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A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 10 de Julho de 2008.

Local: Casa do Concelho do Sabugal.

Legenda: Visita dos ilustres deputados Jorge Seguro Sanches (PS por Penamacor) e João Carloto Marques (MPT por Setúbal).

Enviada por: Capeia Arraiana.
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O ano lectivo chegou ao fim para os alunos do Grupo dos Cavaquinhos da Universidade Sénior das Furnas de São Domingos de Benfica. O almoço-convívio decorreu no dia 24 de Junho, terça-feira de São João, na Casa do Concelho do Sabugal.

Grupo do Cavaquinho na Casa do Concelho do SabugalFoi uma tarde de animação na Casa do Concelho do Sabugal. «Os jovens alunos com mais de 55 anos» da Universidade Sénior das Furnas de São Domingos de Benfica reuniram numa das salas em alegre e irreverente convívio de final de ano lectivo. Mas não era um grupo qualquer. As senhoras e senhores alunos presentes escolheram no curso uma cadeira muito especial: aprender a tocar cavaquinho. E foi munidos do respectivo instrumento que se apresentaram para desejarem boas férias uns aos outros.
«Todos os anos fazemos um almoço de despedida no final do ano lectivo. Convidamos os professores mas não os deixamos pagar para que não nos chumbem», diz-nos com ar divertido a soitense Maria Helena Vaz, responsável por trazer o grupo até à «Casa».
Os sócios que habitualmente frequentam a «Casa» durante as refeições já tinham notado um movimento especial. Com um desembaraço próprio de «alunas universitárias» as senhoras fizeram questão de ajudar o Adelino a servir à mesa e iam buscar à cozinha o que fazia falta. Até pareciam que estavam em casa.
«Seleccionam as cadeiras que pretendem frequentar e podem escolher entre História, Francês, Inglês, Alemão, Sociologia, Direito, Artes e no caso desta turma o… cavaquinho», esclareceu a professora Agnes Oliveira.
O ambiente de cordialidade que se gerou ao longo da tarde levou a que o professor de música se disponibilizasse a dar aulas na «Casa» de cavaquinho e acordeão caso apareçam associados interessados.
Depois do almoço propriamente dito é que foram elas. Todos tocaram e cantaram músicas (algumas com letras marotas) e o alegre almoço-convívio terminou já perto da hora do jantar. Ali mesmo, ao som de uma melodia tradicional criaram, de improviso, uma letra que começava assim: «Em dia de São João, na Casa do Concelho do Sabugal, lá para os lados do Areeiro, houve uma alegre reunião…»
jcl

A Casa do Concelho do Sabugal esteve representada na sede da Pró-Raia, na Guarda, para assistir à apresentação das linhas orientadoras das candidaturas ao QREN e para formalizar a sua candidatura a associada da associação de desenvolvimento integrado da Raia Centro.

Pró-RaiaO auditório da sede da Pró-Raia, na Guarda, encheu-se na passada terça-feira, 17 de Junho, com os representantes das instituições convidadas para tomarem conhecimento do planeamento dos objectivos e parcerias que a associação quer desenvolver nas candidaturas ao QREN - Quadro de Referência Estratégica Nacional.
A Pró-Raia seleccionou para a apresentação os parceiros mais representativos de cada sector de actividade nos territórios dos concelhos do Sabugal e da Guarda. A Casa do Concelho do Sabugal aproveitou para formalizar a sua inscrição como associada e tornar-se parceira privilegiada da associação.
Pelo concelho do Sabugal estiveram ainda presentes os representantes da Câmara Municipal, da «Sabugal+», da ADES, do Externato do Soito e dos Guardiões da Lua de Quarta-Feira.
A presidente da Pró-Raia, Lurdes Saavedra, abriu a sessão de esclarecimento que se destinava a identificar alguns actores locais para a estratégia futura defendendo a «dinamização e incentivo a parcerias mais activas através de três vectores essenciais que consistem no desenvolvimento rural, no ambiente e no turismo activo como pólo de desenvolvimento rural» tendo realçado que «o principal objectivo dos programas apoiados numa visão de sustentabilidade é a criação no território de postos de trabalho».
Paulo Marques, da Pró-Raia, encarregou-se de explicar os diferentes vectores do plano estratégico do PRODER «Sub-Programa 3 e Eixo 3» orientados para o GAL (Grupo de Acção Local) dos territórios dos concelhos do Sabugal e da Guarda.
As tabelas resumidas das medidas do Eixo 3 e e Eixo Leader para o período 2008-2013 são as seguintes:
– Diversificação da economia e criação de emprego – com acções nas actividades de exploração agrícola, na criação e desenvolvimento de micro-empresas e no desenvolvimento de actividades turísticas e de lazer.
– Melhoria da qualidade de vida – com acções na conservação e valorização do património rural, serviços básicos para a população rural e implementação de estratégias de desenvolvimento local.
– Cooperação Leader para o desenvolvimento social – com acções de cooperação interterritorial e transnacional.
– Funcionamento dos GAL (Grupos de Acção Local), aquisição de competências e animação – com acções de implementação de estratégias de desenvolvimento local.
Procurando sinergias e proactividades de todos os intervenientes, Paulo Marques, aproveitou para lançar uma reflexão com várias questões baseada em alguns pontos fortes e fracos identificados no território de intervenção da Pró-Raia.
A cultura ao serviço do desenvolvimento local através de iniciativas de recuperação e reabilitação de património com intervenção de apoios comunitários na preservação de valores culturais já é uma realidade no Grupo Cultural e Teatral Guardiões da Lua da Quarta-feira, no Museu de Vilar Maior, na Casa do Castelo no concelho do Sabugal, e no Museu de Tecelagem da Aldeia dos Meios, no Museu da Castanha de Aldeia do Bispo, na Casa Museu da Arrifana, no Centro de Artes e Ofício de Maçaínhas e na Casa Museu de São Pedro do Jarmelo no concelho da Guarda.
Encerrou a sessão de esclarecimento o vice-presidente da Pró-Raia, António Robalo, recordando as ideias-força das candidaturas nos três vectores: Social através do desenvolvimento rural, Turismo activo e Ambiente que é pilar e ao mesmo tempo é trave em virtude de ser transversal a todos os grupos.
jcl

A XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal foi um sucesso. O «novo» Campo Pequeno recebeu com esplendor cerca de 2500 aficionados que vibraram em Lisboa com a nossa tradição. O grande responsável por esta jornada de promoção do Sabugal foi José Eduardo Lucas, presidente da Direcção da «Casa». Vamos conhecer um pouco melhor este raiano genuíno.

À fala com... José Eduardo LucasA conversa com José Eduardo Lucas decorreu numa esplanada tendo como pano de fundo a Praça de Touros do Campo Pequeno após mais uma reunião com a administração responsável pelo moderno espaço taurino e de espectáculos.
– Quem é José Eduardo Lucas?
– Sou natural de Aldeia do Bispo, concelho do Sabugal. Nasci em 1944 no dia 13 de Maio. Os meus pais, Lucinda e José Lucas, tiveram mais um filho, o meu irmão Florentino. Andei até à 3.ª classe em Vale de Espinho e fiz o exame da quarta em Aldeia do Bispo. Foi, depois, estudar para o Sabugal. Tirei o antigo quinto ano como interno no Colégio de Tondela. – Porquê? Porque o meu pai era muito amigo do director. – Desse tempo recordo a grande aventura de ter ido de abalada até Paris, sózinho, com apenas 16 anos.
A tropa, com a especialidade de atirador, foi cumprida em Lisboa, Tavira, Guarda e em Angola nas cidades de Luanda, Nova Lisboa, e Dembos. Regressou a Lisboa, terminou o curso comercial e ingressou no Banco Pinto e Sotto Maior. Reformou-se cedo e tornou-se consultor financeiro numa empresa de material de guerra que fechou arrastada pelo queda do muro de Berlim. Actualmente é um empresário com interesses em áreas tão díspares como gasolineiras, energias eólicas, agências de viagens e empresas marítimas sedeadas no Porto de Lisboa.
Quisemos saber qual era a sua relação com a Casa do Concelho do Sabugal. «Sou sócio da Casa desde sempre. Apercebi-me das dificuldades na sua gestão durante o ano passado e decidi candidatar-me formando uma lista com o apoio de vários amigos», recorda demonstrando a quem o escuta grande firmeza nas decisões.
«Depois de termos tomado posse em Janeiro deste ano verificámos que as finanças da Casa estavam num estado crítico. Havia dívidas que não estavam relatadas no relatório aprovado em Assembleia Geral pela anterior Direcção. Mas não desistimos. A minha experiência bancária permitiu-me contactar as entidades credoras, Estado e particulares, e negociar prazos para pagamento das dívidas. É com satisfação que já posso afirmar que temos tudo controlado e em fase de resolução. A actividade gastronómica tem cada dia mais adesão e os sócios sentem o empenhamento da minha Direcção», esclarece num tom onde se confunde o bancário e o empresário.
– E quando é que surge a hipótese da Capeia Arraiana no Campo Pequeno?
– No início de Abril, os problemas da «Casa» estavam controlados e achei que deviamos retomar a nossa tradição no novo Campo Pequeno. As primeiras reacções ao meu querer foram unânimes – Impossível – mas… alcançámos o impossível e a praça de touros nunca tinha atraído tantos raianos como em 2008. Num espaço de um mês superámos muitas dificuldades inesperadas e conseguimos autorização para que a corrida se realizasse. A entidade nacional que autoriza as festas taurinas no Campo Pequeno solicitou um documento detalhado a explicar como funcionava uma capeia. Esta nova administração do Campo Pequeno nunca tinha ouvido falar num forcão e quando chegou o dia da corrida estavam assustados porque praticamente não tinham vendido ingressos na bilheteira. Já tinhamos avançado com um cheque de 50 por cento e na manhã do próprio dia 31 de Maio, contrariando o acordo firmado, solicitaram a entrega antecipada do cheque que liquidava a totalidade do valor acordado. O afluxo de raianos superou todas as expectativas. Em duas horas (entre as 15 e as 17 horas) foram vendidos na bilheteira 1197 bilhetes tendo os funcionários comentado que não estavam habituados a um movimento tão intenso. No final foram contabilizados cerca de 2500 espectadores.
