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Se a importância e mediatismo do rio Côa, na sua foz, se deve à descoberta das gravuras rupestres, a importância da sua nascente, deve-se-à persistência e dinamismo do presidente dos Fóios, que há dezasseis anos tem lutado pela sua divulgação, preservação e melhoramento dos acessos á mesma, bem como da freguesia.

José MorgadoTive a oportunidade no dia 22 do mês passado, de me deslocar, com mais dois familiares, do Sabugal aos Fóios, sempre acompanhado pelo «cicerone» Zé Manuel Campos, habituado a estas «andanças» que faz com prazer e paixão.
Valeu a pena percorrer o trajecto que separa o município desta freguesia cada vez menos longínqua, graças aos recentes acessos. Situada entre elevados montes o seu maior interesse turístico é a nascente do Côa, a 1200 metros de altitude, na Serra das Mesas.
A estrada já alcatroada, financiada pelo Programa «Aldeias do Côa» possibilita um óptimo acesso á nascente do Côa.
De lá, pudemos apreciar uma extensa e grandiosa vista panorâmica inter fronteira. No chamado Lameirão, estão em construção parques de merendas e percursos pedestres.
De volta à aldeia, que vista lá de cima parece um «alguidar», nas palavras do Zé Manuel, visitámos a Igreja Matriz, vimos o chafariz, o cruzeiro e o Lar de São Pedro, a praia fluvial, o restaurante «El Dorado» e finalmente o Centro Cívico, recentemente inaugurado. Situa-se no maior Largo da aldeia, perfeitamente enquadrado no património edificado à sua volta. Compõe-se de dois andares, albergando no rés-do-chão, um belíssimo auditório em que o azul predomina, com capacidade de cerca de100 pessoas, com um pequeno posto de turismo, um bar, uma pequena biblioteca, com livros, em parte oferecidos pelo fogeiro Prof. José Corceiro Mendes e um espaço muito funcional de acesso gratuito à Internet.
No primeiro andar, encontra-se em formação um museu, com 80 m2 de área, onde já se encontram peças e utensílios muito antigos, usados pelas populações nas actividades agrícolas e outras.
A tarde terminou num café tipicamente espanhol implantado em território português mais precisamente nesta espantosa aldeia, onde ainda há ou melhor dito está a crescer população activa e jovem, contrariando a malfadada «desertificação» que grasa em todo o concelho.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

O rio Côa é a espinha dorsal da Beira Interior Norte Raiana, constituindo uma das áreas de maior valor natural do país, cujo vale é um corredor ecológico unindo os maciços montanhosos do sistema central, a serra das Mesas e Malcata, com o coração da bacia hidrográfica do Douro. Neste percurso atravessa os extensos planaltos de granito da Beira, formando vales «encaixados» no troço médio.

José MorgadoAs condições climáticas e orográficas que caracteriza o seu percurso, entre montanhas, planaltos e vales criam uma elevada riqueza paisagística e biodiversidade especialmente ao nível da fauna.
Podem classificar-se três situações, ecologicamente distintas que reflectem a posição do Rio Côa na sua bacia e a sua ligação à história recente do Côa, a zona de cabeceira, a montante, o troço médio e o percurso terminal, a jusante na sua foz.
Há vinte anos, quando a EDP, decidiu fazer uma Barragem no Côa, logo nesse ano de 1989 o então estudante de Arqueologia, Francisco Sande Lemos, identificou as primeiras gravuras rupestres e delas avisou o IPPAR e a EDP.
Só em 1993, a EDP contrata o arqueólogo Nelson Rebanda, curiosamente do IPPAR, quando já estavam a decorrer as obras.
O património mundial enriqueceu-se em 1994, com o achado mais complexo de arte rupestre do paleolítico, ao ar livre, tendo como contra partida negativa, em termos financeiros, o abandono do projecto da Barragem do Rio Côa.
José Penedos, actual presidente da REN, pertenceu ao núcleo duro de Guterres e este homem da Energia, em nome da cultura, ajudou a travar a construção da barragem de Foz Côa e autor da celebre tirada «as gravuras não sabem nadar».
(continua.)
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

O rio Côa nasce na Serra das Mesas, no limite dos Fóios (Sabugal-Guarda), percorre 130 quilómetros até desaguar, na margem esquerda do rio Douro em Vila Nova de Foz Côa (Guarda), correndo de Sul para Norte. Não confundir o seu nome com outro rio português, o Alcôa, que nasce em Chiqueda (Alcobaça), e a sete quilómetros em Alcobaça, junta-se ao rio Baça, desaguando no mar, perto da Nazaré.

