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Imagens na estação televisiva online LocalVisãoTv, da autoria de João Nabais, sobre a Capeia Arraiana no Campo Pequeno.


O vídeo apresentado foi realizado por João Nabais na excursão organizada pela Associação Hípica do Soito.
jcl

Cerca de três mil pessoas estiveram ontem, dia 6 de Junho, na Praça de Touros do Campo Pequeno para assistirem à XXXI Capeia Arraiana organizada em Lisboa pela Casa do Concelho do Sabugal.

Capeia Arraiana 2009Nove autocarros vieram do Sabugal e suas freguesias, trazendo centenas de pessoas para a Capeia de 2009. Outros vieram em transporte particular e um grupo de arraianos veio mesmo de França propositadamente para estar na festa. A estes juntaram-se outras centenas de naturais, descendentes e amigos do concelho vindos de outras paragens, na sua maioria da zona de Lisboa.
O tempo, que de manhã esteve chuvoso e ventoso, tornou-se ameno durante a tarde, o que proporcionou uma grande e muito animada tarde de festa.
Na monumental praça de touros lisboeta o forcão voltou a estar presente, na lide de cinco touros da ganadaria de José Dias, de Benavente. A animação da corrida esteve precisamente a cargo da Banda Filarmónica de Benavente, participando também os tamborileiros de Aldeia da Ponte e o Rancho Folclórico de Vila Boa. Num dos intervalos da capeia o soitense José Manuel Ferreira, exibiu a arte equestre montando num dos seus belos cavalos, no que colheu abundantes aplausos.
Durante a tourada não houve incidentes dignos de registo, tirante alguns «sustos», que os mais foitos fizeram a quem assistia nas bancadas.
No final da capeia a festa transferiu-se para o exterior da praça, com os grupos de amigos a comerem e beberem as suculentas merendas. Nestas merecem destaque os enchidos raianos que foram grelados nos muitos assadores que a organização pôs ao dispor dos interessados.
Uma grande festa raiana que mais uma vez marcou a nossa tradição.
plb

A Capeia Arraiana é uma corrida de Touros, tradição única no Mundo, da raia do Concelho de Sabugal, manifestação de um ritual viril da juventude arraiana, onde a destreza, seja ao Forcão, seja na lide do touro, enfrentando-o, origina serpenteados elegantes na praça de cada povoação, transformada em arena improvisada, culminando as festas anuais de cada Aldeia.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaO Forcão é um instrumento triangular constituído por troncos de carvalho, que é utilizado em todas as Aldeias, nas Capeias, servindo para «esperar» o touro, mostrando a valentia dos rapazes, desenhando-se belos movimentos na Praça, numa luta constante, consistindo num medir de forças, tendo do outro lado, um touro ostentando corpulência de meter respeito.
Como meio de subsistência, sendo as antigas comunidades numerosas, utilizavam, entre outras, a caça a animais de grande porte, levando-os a construir um instrumento semelhante ao Forcão, surgindo em forma de «forca», que terá dado origem ao nome, permitindo-lhes «encurralar ou forcar» grandes animais, como o touro, contra algo onde não pudessem escapar, conseguindo-se assim, depois do animal imobilizado, o seu abate, sem correr riscos desnecessários e perigosos, como ter de enfrentá-lo em campo aberto, face aos utensílios de caça rudimentares, existentes na época.

Festival «Ó Forcão Rapazes»
Na sequência das Capeias da Raia, remonta ao ano de 1986, a criação do concurso «Ó Forcão Rapazes», mais tarde denominado Festival, entre as Aldeias da raia do Concelho de Sabugal, onde a arte de bem «esperar» os touros ao Forcão, vem dando origem a espectaculares Capeias, numa demonstração de valentia e saber dos rapazes da Raia.

A Capeia Arraiana em Lisboa
Decorria o ano de 1978, quando teve lugar a primeira Capeia em Lisboa, na Praça de Touros do Campo Pequeno. Nunca antes se tinha feito algo no género, isto é, transportar a Capeia para fora das terras de Riba Côa.
Há mais de três décadas que a Capeia tem vindo a ser realizada nesta grande região, sendo integrada, durante alguns anos, nas Festas de Lisboa.
XXXI Capeia Casa Concelho Sabugal, Sábado, 6 de Junho de 2009, às 17 horas.

A.J.P. organiza Variedades Taurinas
A nossa Associação jovem de Aldeia da Ponte acaba de divulgar a efectivação das primeiras Variedades Taurinas na Praça de Touros, no dia 19 de Julho de 2009.
Será um desafio importante para a juventude da nossa Aldeia, nesta sua grande realização, contando com um cartel, também ele jovem, com destaque para as duas jovens toureiras, que darão outro colorido, estamos seguros, a esta festa da juventude, aguardando-se uma boa presença de arraianos e outros aficionados destas lides, contribuindo para os objectivos da Direcção, que passam por consolidar a AJP, fundada em 2004, tentando angariar fundos para a remodelação da sua sede, disponibilizada pela Junta de Freguesia, a necessitar de obras de restauro.
Está de parabéns a Associação Juventude Pontense, pela dinâmica empreendedora que tem revelado ao longo destes poucos anos, com todas as suas realizações, contribuindo para dar algum movimento à nossa Aldeia e à região, que é sempre bem-vindo.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

A XXXI Capeia Arraiana realiza-se neste sábado, dia 6 de Junho, e é grande a expectativa, antevendo-se uma grande festa que mais uma vez juntará muitos naturais, descendentes e amigos do concelho do Sabugal.

XXXI Capeia Arraiana no Campo PequenoA partir das 16 horas as portas da Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, voltam a abrir-se para acolher os naturais e amigos do Sabugal que ali irão assistir à tourada com forcão, rever amizades e conviver.
A Direcção da Casa do Concelho do Sabugal, mostra-se optimista em relação à festa deste ano, contando com a vinda de muita gente, grande parte deslocando-se propositadamente do Sabugal. Vêm do concelho pelo menos sete autocarros, disse-nos um elemento da Direcção. «A adesão foi tão grande que a empresa Viúva Monteiro esgotou a sua capacidade e o pessoal de Vale de Espinho e do Casteleiro teve que recorrer à Rodoviária da Beira Interior para poder vir».
Entre os que vêm do concelho contam-se o presidente da Câmara, Manuel Rito, os vereadores do Município e também os candidatos anunciados às próximas eleições autárquicas, todos convidados pela Casa do Concelho do Sabugal, associação que organiza o evento.
Para além do forcão e dos touros, a Capeia deste ano contará com animação da Banda Filarmónica de Benavente, a exibição do Rancho Folclórico de Vila Boa e dos Tamborileiros de Aldeia da Ponte.
Os Bombeiros Voluntários do Sabugal e do Soito também marcarão presença.
plb