À fala com... José Eduardo LucasOs cinco imponentes touros (um grande olé para o último a entrar na praça) e uma bezerra (de fraca figura) vieram da ganadaria de José Dias em Benavente, Santo Estêvão. «Era um gado forte e fino. O povo raiano do forcão portou-se com valentia e determinação. O espectáculo foi abrilhantado com a charanga La Mosca de Ciudad Rodrigo, o salero do casal sevilhano e com a arte e mestria do cavaleiro soitense José Manuel muito aplaudido pela assistência», fez questão de realçar o presidente da «Casa».
– Como conseguiram autorização para o convívio no espaço desportivo?
– Tivemos, atempadamente, negociações com a direcção do Clube Operário que foram, desde o primeiro contacto, de uma simpatia extrema. Negociámos um valor aceitável e o espaço pôde ser utilizado por centenas de sabugalenses antes e depois da tourada. Foi um convívio inesquecível.
– E para o ano há mais?
– A corrida foi um sucesso e as bilheteiras satisfatórias. Agradeço à Câmara Municipal do Sabugal, às Juntas de Freguesia e empresas que nos apoiaram e a todos os que marcaram presença na capeia. Soubemos depois que pela primeira vez numa tourada a cerveja esgotou nos bares concessionados dentro da praça. Infelizmente a Casa não teve autorização para gerir nenhum. O balanço final é muito positivo e vamos arranjar soluções para melhorar alguns pormenores. Já estamos a trabalhar na edição de 2009 e muito em breve vamos ser recebidos pela administração do Campo Pequeno para discutirmos a organização da capeia do próximo ano.
A terminar quisemos saber quais os projectos em que está empenhada a Direcção da Casa do Concelho do Sabugal…
– Queremos que o futuro da embaixada do concelho do Sabugal em Lisboa seja risonho e que continue activa como até aqui. Não sou de desistir e sinto o apoio da minha Direcção, dos associados e da Câmara Municipal do Sabugal. Assinámos um protocolo com a autarquia e a cooperativa para a promoção e venda dos produtos raianos em Lisboa. Estamos muito empenhados em nos associarmos à Pró-Raia porque lhe reconhecemos capacidade e iniciativa interventiva. A «Casa» está disposta a apoiar todas as actividades das associações do concelho e em especial da ADES. Apelo às Juntas de Freguesia que ainda não são sócias que reconheçam o nosso esforço em prol das nossas gentes em Lisboa e que nos apoiem associando-se. Como presidente da Direcção da Casa do Concelho do Sabugal reafirmo a minha disponibilidade para lutar pelos interesses das gentes de Ribacôa.
Sentimos que a «Casa» está em boas mãos. José Eduardo Lucas é um bom conversador, com opinião crítica e vocação natural para a gestão empresarial. Enfim… com muito «jeito para o negócio».
jcl

O programa «Arte&Emoção» da RTP-2 emite no sábado, 14 de Junho, a reportagem sobre a Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal que teve lugar no Campo Pequeno.

Capeia Arraiana no Campo PequenoNo sábado, 14 de Junho, às 19 horas, o programa «Arte&Emoção», da responsabilidade de José Cáceres transmite a reportagem da XXX Capeia Arraiana realizada no Campo Pequeno.
O destaque sobre a festa arraiana inclui uma entrevista com José Eduardo Lucas, presidente da Casa do Concelho do Sabugal e a reportagem com os touros lidados com o «nosso» forcão.
Os cerca de 2500 aficionados, na sua grande maioria sabugalenses, presentes nas bancadas e no redondel do «novo» Campo Pequeno vibraram com um curro de se lhe tirar o chapéu da Ganadaria de José Dias.
Excelente jornada promocional para o Sabugal com a tradição a mostrar-se em Lisboa com muito sucesso.
jcl