José MorgadoMas ao longo dos tempos, nem sempre o seu nome e localização exacta da sua nascente eram correctamente referidos, havendo várias versões.
Quando D. Dinis, confirmou o Foral do Sabugal, como consequência do Tratado de Alcanizes, esse actos registrais, não se tornaram de um momento para o outro do domínio público, pois o povo nas suas igrejas matrizes continuavam a ouvir párocos que dependiam do bispo de Ciudad Rodrigo a cuja jurisdição continuavam a pertencer, até aos princípios do Século XV.
As populações locais por onde o Côa passa só sabiam que a «rebera», como era conhecido o Côa, vem dali e corre para acolá e não um curso de água com principio, meio e fim. «Reberas», muitas, cada aldeia tinha a sua.Só os letrados, eventualmente, conheciam o percurso na generalidade. Para a cultura popular era a «rebera» de Vale de Espinho, «rebera» de Quadrazais, a «rebera» do Sabugal e por aí em diante até á foz, conhecendo assim só fragmentos do rio que correspondiam ao leito do rio, que passava no seu limite.
Os nomes relativos aos cursos de água eram do género feminino e ainda hoje na língua francesa esse arcaísmo persiste, pois o rio Sena, para eles ainda é a Sena.
Por outro lado, dizer «rio Côa ou ribeira Côa» é uma redundância, porque é o mesmo que dizer «ribeira-ribeira», pois «coda» ou Côa, já significa ribeira, caudal e os romanos chamavam-lhe «cuda».
Actualmente é inquestionável dizer rio Côa, mas é repetitivo, pois Côa continua a significar ribeira ou caudal.
O rio Côa, no decurso dos tempos, serviu de «fosso» entre ribacudanos (os da margem direita) e os transcudanos (os da margem esquerda), nos períodos tribais e através da Reconquista, serviu de Raia, entre o Reino Leonês e o Reino de Portugal e finalmente de «fosso» também ao Castelo de Sabugal.
Relativamente á nascente do Côa, alguns geógrafos civis e militares, como Duarte Nunes de Leão e Bernardo de Brito, colocam a sua nascente, junto de Alfaiates e António Brandão e outros eruditos, ao definirem o território de Riba-Cõa, escrevem: «Uma língua de terra de quinze léguas de comprido e de largo quatro, aonde tem mais largura.Está lançada de norte a sul, e cingida da parte de Portugal com o rio Côa, que tendo um nascimento na serra da Xalma, que é uma parte da serra da Gata, faz uma entrada em Portugal, pelos lugares de Fologozinho (erro:quereria dizer, talvez Fojinho), Vale de Espinho e Quadrazais, donde se avizinha de Sabugal, primeira vila acastelada desta comarca».
Num manuscrito de Brás Garcia de Mascarenhas, ilustre escritor e militar: «O Côa desce pelos lugares de Foginho, Vale de Espinho, Quadrazais e Sabugal, que lhe fica a leste» No Século XVII, Fóios era vulgarmente conhecido por Fojinhos e situa-se com rigor a nascente do Côa na Nave Molhada (no Lameiro dos Lourenços ou Curral das Moreiras) e na sua vertente portuguesa. (Continua.)
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A Associação de Municípios do Vale do Côa a que o Sabugal pertence apresentou recentemente o Plano estratégico de promoção turística do vale do Côa.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Tenho vindo a afirmar, e mantenho esta minha opinião, que a ligação Côa-Douro é uma ligação a manter, mas nunca será através dela que o Concelho do Sabugal se afirmará como um destino turístico a nível nacional e internacional.
Tal não significa, antes pelo contrário, que não se tire proveito de tudo aquilo que possa contribuir para o desenvolvimento das nossas terras, e por isso, a apresentação deste Plano pode ser vista como uma boa notícia.
Não podendo fazer uma análise muito detalhada do Documento apresentado pela Associação, limito-me a uma breve análise das propostas apresentadas em forma de Projectos Estruturantes.
Naturalmente, e reflectindo aquilo que tenho a vindo a dizer, uma parte significativa destes Projectos, pouco ou nada têm a ver com o Sabugal, antes se centrando nos Concelhos mais a jusante, onde se localiza o Parque Arqueológico do Vale do Côa e o Museu do Côa.
No entanto, a importância para o Concelho de muitos dos Projectos propostos, depende, somente da capacidade que o Município tiver de se afirmar regionalmente e de impor a defesa dos seus interesses no seio da Associação.
Estão neste caso, por exemplo:
– a construção de um aeródromo na confluência da A25 e da A23 apontada para o eixo Almeida-Guarda (e porque não, Guarda-Sabugal?), onde o Concelho deveria ter uma palavra a dizer e que deveria levar a pensar nas ligações rodoviárias de aproximação àquela infraestrutura aeronáutica;
– a realização de eventos de âmbito internacional, referenciados apenas «em sede do Museu do Côa», porquê? Não é possível realizar este tipo de eventos também no Sabugal?
– a revitalização dos centros históricos e requalificação dos castelos medievais, restando saber quais os centros históricos e os castelos medievais do Concelho que serão objecto deste Projecto;
– o reforço das infra-estruturas e equipamentos de visitação – quais os pontos de visitação que serão considerados no Sabugal?
– a definição de uma carta gastronómica da região só com 3 ou 4 pratos – haverá algum tradicionalmente associado ao Concelho?
– a criação da Agência de Desenvolvimento e Marketing Territorial do Vale do Côa – que papel está o Município do Sabugal disposto a desempenhar neste Órgão? (e naturalmente, não me refiro aos actuais eleitos municipais, pois o seu mandato está a terminar…).

Como se percebe para mim o importante não é o melhor ou pior conteúdo deste Plano, pois já vi planos extraordinários darem em nada, e já vi acontecer coisas extraordinárias com maus Planos.
Importante, volto a repetir, é saber o que vai o Concelho do Sabugal fazer com este Plano.
E aqui não posso ficar de bem comigo mesmo se não colocar uma questão: o Documento agora divulgado é um Documento para discussão dos Municípios e dos cidadãos interessados, ou ele já foi aprovado?
É que este assunto, repito o que venho dizendo, é demasiado sério e importante para que a sua aprovação seja um mero acto de expediente, pensando, pelo contrário, que o mesmo merece ser amplamente discutido por todos os interessados.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, promovido pela Associação de Municípios daquela região, pretende a criação de uma agência de desenvolvimento que sirva de instituição pivot aos dez municípios do Vale do Côa onde se inclui o Sabugal.

Vale Rio CôaEste plano, executado por uma equipa liderada pelo professor Augusto Mateus, identifica os vectores para o desenvolvimento do território e do turismo propõe ainda uma revisão do modelo de negócio do Parque Arqueológico do Vale do Côa no âmbito da abertura do Museu Internacional do Côa, que deve ser a porta de entrada na região e o centro da sua vivência cultural.
Segundo Augusto Mateus «não vamos a lado nenhum sem uma parceria público privada, e de um conjunto de pessoas novas que venham para cá».
Aquela região é considerada uma das mais pobres e economicamente deprimidas a nível nacional, quando analisado o seu poder de compra sendo constituída por micro empresas, com fracas competências organizacionais e de negócio e onde o modelo de desenvolvimento económico e social até agora prosseguido está centrado em bens não transaccionáveis internacionalmente.
Entretanto Cidadelhe passa a oferecer um Centro Difusor e Pólo de Informação Turística cujo objectivo é receber e encaminhar os visitantes que pretendam conhecer os patrimónios desta freguesia que integra a área do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
A Associação de Municípios do Vale do Côa é constituída pelos concelhos do Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, Mogadouro, Pinhel, Torre de Moncorvo, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa.
jcl (com agência Lusa)

Elaborar um programa de acção não devia ser demasiada metafísica para qualquer candidato; mas falta em pragmatismo o que sobra em teoria aos programas dos candidatos à Câmara do Sabugal.