Decorreu, como todos bem sabem, a XXXI Capeia da C.C.Sabugal no Campo Pequeno, em Lisboa, no passado dia 6 de Junho. Já algo foi escrito e comentado sobre este acontecimento, que serve, de certa maneira para ajudar a promover o Concelho, as tradições, os produtos regionais, bem como proporcionar um grande encontro entre os sabugalenses, tanto de Lisboa, como os que se deslocam do Concelho ou de outras regiões do País e, não foram poucos.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDepois de todas as incidências da manhã, com a montagem do Forcão, a chegada dos touros, a preparação do Ringue do Clube Operário de Lisboa para receber os autocarros da Viúva Monteiro, o espectáculo abriu com o tradicional desfile, abrilhantado pelos Tamborileiros de A. Ponte, pela rapaziada, algumas Associações do Concelho, a jovem Banda de Benavente, os Bombeiros do Sabugal e do Soito, completados com o Rancho Folclórico de Vila Boa, não fugindo este desfile ao que tem sido habitual, ao longo dos anos.
Estamos seguros, que é um belo momento, que todos apreciam e dá algum colorido à festa no Campo Pequeno. A felicidade estampada no rosto de quem desfila, principalmente os mais pequenos, é prova evidente do que acabamos de referir, nunca é demais referi-lo.
Alinhados todos na Praça, teve lugar o pedido da Praça a Sua Ex.ª o Presidente da Câmara Municipal de Sabugal, Sr. Manuel Rito, depois das habituais palavras de boas vindas do Presidente da Casa do Concelho, Sr. José Lucas.
Esteve previsto, nesta altura, uma saudação aos novos candidatos à Câmara Municipal de Sabugal, como não os conseguimos descortinar a todos, apesar de presentes na Capeia, não parece, mas é bastante difícil, da arena descobrir alguém na bancada, no meio de tanta gente, optámos por não o fazer, com alguma pena, pois achamos que mereciam uma palavra pública de estimulo pela sua disponibilidade em concorrer às Eleições Autárquicas.
Feita este referência, a Capeia decorreu mais ou menos como todas as outras, com a valentia dos rapazes demonstrada na arena, esperando os touros ao Forcão, bem como no agarrar os touros em plena arena, sem incidentes por aí além, apenas um ou outro susto, como sempre acontece.
No final, a Direcção da Casa presenteou a Administração do Campo Pequeno, nas pessoas de Rui Bento Vasques e Vasco Cornélio, com a oferta de uma salva, servindo como pequena homenagem, pelo bom acolhimento a todos os Sabugalenses.
Pelo meio, temos que estar gratos aos Tamborileiros, aos Bombeiros do Concelho, às exibições da Banda de Música de Benavente durante a Capeia, ao Zé Manel Ferreira com as demonstrações dos seus magníficos cavalos e à meritória actuação do Rancho Folclórico de Vila Boa, que nos brindou com belas danças e cantares. A todos eles, o bem-haja tradicional das nossas terras, dos Corpos Sociais da Casa do Concelho do Sabugal, extensivo também para todos os espectadores presentes, que não regatearam os merecidos aplausos a todos os intervenientes nesta Capeia.
Terminada a dita cuja, o convívio continuou no Ringue do Clube Operário de Lisboa, como no ano passado, a quem a Direcção da Casa também está grata, saciando os estômagos com os bons enchidos do Concelho, numa animação característica das nossas gentes.
É hora, de os diversos autocarros encetarem a viagem de regresso ao Concelho, com uma ou outra buzinadela, aplaudida pelos que ficaram, de despedida alegre, que será curta.
As férias, festas e Capeias da Raia aproximam-se a uma velocidade estonteante.
Por lá nos encontraremos, se não for antes, sendo mais certo que seja nessa altura.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Dando continuidade ao que tem sido escrito sobre a Capeia Arraiana, no Campo Pequeno em Lisboa e, como foi divulgado na semana passada o Cartaz da mesma, importa destacar, que como sempre, haverá lugar ao desfile na arena da Praça de Touros pela rapaziada do Forcão, Tamborileiros de Aldeia da Ponte, Bombeiros do Sabugal e do Soito, Banda Filarmónica de Benavente e o Rancho Folclórico de Vila Boa.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDepois deste espectacular desfile, será a vez do Pedido da Praça, bem como os discursos da praxe, por três entidades, a saber: Sr. Presidente da C. C. Sabugal, Sr. Presidente da Câmara Municipal ou o seu representante e a entidade a quem for pedida a Praça, seguindo-se os «Vivas» e a saída dos que desfilaram na Praça.
Esta manifestação, realizada ao longo de todas as Capeias, faz reavivar o que se passa na Raia, com o Pedido da Praça, pelos Mordomos das Festas, em cada povoação onde estas se efectuam, constituindo um grande momento de início do espectáculo, abrilhantado pelos fartos aplausos de uma assistência vibrante e calorosa, em tudo semelhante à da Raia, que também ela participa e bem, desta maneira.
Terá então início a Capeia com a «espera» do primeiro touro ao Forcão, seguindo-se os restantes pela ordem previamente escolhida. Haverá também, a bezerrita para os mais pequenos.
No intervalo actuará, no centro da Praça, o Rancho Folclórico de Vila Boa, bem como o José Manuel Ferreira presenteará a assistência com mais uma exibição do seu magnífico cavalo, à semelhança do ano passado.
Capeia ArraianaDo Concelho de Sabugal está prevista a vinda de alguns Sabugalenses, com destaque para a Raia, em autocarros da Viúva Monteiro & Irmão L, da, que para o efeito se estão a organizar. Todos entendemos que para estes é um dia excepcional, pois saem um pouco da sua rotina diária, trocando-a por um outro de festa, passado na Capital, junto de muitos outros conterrâneos e conhecidos.
Uma boa nova a destacar, que agradará, seguramente, será a disponibilização dos enchidos e alguns eventuais produtos que vêm do Concelho, dentro do Campo Pequeno, num espaço muito acessível, mesmo à mão de semear, já disponibilizado pela Administração da Praça, podendo, todos os interessados, abastecer-se quandf bem entenderem, no início, pelo meio da Capeia ou no final, sugerindo daqui que se abasteçam quanto antes, não vá o diabo tecê-las e os enchidos esgotem.
A Direcção da Casa irá reforçar as quantidades em relação ao ano transacto, de modo a que não haja razões de queixa, da falta de produtos do Concelho, especialmente, os famosos e saborosos enchidos, que a todos agradam. Será uma oportunidade de matar as saudades, enquanto Agosto não arriba, trazendo as férias, que são aproveitadas para uma visita, bem alargada, à grande região sabugalense.
Terminada a Capeia, mesmo ali ao lado, no Ringue Desportivo do Clube Operário, funcionarão os assadores e as bebidas, servindo, assim, para retemperar as energias gastas, tanto à assistência, como à malta do Forcão e aos que quiserem cavaquear um pouco, sobre as incidências de mais um belo dia da nossa tradição, a Capeia Arraiana do Concelho de Sabugal.
As acreditações para a Capeia serão efectuadas no Campo Pequeno na Porta dos VIPS / Camarotes, junto às bilheteiras.
A Capeia é um meio espectacular de propagandearmos as tradições, os produtos regionais, bem como uma grande oportunidade de dar uma sugestiva visibilidade ao Concelho de Sabugal. Saibamos nós todos estar à altura desta responsabilidade, tal como tem acontecido ao longo de mais de três décadas.
Têm a palavra, os inúmeros sabugalenses residentes nesta grande região lisboeta.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Vai ter lugar a realização da XXXI Capeia Arraiana, Sábado, dia 6 de Junho pelas 17 horas, a segunda consecutiva, neste renovado espaço lisboeta, organizada pela Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDefinida desde 26 de Setembro do ano passado, aí está a grande manifestação, característica da raia Sabugalense, como todos bem sabem.
Com este acontecimento há sempre novos motivos para relatar ou historias para divulgar, mas o que nos une, verdadeiramente, é um desejo de reencontro e convívio, para além da adrenalina das «esperas» dos touros ao Forcão, bem como a emoção de estar a escassos metros, desafiando o perigo, frente a animais possantes e voluntariosos, que não desistem de marrar ao Forcão, nem de tentar apanhar algum mais afoito, ou menos prevenido.
Se no ano passado, a novidade dominava os espíritos, pese embora a mensagem, talvez não tenha passado completamente, este ano já não haverá grande desculpa, pois o evento foi decidido e noticiado com bastante tempo de antecedência, esperando que chegue a todos os cantos, por onde pululam sabugalenses.
XXXI Capeia Arraiana no Campo PequenoA Direcção da Casa tudo tem feito e continuará a fazer, para que o maior número de pessoas sejam informadas sobre a Capeia, através de contactos directos, da imprensa regional, dos sites na Internet e outros meios que tem vindo a desenvolver, afim de que possa abranger o maior número de aficionados das nossas tradições.
A avaliar pelo que temos constatado nos últimos tempos, reina grande entusiasmo com esta Capeia, esperando-se uma boa participação de Sabugalenses, tanto da zona da grande Lisboa, como do Concelho, cuja vinda é uma certeza, bem como mais uns quantos, que já não dispensam este evento, seja aqui, ou lá em cima, na raia.
É a Capeia anual, sendo também muito forte o desejo de visitar e desfrutar o Campo Pequeno, ou não fosse a principal Praça do País, funcionando como um íman, atraindo a curiosidade de miúdos, graúdos, novos, menos novos e todos os que gostam da nossa tradição, que sempre aparecem por estas alturas.
À semelhança de todas as Capeias, esperamos um dia em grande para os Sabugalenses, em pleno coração de Lisboa, onde um Concelho do interior se prepara para causar algum furor, assim o esperamos, pelo menos entre nós, já que mais não seja, sentindo orgulho das nossas origens, organizando, pela 31.ª vez, um espectáculo único no Mundo, oriundo da nossa zona.
A Casa do Concelho do Sabugal conta com o apoio de todos e todos não seremos demais para prestigiar e engrandecer o nosso Concelho, por mais um pouco que seja, que será sempre bem-vindo.
No próximo escrito divulgaremos mais alguns pormenores e outras informações sobre este acontecimento, que é a Capeia Arraiana do Concelho de Sabugal em Lisboa.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