Decorreu no passado sábado a XXX Capeia Arraiana, organizada pela Casa do Concelho do Sabugal, no Campo Pequeno, em Lisboa. Tal como previmos, este espectáculo teve a participação de muita gente, vinda de propósito do Sabugal, bem como, a maior parte da grande região lisboeta, que não quis deixar os seus créditos por mãos alheias, acorrendo, em grande número, à principal Praça de Touros do País.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaNão é nada fácil descrever todas as incidências deste grande dia, que marcou o retorno a tão emblemático monumento.
A azáfama começou pela manhã, com a montagem do Forcão em plena arena, pelos especialistas do costume, bem liderados pelo Ti Domingos de Vale de Espinho, aprontando o instrumento, que iria servir durante a tarde para esperar os touros.
Ao longo de toda a manhã, foram chegando uns e outros, que deram uma primeira espreitadela à Praça de Touros, aumentando o movimento, mais para o final da manhã, com a chegada das seis camionetas da Viúva Monteiro transportando os arraianos, que não quiseram perder pitada, deste regresso ao Campo Pequeno.
Quase todos estes amigos, por ali estacionaram, aconchegando o estômago no espaço do Clube Operário de Lisboa, cedido gentilmente à Casa, pelo seu Presidente, a quem a ficámos agradecidos, pois com este espaço, deu-se continuidade ao antigamente.
Foi a grande festa inicial, prenunciando o que se iria passar pela tarde na Capeia.
Chegados todos os principais intervenientes na Capeia, Bombeiros do Sabugal, Tamborileiros de Aldeia da Ponte, Charanga La Mosca de Ciudad Rodrigo, Cavaleiro Zé Manel do Soito e os touros do Ganadeiro Sr. José Dias, foi altura de todos rumarem em direcção à Casa, para o merecido almoço.
Os Bombeiros do Soito não compareceram, apesar de convidados, não nos chegando nenhuma justificação para a sua ausência. Algo terá acontecido, que não lhes permitiu a sua presença, foi uma pena, pois a sua participação era tão importante, como as de todos os outros, no magnífico desfile inicial. Outro tanto, aconteceu com outras entidades importantes do Concelho, convidadas para o evento, que não compareceram, o que se lamenta. Como se costuma dizer, nestas coisas, só faz falta quem cá está.
Contam-se pelos dedos de uma mão, ou nem tanto, os concelhos do País, que conseguem realizar eventos com esta envergadura na Capital. A Casa do Concelho do Sabugal há 30 anos que os realiza, mostrando a força da nossa gente, do antes quebrar que torcer, apesar deste ano, concorrer com o Rock in Rio, em Lisboa e o jogo de futebol da Selecção, no mesmo dia. Foram cerca de duas mil e quinhentas almas a vibrar com as incidências da Capeia no Campo Pequeno, podiam ser muitas mais, mas enfim, não tão poucos como isso, mas todos bons.
Antes do espectáculo ter início, foi dada uma volta a todo o local, com a Charanga La Mosca, animando com as suas músicas, todos os que se concentravam à volta da Praça e no local onde os nossos amigos, vindos do Concelho reconfortaram o estômago com as suas merendas, bem como os enchidos da zona, que foram disponibilizados pela Casa, para ajudar no repasto.
Capeia Arraiana no Campo PequenoAproximam-se as 17 horas e, como o movimento ainda era grande em redor das bilheteiras, retardámos em alguns minutos, o início do desfile, englobando a rapaziada, os Tamborileiros, os Bombeiros, bem como todos os que quiseram desfilar com as Bandeiras das Juntas e Associações do Concelho, pois foi aberto a quem quis participar.
Foi um desfile espectacular, cheio de vida e cor, bem ritmado, ao som dos tambores, fartamente aplaudido por todos os espectadores, sendo estes compensados com uma grande salva de palmas pelos desfilantes, como retribuição pelo grande calor com que todos os da arena foram brindados.
Pedida a Praça ao Ex.º Sr. Vice-Presidente da Câmara de Sabugal, Dr. Manuel Corte, que dirigiu umas amáveis palavras a todos, precedido pelo Sr. Presidente da Casa do Concelho do Sabugal, Sr. José Eduardo Lucas, que também fez uma breve mensagem, endereçando as boas-vindas a todos.
Teve então início a Capeia, com a espera habitual de todos os touros, com uma compleição de meter respeito, um após outro, sendo bem esperados pela rapaziada das Aldeias, culminando as lides com o agarrar dos touros, em plena arena, como já nos habituaram ao longo dos tempos, com a excepção do último, que se desembolou numa marrada ao Forção, tendo de ser recolhido, após a espera, como mandam as leis, não há que arranjar desculpas estapafúrdias. Não estamos, propriamente, na raia sabugalense, mas sim no Campo Pequeno, principal Praça do País
É assim, temos que o aceitar, não fosse o diabo tecê-las, pois um animal em pontas, poderia deitar abaixo todo o trabalho de quem tem responsabilidades, bem como consequências para a própria Praça. Quando outros tiverem o poder de decidir, decidam como lhes aprouver.
O que, de facto, importa, é que passámos mais uma Capeia, sem ter nada a lamentar, como vem sendo habitual, há longos anos a esta parte, tirando um susto ou outro, mas que não passou disso mesmo.
Um referência ainda, para a actuação do simpático casal Rute e Pedro, com as suas danças sevilhanas e a exibição do cavaleiro Zé Manel do Soito, que encantaram o vasto auditório, nos dois intervalos, fluindo o espectáculo muito bem, a uma cadência acertada, sem enfados dos presentes.
Acabada a Capeia, deu-se início ao convívio das nossas gentes, com os assados no espaço do Clube Operário de Lisboa.
Reeditámos mais uma jornada inesquecível, com um grande espectáculo cheio de vivacidade, a fazer lembrar os tempos de antigamente, no Campo Pequeno. Uma palavra simpática para a grande falange de apoio, vinda directamente do Concelho, na Viúva Monteiro.
À boa maneira sabugalense, todos os elementos sociais da Casa do Concelho do Sabugal só têm uma palavra para todo o público magnífico do Campo Pequeno, bem como para todos os que ajudaram e colaboraram desinteressadamente. Obrigado!
Bem-hajam pela vossa presença e apoio. Quem ficou a ganhar, foi, seguramente o Concelho de Sabugal.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 31 DE MAIO DE 2008
Fotos de ANTÓNIO VALE – Clique nas imagens para ampliar
GALERIA DE IMAGENS – 31 DE MAIO DE 2008
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A XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal realizou-se no dia 31 de Maio de 2008 no Campo Pequeno, em Lisboa. Veja agora alguns dos momentos mais marcantes da nossa festa. As imagens são da autoria de António Vale.

