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António Ruas, presidente da Câmara Municipal de Pinhel, substituiu José Manuel Biscaia na presidência da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB), na sequência da Assembleia Electiva realizada no dia 12 de Novembro.

António RuasAntónio Robalo, presidente da Câmara do Sabugal, também integra o conselho directivo da AMCB, enquanto vogal. Para a presidência da Assembleia ficou eleito Domingos Torrão, presidente da Câmara Municipal de Penamacor.
Os 16 autarcas presentes, em representação dos Municípios que constituem a AMCB, escolheram unanimemente a única lista candidata. Curiosamente, o concelho directivo integra apenas uma câmara pertencente ao distrito de Castelo Branco e representativa da Cova da Beira propriamente dita, a do Fundão, representada pelo seu presidente, Manuel Frexes. Os restantes eleitos para a direcção são todos do distrito da Guarda (Pinhel, Guarda e Sabugal). Já na Assembleia, predominam os Municípios do distrito de Castelo Branco (Penamacor, e Belmonte), em detrimento do da Guarda que tem apenas um representante (Celorico da Beira).
A AMCB foi fundada em 1981, por decisão dos Municípios de Belmonte, Covilhã, Fundão e Penamacor, com o objectivo de resolver o problema dos resíduos sólidos urbanos produzidos nos quatro concelhos. Posteriormente, aderiram à Associação os Municípios de Manteigas e Sabugal e oito municípios do distrito da Guarda: Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Meda, Pinhel e Trancoso.
Curiosamente a Covilhã, que fora um dos Municípios fundadores, abandonou posteriormente a AMCB por divergências insanáveis, protagonizadas pelo autarca Carlos Pinto.
José Manuel Biscaia, o presidente cessante, deixou a presidência após nove anos, depois de ter perdido a disputa eleitoral no seu concelho, Manteigas, em favor de Esmeraldo Carvalhinho. O ex-presidente da Câmara de Manteigas tinha sucedido a António Dias Rocha (presidente da Câmara de Belmonte). O primeiro líder da AMCB foi Jorge Pombo, enquanto presidente da Câmara da Covilhã.
plb

«Estelas e Estátuas-menir da Pré à Proto-História» é o tema das quartas Jornadas Raianas que vão decorrer nos dias 23 e 24 de Outubro no Auditório e Museu do Sabugal organizadas pela empresa municipal «Sabugal+».

4.ª Jornadas RaianasAs quartas Jornadas Raianas abordam este ano as «Estelas e Estátuas da Pré à Proto-História» resultando a respectiva organização da colaboração entre o Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e do Porto, a Câmara Municipal e do Sabugal e a empresa municipal «Sabugal+».
As comunicações científicas serão apresentadas por reconhecidos especialistas portugueses e espanhóis. No sábado os participantes visitam a exposição temporária no Museu do Sabugal com as novas estelas e ao final do dia deslocam-se ao Fundão para visitar o Museu Arqueológico Municipal José Monteiro encerrando as jornadas do primeiro dia com um jantar oferecido pelo Município do Fundão.
Programa das Jornadas que vão decorrer nos dias 23 e 24 de Outubro no Auditório e Museu do Sabugal:
Sexta-feira, 23 – 9.30 horas, recepção e entrega da documentação aos participantes; 10.00, sessão de abertura; 10.30, Primitiva Bueno Ramírez; Rosa Barroso; Rodrigo Balbín — Identidades y estelas en el Calcolítico peninsular; 11.00, Marta Díaz-Guardamino — Iconografia, lugares e relações sociais: Reflexões em torno das estelas e estátuas-menir atribuídas a Idade do Bronze na Península Ibérica; 11.30, Pausa para Café; 12.00, André Tomás Santos; Raquel Vilaça; João Nuno Marques — A propósito de duas novas peças insculturadas pré-históricas da região do Sabugal (Beira Interior, Portugal); 12.30, Visita à exposição temporária com as novas estelas e à exposição permanente do Museu do Sabugal; 13.30, pausa para almoço; 15.00, João Luís Cardoso; João Carlos Caninas; Francisco Henriques; Mário Chambino — A estela antropomórfica dos Zebros 2 (Zebreira, Idanha-a-Nova); 15.30, Domingos Jesus da Cruz; Santos; André Tomás Santos — As Estátuas-menir da Serra da Nave (Moimenta da Beira, Viseu); 16.00, Maria de Jesus Sanches — As estelas de Picote – Miranda do Douro no conjunto das estelas da Pré-história em Trás-os-Montes; 16.30, pausa para café; 17.00, Mário Varela Gomes — Estátuas-menir da Região de Évora. Novos testemunhos, novas problemáticas; 17.30, debate sobre a notícia do achado da estátua-menir de Corgas (Donas, Fundão); 19.00, visita ao Museu Arqueológico Municipal José Monteiro e jantar oferecido pelo Município do Fundão.
Sábado, 24 – 9.30, Eduardo Galán — Nuevos hallazgos sobre viejas ideas. Tipologia, distribución y elementos atípicos en las estelas del Suroeste; 10.00, Sebastián Celestino Pérez; José Ángel Salgado Carmona — Nuevas metodologías para la distribución espacial de las estelas del Suroeste. Nuevos símbolos para su interpretación; 10.30, Lara Bacelar Alves; Mário Reis — Memoriais de pedra, símbolos de Identidade. As estelas decoradas de Cervos (Montalegre); 11.00, Pastor Fábrega Alvarez; João Fonte; Francisco Javier González Garcia — Guerreiros na paisagem: análise dos factores de localização espacial das estátuas-menir; 11.30, pausa para café; 12.00, Primitivo Sanabria Marcos — La estela decorada del Puerto de Honduras (Cabezuela del Valle, Cáceres); 12.30, Raquel Vilaça; André Tomás Santos; Sofia de Melo Gomes — As estelas de “Pedra da Atalaia” (Celorico da Beira, Guarda); e 13.00, debate e encerramento dos trabalhos.
jcl (com «Sabugal+»)

Os mapas interactivos do Plano Director Municipal (PDM) do Sabugal e dos outros 12 concelhos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) podem ser consultados através da Internet.