No domingo passado, dia 26 de Abril, deslocámo-nos a Santo Estêvão, Benavente, para escolher os touros para a capeia anual da Casa do Concelho de Sabugal, a realizar na Praça de Touros do Campo Pequeno, no próximo dia 6 de Junho, como já é do conhecimento geral.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo sempre, o Sr. José Dias recebeu-nos na sua quinta com a habitual simpatia, oferecendo o almoço à comitiva, desta vez acompanhada por alguns elementos da Banda Filarmónica de Benavente, que irá acompanhar e abrilhantar a Capeia, à semelhança de alguns anos atrás, fruto de uma amizade entre esta Banda e a Casa do Concelho do Sabugal.
Depois do almoço, com a disponibilidade total do ganadeiro, por ali deambulámos em busca dos touros, espalhados pelo campo, a fim de podermos escolher os que nos pareceram melhor para este espectáculo.
Todos sabemos, que nem sempre se consegue atinar nas escolhas por completo, isto é, só depois da decisão e esperados ao Forcão, saberemos se a selecção foi acertada ou não.
Com a colaboração dos elementos da Banda de Música, divulgamos algumas fotos dos touros, bem como dos elementos, junto do Sr. José Dias, em Santo Estêvão.
Dia 6 de Junho, no Campo Pequeno, veremos se a fortuna nos acompanhou no escrutínio dos animais para esta Capeia Sabugalense.
Será a XXXI edição organizada pela Casa do Concelho do Sabugal na grande região lisboeta, onde esperamos, mais uma vez, uma boa afluência de arraianos, bem como muitos outros, que já se renderam à emoção e beleza deste espectáculo, oriundo da raia do Concelho.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Com vista a preparar a Capeia Arraiana de 2009, que se realizará em Lisboa no dia 6 de Junho, a Administração da Praça de Touros do Campo Pequeno deslocou-se hoje à Casa do Concelho do Sabugal, onde foi recebida pela Direcção da associação.

Administração do Campo Pequeno na Casa do SabugalA delegação da Praça foi chefiada pelo seu administrador, o ex-matador de toiros Rui Bento Vasquez, que aceitou o convite de José Lucas, presidente da direcção da Casa do Concelho, para um almoço na sede da associação. Os elementos da comitiva conviveram com alguns membros da direcção da Casa, que para além do presidente incluíam o Porfírio Ramos, o Horácio Pereira e o incansável Esteves Carreirinha.
Durante o almoço, que consistiu num apetitoso cozido à moda arraiana, ultimaram-se alguns pormenores relativos à organização da capeia deste ano, que acontecerá em Lisboa. Está assim garantida a continuidade da tourada do forcão na mais importante praça de touros do país, de onde andou arredada por alguns anos, tendo ali regressado na edição de 2008.
A tourada terá lugar no dia 6 de Junho, sábado, às 16 horas. A organização espera conseguir trazer ao Campo Pequeno muitos naturais e amigos do concelho do Sabugal, em mais um acto de divulgação da mais peculiar tradição da raia sabugalense. Há uma grande expectativa também relativamente à vinda de muitas pessoas que vivem no concelho, tal como sucedeu na edição anterior.
Entretanto está garantida a cedência do ringue que está no largo do Campo Pequeno, junto à praça de touros, onde será instalado o bar da organização. Haverá também aí um posto de venda de enchidos e outros produtos regionais, para além de se prever a realização dos tradicionais churrascos, onde os sabugalenses poderão conviver a seguir à tourada.
plb

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, José Luís Martins Tomé, convoca todos os sócios da Casa do Concelho do Sabugal para a Assembleia Geral Ordinária marcada para as 17:30 horas do dia 22 de Abril de 2009 de acordo com a convocatória que transcrevemos na íntegra.
 
Casa do Concelho do Sabugal«Convocatória
Nos termos do artigo 12.º dos Estatutos, publicados no Diário da República, III Série, Nº 116, de 20 de Maio de 1975, convoco a Assembleia Geral da Casa do Concelho do Sabugal, a reunir em sessão ordinária, na sua sede na Av. Almirante Reis, 256, 2.º, esquerdo, em Lisboa, no dia 22 de Abril de 2009, pelas 17h30m, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
Ponto 1 – Discussão e aprovação do relatório e contas do ano de 2008.
Ponto 2 – Informações sobre a exploração do bar/restaurante, respectivas contas e relações contratuais desta actividade.
Ponto 3 – Relação com Câmara do Sabugal e outras entidades.
Ponto 4 – Contas da Capeia de 2008 e informações sobre a Capeia de 2009.
Ponto 5 – Substituição e eleição de membros para a Direcção.
Ponto 6 – Apresentação e aprovação do plano de actividades para 2009.
Não comparecendo o número legal de associados para que a Assembleia possa reunir em primeira convocação, convoco desde já a mesma Assembleia Geral para reunir, em segunda convocação, no mesmo dia e no mesmo local, às 18h30m, com a mesma Ordem de Trabalhos, deliberando, então, com qualquer número de associados presentes.
Lisboa, 5 de Abril de 2009
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
José Luís Martins Tomé»

