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António Ruas, presidente da Câmara Municipal de Pinhel, substituiu José Manuel Biscaia na presidência da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB), na sequência da Assembleia Electiva realizada no dia 12 de Novembro.
António Robalo, presidente da Câmara do Sabugal, também integra o conselho directivo da AMCB, enquanto vogal. Para a presidência da Assembleia ficou eleito Domingos Torrão, presidente da Câmara Municipal de Penamacor.
Os 16 autarcas presentes, em representação dos Municípios que constituem a AMCB, escolheram unanimemente a única lista candidata. Curiosamente, o concelho directivo integra apenas uma câmara pertencente ao distrito de Castelo Branco e representativa da Cova da Beira propriamente dita, a do Fundão, representada pelo seu presidente, Manuel Frexes. Os restantes eleitos para a direcção são todos do distrito da Guarda (Pinhel, Guarda e Sabugal). Já na Assembleia, predominam os Municípios do distrito de Castelo Branco (Penamacor, e Belmonte), em detrimento do da Guarda que tem apenas um representante (Celorico da Beira).
A AMCB foi fundada em 1981, por decisão dos Municípios de Belmonte, Covilhã, Fundão e Penamacor, com o objectivo de resolver o problema dos resíduos sólidos urbanos produzidos nos quatro concelhos. Posteriormente, aderiram à Associação os Municípios de Manteigas e Sabugal e oito municípios do distrito da Guarda: Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Meda, Pinhel e Trancoso.
Curiosamente a Covilhã, que fora um dos Municípios fundadores, abandonou posteriormente a AMCB por divergências insanáveis, protagonizadas pelo autarca Carlos Pinto.
José Manuel Biscaia, o presidente cessante, deixou a presidência após nove anos, depois de ter perdido a disputa eleitoral no seu concelho, Manteigas, em favor de Esmeraldo Carvalhinho. O ex-presidente da Câmara de Manteigas tinha sucedido a António Dias Rocha (presidente da Câmara de Belmonte). O primeiro líder da AMCB foi Jorge Pombo, enquanto presidente da Câmara da Covilhã.
plb
Defendi e defendo que as estratégias de desenvolvimento do Concelho do Sabugal e da Sub-Região onde se insere, devem apostar na cooperação transfronteiriça englobando os eixos urbanos Guarda-Covilhã-Fundão-Castelo Branco e Salamanca-Plasência-Cáceres.
Por isso, as páginas centrais do Diário de Notícias do passado dia 2 de Junho, subordinadas ao título «Cidades da Raia Ibérica querem falar a uma só voz» não podem deixar de ser lidas como um sinal de alerta e de profunda preocupação.
Na verdade, do texto escrito pela jornalista Paula Sanchez, retiram-se conclusões muito gravosas para o nosso Concelho. Assim, percebe-se que:
– Se pretende criar, a norte, uma ligação privilegiada em torno da reactivação da linha férrea entre o Pocinho e Barca d’Alva, com ligação a Salamanca;
– Se pretende aprofundar a ligação Castelo Branco – Portalegre – Cáceres – Plasência, que há dez anos constituíram o Triângulo Urbano Ibérico-Raiano (TRIURBIR).
Como claramente se percebe, o Sabugal e a Guarda ficam entalados entre estas duas formas de cooperação transfronteiriça, das quais não retiram, antes pelo contrário, quaisquer benefícios.
Assim, o reforço da ligação ferroviária e das relações económicas entre Salamanca e o Norte de Portugal, retirarão a importância que hoje assume a linha da Beira Alta, perspectivando um eixo de desenvolvimento transfronteiriço que «esqueça» a ligação à Guarda.
Por outro lado, a aposta de Castelo Branco num eixo virado a sul (Portalegre), retira claramente importância ao eixo Guarda-Castelo Branco.
Estes novos dados não podem ser ignorados pois eles condicionarão de forma muito intensa o futuro do nosso Concelho.
Questões como:
(i) o reforço do papel do porto de Aveiro, enquanto lugar natural de saída/entrada de mercadorias do Centro de Portugal e do Centro de Espanha;
(ii) a modernização da Linha da Beira Alta e da sua ligação àquele porto, numa perspectiva de transporte de mercadorias;
(iii) a consolidação e afirmação transfronteiriça da Plataforma Logística da Guarda (PLIE);
(iv) o reforço das relações do Centro do País com o Centro de Espanha;
(v) a procura de pontos de encontro/colaboração entre a Guarda, a Covilhã, o Fundão (no seio da Comurbeiras), mas sempre tentando chamar a este grupo Castelo Branco, eis um conjunto de questões a que o Sabugal não pode ficar indiferente.
