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Apesar de já terem passado alguns dias, decorreram bem as Festas de Santo António, organizadas pelos Mordomos deste Santo em Aldeia da Ponte. Como tem sido habitual ao longo dos anos, desde que as nossas festas foram transferidas para Agosto, todos os Mordomos nunca as deixaram de efectuar na data certa, ou seja 13 de Junho.
Estas têm um carisma especial, sendo mais calmas, já o tenho referido anteriormente, pois raros são os emigrantes que se podem deslocar, devido sobretudo à distância, acolhendo os que por cá vivem, galgando a distância, que não é longa, em menos de um fósforo. É apenas a circunstância da data, nada mais.
Em Agosto, o reboliço aumenta, como é normal, fruto da altura certa para os que vivem lá bem longe se deslocarem em pleno gozo das suas férias, demandando a nossa Aldeia, num caudal abundante.
Este ano as festas fugiram um pouco do figurino, pois juntou-se a festa profana e religiosa no mesmo dia 13, num programa extenso que abarcou todo o dia.
Pela manhã, decorreu o habitual Encerro dos touros, cerca das 10 horas, rápido e inúmeros cavaleiros, até parecia Agosto, seguindo-se o touro da prova e, após este, o arrumar as cancelas.
Depois de um banho retemperador e troca de indumentária, irrompeu o Passeio dos Mordomos e a missa solene em honra de Santo António, com a procissão e, novamente, o Passeio nas imediações da Capela, rumando em seguida para o almoço nos Balneários.
Terminado este, toca de abalar até à Praça, onde decorreria a Capeia pela tarde dentro, precedida pelo Passeio dos Mordomos a cavalo e pedido da Praça, seguindo-se a espera dos touros ao Forcão e a consequente lide dos mesmos, como é habitual acontecer.
Mais uma bela tarde passada na nossa Aldeia, onde a Capeia serviu os objectivos que estes momentos proporcionam.
À noite, prosseguiu a festa nos Balneários com a actuação do «Grupo Coral e Cantares do Sabugal», que entoou belas melodias e, nada melhor neste início de noite, que o encontro de três amigos, que fazem parte deste agrupamento.
São os chamados reencontros e as boas surpresas das festas, que quando menos se espera, logo acontecem. Apenas um lamento, mereciam mais gente a apreciar o seu canto, mas convenhamos, em dia de Capeia, com a saída tardia da Praça e, àquela hora marcada, dificilmente arrastará mais pessoas. Acontece aos melhores, o Grupo Coral merecia, sem dúvida, outra moldura de ouvintes.
Passada esta magnífica exibição, a festa continuou até às tantas, como sempre acontece nas festas em honra de Santo António.
Agosto está aí a chegar…
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Decorreu, como todos bem sabem, a XXXI Capeia da C.C.Sabugal no Campo Pequeno, em Lisboa, no passado dia 6 de Junho. Já algo foi escrito e comentado sobre este acontecimento, que serve, de certa maneira para ajudar a promover o Concelho, as tradições, os produtos regionais, bem como proporcionar um grande encontro entre os sabugalenses, tanto de Lisboa, como os que se deslocam do Concelho ou de outras regiões do País e, não foram poucos.
Depois de todas as incidências da manhã, com a montagem do Forcão, a chegada dos touros, a preparação do Ringue do Clube Operário de Lisboa para receber os autocarros da Viúva Monteiro, o espectáculo abriu com o tradicional desfile, abrilhantado pelos Tamborileiros de A. Ponte, pela rapaziada, algumas Associações do Concelho, a jovem Banda de Benavente, os Bombeiros do Sabugal e do Soito, completados com o Rancho Folclórico de Vila Boa, não fugindo este desfile ao que tem sido habitual, ao longo dos anos.
Estamos seguros, que é um belo momento, que todos apreciam e dá algum colorido à festa no Campo Pequeno. A felicidade estampada no rosto de quem desfila, principalmente os mais pequenos, é prova evidente do que acabamos de referir, nunca é demais referi-lo.
Alinhados todos na Praça, teve lugar o pedido da Praça a Sua Ex.ª o Presidente da Câmara Municipal de Sabugal, Sr. Manuel Rito, depois das habituais palavras de boas vindas do Presidente da Casa do Concelho, Sr. José Lucas.
Esteve previsto, nesta altura, uma saudação aos novos candidatos à Câmara Municipal de Sabugal, como não os conseguimos descortinar a todos, apesar de presentes na Capeia, não parece, mas é bastante difícil, da arena descobrir alguém na bancada, no meio de tanta gente, optámos por não o fazer, com alguma pena, pois achamos que mereciam uma palavra pública de estimulo pela sua disponibilidade em concorrer às Eleições Autárquicas.
Feita este referência, a Capeia decorreu mais ou menos como todas as outras, com a valentia dos rapazes demonstrada na arena, esperando os touros ao Forcão, bem como no agarrar os touros em plena arena, sem incidentes por aí além, apenas um ou outro susto, como sempre acontece.
No final, a Direcção da Casa presenteou a Administração do Campo Pequeno, nas pessoas de Rui Bento Vasques e Vasco Cornélio, com a oferta de uma salva, servindo como pequena homenagem, pelo bom acolhimento a todos os Sabugalenses.
Pelo meio, temos que estar gratos aos Tamborileiros, aos Bombeiros do Concelho, às exibições da Banda de Música de Benavente durante a Capeia, ao Zé Manel Ferreira com as demonstrações dos seus magníficos cavalos e à meritória actuação do Rancho Folclórico de Vila Boa, que nos brindou com belas danças e cantares. A todos eles, o bem-haja tradicional das nossas terras, dos Corpos Sociais da Casa do Concelho do Sabugal, extensivo também para todos os espectadores presentes, que não regatearam os merecidos aplausos a todos os intervenientes nesta Capeia.
Terminada a dita cuja, o convívio continuou no Ringue do Clube Operário de Lisboa, como no ano passado, a quem a Direcção da Casa também está grata, saciando os estômagos com os bons enchidos do Concelho, numa animação característica das nossas gentes.
É hora, de os diversos autocarros encetarem a viagem de regresso ao Concelho, com uma ou outra buzinadela, aplaudida pelos que ficaram, de despedida alegre, que será curta.
As férias, festas e Capeias da Raia aproximam-se a uma velocidade estonteante.
Por lá nos encontraremos, se não for antes, sendo mais certo que seja nessa altura.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Aproxima-se o mês de Junho e, nas nossas paragens, as manifestações festivas são muitas e variadas, tal como acontece um pouco por todo o lado, dada a coincidência do calendário nos presentear com três simpáticos Santos.
Mas nem só lá em cima, por estes lados, embora um pouco fora deste contexto, mas não totalmente, para início deste mês, como é sabido, tem lugar a XXXI Capeia do Campo Pequeno, organizada pela Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa, sábado dia 6 de Junho, que em tempos não muito distantes, integrou as Festas da Cidade de Lisboa, constando do extenso programa da Capital, facto que honrou os mentores desta iniciativa, contando também com uma vasta equipa da Casa, participante nos Jogos Tradicionais, juntamente com as diversas Casas Regionais, a que nos reportaremos, quando retomarmos os escritos sobre mais alguns factos da história da Casa.
Viajando para o Concelho, as festas em honra de Santo António em algumas localidades, com algum destaque para Aldeia da Ponte, onde a tradição desta festa sempre se manteve, apesar da passagem para Agosto, constando do programa a Capeia, que os Mordomos levam a efeito, embora não sendo obrigatória, mas ainda assim, com a sua realização, quase todos os anos.
Subindo mais um pouco no calendário, eis que chega o São João, com as suas características próprias, abrilhantadas com vários espectáculos proporcionados por artistas consagrados, concentrando imenso pessoal, vindo de todas as Aldeias, rumando em direcção à cidade do Sabugal, trazendo grande animação nas várias noites de folia efervescente.
Também noutras localidades se festeja o São João, porventura com menos exuberância, como é natural, cada uma faz como sabe, dentro das possibilidades, com a queima da «mona», artilhada com foguetes numa roda de bicicleta para girar, ou simplesmente, empoleirada lá no alto do pau de pinho, coberto de rosmaninho, «prantado» numa qualquer praça ou largo, como bem manda a «sapatilha».
A fechar o mês de Junho, na nossa Aldeia, a Capeia do São Pedro, organizada pelos Mordomos dedicada a este simpático Santo, com a característica especial de trazer à memória Capeias de outros tempos, efectuadas na antiga Praça, no centro do povo, palco de inúmeras histórias, emoções bem fortes e algumas tragédias vividas no antigamente.
Em todas as Aldeias, o sentimento é o mesmo, ou seja, reviver e recrear as tradições, ajudando a sair de uma rotina, talvez um pouco monótona, que estas ocasiões proporcionam.
Festa é festa, não haja dúvidas nenhumas e, sempre que elas surgem, há que desfrutá-las o melhor possível, pois são momentos aguardados pacientemente, ao longo do ano, servindo o mês de Junho como aperitivo, para o que vai acontecer em Agosto.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Dando continuidade ao que tem sido escrito sobre a Capeia Arraiana, no Campo Pequeno em Lisboa e, como foi divulgado na semana passada o Cartaz da mesma, importa destacar, que como sempre, haverá lugar ao desfile na arena da Praça de Touros pela rapaziada do Forcão, Tamborileiros de Aldeia da Ponte, Bombeiros do Sabugal e do Soito, Banda Filarmónica de Benavente e o Rancho Folclórico de Vila Boa.
Depois deste espectacular desfile, será a vez do Pedido da Praça, bem como os discursos da praxe, por três entidades, a saber: Sr. Presidente da C. C. Sabugal, Sr. Presidente da Câmara Municipal ou o seu representante e a entidade a quem for pedida a Praça, seguindo-se os «Vivas» e a saída dos que desfilaram na Praça.
