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Numa altura em que a politica autárquica começa a movimentar-se, conversámos com o presidente da Junta de Freguesia do Sabugal, que nos traçou uma perspectiva do que tem sido a sua actividade enquanto autarca, quais os projectos para o futuro e o que pensa do candidato do PS à presidência da Câmara Municipal.
Manuel Rasteiro é dos mais antigos e experientes autarcas do concelho do Sabugal. Há 25 anos que é sucessivamente eleito presidente da Junta, sempre pelo PS, partido de que é militante.
- Como é ser o autarca eleito mais antigo do concelho?
- Há outros também em funções há muitos anos, como o Joaquim Corte nas Quintas de S. Bartolomeu, o Domingos Romão na Lomba e o Zé Manel nos Fóios, embora este tenha estado fora um mandato. Fui eleito em 1982 e tomei posse no ano seguinte e desde aí tenho-me mantido. Há muita gente que pensa que isto não dá trabalho, mas eu sei bem o que custa ser um presidente de junta empenhado.
- Vai recandidatar-se?
- Logo se vê. Ainda não decidi em definitivo, mas é bem possível que me candidate a mais um mandato.
- De tudo o que realizou enquanto autarca nestes anos, qual é a obra que mais destaca?
- Os anos foram muitos, já se fez muita coisa e poder-se-ia ter feito muito mais, mas o que me marcou mais foi a construção do salão da Junta de Freguesia, pela importância que teve para o Sabugal e pelas verbas que envolveu. Também houve o embelezamento da cidade através da instalação de diversas estátuas. Todas as que existem no sabugal foram obra da Junta. Alguns opinaram que eram estátuas a mais, mas a verdade é que elas deram outra beleza à cidade.
- Há quem afirme que os presidentes de Junta das sedes de concelho têm o trabalho facilitado, porque a maior parte da actividade é desenvolvida pela própria câmara, ficando muitas vezes a junta de freguesia remetida para um papel secundário…
- Isso acontece de facto nalgumas sedes de concelho do nosso distrito, mas não aqui no Sabugal. A Câmara tem distribuído verbas de despesa de capital pelas juntas de freguesia e consequentemente o Sabugal também as recebe. Na Torre, anexa do Sabugal, todas as ruas e becos estão calcetados e isso foi feito na totalidade pela junta. Aqui no Sabugal são também muitas as ruas que foram calcetadas, até porque se não fossemos nós a fazê-lo possivelmente ainda não estariam assim.
- Muitos questionam-se acerca do que sucedeu ao tão badalado, há uns anos, projecto de requalificação do Largo da Fonte. Sabe em que ponto está esse projecto?
- O projecto é da responsabilidade da Câmara e eu vi-o exposto na Caixa Geral de Depósitos. Julgo que é muito importante requalificar o largo principal da cidade e estou confiante que o presidente da câmara, o Sr Manuel Rito, que tenho por pessoa de bem, não vai acabar o mandato sem iniciar a execução da obra. Eu há muito que defendo ali uma intervenção, assim como outras fundamentais, onde incluo a Rua 5 de Outubro, que deve ficar permanentemente vedada ao trânsito.
- Acha que a cidade tem tirado um verdadeiro proveito do rio Côa, ou isso está muito aquém do que seria possível?
- O rio é uma bandeira que as várias câmaras têm agitado, mas no fundo ainda ninguém teve a coragem de fazer aquilo que o Sabugal merece. A população tem coisas boas que depois não aproveita. Nós vamos para outras terras usufruir de coisas que também aqui temos, mas das quais não sabemos tirar verdadeiro partido. A Câmara entregou este ano a praia fluvial a uma empresa, também vejo que o rio está mais limpo, mas a nível de obras de fundo pouco ou nada foi feito desde que foi construída a praia fluvial. Sei que a Câmara tem um projecto para a zona entre-pontes, e espero que em breve se avance, pois é fundamental que o concelho tire maior partido do seu rio.
- O Partido Socialista já tem candidato a presidente da Câmara nas próximas eleições autárquicas. O que pensa da escolha de António Dionísio, um filho da terra, para encabeçar a lista do seu partido?
- Quando soube que o PS tinha convidado o Toni e ele tinha decidido aceitar o desafio, eu fiquei satisfeitíssimo. Conheço bem o Toni e sei que ele é homem de boas capacidades, pelo que penso que é candidato para vencer. Já falei com ele e sinto que tem vontade de ser presidente de todo o concelho. Ao contrário de outros, ele nunca será o presidente da cidade do Sabugal. Será antes o presidente das 40 freguesias.
- Mas há já quem afirme que ele nunca esteve na política, que não se lhe conhece opinião…
- Fez o seu percurso profissional, empenhando-se no seu trabalho, por isso chegou a chefe de finanças, cargo que lhe tem dado muito que fazer. Mas todo o tempo tem o seu tempo. Ele ainda é novo e considerou que agora era o momento oportuno para dar o seu contributo para a política do concelho.
plb
Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Rendo (ACDRR) vai organizar o Duatlo BTT/Canoagem de Rendo, prova desportiva pela qual se promoverá a amizade e o convívio entre os amantes do desporto e da Natureza.
A prova ocorrerá no dia 27 de Julho, domingo, estando as inscrições já estão abertas. Segundo a Organização, todos poderão participar e usufruir de uma prática desportiva saudável, a disputar no seio das paisagens que envolvem a freguesia e a Barragem do Sabugal.
O ponto de encontro será na Casa do Povo de Rendo pelas 8:30 horas, de onde partirá a prova de Bicicleta de Todo o Terreno (BTT). O circuito dividir-se-á em dois percursos: um de intensidade física média, com 42 quilómetros, e outro de intensidade física fácil, com 21 quilómetros, ambos com algumas subidas, mas servido pelos melhores trilhos entre Rendo e as Teixedas, cheirando ainda a Reserva de Malcata.
Chegados à barragem do Sabugal os participantes terão novo desafio de seis quilómetros de canoagem, com o fornecimento de todo o equipamento necessário, além de monitores experientes.
Segundo a Organização «as inscrições serão limitadas até à data de 24 de Julho. O preço será de dez pedaladas para sócios e de quinze pedaladas para não sócios, com direito a reforço alimentar, almoço, duche para eles e para elas».
O Duatlo de Rendo, não se assume como competição, embora os participantes formem equipas de um, dois e três elementos. Será antes uma forma de convívio para todos os amantes do BTT, da Canoagem e da Natureza.
As inscrições devem ser efectuadas por telemóvel: 937799952 / 968118574 ou ainda pelo e-mail acdrrendo@sapo.pt.
plb
António Dionísio, o anunciado candidato do Partido Socialista (PS) a presidente da Câmara Municipal do Sabugal nas próximas eleições autárquicas, esteve presente na sardinhada anual da secção local do partido, onde exortou os militantes e simpatizantes do PS a mobilizarem-se no apoio à candidatura.
Mais de duas centenas de militantes e apoiantes do PS juntaram-se na tarde de ontem, dia 29 de Junho, na praia fluvial do Sabugal, no convívio que anualmente a estrutura local do partido organiza.
A novidade deste ano foi a presença de António Dionísio, escolhido do partido para encabeçar a lista de candidatos à câmara municipal nas eleições autárquicas do próximo ano. O candidato indigitado conviveu e falou com os presentes, vindos de várias freguesias do concelho, e, no final do convívio, dirigiu-se a todos exortando-os a unirem-se em torno da candidatura que o PS irá apresentar. Afirmou-se disponível para o desafio que lhe foi proposto pela concelhia socialista, e prontificou-se a lutar por uma alternativa que traga uma nova dinâmica á câmara municipal.
Manuel Barros, presidente da secção concelhia do PS falou para agradecer as presenças e justificar a escolha do partido, considerando António Dionísio um candidato que todos estimam e que tem condições para levar de vencida as próximas eleições. O deputado Fernando Cabral, presidente da federação da Guarda do PS também marcou presença na sardinhada, acompanhado da deputada, também eleita pela Guarda, Rita Miguel.
Não se confirmou a alegada presença do representante do PS nacional, tendo Manuel Barros esclarecido que houve uma alteração ao que estava previsto. Segundo o responsável local do PS, a direcção do partido irá enviar ao Sabugal uma figura nacional, quando se realizar a apresentação formal de António Dionísio enquanto candidato, o que deverá suceder no final do Verão.
plb
A cidade do Sabugal vai ter, pela mão da Junta de Freguesia, um novo equipamento social, o qual permitirá o desenvolvimento ao ar livre de vários desportos.