O futuro do Concelho não é viável se nos considerarmos uma ilha isolada. Somos parte de uma realidade mais alargada e, se formos actores activos e inteligentes, poderemos ter um papel fundamental no desenvolvimento desta Região.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
Trigais é uma das anexas da freguesia da Bendada e está situada na parte ocidental do concelho do Sabugal.
A povoação dos Trigais é uma das anexas da freguesia da Bendada, no concelho do Sabugal, mas o Instituto Geográfico Português (IGP) nas cartas militares, recentemente actualizadas, integra-a na freguesia de Inguias (do concelho de Belmonte).
Com cerca de 200 habitantes, a maior parte da população activa encontra-se empregada nas obras e nas confecções em empresas de Belmonte e a aldeia está integrada no Plano Director Municipal de Belmonte.
Mas por outro lado, como oficialmente pertence à Bendada, são munícipes do Sabugal onde se encontram recenseados e exercem o direito de voto.
Segundo Manuel Rito, actual Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, a aldeia foi anexada à Bendada e desanexada da freguesia de Inguias, pela Reforma Administrativa de 1836 (há 173 anos), não abdicando de Trigais e já protestou junto do IGP. Além disso o apoio escolar (o edifício da Escola é propriedade da autarquia) e o apoio paroquial, são dados pelo Sabugal.
Será que o IGP, não quer cumprir a Reforma Administrativa de 1836? Dará assim tanto trabalho fazer a alteração em conformidade? Ou não vale a pena preocupar-se com um ponto tão minúsculo do Interior esquecido?
É por essas e por outras que alguns moradores, com mais interesses económicos, sociais e profissionais, ligados a Belmonte, conseguiram a proeza de fazer aprovar, à Assembleia Municipal de Belmonte, em Março de 2002, uma moção em que se exigia a realização de um «referendum» em Trigais, para que a população se pronunciasse sobre a escolha de freguesia, ou Bendada ou Inguias.
As tentativas de alargamento do concelho de Belmonte já vêem de tempos longínquos.
Assim, em resposta a uma circular de 20 de Junho de 1859 do Governo Civil que pedia informação sobre a situação das paróquias daquele concelho, para se proceder à divisão, união e supressão de paróquias, a Câmara de Belmonte aproveitou a oportunidade de pedir que o Governo «anexasse à freguesia de Inguias as povoações de Rebelhos e Valverde (…) bem como a Quinta dos Trigais, pertencentes actualmente à freguesia da Bendada (…) e que à freguesia de Maçainhas, anexasse a Quinta das Olas.» (Canedo, David pg 123 a 125).
Em 5 de Janeiro de 1867, o administrador do concelho de Belmonte fez uma exposição pedindo a anexação de Orjais, Aldeia do Souto e Aldeia do Mato pertencentes à Covilhã; Valhelhas e Gonçalo, pertencentes à Guarda; e Bendada, pertencente ao Sabugal. Reforçado o pedido em 9 de Agosto, não teve sucesso.
Em 22 de Fevereiro de 1895 «vira-se o santo contra a esmola» e na Reforma Administrativa de José Dias Ferreira e Hintze Ribeiro o concelho da Covilhã é classificado de 1ª Ordem e Belmonte fica absorvido por este.
Começaram a surgir dificuldades derivadas da absorção do concelho de Belmonte, quando começou a vigorar o Código das Posturas da Covilhã em Belmonte. O Juiz de Paz de Belmonte pediu que se nomeasse um cidadão em Belmonte para receber o depósito de coimas para evitar que, por uma pequena coima se tivesse de ir de propósito à Covilhã. A proposta foi recusada por ser contra a lei.
A restauração do concelho de Belmonte só se efectivou com a publicação do Decreto-lei de 13 de Janeiro de 1898 que restaurou 29 concelhos entre os quais Belmonte unicamente com as freguesias que dele antes faziam parte.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
Depois das Universidades de Lisboa e da Madeira é agora a vez da Universidade da Beira Interior (UBI) procurar um reitor através de um concurso internacional. Segundo o anúncio, já publicado, os candidatos podem ser professores ou investigadores doutorados, mas têm de ter uma visão estratégica de desenvolvimento.
