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Tanto o conceito de comédia como o de tragédia são gregos. Não pretendendo ser esta crónica uma análise dos conceitos, deixo aqui alguns elementos para que se possa entender o cenário e a peça.

A comédia era uma peça teatral da Grécia antiga, estava voltada para cenas do quotidiano, os costumes são vistos de uma forma satírica e de crítica. E desta forma, cómica, engraçada. A tragédia, também peça teatral, está centrada na vida de um herói que luta contra um factor transcendental, que vai controlando os acontecimentos, no final, o herói, sofrerá as consequências por enfrentar o destino (Fado). Os actores usavam máscaras (as personas). Realizavam-se em honra do deus Dionísio (para os gregos, Baco, para os romanos), o deus do vinho, da alegria e do teatro. Importa referir que a reacção dos espectadores é diferente perante cada uma das peças. Aristóteles referencia a catarse (purgação, neste caso, de emoções, espécie de purificação através do sofrimento alheio) na tragédia.
Ora bem, por estes dias tem decorrido um frenesim pela Europa – principalmente para o directório franco-alemão – devido à situação financeira da Grécia. Primeiro, com a decisão de perdoar parte da divida grega. Uma decisão arrancada a ferros! Principalmente, porque a grande dívida grega é aos bancos alemães e franceses. Daí o sistemático «ménage a deux» da senhora Merkel e do senhor Sarkozy!
Neste drama (ou trama?!) a que vimos assistindo desde há uns tempos largos na Europa, encontramos de forma bem definida estes dois estilos de representação. Está lá tudo!
A Grécia pôs em cena, de forma magistral, uma comédia. Nunca cumpriu os seus compromissos com a Europa. E, agora, para que a comédia fique mais satírica, lança para o palco um referendo! Modelo que permite, de forma directa, consultar o povo (este povo que todos esgrimem defender) e logo entra em pânico a nomenklatura europeia! O referendo é a forma mais pura de uma democracia. A mesma democracia que todos apregoamos como o melhor modelo político é, por ironia, invenção dos gregos! Mas os «democratas» assustam-se! Porquê? O que, provavelmente, falta explicar é por que não se fizeram referendos para a adesão a essa Europa, por que não se fizeram referendos à moeda única, por que não se fizeram referendos a todos aqueles tratados, por que não…
São as máscaras!…
Eis, então, a vez, da Europa representar o seu drama – a tragédia! Não sei qual será o herói desta tragédia, mas desconfio que é o povo, mas adivinho um final condizente com o género. Também sei qual é o factor transcendental, nada mais que a banca e os seus financeiros, que se comportam como deuses de um Olimpo obscuro.
São as máscaras!…
A nós, cabe-nos a catarse.
P.S. Diz o nosso Primeiro-Ministro que temos que empobrecer (não vejo como seja possível, pois já estamos na miséria!) para podermos recuperar. Pois eu temo que, este passo atrás, na expectativa de darmos dois em frente, não se transforme em dois passos atrás e nenhum em frente!
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes
fernandolopus@gmail.com
O Concelho do Sabugal celebra, dia 10 de Novembro de 2011, 715 Anos da atribuição do Foral de D. Dinis. Para marcar a efeméride a Câmara Municipal delineou um programa com actividades variadas.

Os oito séculos de História Autárquica serão evocados com o hastear das Bandeiras do Concelho, Nacional e União Europeia, ao som do Hino Nacional, pelas 9h00, na Praça da República. Quarenta crianças, representando cada uma das freguesias do Concelho do Sabugal, hastearão as Bandeiras das suas Freguesias.
Pelas10h00 dar-se-á início à Sessão Solene Comemorativa, no Auditório Municipal, com a condecoração dos Trabalhadores da Autarquia com 15, 25 e 35 anos de Serviço Efectivo no Município, seguida da atribuição da Medalha de Mérito Cívico às Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários do Sabugal e do Soito e da Medalha de Mérito Cultural à Sociedade Filarmónica Bendadense e ao Escritor Manuel António Pina.
Ainda no decorrer do programa de festejos do Dia do Concelho, será proferida intervenção subordinada ao tema «D. Dinis e o Sabugal», pelo Prof. Doutor João Luís Inês Vaz. As actividades culturais prosseguem com o Lançamento/Apresentação do Livro de Manuel António Pina. Paralelamente decorrerá na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal uma exposição evocativa dos Homenageados.
A jornada comemorativa encerra com o concerto, pela Sociedade Filarmónica Bendadense, pelas 21h30, no Auditório Municipal, com entrada gratuita.
plb (com CMS)
No âmbito da geminação Foios – Eljas realizou-se, no passado sábado, dia 29, mais um magusto, castañada como dizem nuestros hermanos, na típica povoação vizinha de Eljas.