Esta manifestação, realizada ao longo de todas as Capeias, faz reavivar o que se passa na Raia, com o Pedido da Praça, pelos Mordomos das Festas, em cada povoação onde estas se efectuam, constituindo um grande momento de início do espectáculo, abrilhantado pelos fartos aplausos de uma assistência vibrante e calorosa, em tudo semelhante à da Raia, que também ela participa e bem, desta maneira.
Terá então início a Capeia com a «espera» do primeiro touro ao Forcão, seguindo-se os restantes pela ordem previamente escolhida. Haverá também, a bezerrita para os mais pequenos.
No intervalo actuará, no centro da Praça, o Rancho Folclórico de Vila Boa, bem como o José Manuel Ferreira presenteará a assistência com mais uma exibição do seu magnífico cavalo, à semelhança do ano passado.
Do Concelho de Sabugal está prevista a vinda de alguns Sabugalenses, com destaque para a Raia, em autocarros da Viúva Monteiro & Irmão L, da, que para o efeito se estão a organizar. Todos entendemos que para estes é um dia excepcional, pois saem um pouco da sua rotina diária, trocando-a por um outro de festa, passado na Capital, junto de muitos outros conterrâneos e conhecidos.
Uma boa nova a destacar, que agradará, seguramente, será a disponibilização dos enchidos e alguns eventuais produtos que vêm do Concelho, dentro do Campo Pequeno, num espaço muito acessível, mesmo à mão de semear, já disponibilizado pela Administração da Praça, podendo, todos os interessados, abastecer-se quandf bem entenderem, no início, pelo meio da Capeia ou no final, sugerindo daqui que se abasteçam quanto antes, não vá o diabo tecê-las e os enchidos esgotem.
A Direcção da Casa irá reforçar as quantidades em relação ao ano transacto, de modo a que não haja razões de queixa, da falta de produtos do Concelho, especialmente, os famosos e saborosos enchidos, que a todos agradam. Será uma oportunidade de matar as saudades, enquanto Agosto não arriba, trazendo as férias, que são aproveitadas para uma visita, bem alargada, à grande região sabugalense.
Terminada a Capeia, mesmo ali ao lado, no Ringue Desportivo do Clube Operário, funcionarão os assadores e as bebidas, servindo, assim, para retemperar as energias gastas, tanto à assistência, como à malta do Forcão e aos que quiserem cavaquear um pouco, sobre as incidências de mais um belo dia da nossa tradição, a Capeia Arraiana do Concelho de Sabugal.
As acreditações para a Capeia serão efectuadas no Campo Pequeno na Porta dos VIPS / Camarotes, junto às bilheteiras.
A Capeia é um meio espectacular de propagandearmos as tradições, os produtos regionais, bem como uma grande oportunidade de dar uma sugestiva visibilidade ao Concelho de Sabugal. Saibamos nós todos estar à altura desta responsabilidade, tal como tem acontecido ao longo de mais de três décadas.
Têm a palavra, os inúmeros sabugalenses residentes nesta grande região lisboeta.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Vai ter lugar a realização da XXXI Capeia Arraiana, Sábado, dia 6 de Junho pelas 17 horas, a segunda consecutiva, neste renovado espaço lisboeta, organizada pela Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa.
Definida desde 26 de Setembro do ano passado, aí está a grande manifestação, característica da raia Sabugalense, como todos bem sabem.
Com este acontecimento há sempre novos motivos para relatar ou historias para divulgar, mas o que nos une, verdadeiramente, é um desejo de reencontro e convívio, para além da adrenalina das «esperas» dos touros ao Forcão, bem como a emoção de estar a escassos metros, desafiando o perigo, frente a animais possantes e voluntariosos, que não desistem de marrar ao Forcão, nem de tentar apanhar algum mais afoito, ou menos prevenido.
Se no ano passado, a novidade dominava os espíritos, pese embora a mensagem, talvez não tenha passado completamente, este ano já não haverá grande desculpa, pois o evento foi decidido e noticiado com bastante tempo de antecedência, esperando que chegue a todos os cantos, por onde pululam sabugalenses.
A Direcção da Casa tudo tem feito e continuará a fazer, para que o maior número de pessoas sejam informadas sobre a Capeia, através de contactos directos, da imprensa regional, dos sites na Internet e outros meios que tem vindo a desenvolver, afim de que possa abranger o maior número de aficionados das nossas tradições.
A avaliar pelo que temos constatado nos últimos tempos, reina grande entusiasmo com esta Capeia, esperando-se uma boa participação de Sabugalenses, tanto da zona da grande Lisboa, como do Concelho, cuja vinda é uma certeza, bem como mais uns quantos, que já não dispensam este evento, seja aqui, ou lá em cima, na raia.
É a Capeia anual, sendo também muito forte o desejo de visitar e desfrutar o Campo Pequeno, ou não fosse a principal Praça do País, funcionando como um íman, atraindo a curiosidade de miúdos, graúdos, novos, menos novos e todos os que gostam da nossa tradição, que sempre aparecem por estas alturas.
À semelhança de todas as Capeias, esperamos um dia em grande para os Sabugalenses, em pleno coração de Lisboa, onde um Concelho do interior se prepara para causar algum furor, assim o esperamos, pelo menos entre nós, já que mais não seja, sentindo orgulho das nossas origens, organizando, pela 31.ª vez, um espectáculo único no Mundo, oriundo da nossa zona.
A Casa do Concelho do Sabugal conta com o apoio de todos e todos não seremos demais para prestigiar e engrandecer o nosso Concelho, por mais um pouco que seja, que será sempre bem-vindo.
No próximo escrito divulgaremos mais alguns pormenores e outras informações sobre este acontecimento, que é a Capeia Arraiana do Concelho de Sabugal em Lisboa.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
No domingo passado, dia 26 de Abril, deslocámo-nos a Santo Estêvão, Benavente, para escolher os touros para a capeia anual da Casa do Concelho de Sabugal, a realizar na Praça de Touros do Campo Pequeno, no próximo dia 6 de Junho, como já é do conhecimento geral.
Como sempre, o Sr. José Dias recebeu-nos na sua quinta com a habitual simpatia, oferecendo o almoço à comitiva, desta vez acompanhada por alguns elementos da Banda Filarmónica de Benavente, que irá acompanhar e abrilhantar a Capeia, à semelhança de alguns anos atrás, fruto de uma amizade entre esta Banda e a Casa do Concelho do Sabugal.
Depois do almoço, com a disponibilidade total do ganadeiro, por ali deambulámos em busca dos touros, espalhados pelo campo, a fim de podermos escolher os que nos pareceram melhor para este espectáculo.
Todos sabemos, que nem sempre se consegue atinar nas escolhas por completo, isto é, só depois da decisão e esperados ao Forcão, saberemos se a selecção foi acertada ou não.
Com a colaboração dos elementos da Banda de Música, divulgamos algumas fotos dos touros, bem como dos elementos, junto do Sr. José Dias, em Santo Estêvão.
Dia 6 de Junho, no Campo Pequeno, veremos se a fortuna nos acompanhou no escrutínio dos animais para esta Capeia Sabugalense.
Será a XXXI edição organizada pela Casa do Concelho do Sabugal na grande região lisboeta, onde esperamos, mais uma vez, uma boa afluência de arraianos, bem como muitos outros, que já se renderam à emoção e beleza deste espectáculo, oriundo da raia do Concelho.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Esta semana comemora-se o 25 de Abril, o dia mágico, em que os Capitães de Abril, como foram celebrizados, devolveram a democracia ao povo, depois de 48 anos de ditadura, onde não havia liberdade de expressão, sendo a de opinião, cerceada, amiúde.
Já lá vão 35 anos de uma democracia, onde nem tudo foram rosas, principalmente, nos primeiros anos do PREC, Período Revolucionário Em Curso, onde a luta pelo poder foi muito acesa, cometendo-se muitos atropelos e excessos, não há como escondê-los, a história lá os foi desbravando, devido, sobretudo, a uma ânsia grande de poder e protagonismo, acrescido também de alguma falta de experiência e emoções exacerbadas, levando a tentativas de golpes e contra-golpes, atentados à bomba, quando isso convinha a quem os mandou executar, causando algumas baixas.
Durante este tempo, também se foi formando uma consciencialização positiva, com uma nova mentalidade, ajudando a compreender melhor a situação política, que acabava de dealbar.
A liberdade conquistou-se com a ajuda dos militares, foram determinantes no golpe dessa madrugada de 1974, alguns da nossa zona, como o amigo Natalino Fernandes, do Baraçal, que avançou com Salgueiro Maia, de Santarém, em direcção a Lisboa, ao Quartel do Carmo, porventura ainda alguns mais, nas diversas zonas fulcrais do Movimento dos Capitães, mas também com inúmeros outros, fora da esfera militar, que lutaram, abnegadamente, ao longo das suas vidas. A todos estes, também temos que estar agradecidos, pela sua luta e perseverança, em busca de um novo ideal.
Todo o movimento dos militares no Quartel do Carmo, a chegada do General Spínola, a entrada do Dr. Marcelo Caetano na chaimite da tropa, para ser protegido e levado ao aeroporto, as palavras de ordem que ali foram gritadas durante a tarde, tudo isto exerceu um fascínio difícil de descrever, em todos os que por lá permaneceram.
Uma semana depois, o espectacular primeiro, 1.º de Maio, passe a redundância, comemorado em liberdade e euforia, acompanhando a enorme manifestação, que decorreu desde o Martim Moniz, subindo a Av. Almirante Reis até ao Estádio 1.º de Maio, a abarrotar de gente, seguindo-se os discursos dos lideres, regressados do exílio, com destaque para Mário Soares e Álvaro Cunhal, entre outros.
O que me move, apenas, é recordar aqueles dois dias, plenos de simbolismo, que representaram uma nova vida, em termos de liberdade e democracia para a nossa geração, esta beleza singela, em directo, focando sobretudo, as explosões de alegria e as manifestações espontâneas de contentamento dos populares, vividas nas ruas de Lisboa, a que se seguiram as discussões de interesse politico e de poder, que por pouco, não descambaram em consequências desastrosas, como uma eventual guerra civil, estando próxima, deitando tudo a perder, depois de bastos esforços dos que se empenharam.