1.º Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias – 1977Iniciado este périplo pelo desporto, trazemos à estampa neste escrito, o primeiro Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias, organizado pela Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa, disputado no Ringue do Império do Cruzeiro, provocando uma grande euforia na juventude sabugalense em Lisboa.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo referimos no quadro disponibilizado no artigo anterior, em 1977 tem início o Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias, congregando um sem número de Sabugalenses, durante cerca de três meses, uma saga que se prolongará até ao ano de 2000, com a realização de vinte e duas edições, apenas com dois anos em branco, proporcionando um convívio e muitos reencontros, por vezes, inesperados.
A revista «O Concelho de Sabugal» da época, publica a nossa opinião sobre o Torneio, mas há dois episódios que merecem uma referência, que custou bem caro à equipa de Aldeia da Ponte, embora isto, já nada altere.
O que é certo, é que a todos nós desgostou, na altura, de nada valendo os argumentos da maioria dos delegados, para alterar uma das decisões polémicas da Direcção da Casa, como adiante veremos, privando a equipa de Aldeia da Ponte da conquista do título e o melhor marcador, mais que merecidos pois, sem desprimor para as outras equipas, a nossa Aldeia foi a melhor do Torneio, reconhecido por quase todos os participantes.
Na fase final, onde estavam as seis equipas finalistas, o jogo Sabugal-Ozendo terminou quando a equipa do Ozendo ficou reduzida a três jogadores, por expulsão de dois jogadores, quando faltavam mais de 15 minutos para o termo do encontro, verificando-se o resultado na altura de 1-0 a favor do Ozendo. O resultado que contou foi mesmo este 1-0, que valeu os dois pontos a esta equipa, que teve as expulsões, saindo beneficiada com esta anormalidade.
Protesto veemente de todas as outras equipas, que levou a Direcção da Casa a convocar uma reunião extraordinária com os delegados das equipas, para analisar o assunto, tendo a Direcção da Casa decidido pela manutenção do resultado que se verificava, quando o jogo foi interrompido, beneficiando a equipa do Ozendo, excluindo, apenas, do Torneio os dois elementos expulsos. Premiou-se a indisciplina em detrimento de todos os outros e do bom senso, ficando-se por esta decisão inexplicável da Direcção da Casa, que não se conseguiu entender, prejudicando, claramente, a equipa da nossa Aldeia.
O segundo episódio também tem algo de caricato, senão vejamos. Decorria o jogo Aldeia da Ponte-Sabugal, ao intervalo o resultado cifrava-se em 7-0 a favor de Aldeia da Ponte. Perante este resultado, a equipa do Sabugal recusou-se a efectuar a 2.ª parte, pois também tinha um jogador a lutar para o melhor marcador, impedindo o melhor marcador da equipa de Aldeia da Ponte de marcar mais golos, para não ser ultrapassado, acabando com esta atitude, por favorecer o marcador de uma outra equipa. O resultado que contou foi mesmo o 7-0, que se verificava ao intervalo, a favor da equipa de Aldeia da Ponte, não se concluindo o jogo.
Estes dois episódios retrataram bem a falta de experiência e a incoerência da Organização e da Direcção da Casa do Concelho do Sabugal neste 1.º Torneio, insensível aos argumentos, de quase todos os delegados, prejudicando sem apelo a nossa equipa.
Passados tantos anos, não se pense que os ressentimentos não passaram, claro que passaram, mas doeram bastante, nessa altura, tendo como consequência, no ano seguinte, o enfraquecimento da nossa equipa, pois alguns elementos já não quiseram participar, devido a estas injustiças.
É, apenas, mais um pouco de história e nada mais que isso, já que estamos com a mão na «massa» como se costuma dizer.
Resta acrescentar que este primeiro Torneio teve a participação de 15 Aldeias do Concelho de Sabugal em Lisboa e, para além destas incidências frustrantes, iniciou este longo historial dos Torneios.
Aldeia da Ponte participou neste 1.º Torneio com os elementos seguintes: Esteves, Zé Bilo, Manuel Nobre Bilo, Zé Manuel Tourais, João Bernardo, Manuel Peres, Emílio Bonifácio, José Cunha, José Reis e Joaquim Matos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Historial dos Torneios Inter-Aldeias de Futebol de 5Aldeia da Ponte é uma das equipas mais antigas e com presenças regulares em todos os Torneios Inter-Aldeias de futebol de Salão, organização anual da Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa, com início em 1977, dois anos depois da sua fundação.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaCedo, a Casa meteu ombros a diversas realizações, afim de cumprir as funções para que foi criada. De entre estas realizações, destaca-se a organização inédita, a nível de Casas Regionais, sediadas em Lisboa, do Torneio de Futebol de salão Inter-Aldeias, mais tarde transformado em futebol de 5, englobando as Aldeias do Concelho de Sabugal e outras Aldeias vizinhas, disputando uma competição desportiva deveras entusiástica, estando assim reunidas as condições para se considerar o Torneio Inter-Aldeias um dos pontos mais altos das realizações da Casa do Concelho do Sabugal, a par da Capeia Arraiana, ponto de encontro anualmente no Campo Pequeno, como é do conhecimento generalizado.
O Torneio Inter-Aldeias de Futebol de 5 mobilizou, todos os anos, centenas de associados entre participantes e acompanhantes, durante cerca de três meses, de Março a Maio, aos fins de semana, permitindo um convívio tão à nossa maneira, um reencontro por diversas vezes adiado, o matar saudades e o desfilar de inúmeras recordações e histórias passadas nas nossas Aldeias, relembradas a preceito, por todos os que acompanharam anualmente o Torneio, e para além disto, que já não é pouco, a competição propriamente dita, com a disputa acesa de um sem número de jogos, derbies renhidos entre Aldeias, absolutamente bem jogados, onde os resultados foram arduamente discutidos palmo a palmo até ao último segundo, tornando a prova deveras emotiva, contribuindo para a subida de qualidade ano após ano, com a discussão pela vitória final no Torneio, a ser discutida até à derradeira jornada.
Depois de uma atenta e apurada pesquisa, elaborámos este quadro para que os que acompanham estas coisas do desporto, tenham uma ideia mais completa da realização de todos os torneios, com início em 1997, apenas com duas falhas, em 1990 e 1992.
Algumas curiosidades na análise do quadro permitem verificar que a equipa dos Foios conquistou o Torneio por sete vezes, Aldeia do Bispo-A seis vezes, Ozendo três vezes, Aldeia da Ponte duas vezes e Nave de Haver-A, Quinaz, Ade e Aldeia de Santo António com um triunfo cada.
Realce para a participação com duas equipas das seguintes Aldeias: Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Foios e Nave de Haver. Para que conste, Nave de Haver alinhou com três equipas nos últimos anos, constituindo um record de presença.
Outra curiosidade tem a ver com a conquista do torneio pelas duas equipas de Aldeia da Ponte. A equipa A, em 1983 e a equipa B, em 1987, proeza apenas conseguida pela nossa Aldeia em todo o historial da competição.
Destaque ainda para os sete triunfos de Melhor Marcador na prova, do Quim Bicheiro de Aldeia da Ponte, que constituiu record no Torneio, sendo seis consecutivos e também, os cinco consecutivos de Pedro Rosa, de Aldeia do Bispo-A.
Saliência para os diversos lugares de honra, onde predominam as equipas de Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Foios e Sabugal, crónicos candidatos à vitória na prova.
A nossa Aldeia conquistou por diversas vezes a Taça Disciplina Tó Chorão, e a Taça Simpatia oferecida pelo Francisco Engrácia, assim como outras mais Aldeias também.
Todos os nossos troféus conquistados estão expostos no bar, as Escolas, em Aldeia da Ponte, juntamente com muitas outras taças de diversos acontecimentos desportivos.

CASA DO CONCELHO DO SABUGAL
Torneios Inter-Aldeias de Futebol de 5
ANO 1.º 2.º 3.º M.MARC. GOLOS ALDEIA
1977 Ozendo A.Ponte Fóios J.Tavares 24 Fóios
1978 Ozendo A.Bispo Fóios J.Tavares 32 Fóios
1979 Fóios A A A A A
1980 Ozendo Penalobo Fóios A A A
1981 Fóios Quadraz. N.Haver A A A
1982 Fóios A.Ponte N.Haver Nascimento 18 Quadraz.
1983 A.Ponte-A A.Bispo-A Fóios Q.Bicheiro 14 A.Ponte-A
1984 N.Haver Fóios A.Ponte-A Q.Bicheiro 24 A.Ponte-A
1985 A.Bispo-A N.Haver-A A.Ponte-A Q.Bicheiro 21 A.Ponte-A
1986 A.Bispo-A Alfaiates A.Ponte-A Q.Bicheiro 42 A.Ponte-A
1987 A.Ponte-B A.Bispo-A AmigosRaia Q.Bicheiro 18 A.Ponte-A
1988 Quinaz A.Bispo-A A.Ponte-A Q.Bicheiro 16 A.Ponte-A
1989 Ade N.Haver A.Bispo Teixeira A Ade
1990
1991 A.Bispo-A A.Ponte-A Fóios Q.Bicheiro 14 A.Ponte-A
1992
1993 A.Bispo-A A.Ponte-A S.Estevão P.Rosa 17 A.Bispo-A
1994 A.Bispo-A Fóios A.S.António P.Rosa 29 A.Bispo-A
1995 A.Bispo-A A.Ponte-A Penalobo P.Rosa 32 A.Bispo-A
1996 Fóios Sabugal A.Bispo-A P.Rosa 33 A.Bispo-A
1997 Fóios Sabugal N.Haver-B P.Rosa 22 A.Bispo-A
1998 Fóios Sabugal A.S.António B.Tendeiro 22 N.Haver-B
1999 A.S.António Sabugal Fóios J.Ramos 38 A.S.António
2000 Fóios Sabugal A.S.António J.Ramos 46 A.S.António
A – Sem dados

