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O Conselho de Ministros, por proposta do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, aprovou esta quinta-feira, 19 de Novembro, a nomeação de António Santinho Pacheco para Governador Civil da Guarda.
O ex-presidente da Câmara Municipal de Gouveia, substituiu Maria do Carmo Borges, que manifestara vontade de sair do cargo. O nome de Santinho Pacheco era falado nos bastidores como possível novo Governador Civil, o que hoje se confirmou.
Santinho Pacheco é membro do Secretariado da Federação Distrital da Guarda do Partido Socialista e da Comissão Nacional do partido. O novo governador civil tem 58 anos e para além de presidente da Câmara de Gouveia foi deputado à Assembleia da República pelo Partido Socialista. Foi ele que, enquanto deputado, propôs a integração da freguesia de Vale da Amoreira no concelho de Manteigas. Também enquanto deputado integrou as comissões parlamentares de Administração e Ordenamento do Território e de Saúde e Toxicodependência
O Conselho de Ministros nomeou hoje todos os novos governadores civis dos 18 distritos do Continente.
Além de Santinho Pacheco, foram também nomeados pelo Governo José Barbosa Mota (em Aveiro), Manuel Monge (em Beja), Fernando Moniz (Braga), Jorge Gomes (Bragança), Maria Alzira Serrasqueiro (Castelo Branco), Henrique Fernandes (Coimbra), Fernanda Ramos (Évora), Isilda Gomes (Faro), José Carvalho (Leiria), António Galamba (Lisboa), Jaime Estorninho (Portalegre), Maria Isabel Santos (Porto), Sónia Mendes (Santarém), Manuel Malheiros (Setúbal), José Joaquim Guerreiro (Viana do Castelo), Alexandre Chaves (Vila Real) e Miguel Albuquerque (Viseu).
plb
Ana Manso e Álvaro Amaro vão disputar as eleições para a nova direcção da Distrital do PSD da Guarda, marcadas para o dia 5 de Dezembro.

A luta política será protagonizada pelo actual e pela anterior presidente, Álvaro Amaro e Ana Manso, respectivamente, facto que dá particular interesse a estas eleições para a distrital do PSD.
A ex-presidente e ex-deputada responsabiliza Álvaro Amaro pelos maus resultados do PSD nas últimas eleições autárquicas. Para Ana Manso, o partido perdeu terreno para o PS. Os social-democratas perderam dois concelhos (Manteigas e Mêda), embora tivessem recuperado Vila Nova de Foz Côa. Embora o PSD continue a deter a maioria das Câmara Municipais, o PS reforçou a sua posição no distrito.
Álvaro Amaro, considera por sua vez que houve falta de empenho de alguns militantes do partido durante a campanha eleitoral para as autárquicas, o que é lido como uma alusão a Ana Manso.
A disputa política entre os dois principais protagonistas do partido no distrito nos últimos anos, irá prosseguir nos próximos dias.
plb
Um grupo de clientes do Banco Português de Negócios (BPN), de Seia, Guarda e Sabugal, entrou hoje de manhã na dependência bancária em Seia, para reclamar os depósitos feitos naquele balcão.
No total, encontram-se no interior do Banco, desde manhã, cerca de 30 clientes, cujo valor de investimentos feitos junto do BPN de Seia ascende a vários milhões de euros.
Os clientes de Seia, a que se juntaram outros vindos da Guarda e do Sabugal, permaneceram no interior da agência bancária, assim manifestando o seu descontentamento, pelo facto de terem sido lesados, sem que o banco lhes aponte soluções satisfatórias para reaverem o seu dinheiro.
Os manifestantes reivindicaram a devolução dos depósitos a prazo, cujo resgate estava previsto para Agosto, e que alegam terem sido transformados, sem a sua autorização, em papel comercial da Sociedade Lusa de Negócios.
Um outro grupo de clientes, que se diz enganado pelo BPN, foi recebido no Ministério das Finanças, onde apresentaram as suas queixas. Este grupo que representa cerca de 1700 pessoas que se dizem lesadas em mais de 200 milhões de euros.
Os clientes lesados dizem possuir um dossier com mais de 40 páginas onde está explicita a forma como foi vendido o papel comercial sem consentimento dos clientes. As queixas já foram transmitidas ao Banco de Portugal e à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, esperando agora os lesados ser recebidos em breve pelo Provedor de Justiça e pelos principais partidos políticos.
Os protestos dos clientes do BPN poderão dispersar-se por diversas agências do banco. Depois de Viseu, os protestos foram até Seia e poderão seguir-se outras acções de contestação.
plb
Numa espécie de convite a saborear a tradição, a Câmara Municipal da Mêda aposta na divulgação de uma ementa tradicional, cuja patente tem já registada: os «grelos à pobre».
A gastronomia tradicional pode considerar-se como um exemplo real da cultura de um povo e das características de uma região, na medida em que é depositaria de sabores únicos e seculares, herdados e transmitidos por gerações que com seu saber e alguma imaginação, aproveitaram e transformam os produtos da terra em verdadeiras iguarias.
Nesta época do ano o concelho da Mêda cobre-se do verde dos nabais, onde mãos experientes colhem os grelos de nabo, que servem de base a um prato tradicional daquelas terras beiroas.
Em terras da Mêda os «grelos à pobre» constituem, como nome indica, um prato simples, mas que na verdade é muito rico em sabor.
A Câmara Municipal da Mêda, querendo dar expressão a esta iguaria gastronómica, divulgou a sua receita.
Usam-se como ingredientes dois molhos de grelos, meio quilo de batata, uma farinheira e carne de porco previamente cozida, a que se juntam uma mancheia de sal e um gorcho de azeite.
Lavam-se os grelos e partem-se aos bocados. Põem-se a cozer numa panela de ferro. À parte, noutra panela, cozem-se as batatas com um pouco de sal.
Escorrem-se os grelos quando estiverem cozidos. Depois de estarem também cozidas as batatas, esmagam-se e misturam-se com os grelos.
Junta-se azeite estrugido, quando baste, e chega-se de novo a panela ao lume.
Vai-se mexendo até ficar bem misturado.
Servem-se com farinheira e carne de porco cozida.