O concurso, aberto desde 31 de Janeiro e válido até 3 de Março, foi publicado nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola, e procura um académico, com experiência de gestão de universidades ou de instituições de investigação, com uma visão estratégica apropriada para perseguir a política de desenvolvimento da UBI. Pretende-se que o novo reitor promova os valores científicos e humanísticos e uma atmosfera de colegialidade e inclusão dos diversos membros.
O anúncio na imprensa internacional decorre das novas regras para a eleição de reitores nas universidades portuguesas. O novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior diz que podem ser eleitos reitores das universidades professores e investigadores da própria instituição ou de outras, nacionais ou estrangeiras, de ensino universitário ou de investigação, facto que conduz à obrigatoriedade de se fazerem anúncios internacionais para estes concursos.
Segundo a agência Lusa, que falou com responsáveis da UBI, o Conselho Geral da Universidade optou por fazer um anúncio em inglês «por ser a língua mais falada» e em espanhol, «dada a proximidade». O anúncio foi publicado no El Pais, em Espanha, e no The Guardian, em Inglaterra – isto para além de um anúncio em português, publicado em dois jornais nacionais.
plb
«Nunca estivemos nessa reunião», afirmou o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, desautorizando um comunicado assinado por Carlos Pinto, presidente da Comurbeiras, segundo o qual diversos autarcas beirãos vão tomar medidas contra o novo Pólo Turístico da Serra da Estrela.
Diversos autarcas da zona da Serra da Estrela negam comunicado assinado pelo presidente da Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras), Carlos Pinto, que preside à Câmara da Covilhã, e que os coloca contra novo pólo turístico regional. O documento anuncia que os municípios do Sabugal, Almeida, Covilhã, Fundão, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Mêda, Pinhel, Trancoso e Gouveia, todos do PSD, «decidiram não integrar o novo pólo» por discordância com os estatutos. O comunicado anuncia ainda que os autarcas vão pedir em tribunal a suspensão dos estatutos e que se estes não forem alterados vão criar uma nova entidade de promoção turística.
Entretanto os autarcas em causa contactados pela agência Lusa não subscrevem as decisões anunciadas em seu nome e desconheciam o comunicado.
«O Sabugal não tem nada a ver com esse comunicado. Se é referido, é abusivamente. Nem estivemos nessa reunião», disse Manuel Rito, presidente do Município mas recusando-se contudo a comentar o processo do novo pólo turístico.
«Consideramos legítimo que o Governo aprove os estatutos, mesmo nós discordando de alguns aspectos mas estamos dentro do pólo e queremos articular vontades. Uma coisa é os autarcas concertarem posições, outra é a Covilhã anunciar uma posição e depois querer levar-nos a reboque», esclareceu Júlio Sarmento, presidente da Câmara do Trancoso.
Álvaro Amaro, edil de Gouveia, diz ter ficado «surpreendido com o teor do documento apesar de pessoalmente manifestar absoluta discordância com o processo de constituição do pólo turístico mas, no entanto, o executivo municipal só deve discutir o assunto no dia 27».
Mais a Norte, João Mourato, presidente da Câmara de Mêda, diz «não se rever no pólo turístico da Serra da Estrela mas, porque o lugar da Mêda em termos de turismo é o Douro».
Os presidentes da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, e do Fundão, Manuel Frexes, não quiseram prestar declarações enquanto Jorge Patrão, presidente da comissão instaladora do novo pólo turístico, que está no centro de toda esta polémica refuta as críticas e ataca dizendo que «há uma campanha para deturpar a informação porque não é fácil conciliar os interesses de todos em relação aos estatutos».
Recordo aqui uma notícia da agência Lusa datada de 7 de Maio de 2008. «A Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras) vai receber 60 milhões de euros do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), afirmou Carlos Pinto, presidente daquela instituição intermunicipal».
Evidentemente que qualquer semelhança entre uma disputa pelos apetecíveis dinheiros, quem os gere e para onde vão é pura e transparente coincidência.
jcl
Decorre entre 9 e 12 de Outubro, na Covilhã, o 1.º Festival da Cherovia com um vasto programa cultural, educativo e gastronómico. A organização é da Banda da Covilhã em parceira com a autarquia local.
