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O Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, deslocou-se ontem, 2 de Maio, a Penamacor, onde anunciou o Plano de Acção para a Conservação do Lince-Ibérico, afirmando que a serra da Malcata tem as melhores condições para receber novas espécies.
«Os Municípios de Penamacor e Sabugal querem receber o lince ibérico e esperamos que nos apoie», disse o presidente da Câmara Municipal de Penamacor, Domingos Torrão, ao secretário de estado, querendo que assim se reponha a injustiça da instalação do centro de reprodução do lince em Silves em detrimento da Malcata, terra histórica da espécie em Portugal.
O Plano de recuperação do lince foi recentemente aprovado por despacho conjunto do Secretário de Estado do Ambiente e do Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas. Humberto Rosa veio agora apresentar na região esse plano, para assim potenciar a ligação da Serra da Malcata aos objectivos do Plano.
Humberto Rosa anunciou na cerimónia que a zona da Serra da Malcata «tem as condições apropriadas» para receber um centro de reintrodução experimental do lince ibérico. Em declarações à Lusa afirmou ainda, em relação à recuperação do lince, que «Não basta criá-lo em cativeiro, depois são necessárias medidas para o devolver à natureza. É por isso que este plano faz toda a diferença».
O plano inclui a instalação de um centro de reprodução em cativeiro, em Silves, tal como o Ministro do Ambiente, já havia anunciado. Este centro irá receber já em 2009 linces de Doñana, colónia de lince existente na Andaluzia, Espanha.
«Em 2012, esperamos poder ter os primeiros exemplares prontos para serem introduzidos no habitat natural», referiu Humberto Rosa. Neste ponto, apesar de remeter uma decisão oficial para «estudos posteriores», admitiu que o cercado vigiado onde os linces criados em cativeiro vão ter o primeiro contacto com a natureza venha a ser instalado na Reserva Natural da Serra da Malcata. «Esta zona tem as condições apropriadas para esse fim», referiu ainda à Lusa.
A zona da Malcata faz parte das áreas prioritárias de intervenção do Plano de Acção, onde se incluem Nisa/Lage da Prata, São Mamede, Moura/Barrancos, Guadiana, Monchique, Barrocal e Caldeirão.
Humberto Rosa prometeu estudar outros projectos apresentados pelo presidente da Câmara de Penamacor, como um parque temático na zona da Malcata.
Domingos Torrão anunciou que o município já registou a marca «Terras do Lince», com vista ao aproveitamento da história da região ligada à espécie para promoção dos produtos locais e turismo.
«No último Verão, quase que marcávamos grande penalidade, com a canelada que nos deram e que ainda hoje dói», ironizou Domingos Torrão, queixando-se da instalação do centro de reprodução em Silves. Hoje porém o autarca disse compreender as razões que centraram a reprodução em cativeiro no Algarve, como compensação pela construção da Barragem de Odelouca, mas afirmkou esperar que Penamacor e Sabugal querem não fiquem fora das acções previstas no plano.
plb
O «Cartão do Cidadão» já pode ser solicitado no concelho de Penamacor. O documento foi criado, há três anos, no âmbito do Simplex e reúne a identificação e informação até aqui incluída em cinco cartões.
Os munícipes de Penamacor já podem requerer na Conservatória local o «Cartão do Cidadão» concebido para facilitar a vida dos cidadãos.
O presidente da Câmara Municipal de Penamacor, Domingos Torrão, em declarações ao jornal «Reconquista» defendeu a aposta no Simplex que «simplifica a vida das populações ao mesmo tempo que abre as novas tecnologias a um contacto mais directo com os utilizadores dos serviços públicos».
Em Penamacor os funcionários públicos frequentaram um curso de formação específico de adaptação aos novos programas. No entanto há funcionalidades que ainda não estão disponíveis como a requesição de medicamentos ou a marcação de consultas no Centro de Saúde pela Internet, as informações sobre reformas ou a renovação da carta de condução.
