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Com a tomada de posse dos órgãos autárquicos (Câmara e Assembleia Municipal) inicia-se o novo ciclo político resultante da vontade popular expressa em 11 de Outubro. É tempo de fazer acordos, sejam eles de que natureza for, essencialmente em executivos minoritários, como é o caso do executivo municipal do Sabugal.
Tendo em consideração o resultado da 1.ª Assembleia Municipal e a aliança PS/MPT para a eleição da Mesa, penso não restarem grandes alternativas ao PSD do Eng.º António Robalo, senão alargar o entendimento de gestão a todas as forças com representação na Câmara e atribuir pelouros, também, ao PS e ao MPT responsabilizando estes partidos igualmente pela governação. Não acredito, porque revelaria uma total irresponsabilidade política, mas essencialmente uma falta de respeito pela vontade dos eleitores Sabugalenses que o PS e o MPT efectuem uma «aliança» entre si para inviabilizar a gestão do município. Já agora, saberia o PSD da possibilidade de perder a Mesa da Assembleia ao não apresentar o seu cabeça de lista a presidente da mesa e poupá-lo assim, como ex-presidente da câmara, a uma derrota? Ou preferirá Manuel Rito ter uma intervenção mais activa no plenário, coisa que a presidência da mesa não lhe permitiria? Fico expectante para ver como todos se vão comportar. Exige-se transparência e responsabilidade.
Mas, se este é o tempo dos acordos é igualmente o tempo de transformar os programas eleitorais em programas de trabalho para os quatro anos seguintes. É tempo de elaborar Orçamentos e Grandes Opções do Plano (plano dos investimentos a 4 anos e actividades municipais mais relevantes).
A CDU (candidatura que eu liderei) apresentou no seu programa a necessidade, de o Sabugal ter de um projecto autárquico e passo a citar «alicerçado numa Gestão Pública Participada – gestão dos bens públicos de forma pública e participação dos cidadãos em todos os momentos cruciais da vida autárquica, nomeadamente na elaboração das Grandes Opções do Plano». Mesmo derrotado (não tinha qualquer ilusão sobre outro resultado) continuo a considerar que mais que nunca este alicerce da gestão é essencial e urgente para o desenvolvimento do nosso concelho.
É importante envolver as pessoas e ouvi-las.
A elaboração deste documento é o primeiro momento para que este executivo possa mudar o paradigma na forma de fazer política na nossa terra.
Os investimentos municipais e as actividades imateriais a desenvolver, seja na cultura e desporto, na acção social ou noutras áreas de competência municipal, afectam todos, ou deveriam afectar, os habitantes do Sabugal. Mas, igualmente têm a elas associadas recursos financeiros que não são mais que dinheiros públicos, e como tal, não é indiferente construir um centro comercial em qualquer freguesia do nosso concelho ou construir um centro de apoio à terceira idade. Pela importância que este documento assume, considero que a sua elaboração não pode ficar restringida aos eleitos que constituem o executivo municipal (7 cidadãos) mas, deve ser alargada a todos os cidadãos que nela queiram participar. A metodologia é simples, basta que o Sr. Presidente e restantes Vereadores saiam dos seus gabinetes, reúnam com as populações, tragam as suas propostas e as discutam com os presentes e aceitem as eventuais alternativas que os populares possam apresentar. É fazer o que alguns municípios portugueses já fazem, e com resultados muito positivos, no processo do «Orçamento Participativo».
Esta metodologia aplicada à elaboração deste documento permite uma maior eficácia e eficiência na gestão autárquica, também já comprovada. Este modelo iniciou-se em Porto Alegre (Brasil), quando o PT ganhou pela 1.ª vez as eleições em 1989). Para quem desejar saber mais sobre esta temática, Boaventura dos Santos tem uma obra publicada – «Democracia e Participação – o caso do orçamento participativo de Porto Alegre» que aborda esta experiência.
No fundo, o que hoje os cidadãos reclamam, face à insatisfação e à falta de soluções apresentadas, tanto a nível nacional como local, é a necessidade de transparência das decisões políticas e do seu envolvimento no processo de decisão, ou seja uma mudança do modo de governação até agora praticado, para o que hoje se designa por «Governança», conjunto de normas, processos e condutas através dos quais se articulam interesses, se gerem recursos e se exerce o poder.
No fundo «Governança» não é mais que a capacidade do poder político, seja nacional ou local, servir os cidadãos.
A esta problemática voltarei quando for apresentado o Orçamento 2010 e as Grandes opções do Plano 2010/2013, pela Câmara Municipal.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro
jose.m.monteiro@netcabo.pt
A minha participação cívica enquanto deputado municipal eleito para a Assembleia Municipal reger-se-á pelos princípios que venho defendendo há muitos anos de defesa intransigente do Concelho do Sabugal.
Neste momento de início dos trabalhos de mandato vêm-me à memória os primeiros versos de um dos mais belos poemas de Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa:
«O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.»
Copiando o poeta, permito-me dizer que haverá cidades, vilas e aldeias mais belas que a cidade, a vila e as aldeias do nosso Concelho. Mas nenhuma é mais bela que aquela onde nasci, onde cresci, onde estão as minhas raízes.
E estou certo que todos os deputados municipais, seja qual for o Partido porque foram eleitos, comungam do mesmo amor por estas terras do nosso Concelho, a todos unindo o desejo legítimo e profundo de tudo fazerem para, como diziam António Dionísio e o Partido Socialista no seu Programa Eleitoral:
– Transformar o Concelho do Sabugal num território competitivo e atractivo para nascer, crescer, viver, trabalhar, investir, envelhecer e visitar, promovendo de forma sustentada a qualidade de vida dos sabugalenses.
Para mim, enquanto deputado Municipal do Partido Socialista, a Assembleia Municipal não deve transformar-se num mero órgão de oposição política ao Executivo Municipal.
Mas não me peçam nunca para aprovar propostas que vão no sentido contrário das ideias que o Toni e o Partido Socialista apresentaram de construção de um Concelho do Sabugal desenvolvido e com futuro.