O projecto do Parque Desportivo do Sabugal, elaborado pela Junta de Freguesia local, foi aprovado na reunião do executivo municipal realizada no dia 23 de Junho. O parque ficará situado na Rua Jeremias Amaral Dias, defronte do Centro de Saúde, num terreno ainda sem qualquer construção.
O espaço terá um campo de jogos ao ar livre, preparado para receber diversas modalidades desportivas, complementado com balneários e outras estruturas de apoio. Em redor haverá abundância de árvores e um espaço ajardinado, onde será instalado um parque infantil e um parque de merendas. Haverá ainda um lugar apropriado para a prática de jogos tradicionais.
A obra, a construir pela Junta de Freguesia do Sabugal, está orçada em cerca de 200 mil euros. Está prevista a apresentação de candidatura aos fundos comunitários para financiamento da construção.
Capeia Arraiana contactou o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Rasteiro, que nos afirmou que a obra é importante para a cidade, que há muito tempo tem carência neste tipo de equipamento social. «Esperamos obter fundos comunitários para a construção, a que se juntará o dinheiro que conseguirmos apurar no quadro da nossa receita de capital», disse-nos o autarca, que espera iniciar os trabalhos a breve trecho.
plb
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Local: Soito (Sabugal).
Legenda: Cerimónia de comemoração do 27.º Aniversário dos Bombeiros Voluntários do Soito.
Autoria: Josué Rito Dias.
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Depois de terminado o processo Reconhecimento Valorização e Certificado de Competências (RVCC), no âmbito do Programa Novas Oportunidades (PNO), chegou a hora da entrega dos diplomas de conclusão do 3.º Ciclo (9.º ano), cuja cerimónia de entrega decorreu na Sede da Junta de Freguesia de Rebolosa.
Foi no dia 26 de Junho, que os diplomas foram entregues, com a presença dos 13 formandos, da Coordenadora do CNO do Nerga, Dr.ª Cecília Amaro, restante equipa formativa e membros da Junta de Freguesia local.
O PNO é uma nova forma de aprender a aprender, de valorizar pessoal e socialmente uma população com baixo nível de escolarização e de qualificação profissional. É, acima de tudo, importante por dar a possibilidade à população de ver reconhecidas as competências adquiridas, ainda que informalmente, ao longo da vida, e constitui um mecanismo de reforço da auto-estima da população.
A aposta no reconhecimento dos saberes, das experiências de vida, no saber empírico, importante também para o desenvolvimento do saber científico, constitui a grande novidade deste Programa.
A população da Rebolosa ficou mais enriquecida, os trabalhadores sentem-se mais integrados e aprenderam a conhecer-se melhor a si próprios, num processo de RVCC que valorizou e respeitou o perfil individual dos formandos.
É de realçar que todo o processo se realizou na freguesia, evitando deslocações por parte dos formandos.
Parabéns a todos!
Manuel Barros
(Presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa)
No próximo Domingo, 29 de Junho, o Arcebispo de Évora, D. José Sanches Alves, vai receber o pálio das mãos do Papa Bento XVI. Trata-se de insígnia litúrgica própria dos Arcebispos metropolitas.
Para além do arcebispo português, natural da Lageosa da Raia, concelho do Sabugal, estarão presentes no Vaticano outros arcebispos de todo o mundo para igualmente receberem a insígnia.
A imposição do Pálio terá lugar no altar da confissão da Basílica de São Pedro, sendo o mesmo uma faixa de lã branca com seis cruzes pretas de seda. Trata-se de uma insígnia litúrgica de «honra e jurisdição», que apenas pode ser envergada pelo próprio papa e pelos Arcebispos Metropolitas nas suas igrejas e nas da sua província eclesiástica.
A lã do palio é de dois cordeiros brancos benzidos pelos Papas na memória litúrgica de Santa Inês, a 21 de Janeiro. Simboliza o Bom Pastor que leva nos ombros o cordeiro.
O arcebispo metropolita preside a uma província eclesiástica constituída por diversas dioceses.
plb
A Capeia da Festa de São Pedro ainda tem uma vida curta, visto ter início apenas em 2004, quando os Mordomos deste ano, resolveram implementar esta jovem tradição, regressando à velhinha praça, no centro da povoação.
A antiga praça traz à memória inúmeras recordações de tempos que já lá vão, onde os Encerros e as Capeias eram dominados pelos touros do Natcho, vindos da Nave Atalaia, apresentando-se finos e corpulentos, de cornos bem afiados.
Pelo quarto ano consecutivo vai assistir-se, a mais uma largada pelas ruas da Aldeia, desembocando na velha praça, tapada com reboques de tractores, juntamente com umas tantas cancelas, que lá no alto da nova Praça de Touros, dão vida aos diversos Encerros, nas restantes Capeias do ano.
Encravada entre a de Junho e Agosto, organizadas estas, pelos Mordomos das Festas de Santo António, esta é uma realização especial, onde se revivem as emoções do passado, que não é assim tão distante como isso, atendendo a que a última de Agosto, ali realizada, foi há cerca de 29 anos.
O programa é semelhante aos dos últimos anos, contemplando, no Sábado, dia 28, para além da Capeia, com os touros do Ganadeiro Romeu, a tradicional merenda depois da Capeia, oferecida pelos Mordomos, seguindo-se o baile pela noite dentro, como de costume.
No Domingo, a festa culminará com a missa e procissão de São Pedro, como manda o figurino da tradição religiosa.
A, sensivelmente, um mês do início dos tradicionais festejos de Agosto, a Capeia de São Pedro, tal como outras, que se realizam ao longo do ano, vai trazer mais uma animação, lá para as nossas bandas arraianas.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Os sociais-democratas do Sabugal reúnem-se no dia 26 de Junho na secção local do partido. Em cima da mesa estará a análise da situação política e a discussão à volta do nome do candidato às eleições para a Câmara Municipal do Sabugal.
No último fim-de-semana, em Guimarães, o Congresso do Partido Social-Democrata confirmou e consagrou Manuela Ferreira Leite (37,86 por cento) como nova líder laranja após o confronto em «eleições directas» com Pedro Passos Coelho (31,55) e Pedro Santana Lopes (29,13).
A «casa ficou arrumada» com a eleição e tomada de posse dos novos membros da Mesa do Congresso, Comissão Política Nacional, Conselho de Jurisdição e Conselho Nacional.
Na sequência do Congresso Nacional o presidente da Mesa da Assembleia de Secção, José Santos Robalo, convocou todos os militantes sociais-democratas da secção do Sabugal para uma reunião, quinta-feira, 26 de Junho, pelas 21 horas, na sede local, sita no numero 6 da Rua dr. Francisco Maria Manso.
Os dois pontos da ordem de trabalhos indicam «Análise da situação política» e «Outros assuntos» mas o Capeia Arraiana está em condições de adiantar que será igualmente debatida a questão do candidato social-democrata às eleições autárquicas de Outubro de 2009.
Os militantes «laranjas» vão tentar chegar a um nome consensual numa altura em que já é oficioso o nome de António Dionísio como cabeça de lista do Partido Socialista.
jcl
Malcata – A freguesia aparece sempre associada à sua Reserva Natural. Mas Malcata tem vida para além do orçamento, perdão… para além do lince. Do lince convertido em deus que muito poucos viram mas que todos adoram mesmo que fale espanhol ou tenha sotaque algarvio.

O Capeia Arraiana tem vindo a percorrer o concelho do Sabugal sob a forma de reportagem analisando e dando a conhecer os investimentos e as intervenções que foram feitos desde 2001 nas freguesias sabugalenses. Malcata é o sétimo capítulo do roteiro intitulado «Equipamentos Sociais nas Freguesias do Sabugal».
O viajante que sair do Sabugal em direcção a Santo Estêvão pela estrada nacional 233 encontra um cruzamento à esquerda com a indicação «Malcata» e «Reserva Natural da Serra da Malcata». É a porta de entrada para uma paisagem que se transforma com efeitos únicos. Até o piso da estrada faz a diferença porque, agora, para chegar à freguesia deslizamos por um excelente tapete de alcatrão.
A barragem do Sabugal veio acrescentar beleza à beleza natural daquela região protegida. É agradável aos sentidos avistar ao longe para lá do pontão e do espelho de água o casario típico de uma aldeia raiana. Aconselhamos vivamente um passeio pela qualidade natural dos cerca de 22 quilómetros quadrados da freguesia.
Na área do Apoio Social foi recuperada a antiga escola primária bem lá no alto da freguesia. Remodelada e equipada com cozinha e salão de festas é agora utilizada pela associação cultural e desportiva local para festejos e convívios. Por debaixo do telheiro uma relíquia de um passado recente: um carro de vacas equipado com as sebes que protegiam o carrego.
