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Uma empresa de confecções fechou há dias em Pinhel, enviando cerca de seis dezenas de operárias para o desemprego. A firma abrira há apenas 10 meses nas instalações da antiga fábrica de calçado da Rohde.

Antiga Fábrica Rodhe em Pinhel (foto «Nova Guarda»)A empresa «Ana e Raquel» alegou dificuldades financeiras, como justificativo para o fecho em tão pouco tempo após a abertura, nas instalações da antiga fábrica de calçado Rohde, uma multinacional que se fixara em Pinhel e que decidiu encerrar as suas instalações de Pinhel no ano 2006.
A empresa agora também encerrada instalou-se no ano passado em Pinhel beneficiando de uma cedência, a título gratuito, de parte das instalações que agora pertencem ao empresário pinhelense António Baraças. As trabalhadoras despedidas estão revoltadas e dizem-se enganadas, atribuindo culpas à Câmara Municipal de Pinhel, que não terá apoiado a empresa após o prejuízo causado por um incêndio que destruiu as instalações e equipamentos, um mês após a abertura. O Município defende-se alegando que a empresa nunca apresentou as garantia que a autarquia lhe solicitou para prestar a solicitada ajuda financeira.
O empresário António Baraças, declarou à comunicação social que ficou surpreendido e desiludido com este desfecho, pois tinha obtido a garantia da empresa de que se manteria na cidade durante, pelo menos, oito anos.
As trabalhadoras inscreveram-se agora no Centro de Emprego de Pinhel, com vista a reactivarem o subsídio de desemprego que tinham suspendido quando foram contratadas para a «Ana e Raquel», uma vez que quando a firma abriu estavam ainda na situação de desemprego devido ao fecho da Rohde.
plb

Numa indicativa inédita, a Câmara Municipal de Pinhel levou a biblioteca do município às escolas das aldeias do concelho, com vista à promoção do gosto pela leitura. Ainda dentro desse objectivo está prevista para os dias 19 e 20 de Fevereiro a vinda do escritor António Torrado ao concelho.

Municpio de PinhelEntre os dias 11 e 25 de Janeiro a Biblioteca Municipal de Pinhel promoveu o livro e sensibilizou os jovens para a leitura, tornando-se itinerante. O projecto designa-se «A Biblioteca vai à escola», e está para continuar.
Os livros que foram às escolas do 1.º ciclo das aldeias foram criteriosamente seleccionados, tendo em vista escolher as obras apropriadas para as crianças. Já nos locais de visita cada aluno pôde requisitar um livro e cada escola três livros, que ficarão confiados ao professor durante três semanas, sendo depois substituídos por outros.
Nesta primeira vista, a biblioteca foi às escolas que mostraram interesse na iniciativa, o que aconteceu com Pínzio, Gouveias, Freixedas, Alverca da Beira e Pala. No total isso representou a inscrição de 82 crianças como leitoras e a requisição de cerca de 200 livros. A forma como os alunos aderiram à campanha deixou satisfeitos os responsáveis pela mesma.
Entretanto Biblioteca Municipal de Pinhel vai dar continuidade à iniciativa «Encontro com o escritor», em parceria com o Conselho de Docentes Pinhel B. Nesse âmbito o escritor António Torrado, autor de literatura infanto-juvenil, vai estar na cidade nos dias 19 e 20 de Fevereiro, para conversar com os jovens do concelho. Para que a iniciativa corra pelo melhor, os professores começaram já a cativar os alunos para a leitura dos livros de António Torrado.
Trata-se de um escritor de sucesso, com imensa obra publicada e que ganhou já vários galardões literários, nomeadamente o Prémio de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian.
Sendo natural do Sabugal um outro grande escritor infanto-juvenil, Manuel António Pina, fica aqui a sugestão para que o respectivo Município, de parceria com as escolas, tome a iniciativa de também o convidar a ir ao concelho encontrar-se com os jovens estudantes.
plb

A XIII Feira das Tradições, em Pinhel, tem por tema «Sabedorias populares e medicinas alternativas», realizando-se de 1 a 3 de Fevereiro, de modo a aproveitar a a vinda de muita gente à serra no fim-de-semana de Carnaval.

