You are currently browsing the category archive for the 'Almeida' category.
Os mapas interactivos do Plano Director Municipal (PDM) do Sabugal e dos outros 12 concelhos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) podem ser consultados através da Internet.
Em declarações à agência Lusa, Jorge Antunes, responsável pelo departamento de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) da AMCB explicou que «qualquer municípe poderá, por exemplo, editar on-line a delimitação de uma parcela de terreno, calcular distâncias e áreas ou imprimir uma planta de localização».
Estão disponíveis os planos directores do Sabugal, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Penamacor e Trancoso. Cada município tem uma hiperligação na sua página que redirecciona o utilizador para o portal da AMCB onde está a informação.
A disponibilização dos PDM na Internet responde a uma imposição legal (Lei n.º 56/2007) e, de acordo, com informações fornecidas pela o projecto global está orçado em meio milhão de euros e é co-financiado pelo Programa Operacional da Região Centro – MaisCentro.
A solução implementada permitirá aos municipes dos 13 concelhos fazer uma consulta prévia a um PDM, tendo como ponto de partida um determinado ponto ou localização no território. Após a identificação da localização da pretensão é possível cruzar esta informação com as classes de espaço, com o regulamento e limitações do PDM e imprimir a informação para o processo de viabilidade de transformação do terreno rústico.
No futuro o sistema irá permitir fazer pesquisas, visualizar e consultar os processos de obras das Câmaras Municipais.
Página da AMCB com o SIG. Aqui.
Página da Câmara Municipal do Sabugal com o PDM on-line. Aqui.
jcl
E.F.VPTLC.MV é o nome de código do «exercício militar» que vai levar até terras raianas de Penamacor, Sabugal e Almeida altas patentes da Força Aérea. O encontro de convívio entre ex-directores do Centro de Treino e Sobrevivência, instrutores dos cursos de Fuga e Evasão e familiares está marcado para este sábado, 12 de Setembro. A Ordem de Operações está a cargo do sargento-chefe José Reis, natural da Freineda mas «com muitos amigos no concelho do Sabugal» como fez questão de nos dizer durante uma cordial conversa na Base Aérea do Montijo.
«Tenho 48 anos feitos no dia 27 de Agosto. Sou natural da terra do melhor vinho do Mundo: Fernão Pó. O meu pai era funcionário da CP e eu nasci lá como que por acaso mas fui registado e baptizado na freguesia da Freineda, concelho de Almeida, terra de onde são naturais os meus pais», começou por nos dizer em jeito de apresentação o Sargento-Chefe da Força Aérea, José Reis.
E lançando uma pequena provocação para a conversa acrescentou: «Comecei a trabalhar aos cinco anos!» Apercebendo-se da nossa expressão de surpresa lançou-se nas explicações desvendando que «os pais tinham um pequeno comércio na Freineda» e como era pequeno «colocava uma grade de bebidas por detrás do balcão para servir os meio-quartilhos aos clientes». «Cheguei a ser castigado pelo professor porque pensava que eu estava a brincar em vez de ir à escola mas, de facto, estava na tasca do senhor Januário que era o meu pai», recordou entre sorrisos.
Depois da primária ingressou no Colégio São José, conhecido pelo Rocha, na Guarda onde foi considerado um dos melhores alunos até ao 9.º ano. Os fins-de-semana eram passados na Freineda. «Quando os outros estavam em festa eu estava a trabalhar a ajudar os meus pais», acrescenta com a boa disposição que parece acompanhá-lo sempre.
Passou para o Liceu da Guarda, durante três anos, onde fez parte da Associação de Estudantes e da Comissão de Finalistas.
Aos 19 anos («por sorte» como faz questão de frisar) foi chamado para o serviço obrigatório na Força Aérea. «Na antiga BA3, Tancos, fiz a recruta e fui para a Ota onde me graduaram como cabo da Polícia Aérea. Pouco tempo depois surgiu a possibilidade de integrar um exercício de fuga e evasão em Penamacor mas não cheguei a ir», recapitula José Reis.
No final do serviço militar obrigatório frequentou o curso de sargentos que terminou em 1986. Já como furriel foi convidado para a equipa de instrutores dos cursos de fuga e evasão que eram feitos na zona de Penamacor, Sabugal e Almeida e em especial a zona da Malcata. «Na altura era solteiro e como natural da região agradava-me a ideia de ser instrutor do pessoal tripulante. Embora os cursos tivessem a duração de 12 a 14 dias chegávamos a estar 28 dias destacados na zona».
Mas as surpresas com as recordações de José Reis não param. «Tive o privilégio de ter visto linces na Reserva da Malcata em 1987. Nessa altura havia linces na Malcata. Eu vi. Eu e vários camaradas desse curso.»
– Como eram as relações com as populações?
– As relações sempre foram as melhores. A Força Aérea deve está grata às populações de Penamacor, Sabugal e Almeida porque os nossos militares sentem-se como em casa. Os instruendos tinham como missão não ser vistos por ninguém mas, por vezes, surgiam «ajudas» dos residentes na zona porque achavam que os militares andavam com fome. Mas não diziam nada aos nossos agentes infiltrados. Só no exercício seguinte é que nos contavam os pormenores para que os alunos não fossem prejudicados.
– Os exercícios decorriam em «território amigo» do instrutor Reis?
– Os exercícios começavam em Setembro, por causa da Academia, e depois iam de Outubro até Março para ter a dificuldade acrescida do frio. Fiz e mantenho muitas amizades com pessoal da raia, nomeadamente, o senhor Manuel Zé, do Soito, que nos recebe sempre de forma extraordinária na sua quinta. Mas tenho mais amigos que gostava de destacar: o presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, professor José Manuel Campos, o presidente da Junta de Freguesia do Soito, José Mendes Matias, o presidente da Câmara de Penamacor, Domingos Torrão, e o presidente da Junta de Penamacor, o senhor Orlando, e o senhor Américo, entre outros.
– E na Freineda?
– Nos tempos da taberna do senhor Januário a Freineda era uma aldeia com muita vida. Tinha uma fábrica de moagem, uma estação de comboios, uma estação de Correios, tinha tudo o que era necessário para o desenvolvimento de um aldeia. Depois começou a emigração e… acabou o contrabando. E a Freineda apesar de não ter perdido a hospitalidade perdeu vitalidade.
– Bem perto a aldeia de São Sebastião é já considerada modelo…
– Sim. A aldeia de São Sebastião, com cerca de 70 habitantes, é uma anexa de Castelo Bom mas é de invejar o dinamismo da associação local e do seu presidente Joaquim Fernandes a quem aproveito para agradecer e dar o meu apoio pelo seu dinamismo e pela sua capacidade de lutar pela aldeia com alma e coração. No Lar, recentemente inaugurado, que mais parece um hotel os utentes têm todas as condições com muita qualidade de vida. Já este ano fizemos aqui na Base do Montijo um baptismo de voo para cerca de 90 crianças carenciadas organizado pela associação com o apoio do senhor general COFA.
– Actualmente é um dos responsável pela messe da Base do Montijo?
– Depois de ter passado 20 anos como instrutor do treino de evasão e sobrevivência tive um problema físico durante uma demonstração de helicóptero e foi convidado pelo comando a fazer parte da gerência da messe. A unidade tem mais de 800 militares e servimos, diariamente, cerca de 700 refeições.
– A gastronomia raiana é apreciada?
– Faço questão de divulgar a gastronomia raiana. Sempre que tenho um presente para oferecer trago um frasquinho de mel produzida pelo Amílcar Morgado da Freineda. É um dos mais conceituados produtores apícolas nacionais e faço questão de divulgar o seu «Mel da Freineda». Além disso sou um amante do bucho raiano. Há uma casa em Nave de Haver que faz uns buchos espectaculares e aproveito para os trazer para confeccionar almoços para grupos especiais. Na Freineda temos bons pratos como, por exemplo, o borrego. Agora inventaram mais um – o toston – um leitãozinho frito com alho.