Parecia que nada se sabia, antes da tentativa do denominado golpe das Caldas da Rainha, um mês antes, dando a impressão de ignorância politica, fosse por cautela e medo da PIDE, ou porque razão fosse e, de repente, tudo se transformou, como por artes mágicas, toda gente passou a ser catedrática da democracia, num clic!…
Comemorar o 25 de Abril de 1974 é fundamental pelo que representa, independentemente do que a história registará, não adiantando muito, atirar-se o ónus das culpas que não convêm, para o vizinho do lado. Haverá, por certo, responsabilidades a repartir, seja pelo voto ou pela abstenção deliberada, deixando para outros, o que poderíamos ajudar a resolver, com mais e melhor participação.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Decorreu no dia 11 de Abril, tal como anunciado, a IV Capeia da Páscoa organizada pela Associação Juventude Pontense, na Praça de Touros de Aldeia da Ponte.
Com um tempo ameaçador de chuva, ao longo da semana, mais os ventos frios, sempre incómodos, o dia raiou com uma mescla de nuvens e abertas, embora com algum frio, que dispensávamos de boa vontade, mas que se há-de fazer? Quem pode, manda e, há que acatar o que vem lá do alto dos céus. Chuva, frio, vento ou neve, lá nos «prantamos» para acompanhar as incidências de mais uma Capeia da Páscoa na nossa Aldeia.
Pouco passava das oito da manhã, quando se iniciou a longa caminhada, dividida em duas partes, a primeira, da quinta do Zé Noi, nos Forcalhos, até aos lameiros na raia de Espanha, merendando aqui os cavaleiros e, a segunda caminhada, em direcção à Praça, sendo esta bastante mais acompanhada, concluindo-se o Encerro, por volta do meio-dia.
Logo na saída da quinta, dois dos touros resolveram que este não era o seu dia e, toca de fugir a quatro patas, as que têm, claro, de nada valendo as tentativas dos cavaleiros para os juntar aos outros, mais os cabrestos, seguindo, ordeiramente, ladeados por uma imensidão de cavaleiros, até ao seu primeiro destino. Destaque para o curto trajecto, a passo, na estrada de Albergaria, com uma panorâmica espectacular, só visto, pois contado, fica aquém, tal a quantidade de cavaleiros, mais os que já acompanhavam este magnífico cortejo, seguindo os touros e cabrestos. Quem teve oportunidade de filmar ou tirar fotos, facilmente o comprovará.
Saboreada a merenda e, depois de umas breves palavras do Presidente da A.J.P, João Nunes, inicia-se o caminho até à Praça, com tudo a decorrer bastante bem até à entrada nas cancelas, eis senão, quando um dos cavaleiros sofre uma queda, com a escorregadela do cavalo, sendo por este abalroado, já depois de transposta a estrada, ficando prostrado no chão, com perda momentânea dos sentidos, causando alguma apreensão em todos os que o socorreram e rodearam, com destaque para os seus companheiros, cavaleiros do Encerro, que não arredaram pé, acabando para eles o Encerro, que importava este, naquele momento, observando o companheiro a ser, prontamente, socorrido pelos Bombeiros do Soito, imobilizado e transportado na ambulância ao Centro de Saúde de Sabugal, depois para a Guarda, para melhor poder ser avaliado e tratado. O Quim Zé não ganhou para o susto, encontrando-se já a restabelecer em casa, sem consequências de maior, depois de lhe ter sido dada alta do Hospital da Guarda. Diz, quem melhor presenciou, que quando acordou, a primeira preocupação do nosso amigo, foi perguntar como estava o seu cavalo.
Passada esta angústia, é preciso sublinhar isto, pois são coisas que podem acontecer a qualquer um, bastando alguma falta de sorte e nada mais que isso, não cremos que tenha sido por outro motivo, apenas um momento menos bom e inesperado de azar.
Nada mais se podia fazer, restando-nos aguardar por notícias animadoras, que haveriam de chegar, lá mais para a tarde.
Seguiu-se o touro da prova, também inesperado pois, como não quis entrar para os curros, a rapaziada não perdeu mais tempo e esperou-o logo, ao Forcão, ficando despachado.
Devido a esta teimosia do touro, também os cavaleiros já não entraram na Praça, para a volta de honra, a exibição das montadas e os aplausos de uma Praça muito bem composta de público, até parecia estarmos em Agosto.
Como é habitual, arrumaram-se as cancelas, antes do almoço dos cavaleiros, bem concorrido, mais os que quiseram aparecer, nos Balneários.
Este é um dos belos momentos de alguma descontracção e acalmia, depois das emocionantes peripécias de uma longa manhã, iniciada bem cedinho.
A tarde tem início com o Passeio da Praça, pela juventude na arena, acompanhada pelos Tamborileiros de Aldeia da Ponte, equipados a preceito, com uma nova e bonita indumentária, dando colorido ao Passeio, com o Presidente da A.J.P. a pedir a Praça ao Chico Sara, seguindo-se os «Vivas» do costume.
Entra o primeiro da tarde, sendo bem esperado ao Forcão pela rapaziada presente, acontecendo um segundo caso de algum azar, já não bastava a manhã, o jovem Miguel Leal, do Soito, teve a infelicidade de ser apanhado pelo touro ficando algo contundido numa perna, tendo de ser assistido, primeiro na Praça, sendo depois transportado ao Hospital.
Mala pata, pela segunda vez, na mesma Capeia, mas como se costuma dizer, quem anda à chuva, molha-se, e foi o que se verificou. Acontece, a quem arrisca e anda lá dentro, nada que não se passe em outras alturas, principalmente em Agosto, devido à proliferação de Capeias.
Apesar de algum frio, os touros foram todos corridos e esperados, um após outro, pela rapaziada, até final, não se verificando mais nenhum incidente, acabando a Capeia, com a habitual frequência do Bar da Praça, onde se esmiúçam mais uns comentários da jornada, acompanhados de uns bons copos, pois então, retemperando as energias gastas na faena das esperas ao Forcão e nas lides dos touros.
Pela noite, nos Balneários do Vale, prosseguiu a festa, proporcionando a A.J.P. um Karaoke a condizer, onde a animação foi mais que muita, até às primeiras horas da matina.
Está de parabéns a juventude da nossa Aldeia, liderada pela Associação Juventude Pontense, que organizou mais uma bela Capeia com touros a condizer, acrescida com um espectacular e belíssimo Encerro, estando, também, de parabéns, a “cavalaria pesada”, foram imensos, embora, uma grande parte, vá em ar de passeio, como todos observamos, mas de modo algum, deixam de ser importantes, proporcionando uma magnifica jornada a toda a raia sabugalense.
A Direcção da A.J.P. manifesta o seu agradecimento pelos contributos, pela disponibilidade e acompanhamento desta IV Capeia da Páscoa de 2009.
Um bem-haja a todos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Estamos na semana da Páscoa, quase prontos e de abalada, para a habitual romaria às nossas paragens, que acontece, todos os anos, por esta altura.
Na zona arraiana esta quadra é bem especial pois, para além das festividades da Páscoa, que se celebram, não esqueçamos a implantação de uma forte religiosidade, outros acontecimentos relevantes acontecem por todo o Concelho.
Em Aldeia da Ponte, mais uma vez vai decorrer a habitual Capeia da Páscoa, já anteriormente noticiada, tarefa esta, que tem sido da nossa Associação jovem, pelo quarto ano consecutivo.
Já em tempos escrevi, que a época taurina, por estas paragens, tem início com a Capeia da Páscoa em Aldeia da Ponte, prolongando-se em Junho com mais duas Capeias, no Santo António e no São Pedro, sendo esta última, realizada na velhinha Praça da Aldeia, dentro do povo, seguindo-se o mês de Agosto, onde as Capeias são determinantes em quase todas as localidades da raia sabugalense, encerrando as respectivas festas dedicadas ao Santo Padroeiro, ou mais representativo, nas diversas Aldeias da Raia do Concelho de Sabugal.
Não se pense, que são só estes espectáculos, que marcam esta época, muitos outros há, que vão inundando a nossa zona, já anunciados nos diferentes órgãos de comunicação regionais e diferentes sites da net.
Cada povoação lá vai efectuando os seus eventos, dentro das suas possibilidades, para as quais se vão mobilizando as pessoas.
É sempre bom fugir das rotinas. As populações agradecem estes acontecimentos e todo o movimento gerado, penso.
Apenas uma última nota, bem merecida. Como desportista que me prezo, queria deixar aqui, os meus sinceros parabéns à Associação Cultural e Desportiva do Soito e a todos os seus técnicos e jogadores, pela conquista do Campeonato da 2.ª divisão da A.F. Guarda, em Futebol de 11, batendo, sem apelo, na final a equipa de Penaverde por 3-0, disputada no Municipal da Guarda, no passado Domingo, dia 5 de Abril.
Na próxima época, teremos duas equipas do Concelho, em compita, na 1.ª Divisão Distrital, juntando-se assim, a ACD do Soito, com inteira justiça, ao Sporting Clube de Sabugal, «velho» conhecido destas andanças.
À caminhada, impressionante, no campeonato, contando por vitórias todos os jogos disputados, seguiu-se a final, concluindo a época em beleza. Cinco estrelas! Está de parabéns a ACDS e o desporto no Concelho de Sabugal.
Para si, caro amigo, uma Boa e Santa Páscoa, como se costuma dizer, são os meus votos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
1.º Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias – 1977 – Iniciado este périplo pelo desporto, trazemos à estampa neste escrito, o primeiro Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias, organizado pela Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa, disputado no Ringue do Império do Cruzeiro, provocando uma grande euforia na juventude sabugalense em Lisboa.
Como referimos no quadro disponibilizado no artigo anterior, em 1977 tem início o Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias, congregando um sem número de Sabugalenses, durante cerca de três meses, uma saga que se prolongará até ao ano de 2000, com a realização de vinte e duas edições, apenas com dois anos em branco, proporcionando um convívio e muitos reencontros, por vezes, inesperados.
