You are currently browsing the category archive for the 'Aldeia do Bispo' category.
Uma das mais activas associações do concelho do Sabugal tem a sua sede em Aldeia do Bispo. Falamos da Raiar uma associação que aproveita todos os anos o mês de Agosto para actividades culturais e ambientais.
A Associação Raiar apresenta-se como uma associação com um «cunho marcadamente cultural que tem como objectivos mais vastos preservar o património herdado dos nossos pais, nos capítulos social, cultural, económico, arquitectónico, e transmiti-lo ampliado e enriquecido aos nossos filhos e para tanto, tentaremos envolver, neste movimento, o maior número possível de pessoas de Aldeia do Bispo, quer residentes em Portugal, quer no exterior».
A Raiar conta entre os seus membros com ilustres sabugalenses. Que nos desculpem os restantes mas nunca é demais destacar ilustres lagarteiros como o professor Adérito Tavares, o pintor Alcínio Fernandes Vicente, o padre Carlos Manso Fernandes e o master da página Internet Paulo Adão.
O plano de actividades para o próximo mês de Agosto contempla a Assembleia Geral da Raiar, o «Dia do Ambiente e do Património» e três passeios a pé pelos bonitos caminhos da raia.
No domingo, dia 3, caminhada entre Alfaiates e Aldeia do Bispo com passagem pela Sacaparte, Senhora dos Prazeres, Matança, Cabeço Vermelho, Barreiras e Tapada. A associação colocará à disposição dos participantes um autocarro entre Aldeia do Bispo e a Sacaparte.
Na sexta-feira, dia 8, caminhada no escuro desde Aldeia do Bispo até Aldeia Velha e regresso a Aldeia do Bispo.
Na quinta-feira, dia 14, estão todos convidados a participar no «Dia do Ambiente e do Património» com instalação dos postes em madeira com as setas de orientação, arranjo da zona envolvente da mesa de orientação na Matança, instalação do painel informativo com os mapas e dos marcos miliários, o arranjo do Largo da Fonte, a limpeza da Ribeiro entre a Fonte e o Poço, a recolha de lixo volumoso e a sensibilização dos jovens para a recolha de papéis e plásticos junto à ponte do quartel até à estação de elevação dos esgotos. A jornada completa-se com a plantação de árvores junto à mesa de orientação e à demonstração do toque dos sinos em diversas circunstâncias.
No feriado de 15 de Agosto será inaugurado o percurso «Rota do Malhão» com uma caminhada entre o Pocinho, Valongo, Matança, Nascente do Rio Côa, Cabeço Vermelho, Barreiras, Tapadas e Carrasqueiros. No final haverá um piquenique no Largo do Enxido.
jcl
A capeia arraiana de Aldeia do bispo, que se realiza a 11 de Agosto, já tem cartaz de divulgação. E é um cartaz de apurado efeito estético, uma autêntica obra prima, como bem o classifica Américo Rodrigues, no seu blogue «Café Mondego», cujo texto transcrevemos, com a devida vénia.
«Belo! Arrebatador! Excelente!
São estes os adjectivos que posso usar para classificar o cartaz relativo à capeia de Aldeia do Bispo deste ano. Da autoria de Jorge dos Reis este cartaz é uma obra-prima! Uma fantástica peça de tipografia que promove uma nova imagem de uma tradição ancestral. Melhor…seria difícil. Jorge usa a gíria raiana e os tipos de letras para dar forma a um ícone (touro) ligado a uma prática tradicional colectiva. E o touro passa a ser símbolo de uma certa modernidade que é preciso colocar ao serviço da cultura popular.
Parabéns ao criador. Mas, também, aos mordomos e, principalmente, a quem teve a coragem de avançar com aquilo que, só à primeira vista, parece um corte com a tradição, o eng. Ismael Pereira. Não há corte nenhum, o que houve foi inteligência para colocar técnicas e estéticas contemporâneas ao serviço de uma tradição. Parabéns a todos. Oxalá que isto sirva de exemplo a certas entidades que insistem em publicar cartazes de m…, apenas porque são mais baratos (não haveriam de ser? Se não prestam?!)ou, então, porque os responsáveis não têm a mínima ideia do que deve ser a imagem de um concelho ou de uma realização.»
plb
A XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal foi um sucesso. O «novo» Campo Pequeno recebeu com esplendor cerca de 2500 aficionados que vibraram em Lisboa com a nossa tradição. O grande responsável por esta jornada de promoção do Sabugal foi José Eduardo Lucas, presidente da Direcção da «Casa». Vamos conhecer um pouco melhor este raiano genuíno.