No centro da freguesia as instalações da nova escola primária são vizinhas da sede da Junta de Freguesia. Com instalações bem cuidadas, moderno equipamento informático e mobiliário de qualidade tem disponível uma sala para as consultas que periodicamente os médicos ali dão às populações.
A recuperação e melhoramento destes equipamentos sociais, onde se inclui um forno comunitário com uma localização privilegiada no largo central, foram executados pela Junta de Freguesia da Malcata por delegação de competências, atribuição de verbas e comparticipação dos valores em falta pela Câmara Municipal do Sabugal.
Gostámos muito de ver o trabalho de recuperação do chafariz e respectivos pios de apoio junto ao campanário por parte da Junta local.
Inicie no largo central da Malcata uma visita pela paisagem única da Reserva Natural e refresque-se nas águas raianas da barragem do Sabugal que regista neste mês de Junho de 2008 a cota 790, sinónimo de limite máximo em pleno armazenamento das águas da albufeira.
Com ou sem lince… o futuro passa, obrigatoriamente, pelo aproveitamento para lazer e desportos náuticos das águas da barragem apoiados por um parque de campismo.
Malcata preenche todos os requisitos para integrar, em conjunto com Sortelha, Termas do Cró, Vilar Maior e Nascente do Côa, um circuito pentagonal de cinco pontos de turismo de muita qualidade no concelho do Sabugal.
jcl
Estivemos à conversa com o jovem Diácono Hélder Lopes, que dentro de dias irá ser ordenado sacerdote. Falámos do seu percurso enquanto religioso, as suas expectativas futuras e as impressões com que ficou do Sabugal, a terra que desde Setembro de 2007 o acolhe enquanto auxiliar do Padre Manuel Igreja Dinis.
Hélder Lopes nasceu no Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, em 27 de Junho de 1983, no seio de uma família do povo. Filho de um serralheiro e de uma operária têxtil, teve uma educação cristã, que incluiu o ingresso no Seminário Menor do Fundão, onde fortaleceu a fé e sentiu o chamamento da vocação sacerdotal. Pelo percurso, que depois incluiu a passagem pelo Seminário Maior da Guarda e pelo Instituto Superior de Teologia, sentiu momentos de dúvida e até de crise vocacional, mas tudo superou. «Hoje considero que essas crises foram bênçãos, pois quando as ultrapassei senti que a vida ficou mais bela, fiquei melhor esclarecido e a vocação saiu reforçada», afirmou-nos o jovem religioso.
No próximo domingo, dia 29 de Junho, pelas 16 horas, acontecerá a sua ordenação sacerdotal na Sé da Guarda, pela mão do prelado egitaniense D. Manuel Felício. Aguarda o momento com expectativa, mas com a necessária serenidade. «Sei que serão momentos comoventes, mas de maior exigência para mim serão as missas solenes que acontecerão a seguir à ordenação, a primeira no dia 13 de Junho, na minha terra (Colmeal da Torre), e a segunda no dia 20 no castelo do Sabugal».
Antevê que a Sé da Guarda seja pequena para acolher as inúmeras pessoas que aí acorrerão para assistirem à cerimónia. «Do Sabugal vão dois autocarros, da minha terra seguem outros dois, e irá também muita gente pelos seus próprios meios», revelou-nos, indicando que aos seus familiares e amigos se juntarão os do padre e do diácono que também serão ordenados na mesma cerimónia.
Como assistente do padre Manuel Dinis cabe-lhe auxiliar o pároco do Sabugal nas tarefas paroquiais da sede de concelho, Torre, Aldeia de Santo António, Rapoula do Côa e Ruvina. «Foi para mim uma grande surpresa ser colocado aqui no Sabugal, pois não tem sido costume a vinda de estagiários para estas terras, mas tem sido uma óptima experiência», disse.
Conheceu o Padre Dinis enquanto director espiritual no Seminário do Fundão e trabalhar com ele numa paróquia que o próprio padre agarrou pela primeira vez, foi uma tarefa muito exigente, mas também muito enriquecedora. «Vir para o Sabugal teve desde logo como aspecto positivo, o facto de entrar aqui no mesmo dia do novo pároco. Tivemos conhecimento em conjunto da realidade das paróquias, tomando o pulso da situação. Porém também houve um aspecto negativo, que foi o inevitável desconhecimento da realidade da vida paroquial». Em termos da avaliação ao trabalho desenvolvido nestes meses, considera que a adaptação foi muito boa e que se fez muito trabalho positivo para as paróquias.
Hélder Lopes destaca algum do trabalho realizado: «Desde logo a reestruturação da catequese, seguindo as indicações do Senhor Bispo, que valoriza a catequese de adultos, enquanto actividade nova para as paróquias. Os adultos é que são a base da vida cristã e esclarecer a sua fé é um dos pilares fundamentais para que os mais novos recebam bons ensinamentos no seio das famílias. Formámos 18 catequistas e lançámos as festas da catequese, dirigidas às crianças. Além do mais arranjou-se um novo espaço para a catequese, transformando a garagem da casa paroquial em três salas equipadas para actividades didácticas, e uma outra para acolhimento e reuniões.»
Noutra perspectiva o jovem diácono falou-nos das actividades dirigidas aos jovens, que no geral se encontram algo afastados da vida religiosa. Foi reactivado o agrupamento de escuteiros do Sabugal, tendo-se formado 8 dirigentes, a que se juntaram outros 3 que já tinham essa formação. «Hoje o Sabugal tem 12 dirigentes que frequentam o estágio prático e estão já inscritos 45 crianças e adolescentes para o agrupamento de escuteiros, estando reunidas as condições para que em Setembro se iniciem as actividades do grupo.»
O Diácono Lopes ficou muito surpreendido com o carácter das gentes raianas: «Não conhecia minimamente as pessoas do Sabugal, mas elas têm sido para mim uma agradável surpresa, na medida em que são muito simples e muito acolhedoras.»
Quanto ao futuro, não faz antevisões: «Desconheço onde serei colocado como padre, mas há a certeza de que serei pároco na diocese, a não ser que o Senhor Bispo decida enviar-me a estudar, o que será improvável, já que conclui agora o curso Superior de Teologia.» Tem porém a certeza de que permanecerá no sabugal até Setembro, continuando a ajudar o Padre Dinis. Além disso terá que organizar o «Festival J» de 2008, que acontecerá em Julho no Paúl. «É um grande encontro de juventude, organizado pela Pastoral Juvenil da Diocese da Guarda, estando previstas muitas actividades, desde música, oração e desportos.»
Quanto ás dificuldades dos párocos nos dias de hoje, Hélder Lopes conhece bem o problema, sentindo-o já no quotidiano enquanto auxiliar de pároco no Sabugal. «Devido à falta de padres os párocos estão sobrecarregados com o serviço litúrgico, faltando-lhes tempo para a reorganização da vida paroquial e para a dedicação a outras actividades de dinamização da vida cristã. O problema agrava-se ainda mais quando a maior parte dos padres são idosos, fazendo um imenso sacrifício para manter o essencial da vida litúrgica, mas sem forças e motivação para muito mais.»
Hélder Lopes é um jovem simpático, que rapidamente captou a atenção dos paroquianos sabugalenses. Decerto que não ficará entre nós, seguindo algures o seu rumo enquanto sacerdote. Desejarmos-lhe felicidades, assim como às comunidades cristãs que lhe caberá pastorear.
plb
António Fernandes («Tó Chuco» para os amigos) é natural da freguesia da Nave, concelho do Sabugal. Reside na Aldeia de Santo António num chalet decorado com um relvado banhado pelo Rio Côa e onde se nota já a futura pista para o giroscópio que deverá chegar em Setembro. Mas quem é António Fernandes? Se dissermos que foi o inventor da Discoteca Teclado fica mais do que apresentado. Mas há novos investimentos no horizonte solar do perturbante visionário «engenheiro-pássaro» que tem o dom de antecipar o futuro…
«Gosto de desafios, sou e sempre fui um homem de arriscar. Desde sempre sonhei que poderia voar. Fechava os olhos e imaginava-me a voar. É um sonho.» Assim o apresentava recentemente o nosso ilustre opinador José Robalo na sua excelente crónica sobre António Fernandes.
Fomos visitar o investimento de António Fernandes no projectado parque industrial do Sabugal junto à estreita e curvolenta estrada que liga o Sabugal à Guarda. O edifício com traço arquitectónico vanguardista faz lembrar quando o avistamos ao longe uma nave espacial preparada para levantar voo.