Capeia Arraiana no Campo Pequeno

jcl

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: 31 de Maio de 2008.
Local: Praça de Touros do Campo Pequeno, Lisboa.
Legenda: XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal. José Eduardo Lucas, presidente da Direcção, dá as boas-vindas a todos os presentes.

Autoria: Capeia Arraiana.
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No passado sábado, dia 31 de Maio, estivemos no Campo Pequeno, por ocasião da realização da XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal. Ouvimos alguns testemunhos acerca do regresso do forcão, ao fim de 10 anos de itenerância, ao palco que o acolheu em 1978, quando pela primeira vez a tradição raiana desceu a Lisboa.

António ChorãoAntónio Chorão, de Aldeia da Ponte, aposentado e sócio honorário da Casa do Concelho do sabugal
«O retorno da nossa festa a Lisboa foi uma atitude importante e mesmo fundamental. Hoje estamos aqui no convívio raiano, com muita gente representando as nossas aldeias, grande parte vindo de propósito a Lisboa para assistirem ao espectáculo. É assim, neste intercâmbio entre as terras do concelho e Lisboa, através da Casa do Concelho, que o Sabugal progride. É bom voltar ao Campo Pequeno e ver aqui a valentia dos vergalhudos do forcão.»

Morgado CarvalhoJosé Morgado Carvalho, do Soito, coronel na reserva
«Na altura em que tive contacto com a Casa do Concelho, logo nos primeiros anos da sua existência, havia muita vontade e fez-se muita coisa e uma delas foi a realização da capeia arraiana em Lisboa. A associação tem vivido com altos e baixos, mas quando existe boa vontade e espírito associativista as coisas acontecem. Neste momento, não só como sócio da Casa, mas também como presidente do seu conselho fiscal, sinto-me muito satisfeito com este regresso da capeia ao Campo Pequeno.»

Manuel BarrosManuel Barros, professor e presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa.
«Acho que é uma excelente ideia este regresso da tourada ao Campo Pequeno. Se possível, devem continuar a fazê-la aqui, porque este é um lugar mais central, e convidativo para que mais gente venha assistir à capeia arraiana. Se fosse noutra praça, nos arredores de Lisboa, tenho a certeza que muita gente da que aqui está hoje não teria vindo ao espectáculo.»

Manuel NabaisManuel Nabais, funcionário público e membro da Junta de Freguesia do Sabugal.
«Louvo muito a iniciativa de fazer retornar a capeia ao Campo Pequeno. Este local é para nós emblemático, porque foi aqui que ela se realizou pela primeira vez em 1978. Estive cá nessa altura e participei no desfile desde o Areeiro até aqui. Lanço até um repto à direcção da Casa para que na próxima edição da capeia volte a realizar-se esse desfile. Vi há dias as fotografias do saudoso João Leitão no blogue Capeia Arraiana e fiquei emocionado, porque me recordei como tudo aquilo foi, com o pessoal da raia a encher as ruas, e toda a gente à janela a ver-nos passar.»

Joaquim BogasJoaquim Bogas, comandante dos Bombeiros Voluntários do Sabugal
«O regresso ao Campo Pequeno é muito importante, porque a capeia arraiana é uma mais valia para o concelho do Sabugal. Este é o grande palco nacional da festa brava e é um local também muito bonito e agora melhorado, pelo que as pessoas do concelho só ficam a ganhar com o facto da festa se realizar aqui. Já vim muitas vezes do Sabugal a Lisboa para assistir a esta festa, e penso que aqui no Campo Pequeno o convívio tem outro valor.»