A revista «O Concelho de Sabugal» da época, publica a nossa opinião sobre o Torneio, mas há dois episódios que merecem uma referência, que custou bem caro à equipa de Aldeia da Ponte, embora isto, já nada altere.
O que é certo, é que a todos nós desgostou, na altura, de nada valendo os argumentos da maioria dos delegados, para alterar uma das decisões polémicas da Direcção da Casa, como adiante veremos, privando a equipa de Aldeia da Ponte da conquista do título e o melhor marcador, mais que merecidos pois, sem desprimor para as outras equipas, a nossa Aldeia foi a melhor do Torneio, reconhecido por quase todos os participantes.
Na fase final, onde estavam as seis equipas finalistas, o jogo Sabugal-Ozendo terminou quando a equipa do Ozendo ficou reduzida a três jogadores, por expulsão de dois jogadores, quando faltavam mais de 15 minutos para o termo do encontro, verificando-se o resultado na altura de 1-0 a favor do Ozendo. O resultado que contou foi mesmo este 1-0, que valeu os dois pontos a esta equipa, que teve as expulsões, saindo beneficiada com esta anormalidade.
Protesto veemente de todas as outras equipas, que levou a Direcção da Casa a convocar uma reunião extraordinária com os delegados das equipas, para analisar o assunto, tendo a Direcção da Casa decidido pela manutenção do resultado que se verificava, quando o jogo foi interrompido, beneficiando a equipa do Ozendo, excluindo, apenas, do Torneio os dois elementos expulsos. Premiou-se a indisciplina em detrimento de todos os outros e do bom senso, ficando-se por esta decisão inexplicável da Direcção da Casa, que não se conseguiu entender, prejudicando, claramente, a equipa da nossa Aldeia.
O segundo episódio também tem algo de caricato, senão vejamos. Decorria o jogo Aldeia da Ponte-Sabugal, ao intervalo o resultado cifrava-se em 7-0 a favor de Aldeia da Ponte. Perante este resultado, a equipa do Sabugal recusou-se a efectuar a 2.ª parte, pois também tinha um jogador a lutar para o melhor marcador, impedindo o melhor marcador da equipa de Aldeia da Ponte de marcar mais golos, para não ser ultrapassado, acabando com esta atitude, por favorecer o marcador de uma outra equipa. O resultado que contou foi mesmo o 7-0, que se verificava ao intervalo, a favor da equipa de Aldeia da Ponte, não se concluindo o jogo.
Estes dois episódios retrataram bem a falta de experiência e a incoerência da Organização e da Direcção da Casa do Concelho do Sabugal neste 1.º Torneio, insensível aos argumentos, de quase todos os delegados, prejudicando sem apelo a nossa equipa.
Passados tantos anos, não se pense que os ressentimentos não passaram, claro que passaram, mas doeram bastante, nessa altura, tendo como consequência, no ano seguinte, o enfraquecimento da nossa equipa, pois alguns elementos já não quiseram participar, devido a estas injustiças.
É, apenas, mais um pouco de história e nada mais que isso, já que estamos com a mão na «massa» como se costuma dizer.
Resta acrescentar que este primeiro Torneio teve a participação de 15 Aldeias do Concelho de Sabugal em Lisboa e, para além destas incidências frustrantes, iniciou este longo historial dos Torneios.
Aldeia da Ponte participou neste 1.º Torneio com os elementos seguintes: Esteves, Zé Bilo, Manuel Nobre Bilo, Zé Manuel Tourais, João Bernardo, Manuel Peres, Emílio Bonifácio, José Cunha, José Reis e Joaquim Matos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Historial dos Torneios Inter-Aldeias de Futebol de 5 – Aldeia da Ponte é uma das equipas mais antigas e com presenças regulares em todos os Torneios Inter-Aldeias de futebol de Salão, organização anual da Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa, com início em 1977, dois anos depois da sua fundação.
Cedo, a Casa meteu ombros a diversas realizações, afim de cumprir as funções para que foi criada. De entre estas realizações, destaca-se a organização inédita, a nível de Casas Regionais, sediadas em Lisboa, do Torneio de Futebol de salão Inter-Aldeias, mais tarde transformado em futebol de 5, englobando as Aldeias do Concelho de Sabugal e outras Aldeias vizinhas, disputando uma competição desportiva deveras entusiástica, estando assim reunidas as condições para se considerar o Torneio Inter-Aldeias um dos pontos mais altos das realizações da Casa do Concelho do Sabugal, a par da Capeia Arraiana, ponto de encontro anualmente no Campo Pequeno, como é do conhecimento generalizado.
O Torneio Inter-Aldeias de Futebol de 5 mobilizou, todos os anos, centenas de associados entre participantes e acompanhantes, durante cerca de três meses, de Março a Maio, aos fins de semana, permitindo um convívio tão à nossa maneira, um reencontro por diversas vezes adiado, o matar saudades e o desfilar de inúmeras recordações e histórias passadas nas nossas Aldeias, relembradas a preceito, por todos os que acompanharam anualmente o Torneio, e para além disto, que já não é pouco, a competição propriamente dita, com a disputa acesa de um sem número de jogos, derbies renhidos entre Aldeias, absolutamente bem jogados, onde os resultados foram arduamente discutidos palmo a palmo até ao último segundo, tornando a prova deveras emotiva, contribuindo para a subida de qualidade ano após ano, com a discussão pela vitória final no Torneio, a ser discutida até à derradeira jornada.
Depois de uma atenta e apurada pesquisa, elaborámos este quadro para que os que acompanham estas coisas do desporto, tenham uma ideia mais completa da realização de todos os torneios, com início em 1997, apenas com duas falhas, em 1990 e 1992.
Algumas curiosidades na análise do quadro permitem verificar que a equipa dos Foios conquistou o Torneio por sete vezes, Aldeia do Bispo-A seis vezes, Ozendo três vezes, Aldeia da Ponte duas vezes e Nave de Haver-A, Quinaz, Ade e Aldeia de Santo António com um triunfo cada.
Realce para a participação com duas equipas das seguintes Aldeias: Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Foios e Nave de Haver. Para que conste, Nave de Haver alinhou com três equipas nos últimos anos, constituindo um record de presença.
Outra curiosidade tem a ver com a conquista do torneio pelas duas equipas de Aldeia da Ponte. A equipa A, em 1983 e a equipa B, em 1987, proeza apenas conseguida pela nossa Aldeia em todo o historial da competição.
Destaque ainda para os sete triunfos de Melhor Marcador na prova, do Quim Bicheiro de Aldeia da Ponte, que constituiu record no Torneio, sendo seis consecutivos e também, os cinco consecutivos de Pedro Rosa, de Aldeia do Bispo-A.
Saliência para os diversos lugares de honra, onde predominam as equipas de Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Foios e Sabugal, crónicos candidatos à vitória na prova.
A nossa Aldeia conquistou por diversas vezes a Taça Disciplina Tó Chorão, e a Taça Simpatia oferecida pelo Francisco Engrácia, assim como outras mais Aldeias também.
Todos os nossos troféus conquistados estão expostos no bar, as Escolas, em Aldeia da Ponte, juntamente com muitas outras taças de diversos acontecimentos desportivos.
| CASA DO CONCELHO DO SABUGAL | ||||||
| Torneios Inter-Aldeias de Futebol de 5 | ||||||
| ANO | 1.º | 2.º | 3.º | M.MARC. | GOLOS | ALDEIA |
| 1977 | Ozendo | A.Ponte | Fóios | J.Tavares | 24 | Fóios |
| 1978 | Ozendo | A.Bispo | Fóios | J.Tavares | 32 | Fóios |
| 1979 | Fóios | A | A | A | A | A |
| 1980 | Ozendo | Penalobo | Fóios | A | A | A |
| 1981 | Fóios | Quadraz. | N.Haver | A | A | A |
| 1982 | Fóios | A.Ponte | N.Haver | Nascimento | 18 | Quadraz. |
| 1983 | A.Ponte-A | A.Bispo-A | Fóios | Q.Bicheiro | 14 | A.Ponte-A |
| 1984 | N.Haver | Fóios | A.Ponte-A | Q.Bicheiro | 24 | A.Ponte-A |
| 1985 | A.Bispo-A | N.Haver-A | A.Ponte-A | Q.Bicheiro | 21 | A.Ponte-A |
| 1986 | A.Bispo-A | Alfaiates | A.Ponte-A | Q.Bicheiro | 42 | A.Ponte-A |
| 1987 | A.Ponte-B | A.Bispo-A | AmigosRaia | Q.Bicheiro | 18 | A.Ponte-A |
| 1988 | Quinaz | A.Bispo-A | A.Ponte-A | Q.Bicheiro | 16 | A.Ponte-A |
| 1989 | Ade | N.Haver | A.Bispo | Teixeira | A | Ade |
| 1990 | – | – | – | – | – | – |
| 1991 | A.Bispo-A | A.Ponte-A | Fóios | Q.Bicheiro | 14 | A.Ponte-A |
| 1992 | – | – | – | – | – | – |
| 1993 | A.Bispo-A | A.Ponte-A | S.Estevão | P.Rosa | 17 | A.Bispo-A |
| 1994 | A.Bispo-A | Fóios | A.S.António | P.Rosa | 29 | A.Bispo-A |
| 1995 | A.Bispo-A | A.Ponte-A | Penalobo | P.Rosa | 32 | A.Bispo-A |
| 1996 | Fóios | Sabugal | A.Bispo-A | P.Rosa | 33 | A.Bispo-A |
| 1997 | Fóios | Sabugal | N.Haver-B | P.Rosa | 22 | A.Bispo-A |
| 1998 | Fóios | Sabugal | A.S.António | B.Tendeiro | 22 | N.Haver-B |
| 1999 | A.S.António | Sabugal | Fóios | J.Ramos | 38 | A.S.António |
| 2000 | Fóios | Sabugal | A.S.António | J.Ramos | 46 | A.S.António |
| A – Sem dados | ||||||
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Iniciado este périplo pelo desporto, muitos foram os jogos disputados pela equipa da Casa, com algumas boas exibições e resultados, pensamos nós, mas não posso deixar de recordar, ficando na memória, um espectacular encontro entre uma magnifica equipa de Juvenis do Sporting Clube de Sabugal de 1983 e a nossa equipa da Casa, jogo esse, que teve lugar em 2 de Julho de 1983, no campo de treinos do antigo Estádio José de Alvalade, com um empate a 3 golos, no tempo regulamentar, seguindo-se o prolongamento, vindo os jovens juvenis sabugalenses a vencer por 4-3, sendo premiados com uma bela taça em disputa.