«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
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Iniciado este périplo pelo desporto, muitos foram os jogos disputados pela equipa da Casa, com algumas boas exibições e resultados, pensamos nós, mas não posso deixar de recordar, ficando na memória, um espectacular encontro entre uma magnifica equipa de Juvenis do Sporting Clube de Sabugal de 1983 e a nossa equipa da Casa, jogo esse, que teve lugar em 2 de Julho de 1983, no campo de treinos do antigo Estádio José de Alvalade, com um empate a 3 golos, no tempo regulamentar, seguindo-se o prolongamento, vindo os jovens juvenis sabugalenses a vencer por 4-3, sendo premiados com uma bela taça em disputa.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaFoi um extraordinário encontro de futebol, com alternância no marcador, disputado sob chuva, onde sobressaiu a frescura física, para além de um grande entrosamento e espírito competitivo, demonstrado pelos juvenis, aliado ao facto de ter tido uma boa participação no Campeonato Nacional de Juvenis, treinados pelo Sr. Alfredo Alves. Na equipa da casa notaram-se algumas falhas compreensíveis, devido à falta de treinos, pois apenas se juntava para estes encontros amigáveis.
Apesar destes resultados menos conseguidos, não se pense que só aconteceram derrotas da equipa da Casa, antes pelo contrário, a nossa equipa ganhou a grande maioria dos jogos disputados.
Todos os participantes foram presenteados com o indispensável e apetitoso almoço na Casa, num são convívio entre os sabugalenes de Lisboa e os nossos jovens visitantes, que tiveram um justo e merecido prémio, nesta deslocação a Lisboa.
Em relação ao Sporting Clube do Sabugal, muitos mais encontros se poderiam ter proporcionado entre ambos, mas o que é um facto, é que nestes anos todos, poucos mais se efectuaram, fosse por inércia de ambos, ou por outros motivos, não adiantar chorar sobre o leite derramado, como é habitual dizer-se.
As equipas de futebol de 11 da Casa do Concelho do Sabugal foram disputando, ao longo destes anos, inúmeros encontros particulares com várias Instituições amigas, sendo de destacar, especialmente, a Rádio Televisão Portuguesa, devendo-se a uma relação sólida entre a Casa de Pessoal da RTP e a Casa do Concelho de Sabugal, com uma influência decisiva do Chico Engrácia, como foi bem compreensível, naqueles tempos.
Outros encontros de futebol aconteceram, nomeadamente, com a Casa da Covilhã, Casa de Tomar, Pampilhosa da Serra, Casa de Ourém, Casa de Lafões, o INE e outras empresas, juntando ainda, algumas Aldeias do Concelho, retribuindo as visitas, participando e abrilhantando, também, alguns aniversários destas Casas mencionadas, bem como alguns Torneios de Futebol de 5, para os quais a equipa foi convidada a participar.
Em todas as participações desportivas, tentou-se apresentar a melhor equipa possível, com alguma competitividade, a quem as Direcções da Casa sempre ficaram agradecidas, pela disponibilidade, esforço e comparência dos associados nestes eventos.
Foram sempre marcos importantes, os aniversários da Casa, em Fevereiro, pois permitia um reencontro de desportistas sabugalenses em Lisboa, começando aqui, por esta altura, a génese dos vários Torneios Inter-Aldeias de Futebol de 5, organizados pela Casa em Lisboa, a quem daremos algum destaque.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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O desporto é um dos temas que me é mais caro, devido a uma pratica constante ao longo da minha existência, que ainda hoje continuo a cultivar, reforçada com os múltiplos escritos, disponibilizados ao longo de quase três décadas, sendo por muitos considerado uma escola de virtudes, servindo para um aproximar das pessoas congregando novas amizades pois, através da pratica desportiva, proporcionam-se novos conhecimentos e reforçam-se os laços que nos unem em torno de uma convivência saudável, tanto na grande zona arraiana, como por onde permanecemos, ao longo do ano.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDevido à enorme proliferação de juventude, nada mais natural, que as actividades desportivas fossem das primeiras realizações a sério, surgindo em força nos eventos, complementando outras comemorações, como o habitual aniversário da Instituição, sempre muito concorrido.
Como referimos no artigo anterior, no 3.º Convívio, a Direcção da Casa convidou o Sporting Clube do Sabugal, nosso ilustre representante do Concelho, em provas federadas, à época, aceitando, de bom grado, o convite da Casa, disputando um jogo de Futebol, com a equipa da Casa em 5 de Junho de 1976, véspera do Convívio anual.
A jovem equipa da Casa do Concelho deu uma boa réplica ao Sporting Clube do Sabugal, vendendo cara a derrota, que se veio a verificar, com o resultado final de 2-1 a favor dos convidados, vindos do Concelho, sendo que este foi o menos importante, num bom jogo de futebol, servindo para iniciar e estreitar os laços de amizade entre as duas Instituições.
Melhor ainda foi, na sede, prolongando-se este encontro, tendo a Direcção da Casa presenteado toda a comitiva e participantes neste jogo de futebol, com um magnífico jantar.
Futebol na CasaO Sporting de Sabugal ofereceu um simpático Galhardete dedicado à Casa, tendo a Direcção da Casa feito a entrega de um belo troféu à embaixada sabugalense.
Iniciou-se assim esta convivência com o clube desportivo da novel Cidade do Sabugal, retribuindo a equipa da Casa a visita à sede do Concelho, no ano seguinte em 1977, verificando-se um resultado ainda mais desnivelado, se não nos falha a memória, 7-2 a favor do Sporting de Sabugal, numa altura em que esta equipa estava demasiado forte, para uma equipa da Casa, um pouco desfalcada, pois nem todos se puderam deslocar ao Sabugal. Não serve de desculpa, mas o que é um facto, é que a equipa sedeada no Concelho era demasiado forte, esta é que foi a realidade.
Valeu pela convivência e amizade recíprocas, que se verificou neste dealbar da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa.
Por altura de 1981, em 31 de Outubro, terá tido lugar mais um encontro no Sabugal, entre ambos, em que não conseguimos apurar nenhuma descrição nem registo do resultado.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Passada a natural euforia e, decorrida toda esta árdua luta pela fundação da Casa, no sentido de manter vivo o sonho de ter em Lisboa uma Associação do Concelho, onde os sabugalenses tivessem o seu espaço de encontro, importa agora, darmos atenção às primeiras actividades culturais, desportivas e outras, que foram sendo levadas a cabo, tanto pela Comissão Instaladora, como pelos primeiros Corpos Gerentes, eleitos em Fevereiro de 1976.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaUma das boas maneiras de juntar os naturais da nossa zona em Lisboa, consistiu na realização dos primeiros convívios, que a Comissão Instaladora providenciou, servindo para um aproximar das nossas gentes, com muitos jovens a corresponder a todo este movimento e à oportunidade criada em prol do Concelho.
Em 14 de Julho de 1974 teve lugar o primeiro convívio, conseguindo-se uma boa participação, com várias actividades, incluindo um animada quermesse, para angariar fundos, num belo dia passado no Seminário dos Olivais, seguindo-se o primeiro Magusto, no Colégio das Irmãs Maristas, em 10 de Novembro de 1974.
No ano seguinte, em 13 de Junho de 1975, a Comissão Instaladora promoveu, na sede da Casa, uma semana de actividades culturais, abordando vários temas, a que já nos referimos anteriormente, culminando com o convívio anual, no mesmo Colégio das Irmãs Maristas.
No terceiro convívio, em 5 e 6 de Julho de 1976, a novel Direcção da Casa convidou, expressamente, o Sporting Clube de Sabugal a deslocar-se a Lisboa, para participar neste evento, tendo-se efectuado um desafio amigável com uma equipa representativa da Casa, a que nos reportaremos no próximo artigo, onde iniciaremos alguma descrição das actividades desportivas, levadas a cabo pela Casa do Concelho, ao longo destes anos.
Com todas estas realizações, fortaleceu-se, um bom bocado mais, a frequência da Casa, surgindo, naturalmente, as diversas festas com bailes e outros divertimentos, numa altura em que subiram consideravelmente, os que demandavam a sede.
Festa de Natal, Passagem de Ano, Carnaval, tardes culturais e infantis com alguns artistas, os Magustos, para além dos convívios, acima referidos, de tudo um pouco foi programado e levado a cabo, com algum êxito e basta participação.
Todas estas realizações arrastaram muitos sabugalenses com alguma predominância de uma juventude irrequieta e desejosa de participar em todos estes eventos. A sede da Casa, nesta altura, parecia pequena para tantos, que a procuravam, como foi bom de ver.
Mas não se pense, que foi só em Lisboa, outras realizações foram levadas ao Concelho, como veremos aí mais adiante.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Estivemos à fala com José Luís Tomé, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Casa do Concelho do Sabugal. O ilustre sabugalense, natural da freguesia de Vila Boa, é o actual director da Biblioteca da Assembleia da República.