Fernando ProençaFernando Proença, presidente da Junta de Freguesia de Vale das Éguas
«Apoio a cem por cento este regresso ao Campo Pequeno. Foi esse facto que permitiu a mobilização do pessoal de Vale das Éguas, Ruivós e Ruvina, que encheu dois autocarros para se deslocar aqui hoje e conviver com as restantes pessoas do concelho. Foi um grande convívio e foi muito bonito ver a gente que veio da terra juntar-se aqui aos seus familiares e amigos para comerem um petisco e festejarem este regresso ao Campo Pequeno.»

Daniel SimãoDaniel Simão, de Vila do Touro, presidente da Associação Desenvolvimento Sabugal (ADES)
«Todos nos congratulamos com este regresso da festa sabugalense ao Campo Pequeno. A capeia é uma ponte de ligação entre o concelho e a Casa que nos representa na capital. Em Lisboa a nossa festa fica mais central, beneficia de melhores acessibilidades e tem outro brilho. Além disso há no Campo Pequeno um simbolismo muito importante porque foi aqui que tudo começou há 30 anos.»

António AiresAntónio Aires, de Nave de Haver, oficial da PSP
«Este retorno à praça de touros do Campo Pequeno foi uma boa ideia é de continuar, para que venha mais gente das nossas terras até esta grande festa dos raianos em Lisboa. A capeia aqui nesta praça tem mais força porque junta mais gente, devido à centralidade. Por isso digo que importa tentar mantê-la sempre aqui.»
plb

E pronto!… Lá vamos, novamente, ao Campo Pequeno.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaAí está, a grande e desejada Capeia Arraiana no Campo Pequeno, que tem vindo a ser propalada nestes últimos tempos, com vários artigos e comentários dos muitos que nos contactam, seja por telefone, mail ou pessoalmente.
Esta Capeia de Lisboa é de todo o Concelho, sendo programada e estudada o melhor possível, apesar de algum atraso, reflectindo-se no tempo desejado para se preparar convenientemente, embora tudo fosse feito a pensar em si, amigo conterrâneo do Sabugal.
Tem sido uma correria contra o tempo, com a adrenalina a subir, a cada dia que passa, para que tudo esteja operacional neste sábado, que se deseja uma grande jornada de convívio e emoção sabugalense, cá para estas bandas da Capital, nada que já não tivéssemos vivido desde o longínquo ano de 1978, conforme a grande reportagem fotográfica do nosso saudoso amigo João Leitão assim o atesta, neste Blogue.
Os conselhos são os mesmos de sempre, para os mais afoitos com os touros, toda a cautela é pouca, com o pé ligeiro sempre à mão de semear, não vá o diabo do touro fazer das suas. Apesar de tudo, temos de confessar a confiança nos nossos rapazes, ou não estivessem eles bem habituados a estas lides, lá para os nossos lados.
O que é mais importante, em todas as Capeias, para além da ousadia da rapaziada, é chegarmos ao fim do espectáculo, sem que tenhamos algo a lamentar, aliás, o aviso no Cartaz é bem explicito, mas como a nossa rapaziada é solidária, auguramos uma boa jornada, como não podia deixar de ser.
Com imensas Capeias vividas, acrescidas de responsabilidades directas, vive-se a 200 à hora, o coração palpita, para aí, o triplo, o desgaste é tremendo, esperando o final das ditas, respirando um alívio retemperador, como é bom senti-lo, ao encerrar o último touro. A confiança e a serenidade habituais servem de tónico especial, para que tudo decorra dentro da normalidade, assim o desejamos e, melhor, o esperamos.
A Casa do Concelho de Sabugal não regateará esforços, como sempre, para que tudo decorra dentro da bitola habitual a que nos habituámos nos últimos tempos, pedindo alguma compreensão e boa vontade a todo o pessoal, embora não descaracterizando nunca os hábitos da raia, antes servindo para os reavivar cada vez mais.
O desejo de todos será o nosso também, uma boa jornada de propaganda do cantinho de todos nós, que mexe com as nossas entranhas, quer lá estejamos, quer cirandemos por aqui e ali, mas que sempre lá regressamos, tantas vezes, quantas as desejamos, desfrutando do que melhor nos proporciona a nossa terra.
O Sabugal não é só Capeias, é bem verdade, antes é um misto de todo um manancial de usos, costumes, boa gastronomia, bons ares, boa gente e tudo o mais, que por lá existe, que não é tão pouco como isso, apesar dos pesares, bem entendido.
Quem lá vive, sabe melhor que ninguém, aos outros, à distância, resta-lhes suspirar! …
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Estão abertas as inscrições para mais um autocarro especial da «Viúva Monteiro» para a Capeia Arraiana do Campo Pequeno.