O documento tem um formato smart card e é apelidado de «cinco em um» porque substitui os actuais bilhete de identidade, cartão de contribuinte, cartão de beneficiário da Segurança Social, cartão de eleitor e cartão de utente do Serviço Nacional de Saúde.
O cartão exibe na frente a fotografia e os elementos de identificação civil. No verso terá os números de identificação dos diferentes organismos cujos cartões agrega e substitui incluindo ainda uma zona de leitura óptica e o chip.
A leitura electrónica dos dados será feita com um chip de contacto, com certificados digitais (para autenticação e assinatura electrónica), podendo ainda ter a mesma informação do cartão físico como, por exemplo, a morada do titular.
jcl
Os Bombeiros Voluntários de Penamacor organizam no sábado, 26 de Abril, noite de lua cheia, a 1.ª Marcha Nocturna «As Fontes» com passagem pelos mais belos chafarizes da região.


Com o lema «Caminhe pelo seu bem-estar» está agendada mais uma caminhada organizada pelos Bombeiros Voluntários de Penamacor.
Após 11 passeios pedestres com grande adesão a novidade da proposta de mais um evento está no horário.
A organização desafia todos os interessados para uma caminhada nocturna em noite de lua cheia com uma distância de 11,5 quilómetros por algumas das mais belas fontes de Penamacor.
A concentração para a «1.ª Marcha Nocturna As Fontes» está marcada para as 21 horas na sede da Associação.
As inscrições são gratuitas mas limitadas e podem ser feitas através da Central de Rádio dos Bombeiros de Penamacor ou do telefone 277 394 122.
jcl
O deputado Luís Carloto Marques solicitou esclarecimentos ao Governo sobre o porquê da localização do centro para reprodução do lince ibérico fora da Serra da Malcata. A resposta do Ministério do Ambiente já chegou…
Apesar de todo o investimento efectuado na Serra da Malcata para proteger o habitat do lince ibérico o centro para reprodução do lince ibérico foi localizado noutra região.
O deputado independente Luís Carloto Marques (Movimento Partido da Terra), eleito por Setúbal, informou o Capeia Arraiana da recepção da resposta do Ministério do Ambiente ao seu pedido de esclarecimentos sobre o assunto e por nós noticiado em 6 de Janeiro último.
O documento contém explicações importantes sobre a decisão política de levar o centro de reprodução do lince ibérico para o Algarve e ficámos a saber que «foi por uma questão de oportunidade e de máximo aproveitamento de recursos disponíveis» porque apenas será instalado um destes centros em Portugal estando em causa pressupostos (que a Malcata parece não ter) como acessibilidades, tranquilidade e garantia de financiamento a longo prazo.
Traduzido por miúdos o ministro do Ambiente esclarece que apareceu uma empresa que faz a barragem e o centro e o Estado não gasta um cêntimo contrariando as suas declarações no dia do lançamento em que falou de avultados investimentos por parte das finanças públicas.
Mas, curiosamente, o Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal define estratégias de acção visando recuperar os núcleos históricos da espécie e identifica as acções e as áreas prioritárias para intervenção, onde está incluída a Reserva Natural da Serra da Malcata.
«A Serra da Malcata está conectada com as áreas de Granadilla e Cedilol (CA de Extremadura), o que lhe garante uma considerável prioridade, em termos de reintrodução, implicando deste modo que se continuem a executar as políticas de conservação até aqui aplicadas e cujos resultados são evidentes» esclarece o documento ministerial acrescentando que «o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro do Lince Ibérico terá como função produzir animais viáveis para reintrodução, que poderão ser utilizados em quaisquer áreas seleccionadas para o efeito, nomeadamente na Serra da Malcata».