SIG - AMCBEm declarações à agência Lusa, Jorge Antunes, responsável pelo departamento de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) da AMCB explicou que «qualquer municípe poderá, por exemplo, editar on-line a delimitação de uma parcela de terreno, calcular distâncias e áreas ou imprimir uma planta de localização».
Estão disponíveis os planos directores do Sabugal, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Penamacor e Trancoso. Cada município tem uma hiperligação na sua página que redirecciona o utilizador para o portal da AMCB onde está a informação.
A disponibilização dos PDM na Internet responde a uma imposição legal (Lei n.º 56/2007) e, de acordo, com informações fornecidas pela o projecto global está orçado em meio milhão de euros e é co-financiado pelo Programa Operacional da Região Centro – MaisCentro.
A solução implementada permitirá aos municipes dos 13 concelhos fazer uma consulta prévia a um PDM, tendo como ponto de partida um determinado ponto ou localização no território. Após a identificação da localização da pretensão é possível cruzar esta informação com as classes de espaço, com o regulamento e limitações do PDM e imprimir a informação para o processo de viabilidade de transformação do terreno rústico.
No futuro o sistema irá permitir fazer pesquisas, visualizar e consultar os processos de obras das Câmaras Municipais.

Página da AMCB com o SIG. Aqui.
Página da Câmara Municipal do Sabugal com o PDM on-line. Aqui.
jcl

O escritor José Saramago vai iniciar esta quinta-feira, 18 de Junho, a partir de Lisboa o percurso de Salomão, no seu mais recente livro «Viagem do Elefante», rumo à fronteira luso-espanhola. O convite partiu da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo que viu o nome da localidade destacado na obra do Prémio Nobel. O trajecto do elefante Salomão incluiu, também, Sortelha e Sabugal na sua longa viagem até à corte austríaca.

A leitura atenta do livro «A viagem do elefante», onde Figueira de Castelo Rodrigo ocupava lugar de destaque, levou a Câmara Municipal local a convidar o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, para uma visita à aldeia histórica.
De acordo com informações do município de Castelo Rodrigo à Agência Lusa, José Saramago aceitou o repto e deverá chegar a Castelo Rodrigo, ruínas do Palácio Cristóvão de Moura, cerca das 17.30 horas desta quinta-feira, para aí pernoitar. No dia seguinte o escritor seguirá a rota da «A Viagem do Elefante» com destino a Valladolid.
Segundo a Fundação José Saramago, o autor elaborou um itinerário pela «rota portuguesa de Salomão», que parte de Lisboa (Belém) no dia 18 de Junho, e passa por Constância, Castelo Novo, Fundão, Sortelha, Sabugal, Cidadelhe e Figueira de Castelo Rodrigo.
A ideia para o romance, ou conto como lhe prefere chamar o autor, surgiu de um acaso. Quando estava num restaurante em Salzburgo, chamado «O Elefante», José Saramago reparou numa pequena escultura em madeira da Torre de Belém e é informado que tal se deve ao registo de um itinerário feito por um elefante, que em 1551 foi de Lisboa a Viena como oferta do rei D. João III ao seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V. O animal vindo da Índia estava há dois anos em Lisboa, mais propriamente em Belém, e era desconhecido da maior parte dos europeus.
E é com base nesses escassos elementos e na sua poderosa imaginação que José Saramago desenvolve a sua mais recente obra «A Viagem do Elefante», escrita em condições de saúde muito precárias.
«[Contei esta história] em primeiro lugar, porque me apeteceu, e em segundo lugar, porque, no fundo (se quisermos entendê-la assim, e é assim que a entendo) é uma metáfora da vida humana», disse Saramago à agência Lusa. «Este elefante que tem de andar milhares de quilómetros para chegar de Lisboa a Viena morreu um ano depois da chegada e, além de o terem esfolado, cortaram-lhe as patas dianteiras e com elas fizeram uns recipientes para pôr os guarda-chuvas, as bengalas, essas coisas», referiu.
Em epígrafe, Saramago escreve: «Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam.» Esse sítio é a morte, explicaria mais tarde.
jcl

Defendi e defendo que as estratégias de desenvolvimento do Concelho do Sabugal e da Sub-Região onde se insere, devem apostar na cooperação transfronteiriça englobando os eixos urbanos Guarda-Covilhã-Fundão-Castelo Branco e Salamanca-Plasência-Cáceres.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Por isso, as páginas centrais do Diário de Notícias do passado dia 2 de Junho, subordinadas ao título «Cidades da Raia Ibérica querem falar a uma só voz» não podem deixar de ser lidas como um sinal de alerta e de profunda preocupação.
Na verdade, do texto escrito pela jornalista Paula Sanchez, retiram-se conclusões muito gravosas para o nosso Concelho. Assim, percebe-se que:
– Se pretende criar, a norte, uma ligação privilegiada em torno da reactivação da linha férrea entre o Pocinho e Barca d’Alva, com ligação a Salamanca;
– Se pretende aprofundar a ligação Castelo Branco – Portalegre – Cáceres – Plasência, que há dez anos constituíram o Triângulo Urbano Ibérico-Raiano (TRIURBIR).
Como claramente se percebe, o Sabugal e a Guarda ficam entalados entre estas duas formas de cooperação transfronteiriça, das quais não retiram, antes pelo contrário, quaisquer benefícios.
Assim, o reforço da ligação ferroviária e das relações económicas entre Salamanca e o Norte de Portugal, retirarão a importância que hoje assume a linha da Beira Alta, perspectivando um eixo de desenvolvimento transfronteiriço que «esqueça» a ligação à Guarda.
Por outro lado, a aposta de Castelo Branco num eixo virado a sul (Portalegre), retira claramente importância ao eixo Guarda-Castelo Branco.
Estes novos dados não podem ser ignorados pois eles condicionarão de forma muito intensa o futuro do nosso Concelho.
Questões como:
(i) o reforço do papel do porto de Aveiro, enquanto lugar natural de saída/entrada de mercadorias do Centro de Portugal e do Centro de Espanha;
(ii) a modernização da Linha da Beira Alta e da sua ligação àquele porto, numa perspectiva de transporte de mercadorias;
(iii) a consolidação e afirmação transfronteiriça da Plataforma Logística da Guarda (PLIE);
(iv) o reforço das relações do Centro do País com o Centro de Espanha;
(v) a procura de pontos de encontro/colaboração entre a Guarda, a Covilhã, o Fundão (no seio da Comurbeiras), mas sempre tentando chamar a este grupo Castelo Branco, eis um conjunto de questões a que o Sabugal não pode ficar indiferente.
O futuro do Concelho não é viável se nos considerarmos uma ilha isolada. Somos parte de uma realidade mais alargada e, se formos actores activos e inteligentes, poderemos ter um papel fundamental no desenvolvimento desta Região.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O segundo aniversário do Porsche Fans Portugal está marcado para os dias 27 e 28 de Junho na Serra da Estrela. As míticas máquinas vão passear-se pelas belas paisagens naturais de Belmonte, Fundão e Torre depois de se terem concentrado, em Maio, na região de Mafra para visitar a colecção de carros clássicos do engenheiro José Mira. Entretanto o presidente do clube, José Jacob, já mostrou interesse em voltar a organizar uma concentração no Sabugal em 2010…

