You are currently browsing the category archive for the 'Ambiente' category.
Na Beira Interior, a campanha deste ano da azeitona promete ser das melhores dos últimos anos, facto que deixa satisfeitos os poucos produtores que ainda resta na região.
Segundo notícia veiculada pela Agência Lusa, a produção sobe em todo o país, à excepção de Trás-os-Montes onde se verificará uma ligeira queda, que porém é compensada por uma melhoria na qualidade.
A Lusa ouviu João Pereira, presidente da Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI), que disse que a produção média de azeite na região oscila entre as quatro a cinco mil toneladas por ano, «mas desta vez pode chegar às seis mil». Garantiu ainda que os preços ao produtor se mantêm entre «os 35 a 45 cêntimos por quilo de azeitona».
No Alentejo, a região que mais azeite produz, estima-se um aumento de produção de 20 por cento na campanha deste ano. O crescimento no Alentejo deve-se, segundo Henrique Herculano, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, à «gradual entrada em produção dos novos olivais». As previsões para cerca de 165 mil hectares de olival apontam para «80 a 100 milhões de quilos» de azeitona e «entre 12 a 15 milhões de quilos de azeite», cuja qualidade «será boa porque o ano não foi problemático».
Manuel Fialho, gerente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, com 1200 olivicultores, prevê receber mais cinco milhões de quilos de azeitona, para atingir os 30 milhões de quilos, correspondentes a perto de seis milhões de quilos de azeite. «No ano passado estávamos no limite da nossa capacidade e, apesar da crise, fomos obrigados a investir para a duplicar», afirma.
Em Trás-os-Montes, os olivicultores prevêem uma diminuição da produção na ordem dos 30 por cento. «Foi um ano muito atípico, muito seco e se há zonas onde se consegue garantir alguma manutenção dos anos anteriores, em outras a seca provocou grandes reduções», diz o presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, António Branco. A produção estimada é de apenas 80 a 90 milhões de quilos de azeitona. Em contrapartida, tudo aponta para um ano «excepcional em termos de qualidade».
No concelho do Sabugal as freguesias mais a Sul, como Bendada, Sortelha, Moita, Casteleiro e Santo Estêvão, são produtoras de azeite. Porém os olivais vão sendo progressivamente abandonados por falta de mão-de-obra e em consequência dos incêndios que tem devastado o território.
Portugal, embora sendo um importante produtor e exportador de azeite, compra a Espanha quase metade do azeite que consome. Esta situação pode porém ser ultrapassada devido ao crescente aumento da capacidade de produção nacional. De facto há, sobretudo no sul do país muitos olivais recentemente plantados que dentro de alguns anos estarão em plena produção.
plb
Meia centena de interessados vão participar na jornada micológica que se realiza na freguesia dos Fóios, a partir das 9 horas do próximo sábado, dia 24 de Outubro, e que tem por principal objectivo dar a conhecer as várias espécies de cogumelos silvestres e a sua importância para a alimentação e para a economia local.
Segundo nos disse o presidente da Junta de Freguesia, José Manuel Campos, inscreveram-se pessoas dos mais diversos pontos do país, pelo que se adivinha uma jornada de trabalho e de muita convivência.
Para o autarca, a chuva que se fez sentir nos últimos dias potencia a possibilidade de se encontrarem bastantes cogumelos na jornada, pois está prevista uma deslocação ao campo. «Naturalmente que não será propriamente a quantidade que nos interessa, mas sim a qualidade e a diversidade de cogumelos que poderemos encontrar, pois o mais importante é que as pessoas possam dar mais um passo na boa identificação dos fungos», disse José Manuel Campos.
Considerou ainda que estas jornadas, que se vêm realizando regularmente da sua freguesia, revelam-se de uma importância extraordinária para a região. Diz ter mesmo conhecimento de pessoas que se inscreveram na jornada vêm, e que dormirão na histórica vila de Sortelha, onde pensam passar o resto do fim-de-semana, e de outras que já marcaram alojamento na cidade do Sabugal.
«Espero e desejo que no final da jornada todas as pessoas fiquem satisfeitas e que, no próximo, ano se voltem a inscrever. Como organizadores procuraremos fazer cada mais e melhor. No final cada participante preencherá uma ficha de avaliação da jornada que procuraremos analisar e estudar para próximos eventos», concluiu o presidente da Junta de Freguesia.
