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Júlio Sarmento, Presidente da Câmara Municipal de Trancoso, reeleito nas últimas autárquicas para o sétimo e último mandato consecutivo, disse que será proximamente eleito o Provedor do Munícipe.
A função do Provedor do Munícipe será «receber e tratar as preocupações, sugestões ou críticas dos trancosenses relativamente ao funcionamento do Município», disse o autarca aquando da sua tomada de posse. Trata-se de uma aposta na cidadania e na ética, que o presidente eleito pelo PSD quer ver garantidas neste seu último mandato à frente dos destinos de Trancoso.
A figura do provedor de munícipe, tem sido advogada e adoptada em várias autarquias do País, sendo entendido como um sinal de reforço da democracia participativa e da salvaguarda dos interesses das populações.
Os provedores têm tido um papel relevante em situações relacionadas com a defesa do ambiente, o acesso aos responsáveis pela gestão autárquica, a ineficiência dos serviços públicos sedeados no concelho, a defesa das pessoas com deficiência, das famílias carenciadas e dos idosos. A acção dos provedores decorre do recebimento de queixas dos munícipes relativas à generalidade dos serviços sedeados no município. Compete-lhes apreciar as questões e encaminhá-las ao Executivo Camarário, à Assembleia Municipal, bem como a outros serviços públicos.
Júlio Sarmento, para além do anúncio da intenção de criar a figura do provedor, assumiu como áreas de actuação prioritárias o comércio, os serviços e o turismo. Disse estar sobretudo preocupado com o emprego dos mais jovens e anunciou a disponibilização de apoios para as situações sociais mais prementes. Deixou também uma mensagem para a oposição, desafiando os vereadores eleitos pelo PS a encontrar com a maioria social-democrata pontos de convergência para que o concelho ganhe uma maior dinâmica.
plb
Os mapas interactivos do Plano Director Municipal (PDM) do Sabugal e dos outros 12 concelhos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) podem ser consultados através da Internet.
Em declarações à agência Lusa, Jorge Antunes, responsável pelo departamento de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) da AMCB explicou que «qualquer municípe poderá, por exemplo, editar on-line a delimitação de uma parcela de terreno, calcular distâncias e áreas ou imprimir uma planta de localização».
Estão disponíveis os planos directores do Sabugal, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Penamacor e Trancoso. Cada município tem uma hiperligação na sua página que redirecciona o utilizador para o portal da AMCB onde está a informação.
A disponibilização dos PDM na Internet responde a uma imposição legal (Lei n.º 56/2007) e, de acordo, com informações fornecidas pela o projecto global está orçado em meio milhão de euros e é co-financiado pelo Programa Operacional da Região Centro – MaisCentro.
A solução implementada permitirá aos municipes dos 13 concelhos fazer uma consulta prévia a um PDM, tendo como ponto de partida um determinado ponto ou localização no território. Após a identificação da localização da pretensão é possível cruzar esta informação com as classes de espaço, com o regulamento e limitações do PDM e imprimir a informação para o processo de viabilidade de transformação do terreno rústico.
No futuro o sistema irá permitir fazer pesquisas, visualizar e consultar os processos de obras das Câmaras Municipais.
Página da AMCB com o SIG. Aqui.
Página da Câmara Municipal do Sabugal com o PDM on-line. Aqui.
jcl
O Comando Territorial da Guarda da Guarda Nacional Republicana, tem previstas para o Dia Mundial do Idoso, que se comemora a 1 de Outubro, um conjunto de visitas a lares para acções de sensibilização, nelas se incluindo o Lar de Santa Catarina, na Rebolosa, concelho do Sabugal.
As acções de sensibilização e prevenção para a segurança dos idosos vão fazer-se em parceria com diferentes instituições do distrito, e desenvolvem-se no âmbito do Programa «Apoio 65 – Idosos em Segurança». O objectivo específico destas acções é alertar e esclarecer a população idosa sobre questões de segurança, concretamente sobre os perigos que mais frequentemente afectam os cidadãos de idade mais avançada, esclarecendo ainda sobre o respectivo enquadramento legal de actos criminosos de que são vitimas e indicando conselhos úteis e procedimentos a adoptar.
As acções a desenvolver ocorrerão por todo o distritio, com especial incidência no concelho de Pinhel: Azêvo, Ervedosa, Freixedas, Bouça Cova e Pinhel. Em Trancoso, as acções de sensibilização ocorrerão em diversas quintas isoladas do concelho. Em Manteigas a GNR falará com os idosos no Centro Cívico da sede de concelho, o mesmo sucedendo na Meda e em Fornos de Algodres.
No concelho do Sabugal está apenas prevista uma acção, que terá lugar no lar da terceira idade da freguesia raiana da Rebolosa.
plb
O Sabugal foi o palco este sábado, 25 de Julho, do Fórum Autárquico «Falar Verdade» do PSD do distrito da Guarda. Marcaram presença nos trabalhos a deputada Ana Manso e a maioria dos candidatos laranjas aos 14 municípios guardenses. A líder do partido, Manuela Ferreira Leite, adoentada com uma gripe não se deslocou ao Sabugal tendo sido substituída pelo vice-presidente Paulo Mota Pinto. Álvaro Amaro aproveitou para deixar um recado à presidente do partido: «Na Guarda não aceitaremos nomes nacionais na lista de deputados.»

Respondendo ao repto lançado na quinta-feira na sessão de apresentação no RaiaHotel do candidato, António Robalo, cerca de 300 militantes e simpatizantes sabugalenses encheram o salão de festas da Junta de Freguesia do Sabugal. A presença da líder social-democrata e dos candidatos às 14 Câmaras Municipais do distrito da Guarda ajudaram a aumentar a curiosidade e a militância. Quase em cima da hora ficou a saber-se que Manuela Ferreira Leite não marcaria presença em virtude de estar adoentada com uma arreliadora gripe. Em seu lugar enviou o vice-presidente Paulo Mota Pinto que encerrou a sessão mas que, curiosamente, não era portador de nenhuma mensagem da líder ausente para os sabugalenses e guardenses presentes.
Os trabalhos do Fórum Autárquico «Falar Verdade» foram conduzidos pelo coordenador distrital, João Prata, que foi introduzindo os temas e apresentando os muitos oradores do dia com direito a cinco rigorosos minutos.
A sessão de abertura esteve a cargo do presidente da Comissão Política do Sabugal, Manuel Corte. Seguiram as intervenções de Tânia Cameira e António Agostinho Lucas da Silva, respectivamente, representantes dos candidatos a presidentes de Junta de Freguesia, Tânia Cameira, e dos candidatos às Assembleias Municipais.