José Luis Tomé«Somos oito irmãos, filhos de Francisco Sanches e de Maria Luísa Martins Tomé. Eu fui o quinto a nascer. Dois vivem em Vila Boa e seis estão em Lisboa», começou por nos dizer José Luís Tomé.
«Fui para o Seminário dos Franciscanos, em Leiria e Braga, dos 10 aos 16 anos, até ao 6.º ano. Vim, depois para Lisboa em 1971 onde conclui o 7.º ano no Liceu D. Dinis. Licenciei-me em Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa e em 1990 frequentei uma pós-graduação em Ciências Documentais na Universidade de Coimbra», esclarece o presidente da Mesa da Assembleia Geral da Casa do Concelho do Sabugal.
Entrou para a tropa no dia 23 de Abril de 1974. Tirou a recruta na Escola Prática de Infantaria de Mafra e ficou com a especialidade de artilharia. Na noite de 24 os militares operacionais vieram para Lisboa e os recém-recrutas ficaram sozinhos no quartel. Foi, depois, colocado em Torres Novas (GACA-2), como oficial miliciano, onde esteve cerca de oito meses como oficial da Polícia Judiciária Militar. Deu instrução nas Caldas da Rainha e foi colocado no Terreiro do Paço nos serviços do Exército.
Casado com Josefa Tomé (a Pepa), também ela natural de Vila Boa, têm dois filhos. Mas… «quando casei, em 1980/81, a minha mulher era professora na Liceu Nacional de Bissau. Eu, na altura, já era funcionário público, pedi para ir dar aulas de português e fui com ela para a Guiné-Bissau».
José Luís Tomé pertenceu ao INE-Instituto Nacional de Estatística entre 1972 e 1988. «Em 1988 concorri para os quadros da Assembleia da República e passei a funcionário da Biblioteca do Parlamento, descendente da Biblioteca das Cortes. Em 1993 assumi a chefia dos serviços». Actualmente ocupa o cargo de director da Biblioteca da Assembleia da República e é responsável por diversos serviços em suportes papel e informático.
Entre 2001 e 2004 foi professor auxiliar na Universidade de Aveiro no mestrado de gestão de informação, uma actividade que recorda com saudade mas que foi obrigado a deixar em consequência da excessiva carga horária multiplicada pelas muitas deslocações que era obrigado a fazer durante a semana. «Talvez um dia quando estiver reformado possa voltar a pensar nisso», desabafa.
Assumiu a responsabilidade do cargo de Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Casa do Concelho do Sabugal porque o seu nome foi indicado como um dos raianos a viver em Lisboa que poderia contribuir para ajudar a «salvar» a Casa da problemática situação em que se encontrava no final de 2007.
«A situação em que se encontrava a Casa, tal como me foi apresentada, não me deixou muita margem de manobra. Percebi que tinha a obrigação de contribuir e não podia dizer que não», recorda o actual presidente da Mesa da AG.
«Vivi em Vila Boa até aos 10 anos mas, esses tempos marcaram-me para toda a vida. Fiz o exame da 4.ª classe no Sabugal às nove horas. Tempos terríveis. O mestre foi implacável no marcação do exame. Como a camioneta passava mais tarde tivemos que ir a pé para estar lá à hora marcada», relembrando, com mágoa, a intransigência e a falta de humanismo desses tempos.
Desses tempos recorda Manuel Chapeira de quem os os pais eram muito amigos e uma senhora dos Fóios que passava por Vila Boa a vender mercadoria de contrabando e pernoitava sempre lá em casa.
As capeias arraianas terminaram em Vila Boa após a morte de um senhor da terra. José Luís Tomé é um fervoroso adepto das touradas raianas. «Pegava sempre ao forcão», afirma com orgulho.
E a finalizar: «E claro! Sou confrade do Bucho Raiano!»
Soube bem conversar com José Luís Tomé. É um interlocutor inteligente, com as ideias arrumadas, ou não fosse ele bibliotecário, sentindo-se aqui e ali nas suas palavras a paixão pelas terras raianas. O tempo passou tranquilo ocupado pelas referências à vida deste sabugalense que reside e trabalha em Lisboa.
jcl

Parabéns, Casa do Concelho do Sabugal!… Muitos anos de vida!

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaA embaixada Sabugalense em Lisboa, faz anos.
Completam-se hoje, dia 13 de Fevereiro de 2009, 34 anos de vida, plenos de trabalhos, consumições e canseiras, dos que tornaram possível o seu nascimento, bem como de muitos outros, que ao longo destas quase três décadas e meia, muito deram à Casa, seja contribuindo com a sua quota, seja em todas as múltiplas realizações, que levou a efeito, muitas delas com relevo destacável, outras por lá perto, mas com a mesma vontade férrea, que caracteriza as gentes das terras frias.
Este é um dia especial para a Casa, como para cada um de nós o é, quando festejamos os anos. Para este vosso amigo, passou a ser ainda mais especial, pois também fazia anos a minha Mãe, a ti Delfina. Espero que me perdoem e não me levem a mal, ao reportar, em público, esta lembrança. É apenas uma coincidência feliz, este dia 13 de Fevereiro com duplo aniversário.
A caminhada da Casa tem vindo a ser recordada, ao longo destes últimos tempos, o melhor que nos é possível, de modo a relevar alguns dos eventos destes anos todos, que bem merecem todas estas citações.
Faço questão, de deixar neste espaço, hoje, porque é dia de grandes recordações e emoções, sem qualquer melindre, seja de quem for, uma justa e singela homenagem a todos os pioneiros desta empreitada, principalmente aos que já nos deixaram e, também a alguns outros, que ainda por aí continuam, bem vivos e de boa saúde, que a tornaram em realidade, transformando-se, nos dias de hoje, na Casa de todos os Sabugalenses e muitos outros, que já não dispensam uma visita, seja para encontrar amigos, cavaquear ou degustar os bons produtos de qualidade, que arribam do nosso Concelho, a toda a hora e que tão gostosos são, estimulando, cada vez mais, a tal saudade das nossas origens.
Fazemos parte de uma grande família, que é o nosso Concelho, com uma cultura apreciável, os recursos possíveis, várias tradições e tantos outros motivos de interesse, onde todos nunca são demais, para o tornar mais apetecível, seja através dos que lá habitam, como daqueles, que estão um pouco mais longe, não o esquecendo facilmente.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Em resultado de um acordo de cooperação estabelecido entre a Câmara Municipal do Sabugal e a Casa do Concelho do Sabugal vão vender-se em Lisboa produtos típicos da raia sabugalense.

Carla, funcionária da Casa, junto ao expositorFoi já montado um expositor na sede da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa, sita na Avenida Almirante Reis, nº 256, 2º E. O mostruário é em vidro e em inox e tem todas as condições para exposição dos produtos que virão do sabugal e ali ficarão disponíveis para venda.
Queijo, mel, gravanços, chícharos, vagens secas, feijão, batatas, castanhas, presunto, bucho, farinheiras, chouriças, morcelas e demais peças do enchido tradicional, serão alguns dos produtos que passarão a estar disponíveis.
O projecto em parceria, ainda em fase de arranque, permitirá o abastecimento de géneros vindos directamente dos produtores, conseguindo-se a prática de preços convidativos, uma vez que evitará a intervenção dos habituais intermediários. Bastará que os interessados se dirijam à sede da Casa do Sabugal em Lisboa para aí escolherem os produtos ou fazerem a respectiva encomenda.
Trata-se de uma importante oportunidade para os produtores e para os consumidores, ao mesmo tempo que é um precioso contributo para a divulgação dos nossos produtos tradicionais.
plb