João ValenteEu, leitor amigo, habituado por formação à liberdade e por dever de ofício a dizer o que penso com clareza, vou direitinho ao assunto:
O concelho só teve peso reivindicativo junto do poder central quando fez lobby na histórica «Irmandade de Riba-Côa», com os restantes concelhos da região. Isoladamente nunca teve voz. Por isso tem que concertar estratégias com os concelhos limítrofes na resolução dos problemas comuns.
E os seus problemas, já toda a gente sabe, são a baixa qualidade de vida, falta de oportunidades de emprego, que levam à emigração e consequente desertificação e envelhecimento da população.
A fixação da população obtém-se pela qualidade de vida. A qualidade de vida surge com mais rendimento disponível. O rendimento com mais emprego e negócios. As oportunidades de empregos e negócios com mais necessidades de consumo.
A população residente tem um baixo rendimento e portanto nenhuma capacidade de consumo, o que torna a actividade empresarial incipiente e de pouca importância. E não existindo actividade empresarial também não há empregos e criação de riqueza. E sem riqueza não há qualidade de vida. É um ciclo vicioso!
Não havendo consumo interno que dinamize a economia do concelho, tem de se captar consumo externo. É uma verdade de la Palisse!
Temos para vender a vizinhança com Espanha, o património cultural (capeia, romaria dos «encoratos» a Sacaparte, etc), gastronómico (bucho, enchidos, castanhas, ciclo do linho, do azeite, do pão), Histórico (os cinco castelos, sítios arqueológicos de Carya Tallaya e Sabugal Velho, aldeias históricas de Sortelha, Vila Touro, Alfaiates, Vilar Maior), natural (rio côa, Cesarão, barragem do Sabugal, trilhos de contrabando).
Os programas dos candidatos falam em combate à desertificação, melhorar a qualidade de vida da população, ajudar as empresas. Isso também propuseram os candidatos e os presidentes anteriores e foi o que se viu. Parra, muita; uva nenhuma! Fogo bonito; no fim, canas…
Pois meus amigos, eu cá se fosse candidato, definiria umas quantas medidas concretas, baseadas nas potencialidades que temos para oferecer, para atrair consumo, gerar oportunidades de emprego e indirectamente aumentar o rendimento disponível da população e por conseguinte a estabilidade demográfica.
Apenas alguns exemplos, de iniciativas que, enquadradas numa estratégia global, poderiam atrair consumo e criar oportunidades de emprego:
– Museu do linho em Aldeia Velha;
– Trajecto eco-turístico em Vilar Maior descendo as fragas do castelo ao rio;
– Oficinas de artes tradicionais em Alfaiates conjugadas com a feira mensal;
– Museu do Azeite em Santo Estêvão;
– Fluviário no Sabugal e praia artificial ou piscinas naturais. Provas de canoagem;
– Dinamização dos pólos arqueológicos de Caria Talaya e Sabugal Velho;
– Uso dos poderes administrativos para recuperar os núcleos urbanos históricos;
– Feira agrícola no Soito conjugada com certame de Capeias divulgado a nível nacional e internacional;
– Prova desportiva de BTT e de hipismo a nível nacional da rota dos cinco castelos;
– Comemorações anuais da batalha do Graveto;
– Feira medieval em Sortelha e feira de gastronomia associada à «Aldeia das sopas»;
– Definição, demarcação e sinalização de alguns trilhos pedestres e para ciclo turismo aproveitando as veredas de contrabando, leitos dos rios e belezas paisagísticas;
– Feira de Gastronomia no Sabugal associada ao bucho raiano;
– Bienal de artes e certame de teatro no Sabugal;
– Revista mensal de qualidade divulgando a cultura e tradições da região;
– Criação e divulgação da marca «Transcudânia» em todos os produtos e actividades ligadas à região;
– Formação de uma equipa multidisciplinar para criação, coordenação e divulgação de projectos turísticos, culturais e desportivos;
– Coordenação de políticas com os restantes concelhos limítrofes, reeditando a antiga irmandade dos concelhos de Riba-Côa, definindo um espaço geográfico próprio no contexto regional, nacional e internacional;
– Campanha agressiva de marketing divulgando todas estas iniciativas e projectos, feita por uma equipa de profissionais.

Isto é, amigos leitores, a diferença entre a teoria e o pragmatismo: Reconhecer que não há recursos e tempo para acudir a tudo; estimular a economia do concelho com iniciativas pontuais e bem orientadas ao consumo externo. A iniciativa privada indo ao encontro às necessidades de consumo, criará o emprego e a riqueza de que precisamos.
Se assim não acontecer… Ramo de oliveira, caldeirinha e água benta, aos pés!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O projecto para a construção do Parque de Campismo e Lazer do Sabugal foi aprovado na última Assembleia Municipal. O Capeia Arraiana visitou os 7,2 hectares de carvalheira destinados ao projecto na companhia de Manuel Rito, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.

Parque Campismo Sabugal - clique para ampliar

GPS: Latitude – 40°20′36.97″N – Longitude – 7° 5′42.31″W

(Clique nas imagens para ampliar.)

