Depois de algum tempo de repouso na Serra da Estrela, num lugar que me é muito querido, por vir dos tempos da minha infância e por me fazer sentir mais leve e fresca, volto rumo à Ruta de los Castilhos, para levar a cabo aquilo que comecei. Neste meu deambular pelas Aldeias, Vilas ou Cidades Históricas, é o Castelo que começo por homenagear, mas não posso deixar de o relacionar e enquadrar nas povoações que a ele estão ligadas. Recordo também que, para as pesquisas necessárias, me sirvo de folhetos, livros e registos, que vou adquirindo e que já fazem parte da minha biblioteca pessoal, ou faço consultas online. Idanha é o Senhor que se segue e, para ele, espero ser digno este meu trabalho.
IDANHA-A-VELHA
Se o teu Castelo, ó Idanha
Também é Torre dos Templários,
Se mostras as defesas da Vila (1)
A torre e cerca da povoação,
Pois anima-te ó Idania
Por seres tão importante
Nesse teu sangue beirão.
Se entre Guarda e Mérida
Estiveste na Via da Prata
E como cidade do Alto Império
Mostras, de então, teu valor
As riquezas encontradas
E as construções visigóticas
Consolidaram teu fulgor.
Pois então se vens de Augusto
Com seis torres e duas portas
Se foste Egitânia
Ou com os Muçulmanos Eydaiá
Está visto que vens de longe
Fortemente marcaste,
Com teu longo caminhar.
Em tempo de Afonso Henriques
Foste doado a Gualdim Pais (2)
D. Sancho te confirmou
Com merecida homenagem
Ao Mestre Lopo Fernandes
Desse tempo recolhemos teu nome
Como Torre de Menagem.
Se D. Dinis tua cerca reforçou
E depois D. Manuel
Novo Foral te concedeu
Por que em XVI adormeceste?
Pareceras esquecido
Só em XX voltaste erguido
Com Félix e Júnior renasceste.#
E quero ainda lembrar
Que cunhaste moedas de ouro
E no século XVIII
Como vila foste marcando
E se no séc XIX,
Ainda foste Concelho
Quem tão deserta te deixou ficando?
Considerada aldeia museu
Como Monumento Nacional
Como Riqueza arqueológica
Arquitectónica, prosperaste
Pitoresca, airosa
Com Fernando de Almeida
E Veiga Ferreira continuaste. (3)
Vives na história como marco
Um Monumento Nacional
Que do passado nos orgulha
Altiva mas singela
Para quem lá vive
Ou curioso te visita
És sempre grandiosa e bela.
(1) Vila Medieval.
(2) Mestre dos Templários em Portugal.
(3) Félix Alves Proença e Francisco Tavares Proença Júnior.
«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Clique para ampliar
Clique para visitar a Caracol Real
Clique para visitar Vinhos de Belmonte
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar

Clique para ver o calendário
Clique para ver o blogue oficial
Clique para visitar a página oficial
Clique para ver a página web
Clique para visitar
Clique aqui
Clique para visitar
Clique para visitar
Clique para ampliar




Clicar na imagem para aceder
Clicar na imagem para ver
Clique para aceder

3 comentários
Comentários feed para este artigo
Sexta-feira, 30 Dezembro, 2011 às 10:42
Henrique Manuel
Minha Senhora D.Teresa Duarte Reis:
As melhores saudações.
Seja bem vinda às Terras de Idanha.
Muitos sucessos no seu trabalho.
Pode contar com o modesto apoio desta Rádio da Aldeia Mais Portuguesa.
Votos de Bom Ano Novo.
Atentamente.
Pela RCM
Joaquim Fonseca
Sábado, 31 Dezembro, 2011 às 0:03
Teresa Duarte Reis
Obrigada Joaquim Fonseca, eu preciso de todo o apoio, de todas as rádios e, às vezes, fazem mais os pequeninos dos que os que têm muito poder. Pois conto convosco, sim! Vou registar e quando precisar, bato à porta. Ou, faça o que puder mesmo sem eu pedir. Posso estar distraída!
Bem, mas aqui há algo que eu tenho que dizer: ainda não falei com Capeia, mas este artigo já tinha saído em Setembro. Mandei Monsanto, ontem e deve ter havido engano na publicação.
Mas houve uma nota positiva – a RCM deu conta, leu com os olhos do Joaquim e eu agradeço mesmo. Por isso valeu a pena ser repetido.
Abraços para a RCM, abraços para a Idanha.
Sábado, 31 Dezembro, 2011 às 11:01
Henrique Manuel
Obrigado senhora D. Teresa Duarte Reis pela generosidade e simpatia das suas palavras.
SEMPRE ao seu dispor.
Estamos de braços abertos para a receber nesta pequena e modesta casa da Rádio Clube de Monsanto. Ao seu lado, também, na salvaguarda do nosso Património Histórico e Secular, material ou imaterial. As nossas raízes identitárias continuam a ser a razão da nossa preocupação primeira. Votos de óptima entrada neste Novo Ano de 2012 – que , por certo, vai ser mesmo muito duro, por culpa de políticos irresponsáveis…
Pode, entretanto visitar-nos em:
http://www.radiomonsanto.pt
Um abraço de admiração e apreço,
Joaquim Fonseca