Tal como constava no programa às 15,30 horas as autoridades autárquicas deslocaram-se até à estátua do contrabandista onde foi depositada uma coroa de flores em homenagem aos nossos queridos antepassados visto que foi por eles que foi feita a geminação.
Às 16 horas o grupo de jovens de Eljas, designado por sevilhanas, exibiu-se ao mais alto nível.
Enquanto o grupo actuava os sapadores de Foios e os empregados del Ayuntamiento espalhavam as castanhas que, por sua vez, iam sendo cobertas pela respectiva caruma.
Após a actuação do grupo de sevilhanas os alcaldes deram ordem para que se pudesse pegar o lume à caruma.
Foi um espectáculo de alto nível o elevar das chamas que afastava algumas pessoas e aproximava outras visto que a tarde estava algo fresquinha.
Passado meia hora as castanhas estavam prontas tendo todas as pessoas cercado essa grande circunferência e recolhido em pratos, em sacos ou de qualquer outra forma, castanhas que eram comidas em grupo e mergulhadas no mel que cada pessoa havia colocado no seu prato.
Por outro lado viam-se também grupos de amigos junto das mesas onde havia os tradicionais pinchos que eram acompanhados pelo típico vinho de Eljas ou pela saborosa jeropiga que os fojeiros haviam levado.
Por volta das 20 horas estava tudo arrumado e a festa continuou pelos bares e discotecas das Eljas.
Para o ano haverá, certamente, mais apesar da crise.
Carlos
Embora politicamente incorreto, não posso deixar de falar das três maiores chagas que, quanto a mim, contribuem, ao seu nível, para o estado a que o nosso Concelho chegou.
A primeira chaga são os que, antes de 1974, eram chamados de «revolucionários de mesa de café».
Incapazes de se comprometer com fosse o que fosse, temendo ser sinalizados pela polícia política, poliam as cadeiras e as mesas dos cafés, com a boca cheia da revolução que um dia fariam e deitando «postas de pescada» sobre tudo e todos.
Hoje é vê-los nos cafés, nos largos, nos blogues, no Facebook falando de tudo e de todos, sempre com a solução milagrosa que há de salvar o Concelho, mas nunca disponíveis para participar e se empenhar verdadeiramente na construção de um Concelho melhor! São, dito de outra forma, os treinadores de bancada.
E chegamos à segunda chaga, constituída pelos, cada vez em maior número, «ignorantes atrevidos». São aqueles que nada sabendo de nada, sobre tudo opinam e criticam. E quando se limitam a acompanhar os “revolucionários de mesa de café, a sua influência raramente ultrapassa o círculo de amigos que os ouvem e leem. Pior é quando ocupam lugares públicos onde o atrevimento da sua ignorância conduz à tomada de decisões erradas ou, mesmo, contrárias aos interesses do Concelho e dos seus habitantes.
Por último uma chaga que também vai tendo cada vez mais seguidores, os “incompetentes dinâmicos”.
E chaga porque um incompetente que nada faz, é um peso morto que se vai arrastando no dia a dia sem nada fazer, mas também sem cometer erros.
O pior é se se lembra de agir! Então será uma catadupa de decisões umas atrás das outras, cada qual pior que a anterior, num frenesim que tenta esconder a sua incompetência, mas que tem como consequência conduzir o Concelho para o abismo.
Um último reparo: a quem a carapuça servir que a enfie, mas não vale a pena tentar adivinhar em quem eu meteria as carapuças…
Ps. Três notas sobre este País:
1 – Realizou-se a cimeira ibero-americana. Dos 22 países membros, 11 não enviaram os chefes de estado. Portugal estava representado pelo Presidente da República, pelo Primeiro-Ministro e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros! E viva a crise!
2 – Todos se lembram de como era nebulosa a adjudicação dos «Magalhães» a uma empresa do Norte. Pois é, mas agora como membro da comitiva oficial àquela cimeira lá estava o dono da dita empresa, para assinar acordos com países estrangeiros, sob o alto patrocínio de Presidente e Primeiro-Ministro! Só as crianças portuguesas deixaram de ter direito ao «Magalhães»!
3 – Última nota para lembrar o gozo que foi o «amigo especial venezuelano» do Sócrates, quando se tentou vender-lhe um barco construído em Viana. É fácil de adivinhar onde foi o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Sim, aí mesmo, à Venezuela para ver se o «amigo» ainda quer o barco!…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
Marques Mendes analisou os privilégios privados das empresas públicas de transportes no seu comentário político semanal na TVI24. São números e factos chocantes que clarificam o estado a que chegou o Estado português.
Possivelmente além das barbearias deviam existir cabeleireiros porque as empresas também têm empregados femininos. E viva o subsídio de assiduidade.
jcl
A Confraria do Bucho Raiano marcou para o próximo dia 12 de Novembro o habitual almoço de Lisboa, que anualmente junta os confrades e amigos para a degustação do bucho tradicional.