Na reunião ordinária de 30 de Abril de 2009 o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, agendou uma reunião para o dia 8 de Maio com os representantes da parceria público-privada para a construção do parque de campismo.
A Comissão de Análise, da Sabugal+, depois de analisadas as propostas dos concorrentes escolheu o consórcio constituído pelas empresas Imoestrela-Sociedade de Investimentos da Serra da Estrela, Arser-Areias da Serra da Estrela, Equipav-Gestão de Equipamentos e Manuel Rodrigues Gouveia, SA. As conclusões foram apresentados para votação e aprovados, por maioria, na Assembleia Municipal de 26 de Junho.
Na sequência da aprovação fiicou, também, decidido que seria constituída uma empresa para gerir a construção e a exploração ficando a Sabugal+ com 49 por cento e o consórcio com os restantes 51 por cento do capital. O investimento de 9 milhões e cem mil euros será pago ao consórcio pela autarquia sabugalense, durante um período de 25 anos, e no final passará a pertencer na totalidade ao Município.
Junto à Robinil, à loja de materiais de construção da firma Ricardo&Ricardos e ao lindo chalet de António Fernandes (com a particularidade de ter um girocóptero na garagem) tem início uma verdejante estrada secundária com vista privilegiada para o Rio Côa e para o Castelo do Sabugal. É conhecida como a estrada da Senhora da Graça pois dá acesso ao parque de merendas e ao santuário da igreja das cinco paredes projectada pelo Padre Souta. Após a construção da barragem do Sabugal serve, também, para acesso ao passadiço que fica por cima do grande paredão que sustém as águas da albufeira.
No início de uma ligeira inclinação da estrada a última casa antes dos terrenos do parque de campismo pertence à Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António e tem servido para local de votação e de convívio. É nesta zona privilegiada do concelho do Sabugal com vista para a Serra da Malcata e onde o rio Côa, corre agora, regulado pelas «comportas humanas», que vai ser construído o futuro Parque de Campismo e Lazer do Sabugal.
«Durante o mandato do presidente Morgado houve a possibilidade de adquirir este terreno e não hesitámos», lembra com orgulho Manuel Rito, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, enquanto saltávamos pela parede de pedra ao lado da portaleira enferrujada.
«São 7,2 hectares com carvalheira que vão desde a estrada até lá abaixo ao rio Côa. A sombra é muito importante num parque de campismo mas possivelmente temos que cortar algumas árvores para melhorar o espaço para os campistas. Enquadrados nesta magnífica paisagem estamos perto de tudo. Do Sabugal, do rio Côa, da barragem, da Malcata, da… tranquila qualidade raiana», diz-nos Manuel Rito no meio de uma majestosa carvalheira.
– Um parque de campismo não é só árvores e sombra. Que tipo de equipamentos estão previstos?
– O projecto prevê uma capacidade para 600 campistas, a construção de 16 bungalows (casas para ocupação temporária), bar, restaurante, piscina, campo de jogos e uma rede de trilhos pedonais e para BTT. Faltava ao concelho do Sabugal um parque de campismo com qualidade e de referência para evitar que os turistas nos visitem só de passagem. A Turismo Serra da Estrela considera o parque de campismo do Sabugal como um dos projectos de primeira categoria a incluir no Plano Estratégico Serra da Estrela 2009-2013 e aproveito para divulgar, com grande satisfação, que neste plano foi também incluído o complexo do Parque Termal do Cró.
Parque de Campismo e Lazer do Sabugal. Um equipamento que deverá ser concebido com directrizes idênticas às dos parques naturais ou ecológicos, dentro do conceito de sustentabilidade ambiental, que faz falta ao turismo do concelho e ao aproveitamento das potencialidades da albufeira da Barragem do Sabugal.
jcl

Vila Nova de Foz Côa será palco da apresentação do Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, numa sessão pública que reunirá membros do governo e autarcas do Vale do Côa.

Rio Coa incluido na Rota do Turismo ActivoO plano, que foi elaborado pela Associação de Municípios do Vale do Côa realiza, será apresentado no próximo dia 7 de Julho, no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa.
O documento define os termos em que se desenvolverá o turismo nos municípios do Mogadouro, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Mêda, Almeida, Pinhel e Sabugal.
A Sessão Pública conta com a participação de governantes, de autarcas.
A apresentação dos resultados alcançados e a estratégia de promoção turística estará a cargo do economista Augusto Mateus, que coordenou a equipa técnica que elaborou o Plano. Nele consta a análise e o diagnóstico da região a que se refere, dos recursos e produtos turísticos e das capacidades de desenvolvimento das actividades do sector do Turismo. Inclui também um aprofundada análise das potencialidades do Vale do Côa enquanto destino turístico de referência.
O Plano Estratégico de Promoção Turística é um dos instrumentos que a Associação de Municípios do Vale do Côa está a promover, no sentido de lançar as bases de um novo ciclo de desenvolvimento desta região, no qual as actividades relacionadas com o Turismo desempenharão um papel fundamental.
A Associação de Municípios do Vale do Côa tem como Presidente do Conselho Directivo Emílio Mesquita, presidente da Câmara de Foz Côa, e como Presidente da Assembleia-Geral António Baptista Ribeiro, presidente do município de Almeida.
plb

Realizou-se no passado dia 24 de Maio, pelo sexto ano consecutivo, mais um convívio de pesca na freguesia de Rapoula do Côa com a presença de cerca de 70 pescadores.

GALERIA DE IMAGENS – 24-5-2009
Clique nas imagens para ampliar

A Rapoula do Côa é uma aldeia com tradições na pesca muito por culpa do rio Côa que faz questão de passar bem perto.
A modalidade tem ganho ao longo dos anos novos adeptos e servido de pretexto para alegres convívios.
A jornada de pesca teve início às nove horas da manhã com um pequeno-almoço servido a todos os participantes.
Cerca de 70 amantes da modalidade marcaram presença no convívio, munidos com o material necessário.
Embora, devido à chuva, o dia não estivesse muito convidativo para a pesca no fim «houve peixe no cesto» incluindo algumas trutas.
Ao almoço foi servido porco no espeto e ao lanche peixe frito.
Os participantes no VI Convívio de Pesca da Rapoula do Côa deram por bem empregue o seu tempo.
Marco Capela

Libelinha fotografada nas margens do Rio Côa.

(Clique na imagem para ampliar.)

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Pormenor dos olhos de uma libelinha. Foto captada nas margens do Rio Côa.

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«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

«Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio», pois ele a cada instante renasce no fluxo que transporta. Provérbio Zen.