Autocarro da Viúva MonteiroOs dois autocarros da Associação dos Amigos de Ruivós, em conjunto com as Associações de Vale das Éguas, Ruvina e Aldeia da Dona, estão esgotados. O autocarro organizado pela Junta de Freguesia de Alfaiates presidida por Francisco Baltasar está esgotado. O autocarro organizado pela Junta de Freguesia e pela Associação dos Fóios está esgotado. Mas os telefonemas para a Casa do Concelho do Sabugal à procura de lugares nas excursões para assistir à Capeia Arraiana no Campo Pequeno têm aumentado nos últimos dias.
A Direcção da «Casa» entrou em contacto com a administração da empresa de camionagem sabugalense Viúva Monteiro dando-lhe conta da situação. De imediato e demonstrando grande capacidade de decisão e sentido de gestão por parte da responsável da «Viúva», Ana Fantasia, ficou combinado criar mais um serviço especial de transporte para o próximo sábado, 31 de Maio. Os organizadores das restantes excursões são, aliás, unânimes em destacar o excelente relacionamento e disponibilidade da empresa Viúva Monteiro na ultrapassagem das dificuldades surgidas e nas condições especiais do orçamento das viagens.
São, portanto, boas notícias para aqueles que já começavam a desesperar ou a procurar meios alternativos para se deslocarem a Lisboa.
O quinto (e último) autocarro da Viúva Monteiro ainda tem lugares disponíveis para marcação prévia. Os interessados devem dirigir-se aos escritórios da empresa para reservar o lugar para o expresso especial que sai às 7.30 da manhã de Vale de Espinho e fará uma paragem no Largo da Fonte, no Sabugal. A saída em direcção ao Campo Pequeno está prevista para as 8 horas.
Aproveite a último oportunidade e faça parte da festa sabugalense que terá início a partir do meio-dia nas instalações desportivas que se encontram junto ao Campo Pequeno. No espaço junto ao ringue de futebol haverá assadores com lenha, serviço de bar e venda de enchidos e pão para todos os queiram fazer um piquenique depois da viagem e antes de entrarem na monumental Praça de Touros do Campo Pequeno.
A Direcção da Casa do Concelho do Sabugal recorda a todos os autarcas e dirigentes associativos do concelho que poderão integrar o desfile inaugural do «pedido da praça» desde que se façam acompanhar do respectivo estandarte ou bandeira.

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Bilheteira para a Capeia já abriu

Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal

Capeia Arraiana - A tradição sabugalense mostra-se em Lisboa
jcl

Foi recentemente assinado no Sabugal o protocolo entre a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola que irá permitir concretizar a abertura de uma loja de produtos raianos sabugalenses em Lisboa.

Loja de Produtos Regionais Raianos do SabugalOs produtores agrícolas do Sabugal há muito que vêem repetindo o mesmo lamento. A falta de escoamento dos seus produtos que depois de muitos trabalhos e canseiras apenas servem para alimentar os animais. A vontade de desistir está, quase sempre, presente nas suas conversas e desabafos. A qualidade dos seus produtos é inquestionável e utilizando um termo que é moda nas cidades podemos falar em verdadeira agricultura biológica.
Surge, agora, uma tentativa de inverter a situação. Vai, finalmente, avançar a loja de venda de produtos raianos do concelho do Sabugal em Lisboa.
Após várias reuniões preparatórias foi aprovado por unanimidade em reunião ordinária do executivo camarário o protocolo de parceria entre três entidades do Sabugal: a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola. Estavam presentes pelo município o presidente Manuel Rito Alves, o vice-presidente Manuel Fonseca Corte, e os vereadores António dos Santos Robalo, Ernesto Cunha, José Santos Freire, Luís Manuel Nunes Sanches e Rui Manuel Monteiro Nunes, o presidente da Casa do Concelho do Sabugal, José Eduardo Lucas e o presidente da Direcção da Cooperativa Agrícola do Sabugal (acumulando como presidente da Junta de Freguesia do Sabugal) João Luís Batista.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, aproveitou para dizer que «tinha solicitado aos representantes da Casa do Concelho do Sabugal, da Cooperativa Agrícola do Sabugal e da Junta de Freguesia do Sabugal para estarem presentes na reunião afim de discutirem as cláusulas do protocolo a celebrar entre a Câmara e as entidades por eles representadas com o objectivo de concretizarem o projecto de promoção da produção agrícola e pecuária do concelho arranjando formas alternativas de escoamento, em parceria com outras instituições».
Manuel Rito aproveitou ainda para lembrar que o protocolo pretende «preservar e valorizar o património natural e cultural, promovendo e dinamizando actividades turístico-culturais capazes de criar emprego e gerar riqueza».
O projecto prevê a inscrição, legalização e licenciamento dos produtores do concelho do Sabugal que farão chegar batatas, castanhas, queijos, mel, fruta, hortaliça, buchos, enchidos, etc., a um armazenamento inicial no Sabugal para posterior transporte até Lisboa.
Na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, irá funcionar uma loja de encomenda e venda aberta a todos os interessados dos produtos raianos sabugalenses.
O sucesso do projecto que envolve um investimento de 100 mil euros suportado pela Câmara Municipal do Sabugal irá depender do querer e boa-vontade de todos. Produtores, entidades envolvidas e especialmente dos sabugalenses que vivem na grande Lisboa. Vamos acreditar na iniciativa porque por um lado escoamos os produtos do concelho e por outro consumimos na «grande cidade» qualidade comprovada.
Parabéns às três entidades por terem passado o projecto da teoria à prática.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