Eis aqui um prato simples mas identificativo de uma terra marcadamente agrícola que envereda decididamente pelos caminhos do desenvolvimento e progresso no aproveitamento dos seus recursos naturais e sobretudo nas capacidades das suas gentes.
plb
António Ruas, presidente da Câmara Municipal de Pinhel, substituiu José Manuel Biscaia na presidência da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB), na sequência da Assembleia Electiva realizada no dia 12 de Novembro.
António Robalo, presidente da Câmara do Sabugal, também integra o conselho directivo da AMCB, enquanto vogal. Para a presidência da Assembleia ficou eleito Domingos Torrão, presidente da Câmara Municipal de Penamacor.
Os 16 autarcas presentes, em representação dos Municípios que constituem a AMCB, escolheram unanimemente a única lista candidata. Curiosamente, o concelho directivo integra apenas uma câmara pertencente ao distrito de Castelo Branco e representativa da Cova da Beira propriamente dita, a do Fundão, representada pelo seu presidente, Manuel Frexes. Os restantes eleitos para a direcção são todos do distrito da Guarda (Pinhel, Guarda e Sabugal). Já na Assembleia, predominam os Municípios do distrito de Castelo Branco (Penamacor, e Belmonte), em detrimento do da Guarda que tem apenas um representante (Celorico da Beira).
A AMCB foi fundada em 1981, por decisão dos Municípios de Belmonte, Covilhã, Fundão e Penamacor, com o objectivo de resolver o problema dos resíduos sólidos urbanos produzidos nos quatro concelhos. Posteriormente, aderiram à Associação os Municípios de Manteigas e Sabugal e oito municípios do distrito da Guarda: Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Meda, Pinhel e Trancoso.
Curiosamente a Covilhã, que fora um dos Municípios fundadores, abandonou posteriormente a AMCB por divergências insanáveis, protagonizadas pelo autarca Carlos Pinto.
José Manuel Biscaia, o presidente cessante, deixou a presidência após nove anos, depois de ter perdido a disputa eleitoral no seu concelho, Manteigas, em favor de Esmeraldo Carvalhinho. O ex-presidente da Câmara de Manteigas tinha sucedido a António Dias Rocha (presidente da Câmara de Belmonte). O primeiro líder da AMCB foi Jorge Pombo, enquanto presidente da Câmara da Covilhã.
plb
Há dias um sabugalense amigo que conheço das tertúlias fadistas, dizia-me que alguns concelhos do Interior tenderiam a acabar e era até vantajoso que assim acontecesse para boa gestão dos dinheiros públicos. Naturalmente, discordei daquela opinião, ou não fosse eu autarca e defensor acérrimo da autonomia local. Tentando por isso demonstrar o erro dessa hipotética, e na minha opinião, falsa medida de gestão racional, argumentei que ela nada de bom acrescentaria ao país, nem mesmo em termos económicos ou financeiros. Estou convencido que lá no fundo nem o meu amigo fadista concordava com o que afirmava.
Porventura, tratava-se de um costumeiro desabafo, tipicamente português, em que usamos dizer mal de nós próprios, da nossa terra e do nosso país – o eterno pessimismo lusitano. A conversa acabaria mesmo por resvalar para o habitual misto de preconceito e inveja em relação aos nuestros hermanos, que geralmente nos levam a condenar a atitude independentista de D. Afonso Henriques. Contrariando tais ideias, afirmei logo que se Portugal se tornasse uma província espanhola, eu seria um etarra! Gargalhada geral, mas os fados iriam começar, acabando com a conversa.
Entre um copo de tinto, um fado e uma rodela de chouriça assada, fiquei a matutar na ideia de alguns concelhos correrem mesmo o risco de fechar. Logo me vieram à memória os tiques economicistas dos últimos governos, de ambas as cores, que, face ao deficit das finanças públicas, desataram a fechar o Interior, desde as escolas aos tribunais, das maternidades às repartições de finanças, passando pelos CTT e pelos centros de saúde. Lembrei-me ainda dos hospitais, das esquadras de polícia, da Guarda-Fiscal e das companhias militares que já antes tinham desaparecido das vilas do interior, e pensei com os meus botões que o perigo era real: os concelhos estão a fechar aos poucos. E para mal geral, nem sequer tem valido o sacrifício, já que as finanças públicas vão sempre de mal a pior, o que me leva a crer que a culpa do deficit não é, nem foi nunca, do Interior. E se não é do interior, só pode ser da má gestão, dos elefantes brancos e dos buracos negros do país rico; das empresas públicas, dos grandes grupos económicos, dos bancos, da corrupção, dos TGVs, dos estádios de futebol, dos ordenados dos gestores, das corporações e lobbies etc.
Veio-me à memória que recentemente, já durante o governo de Sócrates, foi movida a maior campanha contra as autarquias, vinda de todos os sectores da sociedade, exacerbada sobretudo pela Comunicação Social. De repente, o poder local tornou-se o bode espiatório dos males do país, desde a corrupção ao deficit! Afinal, no que toca à corrupção, dos mais de trezentos presidentes de Câmara do país, somados aos milhares de vereadores e de membros de juntas de freguesia, tudo espremido, só dois ou três foram condenados por práticas criminosas. Haverá muitas classes com menos criminosos? Quanto ao deficit, feitas as contas, as cinco maiores empresas públicas do estado tinham mais deficit do que os trezentos e oito municípios. Mas a campanha surtiu efeito: cortou-se nas autarquias mais pequenas! Nas grandes, o governo não teve coragem para cortar. Resultados: para as contas públicas, nenhum; para o interior, onde abundam as autarquias pequenas, foi desastroso, deixando algumas com a corda na garganta e com reflexos nefastos no tecido económico local, já tão depauperado.
Mesmo assim, mais gente do que pensamos acha que o Interior deve fechar e que com isso se resolve o problema do país. Basta que falte dinheiro em Lisboa e logo alguém, assobiando para o lado, aponta a solução: corta-se no Interior! Afinal há sempre uma boa razão: não haver gente, e onde não há gente, não são precisos serviços nem dinheiro. E contra a razão não há nada a fazer!
Pensando melhor, talvez até se conseguisse ganhar uns trocos, além do que se poupava. Fechado o Interior, Lisboa pode vendê-lo então aos espanhóis por bom dinheiro, e assim se resolve o problema do deficit! Não se pense sequer que isto é uma brincadeira, parte do Interior já foi vendido, alguns latifúndios do Alentejo e da Beira Interior estão já nas mãos de espanhóis.