– Como surge este «exercício» de antigos operacionais do Curso de Fuga e Evasão?
– Eu fiz parte do pessoal instrutor do curso de evasão e este ano por iniciativa do director do curso foi decidido juntar os antigos directores, subdirectores, agentes e neste momento estou com 72 inscrições. Não é um almoço. É um exercício especial que vai decorrer pela região raiana. A concentração está marcada para as 10 horas da manhã de sábado, dia 12 de Setembro, na Câmara Municipal de Penamacor de onde seguimos para as instalações da carreira de tiro da Meimoa. No castelo do Sabugal vamos aproveitar para tirar uma fotografia de grupo e vamos ser recebidos por representantes do Município e, de seguida, na «Casa do Castelo» e no CyberCafé «O Bardo» para um «exercício de Porto de Honra». Vamos passar pela vila do Soito, do amigo Matias, para uma prova com um aperitivo e a prova de sobrevivência está marcada para o TrutalCôa com truta frita e enchidos regionais. Cumprindo militarmente o roteiro vamos visitar o Centro Cívico dos Fóios para mais um «exercício» que servirá para dar início à «evasão» até Aldeia de São Sebastião. Para as 17:30 horas está marcada uma foto de grupo no monumento ao general Wellinton na Freineda.
– Este «exercício» demonstra que o José Reis sente a Raia?
– Sou um raiano convicto e tudo faço para divulgar a nossa região. Ainda não nos preocupam muito os problemas das cidades e por isso continuamos a ter muita qualidade de vida. Como costuma dizer o nosso conterrâneo professor Fernando Carvalho Rodrigues, pai do primeiro satélite português, «nós somos de uma zona que quando se bate à porta primeiro mandam-nos entrar e depois perguntam-nos quem somos». Este «exercício» serve para divulgar a Força Aérea que tenho muito gosto em servir e para que as populações falem bem dos militares e os militares falem bem da nossa região.
A terminar aqui deixamos mais um curioso episódio da vida deste militar raiano. «Por alturas do São Martinho o José Mendes Matias, presidente da Junta de Freguesia do Soito, fez-me chegar uma encomenda com castanhas. Aproveitei para as enviar para os militares portugueses que estão no Afeganistão com um galhardete da Junta. Os elementos do contingente devolveram-no assinado por todos. Agora guardo-o, com muito orgulho, no meu gabinete.»
Aproveitámos para convidar José Reis a estar presente no dia 7 de Novembro, no próximo almoço em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano e a inscrever-se como confrade. O convite foi aceite.
jcl
Pinturas rupestres com cinco mil anos, encontradas em 2002 na área da Freguesia de Malhada Sorda, Almeida, foram destruídas por desconhecidos.
A agência Lusa cita o arqueólogo e pré-historiador de arte António Martinho Baptista, do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) para revelar a importância do vestígio, que era constituído por dois painéis verticais em granito: «ambos decorados com pinturas pós-glaciares em tons de vermelho» que foram «apagadas».
«A mais interessante figura era zoomórfica, em estilo seminaturalista, a fazer lembrar algumas das representações do Côa e até do Tejo», disse o arqueólogo, para quem essa figura representava uma cerva.
O especialista revelou que a figura pré-histórica «foi completamente destruída, tendo sido lavada e repicada com a clara intenção de a fazer desaparecer, o que de facto foi conseguido», disse, considerando que se trata de um «crime de lesa-arqueologia», indicando que os seus autores «apagaram mais de cinco mil anos de História». Considera porém tratar-se de um acto de vandalismo gratuito, sem qualquer sentido, e de onde não se poderá retirar qualquer vantagem.
António Martinho Baptista, que também denunciou o caso, num blogue pessoal na Internet, afirmou à Lusa que «pode haver mais pinturas mas uma representação com aquelas características, não é vulgar».
«Às vezes, a ignorância é o melhor caminho para salvaguardar estas coisas. É pena haver pessoas com a má intenção de estragarem», desabafou o arqueólogo, que admitiu tratar-se de um crime que não pode nem deve ficar impune.
Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Baptista Ribeiro, disse que teve conhecimento do sucedido através do casal de Malhada Sorda que fez a descoberta e que de imediato comunicou o caso ao PAVC.
O autarca assumiu tratar-se de uma ocorrência que o preocupa e disse que «o acto criminoso significa uma perda irreparável».
plb
O Sabugal foi o palco este sábado, 25 de Julho, do Fórum Autárquico «Falar Verdade» do PSD do distrito da Guarda. Marcaram presença nos trabalhos a deputada Ana Manso e a maioria dos candidatos laranjas aos 14 municípios guardenses. A líder do partido, Manuela Ferreira Leite, adoentada com uma gripe não se deslocou ao Sabugal tendo sido substituída pelo vice-presidente Paulo Mota Pinto. Álvaro Amaro aproveitou para deixar um recado à presidente do partido: «Na Guarda não aceitaremos nomes nacionais na lista de deputados.»

Respondendo ao repto lançado na quinta-feira na sessão de apresentação no RaiaHotel do candidato, António Robalo, cerca de 300 militantes e simpatizantes sabugalenses encheram o salão de festas da Junta de Freguesia do Sabugal. A presença da líder social-democrata e dos candidatos às 14 Câmaras Municipais do distrito da Guarda ajudaram a aumentar a curiosidade e a militância. Quase em cima da hora ficou a saber-se que Manuela Ferreira Leite não marcaria presença em virtude de estar adoentada com uma arreliadora gripe. Em seu lugar enviou o vice-presidente Paulo Mota Pinto que encerrou a sessão mas que, curiosamente, não era portador de nenhuma mensagem da líder ausente para os sabugalenses e guardenses presentes.
Os trabalhos do Fórum Autárquico «Falar Verdade» foram conduzidos pelo coordenador distrital, João Prata, que foi introduzindo os temas e apresentando os muitos oradores do dia com direito a cinco rigorosos minutos.
A sessão de abertura esteve a cargo do presidente da Comissão Política do Sabugal, Manuel Corte. Seguiram as intervenções de Tânia Cameira e António Agostinho Lucas da Silva, respectivamente, representantes dos candidatos a presidentes de Junta de Freguesia, Tânia Cameira, e dos candidatos às Assembleias Municipais.
Os candidatos aos municípios guardenses tiveram direito a cinco rigorosos minutos e discursaram sobre diferentes temas: António Batista Ribeiro (Almeida), «Cooperação transfronteiriça»; Vítor Martins Santos (Celorico da Beira), «Sustentabilidade e aproveitamento dos recursos naturais»; António Edmundo Ribeiro (Figueira Castelo Rodrigo), «Potenciar recursos endógenos»; José Miranda (Fornos de Algodres), «Potencialidades das novas acessibilidades»; Álvaro Amaro (Gouveia), «Um combate pelo Interior»; João Mourato (Mêda), «Incentivo à inovação»; António Luís Ruas (Pinhel), «Ordenar o território, vencer o despovoamento»; António Robalo (Sabugal), «Educação e Formação»; Luís Caetano (Seia), «A Serra da Estrela como pólo aglutinador»; Júlio Sarmento (Trancoso), «Saúde e Solidariedade Social» e Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa), «Aproveitamento turístico da Beira e do Douro».
O recandidato a Gouveia, Álvaro Amaro, considerou como grande desafio para as próximas gerações a cooperação transfronteiriça e defendeu a necessidade de empunhar a bandeira do Interior que «tem sido muito sacrificado pelo poder central com política imorais que têm levado ao despovoamento do território» tendo apontado como solução «uma nova rede do ensino superior em Portugal, com as universidades e os politécnicos a criarem pólos com cursos nos diferentes concelhos».