Esta jornada é organizada pela Junta de Freguesia e pelo Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios. Conta ainda com a colaboração da Câmara Municipal de Sabugal. O responsável técnico é o Engenheiro Gravito Henriques, do Ministério da Agricultura e Pescas. Contar-se-á ainda com a presença de dois amigos da freguesia, e também especialistas na matéria, que virão da localidade vizinha espanhola de Navasfrias: o Alcalde Celso Ramos e Luis Santiago, farmaceutíco dessa localidade.
plb
A Turistrela é uma empresa vocacionada para o ambiente e turismo de natureza que calendarizou para o mês de Setembro actividades de interpretação da Natureza no Parque Natural da Serra da Estrela.
O calendário de actividades do mês de Setembro da Turistrela-Ambiente e Turismo de Natureza propõe diversas iniciativas de interpretação da Natureza no Parque Natural da Serra da Estrela.
Decorreu no passado dia 5 de Setembro uma saída de campo para «Observação das borboletas no Parque Natural da Serra da Estrela». Em todo o Parque Natural existem cerca de 100 espécies de borboletas diurnas e 700 de borboletas nocturnas. Nesta actividade pretende-se dar a conhecer algumas das espécies que vivem no Parque e como se desenvolve o estudo deste grupo de animais ainda pouco conhecido em Portugal. O encontro foi marcado para o CIT-Centro de Interpretação da Torre e incluiu sessão nocturna.
Para sábado, dia 19, está marcado um workshop sobre «A transumância e a pastorícia na Serra da Estrela», dinamizado por técnicos do Museu dos Lanifícios da Universidade da Beira Interior, na Covilhã. No encontro vão ser abordadas as temáticas do enquadramento geográfico, abordagem histórica, evidências patrimoniais e sobrevivências e reminiscências do pastoreio na actualidade. O encontro terá início às 10 horas no CIT-Centro de Interpretação da Torre.
No domingo, dia 20, será feita uma «Observação de aves no Parque Natural da Serra da Estrela». As aves são o grupo de animais mais fáceis de observar e que, desde sempre, despertaram a nossa curiosidade, sobretudo pela sua peculiaridade na capacidade de voar e pelo canto. Também na Serra da Estrela encontramos algumas espécies de aves que se adaptaram às condições da montanha e aos ecossistemas de altitude e, por isso, muitas delas são raras no nosso país. Das cerca de 100 espécies de aves nidificantes na Estrela a organização do evento destaca as mais emblemáticas: melro-das-rochas (monticola saxatilis), melro-azul (monticola solitarius), sombria (emberiza hortulana), cia (emberiza cia), águia-caçadeira (circus pygargus), falcão-peregrino (falco peregrinus), águia-real (aguila chrysaetos), águia-cobreira (circaetus gallicus), abutre-do-egipto (neophron percnopterus), corvo (corvus corax), gralha-de-bico-vermelho (pyrrhocorax pyrrhocorax), chasco-cinzento (oenanthe hispanica), cegonha-negra (ciconia nigra), petinha-dos-campos (anthus campestris). Os interessados devem comparecer equipados com binóculos (8x a 10x), guia e caderno de campo, às 10 horas, no Hotel Serra da Estrela.
No último sábado, dia 26, a Turistrela organiza um percurso circular em torno da maior lagoa da Serra da Estrela. O percurso é acessível com uma primeira parte em caminho largo de terra batida. A segunda parte do percurso é mais acidentado, embora não muito desnivelado, pois o itinerário é feito na vertente mais rochosa da Lagoa Comprida. A paisagem no local apresenta vestígios do glaciar do Covão Grande. O ponto de encontro é no CIT-Centro de Interpretação da Torre às 10 horas.
Os contactos para marcações ou informações devem ser feitos para a Turistrela-Ambiente e Turismo de Natureza. Aqui.
jcl
O presidente da Câmara de Penamacor, Domingos Torrão, anunciou que o Ministro do Ambiente virá a Penamacor no 28 de Julho para assinar um protocolo que visa a instalação de um centro de aclimatação do lince ibérico na Reserva Natural da Serra da Malcata.
Segundo a edição on-line do jornal Reconquista, de Castelo Branco, a novidade foi avançada pelo presidente da Câmara na inauguração da Feira das Actividades Económicas de Penamacor, que decorre até domingo.
