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No rescaldo do recente ciclo eleitoral vale a pena reflectir sobre a forma como as eleições traduzem o estado actual da democracia portuguesa. Considerado o menos imperfeito dos regimes políticos, a democracia revela-se em toda a sua imperfeição. Olhando, para o preocupante problema da abstenção, sintoma dessa imperfeição, não restam dúvidas que o interesse dos eleitores é inversamente proporcional à distância do poder em causa. Por outro lado o alheamento tende a aumentar sempre que aumenta a complexidade do juízo político. Tome-se como exemplo o referendo sobre o aborto, que introduziu na discussão política questões éticas e científicas, difíceis de entender pelo cidadão comum.
Compreende-se, por isso, o debate ocorrido em redor da conjugação das datas das recentes eleições legislativas e autárquicas, onde uns e outros se mostraram a favor ou contra a sua simultaneidade. É que nas autárquicas, ao contrário das legislativas, a abstenção desce para níveis mínimos, que chegam por vezes a reflectir apenas o absentismo. Seria ingenuidade pensar-se que, por detrás da posição dos partidos sobre a referida simultaneidade, estivesse a nobre preocupação pelo aperfeiçoamento democrático e pelo combate ao abstencionismo, e não o cálculo frio da vantagem dos votos.
Deixando as análises nacionais para melhores e mais abalizados comentadores, centremo-nos nas autárquicas e na região, escalpelizando um pouco formas, detalhes e resultados políticos. Desde logo, pense-se no efeito de arrastamento: a vitória do PS nas legislativas terá ou não beneficiado os candidatos do PS às autarquias? Embora em pequena escala, pensamos que sim, como pensamos que se as duas eleições tivessem ocorrido em simultâneo, o efeito teria sido maior. Enganaram-se, portanto, nas posições que previamente assumiram, os dois partidos do poder. Grato deverá estar o PSD a Cavaco Silva, que, embora desejoso em lhe fazer a vontade, fez o oposto para não ser acusado de parcialidade. O PS, pelo contrário, que só teria a ganhar com a conjugação e a rejeitou, pode queixar-se de si próprio, por se esquecer da volatilidade do fenómeno político.
Voltando ao dito arrastamento, parece óbvio que começa a ter cada vez menos efeitos. Veja-se a distinção que o eleitorado fez em muitas mesas de voto, nas autárquicas, votando de forma diversa para a Assembleia de Freguesia, Câmara e Assembleia Municipal, sintoma de maturidade democrática, mas também prova de que, mais que os partidos, cujo papel organizativo e de mobilização não se pode sonegar, são as pessoas que ganham as eleições. Registe-se ainda o caso da Covilhã, que deu ao PS uma larga maioria nas legislativas e deu a Carlos Pinto do PSD uma esmagadora vitória duas semanas depois.
Não se pense pois que o eleitorado não sabe o que quer. É verdade que ao nível local o jogo é outro, é mais terra a terra, mais porta-a-porta, mais voto a voto, pressiona-se, marca-se à zona. Por essa razão, ter bons pontas-de-lança, leia-se estrategas, personagens influentes e candidatos ganhadores às Juntas de Freguesia, é meio caminho andado para ganhar a Câmara. Quem não conhecer a cartilha é melhor que fique em casa. Algumas forças políticas apenas vêm à tona de quatro em quatro anos, o que é insuficiente para ganhar eleições. As sociedades não vivem só de política, há mais vida para além do poder. Ganha-se traquejo e notoriedade nas causas públicas, nas colectividades e noutras organizações de fins não lucrativos. Se alguns aparelhos partidários locais são bons exemplos de organização e dinamismo, promovendo debates temáticos, jornadas e outros eventos, outros apagam-se a seguir às eleições e nem sequer elegem as respectivas lideranças.
O suposto resquício do antigo regime de que os dinossauros se poderiam eternizar no poder sem que nada os fizesse apear, começa a cair por terra, como o demonstraram os eleitores da Mêda e de vários outros municípios do país. Paradigmático parece ter sido o caso de algumas autarquias comunistas em que já se confundia o partido com a Câmara e que também mudaram de mãos. Convém realçar que, às vantagens óbvias do exercício do poder, se opõem as desvantagens do desgaste, ainda que nos dois distritos beirões a balança pendesse para os «instalados», apenas com uma mudança a Sul e três a Norte.
Lição não menos importante a reter é que não basta escolher pessoas e equipas competentes. Para se chegar ao poder é preciso ganhar eleições, e, nesse capítulo, quantas vezes a popularidade de um candidato chega e sobeja para os melhores argumentos de adversários competentes. Não querendo referir exemplos, atente-se nos acusados e até condenados por crimes graves que continuam impávidos e serenos a merecer a confiança dos eleitores.