A conversa com José Eduardo Lucas decorreu numa esplanada tendo como pano de fundo a Praça de Touros do Campo Pequeno após mais uma reunião com a administração responsável pelo moderno espaço taurino e de espectáculos.
– Quem é José Eduardo Lucas?
– Sou natural de Aldeia do Bispo, concelho do Sabugal. Nasci em 1944 no dia 13 de Maio. Os meus pais, Lucinda e José Lucas, tiveram mais um filho, o meu irmão Florentino. Andei até à 3.ª classe em Vale de Espinho e fiz o exame da quarta em Aldeia do Bispo. Foi, depois, estudar para o Sabugal. Tirei o antigo quinto ano como interno no Colégio de Tondela. – Porquê? Porque o meu pai era muito amigo do director. – Desse tempo recordo a grande aventura de ter ido de abalada até Paris, sózinho, com apenas 16 anos.
A tropa, com a especialidade de atirador, foi cumprida em Lisboa, Tavira, Guarda e em Angola nas cidades de Luanda, Nova Lisboa, e Dembos. Regressou a Lisboa, terminou o curso comercial e ingressou no Banco Pinto e Sotto Maior. Reformou-se cedo e tornou-se consultor financeiro numa empresa de material de guerra que fechou arrastada pelo queda do muro de Berlim. Actualmente é um empresário com interesses em áreas tão díspares como gasolineiras, energias eólicas, agências de viagens e empresas marítimas sedeadas no Porto de Lisboa.
Quisemos saber qual era a sua relação com a Casa do Concelho do Sabugal. «Sou sócio da Casa desde sempre. Apercebi-me das dificuldades na sua gestão durante o ano passado e decidi candidatar-me formando uma lista com o apoio de vários amigos», recorda demonstrando a quem o escuta grande firmeza nas decisões.
«Depois de termos tomado posse em Janeiro deste ano verificámos que as finanças da Casa estavam num estado crítico. Havia dívidas que não estavam relatadas no relatório aprovado em Assembleia Geral pela anterior Direcção. Mas não desistimos. A minha experiência bancária permitiu-me contactar as entidades credoras, Estado e particulares, e negociar prazos para pagamento das dívidas. É com satisfação que já posso afirmar que temos tudo controlado e em fase de resolução. A actividade gastronómica tem cada dia mais adesão e os sócios sentem o empenhamento da minha Direcção», esclarece num tom onde se confunde o bancário e o empresário.
– E quando é que surge a hipótese da Capeia Arraiana no Campo Pequeno?
– No início de Abril, os problemas da «Casa» estavam controlados e achei que deviamos retomar a nossa tradição no novo Campo Pequeno. As primeiras reacções ao meu querer foram unânimes – Impossível – mas… alcançámos o impossível e a praça de touros nunca tinha atraído tantos raianos como em 2008. Num espaço de um mês superámos muitas dificuldades inesperadas e conseguimos autorização para que a corrida se realizasse. A entidade nacional que autoriza as festas taurinas no Campo Pequeno solicitou um documento detalhado a explicar como funcionava uma capeia. Esta nova administração do Campo Pequeno nunca tinha ouvido falar num forcão e quando chegou o dia da corrida estavam assustados porque praticamente não tinham vendido ingressos na bilheteira. Já tinhamos avançado com um cheque de 50 por cento e na manhã do próprio dia 31 de Maio, contrariando o acordo firmado, solicitaram a entrega antecipada do cheque que liquidava a totalidade do valor acordado. O afluxo de raianos superou todas as expectativas. Em duas horas (entre as 15 e as 17 horas) foram vendidos na bilheteira 1197 bilhetes tendo os funcionários comentado que não estavam habituados a um movimento tão intenso. No final foram contabilizados cerca de 2500 espectadores.