João Mourato, actual presidente da Mêda, lembrou que «os autarcas do PSD têm sido discriminados pelo Governo» e António Ruas (Pinhel) pediu que o poder central «assuma de uma vez por todas a aposta no investimento no Interior, nos parques eólicos e nas fontes hídricas como factor de desenvolvimento local». Júlio Sarmento (Trancoso) animou a plateia com alguns sorrisos quando iniciou o discurso olhando para João Prata dizendo que sabia «da tolerância mas não sou dos que me calo com facilidade» para logo de seguida acrescentar: «Não temos gente. Porque não temos aquilo que nos falta vai continuar a faltar-nos aquilo que não temos.» De seguida atacou o Serviço Nacional de Saúde e o processo do Hospital da Guarda: «É uma telenovela. Temos assistido na Guada a revoada de ministros que vêm lançar mais uma pedra no novo hospital. O último vai ser o ministro da Justiça quando vier explicar a providência cautelar. A Segurança Social é uma autêntica quinta rodeada de um muro de compadrio.» A terminar o actual presidente de Trancoso deixou ainda um pensamento: «É mais importante morrer na luta do que morrer na hesitação.»
Encerrou a participação autárquica o candidatos Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa) lembrando que os extremos do distrito, Sabugal e Foz Côa, tocam-se pela afinidade de um rio que une. «A arrogância do primeiro-ministro reproduziu-se nas nossas terras. Muitos socratezinhos foram crescendo pelo País e Foz Côa parou. Temos muito a recuperar especialmente no turismo até porque seis das aldeias históricas estão na nossa região.»
Da intervenção de António Robalo subordinada ao tema «Educação e Formação» (disponível para consulta e cópia no final deste artigo) destacamos os compromissos de desenvolver no Centro Social João Paulo II um Centro de Ciência e Actividades Criativas e a abertura no Sabugal de uma Universidade Sénior.
Os autarcas presentes fizeram questão de iniciar os discursos agradecendo ao actual presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, toda a disponibilidade e cooperação ao longo dos últimos anos e felicitando-o na hora da despedida.
Na sessão de encerramento usaram da palavra Álvaro Amaro, presidente da Comissão Política Distrital da Guarda e Paulo Mota Pinto, vice-presidente da Comissão Política Nacional em representação da presidente Manuela Ferreira Leite.
Álvaro Amaro, sem limites de tempo, utilizando um tom inflamado próprio de um comício, começou por informar que apesar de ter tentado falar telefonicamente com a presidente do partido tal ainda não tinha sido possível pedindo por isso a Paulo Mota Pinto que servisse de mensageiro para o desejo de melhoras de todos os guardenses. «Fomos o primeiro distrito a fechar as listas de candidatos. Os autarcas do PSD são o colchão do partido nos bons e maus momentos porque tal como disse Zeca Afonso – a Académica não é um clube, é uma causa – e também nós somos uma causa», disse Álvaro Amaro perante uma atenta plateia. Depois deixou alguns recados para dentro do partido. «Todos nós sentimos a causa do Interior. Nenhum Governo do PSD deixará de contar com vozes muito críticas se não perceber. Esteja onde estiver jamais – jamais não porque pareço o outro – nunca, nunca calarei a minha voz sobre os novos valores da política. É inaceitável que 10 autarcas PSD do distrito da Guarda tenham estado um ano à espera que um secretário de Estado do Turismo os recebesse. A política do carneirismo não tem mais espaço e não podemos viver num país a duas velocidades no litoral e no interior». A finalizar pediu novamente a Paulo Mota Pinto que fosse portador de um aviso dos sociais-democratas do distrito da Guarda. «Soube hoje de manhã que o cabeça-de-lista socialista pela Guarda é Fernando Assis. Como social-democrata sinto-me ofendido. É esta a política velha de quando nos diziam – não têm aí pessoas válidas por isso lá vai mais um – mas nós queremos dizer aqui à presidente do Partido Social Democrata que não aceitamos que nos imponham nenhum nome de fora da Guarda. Não rasgarei o cartão mas saberei tirar conclusões políticas.»
Encerrou o Fórum Autárquico, o vice-presidente Paulo Mota Pinto que esteve no Sabugal em substituição de Manuela Ferreira Leite retida em Lisboa a muitos quilómetros de distância com gripe. O dirigente discursou sobre os grandes desafios nacionais que se colocam ao partido em ano de três eleições. Sobre José Sócrates considerou: «Foram quatro anos de grandes erros. O Governo desistiu de governar. O Governo está esgotado.» Para o Interior não apontou soluções porque «os problemas do Interior não se resolvem do pé para a mão».
No final os participantes foram convidados a dirigirem-se, a pé, até aos jardins do Auditório Municipal onde decorreu um lanche.
Curiosamente Paulo Mota Pinto não foi portador de nenhuma mensagem da presidente laranja para os simpatizantes e militantes presentes no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.
António Robalo – Discurso de apresentação da candidatura. Aqui.
António Robalo – Discurso no Fórum Autárquico. Aqui.
jcl
A presidente do PSD-Partido Social Democrata, Manuela Ferreira Leite, desloca-se ao Sabugal no domingo, 25 de Julho, para apresentar os candidatos autárquicos às 14 Câmaras do distrito da Guarda. O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.
O Sabugal será o palco da apresentação nacional dos candidatos sociais-democratas às 14 câmaras do distrito da Guarda.
O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas de domingo, 25 de Julho, no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal e encerrará com um discurso da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite.
| CONCELHO | CANDIDATO | POSIÇÃO | CÃMARA |
| Aguiar da Beira | Fernando Andrade | Recandidatura | PSD |
| Almeida | António Baptista Ribeiro | Recandidatura | PSD |
| Celorico da Beira | Vítor Santos | Candidatura | PS |
| Gouveia | Álvaro Amaro | Recandidatura | PSD |
| F. Castelo Rodrigo | António Edmundo | Recandidatura | PSD |
| Fornos Algodres | José Miranda | Recandidatura | PSD |
| Guarda | Crespo de Carvalho | Candidatura | PS |
| Manteigas | José Manuel Biscaia | Recandidatura | PSD |
| Mêda | João Mourato | Recandidatura | PSD |
| Pinhel | António Ruas | Recandidatura | PSD |
| Sabugal | António Robalo | Vereador | PSD |
| Seia | Luís Caetano | Vereador | PS |
| Trancoso | Júlio Sarmento | Recandidatura | PSD |
| V. N. Foz Côa | Gustavo Duarte | Vereador | PS |
Nas últimas eleições autárquicas no distrito da Guarda o PSD alcançou a presidência de dez Câmaras (Sabugal, Almeida, Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Gouveia, Fornos de Algodres, Trancoso, Mêda e Pinhel) e o PS quatro (Guarda, Seia, Celorico da Beira e Vila Nova de Foz Côa).
jcl
O Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, promovido pela Associação de Municípios daquela região, pretende a criação de uma agência de desenvolvimento que sirva de instituição pivot aos dez municípios do Vale do Côa onde se inclui o Sabugal.
Este plano, executado por uma equipa liderada pelo professor Augusto Mateus, identifica os vectores para o desenvolvimento do território e do turismo propõe ainda uma revisão do modelo de negócio do Parque Arqueológico do Vale do Côa no âmbito da abertura do Museu Internacional do Côa, que deve ser a porta de entrada na região e o centro da sua vivência cultural.
Segundo Augusto Mateus «não vamos a lado nenhum sem uma parceria público privada, e de um conjunto de pessoas novas que venham para cá».