Veja aqui a resposta do Ministério do Ambiente ao Requerimento do deputado Luís Carloto Marques.
jcl
Os habitantes da freguesia da Meimoa, no concelho de Penamacor, saíram para a rua assustados com as explosões que se fizeram sentir no silêncio da noite provocadas pela aproximação à barreira do som por um avião da Força Aérea durante um exercício militar que envolveu 16 aparelhos.
Um exercício de treino de voo nocturno a baixa altitude com caças F-16 portugueses e dinamarqueses na zona de Penamacor provocou na noite de quarta-feira o pânico entre a população da aldeia da Meimoa que sairam para a rua alarmados com as explosões que se ouviram.
A Força Aérea informou, em comunicado emitido pelo seu Estado-Maior, que o incidente foi provocado pela aceleração inadvertida de uma aeronave militar da Base Aérea n.º 5 de Monte Real que participava num exercício de utilização de equipamento de visão nocturna e «terá na fase de aceleração e por um período extremamente curto atingido inadvertidamente uma velocidade na zona transónica que provocou um forte ruído de pequena duração». A informação oficial adianta ainda já ter sido enviada para a zona uma equipa militar para avaliar as consequências do acidente.
O presidente da Câmara Municipal de Penamacor, Domingos Torrão, confirmou que até ao momento apenas foram registados pequenos danos numa habitação rural nos arredores da vila mas defendeu que «por mínimos que sejam os prejuízos alguém tem que os pagar».
Joaquim Cabanas, presidente da Junta de Freguesia da Meimoa, considerou os exercícios militares de «muito mau gosto». «Às oito da noite deu-se uma explosão. As portas da minha casa abanaram todas e uma até se abriu sozinha e pouco depois houve outra explosão o que levou a população em pânico para as ruas da aldeia», contou o autarca.
Os deputados do Partido Socialista eleitos por Castelo Branco pediram explicações aos ministros da Defesa e do Ambiente avançando com um requerimento solicitando o envio de informação pormenorizada sobre as normas militares e ambientais relacionadas com este caso.
jcl
Bastarão mais 25 anos para que o concelho de Penamacor fique reduzido a cerca de cinco mil e 500 pessoas, segundo o estudo designado Agenda 21, encomendado pela Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB).
Chama-se Agenda 21, o estudo que apresenta o retrato do concelho de Penamacor, apontando as potencialidades e as fragilidades que condicionam o seu futuro. Dentro das perspectivas há a certeza de algumas terras ficarem totalmente despovoadas, se a tendência de evolução se mantiver inalterada.
Nas últimas cinco décadas Penamacor perdeu quase 65 por cento da população residente. E essa tendência manter-se-á, se não se tomarem medidas que invertam a situação. Dentro de apenas 25 anos o conjunto das 12 freguesias que compõem o concelho poderá ficar reduzido a apenas cinco mil e 559 habitantes.
A Agenda 21 foi apresentada como um estudo profundo do concelho, que para além do diagnóstico da sua situação, vale sobretudo como instrumento de gestão, dando perspectivas programáticas para o futuro. Trata-se de um plano estratégico de desenvolvimento, que define o que deve ser feito a nível estrutural, envolvendo não apenas o Município, mas também as restantes forças vivas do concelho, que deverão trabalhar em parceria para atingir o progresso e o bem-estar social.
O plano tem quatro grandes objectivos operacionais: promover uma gestão ambiental sustentável; dinamizar as actividades agro- alimentares; valorizar os recursos humanos; apostar no aproveitamento do património natural e construído.
A Agenda 21 Local foi encomendada pela AMCB e envolve o estudo de diversos concelhos, tendo sido apresentados os seus resultados para o concelho de Penamacor.
Seguir-se-á a apresentação das Agendas 21 relativas aos municípios de Pinhel, Guarda, Manteigas e Meda.
plb
«Ai Linho!» é o nome de uma exposição que está patente em Penamacor, com a finalidade de dar a conhecer a forma como era antigamente tratado o linho nas aldeias beirãs.