Porsche Fans Portugal

As iniciativas do Porsche Fans Portugal – a próxima denomina-se «IX Encontro Porsche Fans -II Aniversário – 27, 28 Junho» – são momentos marcantes para os participantes, para os espectadores e para os organizadores e apoiantes.
O Capeia Arraiana dá a palavra a palavra José Jacob, porschista convicto, e presidente do Porsche Fans Portugal que lembra como tudo começou: «Vamos celebrar o nosso segundo aniversário. Comecei a trabalhar neste projecto no dia 5 de Julho de 2007. Sexta-feira, 6 de Julho, pelas 00.31 horas, o Porsche Fans Portugal nascia, e a aventura começava. O primeiro aniversário foi celebrado na Serra da Estrela nos dias 4, 5 e 6 de Julho de 2008. A concentração foi em Sortelha e depois partimos para Seia. Tivemos 18 carros.»
«Para este ano voltamos à Serra da Estrela, um local emblemático, que nos traz gratas recordações», revela o presidente do Clube Porsche Fans.
A concentração está marcada para o dia 27 de Junho no Hotel Varanda dos Carquejais. Após as boas-vindas será dada a saída para um passeio pela Serra da Estrela com almoço na Pousada Histórica de Belmonte. O passeio da parte da tarde inclui uma visita com lanche à Adega Quinta dos Termos e regresso ao hotel ao final do dia para jantar. O segundo dia o GPS indicará a direcção do Fundão onde terá lugar um slalom em espaço vedado com almoço no Restaurante Regional «O Mário».
O VIII Encontro Porsche Fans e Clássicos, no passado mês de Maio, levou os aficcionados até à zona de Mafra para visitarem o Museu de Carros Clássicos do engenheiro José Mira que marcou presença no Sabugal com dois Porsches e um Ford A.
Para José Jacob o encontro na zona de Mafra superou todas as expectativas. «Sabemos que fazer algo perfeito não é possível contudo por vezes sentimos que dificilmente poderemos melhorar algo. Neste grande encontro juntámos cerca de 100 automóveis, Porsches e Clássicos em geral, num evento nunca antes tentado em Portugal, e que resultou muito bem, numa simbiose perfeita entre máquinas e pessoas. Seria possível fazer melhor, ou termos mais sucesso? Não sei mas penso que dificilmente, tal o grau de satisfação que sentimos, neste evento, em que tudo funcionou, ainda melhor do que previsto. Ainda por cima todas as receitas recolhidas reverteram a favor das obras de restauro da Igreja da Azueira. Fez-me lembrar o Sabugal em Novembro de 2008, mas agora ainda numa escala maior, já que se no Sabugal tivemos cerca de 35 carros, aqui foram 100, e se no Sabugal não havia mais do que três clássicos, aqui passaram os 60, com os Porsches a atingirem a marca histórica de 37», concluiu José Jacob.
Entretanto o calendário provisório das actividades para 2010 do Porsche Fans Portugal inclui a II Concentração Ibérica Porsche Fans no concelho do Sabugal. Vamos tentar concretizar este desejo mútuo.

Ver reportagem do 1.º Aniversário do Porsche Fans Portugal Aqui.
Ver reportagem da visita ao Museu dos Clássicos de José Mira Aqui.

Porsches no Sabugal em 2010? É possível! Mas… sem neve e com muito sol!
jcl

O maior poeta português do século XX, Fernando Pessoa, era descendente de Custódio da Cunha, trineto do alcaide-mor do castelo de Alfaiates, Pêro da Cunha e de sua mulher Brites do Mercado, de família judia convertida, natural da vila de Alfaiates, no actual concelho do Sabugal.