O cartaz da Feira das TradiçõesA Câmara Municipal de Pinhel realiza o seu certame anual de promoção cultural e económica no novo Pavilhão Multiusos da cidade. Para além das habituais exposições, haverá um desfile de Carnaval, actividades musicais e animação variada. Dentre os concertos de música merecem destaque os artistas Pedro Kima e Marco Horácio.
Este ano o evento realiza-se sob o lema “Sabedorias Populares e Medicinas Alternativas”, numa alusão ao saber do povo no tratamento de doenças, esperando-se que uma boa parte dos stands sejam alusivos a este tema. A maior parte das exposições têm um intuito comercial, mostrando produtos da região, mas muitas resultam da iniciativa de associações e de organismos oficiais, que encontram neste evento a possibilidade de darem a conhecer as suas actividades. A organização apela especialmente à participação de artesãos do concelho, os quais são convidados a executarem ao vivo a sua arte, como forma de assim promoverem a cultura popular.
O município aposta neste ano na realização do desfile de Carnaval, que acontecerá na tarde do último dia da Feira, domingo. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Câmara e as escolas do concelho, contando com a participação de mais de mil crianças e jovens de diferentes graus de ensino.
Para além das exposições no Pavilhão Multiusos, haverá também tendas onde serão instaladas as tradicionais tasquinhas que servirão comidas e bebidas aos visitantes.
A Feira das Tradições é um dos certames com maior prestígio do distrito da Guarda, invariavelmente realizada no fim-de-semana anterior ao dia de Carnaval, para assim potenciar as visitas, aproveitando a enorme onde de turistas que nessa altura «invade» a Serra da Estrela.
plb

O Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, António Ruas, defende que o património religioso é uma das riquezas da região e lamenta que capelas e igrejas se mantenham encerradas com medo dos assaltos.

Igreja de S. Luis em PinhelFalando na iniciativa «Museu à Noite», dedicada ao tema «Igreja Segura», António Ruas considerou fundamental a apresentação de iniciativas de defesa do património religioso, nomeadamente a arte sacra.
O projecto «Igreja segura», criado pela Polícia Judiciária, pretende que as igrejas mantenham as portas franqueadas de modo a puderem ser visitadas pelo público.
A directora do Museu e Arquivo Histórico da Polícia Judiciária, Leonor Sá, também responsável pela implementação do Projecto Igreja Segura, participou como convidada no debate, tendo defendido que as dioceses deveriam mostrar interesse em que o projecto lhes seja estendido. Porém garantiu que a diocese da Guarda ainda não aderiu ao programa.
O Projecto «Igreja Segura» visa possibilitar a efectiva protecção do Património Histórico e Artístico das Igrejas e outros edifícios religiosos em termos de prevenção criminal e conservação preventiva. Comporta três acções principais: informar e sensibilizar através da apresentação de uma mostra itinerante sobre a temática, criar «igrejas piloto» que apliquem o modelo e realizar acções de estudo e de formação para difundir os conceitos de segurança das igrejas.
O debate temático surgiu dentro do programa cultural «Museu à Noite», através do qual a edilidade pinhelense coloca à livre discussão todas as últimas quintas feiras de cada mês um determinado tema. Este mês de Dezembro o debate vai realizar-se no dia 27 e terá por tema «O Presépio e a Arte», sendo convidado para intervir o cónego Eugénio da Cunha Sério, director do semanário católico A Guarda.
plb

O presidente da Junta de Freguesia do Manigoto lançou o desafio sobre a origem do topómino «Manigoto» e o resultado foi, e bem, impresso para a História.