Continuo e continuarei a pensar que se perdeu uma oportunidade única para conseguirmos inverter um ciclo negro da história do Concelho, criando novas dinâmicas de intervenção e mobilizando um conjunto crescente de cidadãos e investidores para o combate da modernidade e qualificação.
Continuo e continuarei a pensar que a manutenção de um Executivo Municipal do PSD constitui um sério revês para o Concelho, pois iremos ter quatro anos de «mais do mesmo» e não sabemos se o Concelho aguentará mais quatro anos assim…
Continuo e continuarei a pensar que se vai agravar a situação de desertificação e de envelhecimento da população pois vai continuar a faltar ao Concelho do Sabugal uma cultura de progresso, criando condições e envolvendo todos – entidades públicas, associativas e privadas, individuais e colectivas -, num projecto de desenvolvimento do Concelho.
Mas, estou certo que o trabalho do Toni, do Luís Sanches e da Sandra Fortuna, enquanto vereadores da Câmara Municipal, e dos Deputados Municipais do Partido Socialista demonstrará aos sabugalenses que somos nós os portadores da esperança num futuro melhor para o Concelho do Sabugal.
E porque acredito que é possível, termino como comecei, citando Alberto Caeiro:
«Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura…»
ps. Já estava esta crónica escrita, quando, em Sessão Extraordinária realizada no dia 30 de Outubro, fui eleito Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal. Após pesar os prós e os contras decidi, no entanto, manter este texto, pois não deixei de ser deputado municipal, nem deixei de pensar como penso. No entanto, esta nova situação obrigar-me-á a voltar ao tema na próxima semana.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
Ramiro Matos venceu as eleições para a Presidência da Mesa da Assembleia Municipal do Sabugal. A contagem final registou 39 votos contra 38 com três em branco e um nulo. A reunião foi, também, aproveitada para dar posse ao novo executivo camarário saído das últimas eleições autárquicas.
Apresentaram-se duas listas na eleição para a presidência da Mesa da Assembleia Municipal do Concelho do Sabugal. Ramiro Matos venceu por 39 contra 38 votos com três em branco e um nulo. Os 40 presidentes de Junta de Freguesia e os 41 eleitos na eleições autárquicas assistiram ainda à tomada de posse dos sete vereadores eleitos nas últimas eleições autárquicas tiveram lugar esta sexta-feira, 30 de Outubro.
A lista encabeçada por Ramiro Matos, número um socialista à Assembleia Municipal nas últimas eleições autárquicas, apresentava em segundo lugar Vítor Coelho, mandatário da campanha de Joaquim Ricardo, e em terceiro o autarca socialista Manuel Nabais. A lista derrota era composta por António Serra, Domingos Romão e Fernanda Nabais da Cruz.
A primeira reunião da Assembleia Municipal do Sabugal foi, ainda, aproveitada para a tomada de posse do novo presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo e dos vereadores Delfina Leal e Ernesto Cunha (pelo Partido Social Democrata), dos vereadores Luís Sanches e Sandra Fortuna (Partido Socialista) e do vereador Joaquim Ricardo (MPT). Os candidatos socialistas que se apresentaram na lista à Câmara Municipal em segundo e quarto lugares, Fernanda Esteves e Manuel Barros optaram por ocupar, respectivamente, os cargos de presidente das Juntas de Freguesias de Sortelha e da Rebolosa.
O vereador António Dionísio, ausente por motivos de ordem pessoal, tem previsto tomar posse na primeira reunião do executivo.
Ramiro Matos substitui na presidência da Assembleia Municipal o anterior presidente António Morgado detentor do cargo durante os últimos quatro anos.
jcl
Esperei algum tempo até decidir analisar os resultados das últimas eleições para os órgãos autárquicos no Sabugal, pretendendo assim fazê-lo mais «a frio» e porventura com dados suplementares aos que eram conhecidos no momento em que os resultados se anunciaram.
Não tenho pejo em afirmar que faço parte dos perdedores destas eleições. Quem me conhece sabe que há muito sou crítico do desnorte em que o concelho anda e que alimentava a esperança de uma mudança de política.
Defendo pois que se perdeu uma oportunidade, porque desta vez mais de 60 por cento dos eleitores quiseram apear os que criaram musgo na câmara, dividindo-se porém entre duas alternativas, o que levou a que o candidato da inércia conseguisse chegar à cadeira de presidente. O mesmo, embevecido com a vitória, mas despejado de um mínimo de humildade democrática, apressou-se a afirmar a um órgão de comunicação que ficara surpreendido por não ter obtido a maioria absoluta, pois esperava eleger quatro vereadores. Talvez falasse para dentro do partido, assim confortando o quarto candidato, que ficou relegado do lugar, mas há que saber reagir com modéstia ao voto popular, a que todos têm de se submeter por maiores que sejam as suas ambições.
O presidente eleito está absolutamente legitimado pelo voto popular, porém também considero que só existirá um bom governo autárquico se tivermos uma oposição forte. É aliás isso mesmo que esperam todos os que votaram contra a letargia. Neste sentido, preocupam-me prestações de vassalagem como a de Joaquim Ricardo: «Conte comigo em tudo o que for de bom para a nossa terra». Isto fez-me lembrar o debate na rádio Altitude, em que os candidatos se trataram por «colegas», em vez de se afirmarem como «adversários».
Estou convicto que só se fará algo de bom para a nossa terra se desde já se avisar o presidente eleito que tem de mudar o rumo, evitando que o concelho se afunde nas decisões erradas que foram tomadas ao longo destes 12 anos e, muito em especial nestes últimos quatro, em que a loucura e a irresponsabilidade tomaram conta de tudo.
Quanto à análise dos números da votação, revejo-me totalmente nas conclusões que aqui já explanou João Duarte, que lhes fez uma interpretação muito pertinente. De qualquer forma, quero salientar que para além dos votos que o PS deixou escapar para a candidatura de Joaquim Ricardo (que fez uma campanha fulgurante e bem organizada), também houve perdas de difícil justificação. Desde logo a tremenda «tareia» que os socialistas continuam a levar nas freguesias pequenas, nomeadamente nas sete cujas Juntas são eleitas em plenário e que, somadas, formam uma grande fatia do eleitorado. Também acho estranha a hecatombe na Bendada, cuja boa parte dos votos socialistas foi captada pelo MPT e pelo PSD. Porém o que menos se explica é o facto da terra mais socialista do concelho – os Fóios – votar massivamente no PSD, aparentemente apenas porque o presidente da Junta, aponta esse partido (ao qual nem pertence) como a melhor opção.