Fernando PessoaUm rigoroso estudo da árvore geneológica do poeta e escritor Fernando Pessoa disponível no portal «geneall.pt» – base de dados com as árvores geneológicas de grandes nomes mundiais – «chega até» Manuel Pessoa (meados do séc. XVI), cuja filha, Francisca Pessoa, casou em Montemor-o-Velho em 1612 com Gaspar de Oliveira, pais de Madalena Pessoa. Esta casou com Custódio da Cunha Oliveira, natural de Alcaide. O sangue cristão-novo da família, que tanto destacou o poeta, deriva desta casamento, pois Custódio da Cunha Oliveira era trineto do alcaide-mor do castelo de Alfaiates, Pêro da Cunha, fidalgo da casa de D. Manuel I e de D. João III, e de sua mulher Brites do Mercado, de família judia, convertida, natural da vila de Alfaiates.
Custódio da Cunha e Madalena Pessoa foram pais de Sancho Pessoa da Cunha e de Manuel da Cunha Pessoa, ambos nascidos no Fundão. Manuel casou com Ana Nunes da Cunha e o filho de ambos, Diogo Nunes da Cunha Pessoa, casou com Rosa Maria Pessoa. Tiveram como descendente o médico Daniel Pessoa e Cunha que nasceu em Serpa e casou em Faro em 1808 com Joana Pereira de Araújo e Sousa, filha do militar brasonado José de Araújo e Sousa, natural de Arouca e de sua mulher Bárbara de Sequeira Mimoso, de ilustres famílias algarvias. Daniel Pessoa e Cunha e sua mulher foram pais do general Joaquim António de Araújo Pessoa (1813-1885), avô paterno de Fernando Pessoa.
O poeta e escritor Fernando António Nogueira de Seabra Pessoa nasceu no dia de Santo António, 13 de Junho de 1888, em Lisboa num prédio do Largo de São Carlos, em frente ao teatro do mesmo nome e perto da Igreja de Nossa Senhora dos Mártires.
Foi primogénito do casamento de Joaquim António de Nogueira Pessoa, natural de Tavira, funcionário do Ministério da Justiça e crítico musical no Diário de Notícias, com Maria Madalena Pinheiro Nogueira, açoriana da ilha Terceira. O pai do poeta faleceu em 1893 com tuberculose e três anos depois a família parte para Durban, na África do Sul, em consequência do segundo casamento da mãe de Fernando Pessoa com o cônsul português naquela cidade. Deste casamento a mãe de Fernando Pessoa terá mais cinco filhos.
Em 1905 a família regressa a Lisboa onde o poeta passa a viver e a trabalhar e onde escreve toda a sua obra até morrer solteiro e sem descendência em 1935.
O poeta acreditava na força da sua hereditariedade tendo sempre afirmado descender de uma família «mista de fidalgos e judeus beirões».
O portal «Geneall.pt» em língua portuguesa incorpora genealogias e é um projecto de carácter científico e cultural para promover, divulgar e conservar estudos e investigações numa base de dados única sobre as ligações geneológicas de figuras históricas.

Pode consultar a página da base de dados geneológica «Geneall.pt» aqui.
jcl

«Nunca estivemos nessa reunião», afirmou o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, desautorizando um comunicado assinado por Carlos Pinto, presidente da Comurbeiras, segundo o qual diversos autarcas beirãos vão tomar medidas contra o novo Pólo Turístico da Serra da Estrela.

Carlos PintoDiversos autarcas da zona da Serra da Estrela negam comunicado assinado pelo presidente da Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras), Carlos Pinto, que preside à Câmara da Covilhã, e que os coloca contra novo pólo turístico regional. O documento anuncia que os municípios do Sabugal, Almeida, Covilhã, Fundão, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Mêda, Pinhel, Trancoso e Gouveia, todos do PSD, «decidiram não integrar o novo pólo» por discordância com os estatutos. O comunicado anuncia ainda que os autarcas vão pedir em tribunal a suspensão dos estatutos e que se estes não forem alterados vão criar uma nova entidade de promoção turística.
Entretanto os autarcas em causa contactados pela agência Lusa não subscrevem as decisões anunciadas em seu nome e desconheciam o comunicado.
«O Sabugal não tem nada a ver com esse comunicado. Se é referido, é abusivamente. Nem estivemos nessa reunião», disse Manuel Rito, presidente do Município mas recusando-se contudo a comentar o processo do novo pólo turístico.
«Consideramos legítimo que o Governo aprove os estatutos, mesmo nós discordando de alguns aspectos mas estamos dentro do pólo e queremos articular vontades. Uma coisa é os autarcas concertarem posições, outra é a Covilhã anunciar uma posição e depois querer levar-nos a reboque», esclareceu Júlio Sarmento, presidente da Câmara do Trancoso.
Álvaro Amaro, edil de Gouveia, diz ter ficado «surpreendido com o teor do documento apesar de pessoalmente manifestar absoluta discordância com o processo de constituição do pólo turístico mas, no entanto, o executivo municipal só deve discutir o assunto no dia 27».
Mais a Norte, João Mourato, presidente da Câmara de Mêda, diz «não se rever no pólo turístico da Serra da Estrela mas, porque o lugar da Mêda em termos de turismo é o Douro».
Os presidentes da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, e do Fundão, Manuel Frexes, não quiseram prestar declarações enquanto Jorge Patrão, presidente da comissão instaladora do novo pólo turístico, que está no centro de toda esta polémica refuta as críticas e ataca dizendo que «há uma campanha para deturpar a informação porque não é fácil conciliar os interesses de todos em relação aos estatutos».

Recordo aqui uma notícia da agência Lusa datada de 7 de Maio de 2008. «A Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras) vai receber 60 milhões de euros do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), afirmou Carlos Pinto, presidente daquela instituição intermunicipal».
Evidentemente que qualquer semelhança entre uma disputa pelos apetecíveis dinheiros, quem os gere e para onde vão é pura e transparente coincidência.
jcl

Eis o nome de outro ilustre compatrício sabugalense: Mário de Almeida Gonçalves, nascido em Monte Novo de Pousafoles do Bispo, em 1925.

