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O deputado do PSD eleito pelo círculo da Guarda, Carlos Peixoto, defendeu na Assembleia da República a necessidade de se garantir a fiabilidade dos dados estatísticos contidos no Relatório de Segurança Interna (RASI), cuja edição de 2010 foi ontem discutida com os deputados.
Carlos Peixoto interveio após o Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, se ter congratulado com os resultados obtidos pelo anterior governo em matéria de segurança. No decurso de uma intervenção destinada a apresentar o RASI de 2010, o ministro considerou os dados do relatório «globalmente positivos, apesar do pequeno acréscimo da criminalidade violenta», destacando ainda o facto de Portugal continuar a ser «um dos países mais seguros da Europa».
O deputado de Gouveia, Carlos Peixoto, sustentou que de facto «Portugal é um país seguro», embora admita que esta é uma situação que «é previsível que se altere». De resto, foi o único parlamentar a alertar para a velha questão da fiabilidade dos números da criminalidade em Portugal: «é preciso garantir que os dados estatísticos que são publicados no RASI reflectem, de facto, a realidade». Manifestou ainda a dúvida «se as participações directamente feitas ao Ministério Público estão incluídas» e defendeu a realização por parte do governo de «estudos rigorosos» com vista a apurar a dimensão das chamadas «cifras negras», onde estão incluídos os crimes que não são participados.
Ministro considerou haver uma «especial vulnerabilidade» das pessoas que residem nas zonas rurais do interior do país, o que motivará o accionamento de um programa de reforço da segurança para quem vive e trabalha no meio rural.
Segundo os dados que constam no RASI, verificou-se em 2010 uma redução da criminalidade geral em 0,6 por cento face a 2009
plb
Vale a pena matar o S. João?
Desde que nasci que a festa mais importante da vila do Sabugal era o S. João, em Junho.
Curiosamente, e sendo a igreja matriz do Sabugal a igreja de S. João, estas são umas festas totalmente pagãs (O Capeia já em 17 de Junho de 2008 explicou as razões… – Ver Aqui.).
A sua organização sempre esteve atribuída aos mordomos, normalmente indicados pela mordomia anterior e escolhidos entre os homens casados.
Infelizmente, e nos anos mais recentes, tem-se registado uma dificuldade grande de garantir a sua realização, o que tem contribuído para alguma perda do brilho e da capacidade de atracção que já teve no passado.
Desde há muitos anos se tentou afirmar outras festas e outras datas e lembro-me perfeitamente das Festas de Agosto no interior do castelo, pois o meu pai foi um dos seus organizadores.
Tinham um cartaz muito melhor, o espaço era óptimo (embora ainda me lembre de algumas resistências ligadas ao facto de ali ter sido o antigo cemitério…), e havia sempre muita gente a assistir, mas nunca substituíram o S. João…
Hoje, por iniciativa municipal vêm sendo realizadas nos últimos dias de Julho, umas chamadas “Festas da Europa”, embora já tenham tido outros nomes…
Pessoalmente discordo da sua realização, não porque tenha alguma coisa contra a Europa, mas porque considero que, num momento de crise das festas de S. João, investir esforço e dinheiro numas festas um mês depois, pode levar a acabar com as mesmas.
Em conversa de amigos no Sabugal, perguntávamo-nos se o S. João seria uma época de festas só em Portugal, ou se tal aconteceria noutros países europeus.
Uma pesquisa rápida na Internet, permitiu-me registar festas de S. João ou Juninas em: Alemanha, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Reino Unido, República Checa e Suécia.
Isto é, dos 27 países que constituem a União Europeia, pelo menos 17 têm festas de S. João ou Juninas.
Ora se assim é, porquê «matar» uma festa que se realiza há largas dezenas de anos, para fazer outras festas um mês depois?
Será que os finais de Julho são melhores que os finais de Junho ou esta data tem algum significado especial na União Europeia?
A cidade do Sabugal necessita de ter um grande evento e não tenho dúvidas em afirmar que, para os naturais e residentes no Sabugal, essa data continua a ser o S. João.
Embora ainda haja gente que viveu o início desta tradição (1953), muitos de nós já nasceram e cresceram com os bailes, as quermesses, o carvalho do S. João.
Tirar-nos isso é morrermos um pouco…
Por isso aqui deixo a minha proposta de que se aposte tudo nas festas de S. João, as quais até se poderiam passar a chamar de «Festas de S. João e da Europa», associando-nos aos restantes povos europeus que também se juntam em festa neste mês de Junho.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

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