Aquela região é considerada uma das mais pobres e economicamente deprimidas a nível nacional, quando analisado o seu poder de compra sendo constituída por micro empresas, com fracas competências organizacionais e de negócio e onde o modelo de desenvolvimento económico e social até agora prosseguido está centrado em bens não transaccionáveis internacionalmente.
Entretanto Cidadelhe passa a oferecer um Centro Difusor e Pólo de Informação Turística cujo objectivo é receber e encaminhar os visitantes que pretendam conhecer os patrimónios desta freguesia que integra a área do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
A Associação de Municípios do Vale do Côa é constituída pelos concelhos do Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, Mogadouro, Pinhel, Torre de Moncorvo, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa.
jcl (com agência Lusa)
Estamos em Junho e o Verão que se aproxima, transporta com ele aqueles emigrantes que não esquecem as raízes e dão, por uns meses, vida às povoações que já a não têm.
A eles se juntam outros migrantes internos que residem e fazem vida, principalmente nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto, na mira de lá gozar férias e «carregar baterias», num mar de gente conhecida cheia de afectividades e lembranças, tão diferente do buliço das grandes cidades, onde ninguém se conhece verdadeiramente.
A última crónica de Romeu Bispo, actual provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal cujo titulo sugestivo é «Vistas Largas», leva-me a fazer as seguintes considerações:
1) Em sentido lato, poderemos dizer que o convívio com outros países e culturas, deu aos nossos emigrantes uma visão mais abrangente que àqueles que nunca da terra saíram, mas que mesmo estes sofreram uma forte influência dos mesmos;
2) Já, outros, em termos políticos o seguidismo e fanatismo por ideologias retrógradas, levam-nos a «vistas curtas» ou direccionadas ou, como diz o Kim Tomé, usam palas ou cassetes, nos olhos ou ouvidos, voluntariamente.
3) Em sentido restrito, na minha opinião, tem vistas largas, quem, em termos regionais, não olha só para o seu umbigo, bairro, freguesia ou mesmo concelho;
4) A verdadeira globalização deve começar com parcerias com os nossos vizinhos, criar sinergias e agregar o que nos une e não procurar divisionismos sem sentido.
«Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim»
Com o slogan de que «Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim», vou iniciar neste espaço um conjunto de informações que julgo úteis para quem quiser espraiar a vista para além da nossa Aldeia Histórica de Sortelha, nomeadamente: Almeida, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto e Trancoso.
Almeida – Considerada Vila Monumental Nacional, foi conquistada por D. Sancho I, que ampliou as suas muralhas. Alvo de constantes ataques por parte dos muçulmanos, voltou a ser destruída, até que em 1190 D. Paio Guterres a tomou definitivamente. Corria o ano de 1926, quando D. Dinis deu a carta de foral aos habitantes e reconstruiu o castelo. No entanto, só um ano mais tarde, com a assinatura do Tratado de Alçañizes entre Portugal e Castela é reconhecida como terra portuguesa. O seu nome vem do árabe e várias teorias tentam explicá-lo. A mais provável é mesmo a tradução de almeida, que significa «mesa» por a povoação se encontrar num planalto. Já segundo a lenda local, o seu nome nasce no facto de na antiga povoação existir uma extraordinária mesa ornamentada com pedras preciosas.
Vila fronteiriça, Almeida é um dos raros exemplares de arquitectura abaluartada do nosso país. Fortificada em forma de estrela de 12 pontas, com muralhas em cantaria, revelins (os baluartes que permitiam a observação do território circundante) portas e casamatas que percorrem os seus 2.500m de perímetro, esta praça-forte foi edificada nos séculos XVII e XVIII, em redor de um castelo medieval – situado num planalto entre o rio Côa e a ribeira dos Tourões –, depois dos espanhóis terem destruído as defesas que protegiam a vila. Palco de várias lutas ao longo dos séculos, Almeida desempenhou um papel relevante na Guerra dos Sete Anos e na 3.ª Invasão Francesa, em 1810, período em que esteve cercada pelas tropas napoleónicas.
No interior da fortificação, vale a pena visitar o conjunto harmonioso do casario e os diversos edifícios religiosos espalhados pelas ruas estreitas. A comunhão da arquitectura militar envolvente com a simplicidade do modo de vida rural é algo que nos seduz. E o seu passado guerreiro é ainda manifesto, não só na fortificação, mas em numerosos edifícios com uma arquitectura simples e robusta.
No interior da fortaleza, é possível pernoitar numa das Pousadas de Portugal – que se encontra num dos extremos da vila, junto à Praça Alta.
Aproveite também a estadia para provar os pratos típicos da região, dos quais se destacam o bacalhau e o cabrito.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
Almeida iniciou o processo de candidatura da sua fortificação a Património Mundial da UNESCO, tendo para isso reunido já um vasto conjunto de apoios. Dentro dos objectivos da candidatura constam a valorização da região e do país.
Os ministros da Cultura e dos Negócios Estrangeiros apadrinharam o lançamento do processo, que para além de Almeida incluem ainda Elvas, Estremoz, Marvão e Valença. Os cinco respectivos Municípios pretendem avançar com uma candidatura comum a Património Mundial das Fortificações Abaluartadas da Fronteira entre Portugal e Espanha.
Em Almeida o processo está bem encaminhado, havendo a convicção de que a candidatura terá sucesso. O Presidente da Câmara, Batista Ribeiro, espera dali uma valorização do património de Almeida, o que potenciará a captação de mais turistas e fará aumentar os negócios. De facto, a declaração de Almeida como Património Mundial conferirá à vila fortificada uma notoriedade muito mais expressiva.
A Câmara Municipal apostou fortemente na valorização de Almeida, que aproveitou da melhor maneira os fundos disponibilizados através do programa de apoio às aldeias históricas e outros incentivos existentes. Efectuou-se a recuperação de uma boa parte das estruturas do forte que estavam em ruínas e requalificou-se todo o espaço urbano existente dentro das muralhas.
Com vista a juntar esforços, o Município optou por se aproximar dos outros municípios com fortalezas de fronteiras, assim surgindo os contactos com Valença e Elvas, e, mais tarde, com Estremoz e Marvão. O projecto alargado engloba ainda as fortalezas espanholas de Olivença, Badajoz e Ciudad Rodrigo, sendo o contacto entre Portugal e Espanha feito ao nível central, através do Governo. O assunto faz já parte da agenda para a próxima cimeira Ibérica, que deverá realizar-se em Dezembro, em Elvas.
plb
A divulgação da gastronomia de Almeida através do bacalhau, veio para ficar e transformou-se em iniciativa anual, cuja 3ª edição vai realizar-se nos dias 29, 30 e 31 de Maio.
A Feira das Artes e da Cultura e Festa do Bacalhau estava integrada no plano das actividades culturais de 2009 da Câmara Municipal de Almeida. E este ano o evento irá conhecer um formato, com diversos espaços exposição, oferecendo assim aos visitantes a arte e a cultura popular. Por outro lado, a edição de 2009 conta com uma boa representação internacional, com países como França, Ucrânia, Polónia, Itália, Noruega e Equador.
A gastronomia, que tem por base à confecção de pratos tradicionais de bacalhau, será a principal atracão do evento, mas haverá também um variado leque de actividades e espectáculos musicais.
O programa conta, de entre outras coisas, com animação de rua, exposições, workshops, hipismo, lançamento de livro e espectáculos musicais.
No primeiro dia, 29 de Maio, haverá a inauguração de uma exposição de Trajes dos Povos Europeus, seguida de actividades de expressão plástica em tela gigante. Depois virá a Hora do Conto, com dramatização e música, contando-se com a presença da escritora Helena Magalhães e da ilustradora Marguerete Barbosa.