A Comissão Instaladora trabalhou, afincadamente, para a formação da primeira lista candidata aos Corpos Sociais, sujeita a eleições, vindo a ser eleita em Fevereiro de 1976, um ano após a oficialização da Casa, tomando posse de seguida e iniciando o mandato para que foi eleita.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaConvém ainda, recordar aqui, que alguns não acreditaram em todo este processo desde o seu início, no Instituto Superior Técnico, retirando-se pouco depois do seu início, só acreditando quando verificaram, que afinal, a Casa era uma realidade. Segundo consta, «pensaram que a Casa nunca fosse avante», ficando até surpreendidos.
Disponibilizados todos estes artigos, sobre o período inicial da Casa, vamos continuando a dissecar um pouco, esta fase da criação da Casa, considerada de fundamental importância, porventura ainda desconhecida da maioria, podendo acontecer uma ou outra falha, ninguém está livre, algumas coisas poderão não ter sido, exactamente, como as retrato, mas que não deverá andar muito longe do que venho apresentando, apesar de já irem longas estas considerações, sobre a Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa.
Pensamos, que é necessário divulgar alguns factos que nos mereceram esta apreciação, independentemente de outros, que possam ser recordados, pois só assim se fica a conhecer a história da Associação, apesar de acontecerem, de certeza, mais momentos, que outros talvez possam recordar melhor e com mais alguns detalhes.
Ainda mais estão para vir, versando as principais actividades da Casa, ao longo destas mais de três décadas de vida, nomeadamente, os convívios, Torneios de Futebol Inter-Aldeias, as Capeias no Campo Pequeno e arredores de Lisboa, bem como algumas mais, que tentaremos trazer ao conhecimento de quem acompanha estes escritos.
Para esta parte dos artigos já disponibilizados, queria desde já formular os meus agradecimentos ao Paulo Leitão, pelas ajudas preciosas, que me proporcionou, ao Ramiro Matos pela lembrança de alguns nomes e a alguns outros que me incentivaram a prosseguir nestas considerações, contribuindo também para estes artigos, engrandecendo a história da embaixada sabugalense em Lisboa.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Antes de se chegar a esta situação, que permitiu um respirar de alívio e uma aparente normalização, em termos de receitas, no princípio de Agosto de 1975, disponibilizou-se o Dr. Seabra a custear a renda da Casa e outras despesas, enquanto não houve meios para o efeito, vindo a Comissão Instaladora a fazer um acerto de contas, logo que se proporcionou, sem qualquer benefício extra, como ele próprio impôs.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaQuando as condições o permitiram, o grupo do jornal «Terra Fria» passou a ter as reuniões na Casa, para a feitura do jornal, sendo, entretanto, marcadas reuniões entre este Grupo e a Comissão Instaladora, afim de separar as águas. A Casa cedia as instalações, não se imiscuindo no Jornal, pois não era sua função, os assuntos, de certo modo políticos, que nessa altura estavam na ordem do dia, como se dizia frequentemente, embora fosse extremamente difícil, dissociar estas emoções, face à situação politica que se vivia na época. Apesar do momento de algumas convulsões, o jornal Terra Fria cumpria a sua missão, como não podia deixar de ser, divulgando a Casa e as suas actividades.
A Casa do Concelho do Sabugal não tinha sido criada para esses fins, apesar de prestar o seu apoio a quem o desejasse e solicitasse, pondo à disposição as suas instalações para os diversos grupos ou associações das Aldeias, em Lisboa.
Nestas reuniões, o pessoal de Aldeia da Ponte pretendeu uma tomada de posição dos sabugalenses, quanto à formação recente da Associação dos Agricultores do Concelho de Sabugal, mas a Comissão Instaladora absteve-se de tomar qualquer posição, declarando-se incompetente para tal.
Ainda nesta fase, foram aceites os pedidos do pessoal de Aldeia da Ponte, Aldeia da Ribeira e Vila Boa, entre outras, para se reunirem na Casa, tratando dos seus assuntos.
Também ficou acertado entre a Comissão Instaladora da Casa, Aldeia da Ponte e Aldeia da Ribeira, que a Casa receberia, em 24 de Agosto de 1975, um grupo de estudantes franceses, que vinham a Portugal, para visitarem as duas Aldeias da Raia, participando em alguns trabalhos de melhoramentos a realizar nesse Verão, nestas duas localidades e também nas Batocas, juntamente com alguns militares do Quartel da Guarda, que se disponibilizaram, durante alguns dias.
Os trabalhos foram, efectivamente, realizados nestas três localidades, mas sem a presença dos estudantes franceses, que devido a contratempos inesperados, não se puderam deslocar a Portugal.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Solucionado o problema da renda, com o aluguer de dois quartos, conforme já descrevemos, levando a uma cisão de alguns elementos, havia que seguir em frente, apesar deste contratempo.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo a Casa nada tinha, teve que se improvisar nos primeiros tempos, devido à utilização antecipada do andar, conforme factos de escritos anteriores e, foi graças, mais uma vez, ao Dr. Seabra que se conseguiram os primeiros pertences, como mesas, cadeiras e o indispensável para as reuniões, iniciando-se uma campanha de angariação de mais alguns bens considerados importantes, tais como uma televisão, máquina de escrever, esta oferecida pelo Dr. Seabra e outros utensílios, que eram bem-vindos nesta fase, de pouco ou nada haver. Apenas a boa vontade tudo foi superando, já que dinheiro, apenas o das quotas anuais, 100 escudos, dos poucos sócios existentes, não chegando para a renda, luz e água, que eram as despesas básicas no começo.
Pelo meio, outros factos aconteceram, que merecem uma referência.
O bar teve a sua inauguração, com a oferta de uma garrafa de Brandy, oferecida pelo João Leitão e José Paula, visto nada existir, nem sequer o balcão, sendo as bebidas pagas a um preço superior ao que se pagava cá fora, servindo para angariar mais algumas receitas.
Decidiu, ainda, a Comissão Instaladora marcar uma semana de actividades para Julho de 1975, com um programa aliciante, que englobava projecção de slides do Concelho, reuniões de associações locais, variedades de naturais da região, debates sobre emigração, tarde desportiva, culminando com um convívio, no Colégio dos Maristas.
Um pintor espanhol mostrou o desejo de expor na Casa, decidindo-se então, divulgar que existia um salão com capacidade para receber casamentos e baptizados, podendo as instalações serem cedidas pelo preço de 750$00. Com esta decisão, cedeu-se a Casa para o «copo de água» do casamento de um colega por esta quantia.
Com o entusiasmo a aumentar, crescia o consumo no bar e os donativos, o número de sócios aumentava a olhos vistos, atingindo-se cerca de duas centenas, originando mais receitas, havendo ainda muitas ofertas para o bar e o salão.
São publicados os estatutos no Diário do Governo n.º 116, III série, em 20 de Maio de 1975 com um custo de 9.479$00, na moeda vigente, faltando ainda, a sua publicação num jornal diário, que implicava mais uma despesa de 3.000$00.
Numa viagem ao Sabugal, foram encetados contactos com a Comissão Administrativa da Câmara Municipal, existindo uma grande abertura em relação à Casa, podendo, muitos problemas virem a ser tratados com a sua colaboração, em Lisboa. Também aconteceu um contacto com a Viúva Monteiro & Irmão para se fazer uma excursão a Lisboa, por altura do convívio de 13 de Julho, oferecendo a Casa as instalações, dentro das suas possibilidades, para a dormida de alguns excursionistas. A fábrica Cristalina disponibilizou os seus produtos para serem consumidos na Casa.
Aconteceram ainda tantos outros factos e histórias, que não foram tão relevantes, cuja memória já não alcança, mas que, ainda assim, com o seu pecúlio possível, contribuíram para ajudar ao funcionamento da Casa, a partir de Agosto de 1975.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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O almoço de convívio e divulgação da Confraria do Bucho Raiano, realiza-se no Sabugal, no dia 22 de Fevereiro, a partir do meio-dia, no salão da Junta de Freguesia local, integrando os «Roteiros Gastronómicos», a iniciativa da Câmara Municipal de apoio à gastronomia raiana.

