença o presidente da Comissão de Trabalhadores, Francisco Gonçalves.
O presidente da Junta de Freguesia esteve à fala com o Capeia Arraiana: «são muitas as vezes que funcionários da PT do nosso distrito vêm almoçar aos Fóios e desta vez decidiram reunir aqui personalidades de destaque». José Campos vê com muito agrado estes encontros, pois eles representam muito para a freguesia. A sua realização regular comprova a crescente importância dos Fóios, que continua a ser ponto de encontro de muitos grupos que ali vão saborear a gastronomia local. Tudo isso é um sinal de progresso desejando que venham mais vezes.
Ao meio da tarde o presidente da Junta convidou os visitantes a tomar uma bebida, na sua residência e, aí foi tirada uma fotografia de grupo.
plb
Nos Fóios realizou-se mais uma festa dos Zés, a qual reuniu hoje (17 de Março) cerca de quarenta amigos, todos de nome José, a que se juntaram as respectivas famílias.
As festas onomásticas ganharam foros de regularidade, e são hoje um lugar comum. Porém este ano, nos Fóios, concelho do Sabugal, os Zés encontraram-se sujeitando a sua festa a moldes diferentes. A originalidade desta festa de 2007 foi a obediência a um programa mais formal.
A festa iniciou-se com uma missa solene, seguida de romagem ao cemitério local, em memória dos Josés já falecidos. Só depois chegou o convívio propriamente dito, com suculento almoço no viveiro das trutas, no Restaurante Trutalcôa.
A meio da tarde, de volta à aldeia, o grupo de convivas rondou pelas ruas dos Fóios, acompanhados pelo acordeonista Jorge da Lageosa da Raia. Só no fim da volta os Zés se separaram, rodando cada qual à sua vida. Antes porém, nomearam-se mordomos para que a festa esteja garantida em 2008, todos desejando que se mantenha o formato imprimido este ano.
plb