Foi um extraordinário encontro de futebol, com alternância no marcador, disputado sob chuva, onde sobressaiu a frescura física, para além de um grande entrosamento e espírito competitivo, demonstrado pelos juvenis, aliado ao facto de ter tido uma boa participação no Campeonato Nacional de Juvenis, treinados pelo Sr. Alfredo Alves. Na equipa da casa notaram-se algumas falhas compreensíveis, devido à falta de treinos, pois apenas se juntava para estes encontros amigáveis.
Apesar destes resultados menos conseguidos, não se pense que só aconteceram derrotas da equipa da Casa, antes pelo contrário, a nossa equipa ganhou a grande maioria dos jogos disputados.
Todos os participantes foram presenteados com o indispensável e apetitoso almoço na Casa, num são convívio entre os sabugalenes de Lisboa e os nossos jovens visitantes, que tiveram um justo e merecido prémio, nesta deslocação a Lisboa.
Em relação ao Sporting Clube do Sabugal, muitos mais encontros se poderiam ter proporcionado entre ambos, mas o que é um facto, é que nestes anos todos, poucos mais se efectuaram, fosse por inércia de ambos, ou por outros motivos, não adiantar chorar sobre o leite derramado, como é habitual dizer-se.
As equipas de futebol de 11 da Casa do Concelho do Sabugal foram disputando, ao longo destes anos, inúmeros encontros particulares com várias Instituições amigas, sendo de destacar, especialmente, a Rádio Televisão Portuguesa, devendo-se a uma relação sólida entre a Casa de Pessoal da RTP e a Casa do Concelho de Sabugal, com uma influência decisiva do Chico Engrácia, como foi bem compreensível, naqueles tempos.
Outros encontros de futebol aconteceram, nomeadamente, com a Casa da Covilhã, Casa de Tomar, Pampilhosa da Serra, Casa de Ourém, Casa de Lafões, o INE e outras empresas, juntando ainda, algumas Aldeias do Concelho, retribuindo as visitas, participando e abrilhantando, também, alguns aniversários destas Casas mencionadas, bem como alguns Torneios de Futebol de 5, para os quais a equipa foi convidada a participar.
Em todas as participações desportivas, tentou-se apresentar a melhor equipa possível, com alguma competitividade, a quem as Direcções da Casa sempre ficaram agradecidas, pela disponibilidade, esforço e comparência dos associados nestes eventos.
Foram sempre marcos importantes, os aniversários da Casa, em Fevereiro, pois permitia um reencontro de desportistas sabugalenses em Lisboa, começando aqui, por esta altura, a génese dos vários Torneios Inter-Aldeias de Futebol de 5, organizados pela Casa em Lisboa, a quem daremos algum destaque.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Apesar da sua criação recente, a jovem AJP-Associação de Aldeia da Ponte tem seguido um bom trilho nesta caminhada difícil, levando a efeito a sua IV Capeia da Páscoa na Praça de Touros da nossa Aldeia.
Sábado, dia 11 de Abril, vamos ter um espectáculo que vai trazer mais movimento à região raiana do Concelho de Sabugal, à semelhança de anos anteriores, onde o rebuliço próprio das Capeias, no bom sentido, assenta arraiais.
Feita esta introdução, nunca é demais realçar o trabalho e a perseverança da juventude em levar por diante aquilo a que se propôs no programa anual apresentado, onde constam esta e outras realizações, como as levadas a cabo neste Carnaval, que se saldaram num êxito apreciável.
Voltando à Capeia da Páscoa, nesta edição haverá um longo encerro, que terá início pelas 8 horas da manhã, com saída dos touros da quinta do Zé Noi nos Forcalhos, em direcção à estrada de Albergaria de Argañan, Espanha, percorrendo alguma distância nesta, dirigindo-se para os lameiros da raia.
Aqui chegados, toda a comitiva retemperará energias, com a habitual merenda típica dos Encerros, enquanto touros e cavalos descansam um pouco, comentando-se a 1.ª parte do «cortejo», que se prevê bem concorrido.
Saciados estes predicados, toca de andar, que o caminho é longo, nesta 2.ª etapa, que culminará com o Encerro na Praça de Touros, fazendo jus ao nome com que todos o identificam.
Consumado o Encerro, exibidos os animais na arena, há que avaliar a sua valentia com a espera ao Forcão do touro da prova.
O almoço dos cavaleiros servirá para o único momento de relaxamento e descontracção típico das Capeias, num ambiente propício, que a nossa Aldeia proporciona e onde se respira uma grande animação.
Pela tarde, a Capeia terá o seu início pelas 16 horas, com o Passeio da Praça, que os jovens e menos jovens fazem questão de efectuar com os tamborileiros, seguindo-se a espera dos touros ao Forcão e a sua lide pelos rapazes, que inundam a arena.
Aí está a IV Capeia da Páscoa da Associação Juventude Pontense, que, por certo, se deseja, cumpra os seus objectivos, na grande paisagem arraiana, proporcionando uma jornada de interesse, a todos os que nos visitam. Encerro, Capeia e Forcão estarão sempre ligados a esta tradição das gentes arraianas. Esta vai-se mantendo à custa da grande dedicação de quem mete mãos à obra, merecendo toda uma participação efectiva e apoio dos que dela gostam.
É importante, que se conceda um apoio verdadeiro e interessado a estas e outras realizações, que decorrem ao longo do ano, nas várias Aldeias da raia sabugalense.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
É um título, algo, estranho, mas é de propósito, para nos chamar a atenção. Onde é que já se viu, Açorianos a pegar ao Forcão? Com todo o respeito que nos merecem, nada temos contra os Açorianos ou outros.
Não se percebe muito bem, nem o que estará por trás desta iniciativa e os seus intuitos, como pode haver gente do Sabugal, que tenha a ousadia de ir treinar os Açorianos para pegar ao Forcão, dando de mão beijada, uma tradição que é só nossa, da Raia do Concelho.
Ao longo destes últimos 30 anos, a Capeia foi trazida para Lisboa e outras localidades, nunca abdicando o pessoal do Concelho, de desempenhar as suas funções de pegar ao Forcão, dando visibilidade e alguma propaganda à nossa região, acrescido de inúmeras reportagens televisivas, que reforçaram e deram mais projecção ao Sabugal e às suas tradições.
É evidente, que também se pode levar o Forcão aos Açores, porque não? Mas com os arraianos a assumirem o seu papel de pegadores ao Forcão, tal como pelos sítios, por onde este já se passeou e exibiu, sem que daí venha algum mal ao Mundo, antes pelo contrário, como todos estarão de acordo.
Enquanto este imbróglio não tiver uma solução, se olharmos para o reverso da questão e, por muito que nos custe, em qualquer zona do País onde, eventualmente, algum arraiano do Sabugal se encontre a viver, pode recriar a tradição do Forcão. Quem tem poder para o impedir, neste momento? Até lhe podem chamar outro nome qualquer, deixando de colidir com o nosso nome, embora a essência seja a mesma. As verdades são para ser ditas, doa a quem doer e, a nós dói-nos imenso, seguramente.
Infelizmente, o que existe na nossa Raia, como em outras regiões, é que muitos falam, outros tantos sabem e percebem de tudo, deixando correr o marfim, não se preocupando com o que interessa, mas quando acontecem estes imprevistos, o que é que temos? Uma mão vazia e outra, cheia de nada. Há muita gente, que só quer ser «pai de filhos bonitos», sem nada fazerem para isso.
Há uns anos atrás, um anterior Presidente da Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, o Dr. Luís Nobre Leitão tentou iniciar um processo de registar a marca Forcão, para que não se corressem riscos desnecessários, que agora alguém tenta desbaratar do Concelho, a título gratuito.
Manifestámos todo o nosso apoio a essa medida, mas com a condição, de conjugar o registo da marca, em conjunto com as Aldeias arraianas com mais tradição do Forcão, como não podia deixar de ser, mas, por isto, por aquilo ou por falta de apoio adequado, esse processo não foi avante.
Em Agosto de 2008, no Encerro da Lageosa, este mesmo assunto foi abordado por este vosso amigo, com o Professor José Manuel, dos Foios, acompanhados do saudoso amigo Amândio Rosa e também do amigo espanhol, Tomás Acosta Piriz de Naves Frias, chegando, facilmente à conclusão, que as Aldeias do Forcão deveriam reunir e conseguir um entendimento, que não se afigura difícil, no sentido de registar a marca Forcão e, quanto mais depressa melhor.
Estas opiniões tiveram também a ver, com alguma falta de qualidade e desvirtuamento do Forcão em algumas Aldeias do Concelho, sejamos francos, muitos o comentam em surdina, mas pouca coragem têm, para dar a cara, ou tomar posição pública, não que se pretendesse limitar algo, longe disso, antes sim, porfiar pela qualidade das Capeias e do Forcão, nas diversas povoações.
Não estou bem seguro, mas penso que o Zé Manel ficou de sensibilizar os Srs. Presidentes de Junta de Freguesia para este assunto, devido à sua proximidade, disponibilidade e fácil contacto, enquanto autarca residente no Concelho. Desconheço, nesta altura, se houve algum andamento deste processo de intenção, o Zé Manel corrigir-me-á, se estiver equivocado.
É imperioso que as Juntas de Freguesia da Raia e algumas Associações da zona, as mais representativas da Capeia e do Forcão, se encontrem, debatendo a fundo este problema, juntamente com alguns aficionados presentes nas Aldeias, eventualmente, com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal, chegando a uma decisão, que proteja as nossas tradições da Capeia e do Forcão.