Trajes da Confraria do Bucho RaianoO encontro acontece no domingo gordo, dia em que tradicionalmente as famílias mais chegadas se juntavam para comer o bucho. Da ementa fará parte o caldo das baginas secas, seguido do bucho, que virá á mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana. De sobremesa haverá papas de arolo, ou mílharas, e fruta da época.
A Junta de Freguesia do Sabugal disponibilizou o amplo salão para o almoço, esperando-se que mais de uma centena de confrades e outros convivas se inscrevam no almoço.
A par do convívio da confraria realizam-se no sabugal, por esses dias, os «Roteiros Gastronómicos», iniciativa do Município do Sabugal, a que aderiram diversos restaurantes do concelho. O bucho será precisamente uma das ementas que os restaurantes sabugalenses oferecerão nas suas ementas, a par de outros pratos típicos da raia.
O bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal. Manda a tradição que após a matança do porco se juntem num barranhão pedaços de carne provindos da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Coloca-se essa carne em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor provindo da lareira.
Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região é o objectivo da confraria, que realiza no Sabugal o seu primeiro encontro de 2009.

A iniciativa tem como mordomo o confrade Horácio Pereira e os apoios da Câmara Municipal do Sabugal, da Junta de Freguesia do Sabugal e da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa. O blogue «Capeia Arraiana» e a Rádio Caria são os media partners desta edição.
As marcações podem ser feitas até ao dia 15 de Fevereiro de 2009 para:
Telemóveis: 961 431 889 e 966 823 786
Email: confrariabuchoraiano@gmail.com
Confraria do Bucho Raiano

Almoço da Confraria do Bucho Raiano

A reunião de 18 de Março de 1975 da Comissão Instaladora decorreu muito acalorada, gerando acesas discussões, pois os outros elementos, embora reconhecendo a necessidade da casa para a sede, não quiseram aceitar a ideia de ter um Lar dentro da Casa, pois não era nada adequado, visto se irem realizar no seu interior bailes, convívios e reuniões, que não eram nada propicias ao descanso e silêncio necessários para o fim a que se destinava, além de que esta situação custava dinheiro e este não abundava, pelo contrário, mal dava para pagar a publicação dos estatutos no Diário do Governo, tendo ainda, de instalar convenientemente os pensionistas e alimentá-los.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo a discussão se arrastou por tempo demasiado, decidiu o Dr. Seabra tomar a responsabilidade de alugar o andar vago, conforme anteriormente já referimos, em nome da Casa do Concelho de Sabugal, doando 18 contos, para pagamento dos três primeiros meses de renda, desistindo do projecto de ampliar o Lar Maria Cristina.
Mesmo assim, em relação ao Lar ou casa de Repouso, registava-se um empate nas opiniões, como estas estavam divididas, decidiu-se convocar, para um mês depois, dia 18 de Abril de 1975, uma assembleia de sócios, que reuniu com cerca de 42 sócios, onde foram apresentados os trabalhos da Comissão, surgindo várias propostas para se arranjarem fundos para pagar a renda, tais como: serviço de bar – difícil de implementar; aumento das quotas – rejeitado; aluguer de dois quartos – cortava espaço à sede; inscrição de mais sócios – muito moroso; bailes e festas – também moroso; admissão de hóspedes – a Assembleia Geral rejeitou, assim como a criação do Lar ou Casa de Repouso.
Rejeitadas todas as propostas, não se chegando a conclusões, no final da assembleia, fez-se uma subscrição pelos presentes, tendo-se arranjado algum dinheiro.
Constatamos que desta assembleia não saiu nada de concreto sobre receitas para a renda da casa e outras despesas e, na reunião do dia 24 de Julho de 1975, verificou-se alguma apreensão na Comissão Instaladora, devido à situação precária da casa, concluindo-se, que se não se criassem receitas que cobrissem as despesas, a Casa podia acabar.
A renda deste novo espaço era cara para a época, para que se tenha uma ideia, os vencimentos eram muito baixos, na altura, em todos os sectores, a maioria do pessoal jovem, que acompanhava este processo ganhava à volta dos 3 a 4 contos, 15 a 20 euros mensalmente. Uma fortuna! … Por aqui se podem aquilatar as dificuldades.
Depois de todas as recusas em alugar algo da Casa, sem receitas nem recursos, caindo o plano apresentado, é então que o Sr. Adelino Dias sugere que se arrendem dois quartos já mobilados com camas, ao Dr. Seabra pela importância dos 6.000 escudos, valor do aluguer da Casa, de forma a garantir o pagamento da renda, para salvar a associação, à falta de mais alternativas.
O Dr. Seabra aceitou esta sugestão, movido pelo propósito de contribuir para a melhoria da situação financeira da C.C. Sabugal, com início em 1 de Agosto de 1975.
Esta decisão gerou ainda mais discussões, levando Fitz Quintela, José Roque e José Paula da C.I. e ainda, João Leitão e José Correia, que ajudavam esta Comissão, a um distanciamento deste processo, afastando-se, durante algum tempo da Casa.
Foram então arrendados dois quartos, durante alguns meses, viabilizando assim a sede, embora não fosse agradável, conviver com estranhos, para muitos de nós que frequentávamos a sede, era uma sensação esquisita, mas foi a única solução encontrada, não sendo fácil, como se calcula, libertando-a do ónus da renda, permitindo-lhe sobreviver.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Face aos parcos recursos existentes e à falta de receitas, assegurada a sede ideal, como vimos no último artigo, vamos relembrar os factos da origem desta.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaO Dr. Seabra era sócio do Lar Maria Cristina, situado no 3.º andar e tinha já um conhecimento antecipado, do andar vago no 2.º piso.
Estava então, encontrada a solução e engendrou um plano, sem o revelar a ninguém, que consistia na ampliação do Lar já existente, com o andar de baixo, criando um Lar ou Casa de Repouso, que se viria a denominar «Casa de Repouso da Casa do Concelho do Sabugal», permitindo assim, minorar os problemas financeiros, fazendo face a esta despesa da renda, com as custas para o Lar Maria Cristina e, conseguindo, ao mesmo tempo, uma sede para a novel associação, ainda que condicionada a ter companhia. Esta era a sua solução, mas não chegou a ir avante, como veremos.
Nos primeiros dias de Março de 1975, comunicou ao Sr. Alberto Gata e Sr. Adelino Dias, a existência de uma casa em boas condições para a futura sede, que não era cara e não muito longe dali, marcando um encontro com os dois, para o dia seguinte, no Lar Maria Cristina, para verificarem a casa.
Ao outro dia, apenas compareceu o Sr. Dias. Desceram ambos as escadas e o Dr. Seabra sacou de umas chaves do bolso do casaco, abrindo a porta, exclamando para o acompanhante: «É aqui.»
A casa era igualzinha à Casa das Beiras, onde reuniam, questionando o Sr. Adelino Dias, onde iriam arranjar o dinheiro para a renda. Fazendo bem as contas, nesta altura, a casa tinha cerca de 100 sócios, o que dava uma receita de 10.000 escudos por ano, caso todos pagassem as quotas. O valor da renda custava 72.000 escudos por ano, como iria a Casa assegurar receitas para a despesa desta? O Dr. Seabra que já tinha tudo estudado, respondeu que não havia problema, o senhorio oferecia os três primeiros meses de renda, caso este projecto avançasse, a saber: Março, Abril e Maio, sendo esta no valor de 6.000 escudos. O resto das custas seria suportado pelo Lar Maria Cristina.
É precisamente nesta altura, que o plano engendrado é revelado pela primeira vez ao Sr. Dias, concordando este, com a solução proposta, embora pensasse que não era o mais adequado para uma associação, que iria ter o seu movimento e animação próprios, mas ainda assim aceitou, por se tratar da solução mais fácil, até que se encontrasse uma outra alternativa melhor.
O Dr. Seabra não foi de modas, sem nada revelar ao Sr. Dias, encomendou logo a mobília para os dois quartos, mais umas mesas e cadeiras, perspectivando o andar repartido entre a sede da Casa e a tal Casa de Repouso, conforme acima descrevemos.
Acertada entre os dois, esta estratégia, era necessário marcar uma reunião da Comissão Instaladora, afim de ser comunicado e discutido este plano. Esta viria a ter lugar no dia 18 de Março de 1975, conforme referimos no último escrito. A ela voltaremos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

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