O dia do arranque do certame tem ainda prevista uma demonstração de Arte Urbana em painéis gigantes, um workshop sob o tema «Graffiti – Uma Cultura de Rua», uma demonstração de Hip-Pop e um encontro de autocaravanistas luso-franceses.
A jornada encerra com o espectáculo musical de José Malhoa.
No sábado, 30 de Maio, haverá animação de rua, a 3.ª edição do «Pintar Almeida» e uma exposição e desfile de Bicicletas antigas. À tarde terá lugar uma demonstração de habilidades de cavalos seguida de demonstração de raças de cavalos. Depois será lançado o livro «Postigos de Memória» de Francisco Monteiro, a que se seguirá a actuação do Grupo Coral Metropolitano de Lisboa. À noite actuará José Cid.
No Domingo, dia 31 de Maio, de manhã, celebra-se uma missa solene na capela do Senhor da Barca. À tarde será a vez de se realizar uma exposição e desfile de motas, seguindo de um outro desfile: ranchos folclóricos na Quinta do Senhor da Barca.
Durante o evento a Câmara Municipal de Almeida celebrará protocolos de cooperação com o Centro Histórico de Além Mar, a Direcção de História e Cultura Militar, a associação Vox Populi e a Associação Amigos de Almeida.
plb
Foi uma história bem contada aquela que nos conduziu até às aldeias bem antigas do nosso Portugal ainda desconhecido, como Castelo Mendo, Almeida, Sortelha e Aldeã del Bispo, já em território espanhol.
A aventura, porque foi disso que se tratou, já que muitos dos quilómetros foram percorridos fora de estrada e em veículos 4×4, começou bem cedo em Fátima num sábado a ameaçar chuva, mas não passou disso mesmo.
Miúdos e graúdos, enfim, toda a família como é timbre destes passeios da «Tracção Total de Fátima» num total de 80 participantes distribuídos por 28 veículos todo-o-terreno rumaram ao norte mas bem lá para o interior por entre vales e serras com paisagens deslumbrantes que só os 4×4 nos podem proporcionar.
A anteceder a visita a Castelo Mendo, uma aldeia histórica do século XII, outrora concelho, e que veio a ser declarada monumento nacional no ano de 1946 em conjunto com o seu castelo medieval construído no século XIII por D. Dinis, toda a caravana montou arraiais num parque de merendas ali bem próximo e era chegada a hora do piquenique, entenda-se almoço.
O sol deu o seu contributo ao convívio onde não faltou animação e o habitual partilhar de saborosos petiscos, onde imperou o tradicional coelho à moda da Ortiga, sobremesas, café, tudo bem regado, pois claro, com o tinto cá da região.
Terminada a visita à Aldeia de Castelo Mendo, e por trilhos fora de estrada lá chegamos a Almeida para uma outra visita, agora ao Centro Histórico onde se destaca o Castelo, o antigo convento de Nossa Senhora do Loreto, actual igreja matriz e a Fortaleza que teve importante papel defensivo do território Nacional a partir do século XVI. Foi só em 1927 que perdeu a função de praça de guerra.
Retomados os trilhos, lá seguimos entre paisagens agrestes rumo ao desconhecido. É que, ao pararmos numa pequena aldeia e sem que disso a caravana se tivesse apercebido (excepção à organização), alguém perguntou a uma senhora onde estávamos. «En España! En Aldea del Bispo», respondeu «e vivo aqui há muitos anos, mas sou portuguesa e com muito orgulho».
A noite estava a cair, eram horas de rumar a Vilar Formoso para o jantar, muito bom, e alojamento em hotel de óptimas condições.
Para este dia a organização tinha reservado um passatempo interessantíssimo que ocupou grande parte do tempo. Era necessário preencher um questionário que incluía perguntas sobre pontos de visita e de passagem. Um outro questionário, que veio a revelar-se fatal para os participantes, incluía perguntas sobre o código da estrada. Uma reciclagem ao código não fazia mal a ninguém. À noite após o jantar foram anunciados os vencedores. Uns contemplados com viagens e outros com a oferta da anuidade das quotas de sócio.
Segundo dia de aventura, um domingo com céu cinzento, mas sem chuva e pouco frio. Como o previsto, a meio da manhã chegámos ao Convento de Nossa Senhora de Sacaparte e Cruzeiro que fica a dois quilómetros da freguesa de Alfaiates, concelho do Sabugal.
Do conjunto fazem parte alpendres onde se realizavam feiras, ruínas do Convento, igreja, chafariz, cruzeiro e fonte de mergulho. Anualmente realiza-se ali uma festa onde se juntam centenas de pessoas vindas de vários pontos do País. São festas afamadas.
Existem várias lendas sobre a origem do nome Sacaparte. Uma delas, dizem as «más línguas» que o nome se deve a que, como este caminho fazia parte da rota dos Caminhos de Santiago, os monges daqui sacavam logo parte do que os peregrinos levavam para Compostela, era o tributo que pagavam pelo alojamento.
E porque se tratava de um recinto propicio a festas, à volta de uns bolinhos e de um cálice de abafado, aconteceu um momento de animação musical com o Jó e o Lecas ao acordeão o Armando com o seu «ranhoso» transmitiram ali uma alegria contagiante que até permitiu um pezinho de dança.
Com passagem pelo Sabugal onde chegamos por trilhos, seguimos até à Aldeia Histórica de Sortelha, de fundação medieval datada do século XIII. Entre muralhas todas as casas foram recuperadas em respeito pelo seu traçado medieval e também aqui se encontram algumas infra-estruturas de apoio, como bares, restaurantes, casas de alojamento, enfim um espaço muito agradável e a convidar para uma outra visita mais pormenorizada.
Após um almoço delicioso servido ali mesmo entre muralhas, e, com a caravana disposta a acabar com o licor de morango servido num dos bares, veio uma forte chuvada, para retemperar a viagem até Fátima.
Foi um passeio agradável, bem organizado, e deixou em todos o desejo de voltar embora que por outros caminhos, mas de certeza a valer a pena. Portugal é muito grande em história.
Como nota final, fica um agradecimento à organização, pelo excelente passeio que nos proporcionou, em particular, aos directores da «Tracção Total de Fátima», Ricardo, Lecas e Valter. Bem-haja.
José Vieira Gonçalves (Notícias de Fátima)
O concelho do Sabugal integra a «Organização Beira Interior Norte/Salamanca» que pretende divulgar e desenvolver as zonas mais pobres da região raiana. As actividades da organização transfronteiriça estão disponíveis na Internet.
A comunidade transfronteiriça «Organização Beira Interior Norte/Salamanca quer divulgar através da Internet, entre outras actividades, as que se prendem com beneficiação e construção de novas infra-estruturas, aquisição de bens materiais e prestação de serviços.
A organização integra os concelhos do Sabugal, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel e Trancoso, no distrito da Guarda, e oito comarcas espanholas da província de Salamanca. Foi constituída em 2006, no âmbito da Convenção assinada entre Portugal e Espanha sobre cooperação transfronteiriça, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento de uma das zonas mais pobres dos dois países.
A chegada à Internet visa aproximar as populações dos dois lados da fronteira e tornar conhecidas as suas vivências, ao mesmo tempo que permite divulgar as potencialidades turísticas da região, ao promover o património natural, arquitectónico e humano.
As duas regiões, próximas nas características geográficas, demográficas e económicas, ocupam uma área aproximada 16,5 mil quilómetros quadrados, onde habitam cerca de 460 mil habitantes, dos quais 345 mil são espanhóis.
Esta Comunidade de Trabalho teve uma dotação no âmbito do INTERREG III-A, de cerca de 3,3 milhões de euros, para acessibilidades aos espaços transfronteiriços, sistemas de prevenção de incêndios na fronteira, revitalização dos centros históricos e promoção turística.