O empresário chegou ao volante de uma máquina cor de prata, último modelo, da marca da estrela de Estugarda.
«Tenho 57 anos já com IVA incluído e sou curioso como os gatos», diz-nos naquele seu jeito brincalhão enquanto nos cumprimenta e acende uma cigarrilha «para fazer ver porque já deixei de fumar e para dar um ar mais sério à reportagem».
«Vivi cerca de 40 anos em França para onde emigrei em 1968 com apenas 17 anos. Durante muito tempo vendi material para hotelaria e actualmente sou proprietário de uma empresa francesa de fabrico de inox», acrescenta à sua apresentação.
Pelo meio era inevitável a referência à sua discoteca. «Inaugurei o Teclado em 28 de Agosto de 1977. Houve noites nos meses de Agosto que no final da sessão vinha pela estrada abaixo com um brouette (carrinho de mão das obras) carregadinho de dinheiro tapado por cima com um plástico», recorda-nos com um brilhozinho nos olhos.
É (foi) uma discoteca emblemática. Se não tivesse existido o «Teclado» a juventude de muitos de nós (a minha incluída) não teria sido nem melhor nem pior… Apenas diferente.
A conversa decorria agora dentro do edifício num enorme e amplo hangar. Na área virada ao Sol do final da tarde estão em fase de acabamento os escritórios e as salas de reuniões e de formação profissional servidos por uma escadaria com início no hall da entrada principal.
– Como surgiu a ideia de investir numa fábrica de painéis solares?
– Somos dois sócios: eu e o engenheiro José Luís Manso, meu vizinho e dono da ENAT, uma empresa que se dedica à venda e instalação de energias alternativas. Falamos vezes sem conta sobre projectos num grupo que se reúne para almoçar às sextas-feiras. A tecnologia avança a passo de cavalo e quando o petróleo começou a subir surgiu a ideia de apostar na construção de painéis solares. Esta fábrica é um investimento de cerca de meio milhão de euros sem recurso a créditos porque não gosto de estar dependente dos bancos. No arranque contamos criar 12 postos de trabalho com a possibilidade de chegar até 40 colaboradores. Tivemos o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e em especial da doutora Glória a quem aproveito para agradecer toda a colaboração. Esperamos iniciar a produção depois do Verão, talvez em Outubro próximo.
António Fernandes foi desde sempre um inventor autodidacta. «Ainda tenho na recordação a carrinha da biblioteca itinerante da Gulbenkian guiada pelo senhor Silva. Devorava todos os livros de engenharia que ele trazia. Se tivesse estudado tinha sido piloto da Força Aérea. Há uns tempos tive que arrumar uma casa que tenho na Nave e fui lá encontrar livros de aeronáutica e de construção de painéis solares com mais de 20 anos. Nesse tempo ainda pouca gente sabia o que isso significava.»
Colocámos de seguida, em jeito de brincadeira, uma questão que provocou largos sorrisos em António Fernandes.
– Sabemos que adquiriu uma espécie de helicóptero para uso pessoal. É para fugir ao trânsito do Sabugal?
– Em muitos momentos da minha vida acho que voo em lugar de andar. Sempre desejei e sonhei voar. Quando era miúdo roubei o motor de rega lá de casa para tentar inventar um aparelho que voasse. Não o consegui concretizar… mas concretizou-se uma valente malha que a minha mãe me deu. (mais alguns sorrisos.) Mais tarde construi um helicóptero com o motor de um Renault Alpine. Ainda está na Nave mas nunca chegou a levantar. O projecto do parque industrial prevê a possibilidade de construir aqui perto um aeródromo com 120 metros. Na minha propriedade já estou a preparar uma pista relvada. Curta, porque o aparelho que comprei, um girocóptero, necessita de apenas 30 metros para levantar e de 10 para aterrar. Estamos a equacionar a oportunidade de construir hangares para arrendar a privados que queiram estacionar ou mesmo construir o seu próprio aparelho com recurso a um kit de montagem.
O autogiro ou girocóptero é uma aeronave sustentada em voo por asas rotativas. Mas, ao contrário dos helicópteros a propulsão é fornecida por um motopropulsor convencional. O primeiro autogiro foi desenvolvido e construído pelo engenheiro espanhol Juan de La Cierva em 1923 mas o projecto parou com a Guerra Civil no país vizinho.
Mas Portugal é para o empresário um país de dificuldades desmotivadoras por comparação com outros estados europeus. «Em Portugal, para dirigir um girocóptero é preciso uma licença de piloto. Na Europa apenas é necessário um brevet com 15 horas de instrução. Eu tirei o VFL (voo à vista) em França», diz-nos contrariado com as dificuldades legais portuguesas.
António Fernandes, o «engenheiro-pássaro», é um empresário visionário que está a investir e a criar postos de trabalho no concelho do Sabugal. Merece ser escutado com atenção mesmo quando as suas ideias e projectos parecem chegar com alguns anos de antecipação.
jcl
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Local: Aldeia da Ponte (Sabugal).
Legenda: Esteves Carreirinha exibe habilidades do cavalo de José Carlos Rito do Soito.
Autoria: Zeca Neves.
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O diácono Hélder Lopes, que tem coadjuvado o padre Manuel Igreja Dinis, no Sabugal, vai ser ordenado padre pelo Bispo da Guarda, em cerimónia a realizar na Sé da Guarda, às 16 horas do dia 29 de Junho.
A diocese da Guarda vai ter dois novos padres, e um deles é o jovem diácono que tem prestado serviço eclesiástico no Sabugal.
Helder José Tomás Lopes é natural de Colmeal da Torre, concelho de Belmonte. Tem 24 anos, mas no dia da ordenação terá já 25, pois nasceu a 27 de Junho. Estudou nos seminários diocesanos do Fundão e da Guarda e tirou o curso de Teologia no Instituto Superior de Teologia, filiado no Pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa. No dia 7 de Outubro de 2007 foi colocado no Sabugal, como auxiliar do padre Manuel Dinis, que entretanto substituíra na paróquia o padre António Souta. Passados poucos dias, a 21 de Outubro, foi ordenado diácono, também na Sé da Guarda, ficando a exercer funções nas paróquias do Sabugal, Aldeia de Santo António e Rapoula do Côa.
Para além de Hélder Lopes, haverá ainda a ordenação de um novo sacerdote que passará a prestar serviço na diocese. Trata-se de Gilberto Joaquim Roque Antunes, que é natural da paróquia de Almaceda, concelho e distrito de Castelo Branco e diocese da Guarda. A cerimónia servirá também para ordenar como diácono Valter Tiago Salcedas Duarte, que é natural da paróquia de S. Pedro, concelho da Covilhã.
O bispo da Guarda, D. Manuel Felício, está especialmente feliz com as novas ordenações, dada a escassez de vocações na diocese. Os novos ministros da Igreja poderão ajudar a colmatar a falta de religiosos junto das comunidades cristãs, onde uma boa parte dos sacerdotes já são idosos. Talvez há uma décadas atrás uma ordenação sacerdotal fosse uma cerimónia banal, mas hoje qualquer ordenação comove a comunidade diocesana, devido à manifesta falta de padres nas paróquias.
plb
No domingo, dia 8 de Junho, concentrou-se um elevado número de cavaleiros na praça dos Foios.
Por volta das 10 horas, com passagem por Aldeia do Bispo, dirigiram-se à Lageosa onde outros cavaleiros os esperavam. Depois de tomado um aperitivo seguiram em direcção de Navasfrias. Após uma passagem por algumas ruas e Plaza Mayor dirigiram-se até ao picadeiro do Raul onde foram guardados e alimentados todos os animais. Só depois o grupo se dirigiu para o restaurante onde os esperava um saboroso e merecido almoço.
Depois do café e copa todo o grupo se deslocou, de novo, ao picadeiro onde o Raul tinha uma surpresa. Uma linda e bravia bezerra que divertiu toda a rapaziada. Em vez do forcão usaram um fardo de feno e esperavam a bezerra imitando os forcados. O da frente segurava o fardo seguido do resto do grupo. A bezerra, por vezes, não marrava no fardo passando, derrepentemente, para trás provocando umas divertidas cambalhotas.
Foi divertido. Parabéns ao Raul de Navasfrias porque tinha tudo muito bem organizado.
Disse e repito: «Passeios equestres é o novo modelo de turismo na nossa zona raiana.»
jmc
A freguesia do Baraçal, concelho do Sabugal, recebe no dia 2 de Agosto o 3.º Grande Prémio de Atletismo do Alto Côa, prova desportiva organizada pela Associação Cultural e Desportiva do Baraçal em colaboração com a Câmara Municipal.