Os independentes, inovação das autárquicas de 2001, em que Penamacor escreveu uma página merecedora de análise sociológica, e os partidos da terra, muleta dos que não têm partido, vieram baralhar um pouco as contas. Em geral, uns e outros emergem das divisões fratricidas dos partidos, das facções não alinhadas. Por falta de apoios e de aparelhos, as suas possibilidades de êxito são reduzidas. Em alguns casos mais não fazem que «entregar o ouro ao bandido», leia-se, dar a vitória aos adversários de ideologia, como foi o caso de Oliveira do Hospital, nas recentes eleições.
O Sabugal teve também notas curiosas, com protagonistas de direita apoiando candidatos de esquerda e vice-versa, nada estranho a outros azimutes. Nem precisamos de ir mais longe, recorde-se Penamacor quatro anos antes, em que vários elementos do PS passaram para a coligação de direita, enquanto os independentes apoiados pelo PSD passaram para o PS. Uma simples troca de posições! Confrontado com o epíteto de vira-casacas, dizia-me há dias um amigo que a única camisola que tinha era a do Benfica e nem sabia explicar porquê!
Para finalizar esta brevíssima e despretensiosa análise sou de opinião que, nestas autárquicas, houve generalizadamente pouco arrojo dos partidos políticos. Face ao limite de mandatos, impunha-se já alguma coragem, não deixar todo o jogo para daqui a quatro anos, em que se prevê um verdadeiro terramoto.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
kabanasa@sapo.pt
«Há mais vida para além do poder» e… há mais vida para lá da Malcata. As nossas boas-vindas a este espaço de livre opinião ao político e homem de cultura António Cabanas, vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor. Bem-haja pela disponibilidade e pela amizade.
jcl e plb
No último fim-de-semana de Junho o Festival da Comenda na praia fluvial da Meimoa, no concelho de Penamacor, é o lugar certo para aliviar do stress. Um arraial popular, festival de folclore, danças e canções tradicionais, percursos pedestres e provas de btt vão animar a Princesa da Cova da Beira.
O Festival da Comenda na Meimoa, concelho de Penamacor, está marcado para o último fim-de-semana de Junho. Nos dias 27 e 28 a praia fluvial da Meimoa é o lugar certo para aliviar do stress do dia-a-dia
A Meimoa, princesa da Cova da Beira, é um lugar paradisíaco no Verão e o mais fresco da Beira Baixa e já há quem lhe chame a Cascais da Beira Baixa.
No sábado à noite, a partir das 21 horas, deliciem-se a ver e ouvir as danças e canções tradicionais no Festival de Folclore com as participações dos Narcisos de Manteigas, do Rancho Folclórico de Cebolais, Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr e os Grupo de Cantares do Meimão e da Meimoa.
No domingo comece a manhã a pedalar (ou a caminhar) e ganhe uma bicicleta, um capacete, uma t-shirt e o almoço por 70 euros. Pode inscrever-se já comodamente na Internet.
Entretanto satisfazendo o pedido de muitas pessoas haverá um percurso pedestre ao longo das margens do rio para os que não sabem andar de bicicleta com direito a almoçar por apenas 10 euros. Em alternativa os participantes podem almoçar nos dois excelentes restaurantes da Meimoa.
Ao fim da tarde estão todos convidados para ser divertirem no arraial dos Santos Populares da Praia Fluvial.
Juntam-se neste evento uma série de circunstâncias que o tornam muito atractivo: Meimoa foi Comenda da Ordem de Avis durante mais de 400 anos e sobre ela se prepara um livro para este ano, razão mais do quesuficiente para a designação do evento; durante a tarde, quem for amante da náutica poderá ir até à Barragem da Ribeira da Meimoa e aí passar a tarde a refrescar-se; à noite haverá arraial dos santos populares com as tradicionais sardinhadas e fogueira popular; na noite do dia anterior (27 de Junho) haverá na aldeia, um vistoso e alegre festival de folclore, com cinco grupos de dança e cantares; poderá ainda saborear a gastronomia local, feijoada, ensopado de borrego e outras iguarias servidas na praia ou nos dois restaurantes da aldeia. Tudo isto no espaço encantador e repousante da praia fluvial da Meimoa. A organização está a cargo da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa Amigos da Meimoa, da Junta de Freguesia da Meimoa, do Centro de Dia São Domingos da Meimoa e do Grupo de Cantares da Meimoa e o apoio da Câmara Municipal de Penamacor.
Não há, portanto, qualquer desculpa para se ficar em casa a matutar na crise! Venha à Meimoa e divirta-se!
Atenção que já faltam poucos dias para encerrar as inscrições do «Bike da Comenda».