O almoço, aberto a todos os que pretendam participar, voltará a realizar-se no restaurante Churrasqueira do Campo Grande, onde a Confraria do Bucho Raiano marcou encontro para as 12h30 do dia 12 de Novembro, que é sábado.
A ementa será inevitavelmente bucho, acompanhado por grelos de nabo e batata cozida, como reza a tradição. À sobremesa haverá também sabores típicos da raia. Sendo Novembro, não faltarão, a finalizar, as costumeiras castanhas assadas e a jeropiga.
O almoço de Lisboa vem-se realizando no mês de Novembro, todos os anos, desde 2007, altura em que foi lançada a ideia da fundação de uma confraria gastronómica que defendesse o bucho e demais culinária raiana enquanto riqueza que importa potenciar.
Para além do almoço de Lisboa, a Confraria do Bucho Raiano tem já marcado para o dia 18 de Fevereiro de 2012, sábado de Carnaval, o seu terceiro Capítulo de Entronização, que se realizará no Sabugal, e onde novos confrades prestarão juramento. A confraria tem já 61 confrades inscritos, que foram entronizados nos dois primeiros capítulos, havendo a perspectiva desse número aumentar substancialmente por ocasião do terceiro encontro do Sabugal.
Os interessados em participar no almoço de dia 12 de Novembro em Lisboa, poderão inscrever-se até ao dia 10, através do telefone 966823786 ou pelo endereço electrónico confrariabuchoraiano@gmail.com.
plb
A apresentação do relatório de gestão financeira da Câmara Municipal do Sabugal por parte do Revisor Oficial de Contas (ROC) na última reunião de Câmara, realizada a 27 de Outubro, levou o vereador eleito pelo MPT, Joaquim Ricardo, a tomar uma posição, que a seguir transcrevemos.
A gestão financeira do nosso Município continua à deriva. Se alguém ainda tiver dúvidas veja os números que constam do relatório de gestão relativo ao 1º semestre de 2011 que nos foi entregue para conhecimento e análise.
Começando pela análise feita pelo Revisor Oficial de Contas este refere no seu relatório que o endividamento líquido total excedeu os limites previstos na Lei das Finanças Locais e no artº 53º da Lei 55-A/2010, de 31 de Dezembro, em cerca de 1 307 mil euros (um milhão trezentos e sete mil euros) e a execução orçamental global ficou-se por 19,14% na receita e 28,55% na Despesas, muito aquém do previsto.
Por outro lado, pasme-se, nem todos imóveis que integram o activo imobilizado corpóreo do Município estão registados em seu nome. Pergunto: haverá alguém no executivo que tenha conhecimento deste facto que parece não ter importância mas que na prática significa que legalmente o município não é o seu proprietário?
Depois, analisando o relatório constata-se ser difícil encontrar um indicador que favoreça realmente a gestão deste executivo, senão vejamos:
a) Começando pelas dívidas a curto prazo (conhecidas?) e o endividamento líquido total, estas dispararam no final do 1º semestre de 2011 comparativamente com igual período de 2010 e cada sabugalense ficou a saber que já deve mais uns euros, se viesse a responder por elas, senão vejamos.

Como se pode verificar comparativamente com igual período de 2010, as dívidas de curto prazo tiveram um aumento de dois milhões e cinquenta e três mil euros, ou seja aumentaram percentualmente 105%.