Jesué Pinharanda – Carta DominicalFeita a escola primária, foi matriculado no Seminário Menor do Fundão, em 1938, tendo recebido ordens sacras em 1950. Celebrou missa nova, neste mesmo ano na sua terra natal.
Começou por paroquiar diversas freguesias (Sé, na Guarda, Guilheiro e Sebadelhe) tendo sido ainda assistente nacional da Obra de Santa Zita.
Em tempo eleito cónego capitular, assumiu por fim o difícil encargo de Vice-Reitor do Seminário do Fundão, e principal responsável pela formação escolar e espiritual de muitas gerações que frequentaram aquele estabelecimento, do qual saíram vocações que se concretizaram e outras que procuraram outro rumo.
Personalidade e interveniente na vida cívica e religiosa do Fundão, logo que terminou o vice-reitorado, recebeu uma solene homenagem, em que se realça a biografia que lhe dedicou o antigo aluno, eng.º José Pereira Folgado, e que veio a público em 2006.
Agora, o eng.º José Pereira Folgado reuniu em volume toda a documentação relativa à sessão solene de apresentação e lançamento do livro «Cónego Mário de Almeida Gonçalves». É como que o segundo volume da biografia que dedicaram ao antigo Vice-Reitor, uma estrela nos céus das terras de Beira Coa e da diocese da Guarda. O produto da venda do livro reverte, na íntegra, para o Seminário do Fundão. Parabéns. Admirar e agradecer é uma virtude cardeal.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

Estivemos à conversa com o jovem Diácono Hélder Lopes, que dentro de dias irá ser ordenado sacerdote. Falámos do seu percurso enquanto religioso, as suas expectativas futuras e as impressões com que ficou do Sabugal, a terra que desde Setembro de 2007 o acolhe enquanto auxiliar do Padre Manuel Igreja Dinis.

à fala com Cónego Hélder LopesHélder Lopes nasceu no Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, em 27 de Junho de 1983, no seio de uma família do povo. Filho de um serralheiro e de uma operária têxtil, teve uma educação cristã, que incluiu o ingresso no Seminário Menor do Fundão, onde fortaleceu a fé e sentiu o chamamento da vocação sacerdotal. Pelo percurso, que depois incluiu a passagem pelo Seminário Maior da Guarda e pelo Instituto Superior de Teologia, sentiu momentos de dúvida e até de crise vocacional, mas tudo superou. «Hoje considero que essas crises foram bênçãos, pois quando as ultrapassei senti que a vida ficou mais bela, fiquei melhor esclarecido e a vocação saiu reforçada», afirmou-nos o jovem religioso.
No próximo domingo, dia 29 de Junho, pelas 16 horas, acontecerá a sua ordenação sacerdotal na Sé da Guarda, pela mão do prelado egitaniense D. Manuel Felício. Aguarda o momento com expectativa, mas com a necessária serenidade. «Sei que serão momentos comoventes, mas de maior exigência para mim serão as missas solenes que acontecerão a seguir à ordenação, a primeira no dia 13 de Junho, na minha terra (Colmeal da Torre), e a segunda no dia 20 no castelo do Sabugal».
Antevê que a Sé da Guarda seja pequena para acolher as inúmeras pessoas que aí acorrerão para assistirem à cerimónia. «Do Sabugal vão dois autocarros, da minha terra seguem outros dois, e irá também muita gente pelos seus próprios meios», revelou-nos, indicando que aos seus familiares e amigos se juntarão os do padre e do diácono que também serão ordenados na mesma cerimónia.
Como assistente do padre Manuel Dinis cabe-lhe auxiliar o pároco do Sabugal nas tarefas paroquiais da sede de concelho, Torre, Aldeia de Santo António, Rapoula do Côa e Ruvina. «Foi para mim uma grande surpresa ser colocado aqui no Sabugal, pois não tem sido costume a vinda de estagiários para estas terras, mas tem sido uma óptima experiência», disse.
Conheceu o Padre Dinis enquanto director espiritual no Seminário do Fundão e trabalhar com ele numa paróquia que o próprio padre agarrou pela primeira vez, foi uma tarefa muito exigente, mas também muito enriquecedora. «Vir para o Sabugal teve desde logo como aspecto positivo, o facto de entrar aqui no mesmo dia do novo pároco. Tivemos conhecimento em conjunto da realidade das paróquias, tomando o pulso da situação. Porém também houve um aspecto negativo, que foi o inevitável desconhecimento da realidade da vida paroquial». Em termos da avaliação ao trabalho desenvolvido nestes meses, considera que a adaptação foi muito boa e que se fez muito trabalho positivo para as paróquias.
Hélder Lopes destaca algum do trabalho realizado: «Desde logo a reestruturação da catequese, seguindo as indicações do Senhor Bispo, que valoriza a catequese de adultos, enquanto actividade nova para as paróquias. Os adultos é que são a base da vida cristã e esclarecer a sua fé é um dos pilares fundamentais para que os mais novos recebam bons ensinamentos no seio das famílias. Formámos 18 catequistas e lançámos as festas da catequese, dirigidas às crianças. Além do mais arranjou-se um novo espaço para a catequese, transformando a garagem da casa paroquial em três salas equipadas para actividades didácticas, e uma outra para acolhimento e reuniões.»
Noutra perspectiva o jovem diácono falou-nos das actividades dirigidas aos jovens, que no geral se encontram algo afastados da vida religiosa. Foi reactivado o agrupamento de escuteiros do Sabugal, tendo-se formado 8 dirigentes, a que se juntaram outros 3 que já tinham essa formação. «Hoje o Sabugal tem 12 dirigentes que frequentam o estágio prático e estão já inscritos 45 crianças e adolescentes para o agrupamento de escuteiros, estando reunidas as condições para que em Setembro se iniciem as actividades do grupo.»
O Diácono Lopes ficou muito surpreendido com o carácter das gentes raianas: «Não conhecia minimamente as pessoas do Sabugal, mas elas têm sido para mim uma agradável surpresa, na medida em que são muito simples e muito acolhedoras.»
Quanto ao futuro, não faz antevisões: «Desconheço onde serei colocado como padre, mas há a certeza de que serei pároco na diocese, a não ser que o Senhor Bispo decida enviar-me a estudar, o que será improvável, já que conclui agora o curso Superior de Teologia.» Tem porém a certeza de que permanecerá no sabugal até Setembro, continuando a ajudar o Padre Dinis. Além disso terá que organizar o «Festival J» de 2008, que acontecerá em Julho no Paúl. «É um grande encontro de juventude, organizado pela Pastoral Juvenil da Diocese da Guarda, estando previstas muitas actividades, desde música, oração e desportos.»
Quanto ás dificuldades dos párocos nos dias de hoje, Hélder Lopes conhece bem o problema, sentindo-o já no quotidiano enquanto auxiliar de pároco no Sabugal. «Devido à falta de padres os párocos estão sobrecarregados com o serviço litúrgico, faltando-lhes tempo para a reorganização da vida paroquial e para a dedicação a outras actividades de dinamização da vida cristã. O problema agrava-se ainda mais quando a maior parte dos padres são idosos, fazendo um imenso sacrifício para manter o essencial da vida litúrgica, mas sem forças e motivação para muito mais.»