Os cinco imponentes touros (um grande olé para o último a entrar na praça) e uma bezerra (de fraca figura) vieram da ganadaria de José Dias em Benavente, Santo Estêvão. «Era um gado forte e fino. O povo raiano do forcão portou-se com valentia e determinação. O espectáculo foi abrilhantado com a charanga La Mosca de Ciudad Rodrigo, o salero do casal sevilhano e com a arte e mestria do cavaleiro soitense José Manuel muito aplaudido pela assistência», fez questão de realçar o presidente da «Casa».
– Como conseguiram autorização para o convívio no espaço desportivo?
– Tivemos, atempadamente, negociações com a direcção do Clube Operário que foram, desde o primeiro contacto, de uma simpatia extrema. Negociámos um valor aceitável e o espaço pôde ser utilizado por centenas de sabugalenses antes e depois da tourada. Foi um convívio inesquecível.
– E para o ano há mais?
– A corrida foi um sucesso e as bilheteiras satisfatórias. Agradeço à Câmara Municipal do Sabugal, às Juntas de Freguesia e empresas que nos apoiaram e a todos os que marcaram presença na capeia. Soubemos depois que pela primeira vez numa tourada a cerveja esgotou nos bares concessionados dentro da praça. Infelizmente a Casa não teve autorização para gerir nenhum. O balanço final é muito positivo e vamos arranjar soluções para melhorar alguns pormenores. Já estamos a trabalhar na edição de 2009 e muito em breve vamos ser recebidos pela administração do Campo Pequeno para discutirmos a organização da capeia do próximo ano.
A terminar quisemos saber quais os projectos em que está empenhada a Direcção da Casa do Concelho do Sabugal…
– Queremos que o futuro da embaixada do concelho do Sabugal em Lisboa seja risonho e que continue activa como até aqui. Não sou de desistir e sinto o apoio da minha Direcção, dos associados e da Câmara Municipal do Sabugal. Assinámos um protocolo com a autarquia e a cooperativa para a promoção e venda dos produtos raianos em Lisboa. Estamos muito empenhados em nos associarmos à Pró-Raia porque lhe reconhecemos capacidade e iniciativa interventiva. A «Casa» está disposta a apoiar todas as actividades das associações do concelho e em especial da ADES. Apelo às Juntas de Freguesia que ainda não são sócias que reconheçam o nosso esforço em prol das nossas gentes em Lisboa e que nos apoiem associando-se. Como presidente da Direcção da Casa do Concelho do Sabugal reafirmo a minha disponibilidade para lutar pelos interesses das gentes de Ribacôa.
Sentimos que a «Casa» está em boas mãos. José Eduardo Lucas é um bom conversador, com opinião crítica e vocação natural para a gestão empresarial. Enfim… com muito «jeito para o negócio».
jcl
A paróquia de Aldeia do Bispo, no concelho do Sabugal, celebra a 17 de Janeiro a tradicional festa de Santo Antão.
Santo Antão é um dos santos mais populares das terras de Ribacôa e das vizinhas de Castela-Leão e Extremadura. O extinto convento da Benespera, teve entre nós, uma grande influência na divulgação do culto deste santo eremita, nascido no ano 250, no Egipto onde faleceu com 106 anos. É o padroeiro dos animais domésticos e o porco é um dos ícones da sua figura.
É também o padroeiro da Igreja Paroquial de Aldeia do Bispo e, segundo as memórias paroquiais, os moradores das terras vizinhas, sobretudo de Navasfrias vinham todos os anos em romaria à sua festa. O largo do Enxido, onde se situa a Igreja, com a sua considerável área, é expressão do local, onde outrora se concentravam os animais domésticos para, antes ou depois da missa, fazerem a volta à Igreja e assim receberem a bênção e a intercessão de S. Antão.
Juntamente com festa de Nossa Senhora dos Milagres é o evento religioso mais tradicional e com maior impacto entre os seus naturais. A verdade é que a data de 17 de Janeiro mantém-se inalterada resistindo à tentação de a transferir para o fim-de-semana.
