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A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com
Data: 22 de Agosto de 2009.
Local: Praça de Toiros de Aldeia da Ponte.
Legenda: «Festival Oh Forcão Rapazes» com um ilustre espectador: António Cabanas, vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor.
Autoria: Capeia Arraiana.
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O Capeia Arraiana acompanhou, a par e passo, a edição deste ano do festival «Oh Forcão Rapazes», que aconteceu na praça de touros de Aldeia da Ponte no dia 22 de Agosto.
Touros fortes e combativos proporcionaram excelentes lides às equipas representativas das aldeias da raia. Todas pegaram ao forcão com brio e determinação e os melhores desempenhos das lides resultaram apenas da melhor qualidade dos touros que lhes couberam em sorte.
No final do festival todos sentiram que cumpriram o seu dever e possibilitaram que o público vivesse horas de grande entusiasmo, para além de uma excelente divulgação na nossa tradição raiana.
Não foram apenas ou touros e o forcão a prender as atenções. Capeia Arraiana esteve atenta ao que se passou nos bastidores. Em ano de eleições autárquicas, os principais candidatos estiveram na praça, distribuindo cumprimentos, falando com as pessoas, convivendo com os protagonistas da tarde, quiçá passando até mensagens de campanha. Dessa atenção saiu a fotografia da semana que apresentámos já, e que tem merecido uma imensidade de comentários: um dos candidatos acompanhado pelo ex-presidente da Câmara, António Morgado. Essa foi a constatação da tarde, o que não esmoreceu os restantes candidatos, que igualmente falaram, beberam e conviveram com a população.
No final do Festival, estivemos no restaurante O Pelicano, em Alfaiates, onde três equipas da raia jantavam: Alfaiates, Forcalhos e Lageosa. Acompanhámos em particular a equipa de Alfaiates que nos convidou a jantar com os bravos que pegaram ao forcão essa mesma tarde.
Foram momentos de comoção, com os jovens alfaiatenses contando os pormenores da sua lide, e falando com orgulho na origem de todos os jovens que ali acorreram: Uns vivem da aldeia, outros vieram de fora, porque residem longe: de Lisboa e de França, sobretudo.
Foi bom conhecer por dentro este espírito bairrista e de irmandade dos bravos jovens de Alfaiates. A coroar esse mesmo espírito esteve a atitude dos alfaiatenses após o jantar: juntos, rumaram para o centro da aldeia e depois iniciaram uma longa ronda por bares, cafés e adegas, bebendo e convivendo com alegria. Assim terminaram o dia de festa, mostrando que a Raia está bem viva e unida, juntando os «de dentro» e os «de fora», porque todos, perto ou longe, são raianos e amam a sua terra.
plb
As festas do Menino Deus em Vale das Éguas culminaram com a capeia arraiana nocturna no dia 20 de Agosto. Foi necessário cobrir de terra o largo da igreja recentemente alcatroado para evitar «derrapagens» dos toiros e dos rapazes do forcão. A noite de Verão convidava a sair de casa e centenas de pessoas das aldeias mais próximas ajudaram à lotação esgotada das bancadas.

Quem se deslocou a Vale das Éguas na noite de 20 de Agosto não deu por mal empregue o tempo.
A meteorologia estava de feição, as minis estavam frescas e os toiros colaborantes ajudaram ao sucesso de mais uma edição da capeia arraiana nocturna em Vale das Éguas.
Antes do último da noite aconteceu a surpresa. A banda «Prós e Contras» entrou no recinto em cima de um reboque e desafiou os presentes a organizarem-se em pares para dançarem ao som do «Apita o Comboio» enquanto era largada a bezerra para o meio da praça. Atrevida e «marrona» lá foi embalando os pares ao jeito das danças «a roubar» para grande divertimento da assistência.
Em terra laranja, presidida por Fernando Proença, andaram em grande actividade o candidato social-democrata, António Robalo, e o seu director de campanha, Vítor Proença, que entenderam pegar ao forcão para enfrentar alguns dos toiros da noite.