Segundo a organização, a prova de atletismo tem por objectivo promover o convívio de todos os participantes, assim como sensibilizar para a prática do desporto, elemento chave para um corpo saudável.
A corrida de atletismo terá uma distância de 10 mil metros, sendo que o tempo para a terminar está fixado em uma hora e 15 minutos.
Haverá diversos prémios, desde medalhas, t-shirts e prémios-surpresa. Será ainda sorteado um automóvel de marca Citroen C1.
No dia da prova os atletas inscritos reunirão no Sabugal, de onde serão transportados de autocarro para a freguesia do Baraçal. As inscrições encontram-se já abertas, podendo fazer-se junto da respectiva associação.
O Grande Prémio de Atletismo do Alto Côa está integrado na Festa da Europa e das Associações, que se realiza no Sabugal durante o mês de Agosto.
plb
Englobada nas Festas em Honra de Santo António de 2008, em Aldeia da Ponte, decorreu com a normalidade esperada, a Capeia de Junho, organizada pelos Mordomos, na Praça de Touros.
Pela manhã, como vem sendo habitual, a concentração dos cavaleiros nas imediações da Praça de Touros domina este momento, com um bocado bem passado, onde se destacam os cumprimentos efusivos, bem como os preparativos, mais as piadas características deste momento, só visto e vivido por quem madruga, bem entendido, dirigindo-se então, todos para as proximidades da raia, em direcção ao lameiro, onde os touros aguardam calmamente, a hora da partida.
Servida a merenda, tem início a caminhada dos touros e cavaleiros, rumo à Praça, pelos caminhos habituais. Na saída do lameiro, uma correria louca dos touros animou este pedaço, parando, quando atingiram os arames da tapada, sossegando aqui um pouco e retomando o trajecto normal.
Depois de atravessarem a estrada, um pouco mais à frente, foi então a vez de um deles fugir, sendo de imediato atalhado pelos cavaleiros, seguindo os outros, o seu curso até à Praça, recuperando-se o fugitivo, um pouco mais tarde, com a ajuda dos cabrestos que retornaram ao local onde ficou vigiado, consumando-se assim o Encerro.
Exibidos os touros na arena, para a tarde, como mandam as normas, foi esperado o da prova, com a tranquilidade habitual.
Seguiu-se o almoço para os cavaleiros, mais os que foram convidados pelos Mordomos, nos Balneários da nossa Aldeia.
Pela tarde, o tradicional Passeio e Pedido da Praça ao Sr. Presidente da Junta, Sr. José Nabais, com os Tamborileiros de Aldeia e os Mordomos de Santo António, numa manifestação, que tem acontecido, ao longo dos tempos, bem conhecida de todos.
Os touros foram sendo esperados ao Forcão, tendo um deles vencido o desafio, ao passar para um dos lados da galha, obrigando a rapaziada a agarrá-lo em plena Praça, pois quando isto se verifica, raramente o touro se livra de ser engolido pela malta, lá tem que ser, não há outro remédio, para evitar algum mal colateral a este deslize da rapaziada, no manuseamento do Forcão. Por vezes acontece.
Para além deste facto, que causa sempre alguma emoção nas bancadas, a Capeia decorreu com a habitual normalidade, sendo de destacar, ainda a pega de caras à bezerrita, com mortal à retaguarda, do nosso destemido e eterno candidato a tirar a «alternativa» a toureiro, Carlinhos Vasco, que não ganhou para o susto. Digamos que foi um belo momento de agitação, ao vivo e em directo, animando um pouco as bancadas e a malta da arena.
Assistiu-se durante todo dia, a mais uma boa jornada de convivência, na nossa Aldeia, que tão bem sabe, às nossas gentes e a todos os que nos visitam, não resistindo a estas manifestações bem genuínas da raia Sabugalense.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
O Município do Sabugal está fora do ranking das 50 câmaras com a gestão mais equilibrada, apresentado ontem, 19 de Junho, pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC). Porém o Sabugal aparece bem posicionado em termos de endividamento e de peso das despesas com pessoal nas contas.
Os dados são referentes ao ano 2006, e Mafra surge como a autarquia com a gestão financeira, económica e patrimonial mais equilibrada. A seguir posicionam-se Cascais, Matosinhos, Castelo Branco e Braga. A tabela foi elaborada com base na ponderação de dez indicadores: dívidas a terceiros por habitante; liquidez; endividamento líquido por habitante; resultado líquido nos últimos dois anos, por habitante; peso das despesas com pessoal nas despesas totais; arrecadação de impostos e taxas por habitante; diminuição dos passivos financeiros; grau de execução de receita nos últimos dois anos; investimentos por habitante nos últimos dois anos e grau de cumprimento do Programa Oficial de Contabilidade da Administração Local (POCAL).
No referente ao endividamento, o Sabugal surge entre os municípios com menor índice, ocupando a 29ª posição, com um endividamento líquido de 1.111.050 euros. O valor é calculado subtraindo ao valor da dívida o valor das disponibilidades financeiras e o das dívidas a receber. Ainda de acordo com o anuário estatístico cada sabugalense devia no ano 2006 cerca de 80 euros, em função das dívidas da câmara municipal. Também aqui o Sabugal ocupa uma boa posição, sendo o 30º município com menor endividamento por habitante.
Ainda dentro das contas do endividamento o Sabugal é o 26º município com melhor índice face às receitas anuais. De acordo com o anuário os valores em dívida representavam 92 por cento das receitas do município. De acordo com a Lei das Finanças Locais o endividamento não pode ser superior a 125 por cento das receitas (impostos mais transferências do Orçamento do Estado).
Outro valor em que o município sabugalense aparece bem colocado é no valor das despesas com pessoal. A câmara gastou com o pessoal 21,28 por cento das receitas anuais, ocupando assim o 28º lugar entre as câmaras em melhor situação.
No referente ao número de habitantes por concelho o Sabugal aparece na 165ª posição, com uma população estimada de 13.769 pessoas.
Segundo o anuário, em 2006 eram 71 os municípios que enfrentavam uma situação de ruptura financeira ou desequilíbrio estrutural, numa lista liderada por Aveiro, Nazaré, Fundão, Oliveira de Azeméis, Celorico da Beira, Castelo de Paiva, Mangualde, Gondomar e Sines.
Outro dado preocupante é o facto de, no final de 2006, o sector autárquico só dispor de meios financeiros para «pagar menos de metade da sua dívida a terceiros». As dívidas totais dos municípios ultrapassaram os 6.637 milhões de euros, sendo que 4.021 milhões de euros correspondiam a dívidas à banca.
Dos 308 municípios do país, 236 apresentaram resultados económicos positivos
O anuário financeiro dos municípios é uma publicação da CTOC que conta com o apoio do Tribunal de Contas e da Universidade do Minho.
plb
O Partido Socialista do Sabugal vai realizar no dia 29 de Junho a habitual sardinhada junto ao rio Côa, marcada pela anunciada presença de António Dionísio, o candidato a presidente da Câmara Municipal nas próximas eleições autárquicas.
A comissão política concelhia do PS, presidida por Manuel Barros, também presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa, já escolheu o candidato às autárquicas de 2009. Os membros da comissão decidiram por unanimidade convidar António Dionísio para liderar a futura candidatura socialista. Após alguns dias de reflexão, o escolhido decidiu aceitar o desafio.
Para um primeiro contacto com os militantes e simpatizantes socialistas o candidato indigitado vai estar presente na tradicional sardinhada do partido, que terá lugar no dia 29 de Junho, a partir das 16 horas, na praia fluvial do Sabugal.
António Dionísio é natural da sede do concelho e desempenha actualmente o cargo de Chefe de Finanças do Sabugal. É independente e tem-se mantido afastado da luta politico-partidária no concelho.
A Comissão Política concelhia do PS enviou uma carta aos militantes dando conta da escolha e convidando-os para o convívio. A missiva apela ainda ao empenho de todos no apoio à futura candidatura e sugere que os militantes tragam familiares e amigos ao convívio, que é visto como uma espécie de lançamento popular do candidato.
A organização espera a presença no convívio de representantes do PS nacional e da federação distrital do partido.
plb
A Câmara Municipal do Sabugal cedeu em regime de contrato de comodato à Pró-Raia um edifício na zona histórica e cultural do Sabugal com o objectivo de o adaptar para delegação local da associação.
A Pró-Raia (Associação Integrada de Desenvolvimento da Raia Centro) desenvolve a sua actividade promocional e de apoio nos concelhos do Sabugal e da Guarda. A sua sede situa-se na cidade mais alta num edifício recuperado junto à Associação Comercial.