Mas… há razões que a razão desconhece numa organização onde o concelho do Sabugal esteve representado ao mais alto nível pelo presidente do Município, Manuel Rito. Uma visita pelo portal do «Território Binsal» no capítulo das rotas pelos castelos aparecem 16 castelos e entre eles Pinhel, Castelo Rodrigo, Marialva, Longroiva, Celorico da Beira, Linhares da Beira e… espanto dos espantos nem uma referências aos castelos sabugalenses. Deve haver aqui um erro. Tem que haver aqui uma grande e gravíssima incúria que acreditamos vai ser reparada em breve.
Veja a presença na Internet da comunidade transfronteiriça aqui
e a página das Rotas pelos Castelos aqui
jcl
«Nunca estivemos nessa reunião», afirmou o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, desautorizando um comunicado assinado por Carlos Pinto, presidente da Comurbeiras, segundo o qual diversos autarcas beirãos vão tomar medidas contra o novo Pólo Turístico da Serra da Estrela.
Diversos autarcas da zona da Serra da Estrela negam comunicado assinado pelo presidente da Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras), Carlos Pinto, que preside à Câmara da Covilhã, e que os coloca contra novo pólo turístico regional. O documento anuncia que os municípios do Sabugal, Almeida, Covilhã, Fundão, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Mêda, Pinhel, Trancoso e Gouveia, todos do PSD, «decidiram não integrar o novo pólo» por discordância com os estatutos. O comunicado anuncia ainda que os autarcas vão pedir em tribunal a suspensão dos estatutos e que se estes não forem alterados vão criar uma nova entidade de promoção turística.
Entretanto os autarcas em causa contactados pela agência Lusa não subscrevem as decisões anunciadas em seu nome e desconheciam o comunicado.
«O Sabugal não tem nada a ver com esse comunicado. Se é referido, é abusivamente. Nem estivemos nessa reunião», disse Manuel Rito, presidente do Município mas recusando-se contudo a comentar o processo do novo pólo turístico.
«Consideramos legítimo que o Governo aprove os estatutos, mesmo nós discordando de alguns aspectos mas estamos dentro do pólo e queremos articular vontades. Uma coisa é os autarcas concertarem posições, outra é a Covilhã anunciar uma posição e depois querer levar-nos a reboque», esclareceu Júlio Sarmento, presidente da Câmara do Trancoso.
Álvaro Amaro, edil de Gouveia, diz ter ficado «surpreendido com o teor do documento apesar de pessoalmente manifestar absoluta discordância com o processo de constituição do pólo turístico mas, no entanto, o executivo municipal só deve discutir o assunto no dia 27».
Mais a Norte, João Mourato, presidente da Câmara de Mêda, diz «não se rever no pólo turístico da Serra da Estrela mas, porque o lugar da Mêda em termos de turismo é o Douro».
Os presidentes da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, e do Fundão, Manuel Frexes, não quiseram prestar declarações enquanto Jorge Patrão, presidente da comissão instaladora do novo pólo turístico, que está no centro de toda esta polémica refuta as críticas e ataca dizendo que «há uma campanha para deturpar a informação porque não é fácil conciliar os interesses de todos em relação aos estatutos».
Recordo aqui uma notícia da agência Lusa datada de 7 de Maio de 2008. «A Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras) vai receber 60 milhões de euros do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), afirmou Carlos Pinto, presidente daquela instituição intermunicipal».
Evidentemente que qualquer semelhança entre uma disputa pelos apetecíveis dinheiros, quem os gere e para onde vão é pura e transparente coincidência.
jcl
O Município de Almeida promove nos dias 8 e 9 de Novembro no Pavilhão Multiusos de Vilar Formoso a I Feira da Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural. Entre as várias actividades previstas no programa destaque para a Montaria ao Javali em Nave de Haver e para a Largada de Perdizes em Vilar Formoso.
A primeira edição da Feira de Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural organizada pela Câmara Municipal de Almeida decorre nos dias 8 e 9 de Novembro no Pavilhão Multiusos de Vilar Formoso. A montaria ao javali em Nave de Haver no sábado e a largada de perdizes em Vilar Formoso no domingo são as cabeça de cartaz do certame.
A abertura do salão de exposições está marcada para as 10 horas da manhã de sábado podendo ser admirados no recinto do pavilhão objectos de caça, pesca, jipes florestais, produtos agro-alimentares e tradicionais do mundo rural e fauna viva como cavalos, falcões, javalis, avestruzes, perdizes, coelhos, pombos e cães de raça.
O programa inclui demonstrações de meios da equipa cinotécnica da Guarda Nacional Republicana, o grupo de concertinas Clave de Sol, exibição de aves de presa (falcoaria) e de cães de parar com a presença de Vítor Maurício. O colóquio «Caça, pesca e Comunidade» conta com os oradores António Borges (Caça e Sociedade), Lurdes Martins (Contributo das concepções de pesca desportiva para o desenvolvimento local), Paulo Paixão (O corço no concelho) e Amílcar Teixeira (Caracterização das comunidades salmonídeas da Região Centro). A actuação do Grupo de Fados da Guarda finaliza o primeiro dia do evento.
No domingo terá lugar em Vilar Formoso uma largada de perdizes, nova demonstração de meios da equipa cinotécnica da GNR, a actuação do grupo de concertinas de Figueira de Castelo Rodrigo, a libertação de uma ave recuperada nas Cervas, a exibição do Grupo de Lendas, Danças e Cantares de Ribacôa. A primeira edição encerrará com as danças do Rancho Folclórico da Miuzela.
O evento contará em permanência com tasquinhas com petiscos de caça e pesca, assadores de castanhas, exposições de cães e matilhas, tiro com arco e besta e passeios de charrette para todos os visitantes.
jcl
O filósofo e pensador Eduardo Lourenço, natural de S. Pedro do Rio Seco, concelho de Almeida, recebeu a Medalha de Mérito Cultural das mãos do Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.
A cerimónia aconteceu no dia 6 de Outubro, no decurso da sessão de abertura do Congresso Internacional Eduardo Lourenço – 85 anos. O evento, organizado pelo Centro Nacional de Cultura, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, visou homenagear o ensaísta e reflectir sobre o seu pensamento e a sua abundante obra literária.
Vários oradores de prestígio reflectiram sobre o percurso e o pensamento de Eduardo Lourenço, considerado o maior filósofo e pensador português da actualidade.
Exemplar foi a forma como Eduardo Lourenço se referiu ao facto de ter sido condecorado pelo Governo, confessando ficar «muito grato ao ministro da Cultura e ao Governo português» e acrescentando depois: «O País não nos deve nada. Nós é que devemos tudo ao País e ao Mundo».
Uma modéstia porventura excessiva, diremos, mas que marca bem a personalidade modelar do grande pensador raiano.
plb
A Miuzela do Côa, concelho de Almeida, recebe no fim-de-semana de 6 e 7 de Setembro cerca de 250 jovens para discutir o tema «Energias Renováveis» no XII Encontro das Associações Juvenis do Distrito da Guarda e III Encontro Transfronteiriço de Associações Juvenis.
«E a tua energia é renovável?» será a questão colocada a cerca de 250 jovens oriundos das associações juvenis do distrito da Guarda e da província de Castilla y León.
O XII Encontro das Associações Juvenis do Distrito da Guarda e III Encontro Transfronteiriço de Associações Juvenis encontro está marcado para os dias 6 e 7 de Setembro, na Miuzela do Côa, concelho de Almeida. A iniciativa tem como objectivo estabelecer dinâmicas de cooperação, identificar e promover iniciativas e acções de desenvolvimento.
O programa inclui diversos workshops e debates relacionados com a problemática ambiental, concertos com bandas convidadas, peddy-paper e uma festa dançante com merenda no sábado à noite.