Este ano os quatro mordomos apresentam um programa que começa às 9 horas da manhã de quinta-feira com a alvorada; às 11.30 será celebrada Missa Solene seguida de procissão pelas principais ruas da aldeia; depois do almoço festivo e a partir das três e meia da tarde é tempo de convívio e animação; às 17 horas terá início o baile abrilhantado pelo conjunto Mário Madeira e às 22 horas a conclusão com o «fogo das lágrimas», expressão com que antigamente se denominava o fogo de artifício. E claro, durante o dia, os animais (poucos em consequência da desertificação humana) serão levados pelos seus donos a dar a volta à Igreja mantendo a tradição e recriando o ambiente de festa que caracteriza o dia de S. Antão em Aldeia do Bispo.
Carlos Fernandes
Sob a direcção de Justo Maria Nabais e com periodicidade trimestral o «Laje da Lancha» é o boletim dos lagarteiros de Aldeia do Bispo, no concelho do Sabugal.
Não nos cansamos de relembrar: um dos papéis fundamentais do Capeia Arraiana é a promoção e divulgação das nossas gentes e das nossas terras. Em tempo de acesso à informação à distância de um clique e de comunicação universal através das várias vertentes da Internet é sempre de saudar publicações que resistem e cumprem os seus objectivos em suporte papel. É este o caso do «Laje da Lancha», o boletim da sabugalense Aldeia do Bispo com periodicidade trimestral e uma tiragem de 500 exemplares.
Fundado por João António Nabais, o boletim tem como director Justo Maria Nabais e a redacção e impressão em Évora na Tipografia Diana Litográfica do Alentejo. Com uma boa apresentação gráfica e com excelente paginação a publicação «vive» das recordações de personagens de outros tempos, das actividades recentes e da opinião dos seus colaboradores.
O número de Agosto traz excelentes artigos como o do Tonho do Enxido sobre as malhas ilustrado por uma pintura a óleo de Alcínio Vicente, um artista da terra, ou a Extinção do Posto da Guarda Fiscal de Aldeia do Bispo, pelo capitão Nabais. A reabertura das piscinas de Aldeia do Bispo tem, também, um merecido destaque.
Os vizinhos Fóios e Forcalhos também coabitam pacificamente as páginas do «Laje da Lancha» dando à estampa o que de mais relevante por lá se vai passando.
O «Laje da Lancha» é com todo o mérito uma publicação raiana de qualidade que merece o nosso destaque.
jcl
Desta feita a viagem foi curta e demorou curtos minutos. Fomos ao encontro do Padre Carlos Manso Fernandes no Centro Paroquial da freguesia da Póvoa de Santo Adrião, concelho de Odivelas, onde este sabugalense acumula as funções de vigário paroquial com as de capelão no Hospital Amadora-Sintra.
Carlos Manso Fernandes nasceu em Aldeia do Bispo há 45 anos. Frequentou a escola primária local até à quarta classe e ingressou de seguida no Seminário Monfortino, em Fátima.
A sua formação continuou no Sul da Itália mais propriamente «em Bari, na região da Apulia, no calcanhar da bota» esclareceu-nos o Padre Carlos que sem se deter prosseguiu «mas depois estive seis anos em Roma onde estudei filosofia e teologia e fui ordenado diácono».
Sempre disponível para a sua ordem monfortina foi ordenado padre e colocado em Castro Verde durante dois anos. Voltou a Fátima para uma nova formação de dois anos e de novo o regresso, agora como pároco, à freguesia alentejana de Castro Verde onde esteve mais oito anos. «Mas não era o único. Há muitos padres naturais de Aldeia do Bispo no Alentejo», acrescenta.
E como é que chegou até aqui à Póvoa de Santo Adrião? «A nossa congregração religiosa tem um Superior que organiza as peças como um xadrez de acordo com as necessidades e nós, como temos espírito missionário, nunca estamos agarrados a um lugar. Assim sendo aqui estou à noite e aos fins-de-semana a ajudar o meu colega, o padre Luís, também monfortino, porque com 35 mil residentes a multi-étnica paróquia da Póvoa de Santo Adrião é muito complexa. Durante a semana sou o capelão do Hospital Amadora-Sintra para onde fui convidado por D. José Alves e onde presto apoio humano e espiritual aos doentes e familiares e aos funcionários», esclarece-nos o clérigo.