Os candidatos aos municípios guardenses tiveram direito a cinco rigorosos minutos e discursaram sobre diferentes temas: António Batista Ribeiro (Almeida), «Cooperação transfronteiriça»; Vítor Martins Santos (Celorico da Beira), «Sustentabilidade e aproveitamento dos recursos naturais»; António Edmundo Ribeiro (Figueira Castelo Rodrigo), «Potenciar recursos endógenos»; José Miranda (Fornos de Algodres), «Potencialidades das novas acessibilidades»; Álvaro Amaro (Gouveia), «Um combate pelo Interior»; João Mourato (Mêda), «Incentivo à inovação»; António Luís Ruas (Pinhel), «Ordenar o território, vencer o despovoamento»; António Robalo (Sabugal), «Educação e Formação»; Luís Caetano (Seia), «A Serra da Estrela como pólo aglutinador»; Júlio Sarmento (Trancoso), «Saúde e Solidariedade Social» e Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa), «Aproveitamento turístico da Beira e do Douro».
O recandidato a Gouveia, Álvaro Amaro, considerou como grande desafio para as próximas gerações a cooperação transfronteiriça e defendeu a necessidade de empunhar a bandeira do Interior que «tem sido muito sacrificado pelo poder central com política imorais que têm levado ao despovoamento do território» tendo apontado como solução «uma nova rede do ensino superior em Portugal, com as universidades e os politécnicos a criarem pólos com cursos nos diferentes concelhos».
João Mourato, actual presidente da Mêda, lembrou que «os autarcas do PSD têm sido discriminados pelo Governo» e António Ruas (Pinhel) pediu que o poder central «assuma de uma vez por todas a aposta no investimento no Interior, nos parques eólicos e nas fontes hídricas como factor de desenvolvimento local». Júlio Sarmento (Trancoso) animou a plateia com alguns sorrisos quando iniciou o discurso olhando para João Prata dizendo que sabia «da tolerância mas não sou dos que me calo com facilidade» para logo de seguida acrescentar: «Não temos gente. Porque não temos aquilo que nos falta vai continuar a faltar-nos aquilo que não temos.» De seguida atacou o Serviço Nacional de Saúde e o processo do Hospital da Guarda: «É uma telenovela. Temos assistido na Guada a revoada de ministros que vêm lançar mais uma pedra no novo hospital. O último vai ser o ministro da Justiça quando vier explicar a providência cautelar. A Segurança Social é uma autêntica quinta rodeada de um muro de compadrio.» A terminar o actual presidente de Trancoso deixou ainda um pensamento: «É mais importante morrer na luta do que morrer na hesitação.»
Encerrou a participação autárquica o candidatos Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa) lembrando que os extremos do distrito, Sabugal e Foz Côa, tocam-se pela afinidade de um rio que une. «A arrogância do primeiro-ministro reproduziu-se nas nossas terras. Muitos socratezinhos foram crescendo pelo País e Foz Côa parou. Temos muito a recuperar especialmente no turismo até porque seis das aldeias históricas estão na nossa região.»
Da intervenção de António Robalo subordinada ao tema «Educação e Formação» (disponível para consulta e cópia no final deste artigo) destacamos os compromissos de desenvolver no Centro Social João Paulo II um Centro de Ciência e Actividades Criativas e a abertura no Sabugal de uma Universidade Sénior.
Os autarcas presentes fizeram questão de iniciar os discursos agradecendo ao actual presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, toda a disponibilidade e cooperação ao longo dos últimos anos e felicitando-o na hora da despedida.
Na sessão de encerramento usaram da palavra Álvaro Amaro, presidente da Comissão Política Distrital da Guarda e Paulo Mota Pinto, vice-presidente da Comissão Política Nacional em representação da presidente Manuela Ferreira Leite.
Álvaro Amaro, sem limites de tempo, utilizando um tom inflamado próprio de um comício, começou por informar que apesar de ter tentado falar telefonicamente com a presidente do partido tal ainda não tinha sido possível pedindo por isso a Paulo Mota Pinto que servisse de mensageiro para o desejo de melhoras de todos os guardenses. «Fomos o primeiro distrito a fechar as listas de candidatos. Os autarcas do PSD são o colchão do partido nos bons e maus momentos porque tal como disse Zeca Afonso – a Académica não é um clube, é uma causa – e também nós somos uma causa», disse Álvaro Amaro perante uma atenta plateia. Depois deixou alguns recados para dentro do partido. «Todos nós sentimos a causa do Interior. Nenhum Governo do PSD deixará de contar com vozes muito críticas se não perceber. Esteja onde estiver jamais – jamais não porque pareço o outro – nunca, nunca calarei a minha voz sobre os novos valores da política. É inaceitável que 10 autarcas PSD do distrito da Guarda tenham estado um ano à espera que um secretário de Estado do Turismo os recebesse. A política do carneirismo não tem mais espaço e não podemos viver num país a duas velocidades no litoral e no interior». A finalizar pediu novamente a Paulo Mota Pinto que fosse portador de um aviso dos sociais-democratas do distrito da Guarda. «Soube hoje de manhã que o cabeça-de-lista socialista pela Guarda é Fernando Assis. Como social-democrata sinto-me ofendido. É esta a política velha de quando nos diziam – não têm aí pessoas válidas por isso lá vai mais um – mas nós queremos dizer aqui à presidente do Partido Social Democrata que não aceitamos que nos imponham nenhum nome de fora da Guarda. Não rasgarei o cartão mas saberei tirar conclusões políticas.»
Encerrou o Fórum Autárquico, o vice-presidente Paulo Mota Pinto que esteve no Sabugal em substituição de Manuela Ferreira Leite retida em Lisboa a muitos quilómetros de distância com gripe. O dirigente discursou sobre os grandes desafios nacionais que se colocam ao partido em ano de três eleições. Sobre José Sócrates considerou: «Foram quatro anos de grandes erros. O Governo desistiu de governar. O Governo está esgotado.» Para o Interior não apontou soluções porque «os problemas do Interior não se resolvem do pé para a mão».
No final os participantes foram convidados a dirigirem-se, a pé, até aos jardins do Auditório Municipal onde decorreu um lanche.
Curiosamente Paulo Mota Pinto não foi portador de nenhuma mensagem da presidente laranja para os simpatizantes e militantes presentes no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.
António Robalo – Discurso de apresentação da candidatura. Aqui.
António Robalo – Discurso no Fórum Autárquico. Aqui.
jcl
Trancoso é um dos sete concelhos do distrito da Guarda que se incluem na denominada sub-região da Raia, fronteiriça com Espanha. A Norte da capital do distrito, as terras de Trancoso estendem-se por uma paisagem planáltica de granito, cortada pelo rio Távora, conhecida por Riba-Côa ou Terra Fria Beirã.