O encontro é organizado pela Federação das Associações Juvenis do Distrito da Guarda (FAJDG) e pelo Centro Social, Cultural e Desportivo Miuzelense com o apoio do Instituto Português da Juventude.
Em comunicado, a FAJDG destaca a falta de «um quadro de referência de natureza territorial capaz de enquadrar uma estratégia global e localizada de cooperação entre as associações juvenis da Região Centro e da província de Salamanca».
jcl
Foram libertadas, no dia 29 de Agosto, três aves selvagens depois de terem sido recuperadas pelo CERVAS (Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens) no Parque Natural da Serra da Estrela em Gouveia.
Um milhafre-preto, uma cegonha-branca e um bufo-real foram libertados no dia 29 de Agosto em três localidades do distrito da Guarda depois de terem sido recuperados pelo CERVAS.
O bufo-real (Bubo bubo), ave de rapina nocturna, foi encontrado preso numa vedação de arame farpado pendurado por uma das asas e esteve em recuperação desde 4 de Maio. Ganhou de novo as asas da liberdade em cerimónia pública na localidade de Naves, no concelho de Almeida.
O milhafre-preto (Milvus migrans) foi libertado numa acção de sensibilização ambiental, perante cerca de 100 pessoas, no Estabelecimento Prisional da Guarda.
A cegonha-branca (Ciconia ciconia) recolhida «num estado de grande debilidade, foi tratada com sucesso durante dois meses no nosso Centro e libertada, agora, em Aldeia Viçosa», explica o comunicado do CERVAS.
«Há, actualmente, mais de 50 animais em recuperação no CERVAS tendo o número de ingressos em oito meses de 2008 triplicado em relação ao ano de 2007. Recebemos, até ao momento, 250 indivíduos de diversas espécies e a taxa de recuperação ronda os 50 por cento. Recuperamos animais selvagens feridos ou debilitados, apoiamos e realizamos trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens e promovemos a sensibilização ambiental», acrescenta ainda o Centro.
Excelentes iniciativas públicas de libertação de aves selvagens recuperadas em cativeiro.
jcl
No dia 30 de Agosto, ao final da tarde, Almeida é palco de teatro ao ar livre, representando-se a célebre peça «A Tempestade» de William Shakespeare.
Pelas 18 horas, o teatro tem lugar na vila histórica de Almeida, ao ar livre, num cenário monumental.
A Tempestade foi a última peça escrita por Shakespeare. É uma história de vingança, mas também de amor, de conspirações oportunistas. Uma Ilha é habitada por Próspero, Duque de Milão, mago de amplos poderes, e sua filha Miranda, que para lá foram levados à força, num acto de traição política. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo que era homem adulto e disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado que se transformava em ar, água ou fogo. Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se e, depois de criar um naufrágio, Próspero coloca na Ilha os seus desafectos e um príncipe, potencial noivo para a filha.
Próspero, com a ajuda de Ariel, faz desencadear uma tempestade que faz naufragar na ilha os inimigos de Prospero, fornecendo-lhe assim os meios necessários para poder consumar a vingança.
Vale a pena ir a Almeida. O bilhete custa 20 euros, incluindo além do espectáculo um jantar.
plb
À semelhança dos anos anteriores, a Recriação histórica do Cerco de Almeida evoca o cerco da fortaleza durante as invasões francesas no início do Século XIX. Este ano o evento ocorre nos dias 22, 23 e 24 de Agosto, merecendo especial destaque o seminário onde falará o bispo D. Manuel Felício, a Evocação da Batalha de Fuentes de Oñoro, dois worhshops e a recriação da rendição de Almeida às tropas napoleónicas.
No primeiro dia, 22 de Agosto, Sexta-feira, haverá um seminário dedicado ao tema: «Memória, Mito e História: O Sacrifício de Almeida», que terá lugar no Centro de Estudos de Arquitectura Militar de Almeida, nas Portas Exteriores de Santo António.
Falarão António de Sousa Júnior, sobre «Almeida, Fortaleza Mártir de Galharda Epopeia»; Teresa Cailloux de Almeida, sobre «O Cerco de Almeida na Memória dos Franceses de Então e de Agora»; José D´Encarnação, sobre «Sertório, General Romano – Guerrilheiro ou Mito?»; Adriano Vasco Rodrigues, sobre «A Legião Portuguesa no Período Napoleónico de Almeida»; Miguel Angel Martin, sobre «William Cox, un Hombre Solo»; Manuel Jorge Pereira de Carvalho, sobre «A Leal Legião Lusitana, Força de Cobertura do Exército de Portugal, e a Praça de Almeida como Ponto de Projecção, em 1809»; D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, sobre «O mito dos ideais da Revolução Francesa e a memória da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão, há dois séculos», Maria Helena Carvalho dos Santos, sobre «Os Mitos: entre a voz do povo e os sentimentos de honra»; Francisco Ribeiro da Silva, sobre «As respostas dos concelhos das três Províncias do Norte à imposição da Contribuição de Guerra de 1808».
Às 23 horas desse primeiro dia haverá uma reconstituição dos momentos de tensão de um cerco e da eminência do contacto com o inimigo, representando-se a ronda de sentinelas e patrulhas nas Portas de S. Francisco e Bastiões da Fortaleza, seguida de surtidas francesas à Vila, com resposta de fogo das baterias e fuzis a partir do Baluarte de S. Pedro.
No segundo dia, 23 de Agosto, Sábado, haverá a Evocação da Batalha de Fuentes de Oñoro, através da recriação do combate que, entre o dia 3 e 4 de Maio de 1811, opôs Anglo-Lusos e Franceses nas Ruas a Norte de Fuentes de Oñoro e da Ribeira de Dos Casas. Esta actividade ocorrerá na linha de fronteira, entre Vilar Formoso e Fuentes de Oñoro.
Destaque ainda para um Workshop, sobre «O Projecto do Município para a Regeneração da Zona do Castelo», onde se discutirão vários temas acerca do arranjo urbanístico do alto da cidadela de Almeida.
Num segundo Workshop falar-se-á sobre uma «escultura para o Concelho, que sirva de Memorial do Sacrifício de Almeida, a inaugurar por ocasião dos 200 Anos da Guerra Peninsular.
À noite haverá mais uma recriação, desta feita representando-se um combate nocturno com fogo de artilharia e de mosquete de Infantaria nas muralhas e baluartes da Praça-Forte, face a uma tentativa do inimigo em forçar a entrada na Praça.
No terceiro dia, 24 de Agosto, Domingo, recriar-se-á a Batalha do Cerco de Almeida, com combates nas Portas de Santo António, explosão do paiol e rendição da Praça. Trata-se de evocar a batalha final, demonstrativa de algumas tácticas de guerra da época. Tropas Anglo-Lusas, Milícias e Ordenanças Portuguesas e Tropas Napoleónicas defrontam-se ferozmente. Quando tudo parece apontar para um sucesso Nacional, o paiol do castelo explode destruindo a capacidade defensiva da Praça e levando à sua rendição, que será feita formalmente pelo Comando da guarnição da Praça e pelo Comando Francês, seguindo as leis e regras de honra de guerra da época.
plb
Eis o nome de outro ilustre compatrício sabugalense: Mário de Almeida Gonçalves, nascido em Monte Novo de Pousafoles do Bispo, em 1925.
Feita a escola primária, foi matriculado no Seminário Menor do Fundão, em 1938, tendo recebido ordens sacras em 1950. Celebrou missa nova, neste mesmo ano na sua terra natal.
Começou por paroquiar diversas freguesias (Sé, na Guarda, Guilheiro e Sebadelhe) tendo sido ainda assistente nacional da Obra de Santa Zita.