Mantém de forma muito intensa a sua relação com as origens e a família. «O meu pai já faleceu mas a minha mãe com 80 anos vive no lar de Aldeia do Bispo onde vou sempre que posso ao longo do ano.»
E aqui deixamos uma raiana confidência do nosso interlocutor: «As férias em Agosto são sagradas e tento marcá-las de forma a apanhar o núcleo central das capeias porque é a melhor forma de reencontrar os amigos.»
Mas os de Aldeia do Bispo são também chamados «lagarteiros»? O padre Carlos tem para isso uma explicação não-oficial sobre as origens e o significado da expressão.
«Há por aí algumas interpretações divergentes como, por exemplo, a da lagarta do pinheiro (o brasão da freguesia tem a rama dos pinhos) contudo, penso que está relacionado com a possibilidade ter existido na zona um santuário pagão dedicado ao lagarto. As aldeias espanholas em redor (Peña Parda, San Martín de Travejo, Eljas e Valverde del Fresno) têm um dialecto e uma simbologia próprios que podem estar relacionados com as romarias ao santuário do lagarto» clarifica o padre Carlos acrescentando a terminar um forte argumento católico: «O padroeiro da paróquia é São Miguel e diz-nos a História que quando havia um santuário pagão muito frequentado a Igreja Católica contrapunha com São Miguel a lutar contra o dragão.»
Capeia Arraiana sabe que os autarcas das referidas localidades espanholas têm vindo a promover a defesa do dialecto «a fala» considerado um património cultural «extremeño» porque este linguajar não é galego mas sim um dialecto de origem galaico-portuguesa.
Foi com muita satisfação que estivemos à fala com um homem moderno, de discurso fácil e ideias arrumadas que, aqui na cidade, nos ajuda a sentirmo-nos mais perto das nossas origens e das nossas terras.
Bem-haja padre Carlos.
jcl
«Respigos da Memória» é o título da exposição individual do artista Alcínio Vicente, natural de Aldeia do Bispo, na Galeria Artela no bairro de Telheiras em Lisboa.
«Os quadros de Alcínio Vicente expostos na Galeria Artela em Telheiras recordam, na sua maioria, os tempos passados não faltando quadros alusivos à nossa grande tradição raiana como a malha, o encerro e a capeia. Vale a pena ir lá e sentir as nossas origens» alertou-nos um sabugalense que muito prezamos. E como de facto é para isso que serve este projecto de comunicação Capeia Arraiana fomos à descoberta da obra do nosso artista.
Para já fica agendado um «À fala com… Alcínio Vicente» mas enquanto isso não acontece vale a pena dar um pulo ali a Telheiras à Galeria Artela (fica junto à estação do metro) e sentir um arrepio no corpo quanto olhamos quadros como «A Malha» (óleo sem tela 150×20cm, 2007), o «Encerro» (óleo sem tela 87×84cm, 2006/07), «Gadanheiro» (óleo s/tela, 120×100cm, 2006) e aquele que fez todas as nossas delícias o «Ao Forcão» (óleo sem tela, 65×81cm, 2006).
Alcínio Vicente, natural de Aldeia do Bispo, concelho do Sabugal, é licenciado em Artes
Plásticas (pintura) pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
A sua obra está presente nas colecções das Câmaras Municipais do Sabugal, Guarda e Sintra, na Casa do Concelho do Sabugal e na Casa das Beiras, no Sindicato dos Bancários, no Museu Soares Branco (Mafra) e em colecções particulares em Portugal, Espanha e França.
A exposição foi inaugurada a 12 de Maio e pode ser visitada até ao dia 17 de Junho na Galeria Artela, Rua Prof. João Barreira, nas Telheiras, em Lisboa. das 15 às 20 horas, de terça a domingo.
Vá, admire os quadros de Alcínio e deixe um pensamento de incentivo no livro de visitas deste artista sabugalense.