Quanto à votação no Soito, em que o PSD ganhou por larguíssima vantagem, tenho que a contenda de fim de campanha, a que alguns chamaram «peixeirada», entre Manuel Rito e António Morgado terá motivado uma orientação de voto para o PSD, em resguardo do seu conterrâneo. Contudo, ainda que pense assim, há um facto que fica por explicar: como é que António Robalo (candidato à Câmara) colhe ali mais votos que Manuel Rito (candidato à Assembleia Municipal)?
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista
leitaobatista@gmail.com
Depois de passados mais de 365 dias sobre a minha última intervenção no «Ideias Soltas», regresso com a consciência do dever cumprido – Dever cívico: serviço público prestado ao meu concelho.
Inevitável, neste recomeço, será contar para os mais distraídos, o que aconteceu durante este espaço de tempo, o que farei embora resumidamente.
Durante cerca de um ano construímos uma equipa e nas listas do MPT-Partido da Terra, e todos como independentes, concorremos à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e 14 Assembleias de Freguesia. O nosso ponto de partida estava muito longe do «Zero», comparativamente com as restantes forças políticas com estruturas bem definidas no concelho. Sabíamos do enorme trabalho que estava pela nossa frente!
Elaboramos um projecto autárquico pelo qual lutámos 24 horas por dia, divulgando-o por todo o concelho, junto dos eleitores. E estes, democraticamente, no acto eleitoral realizado no passado dia 11 de Outubro preferiram o projecto que foi apresentado por outras forças políticas concorrentes, no caso, o PSD-Partido Social Democrata.
Continuo a pensar que o nosso projecto era o que melhor servia ao desenvolvimento do concelho do Sabugal. Porém, num processo eleitoral democrático há sempre vencedores e vencidos e quem se apresenta a sufrágio só tem que aceitar os resultados que são a vontade soberana do povo.
Enviei, em meu nome pessoal, ao candidato vencedor, Eng.º António Robalo, uma mensagem, cuja recepção já foi confirmada, onde escrevi: «Parabéns! Desejo-lhe um óptimo mandato ao serviço do concelho do Sabugal. Conte comigo em tudo o que for de bom para a nossa Terra!»
Doravante, assim farei. Serei oposição responsável e o concelho pode contar com o meu trabalho.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com
Realizaram-se este domingo, 18 de Outubro, plenários em sete freguesias do concelho do Sabugal para eleger as equipas que vão dirigir as respectivas juntas nos próximos quatro anos. Foram eleitos os seguintes presidentes: Joaquim José (Badamalos), Ismael Carlos (Forcalhos), Domingos Barroso Romão (Lomba), Manuel Vaz Leitão (Ruivós), Armindo de Jesus Neves (Ruvina), Fernando Rasteiro Proença (Vale das Éguas) e Alberto PIres Monteiro (Valongo do Côa).
| FREGUESIA | ELEIÇÃO | PARTIDO | PRESIDENTE |
| Águas Belas | Autárquica | PS | Carlos Alberto C. Capelo |
| Aldeia do Bispo | Autárquica | PSD | João Grancho do Inácio |
| Aldeia da Ponte | Autárquica | I | José Francisco M. Nabais |
| Aldeia da Ribeira | Autárquica | PSD | António M. Fernandes |
| Aldeia Santo António | Autárquica | MPT | Nuno Miguel Silva Mota |
| Aldeia Velha | Autárquica | AAV | Manuel Rodrigues Gomes |
| Alfaiates | Autárquica | I | Francisco N. R. Baltazar |
| Badamalos | Plenário | – | Joaquim José |
| Baraçal | Autárquica | PSD | Luís Carlos Carreto Lages |
| Bendada | Autárquica | PSD | Jorge Manuel Dias |
| Bismula | Autárquica | PS | José Augusto Vaz |
| Casteleiro | Autárquica | PS | António José G. Marques |
| Cerdeira | Autárquica | PSD | Joaquim Manuel C. Matos |
| Fóios | Autárquica | I | José Manuel N. Campos |
| Forcalhos | Plenário | – | Ismael Carlos |
| Lageosa da Raia | Autárquica | I | Francisco J. S. Pires |
| Lomba | Plenário | – | Domingos B. Romão |
| Malcata | Autárquica | PSD | Vítor Manuel Fernandes |
| Moita | Autárquica | PS | António J. N. Moreno |
| Nave | Autárquica | I | José Damas Manso |
| Penalobo | Autárquica | PSD | Daniel Alves |
| Pousafoles do Bispo | Autárquica | ADP | Alberto Lopes Santos |
| Quadrazais | Autárquica | PS | Silvina Martins V. Silva |
| Quintas S. Bartolomeu | Autárquica | PSD | Joaquim A. F. Corte |
| Rapoula do Côa | Autárquica | PSD | Álvaro Manuel P. Santos |
| Rebolosa | Autárquica | PS | Manuel Rei E. Barros |
| Rendo | Autárquica | PSD | José Miguel P. M. Robalo |
| Ruivós | Plenário | – | Manuel Vaz Leitão |
| Ruvina | Plenário | – | Armindo Jesus Neves |
| Sabugal | Autárquica | PS | Manuel Joaquim Rasteiro |
| Santo Estêvão | Autárquica | I | Joaquim G. E. Valentim |
| Seixo do Côa | Autárquica | PSD | Manuel Reduto |
| Sortelha | Autárquica | PS | Fernanda M. M. Esteves |
| Soito | Autárquica | PSD | Alberto José L. Barata |
| Vale das Éguas | Plenário | – | Fernando R. Proença |
| Vale de Espinho | Autárquica | PS | José Manuel L. Mendes |
| Valongo do Côa | Plenário | – | Alberto Pires Monteiro |
| Vila Boa | Autárquica | PSD | Alfredo M. A. Monteiro |
| Vila do Touro | Autárquica | PSD | Manuel F. T. Simões |
| Vilar Maior | Autárquica | PSD | António B. Cunha |
A todos os eleitos os nossos votos de boa gestão autárquica ao serviço dos seus conterrâneos.
jcl
Durante cerca de dois meses interrompi este espaço por considerar que, eticamente, não devia manter a minha colaboração ocupando o primeiro lugar na lista do Partido Socialista candidata à Assembleia Municipal. Terminado o período eleitoral retomo esta minha ligação semanal, a qual reflectirá, como sempre, a minha opinião sobre a realidade do nosso Concelho.