Nunes Correia corresponde assim a um compromisso assumido aquando da decisão de instalar em Silves, no Algarve, o Centro de Reprodução do Lince Ibérico, facto que na altura motivou fortes criticas dos autarcas de Penamacor e do Sabugal.
Reagindo aos protestos, o ministro do Ambiente prometeu que Malcata receberia linces do Centro de Reprodução algarvio, sendo o agora anunciado centro de aclimatação o primeiro passo nesse sentido.
O protocolo será assinado com Espanha, país que cedeu animais ao centro de reprodução, assim garantindo que o Lince Ibérico voltará a viver no território português.
Tenha-se em conta que a Serra da Malcata, cujo território é repartido pelos Municípios do Sabugal e de Penamacor, foi o último habitat do lince em Portugal.
A escolha do Algarve para instalação do centro de reprodução foi porém justificada pelo governo com o facto de a mesma ter sido suportada pela empresa Águas do Algarve, como medida de compensação pela construção de uma barragem.
Domingos Torrão sente ter valido a pena protestar: «Nós não queremos que o lince nos fuja, nós queremos que o lince seja uma mais-valia para Penamacor», disse o autarca, citado pelo Reconquista.
plb
O Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, promovido pela Associação de Municípios daquela região, pretende a criação de uma agência de desenvolvimento que sirva de instituição pivot aos dez municípios do Vale do Côa onde se inclui o Sabugal.
Este plano, executado por uma equipa liderada pelo professor Augusto Mateus, identifica os vectores para o desenvolvimento do território e do turismo propõe ainda uma revisão do modelo de negócio do Parque Arqueológico do Vale do Côa no âmbito da abertura do Museu Internacional do Côa, que deve ser a porta de entrada na região e o centro da sua vivência cultural.
Segundo Augusto Mateus «não vamos a lado nenhum sem uma parceria público privada, e de um conjunto de pessoas novas que venham para cá».
Aquela região é considerada uma das mais pobres e economicamente deprimidas a nível nacional, quando analisado o seu poder de compra sendo constituída por micro empresas, com fracas competências organizacionais e de negócio e onde o modelo de desenvolvimento económico e social até agora prosseguido está centrado em bens não transaccionáveis internacionalmente.
Entretanto Cidadelhe passa a oferecer um Centro Difusor e Pólo de Informação Turística cujo objectivo é receber e encaminhar os visitantes que pretendam conhecer os patrimónios desta freguesia que integra a área do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
A Associação de Municípios do Vale do Côa é constituída pelos concelhos do Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, Mogadouro, Pinhel, Torre de Moncorvo, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa.
jcl (com agência Lusa)
Afinal os portugueses fizeram uma interpretação incorrecta da polemicamente famosa «Lei dos Poços». O ministro do Ambiente, Nunes Correia, «secou» a lei garantindo que «quem tirar um balde de água para dar de beber ao gato não precisa de licença». E já prometeu novo formulário e um despacho para clarificar a «desnecessária» polémica até porque nunca foi obrigatório declarar os furos e os poços. Assim, tal e qual…
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, manifestou-se «surpreendido» com a interpretação «absolutamente errónea» que os portugueses fizeram da polémica «Lei dos Poços». De forma límpida explicou em conferência de Imprensa na passada sexta-feira, 19 de Junho, que «as captações antigas com meios de extracção de água inferiores a 5 cavalos de potência não têm de ser comunicadas às Administrações de Região Hidrográfica (ARH)».
«Apenas os proprietários de furos ou poços com motores de extracção acima dos 5 cavalos (cv), necessitam de uma licença de utilização. Os restantes – cerca de 95 por cento dos casos – estão isentos dessa licença». O ministro respondia desta forma às preocupações manifestadas por um grupo de agricultores de Bragança que criou a Associação Nacional de Proprietários de Poços, Furos e Captações de Água para travar aquela que é já conhecida como a «Lei dos Poços».
A comunicação da propriedade de poços é facultativa e apenas serve para assegurar os direitos no caso de um vizinho pedir a abertura de um furo nas imediações do terreno. De igual modo, se não for feita, não implica o pagamento de qualquer coima. Os formulários já foram alterados e o Ministério vai fazer publicar um despacho para clarificar a polémica.
«Num poço com 10 metros de profundidade o uso de meios com 5cv de potência permite extrair 110 metros cúbicos de água por hora com um impacto significativo na qualidade das águas. Nesse caso os proprietários das captações devem regularizar a situação, obtendo na ARH correspondente à área em questão uma autorização para o uso dessa água, até 31 de Maio de 2010», esclareceu Nunes Correia. No caso de valores de extracção muito elevados – de mais de 16,600 mil m3/ano, os proprietários ficam obrigados ao pagamento de uma taxa anual de 10 euros, um valor que aumenta proporcionalmente.