Não é nada fácil encontrar argumentos contra os arautos da gestão e do racionalismo económico, além de que a pequena economia não dá nas vistas e os pequenos eleitorados não têm voz.
Penso há muito que políticas correctas de planeamento e ordenamento poderão ajudar a inverter a situação das áreas menos povoadas. Continuo também a achar que o dinheiro gasto no Interior está a léguas do que seria necessário e justo. Necessário, porque onde se investe, logo surgem dinâmicas económicas e demográficas. Justo, pelos sacrifícios por que passou a população raiana na defesa das fronteiras e do solo pátrio, permanentemente cobiçado por outros povos e constantemente invadido. Foram muitos séculos de sacrifício, em que raramente se vivia em paz mais de cinquenta anos seguidos.
Durante um fado menos timbrado e já na presença da segunda garrafa, cogitava numa solução para o Interior quando me lembrei de dois exemplos de sinal contrário de políticas do passado: o das medidas povoadoras dos nossos primeiros reis, por um lado, e das reformas administrativas que fecharam concelhos, por outro. Nada melhor que olhar o passado para vislumbrar o futuro com mais nitidez.
No primeiro exemplo, os nossos primeiros reis, de forma inteligente, quiseram e conseguiram povoar o país. E não falamos de qualquer parte do país, falamos do interior! Como conseguiram eles povoar uma terra inóspita, de feras e matos, povoada de sarracenos? Como atraíram eles gente do litoral e das cidades para esses lugares ermos? Dando-lhes benesses, mercês e autonomia local, criando e organizando termos, comendas e comarcas. Dizem os especialistas que o verbo latino populare (povoar) era entendido como «organizar» administrativamente. Se os romanos foram sábios povoadores de territórios, os nossos primeiros reis seguiram a mesma cartilha.
Mas a História também nos dá exemplos de políticas despovoadoras. Durante o século XIX, por decisão de Lisboa, fechavam muitos concelhos do Interior. Também nessa altura o deficit era assustador. Fora um século catastrófico de convulsões políticas e guerras. Mais uma vez foram as terras raianas as que mais sofreram, designadamente, com as invasões francesas e com as guerrilhas carlo-miguelistas. Com o decreto de 1855, vários concelhos do interior foram feridos de morte e integrados em concelhos vizinhos mas a dívida pública aumentaria ainda mais. Passados 150 anos o resultado dessas racionais medidas está à vista, nem é preciso ir muito longe: os velhos municípios que deram origem ao Sabugal são disso testemunho. Salvo raríssimas excepções, são hoje aldeias fantasma, em escombros, cujo património foi vítima de desleixo e abandono e, na maior parte dos casos, irremediavelmente perdido. Dá pena ver velhas muralhas e castelos, domus e igrejas a esboroarem-se na erosão do tempo e da incúria. No que respeita à demografia, foi um autêntico terramoto. Nem as sedes desses antigos municípios escaparam à voragem do despovoamento. Todo um património sacrificado a troco de uns tostões necessários para as linhas férreas.
Tal como hoje a ideia daquela época era meritória: a racionalização dos recursos e a eficiência governativa; da junção de vários concelhos se faria uma administração forte e o desenvolvimento não tardaria! Puro engano! Não só, não se fizeram municípios fortes e desenvolvidos, como nenhuma eficiência se conseguiu no país por via desse sacrifício dos pequenos municípios.
Com as devidas distâncias, que se recuperem então as velhas medidas de povoamento e que se afaste de vez o espectro do encerramento, que pode hipotecar, inclusivamente a nossa soberania.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
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Os 300 trabalhadores da fábrica Delphi da Guarda que vão ser dispensados até ao final do ano já receberam as cartas de despedimento, segundo informação prestada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas (STIMM).
Segundo nota da Agência Lusa, o processo de envio das cartas registadas para os operários iniciou-se na semana passada, o que foi confirmado por José Ambrósio, do STIMM. O dirigente sindical garantiu em declarações à Lusa que a Delphi cumpriu as condições acordadas. A empresa de cablagens para a indústria automóvel tem um total de 950 trabalhadores, e prevê a continuação dos despedimentos no decurso do próximo ano, podendo ser dispensado mais de 200 operários no primeiro semestre de 2010.
Ainda segundo José Ambrósio, entre os operários notificados da decisão de despedimento verifica-se um misto de sentimentos: «Houve pessoas que ficaram contentes, porque eram voluntárias» e outras que «ficaram tristes».
O dirigente sindical disse ter conhecimento de muitas situações de trabalhadores que não esperavam o despedimento, sendo que, nestes casos, o recebimento da notificação foi para eles muito «complicado». Garantiu ainda que a empresa cumpriu as condições que constavam de um protocolo celebrado no ano passado, que prevê que os trabalhadores despedidos recebam dois meses de salários por cada ano de trabalho e que só seria dispensado um elemento do casal, nas situações em que ambos trabalhassem na empresa.
A Delphi dispensou maioritariamente mulheres, cujas idades rondam os 40 anos. Só «numa família foram despedidas três irmãs», revelou o sindicalista. Acrescentou que «’a maioria dos trabalhadores dispensados, cerca de 80%, reside na cidade da Guarda».
A multinacional justifica os despedimentos com a crise que atingiu o sector automóvel, e a consequente quebra nas encomendas.
A par dos sindicatos, também o bispo da Guarda, D. Manuel Felício, tem revelado uma forte preocupação com a situação, em especial com as implicações sociais decorrentes dos despedimentos.
plb
Júlio Sarmento, Presidente da Câmara Municipal de Trancoso, reeleito nas últimas autárquicas para o sétimo e último mandato consecutivo, disse que será proximamente eleito o Provedor do Munícipe.
A função do Provedor do Munícipe será «receber e tratar as preocupações, sugestões ou críticas dos trancosenses relativamente ao funcionamento do Município», disse o autarca aquando da sua tomada de posse. Trata-se de uma aposta na cidadania e na ética, que o presidente eleito pelo PSD quer ver garantidas neste seu último mandato à frente dos destinos de Trancoso.
A figura do provedor de munícipe, tem sido advogada e adoptada em várias autarquias do País, sendo entendido como um sinal de reforço da democracia participativa e da salvaguarda dos interesses das populações.