As eleições de 11 de Outubro tiveram como resultado a vitória do PSD e do seu candidato António Robalo e, consequentemente, a derrota do PS e do António Dionísio e a de Joaquim Ricardo e do MPT, para não falar do CDS e da CDU.
Em democracia o voto é soberano e se os eleitores sabugalenses deram a vitória a um determinado Partido, é porque cada cidadão que votou considerou que, face às alternativas que lhe eram apresentadas, esta era a que melhor serviam os seus interesses.
Tenho, no entanto, o direito de, democraticamente, pensar que se perdeu uma oportunidade de ouro para alterar o estado a que chegou o nosso Concelho.
Entre um voto na continuidade e um voto na mudança, a parte maioritária do eleitorado optou pela continuidade.
Pela minha parte manterei a posição de criticar o que considero mau e de colocar à discussão pública as minhas ideias, postura que norteará as minhas posições na Assembleia Municipal.
Estou certo que esta será também a posição do Toni, da Fernanda e do Luís enquanto vereadores eleitos do Partido Socialista.
Disse e repeti até à exaustão que um voto nas listas lideradas pelo Joaquim Ricardo podia ser um voto no escuro, pois não se sabia se, após as eleições, iriam colocar-se do lado da continuidade ou do lado da mudança.
A atitude do vereador eleito pelo MPT (Joaquim Ricardo?), nos mostrará o que na realidade pretendia esta candidatura.
Em democracia a vitória e a derrota são sempre o fruto do jogo democrático e são sempre prova da vitalidade do regime.
O PSD e o seu Presidente têm quatro anos para demonstrar que tinham razão e para transformar o Concelho do Sabugal num Concelho com futuro.
O Partido Socialista e os seus representantes na Câmara e na Assembleia Municipal têm quatro anos para mostrar que a razão estava do seu lado e que a derrota de 2009 foi, sobretudo, uma derrota do Concelho…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
Li o que escreveu Joaquim Portas («Cinco Quinas») a propósito dos resultados eleitorais. Foi uma análise amarga e com sabor a ajuste de contas com o engenheiro Morgado, que só desabona a quem a fez.
Veio Joaquim Portas das brumas do passado para nos dizer que «no concelho do Sabugal, mais do que o Partido Socialista […], o grande derrotado na noite do dia 11 de Outubro, chama-se, António Morgado.»
E referindo-se depois a este, diz que «ao trair os seus eleitores e sobretudo aqueles que o ajudaram […] deixou cair a máscara e revelou o lado mais sinistro da sua personalidade.»
Para abrir o jogo confessando que «sempre pensou que António Morgado era um balão que qualquer alfinete podia esvaziar» e que com esta derrota eleitoral «o balão encheu tanto que rebentou. O seu problema não é político nem de política, o seu problema é de carácter.»
E numa estocada à falsa fé, conclui que quem conhece o percurso do engenheiro Morgado «sabe que a sua carreira política foi sempre baseada em pequenas ou grandes traições» E enterrando a espada até ao punho pergunta se «alguém duvida que ele foi o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal que mais se serviu do concelho e da Autarquia para satisfazer os seus caprichos e interesses pessoais e familiares».
Este artigo, que nem me atrevo a comentar pela sua cobardia, fez-me lembrar uma fábula de Esopo que me obrigaram a ler em latim na juventude para ajudar a moldar o carácter e que rezava mais ou menos assim:
De velho e enfermo jazia moribundo um leão que, em moço, havia sido o terror das brenhas.
Apareceu um javali, e, para vingar-se da antiga injúria, deu-lhe com o focinho, e foi-se; após o javali veio um touro; seguiram-se outros animais e cada qual se desforrava a seu modo. O leão sofria calado.
Veio por fim um burro, e deu-lhe um coice; o leão não pode conter-se:
– Até aqui sofri resignado – disse – e a quantos insultos recebia opunha a lembrança do que tinha sido outrora, quando até do meu rugido todos esses tremiam; mas agora tu também, tu miserável burro!… Isto é morrer duas vezes!
A Moralidade é a seguinte: Quando a desgraça acomete um homem, não falta quem venha com ele ajustar contas: o homem nobre e infeliz tudo sofre resignado; há porém burro tão burro e tão vil, que torna impossível a resignação.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com
Já encontrei o António Robalo e lhe dei os parabéns por esta vitória. Agora, permitam-me que faça uma leitura política dos resultados das eleições autárquicas no concelho do Sabugal, onde houve, como sempre acontece em eleições, vencedores e vencidos.
O principal derrotado foi o Eng. Morgado. A sua estratégia de colagem ao PS, sempre me pareceu que não acrescentaria nada à candidatura do Toni. Tenha-se em conta que, como eu sempre escrevi, o Eng. Morgado não era um eleitor qualquer. Foi presidente da Câmara durante dois mandatos, eleito pelo PSD, e é, ainda, o Presidente da Assembleia Municipal. A parte final da sua estratégia, com o facto de querer os louros dos anos à frente da Câmara só para si, não resultou. Afinal, quer ele queira quer não, fazia parte de uma equipa.
Não considero o Toni um derrotado. Fez a campanha possível, aguentou-se bem e conseguiu uma menor diferença de votos do que o que aconteceu nas últimas eleições para a Câmara (há quatro anos). Ganhou, por margem folgadíssima, no Sabugal. Fez o possível e o impossível para ganhar, mas tinha contra si o facto de haver um eleitorado fiel ao PSD, no concelho, que é muito difícil mudar (só não vê quem não quer ver – apesar de todo o mérito que não se pode tirar ao António Robalo e à sua equipa, que fez uma melhor campanha).