Em relação às captações novas a comunicação deixa de ser facultativa mas não exige qualquer pagamento. «Quem abrir um furo onde não tenha meios de extracção superiores a 5cv tem apenas que dar conhecimento às ARH», sublinha o governante.
Em tom irónico o ministro garantiu ainda que «a generalidade das captações não chega a ter motores de um cavalo e que quem tirar um balde de água para dar de beber ao gato não precisa de licença».
As surpreendentes declarações do ministro do Ambiente confirmam que, afinal, quase ninguém em Portugal soube interpretar o espírito da «Lei dos Poços». Os motores de rega passaram de feras a cordeiros. Pois…
jcl
(…) «A apicultura pastoril é de uso muito antigo nas freguesias raianas do Sabugal», (…) Vasco Correia Paixão em «O mel, produção, tecnologia e comercialização».
O conceito de «discriminação positiva», é um conceito nascido nos países cuja democracia atingiu elevados níveis de maturidade. Este mecanismo de regulação paritária constitui a mais moderna arma democrática nas sociedades onde os sistemas de mercado livre tendem a criar fortes desigualdades.
Quando num país comunitário, um governo fornece avultados meios financeiros a um grupo profissional, cuja actividade esteja em concorrência directa com o mesmo grupo profissional de outro país comunitário, onde esses meios não se verificam, podemos falar de Dumping, de Concorrência Desleal, ou simplesmente de coisa feia que deve ser combatida.
Dumping é uma prática comercial desleal, utilizada como forma de ganhar mercado, que deve ser combatida com medidas anti-dumping, destinadas a neutralizar os efeitos danosos que ela provoca.
Na nossa vizinha Espanha, os apicultores recebem desde há longos anos avultados subsídios dos governos central e regionais. Tornaram-se no primeiro produtor mundial de pólen. A sua apicultura teve um crescimento insustentável ao nível dos efectivos na sua relação com o meio, ao ponto de hoje, não terem áreas melíferas adequadas a uma boa prática apícola.
Para eles é muito fácil entrar no nosso país, oferecendo aquilo que nós não temos para oferecer aos donos das terras onde pretendem colocar colmeias. Recorrendo até a advogados Portugueses para defenderem os seus «legítimos direitos», quando pretendem instalar apiários em Áreas Protegidas.
Para nós, esta Concorrência Desleal trás com ela uma morte silenciosa, e tal como no passado deste país muito foi entregue aos ingleses, hoje é a vez dos Espanhóis…
São pois muitas as considerações que podem ser feitas sobre igualdade de tratamento entre apicultores Portugueses e Espanhóis, conforme o ângulo de quem considera. No entanto parece-me que o ângulo do I.C.N.B. não pode ser outro senão o do apoio às actividades tradicionais sustentáveis, enquadradas de forma harmoniosa com a conservação da natureza dos (neste caso) apicultores que vivem e trabalham em Áreas Protegidas ou limítrofes. É urgente a implementação de medidas anti-dumping, que num quadro legal favoreçam a luta contra a desertificação.
António Moura
Por vezes a natureza escancara as portas e diz-nos que alguma coisa está mal. Soubemos assim que as vacas não comem carne… coisa extraordinária.
Os casos de mortalidade bovina dos últimos dias, em ambiente tão fortemente diminuído em termos de diversidade biológica, como são as pastagens extensivas, não nos levaria à partida a suspeitar de uma queixa no livro de reclamações da mãe natureza.
A Leptospirose é uma doença bacteriana que se transmite por meio aquoso. A chuva dos últimos tempos ajudou a manter viva a bactéria, enquanto as baixas populações de corujas e mochos, principais controladores das populações de ratos, também não ajudaram por via indirecta ao controlo da transmissão da bactéria.
Nalguns países, em culturas agrícolas sensíveis, o controlo de roedores é efectuado com o auxilio de Corujas das Torres, colocadas em ninhos, espalhados em rede. Os resultados obtidos permitem manter sobre controlo, ratos e os ratinhos.