Os provedores têm tido um papel relevante em situações relacionadas com a defesa do ambiente, o acesso aos responsáveis pela gestão autárquica, a ineficiência dos serviços públicos sedeados no concelho, a defesa das pessoas com deficiência, das famílias carenciadas e dos idosos. A acção dos provedores decorre do recebimento de queixas dos munícipes relativas à generalidade dos serviços sedeados no município. Compete-lhes apreciar as questões e encaminhá-las ao Executivo Camarário, à Assembleia Municipal, bem como a outros serviços públicos.
Júlio Sarmento, para além do anúncio da intenção de criar a figura do provedor, assumiu como áreas de actuação prioritárias o comércio, os serviços e o turismo. Disse estar sobretudo preocupado com o emprego dos mais jovens e anunciou a disponibilização de apoios para as situações sociais mais prementes. Deixou também uma mensagem para a oposição, desafiando os vereadores eleitos pelo PS a encontrar com a maioria social-democrata pontos de convergência para que o concelho ganhe uma maior dinâmica.
plb
Militares da GNR do Posto Territorial de Pinhel detiveram ontem, 9 de Novembro, quatro homens quando tentavam praticar o furto nas instalações da Junta de Freguesia de Pinhel.
A acção desenrolou-se pelas 3 horas da madrugada, após conhecimento que quatro indivíduos com comportamentos suspeitos rondavam as instalações da Junta de Freguesia.
No momento da abordagem os suspeitos tinham na sua posse vários objectos utilizados na prática de crimes, como pé-de-cabra, ventosa e diamante de corte. Os suspeitos, com idades compreendidas entre 20 e 30 anos, sendo dois deles de nacionalidade espanhola, possuem antecedentes criminais pela prática de roubos, furtos, tráfico de estupefacientes e armas. Após detidos foram presentes ao Tribunal Judicial da Comarca de Pinhel.
O Comando Territorial da Guarda da GNR informa ainda no seu comunicado semanal que entre 2 e 8 de Novembro foram registadas 53 ocorrências de natureza criminal. Dentre os crimes destacam-se 11 furtos, seis situações de condução sem habilitação Legal, quatro de fogo posto. Quatro de violência doméstica, dois de condução sob efeito do álcool, um de desobediência.
Na mesma semana foram detidos 16 Indivíduos pelos seguintes motivos: seis por crime de condução de veículo sem habilitação legal, dois por crime de condução sob o efeito do álcool (TAS entre 1,67 e 2,65 g/l), dois por crime de furto em veículo, um por crime de desobediência (condução de veículo apreendido), um por crime de posse ilegal de arma de fogo, um por permanência ilegal em território nacional,e três por mandado judicial.
Foram ainda elaborados 255 autos de contra-ordenação pelas seguintes infracções: 244 à legislação rodoviária, oito à legislação da natureza e ambiente, três à legislação policial.
Em 5 de Novembro, realizou-se uma operação direccionada para a fiscalização de trânsito, com incidência na condução sem habilitação legal e sob o efeito do álcool, bem como intercepção/abordagem de suspeitos da prática de crimes. Na operação foram elaborados quatro Autos de Contra-Ordenação.
Nos dias 2, 3, 4 e 5 de Novembro, realizaram-se operações, em diversos concelhos do distrito, para fiscalização aos resíduos, construção e demolição de estruturas, tendo sido fiscalizados 24 veículos, cinco obras e dois produtores. Foram elaborados seis Autos por contra-ordenação.
Na zona de fronteira com Espanha, foram realizadas seis operações no âmbito da fitossanidade florestal, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do pinheiro, tendo sido fiscalizados 189 veículos.
O comunicado diz ainda que se registaram 33 acidentes de viação, sendo 18 por colisão, sete por despiste e oito por atropelamento. Dos sinistros resultaram dois feridos graves e seis feridos leves.
No período em apreço, o Núcleo de Programas Especiais do Destacamento Territorial de Pinhel realizou três acções de sensibilização em escolas dos concelhos de Trancoso e Meda, subordinadas aos temas «Prevenção Rodoviária e Cuidados a ter no Caminho de e para a Escola». Estiveram presentes 20 alunos e três professores.
Numa outra vertente, os Núcleos de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais da Guarda, Pinhel, Gouveia e Vilar Formoso, levaram a efeito várias acções de sensibilização, em localidades e Lares de Terceira Idade, dos concelhos da Guarda, Meda, Seia e Figueira de Castelo Rodrigo, inseridas no programa «Apoio 65 –Idosos em Segurança». Estiveram presentes 103 idosos.
plb
A reforma da estrutura fundiária, nas zonas de minifúndio, terá obrigatoriamente que ser feita para o bom aproveitamento da agricultura e da floresta. Essa reforma terá forçosamente de incluir mudanças que tornem mais fácil o emparcelamento da propriedade rústica de pequena dimensão. O alcance de eventuais medidas de apoio ao emparcelamento seria bem maior do que a simples distribuição dos enganadores subsídios.
É comum dizer-se que um dos problemas da nossa agricultura é o minifúndio. Não será certamente o único, haverá, evidentemente, outros constrangimentos. Talvez o minifúndio não seja sequer um problema em si mesmo, porque, como se sabe, há culturas e regiões, nas quais se aproveita bem o minifúndio, tornando-o rentável, como acontece, por exemplo, com o vinho verde. O problema será antes a desadequada dimensão da estrutura fundiária para a agricultura que se pretende.
Na Beira Interior, grande ou pequena a propriedade agrícola produz muito pouco. Mais preocupante até, é verem-se áreas e mais áreas, pequenas e grandes, em alguns casos onde se investiu em regadio e acessos, ao abandono, ocupadas de matos, sem qualquer utilidade que não seja a caça, e nem mesmo essa, porque, frequentemente mal gerida, escasseiam espécimes e os complementos turísticos de apoio à actividade cinegética. Nem pretendo sequer falar dos fogos e das parcelas que ardem sem que ninguém as reclame, que isso seria matéria para outro artigo.
As zonas mais férteis e próximas dos povoados são naturalmente as mais pulverizadas, divididas até ao milímetro por gerações sucessivas de camponeses pobres e de famílias numerosas, num tempo em que qualquer palmo de terra era defendido com unhas e dentes. Assim se compreende que a principal motivação dos nossos primeiros emigrantes fosse ganhar dinheiro para compra de umas courelas.