TRANCOSO – Espectadora excepcional de importantes passagens da história de Portugal, Trancoso mantém-se como uma fonte de dinamização na Beira Interior, uma área desde há muito em luta com a falta de recursos e a desertificação dos seus campos e aldeias.
Os primeiros vestígios humanos no concelho têm cerca de 4000 anos. Um primitivo castro pastoril deu lugar a um posto defensivo, que, com a chegada dos romanos, foi aumentado e reforçado. Já no século X, o castro tinha-se convertido em castelo e estas terras eram disputadas por mouros e cristãos. Muitas foram as arremetidas de uns e outros. Frentes às muralhas de Trancoso bateram-se homens como Almançor, Fernando Magno, Martim Moniz e D. Afonso Henriques, que resgatou Trancoso após ter sido arrasada pelos muçulmanos em 1139. Depois da batalha, D. Afonso Henriques terá tomado duas determinações: construir o convento de Tarouca e usar o título de Rei de Portugal.
O Castelo de Trancoso ficou definitivamente ligado à cristandade em 1160, pelas armas, uma vez mais, de D. Afonso Henriques. Mas as disputas com Castela continuaram, e a cercania com a fronteira (70 km até Vilar Formoso) reservaria um papel relevante aos habitantes de Trancoso nas guerras com o país vizinho. Durante resistência às tropas de Napoleão, o desafortunado general Beresford estabeleceu quartel no casario de Trancoso.
Não obstante, não só combates viu esta povoação. A vila beirã assistiu também ao casamento de D. Dinis com Isabel de Aragão, em 1282, e ao nascimento da fama de Gonçalo Annes, por alcunha o Bandarra. Sendo Trancoso terra rica em personagens lendárias, é que este sapateiro da primeira metade do século XVI, poeta e profeta, o que mais alargou através dos séculos a sua fama. Em palavras de Pessoa «(…) este cujo coração foi não português mas Portugal».
O Bandarra, assim como muitos membros da vasta e influente comunidade judia, chegou a ser julgado pela Santa Inquisição. A vila histórica de Trancoso, abraçada pelas muralhas guarda marcas da importância dos judeus na vila e do seu forte desenvolvimento comercial. As casas da velha judiaria ainda exibem as duas portas características, algumas com símbolos hebraicos sobre os marcos: a mais larga para fins comerciais e a estreita para uso doméstico.
A melhor ocasião para visitar Trancoso é em Agosto, aquando da famosa Feira de S. Bartolomeu. Os ares de Medievo que emanam das singelas ruas da vila, com o seu castelo e muralhas e o pelourinho manuelino, junto à Igreja de S. Pedro, classificados Monumento Nacional, parecem reviver quando atravessamos o arco das Portas de El-Rei e caminhamos pela rua conhecida por Corredoura, que nos leva até ao Largo Francisco Ferreira, o centro da via. Lojas e cafés acompanham os numerosos transeuntes que fazem fervilhar os velhos arruamentos. Magnifica ocasião para saborear as especialidades da gastronomia local: o cabrito assado, o bacalhau à S. Marcos, o ensopado de míscaros ou as enguias à S. Bartolomeu. Nos doces são célebres, as «sardinhas doces de Trancoso».
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
A presidente do PSD-Partido Social Democrata, Manuela Ferreira Leite, desloca-se ao Sabugal no domingo, 25 de Julho, para apresentar os candidatos autárquicos às 14 Câmaras do distrito da Guarda. O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.
O Sabugal será o palco da apresentação nacional dos candidatos sociais-democratas às 14 câmaras do distrito da Guarda.
O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas de domingo, 25 de Julho, no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal e encerrará com um discurso da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite.
| CONCELHO | CANDIDATO | POSIÇÃO | CÃMARA |
| Aguiar da Beira | Fernando Andrade | Recandidatura | PSD |
| Almeida | António Baptista Ribeiro | Recandidatura | PSD |
| Celorico da Beira | Vítor Santos | Candidatura | PS |
| Gouveia | Álvaro Amaro | Recandidatura | PSD |
| F. Castelo Rodrigo | António Edmundo | Recandidatura | PSD |
| Fornos Algodres | José Miranda | Recandidatura | PSD |
| Guarda | Crespo de Carvalho | Candidatura | PS |
| Manteigas | José Manuel Biscaia | Recandidatura | PSD |
| Mêda | João Mourato | Recandidatura | PSD |
| Pinhel | António Ruas | Recandidatura | PSD |
| Sabugal | António Robalo | Vereador | PSD |
| Seia | Luís Caetano | Vereador | PS |
| Trancoso | Júlio Sarmento | Recandidatura | PSD |
| V. N. Foz Côa | Gustavo Duarte | Vereador | PS |
Nas últimas eleições autárquicas no distrito da Guarda o PSD alcançou a presidência de dez Câmaras (Sabugal, Almeida, Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Gouveia, Fornos de Algodres, Trancoso, Mêda e Pinhel) e o PS quatro (Guarda, Seia, Celorico da Beira e Vila Nova de Foz Côa).
jcl
O concelho de Trancoso engalanou-se para receber em festa sua majestades reais D. Dinis e D. Isabel de Aragão e seus séquitos, nobres e povo numa recriação do esposamento dos monarcas que aconteceu nesta cidade em 1282.
A Festa da História foi organizada em 27 e 28 de Junho pela empresa municipal Trancoso Eventos, Câmara Municipal de Trancoso e pela AENEBEIRA-Associação Empresarial do Nordeste da Beira onde não faltaram torneios de armas, a reconstituição do recrutamento de homens para a defesa do burgo, o assédio e assalto por tropas castelhanas mas também os festejos da vitoria dos trancosanos com bailias, danças e folguedos.
Pelas ruas do centro histórico, vaguearam mendigos, guerreiros, judeus e mercadores, pregoeiros, taberneiros, cavaleiros e infantes, conferindo um colorido ao perímetro amuralhado na antiga «vila» agora cidade de Bandarra.
No centro da praça, o trono real acolheu os monarcas que assistiram com todas as honrarias, à pelejas e confrontos de cristãos e mouros, a danças e bailias.
O Cortejo Régio foi o momento mais visível destas celebrações anuais que atraem forasteiros e autarcas de varias paragens que, na praça central intra-muros, assistem aos torneios de armas a cavalo, venda de escravos, investidura de novos cavaleiros e por fim o «juízo eclesiástico de heréticos e relapsos e seus castigos».
Não faltou a Ceia Medieval para Fidalgos de moa agasalho, em ambiente que fez recuar aos tempos medievais e aos odores e sabores de antanho, onde não faltaram as animações e exibições de artistas e do povo.