A Pró-Raia apresentou uma candidatura ao LEADER+ para co-financiamento comunitário para a criação de uma delegação no Sabugal. A concretização do projecto resulta da cooperação com o município sabugalense de acordo com os princípios de salvaguarda e reabilitação de património promovendo a eficiência de recursos físicos e financeiros.
A casa, tipo moradia, está construída em pedra e situa-se junto ao Museu Municipal do Sabugal na rua de acesso ao largo do Castelo.
O processo de concurso para adaptação do edifício com vista a transformar-se numa delegação da Pró-Raia com um funcional escritório de apoio no Sabugal está em fase de finalização.
Segundo dados recolhidos pelo Capeia Arraiana junto da associação a delegação será uma extensão de desenvolvimento local em meio rural (tipo antena) da Pró-Raia, para auscultação de necessidades da população e envolvimento das pessoas na construção do seu próprio desenvolvimento de acordo com os princípios da abordagem LEADER para decisões ascendentes das bases para o topo. Servirá para maior proximidade com as freguesias e permitirá envolver as pessoas no planeamento de acções num processo participado e partilhado.
O concelho passará, assim, a dispor de mais um equipamento de apoio às iniciativas das entidades públicas e privadas.
jcl
Tudo voltou ao normal nas ruas da Ruvina. Terminaram as obras de construção da estação elevatória e da colocação de saneamento básico na freguesia que obrigaram a algum desconforto da população durante cerca de ano e meio.
Agora é outro luxo. As estradas municipais que atravessam a freguesia da Ruvina e fazem a ligação à Nave, à Rapoula do Côa e a Ruivós receberam um alcatifado tapete de alcatrão. Os arruamentos no interior da aldeia foram todos requalificados e calcetados com o granito próprio da nossa região.
As obras a cargo da empresa António José Saraiva decorreram durante cerca de ano e meio. A prazo alongado deveu-se às características graníticas do solo da Ruvina e que obrigaram a que cada vala demorasse mais tempo a ser aberta.
A intervenção contemplou a renovação integral da rede de fornecimento de água aos domicílios, o saneamento básico inexistente até aqui e a requalificação de todos os arruamentos da aldeia.
Nos terrenos junto ao campo da bola foi construído um novo depósito elevatório devido a problemas de pressão de água detectados nas zonas altas da Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas.
A Ruvina com a cara lavada, recomenda-se e está finalmente apresentável para a chegada dos seus emigrantes no mês de Agosto.
jcl
A notícia vem estampada na edição de hoje, 17 de Junho, do jornal Público, onde se refere que depois da vinda massiva de médicos espanhóis no final da década de 90, os mesmos estão a regressar progressivamente ao seu país, aliciados pelo governo espanhol que lhes oferece agora melhores condições para o exercício da profissão.
No Centro de Saúde do Sabugal trabalham actualmente dois médicos espanhóis e também estes poderão aceitar os incentivos, seguindo os passos de um outro colega que há pouco tempo regressou a Espanha.
A notícia do Público, que se reporta sobretudo à situação vivida no Norte, Alentejo e Algarve, originou uma outra, da Agência Lusa, que procurou saber junto da sub-região de saúde da Guarda qual o ponto da situação.
Apurou-se então que são actualmente 20 os médicos espanhóis que prestam serviço em unidades de saúde do distrito da Guarda, colmatando a falta de clínicos nacionais em várias áreas. Isabel Coelho, coordenadora da sub-região de saúde, referiu que ao nível dos centros de saúde, há 10 clínicos a prestar serviço no distrito: um em Almeida, um em Fornos de Algodres, dois no Sabugal, um em Seia, quatro na Guarda e um em Vila Nova de Foz Côa. Os outros 10 prestam serviço no Hospital Sousa Martins, na Guarda, nos serviços de medicina, cirurgia e pediatria.
Em Espanha a carência de médicos e enfermeiros nas unidades de saúde obrigou as autoridades a aliciar esses profissionais radicados em Portugal para regressarem a casa. Porém a responsável da sub-região de saúde não se manifesta muito preocupada com o alerta, uma vez que «a grande avalanche de saídas foi há mais de meio ano».
Nessa altura cinco clínicos regressaram a Espanha, «mas uma médica já regressou ao centro de saúde de Vilar Formoso». Os outros, que saíram definitivamente, prestavam serviço nos centros de saúde de Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Trancoso e Sabugal.
«Espero que a situação tenha estabilizado», admitiu a responsável à Lusa, esclarecendo que os médicos espanhóis que se mantêm ao serviço em centros de saúde do distrito são oriundos de Castilla y Léon e da Galiza.
Considerou que apesar de os médicos ainda não terem dado indicações de tencionarem abandonar Portugal, “são emigrantes e a qualquer momento podem querer regressar”.
Daí que Isabel Coelho tenha, neste momento, «uma preocupação relativa» em relação à presença dos clínicos espanhóis. «Há sempre um grau de preocupação, até porque são pessoas que, de um momento para o outro, podem decidir regressar à sua terra», concluiu.
plb
No dia 15 de Junho a Rebolosa, freguesia do concelho do Sabugal, acolheu uma actividade lúdica realizada no âmbito de um projecto de Investigação sobre a freguesia denominado «Rebolosa Viva – Património Autarquia e Rua», organizado pelos alunos do Curso de Licenciatura em Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação da Guarda.
A actividade, realizada na tarde do passado domingo, teve como objectivo interagir com toda a população, analisando as diversas reacções perante a diversidade e épocas dos jogos tradicionais. A iniciativa decorreu no Largo de Santa Catarina, onde se reuniu a população, que aderiu às actividades. O dia quente e a boa disposição reinante possibilitou que crianças desde os dois anos e adultos até aos 80, mostrassem os seus dotes. Para os mais velhos a iniciativa representou também a recordação de tradições muito antigas, que já caíram em desuso.
Os jogos tradicionais ali reeditados foram a tracção com corda, roda das cantigas, paulada ao cântaro, macaca, raiola e pião. Estes jogos antigos aliaram-se á prática de outros desportos e jogos mais modernos, como o slide, tiro ao alvo com arco e zarabatana. Todos participaram, tendo assim obtido uma experiência enriquecedora. Para os que investigaram e organizaram ficou o consolo do sucesso da iniciativa e da plena adesão da população, tendo dali retirado excelentes conclusões para o seu trabalho.
Os alunos investigadores e autores da indicativa foram Cristina Pissarra (Área da Investigação e Desenvolvimento Patrimonial), José Manuel Barros (Área da Investigação e Desenvolvimento Social) e Sofia Gomes (Área do Desenvolvimento da Animação Sociocultural), no âmbito da disciplina de Animação II.
Tudo só foi possível com o apoio da Junta de Freguesia, da Associação Social Cultural e Desportiva de Rebolosa e da Associação Jogos Tradicionais da Guarda. Os organizadores enaltecem ainda a prestimosa colaboração de Manuel Fernando Rei, Rui Nunes, Nuno e Sérgio da Associação «Côaventura», Miguel Pissarra, Joana Barros, Cláudia Pissarra e Alice Miragaia.
«A todos eles, muito obrigado!», declarou-nos José Manuel Barros, um dos investigadores presentes e presidente da associação local.
plb
Estamos à beira de mais uma edição das Festas de S. João no Sabugal. A origem da festa, de cariz profano, vem de longe, e deveu-se à ousadia e ao espírito abnegado de alguns sabugalenses que um dia puseram mãos a uma obra que nunca mais parou. Com a devida vénia transcrevemos um artigo que em 22 de Junho do ano 2000 foi publicado no semanário guardense Terras da Beira, que retrata a história da primeira festa de São João.
O São João sempre foi santo querido no Sabugal. Fala-se em séculos de alegria, animação e festa, dias esquecidos de trabalho e fadiga. Mas poucos serão os que se lembram como começou este São João com orquestra, comidas e bebidas, baile e tradição.
Em 1953, por altura do Santo António, o padre da freguesia proibiu a realização do tradicional baile por considerar que se profanava a festa religiosa. Mais certo que dois e dois serem quatro, o povo não gostou do mandato do padre. Nem homens, nem mulheres, jovens, idosos e até «desamparados». Foi o caso da viúva Monteiro, senhora importante na vila e proprietária, entre outras coisas, de uma mercearia. Desengane-se o prior, porque logo encomendou de reunir a juventude para se fazer festa rija no S. João. «Mandai vir uma orquestra, montai barracas para se comer e beber e encontrai um pinheiro bem grande que este ano o São João vai ser a valer!», recorda David Leitão Pires, que então trabalhava na loja da viúva. Encarregado de escolher mais rapazes, logo começaram os preparativos do festejo, os primeiros passos para o São João que hoje se vive no Sabugal.