Mostram-se os utensílios usados no tratamento do linho e explicam-se as diferentes fases desse tratamento. Trata-se de um apelo à memória de uma cultura que foi um dos pilares da vivência antiga nas nossas aldeias, e que há muito está completamente ultrapassado.
A mostra explica tudo acerca do linho, planta fibrosa que chegava a atingir um metro de altura e que era cultivada nas baixas e depois arrancada e sujeita a diferentes fases de manuseamento, até se atingir a fiação e a confecção de panos no tear.
A semente do linho, a baganha, era muito aproveitada para produzir farinha, que depois era usada para fins medicinais.
O linho foi cultura primordial nas aldeias do interior até meados do século XX, tratando-se de uma produção que envolvia as pessoas na busca da auto-suficiência, procurando assim garantir a confecção própria do vestuário.
A exposição decorre de 25 de Novembro a 31 de Março de 2008 no Museu Municipal de Penamacor. Poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 9 às 17:30 horas e ao sábado e domingo das 10 às 18 horas.
plb
O livro «Meimoa de ontem e de hoje» de António Cabanas vai ser apresentado no dia 2 de Novembro no convívio da Meimoa, terra de onde é natural. Aqui vos deixamos a prosa introdutória de Joaquim Nabais à última obra do autor de «Carregos».
Na contra-capa de «Meimoa de ontem e de hoje» pode ler-se a análise crítica de Joaquim Nabais sobre o trabalho de António Cabanas.
«Tendo em conta o clima emulativo que vem medrando na Meimoa dos últimos anos, fruto de um conjunto de circunstâncias, acções e vontades mais ou menos colectivas, este é um livro que goza de alguma oportunidade.
Desde logo porque em tal clima pode residir parte da motivação que lhe está na origem e, depois, pelo contributo que por si próprio representa na expansão daquele sentimento.
De resto, o autor deixa claro o seu intento quando, na introdução, escreve que com esta obra pretende contribuir para elevar mais alto a auto-estima e o orgulho que os meimoenses sempre demonstraram pela sua terra.
António Cabanas é duplamente feliz na forma como realiza este propósito: por um lado, partindo em busca das raízes mais profundas para explicar a Meimoa de hoje à luz de um certo diacronismo histórico, ajuda à consciencialização de uma identidade ancestral; por outro, pela forma inteligente como se posiciona perante a sua comunidade alvo de leitores.
Atento ao meio que o rodeia, no qual faz questão de se integrar, e senhor de um clarividente sentido da realidade social, Cabanas nunca perde de vista o difícil objectivo de conciliar uma informação rigorosa com a condicionada diversidade dos seus destinatários, apelando à sensibilidade de todos e de cada um, tocando as cordas nos pontos mais convenientes para alcançar os seus desígnios.
O resultado é uma panorâmica multidimensional da aldeia, de onde é possível extrair alguns dos quadros mais pitorescos que marcaram a vida das nossas terras e aos quais um discurso versátil e visual empresta o som e o colorido que vivificam e nos devolvem o passado.» (Joaquim Nabais).
As pequenas histórias de pequenas aldeias povoadas por gente grande em sentimentos e honra a que o chamado mundo civilizado já não dá importância e tende a esquecer.
É nossa obrigação perpetuar o legado dos nossos antepassados não deixando morrer a nossa história e as nossas tradições.
jcl
Vai já no 12.º ano o convívio dos meimoenses, também festa da matança do «marrano», ao fim e ao cabo pretexto para se juntarem residentes e ausentes, «lisboetas», «franceses» e de outras paragens, num abraço de tradição, afectos e amizade.
Este ano a freguesia da Meimoa (concelho de Penamacor) tem dupla razão para festejar. O ano correu de feição para as escavações arqueológicas no vale da Canadinha, pondo a descoberto um lagar de azeite da época romana, cujos achados se expõem agora no Museu Mário Bento.