Trancoso fez mais uma vez jus aos seus pergaminhos de um passado glorioso que se quer projectar na modernidade do presente para construir um futuro promissor.
É, sem dúvida, mais glorioso fazer uma festa para exaltar D. Dinis e D. Isabel do que comemorar a Europa que ninguém quer.
jcl (com C.M. Trancoso)
Estamos em Junho e o Verão que se aproxima, transporta com ele aqueles emigrantes que não esquecem as raízes e dão, por uns meses, vida às povoações que já a não têm.
A eles se juntam outros migrantes internos que residem e fazem vida, principalmente nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto, na mira de lá gozar férias e «carregar baterias», num mar de gente conhecida cheia de afectividades e lembranças, tão diferente do buliço das grandes cidades, onde ninguém se conhece verdadeiramente.
A última crónica de Romeu Bispo, actual provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal cujo titulo sugestivo é «Vistas Largas», leva-me a fazer as seguintes considerações:
1) Em sentido lato, poderemos dizer que o convívio com outros países e culturas, deu aos nossos emigrantes uma visão mais abrangente que àqueles que nunca da terra saíram, mas que mesmo estes sofreram uma forte influência dos mesmos;
2) Já, outros, em termos políticos o seguidismo e fanatismo por ideologias retrógradas, levam-nos a «vistas curtas» ou direccionadas ou, como diz o Kim Tomé, usam palas ou cassetes, nos olhos ou ouvidos, voluntariamente.
3) Em sentido restrito, na minha opinião, tem vistas largas, quem, em termos regionais, não olha só para o seu umbigo, bairro, freguesia ou mesmo concelho;
4) A verdadeira globalização deve começar com parcerias com os nossos vizinhos, criar sinergias e agregar o que nos une e não procurar divisionismos sem sentido.
«Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim»
Com o slogan de que «Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim», vou iniciar neste espaço um conjunto de informações que julgo úteis para quem quiser espraiar a vista para além da nossa Aldeia Histórica de Sortelha, nomeadamente: Almeida, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto e Trancoso.
Almeida – Considerada Vila Monumental Nacional, foi conquistada por D. Sancho I, que ampliou as suas muralhas. Alvo de constantes ataques por parte dos muçulmanos, voltou a ser destruída, até que em 1190 D. Paio Guterres a tomou definitivamente. Corria o ano de 1926, quando D. Dinis deu a carta de foral aos habitantes e reconstruiu o castelo. No entanto, só um ano mais tarde, com a assinatura do Tratado de Alçañizes entre Portugal e Castela é reconhecida como terra portuguesa. O seu nome vem do árabe e várias teorias tentam explicá-lo. A mais provável é mesmo a tradução de almeida, que significa «mesa» por a povoação se encontrar num planalto. Já segundo a lenda local, o seu nome nasce no facto de na antiga povoação existir uma extraordinária mesa ornamentada com pedras preciosas.
Vila fronteiriça, Almeida é um dos raros exemplares de arquitectura abaluartada do nosso país. Fortificada em forma de estrela de 12 pontas, com muralhas em cantaria, revelins (os baluartes que permitiam a observação do território circundante) portas e casamatas que percorrem os seus 2.500m de perímetro, esta praça-forte foi edificada nos séculos XVII e XVIII, em redor de um castelo medieval – situado num planalto entre o rio Côa e a ribeira dos Tourões –, depois dos espanhóis terem destruído as defesas que protegiam a vila. Palco de várias lutas ao longo dos séculos, Almeida desempenhou um papel relevante na Guerra dos Sete Anos e na 3.ª Invasão Francesa, em 1810, período em que esteve cercada pelas tropas napoleónicas.
No interior da fortificação, vale a pena visitar o conjunto harmonioso do casario e os diversos edifícios religiosos espalhados pelas ruas estreitas. A comunhão da arquitectura militar envolvente com a simplicidade do modo de vida rural é algo que nos seduz. E o seu passado guerreiro é ainda manifesto, não só na fortificação, mas em numerosos edifícios com uma arquitectura simples e robusta.
No interior da fortaleza, é possível pernoitar numa das Pousadas de Portugal – que se encontra num dos extremos da vila, junto à Praça Alta.
Aproveite também a estadia para provar os pratos típicos da região, dos quais se destacam o bacalhau e o cabrito.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
A Câmara Municipal de Trancoso e o Instituto Piaget assinaram um protocolo de colaboração que prevê o funcionamento instalação do ensino superior em Trancoso através de cursos de Pós-Graduação na área do Turismo e Património.
O processo de desenvolvimento sustentado em desenvolvimento nesta cidade e concelho conhecem assim mais um factor de grande relevância com impacto futuro na vida cultural, social e económica.
O Protocolo foi assinado por Júlio Sarmento, presidente do Município, e por Luís Cardoso, que assume esta semana o cargo de presidente do Instituto Piaget, tendo o acto sido «apadrinhado» por Jorge Maximino, docente do instituto, natural de Vila Nova de Foz Côa, um dos principais impulsionadores da iniciativa.
Na cerimónia realizada nos Paços do Concelho, o Presidente da Câmara Municipal, Júlio Sarmento, sublinhou que este «é o primeiro passo no sentido da exigência e da excelência porque, do ponto de vista estratégico, Trancoso tem um Programa Estratégico elaborado por um dos mais prestigiados gabinetes de Planeamento Regional e Urbano dirigido pelo professor Jorge Gaspar que aponta para que seja nos próximos 20 anos uma cidade de comércio, turismo e serviços».
Afirmou então que «é no sector dos Serviços em que está envolvida a maior percentagem de população activa e o comércio que constitui um clusterdadas as tradições comerciais de Trancoso não só pelo seu mercado semanal mas também da realizações das suas feiras e da importância do próprio comércio no tecido económico e social do concelho».
O Presidente do Município slientou ainda o sector dos Serviços porque «é, além do empreendedorismo da profissões liberais que existem em vários domínios em Trancoso, o sector dos Serviços que emprega mais no sector dos Serviços Sociais, on serviços de saúde que vão em breve ter um novo equipamento e o serviços de Educação».
Aqui, o edil disse que Trancoso tem já, envolvendo a Escola Profissional, Escola Secundária e do Agrupamento de Escolas do Concelho, cerca de 1.200 alunos diariamente nesta cidade e que «o passo que temos de dar com o Instituto Piaget foi começado com este Protocolo de Colaboração para realização de Cursos de Pós-Graduação».