Na verdade as nossas pastagens não são assim tão extensivas, o que me leva a suspeitar do impacto negativo que advém do grande número de caçadores com fraca ou nula consciência ecológica. A imagem dominante associada ao caçador, parece ser a do indivíduo que deambula ansioso por matar, mais do que por saborear a natureza. Talvez isso explique também o estado embrionário e até inexistente de outras culturas de caça, que nalguns países estão organizadas e regulamentadas, como são a falcoaria desportiva e a caça com arco e flecha.
Em França a ASCA – Associação desportiva de caça com arco, festejou o seu 40.º aniversário.
Nós por cá, ainda estamos na fase de entender e aceitar a importância da diversidade biológica. A natureza é tanto mais saudável quanto mais mecanismos biológicos interagirem no seu meio. O mesmo se aplica a cada ser individualmente, quanto maior a sua variedade genética, maior a sua resistência a doenças. Uma última ilustração que em adolescente ouvia na aldeia, e que nos revela como espécie Darwiniana, é a de que «elas preferem os de fora».
O respeito pela natureza deve ser transversal na sociedade, e não apenas limitado a grupos que vivendo sobretudo em meio urbano, não têm grande impacto no mundo rural. As áreas protegidas têm um importante papel de consciencialização, mas ele não pode frutificar sem a participação e envolvimento das populações em projectos de teor ambiental através dos quais se sintam elas próprias valorizadas.
Veja a página da ASCA aqui.
António Moura
A empresa de energias renováveis Nutroton, administrada pelo ex-presidente do PSD, Marques Mendes, vai propor às autarquias da Beira Interior o programa «N Energias» que permite poupar até 20 por cento de energia nos edifícios públicos.
Segundo uma notícia do semanário «Sol» a empresa ambientalista Nutroton, administrada por Marques Mendes e ligada às energias renováveis, lançou esta semana o programa «N Energias».
O município de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, vai ser o primeiro a aderir ao sistema que permite baixar os consumos eléctricos em, pelo menos, 20 por cento. O retorno do investimento será feito num prazo de cinco a 10 anos em função dos consumos e poupanças verificados.
Marques Mendes explicou ainda ao semanário que «gastar dinheiro na aquisição de equipamentos para aumentar a eficiência energética dificilmente será uma prioridade para a maior parte das autarquias a braços com problemas orçamentais».
O programa é uma parceria entre a Nutroton e Iberfer e aposta na instalação de equipamentos de micro-geração para produção de energia e calor e de painéis solares para aquecimento de águas em edifícios municipais sem custos para os autarcas.
A realização de estudos de eficiência energética, nas vertentes técnica, económica e financeira, a elaboração de planos e projectos de eficiência energética e a adequação ao sistema de certificação energética de edifícios são as acções a realizar no âmbito dos contratos protocolados com os municípios e cujo investimento se prevê na ordem dos 2 milhões de euros.
jcl
A empresa Águas do Zêzere e Côa (AZC) aposta na produção de energia eléctrica através de painéis solares instalados nos seus imóveis, esperando depois comercializá-la. O mesmo se passa em relação a particulares da Beira Interior, que vêm neste processo uma importante fonte de receitas.
A AZC apresentou 53 dos 65 projectos de microprodução de energia, candidatados pela Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior (EnerArea) e aprovados pela Direcção-Geral de Energia e Geologia. Os restantes são projectos de microprodução domésticos.
A forte rendibilidade dos projectos, com um retorno de investimento a ser possível ao fim do sexto ano de instalação, tem levado empresas e particulares a apresentar projectos neste âmbito. As candidaturas estão abertas a empresas, particulares (proprietários de casas) ou condomínios (no caso de imóveis de propriedade horizontal).
A EnerArea foi criada no âmbito da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) para gerir processos nas áreas das energias e ambiente. Na sua actividade tem verificado uma forte adesão à produção de energias renováveis, havendo cada vez mais pessoas interessadas.
Para os responsáveis pelo processo os benefícios ambientais e a rendibilidade do investimento são os principais atractivos. O investimento por instalação ronda os 22 mil e 500 euros. Por sua vez o custo da electricidade que consumimos é de 11 cêntimos por kWh, enquanto que a vendida à rede eléctrica é paga a 65 cêntimos, facto que explica a forte adesão ao processo. O acerto de contas, entre o deve e o haver, é feito na factura da electricidade e a diferença depositada na conta bancária do produtor/consumidor de energia.
plb
O Dia da Terra, idealizado por Gaylord Nelson, celebra-se hoje, 22 de Abril, em todo o Mundo. O motor de busca Google apresenta uma criação artística e numa atitude muito rara, ou mesmo inédita, em 85 anos de existência a revista «Time» modificou esta semana o seu cabeçalho de vermelho para verde.