Pagas a bom preço, essas mesmas courelas, depressa e por ironia do destino, se tornariam numa espécie de castigo para quem tem agora de as tratar, só para as não ver abandonadas. Muitos vão gastando nelas as suas reformas! Passadas duas ou três décadas, deparamo-nos com hortas e chãos de boa terra a encherem-se de giestas, soutos e olivais decrépitos que de vez em quando carregam mas que ninguém colhe, porque a população é escassa e idosa e já não tem forças nem saúde para as fainas agrícolas e os mais novos, como se sabe, preferem outras profissões, preferência, aliás, incentivada pelos progenitores.
Apesar de tudo, as áreas maiores são melhor aproveitadas, designadamente para o pastoreio extensivo, pelo menos enquanto as ajudas à pecuária se mantiverem.
As mais pequenas, como é bom de ver, necessitam urgentemente de ser emparceladas para que possam ser rentáveis. Não tendo o estado a iniciativa do seu emparcelamento, resta a via aquisitiva. No entanto, aqui levanta-se um problema complicado: a burocracia e custos da aquisição. Distribuídas por numerosos herdeiros, as parcelas, que por serem pequenas valem muito pouco, estão quase sempre por registar, para já não falar da inadmissível falta de cadastro em algumas regiões. Além disso são geralmente propriedade de pessoas que vivem em Paris, Lisboa e outras cidades, onde cada metro de terra parece valer ouro. Quando alguém lhes oferece uns trocos por uma pequena horta, logo torcem o nariz. Ao saber que também terão que fazer umas escrituras e uns registos e que nisso têm que se haver com irmãos, cunhados ou sobrinhos, então nem querem voltar a falar do assunto. Por vezes nem chegam a saber que, além disso, ainda poderiam arcar com exorbitantes mais valias.
Há dois anos, por 750 euros, adquiri a um emigrante, uma pequena parcela de pouco mais de 800 m² para, através dela, melhorar o acesso a outros terrenos. Passados uns meses, encontrei o vendedor que se queixou de, além dos gastos habituais que teve com o pré-registo, ter sido taxado em 20% de mais-valias sobre o lucro, apesar de tratar-se de uma herança. Ora, o lucro tinha sido de 740 euros por o valor patrimonial inicial ser de 10 euros! Dizendo que não voltaria a vender mais nada, lamentava-se do nosso país, parodiando: – Mais-valia estar quieto!
Apesar de tudo lá consegui acrescentar mais uns metros a uma pequena quinta, composta de dez antigos prédios, perfazendo agora um pouco mais de seis hectares, onde pastam churras do campo. Dois desses prédios são lotes de emparcelamento, feito pelo estado e que resultaram da reunião de outros 11, pelo que a minha quintinha de seis hectares era anteriormente um conjunto de 19 artigos! Os restantes fui adquirindo a outros tantos emigrantes ao longo de cerca de uma dúzia de anos tendo ainda alguns por legalizar pelos motivos que se imaginam.
Se não se fizer uma verdadeira reforma da aquisição da terra, a estrutura fundiária levará ainda algumas décadas – a juntar às décadas já perdidas – para se adequar às necessidades da agricultura moderna. Tempo demais para uma região que precisa urgentemente de modernizar-se e sem essa modernização quase mais-vale estar quieto.
Como não é possível voltar-se à enxada e ao arado puxado por vacas, penso que assim não será viável aproveitar o recurso mais abundante da região: a terra.
O ano passado coloquei estas questões a um deputado da Comissão de Agricultura e ao secretário de estado da mesma tutela. Pareceram sensibilizados mas a legislatura terminou pouco depois e a coragem para as grandes reformas já tinha murchado.
Nunca entendi a razão de ser mais difícil comprar um prédio rústico de 500 euros do que uma viatura de 10, 50 ou até 100 mil euros. Nunca percebi que razões haverá por detrás ou a que corporações interessará este sistema quase medieval de aquisição.
Entretanto continuam a verter-se verbas significativas numa agricultura e numa floresta que se sabe à partida que não terão futuro sem as tais reformas e pouco ou nada se investe na estruturação fundiária da propriedade. O alcance de eventuais medidas de apoio ao emparcelamento feito pelo estado ou feito de forma privada, seria bem maior do que a simples distribuição de enganadores subsídios.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
kabanasa@sapo.pt
Decorre até 16 de Novembro o prazo de participação no Concurso de Fotografia António Correia 2009 organizado pela Agência da Guarda da Fundação INATEL com a parceria da Agência para a Promoção da Guarda (APGUR), tem como tema «O Verde Urbano», pretendendo que os concorrentes se centrem sobre os espaços verdes e arborizados dentro dos núcleos urbanos do distrito da Guarda.
O Concurso de Fotografia António Correia 2009 tem como tema «O Verde Urbano». É organizado anualmente pela Agência da Guarda da Fundação INATEL e pretende fomentar o gosto pela fotografia artística, chamando também a atenção para a realidade social e humana e para o património natural e arquitectónico da região da Guarda. O Concurso consiste em fazer um conjunto de sete fotografias, a cores ou a preto e branco, que dêem um panorama global de uma realidade a concurso e que possam constituir um conjunto equilibrado e estimulante do ponto de vista estético. O Concurso conta com a especial colaboração da Agência para a Promoção da Guarda (APGUR).
Cada concorrente deverá entregar entre o dia 10 de Setembro e o dia 16 de Novembro de 2009 na Agência da Fundação INATEL da Guarda, um total de 7 fotografias em papel fotográfico, com tamanho entre 20 cm e 25 cm (lado maior) e entre 15 cm e 20 cm (lado menor), sem margens. As fotografias devem apresentar o pseudónimo do concorrente no verso de cada uma e ser numeradas de 1 a 7. Caso o concorrente envie as fotografias pelo correio, contará como válida a data do carimbo postal. Simultaneamente os concorrentes devem entregar um CD ou DVD com os ficheiros das 7 fotografias em formato digital. Os concorrentes autorizam também a Fundação INATEL e a APGUR a utilizar as fotografias numa Exposição sobre o Concurso, a realizar em 2010, sendo as fotografias produzidas a partir dos ficheiros entregues.