«É um primeiro passo que visa criar um centro de excelência do ponto de vista de oferta de Ciências da Educação em Trancoso naturalmente voltados para uma região» e reconheceu «expressamente e explicitamente o papel que o Instituto Piaget tem tido no país sobretudo na afirmação de trazer ao interior, às zonas mais despovoadas e desertificadas, o Ensino Superior», referiu.
O protocolo estabelece como principal objectivo «a realização em Trancoso de Cursos de Pós-Graduação em áreas diversificadas, com especial incidência nas área do Património e Turismo» em que o Instituto Piaget fica comprometido em elaborar os projectos pedagógicos e científicos dos diversos cursos com os respectivos planos de estudos, fundamentação e objectivos.
A Câmara Municipal de Trancoso vai disponibilizar instalações para o funcionamento dos cursos e respectivos serviços de apoio administrativo e social, bem como apoio na logística de transportes garantindo ainda o apoio à promoção dos cursos, das actividades académicas dos estudantes e o seu envolvimento junto da comunidade do Concelho e da Região.
aps
A Câmara Municipal de Trancoso lançou um concurso, onde está previsto o investimento de 1,2 milhões de euros, para a construção do Centro de Interpretação Judaico a localizar na antiga Judiaria de Trancoso. No âmbito da candidatura do Programa de Regeneração Urbana está programada a requalificação do Largo Luís Albuquerque com a instalação de mobiliário urbano adequado e embelezamento.
Decorreu em Trancoso, há cerca de 15 anos, o Primeiro Encontro Internacional da História das Beiras e dos Judeus Peninsulares que reuniu judeus portugueses oriundos das zonas de Guarda, Trancoso, Foz Côa, Moncorvo, Belmonte, Lisboa, Porto, Bragança, Fundão, Covilhã e Coimbra, entre outras. Estiveram ainda presentes elementos de Israel, Estados Unidos, Argentina, França, Bélgica, Espanha, Itália, membros de associações judaicas e das Associação Judaica Rosh Pinah e da Associação de Amizade Portugal-Israel, sedeadas na Guarda, promotores do encontro em parceria com a Câmara Municipal. Na altura foi salientada a importância desta cidade e da sua tradição judaica para a criação de um Centro Interpretativo dedicado à presença hebraica nesta região.
O Centro de Interpretação Judaica Isaac Cardoso que o Município de Trancoso vai construir, com um investimento de 1,2 milhões de euros, tem como objectivos a valorização, registo, defesa e promoção de diversos elementos ligados à cultura judaica, em particular à Comunidade Hebraica de Trancoso.
O presidente da Câmara Municipal, Júlio Sarmento, pretende que este equipamento venha a ser «um lugar de investigação, estudo e debate de ideias, temas e culturas relativas às religiões, mas também sobre a Tolerância, tendo como base um conjunto documental e bibliográfico e promovendo parcerias com entidades nacionais e estrangeiras, nomeadamente do Brasil, Holanda, Espanha, Estados Unidos e Israel com o objectivo de obter o máximo de investigação sobre os Judeus de Trancoso».
A criação de prémios de investigação, publicação de teses e trabalhos de investigação e artigos científicos nesta área em parceria com instituições congéneres, a realização de seminários, simpósios, congressos, dando continuidade às Primeiras Jornadas do Património judaico na Beira Interior realizadas em Trancoso em 2005, visitas de estudo e visitas guiadas vocacionadas principalmente para o turismo cultural e religioso, são alguns dos fins a que se destina o Centro de Interpretação Judaica Isaac Cardoso.
Fernando Cardoso, aliás Isaac Cardoso nasceu no início do século XVII em Trancoso. Foi viver em 1610 para Espanha com a família. Aqui estudou e doutorou-se em Salamanca. Médico, filósofo e defensor do judaísmo, foi uma das figuras proeminentes da época e das personalidades mais ilustres de Trancoso.A autarquia vai, igualmente remodelar a iluminação do Centro Histórico de Trancoso por forma a enriquecer o ambiente o urbano tornando-o mais visível e atractivo. A intervenção corresponde a um investimento estimado em 700 mil euros.
aps
A Câmara Municipal de Trancoso e a Junta de Freguesia da Cogula, com o apoio da Trancoso Eventos (entidade empresarial municipal), comemoram, no dia 18 de Abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com a inauguração do Centro Interpretativo de Cogula.
As comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, embora simbológicas, têm no concelho de Trancoso um significado de grande alcance tendo em conta a riqueza patrimonial aqui existente, dispersa pela sede de concelho e suas freguesias, ricas em monumentos, manifestações e vestígios do passado de várias épocas da História, que consolidam a identidade dos povos e das regiões.
A Câmara Municipal de Trancoso e a Junta de Freguesia de Cogula promovem no sábado, 18 de Abril, várias actividades relacionadas com a data pretendendo, assim, contribuir para aumentar a consciência pública relativamente à diversidade do património e aos esforços necessários para o proteger e conservar, permitindo, ainda, alertar para a sua vulnerabilidade.
O Centro Interpretativo de Cogula resulta da reabilitação de dois edifícios de arquitectura rural, embora com alguma traça, que vai constituir-se em Centro de Difusão Cultural e Turístico numa região e num concelho que é, pela sua localização geográfica, uma porta de entrada para o Património da Humanidade, a norte, representado pelo Douro Vinhateiro e Parque Arqueológico do Vale do Côa.
A obra representa um investimento aproximado de 200 mil euros e inclui posto de informação turística, posto Internet, biblioteca, venda de lembranças e artigos vários, artesanato.
O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado, pelo ICOMOS- Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, em 18 de Abril de 1982 e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. O ICOMOS elegeu como tema estruturante do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios de 2009 o tópico «O Património e a Ciência», com o objectivo de proporcionar uma oportunidade de reflexão acerca do papel da ciência (e tecnologia) no património culturalA criação deste Centro Interpretativo de Cogula é encarado pelo Presidente do Município de Trancoso, Júlio Sarmento, como uma mais-valia para a divulgação das riquezas patrimoniais locais e do concelho, numa zona de entrada no Douro, com riqueza patrimonial importante e património imaterial variado e rico.Este equipamento insere-se na politica descentralizada para a valorização das freguesias rurais do concelho encetada pela Câmara Municipal de Trancoso, integrada, por seu turno, no amplo projecto de desenvolvimento para o concelho que se pretende integrado, sustentável e harmonioso.
aps
«Marley Dinis» é um gato de um ano de idade feito a 22 de Junho de 2008 que venceu a classe de Melhor Gato Doméstico na II Exposição Felina que a empresa Municipal Trancoso Eventos organizou no Pavilhão Multiusos de Trancoso em 24 e 25 de Janeiro em colaboração com o Clube Português de Felinicultura.