Como se pode verificar não são boas notícias para os munícipes. Tendo em conta o número de habitantes do concelho segundo os censos de 2011, cada sabugalense tinha no final do 1º semestre de 2011 uma dívida a seu cargo de 1 726,51 € (mil setecentos e vinte e seis euros e cinquenta e um cêntimos), tendo aumentado a sua dívida relativamente a igual período do ano anterior em 253,74 € (duzentos e cinquenta e três euros e setenta e quatro cêntimos).
b) A legislação em vigor obriga relativamente às dívidas a fornecedores que o prazo médio de pagamento não ultrapasse 90 dias. Ora, em 30 de Junho de 2011 o quadro desta situação do município era assombroso, nada digno do bom-nome que uma entidade pública deveria preservar, senão vejamos:

Como se pode verificar, no final do 1º semestre de 2011, a autarquia tinha uma dívida a fornecedores de um milhão e duzentos e dezasseis mil euros, cujo prazo de pagamento tinha ultrapassado os 90 dias. Acrescente-se que cerca de 412 mil já tinha ultrapassado os 240 dias e 457 mil tinham ultrapassado os 120 dias.

Mas se avançarmos na análise a esta rubrica e reportarmos a análise a 30 de Setembro de 2011 (veja-se gráfico acima), a situação agrava-se. Agora as dívidas a fornecedores totais já superam os 2 milhões de euros sendo que as dívidas com pagamento em falta, temos: superior a 360 dias (um ano!) totalizam 226 mil euros; superior a 240 dias (oito meses!) totalizam 658 mil euros; superior a 180 dias (meio ano!) totalizam 420 mil euros; superior a 120 dias totalizam 150 mil euros; superior a 90 dias totalizam 116 mil euros e finalmente com prazo de pagamento inferior a 90 dias as dívidas totalizam quase meio milhão de euros, mais precisamente 478 mil euros.
c) Prosseguindo a análise ao documento, confrontamo-nos com outro indicador que não se afasta dos anteriores também pela negativa – O rácio da liquidez, que mede a relação das dívidas a pagar de curto prazo com as dívidas a receber no curso prazo mais as disponibilidades. No 1º semestre de 2010 era de 0,70 e neste semestre passou para 2,32, ou seja mais que triplicou.
d) Por último verifica-se que o resultado líquido do período (1º semestre de 2011) reduziu em cerca de 1 375 mil euros (um milhão e trezentos e setenta e cinco mil euros) face a igual período de 2010.
Esta é a análise que efectuei com base nos documentos que me foram distribuídos e outros que não me sendo distribuídos em 1ª mão como seria de bom tom se tivéssemos perante uma gestão aberta e transparente, como é o caso da lista das dívidas a fornecedores com prazo de pagamento superior a 90 dias, disponível na página oficial da internet do município desde 19 de Julho de 2011 e que o senhor presidente não teve a amabilidade de dar conhecimento aos seus pares aqui presentes. É uma análise sem grandes delongas mas suficientemente clara para transmitir a imagem de uma gestão desastrosa que tem sido levada a cabo por este executivo.
Agora, caberá ao senhor Presidente, como primeiro responsável pela situação financeira demonstrada, tomar consciência desta realidade para que agindo com a sua elevada sabedoria saiba inverter esta situação que, repito, é grave, tanto mais que se aproximam tempos difíceis para todos e este município não está preparado, como se viu, para ultrapassar os próximos tempos que serão de grande rigor orçamental.
Esta batalha, a da gestão da autarquia, o senhor presidente já a perdeu pelo menos tanto quanto nos foi dado conhecer nestes primeiros dois anos do seu mandato à frente da nossa autarquia. Mas um ganhador é o que sabe que fazer se perder. Este é o seu caso, senhor presidente. Aguardamos que esteja à altura de nos brindar com soluções para emagrecer o seu «monstro», que nos últimos dois anos mais não fez do que engordá-lo!
Por tudo quanto ficou dito atrás quero aqui deixar o meu voto de total afastamento desta gestão ruinosa e declinando qualquer responsabilidade pela situação financeira a que chegou o município.
Se o documento fosse a votos, o meu seria de total reprovação!
O vereador Joaquim Ricardo
No dia 24 de Outubro, a GNR de Vila Nova de Foz Côa, deteve um homem de 60 anos, residente na freguesia de Santo Amaro, por crime de detenção e posse ilegal de arma.
Segundo o comunicado semanal do Comando Territorial da Guarda da GNR, a detenção aconteceu na sequência de desentendimentos entre um casal, o que originou a intervenção da GNR, que apreendeu duas armas de fogo (caçadeiras), uma delas em situação ilegal e outra como medida cautelar, tendo também apreendido 10 cartuchos dos calibres das referidas armas.
Presente ao Tribunal Judicial de Vila Nova de Foz Côa, o detido viu ser-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
No dia 26 de Outubro, o Comando Territorial da Guarda levou a efeito uma operação de fiscalização de trânsito, com particular incidência nos veículos de transporte de mercadorias, bem como na condução sobre o efeito do álcool e sem habilitação legal e na abordagem de suspeitos da prática de crimes. A operação permitiu a fiscalização de 63 veículos e condutores, tendo sido elaborados dois autos de contra-ordenação, por infracções à legislação rodoviária.
No que respeita à fiscalização de mercadorias, foram apreendidos 116 artigos de vestuário contrafeito (óculos relógios, malas e bonés, de diversas marcas conceituadas no mercado e CD’s) no valor de 4.690 euros, que se destinavam a ser comercializadas no mercado semanal de Seia. Foi identificado um indivíduo, residente no concelho de Seia, como proprietário da mercadoria. Foram ainda elaborados dois autos de contra-ordenação por infracções verificadas à legislação fiscal e apreendidas duas viaturas e mercadorias no valor de 800 euros.
Na semana passada foram ainda realizadas duas operações na zona de fronteira com Espanha, no âmbito da fitossanidade florestal e transporte de resíduos, direccionadas para a fiscalização do Nemátodo do Pinheiro. Foram fiscalizados 51 veículos e elaborados dois autos de contra-ordenação.
Em toda a semana a GNR da Guarda deteve 12 Indivíduos, nove dos quais em flagrante delito e três no cumprimento de mandados judiciais.
plb
Os militantes do Partido Socialista do Sabugal, reunidos em plenário, repudiaram o Documento Verde para a Reforma da Administração Local, apresentado pelo Governo, no que respeita à proposta de diminuição do número de freguesias.