Mas e o que é a Cherovia? A cherovia é uma raiz que tem a forma de uma cenoura e a cor do nabo. O seu sabor é uma mistura única e extremamente agradável de ambos os legumes. A cherovia representa um tubérculo com o qual se identifica o concelho e a cidade da Covilhã. A vasta produção só possível nas «Terras da Covilhã» fazem dela um ex-líbris da gastronomia local.
A cherovia, chirívia, cherivia, cheruvia ou pastinaga (Pastinaca sativa) é uma raiz que se usa como hortaliça, relacionada com a cenoura, embora mais pálida e com sabor mais intenso do que esta. O cultivo remonta a tempos antigos na Eurásia: antes do uso da batata, a cherovia ocupava o seu lugar. Em Portugal, é cultivada na região da Serra da Estrela. Foi identificada cientificamente em 1837.
Com o objectivo de criar uma marca e de lhe dar um lugar de destaque no panorama regional e nacional a Banda da Covilhã lança o 1º Festival da Cherovia – Covilhã 2008 que tem como objectivo a divulgação cultural, gastronómico e educacional da região serrana.
O 1.º Festival decorre numa tenda gigante no Jardim Público. Em termos de Gastronomia a organização terá no local uma demonstração ao vivo de como cozinhar as cherovias, bem como a possibilidade de as poder saborear.
Estão previstos dois concursos: um para o maior exemplar e outro para o melhor prato confeccionado, contando este último com a colaboração dos restaurantes e outras entidades da cidade. Quanto ao programa educacional está previsto um colóquio e haverá, no recinto do Festival, uma exposição sobre a biologia e cultivo da cherovia, bem como a tradição covilhanense na utilização desta raiz.
Uma banca de venda ao público irá permitir à associação musical angariar verbas para a compra de instrumentos para os alunos da Escola de Música, Valores e Talentos da Banda da Covilhã.
O Festival conta com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã e os ingressos terão o valor de 1.50 euros com direito a uma bebida. As crianças até aos 12 anos terão entrada livre.
– E como cozinhar a cherovia? Dadas as suas características, devem ser cozidas em água e sal e cortadas em fatias finas, no sentido longitudinal, temperando-se com sal e sumo de limão. Em seguida, passam-se por um polme, feito com ovo e farinha, fritas em azeite ou óleo e servem-se. Bom apetite!
aps
Uma exposição do artista Luís Athouguia denominada «Onirismos – outras aventuras surreais» estará patente ao público a partir de sábado, 30 de Agosto, na Tinturaria, o novo espaço cultural da cidade da Covilhã.
A Câmara Municipal da Covilhã apresenta a exposição «Onirismos – outras aventuras surreais» de Luís Athouguia. São pinturas de forte impacto visual, representativas da linha de produção actual de Luís Athouguia. O artista é um criador que domina intensamente o rigor do espaço, considerando-o como um todo, onde o tempo não importa, onde as moléculas que formam a trama pictórica, as formas que são matéria, massa, densidade, são susceptíveis de transformação pela energia, e indo para além da realidade física, fazem com que se abram outras dimensões que se reflectem e ampliam na sua pintura.
A sua produção pictórica elege a sensualidade cromática, a íntima percepção da forma, o onirismo e transcendência como tema e conceito, viajando com a força da luz, desintegrando-se e voltando a integrar-se, impactando numa dimensão nova, sugestiva, plena de matizes e leituras infinitas, que se move num trajecto de genuína inovação.
Luís Athouguia é natural de Cascais, diplomado pelo IADE, Instituto Superior de Design, em Lisboa, participou em relevantes Exposições Internacionais, Bienais de Arte, encontros de Arte Postal e integrou diversos grupos multi-disciplinares e plurinacionais de Artistas. Desde 1983 realizou mais de duas centenas de exposições (59 individuais) em Portugal e Espanha. Está representado em museus, instituições e importantes colecções nacionais e estrangeiras e foi premiado em certames de Arte nacionais e internacionais.
A exposição «Onirismos – outras aventuras surreais» do artista Luís Athouguia estará aberta ao público na Tinturaria do Centro de Exposições da Covilhã, no Rossio do Rato, de 30 de Agosto a 21 de Setembro, de terça a sexta-feira das 10 às 20 horas e ao sábado das 14 às 20 horas.