Outro dos derrotados nestas eleições foi o Chico Bárrios. Pela primeira vez perdeu a eleição para presidente da Junta de Freguesia de Aldeia do Bispo, o que garantia ser impossível. Um dos autarcas mais antigos do concelho, com mais «tarimba» não viu o seu esforço reconhecido. Resta-lhe a consolação de ter sido eleito para a Assembleia Municipal, onde poderá continuar a explanar a sua visão para o concelho.
Ainda nos derrotados temos que incluir o ex-candidato da CDU à Câmara Municipal do Sabugal (Geraldo Mendes) que, apesar de «zitaseabrar» e se passar para as hostes do PSD (como candidato à Junta de Freguesia de Sortelha) perdeu para o PS. De nada adiantou, portanto esta sua mudança de «camisola».
O Dr. Joaquim Ricardo não é um derrotado. Apesar de ter conseguido eleger, apenas, um vereador, a sua lista conseguiu o feito de ter retirado a maioria absoluta ao PSD e, passará a ser, portanto, o fiel da balança. Sempre julguei impossível que o MPT conquistasse a Câmara Municipal.
Uma curiosidade nestas eleições aconteceu em Vila Boa, onde a lista do PSD (única concorrente) conseguiu ter menos votos expressos do que a soma dos nulos e brancos (teve 91 votos e a soma dos brancos e nulos foi de 102 votos). Nunca tal tinha acontecido no concelho.
Outra curiosidade é que passou a haver mais Assembleias de Freguesia com maioria relativa de um partido. Até agora só existia a do Soito. À do Soito (que continua com maioria relativa do PSD) juntam-se Seixo do Côa, Pousafoles, Aldeia da Ribeira e Águas Belas.
O PS ter conquistado a presidência da Junta de Freguesia de Vale de Espinho também é um feito histórico.
A CDU conseguiu para a Câmara Municipal o resultado possível num contexto de forte bipolarização entre PS e PSD e com o MPT a baralhar os dados.
A CDU manteve os dois mandatos na Assembleia Municipal, o que já não é mau. Perdeu, no entanto a presidência da Junta de Freguesia da Moita, por 8 votos. Esta foi a maior derrota da CDU, no concelho, nestas eleições.
O CDS ultrapassou a votação da CDU para a Câmara Municipal, mas foi ultrapassada pela Coligação PCP/PEV nos votos para as Assembleia de Freguesia (onde teve menos mandatos que a CDU) e para a Assembleia Municipal (onde só teve um mandato, contra dois da CDU).
João Aristides Duarte
O candidato do PSD, António Robalo, é o novo presidente da Câmara Municipal do Sabugal. (22:10)

O social-democrata António dos Santos Robalo alcançou 3784 votos (38,9%) e é o novo presidente da Câmara Municipal do Sabugal. O candidato socialista, António Dionísio ficou-se pelos 3499 votantes (35,97%) e Joaquim Ricardo (MPT-Partido da Terra) recolheu 1781 votos (18,31%). Na quinta posição ficou Ana Charters do CDS-PP com 212 (2,18%) e, por fim, José Manuel Monteiro do PCP-PEV com 96 votos (0,99%).
Votaram 9728 eleitores dos 16322 que estavam inscritos nos cadernos eleitorais e foram contabilizados 166 votos (1,71%) em branco e 109 nulos (1,95%).
O PSD venceu as eleições mas perdeu a maioria de lugares no executivo camarário sabugalense. Os sete lugares foram distribuídos pelo PSD (3), PS (3) e MPT (1).
Os sociais-democratas António Robalo (presidente), Maria Delfina Leal e Ernesto Cunha, os socialistas António Dionísio, Fernanda Esteves e Luís Sanches e pelo MPT, Joaquim Ricardo são os novos vereadores da Câmara Municipal do Sabugal.
Para a Assembleia Municipal do Sabugal – além dos 40 lugares atribuídos aos presidentes de Juntas de Freguesia – o PSD alcançou 16 representantes, o PS menos um (15), o MPT elegeu sete, a CDU dois e o CDS-PP encerra a lista com um eleito.
Para as Juntas de Freguesia foram eleitos representantes pelo PSD (86), pelo PS (61), pelo MPT (27), por grupos de cidadãos independentes (40), pelo PCP-PEV (14) e pelo CDS-PP (7).
jcl
Nas eleições deste domingo os portugueses são chamados a votar nas lideranças dos 308 municípios, bem como nos autarcas que irão governar 4.260 Juntas de Freguesia. Nas primeiras quatro horas das eleições autárquicas em Portugal tinham votado 21,23% dos eleitores inscritos, segundo a estimativa de afluência às 12.00 horas divulgada pela Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI).
| ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009 |
| AFLUÊNCIA DOS ELEITORES ÀS URNAS | |
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jcl
No domingo, dia 11 de Outubro, os eleitores farão as suas escolhas para os órgãos de gestão e de representação das autarquias locais. Perante as dúvidas quanto ao exercício do direito de voto, informamos os meios através dos quais se poderão obter esclarecimentos.
Portal do Eleitor
Centrado nos cidadãos foi activado o Portal de Eleitor que, numa perspectiva de cidadania, reúne todas as informações necessárias para que cada cidadão possa conhecer o que são, para que servem e como funcionam os actos eleitorais em Portugal (com indicações úteis sobre o exercício do direito de voto) e preparar, participar e seguir o apuramento de resultados. Esta plataforma está construída de modo a ser alimentada para todo o tipo de actos eleitorais futuros. O portal está aberto a todos e disponível permanentemente na Internet, no endereço www.portaldoeleitor.pt. Apresenta em cada momento as informações mais relevantes: antes de eleições (de preparação), durante as eleições (como votar), após as eleições (resultados) e entre eleições (informação sobre os diferentes actos eleitorais e o seu contexto).
O desenvolvimento do Portal de Eleitor insere-se nas iniciativas lançadas pela Direcção Geral da Administração Interna (DGAI), nomeadamente no âmbito da campanha «Saiba onde votar», para facilitar o acesso dos eleitores à informação que necessitam para poder votar.