Na reunião, realizada na tarde do dia 30 de Outubro, na Junta de Freguesia do Sabugal, esteve presente o presidente da Federação Distrital da Guarda do PS, José Albano, que afirmou que o documento verde era «um atentado ao bom senso». «Nas nossas aldeias fecham escolas, postos médicos, postos dos correios, e agora o que faltava era fecharem também as juntas de freguesia», disse o dirigente distrital do PS, que considerou que se isso acontecer «a seguir virá o esquecimento total das aldeias do interior».
Os socialistas sabugalenses teceram fortes críticas ao projecto do governo, manifestando-se dispostos a lutar contra a sua efectivação, especialmente no que toca à agregação de freguesias. A estratégia acertada passa por relançar o debate, que o governo iniciou mas que seguidamente travou. Os autarcas do partido ponderam apresentar nas assembleias de freguesia, assembleia municipal e no executivo camarário moções de repúdio ao projecto de fundir ou agregar freguesias no concelho do Sabugal.
A excepção que os socialistas admitem resume-se a casos em que as próprias populações aceitem a agregação, nomeadamente em freguesias com pouca população, sendo porém isso muito difícil de se verificar no concelho do Sabugal.
Das vinte freguesias a agregar no concelho, nos termos do projecto governamental, apenas duas delas têm juntas presididas pelo PS (Águas Belas e Moita).
plb
No primeiro semestre deste ano o limite legal de endividamento líquido da Câmara Municipal do Sabugal foi ultrapassado em cerca de um milhão e 300 mil euros, situação que se poderá agravar no final do exercício, caso se mantenha no segundo semestre a tendência verificada.
Na reunião do executivo camarário, realizada no dia 27 de Outubro, o Revisor Oficial de Contas (ROC), que fiscaliza as contas do Município, expôs aos vereadores a situação financeira da autarquia, informando que o endividamento líquido (diferença entre activos e passivos financeiros) ascende actualmente a um valor superior a 8 milhões e meio de euros.
O relatório do ROC refere ainda que a execução orçamental global no primeiro semestre ficou-se por 19,14%, no lado da receita, e 28,55%, no lado da despesa, muito aquém do previsto.
Face à situação demonstrada pelo ROC, os vereadores da oposição manifestaram preocupação com a situação financeira da Câmara, num período onde se anunciam grandes cortes orçamentais para o exercício de 2012.
Os vereadores do PS, através da vereadora Sandra Fortuna, alertaram para o enorme agravamento da dívida de curto prazo, que num semestre apenas acresceu mais de um milhão e euros. Os socialistas afirmaram especial preocupação com as dívidas a fornecedores, que cresceram de forma muito significativa, o que penaliza as empresas locais, agravando-lhe os problemas financeiros numa altura de crise económica.
O PS considerara ainda que, afinal, o orçamento de 2011 «era uma ficção que nada tinha a ver com a realidade, não passando de fogo de artifício para enganar incautos, ou fingir uma dinâmica de actuação que, infelizmente, não passa de uma total inércia face aos problemas do concelho».
O vereador eleito pelo MPT, Joaquim Ricardo, manifestou também preocupação, a começar pelas dívidas de curto prazo que, comparativamente com igual período de 2010, tiveram um aumento de 105%. O aumento do endividamento levou mesmo Joaquim Ricardo a fazer as contas ao que devem os munícipes, concluindo que «no final do primeiro semestre de 2011, cada sabugalense tinha uma dívida a seu cargo de 1.726,51 euros». Conclui que o relatório do ROC revela «a imagem de uma gestão desastrosa», cabendo agora ao presidente inverter a situação: «aguardamos que esteja à altura de nos brindar com soluções para emagrecer o seu “monstro”, que nos últimos dois anos mais não fez do que engordá-lo!», disse.
O presidente da Câmara, António Robalo, justificou as contas da autarquia no primeiro semestre do ano com algumas dificuldades que resultaram de uma conjuntura grave, afirmando-se esperançado em que a situação financeira da autarquia melhore no segundo semestre, de modo a que no final do ano a situação se apresente controlada.
plb
Séneca foi um filósofo hispano-romano (4 a.C. – 65 d.C.) que se destacou pelas suas obras sobre moral. Foi um dos expoentes do estoicismo (que comporta a ataraxia – tranquilidade de espírito). Ao ler a sua obra Epístolas morais a Lucílio, na Carta XIII – Da valentia que deve ter o sábio – lembrei-me da apreensão com que todos nós portugueses estamos em relação à crise económica e à destruição moral da nossa sociedade, onde gente de baixo estofo humano e ético sairá vencedora. Vamos ficar com as palavras de Séneca a Lucilio, são uma espécie de conforto e esperança.