As festas do Menino Deus que tiveram início durante o fim-de-semana anterior culminaram numa noite de convívio em Vale das Éguas com excelente organização da Associação e da Junta de Freguesia locais. Para o ano há mais.
jcl
A edição n.º 5 da revista A23, apresenta uma extensa e muito colorida reportagem sobre a capeia arraiana dos Fóios.
A revista de excelente qualidade e sedeada no Fundão, é dirigida por Ricardo Pauloro, um descendente dos Fóios, que está atento ao que de mais importante sucede na Beira Interior.
O próprio jovem director foi à terra de sua mãe em reportagem, acompanhado pelo fotógrafo da revista, Nuno Reis Gonçalves, para dar testemunho de uma tradição taurina verdadeiramente genuína, cuja origem se não conhece bem.
Ricardo Pauloro cita Herberto Hélder: «Um touro preto é uma espécie de pedra gigante dotada de dinamismo, com uma vida interior obscura, onde se imagina que se movem manchas vermelhas irregulares».
Como quem vai aos Fóios fala com o presidente da Junta de Freguesia, José Manuel Campos, a revista A23 também o fez, para que lhes explicasse as origens da capeia arraiana: «Espanha cedia as vacas e aquele que era um acontecimento menor atingiu proporções enormes e entusiasmou o povo» – palavras de quem sabe a génese das coisas.
Depois o repórter descreve a festa dos toiros. A capeia é divertimento, mas também representa a união entre os habitantes da aldeia, pois trata-se de uma tradição onde um grupo de corajosos defrontam o touro em sintonia.
A reportagem descreve ainda o encerro, ou a entrada triunfal dos touros na praça da aldeia, conduzidos por muitos habitantes e cavaleiros que se deslocam à mítica Serra das Mesas, onde pastam em lameiros. E a ida à serra é ensejo para o repórter explicar as razões do nome «Mesas»: «proveio do facto de no local terem existido umas mesas de pedra nas quais estiveram sentados quatro Bispos – Ciudad Rodrigo, Coria, Lamego e Guarda – cada um no território do seu bispado». E mais uma vez vem à baila o autarca local, que mostra ter vistas largas: «José Manuel avança que um dos projectos a médio prazo será assinalar esse facto histórico com uma grande mesa de pedra, nesse preciso local, que recorde esse momento em que as fronteiras geográficas se encontravam, à volta de uma mesa».
O repórter também falou com o povo fojeiro, o que lhe permite descrever algumas histórias e lendas, que demonstram a carácter daquela gente.
Depois de abordar com pormenor a evolução do forcão na praça improvisada o texto acaba com chave de ouro: «O apelo das raízes é sempre mais forte, terras de alma que engendraram a sua própria forma de culto.»
Consulte a revista online «A23». Aqui.
plb
No passado ano de 2008 o Ricardo Paulouro escreveu uma crónica sobre a capeia de Foios com o seguinte título «Quando os toiros invadem a aldeia». Relativamente à capeia de 2009, que teve lugar no passado dia 18 do corrente mês de Agosto, escrevo a presente crónica com o título em epígrafe, tendo em conta que os largos e as ruas da aldeia foram poucos e pequenos para estacionar tanta viatura.
Por volta das 9 horas desloquei-me ao planalto do Lameirão que se situa em pleno coração da Serra das Mesas.
Aí tinha o Zé Nói os toiros encurralados com algumas centenas de pessoas a espreitar e fazer as fotos da praxe. Outros grupos tomavam um abundante pequeno almoço junto das carrinhas ou até nos barrocais que servem de mesa nestas alturas.
Por volta das 10,30 horas chegou o Zé Nói, a esposa Henriqueta e os dois filhos. Depois de terem descarregado os cavalos, colocaram as respectivas celas, e preparam-se para soltar os toiros que pretendiam concentrar no centro do Lameirão. Apenas abriram as portas dos currais os toiros e os cabrestos começaram a dar sinais de desconfiança e nervosismo. Os muitos cavaleiros que se encontravam no local tentavam controlar o gado, para que parasse, mas um toiro tresmalhado iniciou uma corrida que, pese os bons serviços dos cavaleiros, não foram capazes de o travar. Durante cerca de dez minutos correu, como um javali, até que se perdeu através da linha do horizonte.