Trata-se de um mostra que merece ser vista, descodificada e fruída com todo o empenho e sentido crítico.
jcl
Nos próximos dias 25, 26 e 27 de Julho, largas centenas de jovens de todo o país acorrerão à vila do Paúl, no concelho da Covilhã, para celebrar a música jovem de inspiração cristã.
Depois do êxito da iniciativa em 2007, todos pediram uma segunda edição do festival, pelo que o Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil da Guarda e a Banda Católica da diocese, a Banda Jota, aceitaram o desafio. As expectativas para a edição deste ano são ainda maiores.
Esperam-se três dias intensos, com a actuação de várias bandas. Algumas repetem a passagem pela ermida de Nossa Senhora das Dores. É o caso da anfitriã, a Banda Jota, que promete apresentar um concerto cheio de novidades. Também repetirá a banda de D. José, «El Cura Rockero», que vem de Espanha apresentar o novo álbum, a banda «Viviré», do padre João Paulo Vaz, a banda dos Kyrios, a banda «Lc 15, 7», dos Terceira Margem que também prometem novidades, e a banda da Claudine Pinheiro que apresenta pela primeira vez ao público o seu novo CD, um CD composto, quase na totalidade, de originais, alguns cantados recentemente num breve recital na Igreja do Sabugal.
Porém, o Cartaz também está cheio de novidades, como os Simplus, Bea, Sopro de Vida e Coração Profético, bandas de que se esperam concertos que apresentem novas sugestões no âmbito da música religiosa jovem.
O jovem padre Hélder Lopes, que vem prestando serviço religioso no Sabugal, é um dos organizadores do Festival, pelo que se espera que muitos jovens sabugaleneses se desloquem ao Paúl para participarem no grandioso encontro juvenil.
plb
O Município da Covilhã vai instalar uma incubadora de empresas no Parque de Ciência e Tecnologia da cidade (Parkurbis), que deverá estar pronta em Outubro, tendo como finalidade dar acolhimento e apoiar projectos empresariais de futuro.
O Parkurbis irá ter um novo edifício, construído de raiz, destinado à incubadora de empresas, considerada uma estrutura fundamental para o futuro do empreendorismo na região e para a fixação de jovens. A obra foi adjudicada à empresa Constrope por um milhão e meio de euros. A nova infra-estrutura tem o futuro garantido, uma vez que há já espaço reservado para alguns projectos inovadores que ali se instalarão a partir de Outubro deste ano, quando a construção estiver concluída.
O parque empresarial acolhe já muitos empresários jovens, que ali encontraram o espaço ideal para a instalação dos seus negócios. Muitos dos jovens foram licenciados pela Universidade da Beira Interior nos vários cursos tecnológicos ali ministrados. É convicção de muitos que se não existisse o Parkurbis a maioria desses licenciados procurariam outras partes do país para se instalarem.
O parque empresarial da Covilhã já está há três anos em actividade, tendo instaladas 21 empresas, que dão emprego a 193 pessoas. É mesmo considerado um caso paradigmático de sucesso no apoio à actividade empresarial, nomeadamente a que aposta nas novas tecnologias. É convicção da autarquia que a aposta na instalação da incubadora de empresas tornará ainda mais consistente o sucesso do parque no apoio aos jovens empreendedores.
plb
Está marcado para 14 de Abril, o anúncio público do projecto da empresa de aeronáutica Aleia, que quer produzir pequenos aviões a jacto, de quatro e seis lugares, na Covilhã, a partir de 2011, o que pode representar um volume de negócios de 160 milhões de euros por ano e a criação de 100 postos de trabalho.
O projecto é muito acarinhado na região dado o seu contributo para a fixação da população jovem, nomeadamente os estudantes recém-licenciados na Universidade da Beira Interior (UBI).
Ainda subsistem dúvidas quanto ao efectivo avanço do investimento, porém os agentes interessados acreditam na sua concretização. Especialmente atentos ao projecto estão os estudantes de Engenharia Aeronáutica da UBI, esperando que a instalação da empresa lhes faculte uma saída profissional, podendo assim manter-se a trabalhar na região.
Existe mesmo a expectativa da empresa aeronáutica vir a celebrar protocolos com a universidade, nomeadamente ao nível de projectos de investigação, o que poderá também contribuir para uma evolução do ensino da Engenharia Aeronáutica na Beira Interior.