Como se isso não bastasse para uma pequena e pacata aldeia, António Cabanas, autor de «Carregos», estudo sociológico do contrabando, apresenta no dia 2 de Novembro, «Meimoa de ontem e de hoje», um livro sobre a terra que o viu nascer. O autor pinta quadros pitorescos da história da aldeia numa panorâmica que nos remetem para um passado duro mas recordado com orgulhoAos momentos culturais somam-se outros ingredientes de não menos importância como a boa mesa da «matança do marrano», a já habitual noite de fados no salão da Junta de Freguesia e o tradicional magusto com castanhas do Sabugal.
A organização pertence à Junta de Freguesia da Meimoa e ao Centro de Dia São Domingos.
jcl
O Município de Penamacor geminou-se no sábado, dia 18 de Agosto, com Clamart, município francês, e abriu um gabinete de apoio ao emigrante penamacorense.
Foi o facto de muitos naturais e descendentes de Penamacor estarem radicados em Clamart, nos arredores de Paris, que levou os dois municípios a estabeleceram contactos, que culminaram num acordo de geminação.
A partir de agora haverá iniciativas de intercâmbio cultural e desportivo, que se realizarão periodicamente. Para além disso o edil penamacorense, Domingos Torrão, destacou também a permuta comercial como uma das vantagens do acordo de cooperação. Há produtos típicos de Penamacor que agora têm uma porta aberta para a sua venda em França. Também o turismo do concelho poderá obter vantagem, pois a cooperação com Clamart potenciará as visitas à serra de Malcata, aos monumentos históricos e a outros lugares de interesse. Uma comitiva francesa esteve presente no acto solene da geminação
O estabelecimento de acordos de cooperação com outras terras com as quais Penamacor tem ligações parece ser uma das linhas de actuação a que o edil dá importância, como forma de afirmação do município raiano. Recorde-se que há pouco tempo também foi notícia a intenção de Penamacor se geminar com a vizinha povoação espanhola de Valverde del Fresno.
No mesmo dia da geminação com Clamart foi inaugurado um gabinete de apoio ao imigrante, no qual o cidadão será atendido para tratar dos seus assuntos ou para prestação de informação. O novo espaço vai funcionar no edifício dos Paços do Concelho.
plb
Como corolário das históricas relações de vizinhança entre as duas povoações raianas os seus autarcas manifestaram a intenção de proceder em breve à geminação.
O Presidente da Câmara de Penamacor, Domingos Torrão, e a alcaldesa de Valverde del Fresto manifestaram a intenção de celebrarem em breve um protocolo de geminação entre as duas localidades, em homenagem às fortes relações históricas entre Portugal e Espanha. Ambos os autarcas vêm na geminação uma oportunidade para aprofundar ainda mais a cooperação existente.
O jornal Reconquista, de Castelo Branco, dá destaque na edição de 27 de Julho a este assunto, revelando as expectativas da alcaldesa de Valverde del fresno, Ana Isabel López. A mesma pretende aproveitar a existência de programas transfronteiriços proporcionados pela União Europeia para fazer obra. «Creio que era preciso aprofundar a relação» disse a autarca, lembrando as dificuldades que no passado se colocavam ao relacionamento entre as duas localidades. A autarca destacou o facto de hoje haver uma ponte internacional a ligar as duas margens do rio Torto e o bom estado dos 30 quilómetros de estrada que ligam as duas localidades. «Antes vir a Penamacor era uma aventura», disse a alcaldesa que elogiou o poder local deste lado da fronteira.
O semanário expõem ainda o percurso político de Ana Isabel López, recentemente eleita pelo Partido Socialista Espanhol (PSOE) e revela que da infância e juventude recorda as viagens até Penamacor onde havia quase sempre uma paragem no café Central para comer codornizes assadas. Hoje em dia o sentido é inverso e são mais os penamacorenses que vão até Valverde à procura das famosas gambas do Inocêncio. Valverde del Fresno é uma localidade espanhola com cerca de dois mil e 600 habitantes, estando inserida na província de Cáceres.