Entretanto o Zé Nói deu ordens para que o gado iniciasse a caminhada até à praça, improvisada, de Foios.
Este percurso demora, aproximadamente, uma hora quando tudo decorre normalmente. Ontem, porém, demorou um pouco mais visto que estava muito calor e os toiros entravam facilmente no mato o que complicou, em parte, os movimentos. Mesmo à entrada da povoação os cabrestos entraram no mato e dois acabaram por lá ficar fazendo-se o encerro com os restantes.
A avenida do Chapatal bem como os parames da praça encontravam-se repletos de gente. Portugueses, espanhóis e franceses constituem uma moldura humana que é verdadeiramente impressionante.
O toiro da prova entrou na praça por volta das 12 horas. Marrou bem ao forcão e a rapaziada divertiu-se imenso.
É costume dizer-se, na região, que quando o toiro da prova é bom a capeia promete e de tarde todo o mundo regressa para ver a capeia. Se este toiro falhar a maioria das pessoas dizem que não valerá a pena voltar porque a capeia não irá valer grande coisa. Tal não aconteceu desta vez. As ruas estavam repletas de carros e a praça tornou-se pequena para acolher alguns milhares de pessoas que se deslocaram até aos Foios.
Acontece também que a maioria das pessoas não são apenas atraídas pelos toiros. Muitas pessoas, especialmente, cavalheiros, vêm às capeias porque estas são verdadeiros locais de convívio. Dão-se fortes abraços e bebem-se umas minis, uns finos ou até mesmo umas águas fresquinhas.
Os mordomos da capeia e o ganadeiro Zé Nói estão de parabéns. A capeia constituiu, na verdade, um verdadeiro sucesso. O Zé Nói apresentou um curro de se lhe tirar o chapéu.
Mas, naturalmente, que tal não se verificou apenas nos Foios. Estive nas capeias anteriores, que se realizaram em outras freguesias vizinhas, e também foram muito boas. Reconheço que na zona raiana toda a malta é excelente ao forcão e a correr os bichos.
Para o ano haverá mais.
Viva a Raia!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)
jmncampos@gmail.com
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Local: Fóios.
Legenda: Capeia Arraiana nos Fóios com as bancadas repletas de espectadores.
Autoria: Kim Tutatux.
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A Associação dos Amigos de Ruivós marcou para o fim-de-semana de 8 e 9 de Agosto diversas actividades com destaque para a Capeia Arraiana nocturna e a assembleia geral anual no sábado e a feira anual no domingo.
Antecipando o segundo aniversário (14 de Agosto) a Associação dos Amigos de Ruivós convidou todos os sócios e amigos de Ruivós para um almoço nas instalações da sede. A confraternização foi antecedida da assembleia geral anual e teve o seu epílogo com a realização da capeia arraiana nocturna. A festa raiana com forcão dos toiros realizou-se pelo segundo ano consecutivo e juntou à volta da praça dezenas de aficionados.
A capeia arraiana de Ruivós ainda não pertence à primeira divisão da elite das terras raianas. Mas tal como no futebol talvez seja um dia candidata à subida.
| GALERIA DE IMAGENS – RUIVÓS – 8-8-2009 |
| Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar |
jcl
A candidatura da Capeia Arraiana a Património Intangível da Humanidade pela UNESCO tem mais um precioso documento filmado nos Forcalhos por uma equipa de antropólogos alemães em 1969.
Dando continuidade à busca de informação que possa contribuir para a qualificação da Capeia Arraiana a Património Intangível da Humanidade pela UNESCO, aconteceu mais um daqueles acasos que apenas acontecem a quem busca informação que possa contribuir para a concretização dessa qualificação.