O Dia da Terra foi criado em 1970 por Gaylord Nelson, um activista norte-americano que organizou o primeiro protesto contra a poluição. A sua iniciativa acabou por levar à fundação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos.
O planetário motor de busca «Google» apresenta a sua denominação na página web com uma criação artística que inclui uma floresta estilizada de onde jorra água em forma de ribeiro cristalino.
A revista «Time» (provavelmente a melhor news magazine do Mundo) está a comemorar 85 anos de publicação e, no seu portal na web, pede aos leitores que elejam a melhor capa de todos os tempos.
Ao mesmo tempo concebeu, esta semana, uma capa histórica aproveitando o simbolismo da foto dos soldados americanos erguendo a bandeira em Iwo Jima, na Segunda Guerra Mundial. Numa atitude inédita o pormaior está na alteração da cor de vermelho para verde da palavra «Time».
A edição é dedicada ao «aquecimento global – o nosso próximo inimigo na grande guerra em que temos que nos alistar todos», porque o Planeta precisa de nós.
jcl
A digressão nacional da «Habitação Ecológica – eHco» da Quercus está na Guarda no largo junto ao mercado municipal e à central de camionagem até ao final de Janeiro. A campanha ambientalista iniciou-se no Porto em Outubro e conta com o apoio da Associação Transcudânia do Sabugal.
A Habitação Ecológica (eHco) é uma casa desmontável de pequenas dimensões (30 metros quadrados), semelhante a um quiosque de rua, construída por módulos com materiais de baixo impacto ambiental e junta no mesmo edifício as premissas de construção e utilização sustentável através do bom uso e da economia de recursos finitos.
Construída em aglomerado de cortiça tem torneiras com redutor de caudal e é energeticamente auto-suficiente graças aos painéis fotovoltaicos instalados no telhado
A campanha pretende promover a melhoria da qualidade do ar no interior das habitações, a necessidade de construir edifício menos poluentes, minimizar o consumo de energia, de água e de outros recursos naturais.
A digressão do projecto do núcleo de Lisboa da Quercus iniciou-se na Feira de Construção Concreta, no Porto, no passado dia 23 de Outubro e pretende passar por todas as capitais de distrito do País. Na Guarda conta com o apoio do núcleo regional da Quercus e da Associação Trancudânia do Sabugal.
Os elementos essenciais à vida estão no Ambiente. A Humanidade tem o dever de preservar a sustentabilidade do Ambiente e de utilizar racionalmente os seus escassos recursos.
jcl
Uma campanha da CP e da Liga para a Protecção da Natureza, designada «Percursos – Comboio e Natureza», está a promover a realização de percursos de comboio seguidos de passeios na serra algarvia, sendo o lince uma das imagens de marca apresentadas.
«A Serra do Caldeirão é um local de ocorrência histórica do lince-ibérico, o felino em maior risco de extinção a nível mundial», diz o folheto de divulgação da campanha, que sugere uma viagem de comboio até Loulé, seguida de uma pedalada de bicicleta até à aldeia da Feiteira, a partir de onde se propõem diferentes percursos pedestres.
Fala-se nas paisagens, na geologia , na flora e nas tradições da região, mas também se refere a fauna como um dos aspectos curiosos da serra. Para além do papa-figos, da águia, da raposa e do saca-rabos, a Serra do Caldeirão terá em breve uma população de linces, que bem poderão ser um dos seus principais atractivos.
«Considerado um habitat prioritário para esta espécie, a Serra mantém características adequadas para a sua presença ou susceptíveis de serem optimizadas, de forma a promover a sua recuperação ou reintrodução», refere ainda a brochura.
Esta promoção é já o resultado na decisão governativa de instalar o Centro de Reprodução do Lince Ibérico em Silves, no Algarve, bem como a ideia de que a Serra do Caldeirão será o primeiro habitat a reintroduzir a espécie.