Hélder Lopes é um jovem simpático, que rapidamente captou a atenção dos paroquianos sabugalenses. Decerto que não ficará entre nós, seguindo algures o seu rumo enquanto sacerdote. Desejarmos-lhe felicidades, assim como às comunidades cristãs que lhe caberá pastorear.
plb

O sabugalense Joaquim Esteves Saloio teve engenho e arte para concretizar uma difícil passagem de testemunho enquanto presidente da Mesa da Assembleia Geral dos anteriores órgãos sociais da Casa do Concelho do Sabugal. Vamos conhecer um pouco melhor este carismático bancário-advogado.

Joaquim Esteves Saloio, é natural da Torre, no concelho do Sabugal. Nasceu no seio de uma família de agricultores e foi o quinto de seis filhos de Manuel José Saloio e Maria Domingas Martins Esteves.
Frequentou a Escola Primária na Torre mas nesse tempo o exame da 4.ª classe era feito no Sabugal. A custo lá confessou que sabia muito bem a data, 1956, porque tinha ganho o prémio do melhor exame desse ano no concelho do Sabugal. Insistimos para que nos explicasse como tudo aconteceu apesar de nos ir dizendo que «talvez fosse melhor não pôr isso no artigo»:
– Era um tipo muito envergonhado na terceira classe. Houve uma altura em que a professora da classe feminina adoeceu e levavam as raparigas à tarde para a nossa sala. Invariavelmente tinha dores de barriga para me deixarem ir mais cedo para casa. O exame da quarta classe no Sabugal foi feito pelo director e pela professora Nina, que dava aulas na Colónia Agrícola de Martim-Rei. Trocavam muitos segredinhos e como pensei que eram namorados fui respondendo descontraidamente às perguntas. No final deram os parabéns à minha professora, a D. Isabel Baltasar, mulher de José Maria Baltasar, que foi presidente da Câmara Municipal do Sabugal antes do 25 de Abril.
Nesse ano ingressou no Seminário Menor da Guarda (instalado no Fundão) onde estudou durante cinco anos. Mas logo nas primeiras férias do Natal quando chegou à aldeia o primo, António Esteves Morgado (que veio a ser presidente do município sabugalense), correu a dizer-lhe: «Oh Quim! Tens que ir à escola porque a professora tem uma caixa com 36 livros e um diploma do melhor exame para te dar.» E assim ficou registada a data para sempre.
Joaquim Saloio frequentou o Seminário Maior na cidade da Guarda durante sete anos. Foi jogador-treinador da equipa dos seminaristas entre 1965 e 67 e recorda os renhidos desafios com o Colégio de São José, do Outeiro de São Miguel, do Reformatório do Mondego e com o Liceu da Guarda onde alinhava o célebre Cameira que chegou a ser internacional português.
Concluiu o curso de Teologia com 23 anos e o padre Joaquim Teles Sampaio, da Amoreira, levou-o para Moçambique para a paróquia de Macuti, na Beira, onde foi responsável pelo canto coral, catequese e escutismo acumulando com as aulas de Moral na Escola Industrial e Comercial Freire de Andrade. «Não fui ordenado padre porque ainda não tinha feito 24 anos. Eu teria requerido a dispensa da idade se o bispo me proporcionasse trabalhar em equipa com os padres Pereira de Matos e Bernardo José Guerra Ribeiro», esclareceu-nos a propósito.
Passado um ano foi incorporado na tropa em Lourenço Marques, primeiro com a especialidade de secretariado e depois em Nampula, como alferes na chefia dos Serviços de Contabilidade e Administração. Aproveitou para dar aulas e ganhar algum dinheiro extra na Escola Industrial e Comercial Neutel de Abreu.
– Um dia entra pela repartição dentro um tipo a dizer que era da Guarda. «E eu também», respondi-lhe. «Sou do Sabugal», acrescentou então. «E eu também», repeti. Olhámos um para outro incrédulos. E foi lá longe em Moçambique que conheci o Morgado Carvalho do Soito. Foi uma festa.
Em 1974, a seguir ao 25 de Abril, regressou ao continente e ao Sabugal.
– Concorri e entrei no BES (antigo Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa) tendo ficado colocado nos serviços centrais na sede. Passei pela secção de letras, pelo departamento Internacional e finalmente fui secretário do Conselho de Administração do BES durante cerca de 13 anos. Pertenci durante muitos anos à direcção do Grupo Desportivo do banco onde em colaboração com Nuno Espinal fundámos o BESCLORE (Grupo de Danças e Cantares do BES).
Decidiu matricular-se na Universidade de Direito tendo-se licenciado em Direito em 1982.
Em Outubro de 2000 ingressou nos corpos sociais do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) como presidente do Conselho Geral e desde 2003 é presidente da Mesa Unificada da Assembleia e Conselho Geral.
– Uma dia, José Cunha, director do banco combinou comigo ir comer lebre com feijão branco a um restaurante na Baixa. Fiquei sentado ao lado do dono dos armazéns Capelo. E a propósito do Sabugal, o senhor Manuel Capelo diz-me que ainda era primo de uma tal Ti Domingas. Na Torre apenas duas mulheres tiveram esse nome e uma já tinha morrido – Só pode ser a minha mãe – disse-lhe concluindo que acabava de conhecer mais um primo.
As estórias das férias de Verão de Joaquim Saloio enquanto andou no Seminário foram mais que muitas. Entre as publicáveis aqui ficam duas:
Com os nossos 18 ou 19 anos eu e o meu primo, António Morgado, iamos até ao Ozendo e costumavamos visitar a Ti Isabel, mãe da Alexandrina Pereira. Nesse tempo as mulheres sentavam-se nas escaleiras das casas à fresca da tarde. Comentando o pagamento das patentas* uma das senhoras presentes virou-se para nós e disse – Vocês os dois! Se algum vier casar ao Ozendo não paga de patenta menos de cinco contos de réis! – ficámos, estupefactos, a olhar um para o outro mas rematámos «Não importa! Arranjamos melhor sem ter que pagar a patenta!» e fomos embora. Aqui fica outra… Uma vez na Capeia de Quadrazais, como andava no seminário, tive um lugar reservado só para mim na janela da casa da Olinda, filha da Ti Maria do Balhezinho. A meio da capeia apareceram duas raparigas na janela do lado. A dona da casa apresentou-nos e diz-me – Éh Quim! Atira-te a elas! São universitárias!
E terminou com música: «Na altura o Rádio Altitude era conhecido como o Rádio Moca. No top das músicas pedidas esteve durante muito tempo a Baby Baby Camback. Outras modas!»
Fez-se sócio da Casa do Concelho do Sabugal por influência da então estudante Amélia Martins, de Rendo. «Colaborei com a Casa no Conselho Fiscal e ultimamente como presidente da Mesa da Assembleia Geral onde passei uma das mais atribuladas fases da instituição. Felizmente que tudo está no bom caminho. Agora é preciso olhar para a frente.»
Joaquim Esteves Saloio na primeira pessoa.