Como não estou a procurar protagonismo nem obter dividendos como alguns tiveram a desonestidade de afirmar, venho aqui, mais uma vez, partilhar informação de forma aberta e livre dando assim conscientemente, uma contribuição para a efectivação dessa candidatura.
Numa das muitas tertúlias que no Cyber Café/Bar «O BARDO» acontecem, estava eu e uma senhora arqueóloga a falar da história e de outros aspectos culturais da nossa região, quando por sugestão dela consultávamos alguns sites sobre antropologia, foi então que nos deparamos com esta relíquia, realizada por uma equipa de antropólogos que em 1969 fez um estudo sobre a Capeia Arraiana nos Forcalhos.
Kim Tomé (Tutatux)
Amanhã, dia 6 de Agosto, às 5 horas da tarde, começa a época das capeias arraianas de 2009, com a realização na Lageosa da Raia da tourada inaugural, cumprindo-se assim uma tradição que vem de há longos anos.
A festa em louvor da Senhora das Neves, na Lageosa, que se realiza nestes dias, enquadra por tradição muito antiga a primeira das touradas da raia sabugalense. Este ano, como não poderia deixar de suceder, tudo está a postos para a realização do encerro, logo pela manhã, a que se seguirá a capeia ao final da tarde.
O escritor Nuno de Montemor descreveu no famosos livro «Maria Mim» uma destas touradas na Lageosa, realizadas perante um mar de gente em tempos que já lá vão, mas cuja tradição se mantém ainda bem viva nos dias de hoje:
…Venha o boi! Queremos o boi!
E após o rufo vibrante do tambor, por entre os vozeiros da turba, o toiro apareceu, corpulento e negro, de hastes afiadas, parando, sem cólera, quase sereno, a meio do terreiro.
Dir-se-ia um gigante pasmado de que um bando de crianças ousasse desafiá-lo.
Mas ao primeiro embate contra a grelha espumou-lhe a boca de raiava, e, ao segundo, saltou sobre o forcão, levantando uma nuvem de poeira em que o boi e os rapazes de cambulhada se confundiram.
Do turbilhão saíram os rugidos da fera e os lamentos dos toureiros, logo abafados pelo enorme clamor da assistência feminina, que se ergueu, apavorada, a apontar as mãos súplices para a igreja vizinha.
- senhora das Neves acudi ao forcão!
- Senhora das Neves, salvai-os!
Após a capeia da Lageosa seguem-se as restantes pelas terras da raia, até ao dia 25 de Agosto, data em que se realiza, também por tradição antiga, a derradeira tourada, em Aldeia Velha. De permeio teremos 20 dias de festas com touros, numa altura em os emigrantes retornam às origens e contribuem para dar uma nova vida às terras da Raia.
Boas touradas e boas festividades são os desejos do blogue Capeia Arraiana, que sobretudo existe para defender o nosso povo e as suas tradições.
plb
Autoria: Fredo Soito
Os DVD’s do Fredo do Soito podem encomendados:
pelo email: fredosoito@hotmail.fr, pelo telefone: +33 6 74 90 55 38,
ou pessoalmente na maioria das Capeias do mês de Agosto nas aldeias da raia sabugalense.
jcl
Imagens: Foto Monteiro
Montagem e autoria do Vídeo: Fredo Soito
«Com a Raia a seus pés!» O ganadeiro «Zé Nói» é orgulho para toda a raia sabugalense. José A. Bárbara Basílio é natural da freguesia de Forcalhos no concelho do Sabugal. Vive numa casa de campo com a sua esposa Henriqueta e com o filho João. É uma família simpática e todos amigos do gado bravo.
O Zé Nói começou do nada e hoje é um ganadeiro de sucesso, de quem todos os arraianos muito nos orgulhamos.
É de inteira justiça que os mordomos das capeias raianas o contactem, e lhe dêem prioridade, aquando do ajuste dos toiros. É natural que não procuremos fora aquilo que temos perto de nós.