Para mais informações consulte a página do Festival. Aqui.
António Cabanas
Há 17 anos, na Primavera de 1992 fiz a rodagem do meu carro até ao Sabugal e daí encetei uma viagem, por estradas secundárias pela Sierra de Francia até Miranda del Castañar e Peña de Francia, tendo como acompanhantes um casal de sabugalenses e um dos meus filhos que filmou grande parte da viagem.
Resumidamente o trajecto foi o seguinte: Sabugal, Meimão, Penamacor, Valverde del Fresno, Hoyos, Vilasbuenas da Gata, Herman-Perez, Vilaneuva de la Sierra, Pinofranquiado, Caminomorisco, So(i)toserrano, Cepeda e Miranda del Castañar (que visitamos) e finalmente subimos a Peña de Francia (Penha de França).
A Sierra de Francia é um atractivo turístico por excelência e veste-se de verde principalmente na Primavera. A sua complexa geografia com altos cumes, vales profundos, declives e encostas, beneficia quer do clima atlântico quer do mediterrânico.
Nas suas terras encontra-se a mais variada vegetação em que convivem a natural e a introduzida pelo Homem numa panóplia de espécies que transformam o solo num apreciado jardim que os salamantinos chamam «un paraíso cercano».
Miranda del Castañar (em português-Miranda do Soito de Castanheiros) é uma vila, de rara beleza, construída no cimo de uma colina, a partir da qual se pode avistar grande parte da Serra. Possui um castelo do Séc. XIV e á frente do castelo encontra-se a mais antiga praça de toiros de Espanha. A povoação é amuralhada e de ruas compridas e estreitas.
A Peña de Francia é uma montanha com 1783m2 e um lugar de culto há muitos séculos, onde veneram a imagem da Virgem Negra que se encontra no Santuário ou Mosteiro existente no cume da montanha. Para chegar lá, foi preciso um pouco de coragem porque o acesso é muito íngreme, tortuoso e estreito. Ainda havia bastante neve o que dificultou a subida de carro e por desconhecimento abordamos o pior caminho.
Chegados lá, só encontrámos dois ou três visitantes. Foi-nos dito pelo monge dominicano, responsável pelo Santuário que no Verão é que aportam muitos peregrinos. Contou-nos as origens da devoção a esta imagem que remontam há Idade Média e as peripécias por que passou e caminhos que percorreu um jovem até encontrar a referida imagem.
De regresso apanhamos a melhor descida no sentido das povoações de El Cabaco, El Mailo, Moras Verdes, Tenebron, Ciudad Rodrigo, Fuentes e Vilar Formoso.
Para quem quiser visitar este santuário (espero, que passados 17 anos os itinerários estejam melhorados) o mais rápido deve ser de Ciudad Rodrigo, seguir no sentido de Béjar, passar por Moras Verdes, El Mailo e no próximo cruzamentos seguir á direita conforme indicação da placa «Peña Francia». Boa Viagem.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
Em tempos, julgava que o Meimão era uma das quarenta freguesias do Sabugal. Fica mais próxima deste concelho, que de Penamacor de que dista 30 quilómetros a norte; a Secção da GNR pertencia ao Posto da GNR do Sabugal e anda hoje à diocese da Guarda.
No entanto esta freguesia, pertence e sempre pertenceu ao concelho de Penamacor, sendo uma das suas 12 freguesias. Actualmente não deve ter mais de 500 habitantes.
O que me levou a debruçar sobre o Meimão, prende-se com as seguintes razões:
– É a freguesia, deste concelho, no coração da Reserva da Malcata, que fica mais a norte da Beira Interior Sul, na zona de transição entre a também chamada Terra Fria e as regiões do Sul. Confina com as Terras do Riba Côa e portanto a ultima freguesia a Nordeste do distrito de Castelo Branco. Os seus limites dividem águas, umas a caminho do Rio Douro, outras para Sul, a desaguar no Rio Zêzere que as leva para o Rio Tejo. É aqui também (à semelhança de Quarta-Feira) que a zona de montanha se separa da depressão da Cova da Beira. O clima é igualmente de transição, com Verões demasiado quentes e Invernos frios, mas cujos nevões não atingem a intensidade dos do Sabugal. Abunda o castanheiro, o carvalho e o medronheiro que coabitam com a oliveira, alguns sobreiros e azinheiras;
– É a freguesia das redondezas (até prova em contrário) onde se encontram mais rapazes solteiros (42) contra uma única solteira que ainda por cima namora rapaz de «fora» (vidé: Reportagem da SIC);
– Ser demasiado redundante falar unicamente nesta rubrica «Terras entre Côa e Raia» quando os nossos vizinhos têm tantas afinidades connosco;
– Porque qualquer povoado por mais pequeno que seja, tem a sua história, costumes, hábitos e tradições, em muito semelhantes às freguesias circundantes mas com algumas particularidades e evolução social e económica que merecem divulgação.