O conjunto das fotografias em papel e do CD/DVD deve ser entregue num envelope, no exterior do qual figurará o pseudónimo, devendo este figurar também na capa do CD/DVD e sobre o próprio CD/DVD. Dentro do mesmo envelope, para além das fotografias e do CD/DVD, deve constar uma folha com as legendas numeradas das fotografias indicando o local do distrito (nome do local, freguesia e concelho) onde se situa a realidade fotografada. Simultaneamente deve ser entregue com este envelope um outro envelope fechado, tendo no exterior o pseudónimo e no interior uma Ficha de Inscrição que será preenchida no momento da entrega. No caso de as fotografias serem enviadas por correio, o concorrente deverá solicitar a «Ficha de Inscrição» antecipadamente e enviá-la conjuntamente com as fotografias para «Fundação INATEL, agência da Guarda, Concurso de Fotografia António Correia, Rua Mouzinho da Silveira, n.º 1, 6300-735 GUARDA».
O Concurso destina-se ao público em geral, não sendo necessário ser associado da Fundação INATEL. Os concorrentes devem ter no mínimo 15 anos. A inscrição é gratuita e os prémios, a atribuir em dinheiro, serão os seguintes: 1.º Prémio, 500 euros; 2.º, 350; 3.º, 250; e 4.º, 100.
Os resultados serão conhecidos até ao final de 2009. Os trabalhos premiados serão divulgados no site da Fundação INATEL e através de uma Exposição a realizar em data e local a indicar oportunamente.
Joaquim Igreja (coordenador cultural do Inatel da Guarda)
O empresário Manuel José Ferreira Godinho, de 54 anos, que foi há dias detido pela Polícia Judiciária e depois sujeito a prisão preventiva, no seguimento da operação «Face Oculta», que envolve grandes figuras nacionais, foi quem vendeu a antiga fábrica da Cristalina à Câmara Municipal do Sabugal, a fim de aí se instalar o Pólo Empresarial do Soito, depois chamado Centro de Negócios Transfronteiriço.
Os nomes e os casos vão surgindo a conta gotas, estando sobretudo envolvidos quadros superiores de empresas detidas directa ou indirectamente pelo Estado. Porém o semanário Expresso refere na sua última edição que a Polícia Judiciária fará de seguida uma investigação exaustiva aos negócios que o empresário manteve com várias câmaras municipais. O despacho do juiz de instrução aponta de resto esse mesmo caminho ao referir que Manuel Godinho subornou membros de vários executivos municipais. A câmara de Gouveia, já referenciada nos autos, poderá ser a primeira a ser investigada.
O empresário de Ovar, celebrou, no ano de 2004, um negócio com a Câmara Municipal do Sabugal, através da empresa Manuel J. Godinho – Administrações Prediais, S.A., com sede em Esmoriz. O contrato então assinado teve por objecto a venda do imóvel da antiga fábrica Cristalina, no Soito, tendo que ter incorporados trabalhos de remodelação previstos num projecto arquitectónico que a autarquia aprovara. O preço pela aquisição rondou os 2 milhões de euros, com uma parte (cerca de 25 mil euros) a entregar na data da assinatura do contrato, outra tranche (de cerca de 350 mil euros) a pagar após conclusão dos «toscos e cobertura», uma terceira prestação (igual à segunda) a pagar na data de entrega da obra, e o montante restante (perto de um milhão e 250 mil euros) a entregar em 10 prestações anuais.
Mais tarde, em 2008, Manuel Godinho, cedeu os créditos à empresa Sonabe – Projectos e Construção, Lda, com sede em Lisboa, e propriedade de empresários do Soito, passando a ser esta a responsável pela obras no edifício e recebendo os valores com que a Câmara se tinha comprometido.
Nada indica que a Policia Judiciária vá investigar este negócio de Manuel Godinho com a Câmara do Sabugal, mas é já segura a investigação de um outro negócio que o empresário fez com o Município de Gouveia, através da empresa O2 Ambiente – Tratamento e Limpezas Ambientais.
A Câmarade Gouveia veio já garantir a transparência e cumprimento escrupuloso dos trâmites legais neste único processo relativamente à empresa referida.
Uma nota da Lusa dá conta da versão tomada pela autarquia visada: «Em Janeiro de 2009, o Município de Gouveia efectuou uma consulta a seis empresas para encaminhamento de resíduos VFV (Veículos em Fim de Vida). A esta consulta responderam três empresas, sendo que a proposta mais favorável (…) foi apresentada pela O2 Ambiente – Tratamento e Limpezas Ambientais SA, pelo valor de 400 euros».
plb
O bispo da Diocese da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício, considera que o Governo tarda a anunciar «medidas concretas» para apoiar os futuros desempregados da Delphi na criação do próprio emprego.
A crescente preocupação do prelado foi dada a conhecer pela Lusa e surgiu em resultado no anúncio desta semana da Delphi, que anunciou que irá despedir 300 trabalhadores até 31 de Dezembro e mais 200 até ao final do primeiro trimestre de 2010.
Segundo o prelado, alguns dos 500 desempregados «não vão ser opção de outras empresas porque têm uma idade avançada», daí que seja necessário ajudá-los, «porventura a fabricarem emprego para si próprios e para mais alguém».
«Há instrumentos em que temos ouvido falar, nomeadamente dizendo que todos os cidadãos têm direito ao crédito. Isto é bom dizê-lo, mas é preciso pô-lo em prática», disse ainda D. Manuel da Rocha Felício.
«Há também instrumentos legais que regulamentam o microcrédito, mas nós não vemos isso aplicado. Precisamos de gente no terreno que nos ensine», acrescentou.
O bispo afirmou ainda que o Governo já devia, pelo menos, ter dado indicação de um conjunto de medidas que permitisse superar esta crise, que não pára nos 500 que vão ficar sem emprego. «Ela [a crise] vai continuar, porque, se não pomos cobro à situação, as empresas vão desactivando uma a uma e não vem nenhuma ocupar o lugar delas», alertou.
Entretanto, a Associação Comercial da Guarda (ACG), também se manifestou, considerando que os despedimentos na fábrica Delphi irão afectar o comércio da Guarda e da região. Paulo Manuel, presidente da ACG, preocupa-se particularmente com a zona da Guarda-Gare, onde a empresa se localiza, tendo em conta que o comércio ali existente é sobretudo de proximidade e a quebra na circulação de pessoas no dia-a-dia, irá afectar toda a oferta comercial instalada.
plb
O Comandante Territorial da Guarda da GNR, Coronel José Manuel Monteiro Antunes, aconselha os automobilistas a praticarem uma condução defensiva no fim-de-semana, previsivelmente marcado por muitas deslocações por ocasião do Dia de Todos os Santos.