Foram seis os jovens que arranjaram a festa popular. «Bailes abrilhantados a disco e pelo Neve-Jazz, vistoso fogo de artifício, largada de balões, barracas de chá e café, serviço de bufeto». Havia também a famosa quermesse com as bugigangas que as raparigas ofereciam e os ranchos que contagiavam a dança. Dias de festa em que se esqueciam honras e vergonhas, raparigas e rapazes dançavam até de madrugada. Mesmo vigiadas pelas mães, que também faziam questão de não perder o pé de valsa, as raparigas diminuíam duramente as horas de sono. «A festa durava até às sete da manhã. As raparigas tinham que trabalhar às seis mas aguentavam-se até ao fim», conta David Pires.
Mas, lamenta, «os tempos já não são o que eram», actualmente «isto já nem é São João». Antigamente, recorda, «era só alegria, velhos e novos tudo dançava» e «antes bebiam-se gasosas e comiam-se tremoços por meia dúzia de tostões e agora é preciso andar com o multibanco». David Pires prevê que «mais cedo ou mais tarde isto acaba», mas não nega que o São João, ou as recordações de outrora, se lhe entranharam na alma. «Na altura da queimadura do pinho sinto qualquer coisa cá dentro», afirma. Será alegria, será saudade? É o São João de verdade!
Maria João Silva
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Local: Restaurante Sol-Rio, Sabugal.
Legenda: Tertúlia sabugalense da «Punheta de Bacalhau».
Autoria: Capeia Arraiana.
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O trabalho individual de Diogo Antunes, aluno da EB1 da Ruvina, no concelho do Sabugal, venceu o 1.º Prémio da categoria «3.º e 4.º anos – Texto Original» do concurso «Uma Aventura… Literária 2008» da Editorial Caminho.
A edição do ano lectivo 2007/2008 do concurso «Uma Aventura… Literária» da Editorial Caminho teve um vencedor especial na categoria «3.º e 4.º anos – Texto Original». O aluno da EB1 da Ruvina, Diogo Antunes, alcançou o primeiro lugar com o seu trabalho individual.
Os trabalhos de «Texto Original», «Crítica» e «Desenho» foram divididos por quatro graus de ensino: 1.º, 2.º e 3.º Ciclos e Ensino Secundário.
No 1.º Ciclo houve três prémios para os alunos do 1.º e 2.º ano e três para os alunos do 3º e 4º ano. Os trabalhos premiados (três por cada grau de ensino e por cada modalidade) irão ser publicados com o nome e com a fotografia dos autores, bem como o nome da escola que frequentam, num livro da colecção «Uma Aventura».
O Diogo Antunes terá direito a um cheque-livro da Editorial Caminho no valor de 50 euros e os seus professores recebem, igualmente, um cheque-livro no valor de 25 euros.
O número de participações atingiu, este ano, o número record de 9316 trabalhos individuais e de grupo de muitas centenas de escolas de Norte a Sul do continente, ilhas e alunos de português no estrangeiro.
Em consequência do elevado número de participações e à excepcional qualidade dos trabalhos apresentados a concurso, o júri optou por contemplar separadamente os trabalhos individuais e os colectivos.
Parabéns à EB1 da Ruvina e em especial ao Diogo Antunes e aos seus professores.
jcl
Há cerca de dois meses aconteceu em Hoyos, España, um encontro de pueblos hermanados. Estivemos presentes, Juntas de Freguesia dos Foios e do Soito, e realizámos reuniões com muito interesse. Agora foi a vez de uma delegação de Le Porge visitar o Soito e os Foios.
Visto que o Soito está geminado com a localidade francesa – Le Porge – e tendo recebido uma delegação de 65 pessoas planearam uma passagem pelos Foios incluindo também uma visita à nascente do Côa.
Antes, porém, portugueses, franceses e espanhóis concentraram-se no auditório do Centro Cívico Nascente do Côa onde foram feitos os discurso habituais nestes actos. Os dois autocarros seguiram, depois na direcção da nascente do Côa onde, como de costume, se fizeram as fotos da praxe. Tanto a delegação francesa como a espanhola ficaram maravilhados com o ar puro e com as maravilhosas vistas lá do alto da serra.
Cerca da uma e meia da tarde chegou-se à Senhora da Granja onde a Junta de Freguesia do Soito brindou as cerca de 150 pessoas com um excelente arroz de marisco seguido do cabritinho da ordem. De referir que antes do almoço verificou-se a troca de prendas e galhardetes como é costume nestes encontros. Mesmo com uma tarde de chuva, mas protegidos pelo telheiro, actuou o grupo folclórico de Sortelha que também agradou aos presentes.
Os elementos da Junta de Freguesia da Vila do Soito foram oportunos e dedicados. Trabalharam afincadamente e dignificaram o nome do Soito. O Presidente Matias já andava tão cansado que quando ia falar para os espanhóis até se baralhou e começou em francês. Teve piada. Parabéns a todos.
jmc
Os Foios são ponto de passagem quase obrigatório para quem visita o concelho do Sabugal. Ou pela nascente do Côa, ou pela gastronomia, ou pela cultura ou… pela simpatia e jeito de bem receber dos fojeiros.
Cerca de 70 pessoas, transportadas em 30 caravanas, visitaram o Centro Cívico dos Foios. Depois de um café ou porto de honra sentaram-se nas cadeiras do auditório tendo-lhes sido exibidas bonitas imagens alusivas aos encantos da nossa serra e do nosso rio. Falou-se do contrabando e da emigração bem como da evolução da nossa Querida Terra.
De salientar que alguns dos caravanistas ainda compraram pão, queijos e outros produtos.
Por volta do meio-dia todas as caravanas subiram ao cimo da serra e os seus ocupantes deslocaram-se a pé até à nascente do Côa onde a maioria bebeu água e tirou fotos para recordar.
Partiram, de seguida, em direcção da Quinta das Sereias onde os esperava um típico almoço da região. Convidaram os elementos da Junta e a assessora da Cultura, Amélia Rei, que com muito gosto os acompanharam no almoço.
De referir que a maioria dos caravanista já haviam estado nos Foios no passado ano e na despedida apenas disseram: Até breve.
Estão de parabéns o Sr. Nando e esposa Judite porque é através deles que vem toda esta gente ao nosso concelho. Tudo isto são mais valias para o nosso Município porque quem vem sempre por cá deixa algum dinheiro.
jmc
A XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal foi um sucesso. O «novo» Campo Pequeno recebeu com esplendor cerca de 2500 aficionados que vibraram em Lisboa com a nossa tradição. O grande responsável por esta jornada de promoção do Sabugal foi José Eduardo Lucas, presidente da Direcção da «Casa». Vamos conhecer um pouco melhor este raiano genuíno.
A conversa com José Eduardo Lucas decorreu numa esplanada tendo como pano de fundo a Praça de Touros do Campo Pequeno após mais uma reunião com a administração responsável pelo moderno espaço taurino e de espectáculos.
– Quem é José Eduardo Lucas?
– Sou natural de Aldeia do Bispo, concelho do Sabugal. Nasci em 1944 no dia 13 de Maio. Os meus pais, Lucinda e José Lucas, tiveram mais um filho, o meu irmão Florentino. Andei até à 3.ª classe em Vale de Espinho e fiz o exame da quarta em Aldeia do Bispo. Foi, depois, estudar para o Sabugal. Tirei o antigo quinto ano como interno no Colégio de Tondela. – Porquê? Porque o meu pai era muito amigo do director. – Desse tempo recordo a grande aventura de ter ido de abalada até Paris, sózinho, com apenas 16 anos.
A tropa, com a especialidade de atirador, foi cumprida em Lisboa, Tavira, Guarda e em Angola nas cidades de Luanda, Nova Lisboa, e Dembos. Regressou a Lisboa, terminou o curso comercial e ingressou no Banco Pinto e Sotto Maior. Reformou-se cedo e tornou-se consultor financeiro numa empresa de material de guerra que fechou arrastada pelo queda do muro de Berlim. Actualmente é um empresário com interesses em áreas tão díspares como gasolineiras, energias eólicas, agências de viagens e empresas marítimas sedeadas no Porto de Lisboa.
Quisemos saber qual era a sua relação com a Casa do Concelho do Sabugal. «Sou sócio da Casa desde sempre. Apercebi-me das dificuldades na sua gestão durante o ano passado e decidi candidatar-me formando uma lista com o apoio de vários amigos», recorda demonstrando a quem o escuta grande firmeza nas decisões.