Conhecida a notícia, felizmente que já há várias Associações arraianas em campo, a trabalhar afincadamente, para tentar uma resolução, em favor das nossas tradições.
Não é de bom-tom, deixarmos que outros usurpem e se apropriem de uma tradição única no Mundo, que só ao nosso Concelho pertence de direito.
Os verdadeiros arraianos e a grande maioria do Concelho do Sabugal nunca vão perdoar tamanha traição.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Por alturas do Carnaval, tiveram lugar em Aldeia da Ponte dois eventos, anteriormente programados, organizados pela AJP-Associação Juventude Pontense.
O Torneio de Sueca decorreu nos Balneários, no sábado dia 21 de Fevereiro, com uma participação aquém do esperado, apenas sete equipas concorreram a este torneio, vindo a final a ser disputada por duas equipas de Aldeia: Fernando Lopes, António Gusmão (Cali) versus David Frango e José Rodrigues (Ganza), tendo esta última dupla vindo a sagrar-se vencedora do Torneio de Sueca. A prova decorreu normalmente, pese embora tenham concorrido poucas equipas.
Apenas um comentário, estas realizações servem para mobilizar as pessoas. Se não há, é porque não há, se há, poucos aparecem, esbanjando estas oportunidades de algum movimento na nossa Aldeia e por estas paragens.
Ao contrário, no dia seguinte, teve lugar o 1.º BTT, igualmente organizado pela AJP, onde o êxito desta iniciativa foi mais animador, com uma participação de respeito, englobando 40 ciclistas, que trouxeram alguma vivacidade e movimento à nossa terra e por onde passaram, que delas, bem precisam.
Com um percurso iniciado em Aldeia da Ponte, seguindo em direcção aos Forcalhos, Aldeia Velha, Sacraparte, Alfaiates, Rebolosa, regressando à nossa Aldeia, ponto de partida e chegada desta jornada de bicicletas.
Apesar de uma ou outra queixa de velocidade, também entendo, que deve ser um passeio, desfrutando calmamente as belas paisagens da nossa região, quem disse que não temos belíssimas paisagens, estará, por certo, bem equivocado, tudo o resto decorreu muito bem, sem qualquer incidente, que era o que interessava, acompanhado de um bom banho retemperador nos Balneários.
Seguiu-se o merecido almoço oferecido pela AJP, com o apoio da Junta de Freguesia de Aldeia da Ponte, bem como de alguns voluntários da referida Associação organizadora.
Foi uma magnífica festa de convívio, estando de parabéns a AJP por estas duas realizações na quadra de Carnaval, passado na nossa Aldeia.
Esteves Carreirinha e Direcção da AJP
Passada a natural euforia e, decorrida toda esta árdua luta pela fundação da Casa, no sentido de manter vivo o sonho de ter em Lisboa uma Associação do Concelho, onde os sabugalenses tivessem o seu espaço de encontro, importa agora, darmos atenção às primeiras actividades culturais, desportivas e outras, que foram sendo levadas a cabo, tanto pela Comissão Instaladora, como pelos primeiros Corpos Gerentes, eleitos em Fevereiro de 1976.
Uma das boas maneiras de juntar os naturais da nossa zona em Lisboa, consistiu na realização dos primeiros convívios, que a Comissão Instaladora providenciou, servindo para um aproximar das nossas gentes, com muitos jovens a corresponder a todo este movimento e à oportunidade criada em prol do Concelho.
Em 14 de Julho de 1974 teve lugar o primeiro convívio, conseguindo-se uma boa participação, com várias actividades, incluindo um animada quermesse, para angariar fundos, num belo dia passado no Seminário dos Olivais, seguindo-se o primeiro Magusto, no Colégio das Irmãs Maristas, em 10 de Novembro de 1974.
No ano seguinte, em 13 de Junho de 1975, a Comissão Instaladora promoveu, na sede da Casa, uma semana de actividades culturais, abordando vários temas, a que já nos referimos anteriormente, culminando com o convívio anual, no mesmo Colégio das Irmãs Maristas.
No terceiro convívio, em 5 e 6 de Julho de 1976, a novel Direcção da Casa convidou, expressamente, o Sporting Clube de Sabugal a deslocar-se a Lisboa, para participar neste evento, tendo-se efectuado um desafio amigável com uma equipa representativa da Casa, a que nos reportaremos no próximo artigo, onde iniciaremos alguma descrição das actividades desportivas, levadas a cabo pela Casa do Concelho, ao longo destes anos.
Com todas estas realizações, fortaleceu-se, um bom bocado mais, a frequência da Casa, surgindo, naturalmente, as diversas festas com bailes e outros divertimentos, numa altura em que subiram consideravelmente, os que demandavam a sede.
Festa de Natal, Passagem de Ano, Carnaval, tardes culturais e infantis com alguns artistas, os Magustos, para além dos convívios, acima referidos, de tudo um pouco foi programado e levado a cabo, com algum êxito e basta participação.
Todas estas realizações arrastaram muitos sabugalenses com alguma predominância de uma juventude irrequieta e desejosa de participar em todos estes eventos. A sede da Casa, nesta altura, parecia pequena para tantos, que a procuravam, como foi bom de ver.
Mas não se pense, que foi só em Lisboa, outras realizações foram levadas ao Concelho, como veremos aí mais adiante.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Parabéns, Casa do Concelho do Sabugal!… Muitos anos de vida!
A embaixada Sabugalense em Lisboa, faz anos.
Completam-se hoje, dia 13 de Fevereiro de 2009, 34 anos de vida, plenos de trabalhos, consumições e canseiras, dos que tornaram possível o seu nascimento, bem como de muitos outros, que ao longo destas quase três décadas e meia, muito deram à Casa, seja contribuindo com a sua quota, seja em todas as múltiplas realizações, que levou a efeito, muitas delas com relevo destacável, outras por lá perto, mas com a mesma vontade férrea, que caracteriza as gentes das terras frias.
Este é um dia especial para a Casa, como para cada um de nós o é, quando festejamos os anos. Para este vosso amigo, passou a ser ainda mais especial, pois também fazia anos a minha Mãe, a ti Delfina. Espero que me perdoem e não me levem a mal, ao reportar, em público, esta lembrança. É apenas uma coincidência feliz, este dia 13 de Fevereiro com duplo aniversário.
A caminhada da Casa tem vindo a ser recordada, ao longo destes últimos tempos, o melhor que nos é possível, de modo a relevar alguns dos eventos destes anos todos, que bem merecem todas estas citações.
Faço questão, de deixar neste espaço, hoje, porque é dia de grandes recordações e emoções, sem qualquer melindre, seja de quem for, uma justa e singela homenagem a todos os pioneiros desta empreitada, principalmente aos que já nos deixaram e, também a alguns outros, que ainda por aí continuam, bem vivos e de boa saúde, que a tornaram em realidade, transformando-se, nos dias de hoje, na Casa de todos os Sabugalenses e muitos outros, que já não dispensam uma visita, seja para encontrar amigos, cavaquear ou degustar os bons produtos de qualidade, que arribam do nosso Concelho, a toda a hora e que tão gostosos são, estimulando, cada vez mais, a tal saudade das nossas origens.
Fazemos parte de uma grande família, que é o nosso Concelho, com uma cultura apreciável, os recursos possíveis, várias tradições e tantos outros motivos de interesse, onde todos nunca são demais, para o tornar mais apetecível, seja através dos que lá habitam, como daqueles, que estão um pouco mais longe, não o esquecendo facilmente.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
A Comissão Instaladora trabalhou, afincadamente, para a formação da primeira lista candidata aos Corpos Sociais, sujeita a eleições, vindo a ser eleita em Fevereiro de 1976, um ano após a oficialização da Casa, tomando posse de seguida e iniciando o mandato para que foi eleita.
Convém ainda, recordar aqui, que alguns não acreditaram em todo este processo desde o seu início, no Instituto Superior Técnico, retirando-se pouco depois do seu início, só acreditando quando verificaram, que afinal, a Casa era uma realidade. Segundo consta, «pensaram que a Casa nunca fosse avante», ficando até surpreendidos.
Disponibilizados todos estes artigos, sobre o período inicial da Casa, vamos continuando a dissecar um pouco, esta fase da criação da Casa, considerada de fundamental importância, porventura ainda desconhecida da maioria, podendo acontecer uma ou outra falha, ninguém está livre, algumas coisas poderão não ter sido, exactamente, como as retrato, mas que não deverá andar muito longe do que venho apresentando, apesar de já irem longas estas considerações, sobre a Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa.
Pensamos, que é necessário divulgar alguns factos que nos mereceram esta apreciação, independentemente de outros, que possam ser recordados, pois só assim se fica a conhecer a história da Associação, apesar de acontecerem, de certeza, mais momentos, que outros talvez possam recordar melhor e com mais alguns detalhes.
Ainda mais estão para vir, versando as principais actividades da Casa, ao longo destas mais de três décadas de vida, nomeadamente, os convívios, Torneios de Futebol Inter-Aldeias, as Capeias no Campo Pequeno e arredores de Lisboa, bem como algumas mais, que tentaremos trazer ao conhecimento de quem acompanha estes escritos.
Para esta parte dos artigos já disponibilizados, queria desde já formular os meus agradecimentos ao Paulo Leitão, pelas ajudas preciosas, que me proporcionou, ao Ramiro Matos pela lembrança de alguns nomes e a alguns outros que me incentivaram a prosseguir nestas considerações, contribuindo também para estes artigos, engrandecendo a história da embaixada sabugalense em Lisboa.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Antes de se chegar a esta situação, que permitiu um respirar de alívio e uma aparente normalização, em termos de receitas, no princípio de Agosto de 1975, disponibilizou-se o Dr. Seabra a custear a renda da Casa e outras despesas, enquanto não houve meios para o efeito, vindo a Comissão Instaladora a fazer um acerto de contas, logo que se proporcionou, sem qualquer benefício extra, como ele próprio impôs.