Este é um bom exemplo do que se pode fazer no concelho do Sabugal, em que as relações transfronteiriças são também intensas, mas onde apenas os Fóios, geminando-se com Eljas, demonstrou a pertinência da formalização de acordos de relacionamento institucional.
plb
A quinta edição da FACEP-Feira de Actividades Económicas de Penamacor decorre entre 13 e 15 de Julho no Terreiro de Santo António e conta com a presença de cerca de 120 expositores.
A abertura oficial está marcada para as cinco e meia da tarde ao som da Banda Filarmónica da Aldeia de João Pires e a noite será animada com o cantor Roberto Leal.
A quinta edição do evento conta com cerca de 120 expositores de artesanato e produtos regionais na sua grande maioria do distrito de Castelo Branco.
Pelas 10 horas de sábado, 14 de Julho, o salão nobre dos paços do concelho acolhe o colóquio «Associativismo e Desenvolvimento Rural». Na parte da tarde após a reabertura da feira há demonstração de cães-guias de rebanhos com a presença dos dois únicos treinadores portugueses.
Em paralelo os restaurantes e as tasquinhas presentes no recinto da feira farão a promoção de pratos confeccionados à base de borrego churro, uma raça quase exclusiva do concelho de Penamacor e que já esteve praticamente extinta.
Para domingo está previsto um festival de etnografia e folclore com a actuação de todos os grupos do distrito envolvendo mais de três centenas de participantes.
jcl
Domingos Torrão, presidente da Câmara Municipal de Penamacor está determinado em fazer da vila raiana a grande referência em relação ao lince ibérico que apesar de estar em vias de extinção pode voltar a povoar o habitat da Serra da Malcata.
Aproveitando a visita da governadora civil de Castelo Branco ao concelho de Penamacor, no dia 21 de Junho, o presidente do município considerou que a aposta na Reserva Natural da Serra da Malcata é a opção natural do concelho de Penamacor. Tem de haver um esforço de requalificação da reserva, e tem de se apostar no regresso do lince. O objectivo é atrair visitantes e gerar mais riqueza para a região.
Segundo a última edição do semanário Povo da Beira, a governadora deu uma ajuda às intenções do autarca e lançou mesmo a questão: «Se o lince pode aparecer no Algarve, porque não pode vir para Penamacor?».
Já Domingos Torrão empenhou-se em defender o desenvolvimento do concelho aproveitando as potencialidades da Reserva, que não deve estar sujeita a regras que impeçam o seu aproveitamento. O lince, sendo a imagem de marca da Reserva, pode ser também a referência principal de Penamacor. Daí a defesa e o empenho em tornar Penamacor na capital do lince.
Alzira Serrasqueiro passou por diversos ponto do concelho, visitando o Parque Eólico de Santo André, entre Penamacor e Sabugal, onde se pretendem colocar 60 aerogeradores. Considerou importante a aposta do concelho nas energias renováveis, mesmo vindo-se a ocupar uma parte da reserva da Malcata, porque é necessário manter os parques protegidos e impedir a entrada daquilo que os pode vir a destruir, como a especulação e a invasão de território, mas sem fundamentalismo, para que a área não se transforme num espaço fechado, pobre e sem perspectivas de desenvolvimento.
plb
Penamacor realiza em Julho mais uma edição da Feira de Actividades Económicas, pela qual conta promover a economia concelhia.
A próxima edição da Feira de Actividades Económicas de Penamacor ocorrerá entre os dias 13 e 15 de Julho. Trata-se de um prestigiado certame comercial e agrícola, que se realiza pela quinta vez consecutiva. A organização é da Câmara Municipal e conta com uma grande variedade de actividades, que vão desde a exposição de produtos regionais, à realização de um ciclo de conferências sobre o desenvolvimento local. Haverá ainda diversos espectáculos musicais, actividades de entretenimento, mostra de gastronomia e um vasto leque de iniciativas de índole cultural.