O presidente do Clube Português de Felinicultura (CPF), João Noronha, manifestou-se profundamente satisfeito com esta realização atendendo à participação crescente de expositores nacionais e estrangeiros, designadamente de Espanha, devido «à proximidade geográfica».
Um gato persa, propriedade de José Manuel Dias, de Vila Real de Trás-os-Montes que tem como criadora Júlia Alexandra Carvalho, é campeã Mundial e esteve presente neste certame que reuniu mais de 130 exemplares de 30 raças de gatos das 47 reconhecidas.
Estiveram ainda presentes gatos e expositores da Alemanha, França, Holanda, Itália, entre outras proveniências.
O Júri da exposição felina de Trancoso, patrocinada pela Royal Canin, foi composto por elementos oriundos de França, Alemanha e Holanda.
A grande participação espanhola, estimada em 40 por cento dos expositores, foi justificada por João Noronha pelo facto de «os espanhóis terem gostado muito do espaço do Pavilhão Multiusos de Trancoso, aliada à simpatia da organização, visitantes e população em geral mas também à redução das exposições naquele país devido à renovação da Federação de Clube de Felinicultura».
O Presidente do CPF regista com agrado o aumento dos amantes dos gatos e da Felinicultura, nomeadamente o interesse dos mais jovens, traduzido no aumento dos animais e expositores nos certames organizados pelo CPF que actualmente envolve cerca de 1.400 associados.
O presidente da Trancoso Eventos, Santos Costa, numa breve intervenção que realizou, disse que «os gatos são a companhia de escritores, de pintores, de poetas , de músicos e também de crianças e idosos».
Recuando na História recordou que no século XIV «Trancoso perdeu uma terça parte da população porque menosprezou os gatos» numa altura em que proliferava a peste transmitida pelos ratos que faziam com que a epidemia alastrasse. E isto tudo porque os animais eram encarados como símbolos de bruxaria, designadamente os gatos pretos.
aps (com gabinete de Imprensa da CMT)
Trancoso mostrou-se com êxito e visibilidade na Bolsa de Turismo de Lisboa que decorreu, de 21 a 25 de Janeiro, na FIL-Feira Internacional de Lisboa no Parque das Nações.
O principal objectivo desta presença organizada e patrocinada pela Câmara Municipal foi, desde logo definido: Dar a conhecer Trancoso como um concelho irradiador de desenvolvimento, património e cultura numa perspectiva de modernidade.
O espaço de Trancoso na BTL primou pela diferença e singularidade, convidando os visitantes a integrarem-se no seu ambiente à sombra de um cenário baseado nas Muralhas de Trancoso e Portas D’El Rey como que se de uma autêntica porta-aberta se tratasse para uma viagem no tempo – o passado e o presente.
O presidente do Município de Trancoso, Júlio Sarmento, definiu para a presença do espaço de Trancoso na BTL 2009 como uma ocasião para mostrar e divulgar o «património único, um projecto de aproveitamento deste recurso como fomentador de um turismo cultural, gastronómico e artístico de qualidade, uma oportunidade de projecção de Trancoso no sector turístico».
E tudo isto atendendo às características desta mostra internacional que permitiu um conhecimento real das potencialidades de Trancoso e seu concelho, facto que o Presidente do Município evidenciou ao afirmar que «é rico na sua historia e monumentalidade, tendo como principais centros históricos a sede de concelho, a antiga vila medieval de Moreira de Rei, mas também solares como o Solar dos Brasis em Torre do Terrenho, casas apalaçadas ou manifestações pastoris como os abrigos de pastor do Feital, as paisagens onde os castanheiros marcam presença, os prados e afloramentos rochosos e castrejos».
«Temos uma gastronomia regional rica e variada, marcas do passado materializadas nos monumentos, memórias de heróis e figuras lendárias, paisagens, ar puro que, no conjunto constituem um potencial único de desenvolvimento e oferta turística», disse.
Júlio Sarmento, acompanhado pelos vereadores António Oliveira (vice-presidente do Município) e João Carvalho, estabeleceu contactos na BTL com jornalistas do sector turístico com vista à realização de visitas e actividades de divulgação de Trancoso e ainda com agentes e operadores turísticos ou promotores do sector.
É de realçar a visita ao espaço de Trancoso do presidente da Turismo Serra da Estrela, Jorge Patrão e pelo vogal deste novo organismo, Luis Pedro Cerveira.
Publicações editadas ou patrocinadas pelo Município de Trancoso estiveram à disposição do público visitante sendo de destacar, a preço simbólico as Profecias de Bandarra, numa edição a custo de um euro promovida pela Trancoso Eventos – Entidade Empresarial Municipal.
Trancoso aproveitou ainda para a divulgação da Feira do Fumeiro a realizar nos dois primeiros fins de semana de Março (6 a 8 de Março e 14 a 15 de Março) organizada pela AENEBEIRA–Associação Empresarial do Nordeste da Beira.
A presença de Trancoso na BTL 2009 foi organizada pela Câmara Municipal de Trancoso com apoio da empresa municipal Trancoso Eventos.
aps (com gabinete de Imprensa da CMT)
O concelho do Sabugal integra a «Organização Beira Interior Norte/Salamanca» que pretende divulgar e desenvolver as zonas mais pobres da região raiana. As actividades da organização transfronteiriça estão disponíveis na Internet.
A comunidade transfronteiriça «Organização Beira Interior Norte/Salamanca quer divulgar através da Internet, entre outras actividades, as que se prendem com beneficiação e construção de novas infra-estruturas, aquisição de bens materiais e prestação de serviços.
A organização integra os concelhos do Sabugal, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel e Trancoso, no distrito da Guarda, e oito comarcas espanholas da província de Salamanca. Foi constituída em 2006, no âmbito da Convenção assinada entre Portugal e Espanha sobre cooperação transfronteiriça, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento de uma das zonas mais pobres dos dois países.
A chegada à Internet visa aproximar as populações dos dois lados da fronteira e tornar conhecidas as suas vivências, ao mesmo tempo que permite divulgar as potencialidades turísticas da região, ao promover o património natural, arquitectónico e humano.
As duas regiões, próximas nas características geográficas, demográficas e económicas, ocupam uma área aproximada 16,5 mil quilómetros quadrados, onde habitam cerca de 460 mil habitantes, dos quais 345 mil são espanhóis.
Esta Comunidade de Trabalho teve uma dotação no âmbito do INTERREG III-A, de cerca de 3,3 milhões de euros, para acessibilidades aos espaços transfronteiriços, sistemas de prevenção de incêndios na fronteira, revitalização dos centros históricos e promoção turística.