Linha de Informação nº. 808 206 206
A DGAI criou também a Linha de Informação Eleitoral, com o n.º 808 206 206 (custo de uma chamada local), que tem como objectivo promover, pela primeira vez no nosso país, o contacto directo com os eleitores, através de um centro de contacto e atendimento que esclareça dúvidas sobre o processo eleitoral e de recenseamento eleitoral e dá informação sobre a freguesia de recenseamento e local de voto, e o serviço de SMS 3838 para conhecer onde o eleitor vota e qual o seu número de eleitor.
plb
Recebemos e publicamos, de seguida, o direito de resposta solicitado por António Esteves Morgado à «Carta aberta de Manuel Rito Alves».
«Resposta à carta Aberta de Manuel Rito Alves
Caras(os) Amigas(os) Sabugalenses
Dirijo-me a todos vós sem qualquer discriminação para os esclarecimentos seguintes:
– Sobre o meu passado de Presidente da Câmara os munícipes conhecem a responsabilidade e honra que tive de zelar pelos interesses do Concelho;
– Dos projectos mencionados todos se lembram de que mandatos provêm;
– Das equipas que formei também todos se recordam;
– Do meu comportamento pessoal e institucional também todos sabem a grande diferença que nos separa;
– Do mandato actual (2005/2009) vê-se bem a preocupação de nestes últimos meses dar a entender que muita coisa foi feita e que sobre os mesmos investimentos o questionei na última Assembleia Municipal.
Manuel Rito Alves deve dar-vos a conhecer:
– Que projectos novos tem para anunciar?
– Quantos e quais os projectos de saneamento básico e abastecimento de água lançados no meu último mandato, que no seu foram anulados?
– Porque deixou um aberto?
– Porque lançou outro, este novo, no último ano?
– Quem pretendeu beneficiar com essa discriminação?
– Quem defendeu a sua candidatura a Presidente de Câmara?
– Quem o anunciou e defendeu perante todos?
Acerca do Sr. Manuel Rito Alves devo dizer que:
– Não deve iludir as gentes do Concelho, pois que dos oito anos em que fui Presidente de Câmara o julgamento já foi feito e por conseguinte não tem moral para falar desses dois mandatos.
– O julgamento do actual Executivo deve referir-se a estes quatro anos, que agora terminam, e não aos doze constantemente mencionados.
– Deveria ter seriedade política e não confundir os eleitores.
– Ao referir que em 2005 fui cabeça de lista à Assembleia Municipal, se bem se lembra, só aceitei por muita insistência da sua parte. Claro está que lhe convinha, toda a gente sabe disso.
– Sobre o que eu disse nas localidades por onde acompanhei o bom e forte candidato que é o António Dionísio (Toni) disse e afirmo que o Senhor Manuel Rito Alves só foi candidato porque eu tive a coragem de o defender perante o Coordenador Nacional do PSD, pois ninguém mais o defendia. Pelos vistos esqueceu-se desse pormenor.
– Quanto à campanha que fiz defendendo-o perante todo o Concelho também todos estão recordados. De tal facto também já se esqueceu. Tem memória curta!
– Quando ganhei, sublinho ganhei, o conhecimento da sua pessoa era limitado a duas ou três Freguesias, nas restantes não passava de um mero desconhecido. Que credibilidade tinha perante o Concelho? É de referir que nem o próprio acreditava na vitória, chegando a dizer que o Soito já tinha ganho, pois ficava com dois Vereadores. Quão ânimo me deu ao dizer tal atoarda! Fiquei a saber qual a dimensão e qual o entusiasmo que tinha relativo ao que eu acreditava. Razão por que muitas pessoas consideraram ser uma vitória pessoal. Reconheço que tal vitória se deveu também ao empenho e dedicação de muita gente pertencente a outros quadrantes partidários.
– Deveria sentir vergonha de aproveitar correspondência do Município (envio do recibo da água) para se auto promover, tendo em conta que é candidato à Assembleia Municipal.
– Deveria também sentir vergonha de fazer convites para uma inauguração, de uma obra inacabada.
– Deveria justificar-se por escrito aos munícipes que tiveram e têm problemas de falta de água.
– Deveria lembrar-se que nunca estive preocupado em fazer inaugurações de obras totalmente concluídas e pagas. Cito o exemplo do complexo das Piscinas / Gimnodesportivo.
– Poderá ainda proceder à inauguração do mesmo, pois eu não me importo. A minha pessoa em nada ficará afectada.
– Também poderá mudar o nome, como fez em relação ao Pólo Empresarial do Soito.
Para concluir reafirmo que estou completamente arrependido da defesa que fiz da sua pessoa. Também disse que no meu tempo foi um bom Vice-Presidente. Todavia, para ser bom Presidente é necessário possuir determinadas características comportamentais perante os cidadãos em geral, funcionários e Presidentes de Junta de Freguesia que demonstrou não ter.
Quanto à interrogação que coloca “Que segundas intenções esconderá?”, claramente lhe respondo. Poderá colocar na sua cabeça e descansar o seu cérebro, uma vez que nunca andei, nem pretendo andar na política por motivações negociais. Possivelmente julga os outros por aquilo que deseja e pretende para ele.
Eu estou sereno, tranquilo e consciente do dever cumprido e também do apoio que estou a dar ao candidato António Dionísio. Sou um cidadão livre num PAÍS DEMOCRÁTICO.
9 de Outubro de 2009
António Esteves Morgado»
O Capeia Arraiana encerra o espaço eleitoral (notícias e comentários) sobre as autárquicas 2009 às 24 horas desta sexta-feira. Voltaremos ao tema no domingo à noite para dar notícia dos nomes dos próximos autarcas sabugalenses na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Juntas de Freguesia.
jcl
Publicamos, de seguida, um pedido de resposta de Manuel Rito Alves a um artigo publicado on-line no Capeia Arraiana. (actualização.)
«Carta Aberta aos Eleitores do Concelho do Sabugal
Deram-me hoje uma cópia impressa de um artigo que o Sr. Paulo Leitão Baptista publicou, onde afirma que na campanha do P.S. o Eng.º António Morgado terá afirmado que pedia desculpa aos sabugalenses por ter apoiado a equipa que constitui o executivo actual, afirmando ter-se enganado redondamente ao acreditar que a mesma estava à altura das exigências. E acrescenta: “mostraram-se incapazes, e nada digno de registo fizeram nestes quatro anos, pelo que não merecem ser eleitos para um novo mandato”.