A feira de actividades constitui uma forma de afirmação do concelho raiano de Penamacor, que vai demonstrando uma crescente capacidade de produção, remetendo para longe os tempos em que Penamacor era uma pequena e quase desconhecida vila da Beira Baixa.
No referente ao cartaz musical da Feira, destacam-se a actuação de Roberto Leal na noite de 13 de Julho, na abertura do certame, e de José Cid, que actuará na noite seguinte. No último dia, 14 de Julho as atenções centrar-se-ão no Festival de Etnografia e Folclore, que juntará os diversos grupos etnográficos do concelho.
plb
O Município de Penamacor aprovou em reunião do executivo camarário por unanimidade uma moção reivindicando a criação de uma associação integrada para a zona da Serra da Malcata, que será enviada ao Ministro da Agricultura.
Segundo noticia o jornal Reconquista, de Castelo Branco, na edição de 8 de Março, a Câmara Municipal de Penamacor fez uma recomendação ao Ministério da Agricultura para a criação da «Acção Territorial Integrada do sítio Malcata». A iniciativa é uma reacção às enormes restrições impostas nos territórios que integram a rede nacional de áreas protegidas, onde se inclui a Reserva Natural da Serra da Malcata e o sítio Malcata da Rede Natura 2000.
Para o Município as apertadas regras em vigor põem muitas vezes em causa a viabilidade e as perspectivas de desenvolvimento de algumas actividades. A própria fixação da população nas aldeias incluídas na Reserva está posta em causa com as incompreensíveis restrições a que está sujeita a actividade económica.
A moção defende que «não poderão ser as respectivas populações as únicas responsáveis por ónus da sua preservação, devendo antes o País e a Europa solidarizar-se com a mesma».
Recorde-se que no início do ano, numa atitude crítica em relação à forma como a área protegida está a ser administrada pelo Instituto de Conservação da Natureza, o edil do Sabugal (Manuel Rito Alves) e o de Penamacor (Domingos Torrão) manifestaram estar dispostos a assumir directamente a gestão da Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM).
plb
Alfredo Bastos, antigo bibliotecário, polícia e bancário, quer criar um museu dedicado a Santo António no Meimão, sua terra de afeição, reunindo o que ao longo da vida coleccionou sobre o santo lisbonense, de quem é especial devoto.
A notícia vem no jornal Reconquista, de Castelo Branco, na edição de 25 de Janeiro, e dá conta de um coleccionador que quer doar o seu acervo à aldeia onde passa grande parte da sua vida. Ao longo de 40 anos coleccionou azulejos, postais, velas, pratos, recortes de jornal, calendários, fotografias, medalhas, cautelas de lotaria, moedas e cerca de três centenas de livros com referências a Santo António.
Alfredo Bastos é natural de Coimbra e a sua ligação ao Meimão resultou do casamento com uma natural da freguesia. Hoje divide-se entre a cidade dos estudantes e a aldeia serrana, na casa que foi dos sogros e que recuperou. O gosto pela terra de adopção levou-o a entrar na política local, integrando hoje a Assembleia de Freguesia e colaborando na organização da biblioteca da aldeia e no boletim informativo, lançado recentemente pela Junta de Freguesia. Mas Alfredo Bastos quer ir mais longe, contribuindo para a criação de um museu etnográfico: «A ideia é recolher todos os objectos antigos que há na aldeia para, sobretudo, trazer cá pessoas», declarou ao Reconquista.
Sendo Santo António é um dos padroeiros do Meimão, a doação da sua colecção à freguesia faz todo o sentido. A Junta disponibilizou o espaço e o transporte, pelo que o museu temático será em breve uma realidade.
plb

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