Tudo isto surge em detrimento da Serra da Malcata, cuja reserva natural foi criada para proteger o lince, que apenas ali existia. O logótipo da reserva é mesmo a imagem dum lince, numa simbologia elucidativa da importância da espécie para a serra, que abarca os concelhos do Sabugal e de Penamacor. São agora claros os sinais de que a Malcata ficou de facto a perder, restando-lhe aceitar um papel secundário ou desaparecer de cena.
plb
Segundo estudo realizado nos Estados Unidos, o mel é mais eficaz no tratamento da tosse em crianças do que os xaropes de venda livre nas farmácias.
O estudo, realizado por investigadores da Universidade da Pensilvânia e publicado na revista «Pediatrics and Adolescent Medicine», aponta para a eficácia demonstrada de uma colher de mel tomada pelas crianças antes de se deitarem.
Para além de ser eficaz no tratamento da tosse o mel tem um efeito positivo na qualidade do sono das crianças, facto que o torna mais aconselhável do que muitos xaropes não sujeitos a receita médica.
O estudo incidiu sobre 105 crianças com tosse, experimentando-se nelas os efeitos da administração de xarope e de mel na redução da gravidade, frequência e intensidade da tosse nocturna, originada pela infecção das vias respiratórias superiores.
O mel, produto usado durante séculos, para o tratamento da infecção das vias respiratórias e da tosse, foi progressivamente substituído pelos xaropes fabricados pela indústria farmacêutica. Porém o resultado deste estudo aponta para um regresso às terapias tradicionais, fazendo valer o rifão popular: De Deus vem o bem e das abelhas o mel. Ou este outro, que aponta para as devidas porções do precioso remédio: Mel se o achaste come o que baste.
plb
Com vista a sensibilizar a população estudantil, a Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) em parceria com os municípios Associados e a Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior, vai iniciar no final deste mês, um projecto ambiental denominado «Compostagem nas Escolas».
O projecto da AMCB tem por grande objectivo contribuir para a redução do volume de resíduos orgânicos depositados em Aterro Sanitário, apostando no processo da compostagem, através do qual se transformam os resíduos em adubos.
Pretende-se ainda contribuir para o cumprimento das metas estabelecidas na legislação europeia sobre deposição de resíduos e para o aproveitamento dos resíduos orgânicos resultantes das cantinas das escolas.
O projecto envolve já 120 estabelecimentos de ensino básico, secundário e superior, nos 13 municípios envolvidos, nos quais se conta o Sabugal.
Em cada escola será seleccionada uma turma que ficará com o encargo de coordenar o projecto. Alunos e professores terão de depositar os resíduos orgânicos num «compostor» que a AMCB colocará em cada escola aderente.
A Compostagem consiste na reciclagem de matéria orgânica, como é o caso da cascas de fruta e ramos de arbustos, entre outros, obtendo-se no final um composto que funciona como adubo. Ao compostar reduz-se a quantidade de resíduos que são depositados em aterro, ajudando assim o Ambiente.
Recorde-se que fazem parte da AMCB os municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal e Trancoso.
plb
A decisão governamental de instalar o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro do Lince Ibérico em Silves provocou uma forte reacção de indignação por parte do Município de Penamacor. Porém da Câmara Municipal do Sabugal não há sinais de reacção, imperando o silêncio.
O jornal Reconquista dá conta, na edição de ontem, da indignação da Câmara Municipal de Penamacor. Embora não considere a decisão uma surpresa, o vice-presidente do Município, António Cabanas, afirmou irónico: «Que eu saiba o lince não vai a banhos. Esta decisão já era falada, mas esperava que não se concretizasse.»
Considera que tanto Penamacor como o Sabugal fizeram muitos sacrifícios para cumprirem as regras da Reserva da Malcata, tudo para que se mantivesse a esperança de ver o lince regressar à serra. O vice-presidente da Câmara de Penamacor foi director da Reserva e conhece bem esses sacrifícios a que os municípios se sujeitaram. Chegaram mesmo a ser adquiridos terrenos para o centro de reprodução e apostou-se na repovoação da serra com coelhos, com os quais o lince se alimenta.
Concretizando melhor o que foram os sacrifícios António Cabanas lembra as restrições impostas aos municípios, para a preservação do habitat do lince. Calcula que só o concelho de Penamacor está a perder cerca de um milhão de euros por ano devido à energia eólica que não pode explorar dentro da Reserva.
No referente ao Município do Sabugal há porém silêncio, pois não se conhece qualquer posição pública face à matéria. «Reconquista tentou ainda chegar à fala com o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, o concelho que partilha com Penamacor o território da Reserva Natural da Serra da Malcata. Uma reacção que não foi possível de obter a tempo desta edição, por Manuel Rito Alves se encontrar incontactável», lê-se na edição do semanário albicastrense.