* A «Patenta» ou «Pagar o vinho» era uma moda que caiu em desuso nas terras raianas em que os forasteiros que quisessem namorar raparigas da aldeia eram obrigados a pagar uma borga para todos os solteiros. Só depois lhe era permitido circular e permanecer junto da casa da sua amada.
jcl

Teve lugar no domingo, 6 de Abril, na cidade do Sabugal o Campeonato Regional Centro-Norte dos escalões de formação de Karaté com a participação de mais de 400 atletas.

Realizou-se este passado domingo, na Cidade do Sabugal o Campeonato Regional Centro-Norte dos escalões de formação. Pré-Infantil (até 9 anos), Infantil (10-11), Iniciado (12-13) e Juvenil (14-15).
Esta Competição foi organizada pela Federação Nacional de Karate–Portugal em conjunto com o Clube de Karate do Sabugal.
Este Campeonato que no outro ano foi realizado na Cidade da Guarda pela Academia Egitaniense de Karate Shotokan, teve esta edição mais de 400 participações, o que revela um grande crescimento da modalidade na Zona Centro-Norte do país.
Além do Clube Karate do Sabugal estiveram presentes colectividades de diversas cidades como Guarda, Pinhel, Gouveia, Mangualde, Coimbra, Celorico da Beira, Leiria, Caldas da Rainha, Figueira da Foz, Aveiro, Covilhã, Fundão, Castelo Branco, Foz Côa, Pombal e Viseu.
Pelo distrito da Guarda participaram as duas Associações de Karate representadas pelo Clube de Karate do Sabugal, a Academia Egitaniense de Karate Shotokan, Academia Egitaniense de Karate Shotokan – Hombu Dojo, Academia Egitaniense de Karate Shotokan – Piscinas, Núcleo de Karate Shotokan de Pinhel, União de Karate Shotokan das Beiras, Centro de Artes Marciais da Guarda, Escola Desportiva de Celorico da Beira, Clube de Karate de Gouveia e Clube de Karate de Mangualde
Uma vez mais e a mostrar o bom trabalho que se tem desenvolvido no distrito da Guarda foram alcançados pelos nossos atletas vários lugares de pódio.
Especial realce para o facto de entre todos as os clubes participantes neste Campeonato a Academia Egitaniense de Karate Shotokan – Hombu Dojo ser o clube com mais primeiros lugares, conseguindo um total de 7 Campeões Regionais.
Saliente-se que todos os atletas que alcançaram lugares de pódio estão seleccionados para o Campeonato Nacional de Karate que será realizado os dias 19 e 20 deste mês na Cidade de Almada.
O Clube Karaté do Sabugal esteve presente com 6 atletas, dos quais 3 foram apurados para o Campeonato Nacional, que passamos a referir: Diogo Rafael, 1.º Lugar Kata na categoria Pré-Infantil; Vítor Silva, 3.º lugar Kumite Iniciados Masculinos -50 Kg.; e Marina Matias, 3.º lugar Juvenil Feminino -50Kg.
Eduardo Rafael

A Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior (EnerArea) vai reciclar óleos alimentares usados nos 13 concelhos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) e na Diputación de Salamanca, possibilitando assim a produção de 15 mil litros de biodiesel por dia.