À laia de legenda aqui vos deixamos o escrito do artista raiano sobre a sua obra «O Encerro»: «Ecoa por montes e vales o tropel da cavalgada que avança ritmadamente numa densa nuvem de pó, por onde se divisa uma mancha ondulante espectacular movimento de luz e cor. Perpassam pela minha memória lendárias missões de garbosos cavaleiros e corcéis que se perdem na noite dos tempos.»
jcl
A associação RAIAR, organiza em Paris, no dia 14 de Maio (segunda-feira), uma conferência subordinada ao tema «As Origens de Aldeia do Bispo».
A conferência-debate, animada pelos membros da associação RAIAR, formada por naturais e descendentes de Aldeia do Bispo, terá lugar na biblioteca do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris. A conferência terá como principal orador Francois Cadiou, professor emérito da Universidade de Bordéus.
O propósito dos jovens raianos radicados em França é falar sobre Aldeia do Bispo, freguesia do concelho do Sabugal, conhecida como a «Princesa da Raia». Falar-se-á sobre as suas potencialidades e as oportunidades de desenvolvimento. Também se abordará o valor do vale do Côa como local que guarda um dos maiores santuários de arte rupestre da Europa.
Em paralelo haverá uma exposição de fotografias sobre Aldeia do Bispo.
O evento terá lugar às 18,30 horas do dia 14 de Maio, no n.º 51 da Avenue d’Iéna, em Paris, junto às estações do metro de Kleber ou Charles de Gaulle Etoile.
plb
Parece estar para breve o asfaltamento dos caminhos que ligam a aldeia espanhola de Navasfrias às terras portuguesas de Fóios e Aldeia do Bispo, cumprindo-se assim um velho anseio das povoações raianas dos dois lados da fronteira.
O Alcalde de Navasfrias, Celso Ramos, está seriamente empenhado na construção das estradas que ligam aquela aldeia espanhola às povoações portuguesas de Fóios e Aldeia do Bispo. Os responsáveis pela Diputación de Salamanca, a quem cabe tomar a decisão, há muito que prometem esse importante melhoramento, que contudo vem sendo adiado.
O presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, tem mantido conversações com o alcalde, que o informou ter recebido garantias de que o arranque das obras está para breve. «As populações, tanto de um lado como do outro da fronteira, esperam ansiosamente por tão importante melhoramento», afirmou o autarca fojeiro, que vem apostando na cooperação transfronteiriça.
Ainda segundo José Manuel Campos, «desde há muitos anos que os alcaldes de Navasfrias, povoação espanhola, vizinha de Foios, Aldeia do Bispo e Lageosa da Raia, autorizam os mordomos da capeia a deslocarem-se à área geográfica dessa localidade cortar os carvalhos para a construção do forcão». É desse relacionamento e dessa cumplicidade histórica que o autarca português espera novos frutos, até porque o troço que liga Navasfrias à Lageosa já está asfaltado, faltando apenas executar as obras de ligação às outras duas aldeias raianas.
Recorde-se que da parte portuguesa há já muitos anos que as estradas foram asfaltadas até à fronteira, faltando apenas que Espanha assuma as suas responsabilidades para que os povos dos dois países se sintam mais próximos.
Espera-se que os caminhos que durante décadas foram batidos pelos contrabandistas venham a breve trecho servir as relações económicas entre os dois países, mas desta feita sem a perseguição das autoridades.
plb
Um par de capeias arraianas, ambas com encerro, e um desfile alegórico são os ingredientes principais do Carnaval deste ano em Aldeia do Bispo, concelho do Sabugal.
Seguindo a tradição, a aldeia raiana, de forte apego aos toiros, programou para o período de Carnaval algumas iniciativas que visam trazer gente à freguesia nos dias festivos que se aproximam. Como vem sendo habitual nesta época, Aldeia do Bispo apresenta a genuína capeia, ou tourada com forcão. A diferença é que este ano serão duas as touradas, ambas com encerro dos toiros. A primeira realiza-se do domingo gordo, dia 18 de Fevereiro, e a segunda na terça-feira de Carnaval, dia 20.