Em nota distribuída à imprensa, o comandante diz poder verificar-se, como é da tradição, um aumento significativo da circulação rodoviária por força da deslocação de cidadãos em visita aos cemitérios em homenagem aos seus entes já falecidos.
Nesse sentido, «o Comando Territorial da GNR da Guarda, numa preocupação sempre presente no que respeita à Segurança Rodoviária, vai exercer um esforço de fiscalização e apoio aos automobilistas em todo o Distrito, nomeadamente nos itinerários de maior circulação no período compreendido entre as 14 horas do dia 30 de Outubro e as 24 horas do dia 1 de Novembro», diz o comunicado da GNR.
Relembra ainda que para uma viagem segura «todo o cuidado é pouco e deve sempre optar-se por uma condução sem álcool, pelo respeito constante das regras de circulação, por uma condução defensiva e naturalmente por um comportamento cívico, tantas e tantas vezes esquecido».
Face à situação é de prever uma grande movimentação automóvel nas estradas, havendo porém a certeza de que a GNR estará presente para dissuadir a prática de infracções que ponham em causa a segurança rodoviária.
plb
O Comando Territorial da Guarda da GNR participa na campanha de sensibilização que aquela força de segurança lançou em todo o território nacional com o fim de esclarecer os idosos para os perigos que atravessam e informar quais os procedimentos de segurança a observar em situações de tentativa de burla ou de burla consumada.
As burlas a idosos continuam a ser uma realidade no nosso País, apesar dos constantes apelos, aconselhamentos e alertas. Os burlões acabam por encontrar os caminhos e meios capazes de ludibriar este grupo etário da sociedade que, por razões várias, se encontra cada vez mais vulnerável e fragilizado.
Este tipo de criminalidade é habitualmente praticada por indivíduos cuja apresentação e postura levam a que as suspeitas, que deviam ser tidas como primeira preocupação, sejam normalmente desprezadas.
Os autores destas acções exprimem-se muito bem, com voz calma e afável, utilizando conversas altamente cativantes e convincentes, fazendo referência à vida familiar e quotidiana dos lesados e seus hábitos, ganhando, assim, a sua confiança.
A análise dos casos registados permite concluir que as ocorrências se verificam com maior incidência durante os dias úteis e nas horas em que os familiares dos idosos se encontram a trabalhar.
Face ao fenómeno, a GNR pensa sensibilizar toda a sociedade para o problema e que cada cidadão possa dar o seu contributo para ajudar esta parcela da população que, pelas suas características, mais carece de protecção e segurança.
A Guarda Nacional Republicana, no âmbito do programa «Idosos em Segurança», vai desenvolver, em todo o território nacional, entre 15 de Outubro e 15 de Novembro, diversas acções de sensibilização à população idosa com a finalidade de os esclarecer e sensibilizar para os procedimentos de segurança a observar em situações de tentativa de burla ou de burla consumada.
O distrito da Guarda não está livre deste flagelo, pelo que o Comando Territorial da Guarda, vai executar estas acções em todo o Distrito, procurando que estas contribuam para uma melhoria dos canais de ligação da GNR à população, potenciando, também desta forma, o sentimento de segurança junto da população afectada por este tipo de criminalidade.
Com estas acções, pretende-se ainda privilegiar a visibilidade do programa «Apoio 65 – Idosos em Segurança», implementando o contacto pessoal com os idosos, nos seus locais de residência, sobretudo nos mais isolados, e ainda nos locais habituais de concentração, especialmente em Centros de Dia, Lares de 3ª Idade, Misericórdias e Igrejas, sensibilizando-os e alertando-os para a adopção de medidas preventivas, ou para os procedimentos a seguir aquando da ocorrência deste género de crimes.
plb
Os mapas interactivos do Plano Director Municipal (PDM) do Sabugal e dos outros 12 concelhos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) podem ser consultados através da Internet.
Em declarações à agência Lusa, Jorge Antunes, responsável pelo departamento de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) da AMCB explicou que «qualquer municípe poderá, por exemplo, editar on-line a delimitação de uma parcela de terreno, calcular distâncias e áreas ou imprimir uma planta de localização».
Estão disponíveis os planos directores do Sabugal, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Penamacor e Trancoso. Cada município tem uma hiperligação na sua página que redirecciona o utilizador para o portal da AMCB onde está a informação.
A disponibilização dos PDM na Internet responde a uma imposição legal (Lei n.º 56/2007) e, de acordo, com informações fornecidas pela o projecto global está orçado em meio milhão de euros e é co-financiado pelo Programa Operacional da Região Centro – MaisCentro.
A solução implementada permitirá aos municipes dos 13 concelhos fazer uma consulta prévia a um PDM, tendo como ponto de partida um determinado ponto ou localização no território. Após a identificação da localização da pretensão é possível cruzar esta informação com as classes de espaço, com o regulamento e limitações do PDM e imprimir a informação para o processo de viabilidade de transformação do terreno rústico.
No futuro o sistema irá permitir fazer pesquisas, visualizar e consultar os processos de obras das Câmaras Municipais.
Página da AMCB com o SIG. Aqui.
Página da Câmara Municipal do Sabugal com o PDM on-line. Aqui.
jcl
O Governo vai passar a ter uma intervenção directa na gestão nas Câmaras Municipais de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, e na de Povoação, na Região Autónoma dos Açores, pelo facto de se revelarem incapazes de sanear as suas finanças.
O governo deu luz verde aos dois municípios para contraírem empréstimos que têm por único fim o saneamento das contas das autarquias. Trata-se dos dois primeiros casos de municípios autorizados a accionar o instrumento previsto na Lei de Finanças Locais, tendo sido aprovados empréstimos que já foram publicados em Diário da República pelos secretários de Estado da Administração Local e do Orçamento, Eduardo Cabrita e Emanuel dos Santos. Os montantes em causa são de 25 milhões de euros (para Fornos de Algodres) e 15 milhões de euros (para Povoação) e vão servir para, nos próximos 20 anos, estes Municípios liquidarem as dívidas.