OleãoA agência, criada no âmbito da AMCB, espera recolher em cada dia cerca de 18 mil litros de óleos usados pelas famílias, restaurantes, lares e centros de dia. Para tanto serão distribuídos «oleões», nos quais serão armazenados os óleos usados, que depois serão recolhidos por uma empresa.
O projecto deverá arrancar no Verão, com a entrega, a cada uma das 64 mil famílias dos 13 concelhos abrangidos, de um «oleão» de 5,5 litros para armazenar os óleos domésticos. Aos restaurantes, lares e centros de dia, serão distribuídos «oleões» com capacidade para 30 litros. O número de equipamentos a distribuir do lado espanhol é o mesmo, cobrindo a região de Salamanca.
Uma empresa vai recolher os óleos usados em contentores de 200 litros colocados à porta de grandes superfícies, para onde deverão ser despejados os todos os «oleões» distribuídos.
O custo inicial do projecto está estimado em 300 mil euros, usados na gestão e distribuição dos contentores. Os custos de produção serão suportados pela empresa Ecoldiesel, estando o projecto também aberto a outras empresas que queiram investir no sector da produção do biodiesel.
O biodiesel obtido a partir de óleos vegetais constituiu uma energia renovável, que ao mesmo tempo evita que os óleos queimados sejam despejados na rede de esgotos, facto que prejudica o funcionamento das ETAR e polui o ambiente.
A AMCB é composta pelos concelhos do Sabugal, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel e Trancoso.
plb

O único festival da Beira Interior dedicado às artes performativas vai realizar-se a partir do dia 12 de Outubro até ao fiunal do mês, pela quinta vez consecutiva, tendo por palco as cidades da Guarda, Covilhã e Fundão.

Grupo de Elmano Pereira na apresentação do festivalPela primeira vez Castelo Branco fica fora deste festival original, porque a autarquia não se interessou em apoiar o certame. Organizado pela «Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã». O festival caracteriza-se por ser deslocalizado, com os espectáculos e o público deambulando entre vários locais em que se realiza, e pela originalidade dos espectáculos que o integram. Teatro, música, dança e exposições completam o vasto programa do singular festival da Beira Interior.
O arranque desta quinta edição está marcado para o Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, no núcleo real fábrica de panos, na Covilhã, no dia 12 de Outubro, sexta-feira, com a exposição «Joan Brossa – Cartells 1975-1999», pelas 18 horas, com a presença da comissária Maia Creus Castellana e uma entrevista a Joan Brossa.
No referente à Guarda os eventos realizam-se nas instalações do Teatro Municipal. No dia 13, pelas 21h30, o Teatro de Marionetas do Porto, apresenta a peça «Teatro de Marionetas Cabaret Molotov. No dia 18, há mesma hora Cuqui Jerez apresenta a performance «A Space Odyssey». Dia 26 recebe Pierre Bastien, que apresentará um espectáculo de música Mecânica Popular. No último dia do festival, em 31 de Outubro a Quarta Parede apresentará um teatro de objectos/instalação denominado «Os fios que a lã tece».
plb

A Câmara do Fundão aprovou medidas concretas de incentivos à natalidade, à fixação de população jovem e à criação de empresas no concelho.

Manuel Frexes, Presidente da Câmara Municipal do FundãoCom o objectivo de impedir a desertificação a autarquia do Fundão aprovou esta semana, por unanimidade, em reunião camarária três medidas que vão beneficiar e incentivar a fixação da população.
Aproveitando a nova Lei das Finanças Locais que permite às autarquias «jogar» com três por cento da colecta líquida do IRS o executivo camarário decidiu prescindir dessa receita de cerca de meio milhão de euros.
O abatimento atinge em especial os que trabalham por conta de outrém e vai ser comunicado pela autarquia até 31 de Dezembro à Direcção-Geral dos Impostos para ter efeitos na declaração do IRS relativa a 2008.
Outro benefício aprovado no sentido de incentivar a natalidade e a fixação na região incide no desconto de 10 por cento na facturação da água, saneamento e resíduos sólidos para famílias com três filhos. O quarto e seguintes valem mais 10 por cento cada um até atingir 50 por cento.
A terceira medida vai incidir sobre a derrama, imposto municipal sobre os lucros das empresas sedeadas no concelho. As empresas com lucros até 75 mil euros anuais, cobrando 0,75 por cento a partir daí.
Na Beira Interior apenas Manteigas acompanha o Fundão com iniciativas públicas, declaradas e concretas de combate à desertificação tendo como objectivo fixar pessoas e empresas nas suas regiões. Vivemos tempos decisivos. Os nossos políticos têm obrigações para quem os elege e não me parece que as populações no momento de escolher votem em autarcas resignados que assobiam para o ar ou fazem como a avestruz.
jcl

A Câmara Municipal do Fundão organiza de 15 a 23 o Festival dos Caminhos da Transumância com o objectivo de recordar e avivar tradições ligadas à pastorícia.

Festival dos Caminhos da Transumância - Fundão 2007O «Chocalhos 2007-Festival dos Caminhos da Transumância» organizado pela autarquia do Fundão tem como principal objectivo manter vivas as memórias das práticas pastorícias enquanto património fundamental da região e valorizar o turismo cultural.
Em declarações à agência Lusa os organizadores consideraram que o festival destina-se «à celebração da transumância, ancestral prática da pastorícia, cruzando a música dos pastores com os produtos locais, as paisagens, a realidade e os sonhos».
Transumância significa a deslocação periódica que, antigamente, os rebanhos faziam no Verão da planície para as serras, e em sentido contrário no Inverno à procura das melhores pastagens.
A sexta edição decorre em Setembro, entre os dias 15 e 23, com um programa muito variado. No primeiro dia serão inauguradas as exposições «Segredo da Lã» na Moagem-Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão, e «Chaves de Silvas e de Estrelas» no Núcleo Museológico do Salgueiro. Em paralelo decorrerá o workshop «O património da memória, um produto turístico» e actividades pedagógicas denominadas «A Via Láctea é um rebanho de ovelhas luminosas». O documentário premiado «Ainda há pastores?», do realizador Jorge Pelicano, será exibido no dia 20, às 21.30 horas na Moagem onde estará, igualmente, patente a exposição de fotografia «Últimos guardadores de rebanhos da Serra da Estrela», de Rosa Teixeira da Silva.
Entre 21 e 23, no último fim-de-semana do festival a vila de Alpedrinha receberá a Feira dos Chocalhos, com tasquinhas, animação de rua e venda de produtos locais.
Para os mais saudosistas está marcado para o dia 23, a partir das 8.30 horas da manhã um passeio pedestre com condução de rebanhos pela Serra da Gardunha entre o Fundão e Alpedrinha.
jcl

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