António MouraNasceu num tempo sem nomes nem homens. Nas suas margens conheceu lobos que nele beberam, veados, corços, linces, ursos, bisontes e outros seres de eras mais recuadas. Gerado por mil nascentes, ao longo de um percurso que então era seu. Deram-lhe um nome, os que dele se apropriaram.
Veio até nós com pureza, oferecendo a água, os peixes, o aroma dos poejos e a força da corrente, que nos moinhos transformava em farinha, o grão que lá entrava. Regando os cultivos nas suas margens, onde as mulheres lavavam roupas que punham ao sol a corar. De todas as povoações, Coadrazais é a primeira a receber o seu nome, e quem sabe, talvez contenha também no final da palavra um afluente do Côa conhecido por Ribeira de Urjais ou dos Rosais. Não me admiraria que em tempos idos, houvesse nestas paragens gentes conhecidas pelos de Côa dos Urjais ou Côa dos Rosais, a semelhança fonética dá que pensar.
Recordo momentos mágicos passados dentro de água pescando trutas à mão. Em zonas de pouca profundidade, pude aprender com os mais velhos a pratica de uma arte que considero ter valor cultural potencialmente explorável. Delimitando e protegendo zonas do rio especialmente vocacionadas para esta actividade, poder-se-ia considera-la como possível oferta eco cultural e de interacção com a natureza, no meio de várias outras, seria um potencial negócio e singular imagem de marca das Terras do Alto Côa. Apanhar pelas guelras trutas de boas dimensões, apenas com as mãos nuas, é para mim a mais extraordinária experiencia de pesca em rio de montanha. Esta arte piscatória tem ainda um impacto nulo ou até benéfico quando o peixe é retirado da água, já que as trutas de maiores dimensões exercem forte predação nos juvenis.
Este rio, tinha no passado, uma sustentável capacidade de regeneração, aguentando as mais selvagens formas de pesca. Com redes, venenos, bombas de foguetes, esvaziamento de açudes, pistolas submarinas, e até uma outra peculiar só possível em rios de abundância, que consistia em bater com uma marra nas pedras maiores, de forma a atordoar os peixes que por baixo se abrigavam.
Hoje, a nossa truta Fário assim como os grandes cardumes de Barbos, que passeavam rio acima rio abaixo com os maiores à frente e os pequenos atrás, por ordem decrescente de tamanho, aos poucos desaparecem. Pela introdução de achigãs, carpas, trutas de viveiro, alteração dos níveis de oxigénio por acréscimo de matéria orgânica de «proveniências várias»… regularização de um caudal que ao ter menos quedas não favorece a oxigenação, falta de sombreamento das margens útil á diminuição da temperatura da água. E finalmente pela delegação de responsabilidades por parte do Estado, em quem não tem a sensibilidade adequada.
As vacas autóctones desaparecem, os porcos pretos felizmente tiveram refúgio do outro lado da raia. Os corpulentos cães de gado com riscas verticais que segundo li algures eram endémicos desta zona da raia de ambos lados da fronteira, parecem também já ter ido.
Procura-se empreendedorismo e visão criativa. Mas primeiro, temos de perceber porque não gostamos das nossas coisas.
Porque se não gostamos delas
como poderão os outros gostar
quando de tão por nós maltratadas
já nada fazem lembrar
Ou lembrar-nos-ão ainda a miséria?
«Caminho sem Percurso», opinião de António Moura

mouramel@sapo.pt

«Rela Comum» fotografada no leito do Rio Côa com flash lateral.

A «Rela Comum» é um animal de hábitos nocturnos e de pequeno tamanho, raramente ultrapassa os 50 mm.
Essencialmente nocturna, pode também ser vista de dia, junto à água.
Habita as zonas húmidas, charcos, lagos e cursos de água. Em Portugal aparece desde o nível do mar até cerca dos 1800 metros de altitude.

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Por brincadeira costumava-se dizer que eu tinha nascido no toro de uma couve. Sei que assim não foi mas até podia ter sido. Ainda hoje existe a casa onde nasci e é com alguma nostalgia que para ela olho cada vez que por lá passo. Contudo, terão sido muitas as vezes que à sombra de uma couve fui pousado enquanto minha mãe tratava das terras.