Castanheira de Pêra, no distrito de Leiria, é outra autarquia que já iniciou um processo semelhante para receber um balão de oxigénio financeiro, mas aguarda uma decisão do Executivo.
O limite da capacidade de endividamento líquido para as autarquias equivale a 125% do volume de receitas, que resultam, em grande parte, das transferências do Orçamento do Estado e das receitas fiscais.
O facto de o limite de endividamento ser ultrapassado não bloqueia os projectos prioritários, pois poderão ser sempre concedidas autorizações extraordinárias para projectos que usam fundos comunitários, por exemplo.
Atingido o limite de endividamento, o Estado, nos termos da Lei de Finanças Locais, valida o empréstimo dos municípios junto de uma instituição financeira e passa a deter o controlo das finanças das Câmaras, monitorizando os prazos de pagamento a fornecedores e aprovando o plano que os municípios visados têm de apresentar com vista à redução das dívidas.
Os Municípios ficam obrigados à adopção das medidas constantes no Plano de Reequilíbrio Financeiro, definido pelo Governo, sendo obrigadas a reduzir o excesso de endividamento líquido total e a manterem o prazo médio de pagamentos a fornecedores inferior a 90 dias.
Por outro lado, todas as despesas de investimentos e os encargos ficam sujeitos a autorização prévia do Governo.
plb
O Comando Territorial da Guarda da Guarda Nacional Republicana, tem previstas para o Dia Mundial do Idoso, que se comemora a 1 de Outubro, um conjunto de visitas a lares para acções de sensibilização, nelas se incluindo o Lar de Santa Catarina, na Rebolosa, concelho do Sabugal.
As acções de sensibilização e prevenção para a segurança dos idosos vão fazer-se em parceria com diferentes instituições do distrito, e desenvolvem-se no âmbito do Programa «Apoio 65 – Idosos em Segurança». O objectivo específico destas acções é alertar e esclarecer a população idosa sobre questões de segurança, concretamente sobre os perigos que mais frequentemente afectam os cidadãos de idade mais avançada, esclarecendo ainda sobre o respectivo enquadramento legal de actos criminosos de que são vitimas e indicando conselhos úteis e procedimentos a adoptar.
As acções a desenvolver ocorrerão por todo o distritio, com especial incidência no concelho de Pinhel: Azêvo, Ervedosa, Freixedas, Bouça Cova e Pinhel. Em Trancoso, as acções de sensibilização ocorrerão em diversas quintas isoladas do concelho. Em Manteigas a GNR falará com os idosos no Centro Cívico da sede de concelho, o mesmo sucedendo na Meda e em Fornos de Algodres.
No concelho do Sabugal está apenas prevista uma acção, que terá lugar no lar da terceira idade da freguesia raiana da Rebolosa.
plb
Os candidatos à presidência da Câmara do Sabugal encontram-se sexta-feira, dia 25 de Setembro, na Rádio Altitude, para um debate a transmitir em directo a partir das 17 horas.
A estação de rádio da Guarda está a realizar desde segunda-feira um ciclo de debates com os candidatos a cinco Municípios do distrito, que decorrerá ao longo da semana.
Na sexta-feira será a vez dos candidatos sabugalenses: Ana Charters (CDS), António Dionísio (PS), António Robalo (PSD), Joaquim Ricardo (MPT) e José Manuel Monteiro (CDU).
O debate será moderado pelo jornalista da estação Rui Isidro e no mesmo serão abordados os programas eleitorais dos candidatos e diversos assuntos de interesse para os munícipes do Sabugal.
Na segunda-feira realizou-se o primeiro debate, com os candidatos ao Município de Almeida. Na terça-feira, foi a vez dos candidatos à Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo. Hoje, quarta-feira, o debate será entre os candidatos à Câmara de Vila Nova de Foz-Côa. Na Quinta-feira, dia 24, a Rádio receberá os candidatos à Câmara de Manteigas. Na Sexta-feira o ciclo encerra com o debate entre os candidatos à Câmara do Sabugal.
Pode ouvir a Rádio Altitude localmente, no Sabugal, em: 90.9 FM
ou a emissão on-line na Internet em: altitude.fm
plb
Mais de 58.000 hectares de floresta e mato arderam desde o início do ano, quase cinco vezes mais que no mesmo período de 2008, segundo dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN) divulgados hoje.
Segundo a agência Lusa, que divulgou os dados da AFN, o maior incêndio deste ano foi o de Sortelha e Casteleiro, no concelho do Sabugal. Nesse incêndio fatídico para os agricultores sabugalenses, que lavrou durante quatro dias, arderam 7.080 hectares, segundo os dados fornecidos pela AFN.
O relatório provisório de incêndios florestais refere que entre 1 de Janeiro e 15 de Setembro arderam 58.612 hectares, na sua maioria matos (40.759 hectares), enquanto no mesmo período do ano passado a área ardida foi de 12.447 hectares.
Os dados provisórios mostram, igualmente, que a área ardida até 15 de Setembro deste ano supera os totais de 2007 e 2008, quando arderam 31.459 e 17.244 hectares, respectivamente.
Com 18.998 ocorrências, o número de incêndios registados este ano também já ultrapassa o total de ocorrências durante todo o ano de 2008 (13.832).
Dos incêndios registados 4.366 foram classificados como «incêndios florestais» e 14.632 como fogachos.
O distrito onde se registaram mais incêndios foi o do Porto, com 4.926 ocorrências, 4.299 das quais consideradas fogachos. No entanto o distrito onde ardeu mais área foi o da Guarda, onde o fogo destruiu 16.769 hectares, mais de 10.000 de matos.
Na lista dos distritos com mais área ardida seguem-se Bragança (7.245 hectares), Vila Real (6.886), Porto (6.476), Viseu (6.156) e Braga (6.145).
O relatório refere também que foi em Agosto que ocorreram mais incêndios (5.058), que destruíram 30.437 hectares de floresta.
Segundo os dados provisórios, entre 1 de Janeiro e 15 de Setembro registaram-se 72 «grandes incêndios» (com uma área igual ou superior a 100 hectares).
Os maiores incêndios deste ano ocorreram todos no distrito da Guarda, sendo o que deflagrou no concelho do Sabugal, e lavrou de 30 de Agosto a 2 de Setembro, aquele que consumiu mais floresta.
plb





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