Mas… há razões que a razão desconhece numa organização onde o concelho do Sabugal esteve representado ao mais alto nível pelo presidente do Município, Manuel Rito. Uma visita pelo portal do «Território Binsal» no capítulo das rotas pelos castelos aparecem 16 castelos e entre eles Pinhel, Castelo Rodrigo, Marialva, Longroiva, Celorico da Beira, Linhares da Beira e… espanto dos espantos nem uma referências aos castelos sabugalenses. Deve haver aqui um erro. Tem que haver aqui uma grande e gravíssima incúria que acreditamos vai ser reparada em breve.
Veja a presença na Internet da comunidade transfronteiriça aqui
e a página das Rotas pelos Castelos aqui
jcl
A «Trancoso Eventos», entidade empresarial municipal organiza de 15 de Novembro a 1 de Dezembro a exposição «História do Fado», uma mostra de rara beleza e interesse tendo em conta a evocação de nomes sonantes que fizeram do Fado a «Alma Portuguesa» cantada nos quatro cantos do Mundo.
A exposição foi gentilmente cedida pelo Museu do Fado e com ela Trancoso e o público que a visitar terá oportunidade e conhecer e reviver melhor a mensagem, o significado e a mística do Fado, que ultrapassa os cânones da saudade para se espelhar no povo que canta.
«Povo que lavas no rio.
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão!
Pode haver quem de defenda
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida não…»
(Pedro Homem de Melo ) na voz de Amália Rodrigues
Inserida na exposição «História do Fado» realiza-se no dia 22 de Novembro, no Centro Cultural de Trancoso, onde decorre a mostra, uma noite de fados a partir das 21.30 horas, com a participação do Grupo de Fados da Guarda.
A nostalgia de Outono é, assim, em Trancoso, enriquecida por momentos inesquecíveis espelhados na «Alma que o Fado Tem».
aps
«Nunca estivemos nessa reunião», afirmou o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, desautorizando um comunicado assinado por Carlos Pinto, presidente da Comurbeiras, segundo o qual diversos autarcas beirãos vão tomar medidas contra o novo Pólo Turístico da Serra da Estrela.
Diversos autarcas da zona da Serra da Estrela negam comunicado assinado pelo presidente da Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras), Carlos Pinto, que preside à Câmara da Covilhã, e que os coloca contra novo pólo turístico regional. O documento anuncia que os municípios do Sabugal, Almeida, Covilhã, Fundão, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Mêda, Pinhel, Trancoso e Gouveia, todos do PSD, «decidiram não integrar o novo pólo» por discordância com os estatutos. O comunicado anuncia ainda que os autarcas vão pedir em tribunal a suspensão dos estatutos e que se estes não forem alterados vão criar uma nova entidade de promoção turística.
Entretanto os autarcas em causa contactados pela agência Lusa não subscrevem as decisões anunciadas em seu nome e desconheciam o comunicado.
«O Sabugal não tem nada a ver com esse comunicado. Se é referido, é abusivamente. Nem estivemos nessa reunião», disse Manuel Rito, presidente do Município mas recusando-se contudo a comentar o processo do novo pólo turístico.
«Consideramos legítimo que o Governo aprove os estatutos, mesmo nós discordando de alguns aspectos mas estamos dentro do pólo e queremos articular vontades. Uma coisa é os autarcas concertarem posições, outra é a Covilhã anunciar uma posição e depois querer levar-nos a reboque», esclareceu Júlio Sarmento, presidente da Câmara do Trancoso.
Álvaro Amaro, edil de Gouveia, diz ter ficado «surpreendido com o teor do documento apesar de pessoalmente manifestar absoluta discordância com o processo de constituição do pólo turístico mas, no entanto, o executivo municipal só deve discutir o assunto no dia 27».
Mais a Norte, João Mourato, presidente da Câmara de Mêda, diz «não se rever no pólo turístico da Serra da Estrela mas, porque o lugar da Mêda em termos de turismo é o Douro».
Os presidentes da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, e do Fundão, Manuel Frexes, não quiseram prestar declarações enquanto Jorge Patrão, presidente da comissão instaladora do novo pólo turístico, que está no centro de toda esta polémica refuta as críticas e ataca dizendo que «há uma campanha para deturpar a informação porque não é fácil conciliar os interesses de todos em relação aos estatutos».
Recordo aqui uma notícia da agência Lusa datada de 7 de Maio de 2008. «A Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras) vai receber 60 milhões de euros do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), afirmou Carlos Pinto, presidente daquela instituição intermunicipal».
Evidentemente que qualquer semelhança entre uma disputa pelos apetecíveis dinheiros, quem os gere e para onde vão é pura e transparente coincidência.
jcl
A empresa municipal «Trancoso Eventos», organiza no Centro Cultural desta cidade beiroa, até 21 de Outubro, a segunda Exposição de Quadros de Eduarda Lapa, do lote de 71 quadros e objectos pessoais doados ao Município de Trancoso pela sobrinha da pintora, Maria Manuela de Almeida Lapa e Passos.
Eduarda Lapa nasceu em Trancoso a 15 de Outubro de 1895, frequentou o Liceu de Coimbra mas movida pela sua vocação artística moveu-se para Paris onde conviveu com alguns dos melhores artistas plásticos da época.
Na «Cidade Luz» frequentou as Academias de Emílio Renard, Chaumière e Moderne.
Regressada a Portugal, começou a expor os seus trabalhos, tendo realizado a primeira exposição nos Paços do Concelho de Trancoso em 1917.
Foi discípula de Malhoa, trabalhou com Vieira da Silva e Arpad Szenes. Ficou conhecida como «A Pintora das Flores». Retratou em pinturas a óleo a vida à beira-mar, as «marinhas» e paisagens, que nas suas telas ganharam outra vida, num colorido fino, no gesto do pincel mais perfeito…
As suas Obras a óleo e pastel valeram-lhe o reconhecimento e a atribuição de vários prémios e distinções: a Câmara Municipal de Lisboa atribuiu-lhe a Medalha de Honra da Cidade e em 1950 foi condecorada com o colar da Ordem Oficial de Santiago.
Eduarda Lapa faleceu em Lisboa em Setembro de 1976.
O espólio doado à Câmara Municipal de Trancoso pela sobrinha Maria Manuela vai integrar um Museu dedicado à artista onde serão recolhidos os quadros, objectos de uso quotidiano, insígnias, comendas e dois vestidos que Eduarda Lapa usou por ocasião da despedida do Rei de Itália.