Kim Tomé (Tutatux)Fui para Lisboa porque os meus pais tiveram que daqui sair em busca de melhor sustento, já lá vão 49 anos.
Quando «vínhamos à terra» o meu coração palpitava de ansiedade todo o caminho que durava muitas horas.
E à chegada esperava-nos a tal sopa de baginas ou o caldo borraçudo (espero que se escreva assim) que a minha tia tinha para nós feito com tanto carinho e saudade.
E aí, chegava o sabor da liberdade de ser menino que na cidade me era limitada entre prédios.
Saltei muros, andei aos ninhos, chinchei fruta, viajei pelo mundo nos estadulhos dos carros de bois, bebi água pura e fresca das fontes, toureei cabras e ovelhas, mergulhei no Côa tentando apanhar os peixes, inventei histórias de Mouros e Cristãos à sombra dos castelos com lutas de soldados feitos com batatas e alguns paus. Vivi naqueles parcos dias que por ano cá passávamos, a liberdade de ser menino numa terra de encantar onde todos eram tios e tias.
Cresci na cidade com os olhos postos nestas terras onde em menino senti o cheiro de liberdade e os sonhos se criavam fácil.
Ligado às tecnologias cedo me entusiasmei por o que mais tarde se viria a chamar Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), assisti ao nascimento de muitas tecnologias sem as quais hoje não seria possível viver, utilizando-as desde os seus primórdios.
Sendo um entusiasta das tecnologias da comunicação desde os anos 70 do século passado, acompanhei e aprendi muito ao longo dos anos tendo hoje um conhecimento que, sem falsa modéstia, considero razoável nestas matérias.
Sabendo das dificuldades por que a minha terra está a passar em termos de desertificação, e das dificuldades reconhecidas em termos de acesso às TIC, farto da cidade, admiti que poderia de algum modo contribuir modestamente para contrariar a tendência.
Foi inspirado pela filosofia da Free Software Fondation (FSF), pelo espirito do software open source, e pelos objectivos traçados na Cimeira de Lisboa quanto à utilização das TIC para a Europa, que decidi voltar à MINHA TERRA e contribuir com os meus recursos e saber para contrariar a tendência de morte anunciada desta maravilhosa cultura e região. Estava consciente que o meu trabalho seria sempre uma modesta contribuição, que as dificuldades iam ser muitas, e que seria mais fácil obter lucros nas cidades, mas farto da cidade estava eu.
Acreditava que NA MINHA TERRA poderia ser mais útil e ajudar a contrariar a tendência que acreditava eu ser resultado das politicas centralistas do poder de Lisboa.
Estava consciente da modéstia da minha contribuição, mas também acredito que é da modesta contribuição de cada um que se conseguem resultados.
Para cumprir os objectivos procurei apoios no IEFP e outras entidades, onde me desmotivaram em vez de ajudar.
Determinado, decidi mesmo sem apoios, levar em frente a minha ideia e fazer uso apenas dos meus recursos avançar com o projecto. Acreditava eu que aqui havia pessoas que sabiam lutar por esta terra, como o tinham feito durante milhares de anos os nossos antepassados.
Enganei-me!
Aqueles que como eu saltaram muros, chincharam fruta, mergulharam nas aguas (então) límpidas do Côa e que hoje ocupam lugares de decisão, foram os que se mostraram mais incapazes de reconhecer o valor da proposta, causaram dificuldades e chegaram mesmo a boicotar iniciativas.
E aí, finalmente percebi as lágrimas nos olhos dos meus amigos que tenho visto partir por aqui não conseguirem viver.
E aí, finalmente percebi a tristeza de muitos que vem as suas famílias destroçadas pela necessidade de alguns partirem pelo mundo em busca de sobrevivência.
E aí percebi porque razão A MINHA TERRA E A MINHA CULTURA está a morrer, porque são os da terra que perderam a vontade e coragem, que durante milénios caracterizou esta gente ARRAIANA, de lutar para a manter.
Percebi que a causa está cá dentro não no poder centralista de Lisboa, que é cá dentro que se tomam as medidas certas ou erradas e, que é cá dentro, que as soluções tem que ser encontradas e postas em prática, unindo e não promovendo a discórdia e o autismo institucional.
Não são os tão proclamados 200 euros por nascimento que vão contribuir para contrariar a desertificação, não é mais um pavilhão polidesportivo que vai manter aqui os jovens, não é impedindo as empresas de se instalar que vai haver mais trabalho para os potenciais progenitores que vamos ter mais nascimentos.
Nasci numa terra onde o pó dos caminhos se metia nas narinas a caminho do rio nas quentes tardes de Verão, onde em cada Chão havia pessoas, onde os animais pastavam nos lameiros e onde não havia polidesportivos nem calçadas nas ruas.
Hoje regressado vejo caminhos calcetados, estradas alcatroadas, polidesportivos (a mais), piscinas, mas há algo que não vejo, as pessoas, as galinhas, os burros, as vacas.
Vejo desânimo nos olhos das pessoas, enquanto outros se vangloriam em almoços autistas, das suas medidas que apenas tem promovido a morte desta minha gente, que é obrigada a partir para outras terras para continuar a ter algo com que matar a fome.
E há algo que continuo a ver como há 50 anos, as pessoas a partir com as lágrimas nos olhos.
Em 50 anos não fomos capazes de ter na nossa terra, alguém verdadeiramente empenhado em reconstruir a possibilidade dos transcudanos poderem viver e ser felizes nesta NOSSA TERRA.
Não será tempo de nós os que, por opção própria ou por acaso do destino, queremos aqui ser felizes, dizermos o que nos vai na alma sem medo das represálias que os que detem o poder nos possam causar?
Eu tenho menos receio das represálias desses que destruiram a MINHA TERRA, do que das políticas absurdas que todos os dias destroem vidas e negócios das minhas gentes. Por isso levanto conscientemente a minha voz contra o que entendo serem medidas suicidas.
Por isso trabalho 18 horas e mais por dia como muitos outros, para poder contribuir modesta e EFECTIVAMENTE para o progresso da terra que me viu nascer.
Não percebo como as pessoas que detiveram o poder desde há 50 anos se podem sentir orgulhosos das suas decisões, e ver as famílias dos seus amigos partir com lágrimas da sua terra devido às suas decisões. Assim como não percebo que hoje se continue a governar olhando para o umbigo em vez de olhar para as pessoas.
Não será tempo de mudar atitudes?
Não será tempo de as pessoas perderem o medo e lutarem pelo seu direito de ser felizes na terra que os viu nascer e que amam?
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

O Ministério da Agricultura arrancou com as obras da Rede de Rega do Sabugal no rio Côa. A intervenção, integrada no Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira, beneficia terrenos situados nas freguesias do Sabugal e das Quintas de São Bartolomeu.

Regadio da Cova da BeiraOs terrenos beneficiados com esta intervenção do Ministério da Agricultura, que chega com três anos de atraso em relação ao previsto, situam-se nas freguesias do Sabugal, ao longo do rio Côa até à ponte nova do Sabugal, e nas Quintas de São Bartolomeu, nas zonas da Ínsua, Travessas e Paiã.
Um Grupo de Trabalho da Cova da Beira, criado no longínquo ano de 1966, defendeu a construção de uma rede de rega abastecida a partir da albufeira com o objectivo de beneficiar cerca de 300 pequenos agricultores do concelho do Sabugal.
No entanto as intervenções no sistema de rega são vistas de forma contraditória por dois representantes associativos sabugalenses.
Em declarações ao Jornal de Notícias, Manuel Rasteiro, da direcção da Cooperativa Agrícola do Sabugal, defende o «bombeamento da água da barragem para onde ela é escassa, como por exemplo, para as pastagens da colónia agrícola de Martim Rei, do Soito ou de Quadrazais» acrescentando ainda que «com a agricultura de rastos, o que temos hoje são pequenas propriedades, uns quintais, porque quem produz em quantidade não consegue vender».
Com um discurso contrário apresenta-se José Freire, presidente da AcriSabugal (Associação de Criadores de Ruminantes), considerando que «muitas vezes não se sabe aquilo que está à disposição porque os regadios são sempre rentabilizados, em qualquer lado, mesmo que demore muitos anos e este é por gravidade e os benefícios podem ser ainda maiores».
O projecto de regadio, elaborado pela Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento (DGADR), está orçamentado em cerca de 1,8 milhões de euros e é financiado pelo Quadro Comunitário de Apoio (QCA III) através do programa AGRO.
jcl

O rio Côa, o Castelo, o casario, têm sempre um encanto muito especial. O grandioso nevão destes dias decorou a paisagem raiana e proporcionou imagens eternas ao Kim Tutatux. As terras do Sabugal são de beleza sem igual!