Quando as condições o permitiram, o grupo do jornal «Terra Fria» passou a ter as reuniões na Casa, para a feitura do jornal, sendo, entretanto, marcadas reuniões entre este Grupo e a Comissão Instaladora, afim de separar as águas. A Casa cedia as instalações, não se imiscuindo no Jornal, pois não era sua função, os assuntos, de certo modo políticos, que nessa altura estavam na ordem do dia, como se dizia frequentemente, embora fosse extremamente difícil, dissociar estas emoções, face à situação politica que se vivia na época. Apesar do momento de algumas convulsões, o jornal Terra Fria cumpria a sua missão, como não podia deixar de ser, divulgando a Casa e as suas actividades.
A Casa do Concelho do Sabugal não tinha sido criada para esses fins, apesar de prestar o seu apoio a quem o desejasse e solicitasse, pondo à disposição as suas instalações para os diversos grupos ou associações das Aldeias, em Lisboa.
Nestas reuniões, o pessoal de Aldeia da Ponte pretendeu uma tomada de posição dos sabugalenses, quanto à formação recente da Associação dos Agricultores do Concelho de Sabugal, mas a Comissão Instaladora absteve-se de tomar qualquer posição, declarando-se incompetente para tal.
Ainda nesta fase, foram aceites os pedidos do pessoal de Aldeia da Ponte, Aldeia da Ribeira e Vila Boa, entre outras, para se reunirem na Casa, tratando dos seus assuntos.
Também ficou acertado entre a Comissão Instaladora da Casa, Aldeia da Ponte e Aldeia da Ribeira, que a Casa receberia, em 24 de Agosto de 1975, um grupo de estudantes franceses, que vinham a Portugal, para visitarem as duas Aldeias da Raia, participando em alguns trabalhos de melhoramentos a realizar nesse Verão, nestas duas localidades e também nas Batocas, juntamente com alguns militares do Quartel da Guarda, que se disponibilizaram, durante alguns dias.
Os trabalhos foram, efectivamente, realizados nestas três localidades, mas sem a presença dos estudantes franceses, que devido a contratempos inesperados, não se puderam deslocar a Portugal.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
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Solucionado o problema da renda, com o aluguer de dois quartos, conforme já descrevemos, levando a uma cisão de alguns elementos, havia que seguir em frente, apesar deste contratempo.
Como a Casa nada tinha, teve que se improvisar nos primeiros tempos, devido à utilização antecipada do andar, conforme factos de escritos anteriores e, foi graças, mais uma vez, ao Dr. Seabra que se conseguiram os primeiros pertences, como mesas, cadeiras e o indispensável para as reuniões, iniciando-se uma campanha de angariação de mais alguns bens considerados importantes, tais como uma televisão, máquina de escrever, esta oferecida pelo Dr. Seabra e outros utensílios, que eram bem-vindos nesta fase, de pouco ou nada haver. Apenas a boa vontade tudo foi superando, já que dinheiro, apenas o das quotas anuais, 100 escudos, dos poucos sócios existentes, não chegando para a renda, luz e água, que eram as despesas básicas no começo.
Pelo meio, outros factos aconteceram, que merecem uma referência.
O bar teve a sua inauguração, com a oferta de uma garrafa de Brandy, oferecida pelo João Leitão e José Paula, visto nada existir, nem sequer o balcão, sendo as bebidas pagas a um preço superior ao que se pagava cá fora, servindo para angariar mais algumas receitas.
Decidiu, ainda, a Comissão Instaladora marcar uma semana de actividades para Julho de 1975, com um programa aliciante, que englobava projecção de slides do Concelho, reuniões de associações locais, variedades de naturais da região, debates sobre emigração, tarde desportiva, culminando com um convívio, no Colégio dos Maristas.
Um pintor espanhol mostrou o desejo de expor na Casa, decidindo-se então, divulgar que existia um salão com capacidade para receber casamentos e baptizados, podendo as instalações serem cedidas pelo preço de 750$00. Com esta decisão, cedeu-se a Casa para o «copo de água» do casamento de um colega por esta quantia.
Com o entusiasmo a aumentar, crescia o consumo no bar e os donativos, o número de sócios aumentava a olhos vistos, atingindo-se cerca de duas centenas, originando mais receitas, havendo ainda muitas ofertas para o bar e o salão.
São publicados os estatutos no Diário do Governo n.º 116, III série, em 20 de Maio de 1975 com um custo de 9.479$00, na moeda vigente, faltando ainda, a sua publicação num jornal diário, que implicava mais uma despesa de 3.000$00.
Numa viagem ao Sabugal, foram encetados contactos com a Comissão Administrativa da Câmara Municipal, existindo uma grande abertura em relação à Casa, podendo, muitos problemas virem a ser tratados com a sua colaboração, em Lisboa. Também aconteceu um contacto com a Viúva Monteiro & Irmão para se fazer uma excursão a Lisboa, por altura do convívio de 13 de Julho, oferecendo a Casa as instalações, dentro das suas possibilidades, para a dormida de alguns excursionistas. A fábrica Cristalina disponibilizou os seus produtos para serem consumidos na Casa.
Aconteceram ainda tantos outros factos e histórias, que não foram tão relevantes, cuja memória já não alcança, mas que, ainda assim, com o seu pecúlio possível, contribuíram para ajudar ao funcionamento da Casa, a partir de Agosto de 1975.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Ainda é recente, a criação desta associação juvenil de Aldeia da Ponte, que teve a sua data de fundação, no dia 2 de Julho de 2004, sendo a sua constituição publicada em Diário da República, em 05 de Julho de 2006, depois de correrem todos os trâmites necessários à sua legalização.
Com o aparecimento desta novel associação, Aldeia da Ponte conta, ainda, com mais duas, a Associação dos Amigos, já com uma longa história, a quem temos a intenção de dedicar alguns escritos e a Associação dos Caçadores e Pescadores, para além da Junta de Freguesia.
Já em tempos escrevi, que não é demais, embora o possa parecer, desde que as actividades e os assuntos sejam tratados correctamente, sem atropelos entre as várias entidades, que é o que se deseja, mostrando o dinamismo das nossas gentes da Aldeia, aumentando e reforçando a colaboração.
De entre as várias actividades da AJP, destaco algumas que figuram nos estatutos e se me afiguram essenciais: realização de provas desportivas, organização de festas, convívios e desenvolver o inter-câmbio com outras associações jovens das redondezas, podendo ser motivador para todos eles, na troca de experiências.
A AJP teve agora em Dezembro de 2008, as eleições para o próximo biénio 2009/2010, apresentando um Programa anual recheado de iniciativas.
A referência à nossa mais jovem associação tem o condão de chamar à atenção para o que se vai passando nas diversas Aldeias pois, estas associações e outros movimentos vão trazendo algo de novo às povoações, nem que seja só o barulho e algum desassossego pois, gente jovem é sinónimo de mais um pouco de vida, mesmo que temporariamente, sendo sempre bem-vinda às Aldeias, cada vez mais desertificadas, merecendo atenção e o apoio das entidades oficiais do Concelho. Isto não significa, que este não exista já. Com certeza que sim.
Neste início de vida, ainda um pouco a gatinhar, os jovens da AJP têm demonstrado a sua vontade e dinamismo, na realização de alguns eventos dignos de registo, como as Capeias da Páscoa, passagens de ano, participação em torneios de Futebol e outras, debatendo-se com as habituais dificuldades, de quem está ainda, à procura de uma afirmação, que se espera duradoura e, se possível, um pouco, mais consolidada.
Sem querer tirar o mérito a quem por aí vive, longe disso, digamos que no caso da nossa Aldeia, a chegada de todas as férias e alguns fins-de-semana alargados, é sempre benéfica, bem como será a realização de todos os eventos previstos no Programa da AJP para 2009, contribuindo para um bom ano, trazendo de volta, muitos dos que não dispensam estas deslocações à nossa região.
Os que lá vivem já se habituaram a este rebuliço, provocado pela gente jovem, não se incomodando nada, antes pelo contrário, fazendo esquecer a monotonia da maior parte dos dias do ano, em que pouco ou nada acontece.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Acabaram-se as mini-férias de Natal e Ano Novo, passadas na nossa Aldeia.
Já em artigos anteriores descrevi, mais ou menos, como são passadas as nossas festas natalícias.
Por toda a Raia, as fogueiras acendem-se num ritual bem antigo, comemorando, deste modo, o Natal e o nascimento do Menino.
Em tempos mais antigos, raro era o ano, que não déssemos uma volta pelas outras Aldeias mais próximas, a avaliar as fogueiras, cumprimentar os amigos e beber um copo, que nos era servido, com gosto, pelos resistentes durante a noite, regressando à nossa Fogueira, permanecendo até ao romper do dia, acompanhados dos assados, na dita cuja, só depois recolhendo a casa, para um sono merecido. Belos tempos!…
No Ano Novo, acompanhámos a 1. ª Capeia do Ano, em Aldeia Velha, com destaque para o Mordomo, que tinha 3 anos, este começa cedo, pegando à Galha e tudo, agarrando-se bem aos paus do Forcão, embora com os pés no ar, que é que se esperava com aquele «cabedal» todo? Depois da volta à Praça, com a Charanga improvisada, veio pedir a Praça ao amigo Tó Maria Vinhas, autor e compositor, como sabem, da famosa canção Formiguinha, que deu grande brado, na sua época, por tudo o que é sítio.
A Capeia decorreu muito bem, para esta época, tendo a rapaziada esperado, a preceito, os touros ao Forcão, embora confesse, que não sou muito adepto de Capeias no Inverno, por uma questão de princípio. Mas se outros gostam e seguem a tradição, também por lá aparecemos a ver a malta e beber um copo, porque não? Passámos uma bela tarde com o Tó Maria, O Ti Domingos, o Alexandre e dois Espanhóis amigos, relembrando algumas histórias e recordando, com imensa saudade, o Ti Zé Ramos Casanova.