Outra iniciativa que também segue a tradição da freguesia é o desfile alegórico que percorrerá as ruas da aldeia. Aqui pontuarão os imaginosos «cabeçudos» ou «gigantones», que pretensamente representam as figuras típicas da região.
Aldeia do Bispo tem sido a freguesia do concelho do Sabugal que melhor tem comemorado o período carnavalesco, recriando tradições antigas do Entrudo e adaptando-as aos novos tempos. A organização espera acolher na terra centenas de pessoas naturais, descendentes e amigas da aldeia raiana.
plb
A freguesia raiana do concelho do Sabugal projectou a construção de pavilhões industriais, tendo em vista fixar na aldeia algumas empresas, assim esperando inverter a tendência de desertificação populacional.
Luís Eduardo Afonso, presidente da Junta de Freguesia, é peremptório: «Promover a repovoação de Aldeia do Bispo é a nossa prioridade e a instalação de um parque industrial é fundamental para se conseguir esse intento.»
Em Outubro último a Assembleia de Freguesia aprovou o projecto da instalação de um pequeno Parque Industrial, para aí se instalarem empresas. A Junta fez estudos, foi visitar alguns parques empresariais na vizinha Espanha e elaborou um projecto detalhado, que foi apresentado à Câmara Municipal do Sabugal.
Foi adquirido um terreno, onde a Câmara se comprometeu a instalar as infra-estruturas. A junta construirá os pavilhões à medida que apareçam interessados em investir na freguesia. Cada espaço, cujo custo de construção rondará os 30 mil euros, será depois arrendado por um valor simbólico.
A primeira instalação vai ser construída a breve trecho, e albergará uma firma de fabrico de componentes em fibra para automóveis.
plb
O cantor de Coimbra André Sardet é o cabeça de cartaz dos variados espectáculos musicais que enquadram a 12.ª Feira das Tradições em Pinhel, actuando à meia-noite do dia 16 de Fevereiro, no Pavilhão de Espectáculos da cidade.
A edição deste ano da Feira das Tradições realiza-se 16 a 18 de Fevereiro, mantendo o objectivo de promover as actividades económicas do concelho e da região. O programa do evento, organizado pelo município, inclui, a par da feira, a realização de um colóquio sobre «expressões artesanais da vida rural» e uma conferência sobre «o estado das Artes em Portugal».
Haverá espectáculos para crianças, concertos de Bandas Filarmónicas (com destaque para a banda da PSP) animação de rua a cargo dos Pauliteiros de Miranda, um cortejo carnavalesco e um concurso de máscaras.
Ao nível musical destaca-se a actuação de André Sardet, logo na primeira noite da feira. No dia 17 actuarão os Expansive Soul e no último dia subirão ao palco dois grupos de música tradicional portuguesa: Sol na Eira e Trovas da Beira.
A feira centra-se no Centro de Congressos da cidade, um edifício camarário recente, construído para albergar grandes eventos, como o é esta feira que se tornou numa referência na região. A organização apostou forte na edição deste ano, no intuito de trazer a Pinhel alguns milhares de visitantes, vindos de todo o país.
plb
No dia 17 de Janeiro as gentes de Aldeia do Bispo, que dista 28 quilómetros do Sabugal, veneram Santo Antão, o protector dos animais.
Diz a lenda que há muitos anos atrás os vizinhos espanhóis de Navasfrias deslocavam-se em romaria para venerar a imagem do santo e para participar na procissão e missa pelas ruas da aldeia. Os agricultores fazem os seus animais dar duas voltas à igreja pedindo a protecção divina para que nada de mal lhes aconteça durante o próximo ano.
Os textos religiosos narram que «Santo Antão era um rico egípcio que, muito jovem, deu os seus bens aos pobres e emigrou para o deserto de Tebaida seguindo uma vida de eremita».
A imagem de Santo Antão de Aldeia do Bispo tem como particularidades um leitão aos pés e a bengala na mão e continua a ser venerado todos os anos para que proteja os animais dos agricultores
jcl

Clique para visitar a Habisabugal
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar





Comentários recentes