Topónimo «Manigoto»«Manigoto é uma das 27 freguesias do concelho de Pinhel, distrito e diocese da Guarda. É delimitado pelas freguesias de Vascoveiro (a Norte), Lamegal (a Sul), Atalaia (a Nascente) e Lameiras (a Poente)». Assim começa a publicação «Topónimo Manigoto» dedicada a todos os cidadãos e amigos da freguesia.
Com 283 recenseados e cerca de 400 habitantes que vivem da agricultura a freguesia do Manigoto fica situada numa encosta virada a Sul entre a Serra do Manigoto e o Barrocal Cego entre Pinhel e Pínzio. A padroeira é Nossa Senhora da Conceição e, assim, o dia da freguesia é festejado a 8 de Dezembro.
As dúvidas quanto à origem do nome «Manigoto» levaram Manuel Celestino Martins Neves, presidente da Junta de Freguesia local, a escrever a uma dezena de individualidades manifestando interesse em recolher as suas opiniões sobre o topónimo.
Responderam à chamada (sem saberem uns dos outros) Adriano Vasco Rodrigues, António Carreira Coelho, Flávia de Almeida Fernandes e… Jesué Pinharanda Gomes. As conclusões são todas brilhantes, todas originais e diriamos… todas diferentes. Mas valeu a pena o desafio. Mas vale a pena ler os estudos e as teses formuladas.
Aqui deixamos (perdoem os restantes) a conclusão de mestre Pinharanda Gomes: «Sem assumir um critério dogmático, sou do parecer que a origem do topónimo é referenciável aos Godos, e que, seja por antroponímia, seja por toponímia, o nome da aldeia nasceu por aqui. Manigode ou Maniquote não me parece hipóteses a abandonar. Sendo assim Manigoto – terras incultas, baldios, maninhos, bosque, na vizinhança de uma vila ou de grande aglomerado populacional.»
Ou como se pode ler na publicação o «Manigoto é uma freguesia como tantas outras do Interior do País, marcada pela emigração, onde se vive calma e naturalmente cada dia e onde a qualidade de vida é de nível superior».
jcl

Cerca de 15 mil litros de vinho de Pinhel poderão ser exportados para a China. Este é o resultado visível da estratégia de internacionalização dos vinhos de Pinhel, decidida pela direcção da Adega Cooperativa.

Vinho de PinhelSegundo noticiou a Rádio Elmo, de Pinhel, a Adega Cooperativa da cidade está a receber a visita de um elemento de uma empresa chinesa de comercialização e importação de vinhos, daí podendo resultar a compra de 15 mil litros de vinho, numa primeira fase.
A iniciativa resulta de uma estratégia encetada pela cooperativa, que no mês passado esteve na China, para participar na «Interwine 2007», uma feira de vinhos realizada em Cantão. A participação contou com o apoio da Câmara Municipal de Pinhel, cujo presidente, António Ruas, integrou mesmo a comitiva.
O empresário chinês que está de visita a Pinhel considera a sua vinda de extrema importância e adianta que para já existe a possibilidade de negócio, no entanto é preciso avaliar custos.
Depois de anos de crise, os vinhos de Pinhel poderão ter um futuro promissor à vista, o que é fundamental para um concelho em que o vinho é o principal recurso.
plb

Um mar de gente aportou em Pinhel nos três dias em que decorreu a 12.ª edição da Feira das Tradições, que se vem afirmando como uma das mostras económicas e culturais mais importantes da região da Guarda.

Feira das Tradições de PinhelForam três dias de casa cheia nas antigas instalações da Rhode, local onde a feira se realizou este ano. O Grupo Baraças e Irmãos Unidos, sedeado em Pinhel, que recentemente adquiriu as instalações industriais, cedeu-as à autarquia, que ali realizou o evento. Com isso houve manifesto benefício para a iniciativa, pois recorreu-se a um espaço amplo onde os expositores couberam à vontade e onde os visitantes passearam com toda a fraqueza. Os dias 17, 18 e 19 de Fevereiro foram dias grandes para a cidade de Pinhel.
Num dos pavilhões instalaram-se as juntas de freguesia do concelho, em cujos espaços se expuseram produtos tradicionais e se exibiram algumas das tradições populares. Outro pavilhão serviu para se instalar a feira comercial e industrial, com expositores vindos de todo o país, e também de Espanha, mas com ênfase para os produtores da região.
A grandiosidade do espaço deu ainda lugar ao aproveitamento de um pavilhão para as tasquinhas, onde se serviram bebidas e se degustaram as comidas típicas da região.
Noutra parte reservou-se espaço para os concertos, onde André Sardet, que actuou na primeira noite, foi o principal atractivo.
Numa sala ampla e condignamente preparada realizaram-se colóquios sobre temas ligados às tradições pinhelenses.
plb

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