GALERIA DE IMAGENS – 10-1-2009
Fotos Kim Tutatux – Clique nas imagens para ampliar

«Um Milhão de Sementes para o Vale do Côa» é o nome de uma iniciativa promovida pela ATN, Organização Não Governamental da área do ambiente, sedeada em Figueira de Castelo Rodrigo. A iniciativa está a ser desenvolvida, no âmbito do projecto «Bosques da Faia Brava».

coa1Segundo a agência Lusa, a associação tem como missão trabalhar para a conservação do património natural de Riba Côa. Com esta iniciativa espera recuperar e conservar o «bosque mediterrânico aberto», numa acção que depende em grande parte do apoio de voluntários.
A ATN conta já com 500 hectares de propriedades na Zona de Protecção Especial do Vale do Côa, que foi adquirindo junto às margens do Côa. A esta reserva deu a designação de Faia Brava, nome que a população local dá às zonas de arribas e rochedos em declive.
A exercer o estágio profissional nesta associação encontra-se o técnico florestal Filipe Figueiredo, coordenador desta campanha de reflorestação, que pretende recuperar as extensas áreas e as linhas de águas que foram destruídas pelos fogos dos últimos anos.
O projecto de reflorestação da ATN, tem tido como parceiros municípios, escolas, a Reserva Natural da Serra da Malcata e outras associações como o Colectivo Germinal, uma associação cultural e de protecção do ambiente sediada na Lousã, que desde 2005 já ajudou a ATN a plantar 15 mil árvores.
No último fim-de-semana chegaram à Reserva da Faia Brava 15 jovens voluntários de vários pontos do país, para trabalhar nas acções de reflorestação.
A grande meta desta iniciativa é recolher e semear um milhão de sementes de árvores autóctones nos próximos cinco anos, repondo a flora de antigamente.
Para ajudar à corrida, é ainda possível, desde 2005, uma maior facilidade de acesso a subsídios florestais, com a candidatura efectuada por parte da ATN a uma Zona de Intervenção Florestal – ZIF, que agrupou praticamente todos os proprietários desta zona.
plb

O concelho do Sabugal pertence pela legislação em vigor ao Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Em 10 de Abril de 2008 é publicado o Decreto-Lei nº 68/2008 que reorganiza as entidades públicas regionais com responsabilidades na área do turismo. De acordo com este diploma legal é criado o Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela ao qual pertencem os seguintes Concelhos: Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Meda, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso. Curiosamente não integra este Pólo o concelho de Penamacor.
Por outro lado, salienta-se uma separação a nível da organização territorial turística, entre os Municípios que integram a Associação dos Municípios do Vale do Côa, ficando a pertencer ao Pólo Douro os Concelhos de Freixo de Espada à Cinta e Torres de Moncorvo, não integrando Mogadouro nenhum destes Pólos.
Entretanto, e através da Portaria 1154/2008 publicada a 13 de Outubro, são publicados os Estatutos do Pólo Serra da Estrela, definindo as regras de funcionamento e a constituição e atribuições dos seus órgão dirigentes.
A publicação da legislação indicada vem colocar uma questão importante quanto ao posicionamento do Concelho do Sabugal. Na verdade, tudo parece indicar que o Município vem apostando no eixo turístico «Côa-Douro», até pela integração na candidatura aprovada no PROVERE, não aprofundando as ligações à Serra da Estrela.
Se esta minha interpretação corresponde à realidade, devo dizer claramente que não estou de acordo.
A ligação Côa-Douro é uma ligação a manter, mas nunca será através dela que o Concelho do Sabugal se afirmará como um destino turístico a nível nacional e internacional.
Tirar partido do fluxo turístico da Serra da Estrela será, no meu entender, sempre mais vantajoso que apostar que os visitantes das gravuras rupestres de Foz Côa, ou das amendoeiras em flor ou da paisagem vinhateira do Douro, descem o rio Côa e vêm visitar as nossas terras.
Já acredito que o turista da Serra da Estrela se alongue até Sortelha, à Serra da Malcata ou mesmo à Albufeira do Sabugal.
Aliás, isto já acontece hoje e já aconteceu no passado quando muitos turistas da Serra da Estrela vinham visitar, comer e dormir no Sabugal.
Esta é uma discussão que tem de ser feita. A minha posição aqui fica: Integrar o eixo «Côa-Douro», mas privilegiar a integração no Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela.

ps. Leio na edição do «Diário XXI», de 15 de Outubro, que O Presidente da Câmara da Covilhã afirmou que este Município não entra neste Pólo por razões que parecem pouco claras. Na verdade, o Presidente afirma que tudo foi preparado para pôr na direcção pessoas previamente escolhidas. Ora os Estatutos publicados são claros: a Direcção tem 1 presidente e 4 vogais, eleitos em Assembleia Geral. Esta tem a seguinte composição: 15 representantes das Autarquias, 10 de entidades privadas ligadas ao turismo e 5 representando organismos da Administração Central. Será que o sr. Presidente da Câmara da Covilhã queria que os Estatutos dissessem que o Presidente tinha de ser ele?…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data:
Outubro de 2008.

Local:
Quadrazais.

Legenda:
Lixeira a céu aberto
em terrenos da Rede Natura
e no início de uma linha de água
próxima do rio Côa.

Autoria:
Capeia Arraiana.