Da parte do Ministério do Ambiente a justificação da ida do centro de reprodução para Silves assenta nas medidas de compensação ambiental que era necessário conceder a Silves face à construção da barragem de Odelouca.
plb
A Associação Transcudânia, em parceria com o programa «Ciência Viva» e com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal, convida os amantes da natureza a participarem nas actividades do «Biologia no Verão».
As propostas da Transcudânia passam por um conjunto de actividades de descoberta da biodiversidade da Serra das Mesas e da Serra da Malcata, inseridas na iniciativa Biologia no Verão, promovida pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.
Os conteúdos da iniciativa e os itinerários dos circuitos foram inventariados pelo roteiro do património natural e cultural do Vale do Côa, cujos principais autores foram, António dos Santos Queirós, Jorge Rodrigues Paiva, Ana Berliner, António Sá Coixão, Adriano Vasco Rodrigues, Gastão Branco Antunes, Jorge António Saraiva, Manuel Sabino Perestrelo e Maria Luísa Ribeiro. Contaram ainda com a colaboração da Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão, da Associação de Desenvolvimento Local Rural e Cultural de Cidadelhe e do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
O trabalho de campo que possibilitou a iniciativa foi realizado pelos sabugalenses Carlos Alexandre e Vítor Clamote, a quem se deve a realização da iniciativa no concelho do Sabugal.
Os objectivos fundamentais são a divulgação e compreensão dos valores presentes nas serras da Malcata e das Mesas, pretendendo-se também alertar as pessoas para os impactes da acção do Homem na Natureza, tendo como pano de fundo o estado de preservação do lince.
As acções realizam-se em Julho (dias 15, 18, 21, 26 e 31), Agosto (dias 6, 9, 10, 11, 15, 17, 18, 19, 25 e 29) e em Setembro (dias 1, 9, 10 e 15).
Os interessados deverão proceder obrigatoriamente a uma inscrição prévia, a qual é gratuita. A mesma pode ser feita pela Internet, através do sítio www.cienciaviva.pt.
A associação cultural Transcudânia tem por objectivos proteger e divulgar o Património Histórico e Natural do Concelho do Sabugal, no âmbito do turismo ambiental e numa dimensão regional e transfronteiriça. O nome Transcudânia surge inspirado na possível tribo que habitava esta zona de Riba Côa na proto-história, os lanciences transcudani.
plb
O primeiro de dois aviões anfíbios russos Beriev, que Portugal alugou para combater incêndios, aterrou ontem, 10 de Julho, na Base Aérea de Monte Real.
O Governo tinha anunciado em Maio que dois aparelhos estariam disponíveis no início de Julho para ajudar no combate aos incêndios florestais. O segundo avião Beriev está previsto chegar dentro de alguns dias. O aluguer dos dois aviões custará ao Estado 2,5 milhões de euros, a isso acrescendo 9 mil e 300 euros por cada hora de voo.
A chegada dos dois aviões russos completará o dispositivo operacional de 52 meios aéreos para o combate e vigilância a incêndios florestais neste ano. Com os aviões virão equipas russas de manutenção e operação compostas, num total de cerca de 20 pessoas, entre mecânicos, pilotos e técnicos
O Beriev BE 200 é um avião anfíbio de fabrico Russo para combate a incêndios. Tem capacidade para 12 mil litros de água, que consegue tirar do mar com ondas até 1,2 metros ou de uma albufeira em apenas 14 segundos.
Atrasada está a entrega dos seis helicópteros Kamov, também de fabrico russo, contando-se contudo que os mesmos cheguem dentro de dias a Portugal.
Doze pilotos do Exército foram à Rússia tirar um curso para estarem aptos a pilotarem as aeronaves, mas este Verão, de qualquer forma, ainda terão a ajuda de companheiros russos, especialmente contratados para a época de fogos.
plb

Clique para visitar a Habisabugal
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ver a página do tocador
Clique para ver a página Tutatux
Clique para ver a página web
Clique para ver artigos relacionados
Clique para ver a página web




Clicar na imagem para aceder
à página principal do Capeia Arraiana
Clicar na imagem para ouvir
a emissão online da Rádio Caria
Clicar na imagem para ver
a emissão online da LocalVisão TV
Comentários recentes