Assumindo como certo que o Sr. Paulo Leitão Baptista não está a mentir e que, portanto, é verdade que o Eng.º Morgado disse o que se afirma acima, e porque como diz o povo, “quem não se sente não é filho de boa gente”, e isso eu sou de certeza, tenho a dizer:
Em 1997 era candidato a Presidente da Câmara Municipal, nas listas do P.S.D. o Eng.º António Morgado e, quer eu Manuel Rito, quer o Eng.º António Robalo integrávamos a lista que apresentou um plano de acção onde, entre outras propostas, aparecia a promoção e desenvolvimento das Termas do Cró, a ligação IP2 – Fronteira (IP2 é a actual A23), criar um Parque Industrial para o Soito, etc.
Em 2001 torna a ser candidato à Câmara Municipal o Eng.º Morgado, fazendo parte da lista eu, Manuel Rito, o Eng.º Robalo, o Eng.º Ernesto Cunha, Victor Proença, e no respectivo plano de acção propusemo-nos entre muitas outras coisas:
o A construção do parque de Campismo e lazer do Sabugal, a ligação IP2 – Fronteira, a criação das Reservas de Caça Municipais em conjunto com as Associações de Caça e Pesca, a cooperação com Espanha no domínio das acessibilidades, a revitalização das termas do Cró, a construção de um Parque Industrial no Soito, etc. etc.
Em 2005, sendo o Eng.º Morgado candidato em primeiro lugar, nas listas do PSD, à Assembleia Municipal e apoiante de primeira linha na candidatura à Câmara Municipal do Sabugal encabeçada por mim, e de que faziam parte o Eng. António Robalo e o Eng.º Ernesto Cunha, constava do programa eleitoral:
o Ligação A23 – Fronteira;
o A transformação do Cró numa estância termal moderna;
o A construção do Parque de Campismo e Lazer da Sr.ª da Graça;
o A entrada em funcionamento do Pólo Empresarial do Soito /Centro de Negócios Transfronteiriço;
o A aposta no repovoamento cinegético e na vigilância das Reservas de Caça (municipais e associativas);
o A continuação da cooperação com Salamanca para a conclusão das estradas de fronteira, etc. etc.
Durante estes quatro anos trabalhámos para implementar estes e outros projectos, e hoje, como toda a gente sabe, todos os que referi estão concluídos ou em execução, honrando assim compromissos que vêm desde há 12 anos e que continuamos convencidos que são estratégicos para a modernização e melhoria da qualidade de vida do concelho do Sabugal.
Como é pois possível que o Eng.º Morgado que os defendia há tanto tempo, agora que os vê implementados ou em implementação diga de quem trabalhou para isso que se “mostraram incapazes e nada digno de registo fizeram nestes quatro anos”?
Que segundas intenções esconderá?
Manuel Rito Alves
Nota: Os planos de acção e o programa eleitoral referidos, foram públicos e tenho-os na minha posse para os exibir a quem tiver qualquer dúvida.»
Confirmamos e «assumindo como certo que o Sr. Paulo Leitão Baptista não está a mentir» sobre o discurso de António Morgado proferido na aldeia da Torre.
jcl
(actualização.)
Após a publicação do pedido de resposta do Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, António Esteves Morgado, o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, pediu a publicação mais uma resposta à resposta.
Resposta à Resposta
«Ao Engº Morgado (com Conhecimento a todos os potenciais interessados)
Obviamente que o Sr é um cidadão livre, num País democrático e que vota em quem quer como qualquer outro cidadão eleitor.
Isto não está em causa, nem me incomoda, o que está em causa é a sua participação em campanha com ataques pessoais a uma equipa que consigo partilhou um projecto para o Concelho e que após a sua saída mais não fez que honrar esse projecto em circunstâncias diferentes das dos dois mandatos em que o Sr foi Presidente de Câmara. Recordo-lhe que o 3º Quadro Comunitário de Apoio estava esgotado e o 4º ainda não entrou efectivamente em vigor.
Nunca fiz, e não é agora que vou começar a fazer política com base em ataques pessoais. Sempre defendi um projecto para o Concelho (que até pensei que era o “nosso projecto”) e continuo a fazê-lo.
Acreditei até há muito pouco tempo que o Sr também assim pensava. Enganei-me. Paciência…
Para mim o assunto morre aqui.
Manuel Rito Alves.»
O Capeia Arraiana é um projecto de comunicação (não comercial) cuja edição e o horário de colocação on-line das notícias não está, nem nunca estará, dependente de ordens, mandatos ou ameaças. Somos um espaço de actualização diária mas o tempo de publicação dos artigos é da exclusiva responsabilidade (e disponibilidade temporal) dos seus dois administradores e não está nem nunca estará subjugado por ordens de terceiros.
A Lei de Imprensa (2/99, de 13 de Janeiro) diz claramente no seu artigo 26.º (Publicação da resposta ou da rectificação), número 2: «A resposta ou a rectificação devem ser publicadas:
a) Dentro de dois dias a contar da recepção, se a publicação for diária.»
José Carlos Lages e Paulo Leitão Batista
Administradores do blogue Capeia Arraiana
O candidato da Coligação Democrática Unitária (CDU) à presidência da Câmara do Sabugal, José Manuel Monteiro, veio ontem para a rua em campanha, acompanhado por outros candidatos da coligação.
A CDU iniciou a campanha de rua no Soito. O candidato e a sua comitiva falaram com as pessoas e distribuíram material de campanha junto ao Jardim do Lameiro. Esse material passa basicamente por um folheto informativo que contém o programa eleitoral da CDU e os nomes dos candidatos da coligação aos vários órgão autárquicos.
Definitivamente no terreno, os comunistas têm agendadas outras acções de rua para estes dias. Quinta-feira, 8 de Setembro, de manhã, os candidatos estarão no Mercado de Alfaiates em contacto com a população e distribuindo propaganda eleitoral. No dia seguinte, ao final da tarde, realizam uma sessão de esclarecimento na Moita, freguesia onde a coligação aposta na reeleição do seu candidato, Honório Santos, para a presidência da Junta de Freguesia.