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CLASSIFICAÇÃO FINAL – INDIVIDUAL
POS. NOME PAÍS DIA 20 DIA 21 TOTAL PONTOS
1.º MARINO POLONIATO ITÁLIA 35 75 110 2,0
2.º Stefano Boschiazzo Itália 20 56 76 2,0
3.º Simone Cappellin Itália 21 50 71 2,0
4.º Fabrizio Carrara Itália 19 69 88 2,5
5.º Franck Laffont França 21 59 80 3,0
6.º Adriano Rosso Itália 17 50 67 3,0
7.º Manu Rojodiaz França 19 35 54 3,5
8.º Patrick Rojodiaz França 16 49 65 4,0
9.º Jordan Velichov Bulgária 11 45 56 5,0
10.º Georgi Getov Bulgária 14 34 48 5,0
11.º Gerard Rebonateau França 13 40 53 6,0
12.º Plamen Boikov Bulgária 20 18 38 6,0
13.º Paulo Carvalho Portugal 12 31 43 7,0
14.º Hélder Correia Portugal 9 30 39 7,0
15.º Andelo Orac Croácia 18 18 36 7,0
16.º Sinisa Slavinic Croácia 6 20 26 7,5
17.º Fernando Borges Portugal 17 15 32 8,0
18.º Luis Talás Andorra 7 21 28 8,5
19.º José Carmo Portugal 5 21 26 8,5
20.º Ivan Totkov Bulgária 8 30 38 9,0
21.º Joaquim Rapozinho Andorra 3 29 32 9,0
22.º Zeljko Kljajic Croácia 4 19 23 11,0
23.º Joan Baron Andorra 9 12 21 11,0
24.º Miquel Micó Andorra 5 15 20 11,0
25.º Zlatko Poparic Croácia 6 11 17 12,0
26.º Pablo Francisco Andorra 2 8 10 12,0
27.º Pascal Moreau França 29 29 3,0
28.º Lubomir Bousiev Bulgária 27 27 4,0
29.º William Cathery França 9 9 4,0
30.º Amândio Malheiro Portugal 6 6 4,5
31.º Darko Pazulic Croácia 23 23 5,0
32.º Todor Kostadinov Bulgária 6 6 5,5
33.º Damir Habunek Croácia 6 6 5,5
34.º Diogo Novais Portugal 17 17 6,0
CLASSIFICAÇÃO FINAL – PAÍSES
POS. PAÍS DIA 20 DIA 21 TOTAL
CAPTURAS PONTOS CAPTURAS PONTOS CAPTURAS PONTOS
1.º ITÁLIA 112 6,5 300 5 412 11,5
2.º França 78 11,5 212 12 290 23,5
3.º Bulgária 59 18,5 154 16 213 34,5
4.º Portugal 49 18,5 114 22,5 163 41,0
5.º Croácia 40 23,0 91 25 131 48,0
6.º Andorra 26 27,0 85 24,5 111 51,5
GALERIA DE IMAGENS – 22-9-2008

Fotos Câmara Municipal do Sabugal – Clique nas imagens para ampliar
CLASSIFICAÇÃO – 16.º CAMPEONATO DO MUNDO DE PESCA À TRUTA – RIO CÔA – SABUGAL
POS. NOME PAÍS DIA 20 DIA 21 TOTAL PONTOS
1.º Marino Poloniato Itália 35 35,0 1,0
2.º Simone Cappellin Itália 21 21,0 1,0
2.º Franck Laffont França 21 21,0 1,0
4.º Stefano Boschiazzo Itália 20 20,0 1,0
5.º Manu Rojodiaz França 19 19,0 1,5
5.º Fabrizio Carrara Itália 19 19,0 1,5
7.º Plamen Boikov Bulgária 20 20,0 2,0
8.º Andelo Orac Croácia 18 18,0 2,0
9.º Adriano Rosso Itália 17 17,0 2,0
10.º Patrick Rojodiaz França 16 16,0 2,0
11.º Fernando Borges Portugal 17 17,0 3,0
12.º Georgi Getov Bulgária 14 14,0 3,0
13.º Gerard Rebonateau França 13 13,0 3,0
14.º Jordan Velichov Bulgária 11 11,0 3,0
15.º Hélder Correia Portugal 9 9,0 3,0
16.º Paulo Carvalho Portugal 12 12,0 4,0
17.º William Cathery França 9 9,0 4,0
18.º Luis Talás Andorra 7 7,0 4,0
19.º José Carmo Portugal 5 5,0 4,0
20.º Amândio Malheiro Portugal 6 6,0 4,5
20.º Sinisa Slavinic Croácia 6 6,0 4,5
22.º Joan Baron Andorra 9 9,0 5,0
23.º Ivan Totkov Bulgária 8 8,0 5,0
24.º Zeljko Kljajic Croácia 4 4,0 5,0
25.º Todor Kostadinov Bulgária 6 6,0 5,5
25.º Damir Habunek Croácia 6 6,0 5,5
27.º Zlatko Poparic Croácia 6 6,0 6,0
28.º Miquel Micó Andorra 35 5 6,0
29.º Joaquim Rapozinho Andorra 35 3 6,0
30.º Pablo Francisco Andorra 35 2 6,0
16.º CAMPEONATO DO MUNDO DE PESCA À TRUTA – RIO CÔA – SABUGAL
POS. PAÍS DIA 20 DIA 21 TOTAL
CAPTURAS PONTOS CAPTURAS PONTOS CAPTURAS PONTOS
1.º Itália 112 6,5 112 6,5
2.º França 78 11,5 78 11,5
3.º Bulgária 59 18,5 59 18,5
4.º Portugal 49 18,5 49 18,5
5.º Croácia 40 23,0 40 23,0
6.º Andorra 26 27,0 26 27,0

Na primeira prova do Campeonato do Mundo de Pesca à Truta no Sabugal que decorreu este sábado, 20 de Setembro, destaque para o italiano Marino Poloniato que segue destacado com 35 capturas. Fernando Borges na 11.º posição é o melhor português

Campeonato Mundial Pesca Truta SabugalA primeira prova do Mundial de Pesca à Truta que está a decorreu no rio Côa, no Sabugal, decorreu com normalidade com destaque para o italiano Marino Poloniato (Itália) a bater toda a concorrência com 35 capturas. Simone Cappellin (Itália) e Franck Laffont (França) registaram 21 capturas no primeiro dia.
O melhor português, Fernando Borges, está classificado na 11.ª posição. Os restantes elementos da equipa lusa são Hélder Correia (15.º), Paulo Carvalho (16.º), José Carmo (19.º) e Amândio Malheiro (20.º).
A segunda prova terá início amanhã, pelas 9 horas, e estender-se-á até ao meio-dia. Após o final terá lugar um almoço para todos os participantes.
A cerimónia oficial de encerramento do «Mundial» está marcada para as 17 horas na Praça da República (Largo em frente à Câmara Municipal), onde serão apresentadas as classificações das equipas concorrentes.
Àss 20 horas terá início um jantar de gala onde se promoverá o bom convívio entre todos quantos visitaram o Sabugal.
jcl

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