Se o projecto avançar vão montar-se, já no próximo ano, aviões ultra-ligeiros para a empresa participada Dyn Aero, o que acontecerá antes do inicio da construção dos novos jactos.
A produção deverá alcançar as duas centenas de ultra-ligeiros por ano no prazo máximo de 18 meses. Serão aviões comprados e utilizados principalmente para lazer e alguma actividade profissional, pelo que se pensa que terão escoamento no mercado da especialidade.
Em 2010 a empresa Aleia espera ter já os protótipos de aviões a jacto a voar, para depois se iniciar a produção em paralelo com os ultra-ligeiros.
O investimento total do projecto será de 10 milhões de euros,.
plb
O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, anunciou que a sua cidade ambiciona vir a ser Capital Europeia da Cultura, justificando a iniciativa com rico património que a cidade serrana possui.
A ideia está apenas embrionária, mas o autarca covilhanense parece apostado em conferir protagonismo à Covilhã. Conseguir levar a cidade serrana a capital da cultura seria um feito notável para a região. Mesmo o simples facto de surgir a formalização de uma candidatura, é já de si uma iniciativa que dará projecção à cidade.
A Capital Europeia da Cultura é uma iniciativa da União Europeia que visa promover uma cidade europeia durante um ano no que se refere à sua vida e desenvolvimento cultural.
Esta iniciativa teve início em 1985, por proposta da Grécia, passando a ser nomeada uma cidade em cada ano, por ordem alfabética dos Estados Membros. Na altura a iniciativa foi chamada Cidade Europeia da Cultura.
Em 1996 a iniciativa foi alargada a outros países da Europa não pertencentes à União Europeia desde que respeitassem os princípios da democracia e do pluralismo. Nas novas regras passou a fazer-se a alternância entre países membros e outros países, assim a alternância entre capitais e cidades de província. Em 1999 decide-se mudar o nome da iniciativa de Cidade Europeia da Cultura para Capital Europeia da Cultura.
A primeira cidade que acolheu a iniciativa foi Atenas. Em 1994 foi a vez de Lisboa ser Capital Europeia da Cultura. Em 2001 tal privilegio coube ao Porto.
Este ano cabe a vez a Luxemburgo e Sibiu, na Roménia. Em 2008 serão Liverpool, no Reino Unido, e Stavanger, na Noruega. Em 2009 será então a vez de Linz, na Áustria, e Vilnius, capital da Lituânia.
Guimarães é candidata a Capital Europeia da Cultura em 2012, contando com o apoio do governo português. Resta saber para quando haverá uma vaga para a Covilhã, dada a luta renhida das cidades europeias em conseguirem protagonismo.
plb
As comemorações dos 137 anos de elevação da Covilhã a cidade incluem mais uma iniciativa contra a desertificação. A partir de sábado, 20 de Outubro, irá ser plantada uma árvore por cada bebé nascido no concelho da Covilhã.
A primeira árvore será plantada no sábado, Dia da Cidade, no Jardim do Lago e partir de agora sempre que ocorrer um nascimento no concelho da Covilhã. O Centro Hospitalar da Cova da Beira realiza cerca de 700 partos anuais e até ao final do ano estão previstas nascer mais 150 crianças.
A iniciativa «Uma vida, uma árvore» pretende motivar os residentes no concelho da Covilhã para a natalidade e ao mesmo tempo agradecer-lhes em nome da comunidade.
As comemorações incluem a «Semana do Bebé» com a presença de especialistas em seminários, workshops, actividades pedagógicas e lúdicas subordinadas aos temas da natalidade, saúde infantil, segurança, educação e saúde infantil.
A iniciativa envolve a Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor, a Associação Comercial e Industrial do Fundão e os agrupamentos escolares da região.
jcl
O único festival da Beira Interior dedicado às artes performativas vai realizar-se a partir do dia 12 de Outubro até ao fiunal do mês, pela quinta vez consecutiva, tendo por palco as cidades da Guarda, Covilhã e Fundão.
Pela primeira vez Castelo Branco fica fora deste festival original, porque a autarquia não se interessou em apoiar o certame. Organizado pela «Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã». O festival caracteriza-se por ser deslocalizado, com os espectáculos e o público deambulando entre vários locais em que se realiza, e pela originalidade dos espectáculos que o integram. Teatro, música, dança e exposições completam o vasto programa do singular festival da Beira Interior.