Passado o ano, ala de abalada até Lisboa para início do trabalho, no dia 5, segunda-feira. Chegado ao trabalho, tive uma bela surpresa, para início do ano, com a minha companheira formiga, que me acompanha, já há para aí, mais de dois meses, aparecendo, como que a saudar-me, depois de quase quinze dias de interregno. Estive uns minutos a observá-la, para trás e para diante, até que lá se foi à sua vida, deambulando pela secretária, até que resolva aparecer, novamente.
Foi um belo início de ano pois, a formiga representa muito, devido ao seu trabalho e organização em comunidade. Esta deve ter perdido a família, passando o tempo na minha mesa, tendo sempre um cuidado enorme, receando causar-lhe algum dano irreparável.
Antigamente, quando era garoto, acompanhava a minha Mãe, na rega das batatas e no outro «renovo» depois de engatada a nossa Burra à Nora, iniciando as intermináveis voltas com os olhos tapados, deborcando os copos bem cheios de água no tabuleiro de metal, enchendo bem a «regadeira» levando a água para bem longe, o meu passatempo era admirar as formigas, deliciando-me a seguir os enormes carreiros das ditas, até ao seu refúgio ou casa, onde armazenavam toda a espécie de alimentos, para os tempos difíceis que as esperavam.
Com certeza, que a todos vem à lembrança, a história da cigarra e da formiga. Enquanto aquela, passava o tempo a exibir-se e a cantar, esta, trabalhava arduamente, amealhando para tempos difíceis.
Que todos tenham uma formiga amiga por perto, para se lembrarem, que a vida é feita de trabalho e sacrifícios, devendo ser um exemplo a seguir, pois o futuro é imprevisível, nos dias de hoje.
Renovo para si, amigo leitor, os votos de um Bom Ano de 2009.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
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A reunião de 18 de Março de 1975 da Comissão Instaladora decorreu muito acalorada, gerando acesas discussões, pois os outros elementos, embora reconhecendo a necessidade da casa para a sede, não quiseram aceitar a ideia de ter um Lar dentro da Casa, pois não era nada adequado, visto se irem realizar no seu interior bailes, convívios e reuniões, que não eram nada propicias ao descanso e silêncio necessários para o fim a que se destinava, além de que esta situação custava dinheiro e este não abundava, pelo contrário, mal dava para pagar a publicação dos estatutos no Diário do Governo, tendo ainda, de instalar convenientemente os pensionistas e alimentá-los.
Como a discussão se arrastou por tempo demasiado, decidiu o Dr. Seabra tomar a responsabilidade de alugar o andar vago, conforme anteriormente já referimos, em nome da Casa do Concelho de Sabugal, doando 18 contos, para pagamento dos três primeiros meses de renda, desistindo do projecto de ampliar o Lar Maria Cristina.
Mesmo assim, em relação ao Lar ou casa de Repouso, registava-se um empate nas opiniões, como estas estavam divididas, decidiu-se convocar, para um mês depois, dia 18 de Abril de 1975, uma assembleia de sócios, que reuniu com cerca de 42 sócios, onde foram apresentados os trabalhos da Comissão, surgindo várias propostas para se arranjarem fundos para pagar a renda, tais como: serviço de bar – difícil de implementar; aumento das quotas – rejeitado; aluguer de dois quartos – cortava espaço à sede; inscrição de mais sócios – muito moroso; bailes e festas – também moroso; admissão de hóspedes – a Assembleia Geral rejeitou, assim como a criação do Lar ou Casa de Repouso.
Rejeitadas todas as propostas, não se chegando a conclusões, no final da assembleia, fez-se uma subscrição pelos presentes, tendo-se arranjado algum dinheiro.
Constatamos que desta assembleia não saiu nada de concreto sobre receitas para a renda da casa e outras despesas e, na reunião do dia 24 de Julho de 1975, verificou-se alguma apreensão na Comissão Instaladora, devido à situação precária da casa, concluindo-se, que se não se criassem receitas que cobrissem as despesas, a Casa podia acabar.
A renda deste novo espaço era cara para a época, para que se tenha uma ideia, os vencimentos eram muito baixos, na altura, em todos os sectores, a maioria do pessoal jovem, que acompanhava este processo ganhava à volta dos 3 a 4 contos, 15 a 20 euros mensalmente. Uma fortuna! … Por aqui se podem aquilatar as dificuldades.
Depois de todas as recusas em alugar algo da Casa, sem receitas nem recursos, caindo o plano apresentado, é então que o Sr. Adelino Dias sugere que se arrendem dois quartos já mobilados com camas, ao Dr. Seabra pela importância dos 6.000 escudos, valor do aluguer da Casa, de forma a garantir o pagamento da renda, para salvar a associação, à falta de mais alternativas.
O Dr. Seabra aceitou esta sugestão, movido pelo propósito de contribuir para a melhoria da situação financeira da C.C. Sabugal, com início em 1 de Agosto de 1975.
Esta decisão gerou ainda mais discussões, levando Fitz Quintela, José Roque e José Paula da C.I. e ainda, João Leitão e José Correia, que ajudavam esta Comissão, a um distanciamento deste processo, afastando-se, durante algum tempo da Casa.
Foram então arrendados dois quartos, durante alguns meses, viabilizando assim a sede, embora não fosse agradável, conviver com estranhos, para muitos de nós que frequentávamos a sede, era uma sensação esquisita, mas foi a única solução encontrada, não sendo fácil, como se calcula, libertando-a do ónus da renda, permitindo-lhe sobreviver.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
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Aproxima-se o Natal e mais um Ano Novo se vai iniciar no calendário.
Todos já conhecemos, por demais, esta época natalícia, repetindo-se, ano após ano, os tais desejos de Boas Festas, segundo as tradições de toda uma vida.
Uns concordarão, outros nem por isso, mas cada um é como cada qual, como dizia o «outro», não há muita volta a dar.
Para não nos estarmos a repetir, no artigo do ano passado, que disponibilizei por esta altura, já figuram umas quantas dicas, de como se passam as festas nesta região arraiana do nosso Concelho.
Umas serão mais esfusiantes do que outras, mas o que importa, é o rever de familiares e amigos que por lá moram e os que por lá vão aparecendo ao longo do ano, apesar do frio e, eventualmente, neve e gelo, que se perspectiva para estes últimos dias do ano de 2008.
Na nossa Aldeia, como é bem habitual, há muitos anos a esta parte, vão decorrer com a tradicional Fogueira de Natal, com os petiscos que os Mordomos de Santo António de 2009 proporcionam, em noite de grande animação, à roda da Fogueira e, uma semana depois, com a passagem de ano nos Balneários, organizada pelos jovens da A.J.P. – Associação Juventude Pontense, onde se passa uma bela noite animada de convívio e baile também.
Como o meu próximo artigo já vai calhar depois do Natal, aproveito a ocasião para desejar a todos, umas Boas Festas de Natal, um pouco antecipadas, devido ao calendário, apenas isso.
Igualmente, um Bom Ano Novo de 2009, apesar dos cenários que se perspectivam, não serem animadores, por aí além, mas isso já são outras “conversas”.
Em suma, façam o obséquio de passar umas Boas Festas e que os anseios desejados, se tornem em algumas realidades concretizadas, são os votos deste vosso amigo.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
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Faleceu, terça-feira, dia 16 de Dezembro, o Dr. Amândio Rosa de Aldeia do Bispo, sendo sepultado esta quarta-feira, nesta localidade.
O Amândio, como gostava de ser tratado, era um amigo querido, por quem nutria, assim como muita gente, uma forte estima e amizade, numa convivência ao longo de mais de três décadas, tanto em Lisboa como na Raia.
Fez parte dos primeiros Corpos Gerentes da Casa do Concelho do Sabugal, eleitos em 1976, participando ainda, em todo o movimento anterior, que levou à criação da Casa.
Nos Torneios de Futebol de Salão da Casa e outras realizações, marcava sempre presença, convivendo com os diversos elementos das Aldeias que nele participavam.
Naquela época longínqua, era associado do Externato Sebastião da Gama, ali para os lados da Portugália, em Lisboa, bem próximo da Casa, que ajudou a nascer, acolhendo muitos estudantes da nossa zona, ajudando todos um pouco, a prosseguir os seus estudos na Capital.
Perdemos um grande amigo, que passou a sua meninice e juventude em Aldeia da Ponte, pois desde cedo arribou à nossa Aldeia, em virtude de os seus Pais ali trabalharem, granjeando uma forte e sadia amizade com as nossas gentes, até à conclusão dos estudos e rumar a Lisboa, onde exerceu o professorado em vários estabelecimentos de ensino, até à sua merecida reforma, regressando a Aldeia do Bispo, onde se encontrava, com uma ou outra escapada a Lisboa, onde residem os filhos.
Para a sua Esposa, Mané, Betinho e Pedrinho as minhas sentidas condolências, com um abraço de amizade.
A raia fica sempre um pouco mais pobre, quando alguém nos deixa, restando a saudade de mais uma boa pessoa que partiu.
Onde quer que estejas, até sempre, amigo Amândio.
Esteves Carreirinha
Pela mão do nosso amigo e colaborador José Manuel Campos, dos Fóios, chegou-nos, com pedido de publicação, um poema de Tomás Acosta, espanhol natural de Navasfrias, dedicado ao Amândio:
Amigo Amândio
O que vamos fazer perto das horas?
Nós não morremos,
partimos para outra dor mais duradoura,
sem noites longas.
Há uma tensão que aperta o coração
mas não declina
como declina o sol para a sua luz.
Ela vem de casa em casa
a acender luzes de cera
pode ser
que venha qualquer dia
mas hoje
partamos para outra dor mais duradoura.
O que vamos fazer, Amândio?
Na nossa distração foi-se o amigo.
Talvez saibamos já que isto é a vida:
uma agenda com todos nossos nomes,
um céu clarão de morte nas suas nuvens.
Obscuramente a alma está a dormir.
Tomás Acosta Píriz
Ciudad Rodrigo 17-12-08










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