«Depois de termos tomado posse em Janeiro deste ano verificámos que as finanças da Casa estavam num estado crítico. Havia dívidas que não estavam relatadas no relatório aprovado em Assembleia Geral pela anterior Direcção. Mas não desistimos. A minha experiência bancária permitiu-me contactar as entidades credoras, Estado e particulares, e negociar prazos para pagamento das dívidas. É com satisfação que já posso afirmar que temos tudo controlado e em fase de resolução. A actividade gastronómica tem cada dia mais adesão e os sócios sentem o empenhamento da minha Direcção», esclarece num tom onde se confunde o bancário e o empresário.
– E quando é que surge a hipótese da Capeia Arraiana no Campo Pequeno?
– No início de Abril, os problemas da «Casa» estavam controlados e achei que deviamos retomar a nossa tradição no novo Campo Pequeno. As primeiras reacções ao meu querer foram unânimes – Impossível – mas… alcançámos o impossível e a praça de touros nunca tinha atraído tantos raianos como em 2008. Num espaço de um mês superámos muitas dificuldades inesperadas e conseguimos autorização para que a corrida se realizasse. A entidade nacional que autoriza as festas taurinas no Campo Pequeno solicitou um documento detalhado a explicar como funcionava uma capeia. Esta nova administração do Campo Pequeno nunca tinha ouvido falar num forcão e quando chegou o dia da corrida estavam assustados porque praticamente não tinham vendido ingressos na bilheteira. Já tinhamos avançado com um cheque de 50 por cento e na manhã do próprio dia 31 de Maio, contrariando o acordo firmado, solicitaram a entrega antecipada do cheque que liquidava a totalidade do valor acordado. O afluxo de raianos superou todas as expectativas. Em duas horas (entre as 15 e as 17 horas) foram vendidos na bilheteira 1197 bilhetes tendo os funcionários comentado que não estavam habituados a um movimento tão intenso. No final foram contabilizados cerca de 2500 espectadores.
Os cinco imponentes touros (um grande olé para o último a entrar na praça) e uma bezerra (de fraca figura) vieram da ganadaria de José Dias em Benavente, Santo Estêvão. «Era um gado forte e fino. O povo raiano do forcão portou-se com valentia e determinação. O espectáculo foi abrilhantado com a charanga La Mosca de Ciudad Rodrigo, o salero do casal sevilhano e com a arte e mestria do cavaleiro soitense José Manuel muito aplaudido pela assistência», fez questão de realçar o presidente da «Casa».
– Como conseguiram autorização para o convívio no espaço desportivo?
– Tivemos, atempadamente, negociações com a direcção do Clube Operário que foram, desde o primeiro contacto, de uma simpatia extrema. Negociámos um valor aceitável e o espaço pôde ser utilizado por centenas de sabugalenses antes e depois da tourada. Foi um convívio inesquecível.
– E para o ano há mais?
– A corrida foi um sucesso e as bilheteiras satisfatórias. Agradeço à Câmara Municipal do Sabugal, às Juntas de Freguesia e empresas que nos apoiaram e a todos os que marcaram presença na capeia. Soubemos depois que pela primeira vez numa tourada a cerveja esgotou nos bares concessionados dentro da praça. Infelizmente a Casa não teve autorização para gerir nenhum. O balanço final é muito positivo e vamos arranjar soluções para melhorar alguns pormenores. Já estamos a trabalhar na edição de 2009 e muito em breve vamos ser recebidos pela administração do Campo Pequeno para discutirmos a organização da capeia do próximo ano.
A terminar quisemos saber quais os projectos em que está empenhada a Direcção da Casa do Concelho do Sabugal…
– Queremos que o futuro da embaixada do concelho do Sabugal em Lisboa seja risonho e que continue activa como até aqui. Não sou de desistir e sinto o apoio da minha Direcção, dos associados e da Câmara Municipal do Sabugal. Assinámos um protocolo com a autarquia e a cooperativa para a promoção e venda dos produtos raianos em Lisboa. Estamos muito empenhados em nos associarmos à Pró-Raia porque lhe reconhecemos capacidade e iniciativa interventiva. A «Casa» está disposta a apoiar todas as actividades das associações do concelho e em especial da ADES. Apelo às Juntas de Freguesia que ainda não são sócias que reconheçam o nosso esforço em prol das nossas gentes em Lisboa e que nos apoiem associando-se. Como presidente da Direcção da Casa do Concelho do Sabugal reafirmo a minha disponibilidade para lutar pelos interesses das gentes de Ribacôa.
Sentimos que a «Casa» está em boas mãos. José Eduardo Lucas é um bom conversador, com opinião crítica e vocação natural para a gestão empresarial. Enfim… com muito «jeito para o negócio».
jcl
Tal como já vem sido habitual também este ano se realizou a designada festas dos caçadores. Teve lugar no sábado, 7 de Junho, e contou com a presença de cerca de 200 pessoas.
O Presidente da Associação de Caça e Pesca, José Pêra, com a colaboração de mais cinco ou seis voluntários e elementos da equipa de sapadores, trabalharam afincadamente para que tudo corresse bem. Assim foi na verdade. O empenho da Adosinda deve igualmente ser realçado porque foi ela que temperou e acompanhou a cozedura das quatro panelas. Duas de javali, ao almoço, e duas de veado ao jantar.
Por volta do meio-dia abriram-se as portas do bar para que todos os interessados pudessem tomar os aperitivos que havia para todos os gostos e vontades.
Após o almoço organizou-se a ronda até à praça, animada por três amigos acordeonistas. Depois do café e copa organizou-se um animado baile na esplanada do Pedro e quando este terminou passou-se pelo «Pub da São» onde o baile foi retomado. De seguida e como é costume, fez-se a ronda pelas ruas tendo-se visitado todas as capelinhas da terra.
À noite, por volta das 21 horas, serviu-se o saboroso veado que, pelos vistos, dava para outras tantas pessoas. Viva a fartura.
Após o saboroso pitéu subiu ao palco o grupo de fados da Guarda que cantou e agradou a todos os presentes. Cerca de uma centena. Os fadistas concluíram a actuação por volta da meia-noite muito embora os mais responsáveis e os mais alegres ainda tivessem prolongado o serão.
Parabéns à organização e às muitas pessoas que estiveram presentes. As festas só são bonitas com muita gente. Para o ano haverá mais. Se Deus quiser.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios)
jmncampos@gmail.com
É já neste fim-de-semana que têm lugar as Festas em Honra de Santo António, organizadas pelos Mordomos de 2008.
Dia 12, quinta-feira, tem lugar a procissão nocturna de Santo António, da sua Capela para a Igreja.
No dia 13, pela manhã, irrompe o Passeio dos Mordomos com os Tamborileiros, à semelhança de Agosto, seguindo-se a Missa solene. Terminada esta, a procissão de volta à Capela, com mais um espectacular Passeio, nas imediações da Capela e Ponte Romana.
Tem sido assim, ao longo dos anos, em Junho, tal como antigamente, esta festa religiosa, depois de transferida para Agosto, em finais da década de sessenta, mais devido aos emigrantes, pois sem esta transferência, muitos deles, se não a maior parte, não teria grandes hipóteses de assistir à festa do seu Santo devoto.
Logo no dia imediatamente a seguir, sábado, dia 14 de Junho, tem lugar a Capeia com Forcão, culminado estas festas, seguindo-se uma tradição, que se tem vindo a manter, há uns poucos de anos.
Num ano ou noutro, esta Capeia não se efectua, devido à pouca disponibilidade dos Mordomos, quando acontece serem todos emigrantes. Nem sempre a vida o permite, também não é obrigatório assim acontecer, dependendo, bem entendido, de quem organiza os festejos.
Nos primeiros anos da passagem das festas para Agosto, também isso não se verificou, pelos motivos acima apontados.
Dado as principais festas serem em Agosto, como em quase todas as Aldeias, fica assim explicado esta, eventual, falha da Capeia em Junho, em alguns anos, nada que afecte, ou ponha em causa, a festa religiosa. Esta, sempre foi efectuada, ao longo dos tempos em Junho, venerando-se o nosso Santo, a duplicar, em todos os anos.
Tenho como opinião, não passa disso mesmo, que as festas de Junho, por vezes, são mais especiais, calmas e acolhedoras, sem o reboliço de Agosto, não deslustrando, de maneira nenhuma, estas últimas. É apenas um sentir, sem qualquer significado por aí além, que muitos outros dos que cá moram, também partilham.
Mas o que importa, é que a nossa Aldeia vai estar em festa durante estes dias, como vem sendo tradicional nesta época.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com