O arranque desta quinta edição está marcado para o Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, no núcleo real fábrica de panos, na Covilhã, no dia 12 de Outubro, sexta-feira, com a exposição «Joan Brossa – Cartells 1975-1999», pelas 18 horas, com a presença da comissária Maia Creus Castellana e uma entrevista a Joan Brossa.
No referente à Guarda os eventos realizam-se nas instalações do Teatro Municipal. No dia 13, pelas 21h30, o Teatro de Marionetas do Porto, apresenta a peça «Teatro de Marionetas Cabaret Molotov. No dia 18, há mesma hora Cuqui Jerez apresenta a performance «A Space Odyssey». Dia 26 recebe Pierre Bastien, que apresentará um espectáculo de música Mecânica Popular. No último dia do festival, em 31 de Outubro a Quarta Parede apresentará um teatro de objectos/instalação denominado «Os fios que a lã tece».
plb
Os custos de funcionamento para 2008 na Universidade da Beira Interior (UBI) são muito superiores à transferência prevista pelo Orçamento de Estado (OE).
O reitor da UBI na Covilhã, Manuel Santos Silva, alertou para a insuficiência das verbas atribuídas pelo OE para 2008 à sua universidade.
«Para o próximo ano as nossas despesas só com pessoal ascendem a 25 milhões de euros e a transferência prevista no Orçamento é de 19,8 milhões. A lei do financiamento do ensino superior para instituições sediadas no Interior deveria ter uma descriminação positiva pois somos um importante apoio à coesão nacional», defendeu Manuel Santos Silva em declarações ao Jornal de Notícias.
«Nós temos custos acrescidos por estarmos longe dos grandes centros urbanos mas cumprimos um papel fundamental fixando as populações jovens. As únicas cidades onde há vitalidade no Interior são as que têm ensino superior», alertou ainda o reitor.
jcl
Ao fim de seis anos saem agora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (UBI) os novo licenciados em Medicina, parte dos quais poderão ficar a trabalhar na região.
A entrada no mercado de trabalho só deverá acontecer no final do ano, pois os jovens médicos terão de realizar ainda o exame final que dará acesso às vagas para a realização do internato. Porém desconhece-se ainda quantas vagas existirão nas unidades hospitalares da região e quantos médicos recém-licenciados quererão ficar por cá.
Da parte da UBI existe a convicção de que muitos pretenderão iniciar a carreira em unidades de saúde da Beira Interior. Essa foi uma das razões pelas quais a Covilhã foi escolhida para acolher um novo curso superior de Medicina. Também se sabe que os estudantes estagiaram em hospitais vizinhos, estabelecendo conhecimentos e relações muito próximas com essas unidades e com os profissionais que aí trabalham. Contudo o futuro deles é uma incógnita, pois são quase todos oriundos de outras regiões do País.
Os novos médicos serão incluídos nas listas nacionais dos candidatos ao Internato Médico Comum, submetendo-se às regras gerais do concurso promovido anualmente pelo Ministério da Saúde.
Os hospitais da Guarda, Covilhã e Castelo Branco manifestaram já vontade de acolher os novos profissionais, vendo nisso a normal sequência do projecto regional que consistiu nessas licenciaturas, em que os jovens estudaram na faculdade com o apoio permanente dos hospitais da região.
plb
Nos 50 anos da Região de Turismo da Serra da Estrela a Covilhã recebe a 23.ª edição da prova de automobilismo «Rampa Serra da Estrela», que se realiza nos dias 19 e 20 de Maio.
O Automóvel Clube de Portugal (ACP) realiza mais uma edição da Rampa Internacional Serra da Estrela – Cidade da Covilhã, inscrita nos Campeonatos Europeu e Nacional de Montanha. À cidade serrana vão confluir nomes importantes do automobilismo mundial, facto que revela o crescente prestígio da prova.
O percurso terá cerca de cinco quilómetros, entre a Covilhã e o antigo Sanatório. O certame terá início a partir das 10 horas de sábado, junto ao Estádio Municipal, com a realização das verificações documentais e técnicas.
Em nota de imprensa o ACP anunciou que a «Rampa 2007» conta com um lote de pilotos bastante compacto, com boas possibilidades de discutir a vitória nos diferentes traçados.