Há muita gente da raia que sente um agradável prazer ao dar uma voltinha, de fim de tarde, pela quinta do Zé Nói. Ele não gosta muito que as pessoas lhe perturbem o gado pelo que é aconselhável falar com ele e evitar males maiores. O Zé Nói é uma pessoa afável e simpática mas não gosta nem permite abusos relativamente aos toiros. Tem razão ao não permitir que ninguém visite a herdade, sem a sua presença, porque o gado fica perturbado, podendo fugir e extraviar-se. Poderá ainda acontecer uma colhida sobretudo àqueles que se consideram mais afoitos e mais valentões.
Há poucos dias tive a oportunidade de visitar a quinta e fiquei assombrado com a quantidade e qualidade de toiros aí existentes. Fiquei satisfeito quando vi um lote de toiros que dias antes também havia visto tourear na praça de toiros do Campo Pequeno. O Zé Nói comprou o lote que transportou, nessa mesma noite, para a sua quinta.
É já mesmo a sério, meus senhores! O Zé Nói está de parabéns e nós orgulhosos por se desenvolver uma actividade, desta natureza, na nossa bonita zona raiana. Nem quase fazia sentido que sendo a maioria da população, das nossas freguesias, apaixonada pelos toiros que não houvesse uma boa ganadaria na zona.
Para finalizar digo ainda que o Zé Nói exerce também a actividade de empreiteiro da construção civil, actividade que desempenha igualmente com sucesso. E às vezes ainda há quem tenha inveja e diga que a vida a alguns corre melhor que a outros! Vem tudo do trabalho e da dedicação. O Zé Nói é disso um bom exemplo.
Julgando interpretar fielmente o sentimento de todos os arraianos desejo os maiores sucessos e as maiores felicidades ao Zé Nói e respectiva família.
Boas Capeias.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)
jmncampos@gmail.com
A fotografia reproduzida nesta crónica foi tirada em Agosto de 1974, no pedido da Praça para a Capeia, no Soito.
O redondel, em cimento, tinha sido colocado nesse mesmo ano. Até 1974, as capeias decorrem durante muitos anos no mesmo local, mas a praça era tapada com carros de vacas carregados de lenha, que serviam de calampeiras.
O Soito sempre foi uma terra especial no pedido da praça, nas capeias. Não era costume pedir a praça a uma pessoa muito importante da terra, como acontecia noutras localidades vizinhas. Aqui pediu-se, muitos anos, a praça «ao povo do Soito» ou, então a personagens bem típicas como o Ti Bernardo da Ti Rata ou o Zé Nenho.
Lembro-me, também, de um pedido de praça, por estes anos, em que o falecido Zé Nenho apareceu em «traje de luces», tendo dado uma volta à praça com essa vestimenta, levando muita gente que não o conhecia ao engano, pensando que era mesmo um toureiro de verdade.
Neste ano de 1974 quem participou no cortejo (para além dos mordomos) foram os Zés Pereiras do Paul, no concelho da Covilhã, que, por esta época, vinham muitas vezes ao Soito, animar festas.
Para além dos Zés Pereiras podemos ver o Toninho Oliveira a tocar tambor (em primeiro plano, do lado esquerdo), tendo ao seu lado direito o mestre Fernando Monteiro Fernandes (com as calças às riscas e a t-shirt do 25 de Abril – afinal a Revolução tinha sido há 3 meses!). Atrás do Toninho Oliveira e a fingir que está a tocar guitarra está Eugénio dos Santos Duarte, o pai deste cronista.
Do lado direito da fotografia (de chapéu de palha na cabeça) podemos ver o Ti Zé Impedido, um grande aficcionado das capeias, que completou este ano um século de existência.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte
akapunkrural@gmail.com







































































































































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