Em tempo eleito cónego capitular, assumiu por fim o difícil encargo de Vice-Reitor do Seminário do Fundão, e principal responsável pela formação escolar e espiritual de muitas gerações que frequentaram aquele estabelecimento, do qual saíram vocações que se concretizaram e outras que procuraram outro rumo.
Personalidade e interveniente na vida cívica e religiosa do Fundão, logo que terminou o vice-reitorado, recebeu uma solene homenagem, em que se realça a biografia que lhe dedicou o antigo aluno, eng.º José Pereira Folgado, e que veio a público em 2006.
Agora, o eng.º José Pereira Folgado reuniu em volume toda a documentação relativa à sessão solene de apresentação e lançamento do livro «Cónego Mário de Almeida Gonçalves». É como que o segundo volume da biografia que dedicaram ao antigo Vice-Reitor, uma estrela nos céus das terras de Beira Coa e da diocese da Guarda. O produto da venda do livro reverte, na íntegra, para o Seminário do Fundão. Parabéns. Admirar e agradecer é uma virtude cardeal.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com
Realiza-se hoje, 30 de Maio, e prolonga-se pelos próximos dois dias, a segunda edição da Feira das artes e da Cultura, também designada por Festa do Bacalhau, em Almeida.
O fiel amigo vai ser o rei da gastronomia nos restaurantes de Almeida e o grande chamariz de pessoas à vila amuralhada durante este fim-de-semana. Esperam-se sobretudo espanhóis, que virão chamados pelo sabor divinal do bacalhau português, e que certamente aproveitarão para observarem a feira e visitarem a vila e os povos vizinhos.
A iniciativa é da Câmara Municipal de Almeida, que preparou um programa repleto de actividades nos três dias do certame. Ao nível musical realça-se a actuação de Quim Barreiros, às 23 horas de sábado. Na noite de sexta o espectáculo será por conta do grupo espanhol Malibu e no domingo por conta do grupo nacional Êxitos do Passado.
Há actividades de pintura, com a designação «Pintar Almeida», uma concentração de autocaravanistas, exposições de pintura, lançamento de um livro, animação de rua, e actuação de grupos folclóricos. Também haverá um encontro gastronómico promovido pela «Confraria dos Aromas e Sabores Raianos», cuja entronização está agendada para a hora de almoço de sábado. Depois realiza-se uma palestra sobre o bacalhau, com a presença do professor Reis Torcal.
Valerá a pena dar uma saltada a Almeida no fim-de-semana, para provar as variadas ementas do fiel amigo.
plb
A delegação do INATEL da Guarda organiza, em colaboração com a Junta de Freguesia de Almeida, o 6.º Encontro de Tocadores de Concertinas desta localidade.
O 6.º Encontro de Tocadores de Concertinas de Almeida terá lugar no dia 25 de Maio no Largo da Câmara Municipal, em Almeida.
A organização está a cargo da delegação do INATEL da Guarda fará a inscrição dos tocadores a partir das 10.30 horas no Largo 25 de Abril, em Almeida.
A jornada musical terá início após a concentração de todos os inscritos estando programada para todos os participantes uma visita guiada pela localidade.
O almoço será oferecido a todos os tocadores pelo INATEL que receberão no no final uma lembrança da presença no evento.
Para o 6.º Encontro de Almeida estão convidados todos os tocadores e todos os apreciadores de concertina.
Joaquim Igreja
(coordenador cultural INATEL-Guarda)
O presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Baptista Ribeiro, inaugurou sexta-feira, 9 de Maio, em Vilar Formoso, uma exposição temporária sobre a história da linha da Beira Alta. A iniciativa foi acompanhada de um colóquio onde foi defendida a importância do caminho-de-ferro para o desenvolvimento da região raiana da Beira Interior.
Um colóquio subordinado ao tema «O caminho-de-ferro e a Linha da Beira Alta» e a inauguração de uma exposição temporária evocativa da história da linha ferroviária fronteiriça tiveram lugar no pavilhão multiusos de Vilar Formoso por iniciativa da Câmara Municipal de Almeida.
Em declarações à agência Lusa o presidente da autarquia, António Baptista Ribeiro, aproveitou para destacar que «a economia de Vilar Formoso esteve sempre ligada ao caminho-de-ferro e o grande desenvolvimento da vila deveu-se à fronteira e à estação ferroviária que outrora teve uma grande movimento de passageiros».
O autarca recordou que o comboio chegou a Vilar Formoso no dia 4 de Agosto de 1882 e que durante décadas muitas famílias do concelho do Almeida, nomeadamente de Vilar Formoso e Aldeia de São Sebastião estavam ligadas ao caminho-de-ferro.
«Durante décadas entraram em Portugal milhares de emigrantes vindos da França e da Alemanha sobretudo nos períodos do Natal e do Verão», recordou António Baptista Ribeiro.
A linha da Beira Alta está, também, associada ao antigo cônsul de Portugal em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, que foi condecorado como cidadão honorário do município e foi descerrada uma lápide de homenagem na estação ferroviária de Vilar Formoso.
Está patente ao público, até 30 de Outubro, uma exposição sobre a Linha da Beira Alta constituída por fotografias do Arquivo Histórico da CP e peças cedidas pela Fundação do Museu Nacional Ferroviário, placas de comboios, fárois de cauda e instrumentos de via. Recorde-se que foram assinalados a 4 de Agosto de 2007 os 125 anos da inauguração da Linha da Beira Alta até Vilar Formoso.
jcl
A Câmara Municipal de Almeida pretende candidatar a vila histórica a Património da Humanidade, estando já a trabalhar no processo de candidatura, em conjunto com Valença e Elvas, também vilas de fronteira amuralhadas.
Fortaleza, baluartes, casamatas, casas apalaçadas, ruínas do antigo castelo, igrejas e capelas, são alguns exemplos do riquíssimo património da vila fronteiriça de Almeida, cujo município deseja ver classificado como Património da Humanidade. O processo está já a ser organizado, tendo sido constituído um grupo de trabalho, assessorado por um arquitecto, consultor da Fundação Calouste Gulbenkian.
Com Almeida também Elvas e Valença apostam em tornar-se Património da Humanidade, tratando-se de fortalezas raianas, onde impera a arquitectura abaluartada, cuja edificação se iniciou a seguir à Restauração. Em Almeida o traçado da fortaleza foi desenhado pelo engenheiro francês Antoine Deville e a sua construção foi dirigida pelo também francês Pedro Gilles. Foi com o recurso aos baluartes que a praça-forte enfrentou as incursões espanholas e tentou resistir às invasões napoleónicas.
O presidente da Câmara, Baptista Ribeiro está seguro que em dois anos a autarquia conseguirá concluir o processo e apresentar a candidatura.
Ainda dentro do esforço de afirmação de Almeida como fortaleza histórica a Câmara Municipal promove um conjunto de iniciativas de divulgação do seu património. Exemplo disso é a primeira visita guiada ao Património do Concelho de Almeida, no dia 24 de Abril, que para além da sede de concelho inclui ainda vistas a Malpartida, Vale de Coelha, Vale da Mula, Aldea del Obispo, S. Pedro do Rio Seco, Vilar Formoso, Naves e Junça.
plb
















Fórum da Rádio Altitude debateu esta terça-feira de manhã o tema «Está a fronteira em crise?» tendo convidado para estar presente no estúdio António Baptista, presidente da Câmara Municipal de Almeida.
Clique para visitar a Habisabugal
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ver a página do tocador
Clique para ver a página Tutatux
Clique para ver a página web
Clique para ver artigos relacionados
Clique para ver a página web




Clicar na imagem para aceder
à página principal do Capeia Arraiana
Clicar na imagem para ouvir
a emissão online da Rádio Caria
Clicar na imagem para ver
a emissão online da LocalVisão TV
Comentários recentes