De entre outros a edição deste ano contará com os jovens Anders Vilariño, Fausto Bormolini, Lazlo Szasz e Renzo Napione, que vão disputar a prova lutando com nomes sonantes como o pluri-campeão da Europa André Vilariño, ou mesmo Otokar Kramsky, para além dos melhores pilotos nacionais Pedro Salvador, Paulo Ramalho, Carlos Rodrigues, entre outros, e ainda alguns pilotos do país vizinho, habitualmente muito competitivos no traçado português.
plb
O Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Carlos Pinto, foi eleito pela empresa luso-francesa de capital de risco Gesventure, o «Autarca mais empreendedor de 2007».
A distinção a Carlos Pinto foi entregue hoje, 10 de Maio, durante o congresso sobre capital de risco «Venture Capital IT», realizado em Lisboa.
Para a Gesventure «a Covilhã é o município mais dinâmico na área do empreendedorismo em Portugal». O prémio foi justificado pelas boas iniciativas que o município serrano teve recentemente, com destaque para a criação na Covilhã de um clube de «bussiness angels» (empresários que financiam projectos para os quais o sistema bancário não dá resposta). Outra iniciativa considerada de grande mérito foi o programa de actividades em curso no Parkurbis (Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã), nele se incluindo um concurso de ideias para captação de novos projectos de negócio e a parceria com empresas brasileiras de tecnologias de informação.
Segundo a edição online da Kaminhos Magazine, que lançou a notícia, o presidente da Federação Nacional de Associações de Business Angels (FNABA) e da Gesventure, Francisco Banha, sublinhou que «a Covilhã é um exemplo a seguir. Penso que outros municípios devem tê-lo como referência para a criação de iniciativas nesta área».
Carlos Pinto volta assim a ter protagonismo depois do destaque que teve a sua defesa da regionalização durante o discurso na sessão solene do 25 de Abril.
plb
O Complexo Desportivo da Covilhã recebeu mais de 750 alunos e 100 professores em representação de todos os estabelecimentos de ensino do distrito de Castelo Branco para a final distrital das provas Mega Sprinter e Mega Salto.
A final distrital das provas Mega Sprinter (velocidade) e Mega Salto (salto em comprimento), apadrinhadas por Francis Obikwelu e Naide Gomes, com organização conjunta da Federação Portuguesa de Atletismo e da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Desporto Escolar decorreu na quarta-feira, 11 de Abril, no Complexo Desportivo da Covilhã.
As provas tiveram a participação de mais de 750 alunos e 100 professores em representação de todas as escolas do distrito de Castelo Branco e apuraram os dois primeiros classificados dos vários escalões etários para a final nacional que se vai disputar em Maio.
De referir que o Mega Sprinter consta da realização de provas de velocidade de 40 metros e de dois tipos de estafetas para infantis, iniciados e juvenis e uma prova de salto em comprimento (Mega Salto) que surge este ano pela primeira vez.
Ana Paula Sousa
O facto de existiram diversos parques termais na região motivou a Universidade da Beira Interior (UBI) a lançar um novo curso de pós graduação, com o qual pensa ganhar terreno na investigação científica nessa área.
Segundo o Urbi et Orbi, jornal on-line da UBI, a universidade decidiu promover a primeira pós-graduação em Termalismo, pensando nas necessidades das termas da região e tendo por referência as mais recentes evoluções científicas e tecnológicas nessa área.
Segundo António Jorge Santos Silva, coordenador científico desta acção e médico hidrologista, «este curso vem no momento certo para que sejam lançadas as sementes para que a UBI se possa afirmar como ponto de investigação nesta área». Este médico lembra que a Universidade tem entre os seus docentes e colaboradores, «nomes ligados às estâncias termais da região».
Embora refira as termas de Unhais da Serra, Manteigas, Monfortinho e Meda, a notícia da UBI é omissa quanto às termas do Cró, no concelho do Sabugal, cujas obras de instalação de infra-estruturas seguem em bom ritmo. Contudo, as caldas do Cró poderão igualmente vir a beneficiar do curso que está em implementação, pois os técnicos ali formados poderão futuramente vir a desempenhar funções nesse complexo termal quando o mesmo entrar em pleno funcionamento.
plb

A partir deste sábado, 16 de Maio, o semanário «Expresso» distribuído na Beira Interior traz também o jornal «O Interior». Assim, os leitores habituais da publicação de Pinto Balsemão na Beira Interior Norte e Sul passam a levar para casa no mesmo saco dois semanários.
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