Para o derradeiro dia de campanha, dia 9, os candidatos estarão no Sabugal, onde está agendada uma acção de contactos com a população e distribuição de propaganda.
Hoje o candidato participa na mesa redonda organizada pela Localvisão TV e pelo blogue Capeia Arraiana.
plb
Ao sétimo dia de campanha o ex presidente da Câmara e actual presidente da Assembleia Municipal, António Morgado, juntou-se à comitiva socialista e tomou a palavra para defender o voto em António Dionísio.
António Morgado acompanhou no dia 5 de Outubro, a campanha do Partido Socialista, tomando mesmo a palavra nos comícios realizados nos Fóios, em Vale de Espinho, Quadrazais e na Torre. O actual presidente da Assembleia Municipal, eleito nas listas do PSD, que desta vez não é candidato, explicou as razões porque decidiu apoiar a candidatura de António Dionísio e teceu duras criticas à maioria que governa o Município.
«Nestas eleições não há motivos para votar a pensar nos partidos. Devemos pensar antes nas pessoas, e a pessoa que melhor pode representar o concelho e fazer um mandato válido é o António Dionísio. Por isso lhe dou o meu apoio», justificou o ex-presidente da Câmara, que decidiu envolver-se directamente na campanha autárquica sabugalense.
António Morgado, pediu mesmo desculpa aos sabugalenses por ter apoiado a equipa que constitui o executivo actual, afirmando ter-se enganado redondamente ao acreditar que a mesma estava à altura das exigências: «mostraram-se incapazes, e nada digno de registo fizeram durante estes quatro anos, pelo que não merecem ser eleitos para um novo mandato».
Na Torre, a sua terra natal, António Morgado fez o discurso mais eloquente, pedindo aos seus conterrâneos que votem na mudança.
António Morgado já tinha dado sinais de apoio à candidatura do PS, nomeadamente quando em Agosto apareceu ao lado de António Dionísio no Festival «Ao Forcão Rapazes» e quando marcou presença na apresentação das listas de candidatos do PS no dia 20 de Setembro. Porém esta aparição na campanha socialista ultrapassou as expectativas.
plb
A campanha eleitoral no Sabugal está ao rubro. Num território com 40 freguesias e mais de 100 localidades é enorme o esforço exigido «à máquina de campanha», aos candidatos e aos seus apoiantes. Este domingo as caravanas automóveis de António Dionísio (PS), António Robalo (PSD) e Joaquim Ricardo (MPT) alteraram ruidosamente a pacatez das aldeias e estenderam-se a perder de vista nas estradas do concelho do Sabugal. Nas inevitáveis contagens dos aderentes todos clamam vitória. Há, contudo, uma certeza: todos ultrapassaram a centena de viaturas.
Os candidatos desdobram-se em iniciativas para convencer o eleitorado que o seu programa e as soluções que apresentam são os melhores para o futuro do concelho.
Contactos de porta em porta, distribuição de folhetos em mercados, discursos em comícios, palavras de ordem nos carros de som, é assim o quotidiano das candidaturas, especialmente nas dos três partidos acima referidos. Os restantes – CDU e CDS – optam por campanhas mais discretas e menos onerosas.
A candidata do CDS, Ana Charters, tem saído à rua. Esteve em alguns mercados e percorreu as ruas de algumas povoações, mantendo contactos directos com as populações. Prefere as conversas pessoais e parece desvalorizar os discursos em apresentações de listas e em comícios, assim como os debates. Também não aposta na Internet, sendo a única candidatura que não tem um blogue.
José Manuel Monteiro, candidato da CDU, ainda não foi ao terreno, mas esta semana estará já em campanha, optando por algumas sessões de esclarecimento, distribuição de folhetos e contactos pessoais com os eleitores. Desde há muito que tem um blogue na Internet, onde divulgou o seu programa eleitoral, e participou no debate promovido pela Rádio Altitude.
As caravanas das três principais candidaturas marcaram o dia 4 de Outubro. As filas de automóveis estenderam-se pelas estradas, passando pelas terras em grande burburinho, ferindo a pacatez de domingo. Para os participantes foi um dia extenuante, com cerca de 12 horas em movimento, parando apenas para comer e fazer as necessidades, incluindo o almoço.
Todos saíram do Sabugal, onde os apoiantes se concentraram, seguindo depois em diferentes direcções. Os do MPT e do PS almoçaram no Soito, os primeiros na Lameira e os segundos na Praça de Touros, enquanto que o PSD optou pelo Sabugal, no Largo da Fonte. No final do dia, já com a noite cerrada, o PSD acabou no Soito e o PS e o MPT terminaram no Sabugal. Os conta-quilómetros de cada participante nas caravanas marcavam ao final do dia mais 300 quilómetros, que correspondiam ao consumo de algumas dezenas de litros de combustível. Ficou o sentimento do dever cumprido e cada candidatura com a ideia de que tinha ganho às outras, juntando mais automóveis e mais gente na sua comitiva.
Os comícios de encerramento da campanha eleitoral estão marcados para a noite de sexta-feira com António Robalo (21.30 horas) no Auditório Municipal, Joaquim Ricardo (21.00) no Salão da Junta de Freguesia do Sabugal e António Dionísio (21.00) no Salão das Escolas do Sabugal.
| GALERIA DE IMAGENS – CAMPANHA ELEITORAL – ANTÓNIO DIONÍSIO |
| GALERIA DE IMAGENS – CAMPANHA ELEITORAL – ANTÓNIO ROBALO |
| GALERIA DE IMAGENS – CAMPANHA ELEITORAL – JOAQUIM RICARDO |
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jcl e plb

Bem, venho então aqui publicamente dizer o que penso.








Prosseguindo a sua trajectória de proximidade com o público-alvo, e tendo a missão de informar e chegar a todos os territórios – locais, nacionais e internacionais – a Localvisão TV e o Capeia Arraiana convidaram os cinco candidatos à Câmara Municipal do Sabugal nestas eleições autárquicas.



































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