Acontecimento de elevado nível artístico e cultural, a exposição merece uma visita atenta e todos aqueles que se revêem na expressão artística de um dos grandes expoentes da cultura portuguesa.
aps
A decisão do INEM de colocar ambulâncias de suporte básico de vida no concelho de Trancoso mereceu uma tomada de posição imediata de Júlio Sarmento, Presidente da Câmara Municipal local afirmando não lhe ter sido dado conhecimento da decisão.
O Presidente da Câmara Municipal de Trancoso, Júlio Sarmento, afirmou hoje que a colocação da ambulância de suporte básico de vida do INEM no seu concelho não esmorece a luta por melhores condições de saúde no Hospital Distrital da Guarda. Em comunicado o autarca afirma:
«A Câmara Municipal de Trancoso não teve conhecimento directo, até agora, que iriam ser colocadas ambulâncias de SBV do INEM como unidade de suporte de Vida. Ninguém da Administração Regional de Saúde comunicou à Câmara Municipal a intenção de colocar tal ambulância do INEM. Entende, porém, que é um passo na melhoria da resposta aos cidadãos do concelho de Trancoso mas a circunstância da ambulância não ter um méedico e um enfermeiro adstrito ao serviço da ambulância referida, acaba por não ser uma melhoria muito significativa.De resto não faz esquecer a reivindicação de Trancoso ter um Serviço de Unidade Básica de Saúde atendendo aos resultados demográfico s e outros indicadores do INE e à circunstância de Trancoso estar situado junto a um dos corredores estruturantes em termos rodoviário que é o IP2.Esta decisão do INEM não nos faz esmorecer a luta por melhores condições de Saúde no Hospital Distrital da Guarda tal como decorre na Moção aprovada por maioria da Assembleia Municipal aprovada por larga maioria na Assembleia Municipal de Trancoso, ratificada pelo Município.
Considerando:
. Que a Saúde é um Bem Social de primordial importância,
. Que o direito à saúde com carácter universal e prestado de acordo com as normas de qualidade exigíveis, está garantido na Constituição Portuguesa,
Considerando ainda,
. Que no distrito da Guarda não existem estruturas públicas de saúde com padrões de qualidade,
. Que o hospital da Guarda é uma não realidade, sucessivamente adiada, continuando por requalificar, carecendo de recursos humanos e técnicos,
. Que existe uma constante indefinição de políticas, quanto à implementação de respostas de saúde no distrito,
.Que existe um clima de desconfiança em relação ao hospital da Guarda, alimentada por sucessivos exemplos de grosseiros erros médicos, praticados em vários munícipes, o que origina um sentimento de insegurança na população do concelho,
Considerando também,
. Que o concelho vizinho de Aguiar da Beira irá ser integrado na rede de respostas de saúde de Viseu,
. Que se consta que o mesmo vai acontecer com o concelho de Foz Côa,
Entende a Assembleia Municipal de Trancoso na defesa dos direitos dos Munícipes que representa, propor e aprovar uma MOÇÃO no sentido de solicitar ao Ministério da Saúde a inclusão do concelho de Trancoso na rede de Viseu, ou seja na futura Unidade de Saúde de Viseu.»
Esta tomada pública de posição do responsável pela autarquia de Trancoso mostra claramente a falta de diálogo entre o INEM e as autarquias.
Ainda recentemente estalou a polémica no concelho do Sabugal por causa de reuniões decisórias sobre o estacionamento de idêntica ambulância e onde não estiveram algumas das partes interessadas.
jcl
Percorrer os velhos trilhos do contrabando a pé, a cavalo ou de bicicleta é a proposta da Associação Cultural e Desportiva do Soito para 27 de Abril.
Desbravar os velhos trilhos raianos apenas conhecidos dos contrabandistas soitenses é a proposta da Associação Cultural e Desportiva do Soito para o fim-de-semana alargado do final de Abril.
No domingo, dia 27, às nove horas da manhã será dada a partida para as bicicletas todo-o-terreno e para o passeio equestre. Uma hora mais tarde inicia-se o passeio a pé que terá um percurso de cerca de 10 quilómetros.
A saudável jornada de convívio que percorrerá a história contrabandista da raia sabugalense do século XX terminará por volta das 13 horas com um almoço para todos os participantes. Na parte da tarde os miúdos e os graúdos terão à sua disposição insufláveis e animações de rua.
A organização está a cargo da Associação Cultural e Desportiva do Soito em colaboração com a Câmara Municipal do Sabugal, Santa Casa da Misericórdia do Soito e a Associação Promotora do Ensino Profissional da Beira Transmontana (Escola Profissional de Trancoso).
As inscrições são limitadas e podem ser feitas até ao dia 25 de Abril no Bar Lele Cavaca, Bar Azul, Bar dos Bombeiros e Restaurante Zé Nabeiro.
Aqui recordamos um sábio pensamento: «O contrabando não é um crime, é um delito à luz da lei vigente na altura.»
jcl
Os presidentes da Câmaras Municipais da Guarda, Trancoso e Fornos de Algodres, acreditam que o Governo vai avaliar bem antes de decidir penalizar as suas autarquias por terem excedido o limite de endividamento que a lei impõe.
As três câmaras do distrito fazem parte de uma lista de 22 edilidades que ultrapassaram os limites de endividamento e que poderão ser penalizadas, de acordo com a lei do Orçamento de Estado, com uma redução de 10 por cento no duodécimo do Fundo de Equilíbrio Financeiro até a situação estar regularizada.
A agência Lusa falou com os três autarcas visados, que admitiram esperar compreensão e que não serão penalizados pela situação. Na verdade poderá não haver penalização ou haver uma redução dos valores a reter, se as justificações apresentadas forem convincentes.
No caso do Município da Guarda, o endividamento ronda os 1,5 milhões de euros. Porém a autarquia reage afirmando que isso não resultou de qualquer pedido de empréstimo, mas sim de uma decisão judicial que condenou a câmara a pagar cerca de três milhões de euros no âmbito d e um processo de expropriação.
Já em Fornos de Algodres o excesso de endividamento ronda os três milhões de euros, o que é considerado um valor extremamente alto para aquela autarquia, pois representa mais de um terço das suas receitas anuais. Arrisca-se agora a sofrer uma retenção mensal de 31 mil euros. O autarca garante que a câmara está em dificuldades financeiras e, por isso, aguarda uma decisão favorável, tendo inclusive solicitado o reequilíbrio financeiro.
Em Trancoso o excesso de endividamento atinge os 425 mil euros. Também aqui se espera a compreensão do governo, tendo-se já apresentado argumentos. «Na prática, em 2006, só temos mais 31 mil euros de endividamento do que em 2005», referiu, o presidente da Câmara, Júlio Sarmento, à agência Lusa, pelo que também espera não vir a ser penalizado.
plb













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