Segundo Joaquim Tomás, com raízes em Meimão, «a história de Meimão é caracterizada por duas fases bem distintas, um longo período de isolamento e obscurantismo até meados do Sec.XX. Outra, nas últimas décadas, em que se transformou num das aldeias modelo do concelho, com acontecimentos ligados à presença do Padre José Miguel Pereira (natural do Soito) e à construção da barragem».
Geograficamente, o Meimão, situa-se num vale profundo, num dos contrafortes da Serra da Malcata, zona também raiana, é atravessado pela Ribeira do Arrebentão, afluente da Ribeira do Alízio (mais conhecida por ribeira da Meimoa).
Está situado entre quatro montes com altitudes superiores a 800 metros, escondendo a povoação (visto de cima, Meimão parece estar no fundo de um alguidar conforme descrição do Pe. António Marques).
Para lá chegar, vindo do Sul, em Penamacor segue-se para Norte no sentido Sabugal e corta-se à direita pela estrada da Carreira de Tiro. Vindo do Sabugal apanha-se a EN233 em direcção a Penamacor e ao 5,5 km vira-se à esquerda para Meimão (Guia Turístico de Manuel da Silva Ramos). Assim, só se entrava e só se saia do Meimão, por itinerários acidentados e íngremes, mas é esta particularidade, que lhe confere características próprias.
Mas actualmente para quem não tem viatura TT, para chegar lá, o acesso é fácil a partir da EN322, passando junto ao paredão da barragem, pela margem direita da Ribeira do Alízio.
Demasiado afastada dos centros urbanos e das redes de comunicação, Meimão tem sofrido, ao longo dos anos as consequências da interioridade e do isolamento (M. Lopes Marcelo, 1993) O isolamento era de tal ordem que constituía uma fatalidade. Ninguém se referia a ela, quando por ela passava. A descrição mais representativa, com que termino, é de Alexandre Herculano, que por volta de 1853, refere nos seus apontamentos de viagem pelo país o seguinte:
«…paramos para almoçar do farnel na aldeia da Orgueira (…) Saindo da vila [Sabugal] em direcção a Penamacor, caminhamos por entre matas cerradas de carvalhos (…) entra-se na serra das Aguça doiras [local próximo, onde actualmente se encontra o depósito para abastecimento da água a Meimão], terreno inóspito, matos rasteiros, com raras excepções, tudo parece inculto, verdadeira imagem do deserto.Descida para um vale extenso [Ponte da Pedra] onde aqui e acolá no meio dos matos se vê raro olivedo ou campo cultivado: meia légua pelo vale abaixo, a pequena aldeia da Meimoa. Aí comemos queijo e peras numa taberna.»
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
A 26.ª edição do Raid Transportugal Accenture vai percorrer os tesouros naturais da Beira Alta e da Beira Baixa nos dias 20 e 21 de Setembro. A Serra da Malcata, o Sabugal e a aldeia histórica de Sortelha, com paragem para almoço, fazem parte do itinerário deste ano.
As paisagens raianas vão servir de cenário à passagem dos participantes na 26.ª edição do Transportugal Accenture que decorre no sábado e domingo, 20 e 21 de Setembro, organizado pela Megre Motorsport e pelo Clube Aventura.
A edição de 2008 apresenta um percurso mais curto dividido em duas etapas de 200 quilómetros com três exercícios de regularidade e um de navegação e inclui a passagem por dois troços todo-o-terreno (um rápido e outro trialeiro de montanha) que têm sido utilizados no Rali Transibérico. Transposição de obstáculos e diversos obstáculos de campo farão também parte da ementa desta expedição.
No sábado o almoço será em Sortelha depois de 100 quilómetros de pistas com partida de Monfortinho e passagem por Aranhas, Penamacor, Meimoa, Meimão, Malcata, Sabugal e Sortelha. Na parte da tarde os concorrentes passam por Proença-a-Velha, Idanha-a-Velha e chegada a Monfortinho.
No domingo, segundo dia da competição, o percurso está marcado entre Monfortinho, Penha Garcia, Salvador, Penamacor e aldeia de Águas com paragem para almoço. Antes do regresso a Monfortinho por Medelim e Monsanto os participantes terão oportunidade de visitar em Águas a Feira do Coleccionismo e do Veículo Antigo da Beira Baixa e a exposição de viaturas clássicas, miniaturas, brinquedos e vários outros objectos coleccionados por José Megre.
jcl

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