Mais numerosas são Lucílio, as coisas que nos assustam que as que verdadeiramente nos atormentam, pois muitas vezes faz-nos sofrer mais a apreensão do que a realidade.
Há coisas que nos angustiam mais do que o devido, e há-as que nos angustiam sem absolutamente nenhuma razão.
…ou nos atormentamos pelas coisas presentes ou pelas futuras, ou por umas ou por outras. Pelo que se refere às presentes, o juízo é fácil: se o teu corpo goza de liberdade e de saúde e não sentes o aguilhão da injúria, já veremos o que acontece amanhã, pois hoje não sentimos nenhuma inquietação. «Mas chegará». Primeiro examina se são certos os indícios do mal que tem que vir, pois muitas vezes sofremos de opressões, enganados pelo boato, que na maior parte das vezes destrói exércitos, quanto mais um simples individuo.
Não sei que sucede, mas os males quiméricos alarmam mais, talvez porque os verdadeiros têm medida. Tudo quanto provém do incerto fica à mercê de conjecturas e fantasias de alma atemorizada.
…quantos males caíram sobre nós sem que os esperássemos! Quantos que eram esperados nunca chegaram! E ainda que um mal venha, não vejo porque é preciso que vamos ao seu encontro? Quando chegar dás conta dele…Numerosos acontecimentos podem determinar que o perigo mais próximo, o mais iminente, se detenha ou cesse, ou vá cair sobre outro: um incêndio abriu passo à fuga, o desabar de uma casa deixou alguns suavemente em terra, a faca retirou-se algumas vezes quando já roçava a garganta, houve quem tivesse sobrevivido a um verdugo. Também o infortúnio é volúvel. Talvez seja, talvez não seja: mas de momento não é.
…muitas coisas temidas se desvanecem, e que muitas coisas esperadas decepcionam. Pondera pois, a esperança e o medo, e sempre que o resultado seja duvidoso, inclina-te ao mais favorável, crê naquilo que preferes.
Não te esqueças que a maioria dos mortais, quando não padecem desgraça alguma nem nenhuma cegueira ou ameaça, atormentam-se agitam-se.
Para terminar direi que li num jornal a seguinte noticia: « Mais amigos no Facebook é igual a cérebro maior.» Vamos ver o que Séneca diz sobre a amizade:
Mencionar-te-ei muitos que nunca tiveram falta de amigos, senão de amizade.
Querido leitor(a), pode-se ser antigo sem se ser necessariamente antiquado. Quer um exemplo? A lei da gravidade é muito antiga, mas não está antiquada.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com


Tendo em atenção o conteúdo do parecer do Revisor de Contas sobre a Informação Financeira Semestral do Município do Sabugal e reportada a 30 de Junho de 2011, os Vereadores do Partido Socialista consideram:
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