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Coincidindo a próxima data da Capeia de 2008, dia 31 de Maio de 2008, também teve lugar a 3.ª Capeia, em 31 de Maio de 1980, organizada pela Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa no Campo Pequeno.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaA Capeia deste longínquo ano de 1980 chamou, aproximadamente, cerca de 3000 pessoas vibrando nas bancadas, não dando o seu tempo por mal empregue, uma vez que para além de uma excelente Capeia, com magníficos touros, contou ainda, com uma bela actuação dos «toureiros» e «pegadores do Forcão».
A anteceder, o espectacular Passeio da rapaziada o respectivo Pedido da Praça, ao Ex.º Sr. Presidente da Câmara da época.
Terminada esta, seguiu-se, nas imediações do Campo Pequeno, pela noite dentro, o animado convívio de comes e bebes, com os nossos enchidos do Sabugal como vedetas de bem acondicionar o estômago. As incidências da Capeia puxaram bem pelo apetite e o pessoal não se fez rogado, degustando e bebendo uns copos valentes, como bem manda a tradição no nosso cantinho.
Seguiu-se um baile espectacular, a lembrar a Raia dos velhos tempos, com a actuação do conjunto «Curto Circuito» do Sabugal.
Mas não se ficou por aqui, madrugada dentro, uma sessão de Fados, proporcionada pela casa de fados «Rosmaninho» deu continuidade à festa, acabando a noite em beleza.
Nada melhor que os fados, que os resistentes souberam apreciar, para terminar uma grande jornada sabugalense na Capital, mostrando a força da nossa gente das terras de Riba Côa.
Apenas uma curiosidade, já lá vão cerca de três décadas, apurando a Capeia neste ano, um saldo positivo, vulgo lucro, na importância de 103.592$00, com receitas na ordem dos 380.873$70, sendo que o aluguer do Campo Pequeno custou a módica quantia de 80.000$00. Oitenta contos de reis, 400 Euros na moeda actual.
Para a próxima semana, teremos a Capeia de 2008, onde as expectativas de uma boa presença de arraianos e outros aficionados são promissoras, não só devido ao espectáculo, que promete, mas também, a uma vontade em apreciar as novíssimas instalações da principal Praça do País.
Lá nos encontraremos, para mais uma grande realização da Raia Sabugalense.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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IMAGENS HISTÓRICAS DE JOÃO LEITÃO BATISTA – 1978
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No passado dia 26 de Abril, uma comitiva de arraianos, liderados pelo Presidente da Casa do Concelho do Sabugal, José Eduardo Lucas, deslocou-se à herdade do Sr. José Dias, em Santo Estêvão, Benavente, para aferir a escolha dos Touros para a Capeia do dia 31 de Maio, como é bem sabido, na moderna e remodelada Praça de Touros do Campo Pequeno.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaPara quem não saiba, a ligação entre a Casa do Concelho do Sabugal e o Sr. José Dias, já vem dos primórdios da Capeia em Lisboa, fornecendo os touros para a maioria das Capeias, fruto de velhas amizades, acrescido do trato e simpatia recíprocas, que a Casa manteve ao longo dos tempos com este Ganadeiro.
No regresso ao Campo Pequeno, achámos por bem, reencontrar o Sr. José Dias, depois de alguns anos de interregno.
O ganadero José Dias recebeu-nos na sua herdade com toda a amizade e simpatia, habituais na sua pessoa, presenteando-nos com um almoço a condizer, depois da vistoria e escolha dos animais, que irão estar presentes na nossa Capeia de Lisboa.
Tem sido habitual, na Casa, efectuar-se uma Festa Campera, mas devido ao adiantado do tempo, apenas um mês antes, não se reuniram as condições para se realizar, as tarefas são mais que muitas, não havendo tempo para se preparar convenientemente um encontro dos Sabugalense na Quinta dos touros em Benavente.
Escolha dos touros para a Capeia do Campo PequenoPara o próximo ano, com certeza, que se vai retomar este costume da Festa Campera, proporcionando a todos os interessados, um dia bem passado, à semelhança de muitos outros, que já vivemos, com mais tempo para se poder preparar condignamente, fazendo chegar a mensagem a todos os que não dispensam estas lides e queiram estar presentes. Apenas a falta de tempo o impediu, desta vez, este o motivo, que levou esta delegação reduzida a escolher os touros.
Aqui deixamos as fotos possíveis da comitiva, bem como de alguns dos possantes animais, assim o esperamos, que irão estar presentes no dia 31 de Maio, no Campo Pequeno.
Esperamos que proporcionem uma boa Capeia, lá corpo não lhes falta, resta esperar pela sua bravura ao Forcão.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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