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Apesar de ter sido realizado em 1936 «Tempos Modernos», de Charles Chaplin, continua a ser tão actual como na época em que foi feito.
Nesta sátira ao industrialismo e à sociedade do consumo, ou uma história sobre a indústria, a iniciativa empresarial ou da cruzada da Humanidade à procura da felicidade, como é indicado na legenda de abertura, Charles Chaplin surge como um pobre operário fabril que acaba por enlouquecer em plena linha de montagem e consequentemente é despedido. A primeira parte do filme, nos seus variados episódios (da cena do cigarro ao genial teste da máquina que auto-alimenta os operários), mostra bem as condições inumanas das fábricas na altura.
Paralelamente à história do operário despedido, que ainda acaba na prisão por ser confundido com um líder comunista, noutra genial cena de «Tempos Modernos», o filme acompanha a história de uma rapariga que vive em condições semelhantes às do herói, interpretada por Paulette Goddard, e que acaba por se tornar a sua amada. A partir daqui, quando os dois se encontram, nasce uma bela história de amor que consegue não afastar o filme do seu objectivo final: criticar uma sociedade que desumaniza as pessoas.
Filmado numa altura em que o período mudo já tinha sido deixado para trás há muito tempo, devido às reticências de Charles Chaplin em utilizar o som nos seus filmes, «Tempos Modernos» já recorre a alguns elementos sonoros. A banda sonora, que já se encontrava presente em alguns filmes mudos, volta a ter uma presença muito forte, complementando a imagem, os sons ambiente, que ganham uma grande expressividade sobretudo nas sequências da fábrica. E também aqui se encontra uma personagem de Chaplin que fala pela primeira vez. Ou melhor, canta, numa sequência onde são ditas poucas palavras, aparentemente sem grande nexo. Estes elementos fazem com que «Tempos Modernos» seja considerado por muitos, ainda hoje, como o último filme da época do mudo.
E ao abordar temas como o desemprego e as dificuldades de uma sociedade que vive em busca de um sonho (a tal casa que o casal procura), muitas vezes fazendo coisas acima das suas capacidades, quase que podemos dizer que os «Tempos Modernos» de Chaplin são bastante parecidos com os tempos de hoje.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes
pedrompfernandes@sapo.pt
Mantenho-me nestas minhas crónicas em regime de férias…
E apresento-vos hoje duas receitas culinárias que me deliciam a cozinhar e a comer.
1. Lulas à minha maneira
Cortam-se as lulas como se fosse para calamares, isto é aos «pneus»…
Grelham-se numa chapa apenas com um pouco de sal e colocam-se num tacho.
Ao mesmo tempo descascam-se batatas, cortam-se aos cubos pequenos e cozem-se, juntando-as de seguida às lulas.
Pica-se alho fininho e junta-se bastante azeite, levando-se a aquecer até à fervura, sem torrar o alho.
Regam-se as lulas e as batatas com o azeite e alho quentes, mistura-se, junta-se salsa ou coentros picados e serve-se directamente do tacho para os pratos.
2. Bacalhau à Barrão (receita ribatejana)
Eu sei que não há melhor bacalhau que o nosso bacalhau (cru) com batatas a murro. Mas aqui vai uma receita de bacalhau diferente.
Numa panela (se possível de barro) faz-se um refogado com cebola, alho, tomate e sal e um pouco de vinho branco.
Junta-se bastante água onde se cozem as postas de bacalhau.
Retira-se o bacalhau e junta-se ao caldo massa de cotovelo grossa e batata cortada fina.
Quando cozido, insere-se o bacalhau para aquecer e escalfam-se ovos, um por pessoa.
Num prato fundo de sopa colocam-se fatias de pão duro que se cobrem com o caldo feito onde se inclui o ovo escalfado.
Num prato ao lado coloca-se a posta de bacalhau que se pode desfiar e juntar ao caldo ou indo comendo directamente do prato.
Beba-se um bom vinho branco a acompanhar.
PS1. Pessoa amiga levou-me a almoçar a um lugar espantoso, o restaurante «Pão e Vinho» no Vale de Santarém. Vindo do norte, sai-se da A1 em Santarém e segue-se para o Cartaxo, o que, obrigatoriamente, nos leva a atravessar o Vale de Santarém.
De sul pode sair-se no Cartaxo e seguir pela estrada velha para Santarém.
Se por lá passarem parem e deliciem-se com a comida que por lá serve o sr. Luís e o seu pessoal.
PS2. Há muitos anos numa aula de Física divertíamo-nos a fazer aviões de papel e a atirá-los ao ar, sem, verdadeiramente, ligarmos muito ao que o Professor dizia. De repente este pára a aula e segue com os olhos um dos aviões, comentando quando o mesmo «aterra»: «O que mais me incomoda é o barulho do motor…».
Lembrei-me deste episódio quando penso que se aproxima um dos momentos melhores das nossas Capeias, o «encerro». Gosto imenso daquele momento, e, parafraseando o meu professor, «o que mais me incomoda é o barulho dos motores…».
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
A reunião do executivo municipal do Sabugal, realizada ontem, 3 de Agosto, aprovou um novo regulamento para «Atribuição de Subsídios e Apoios às Associações do Concelho do Sabugal».
Foi o inspector que está fiscalizar a Câmara, da Inspecção Geral da Administração Local (IGAL), que apontou irregularidades nos procedimentos de atribuição de subsídios às associações do concelho. A lei obriga a que estejam definidos critérios objectivos para a atribuição de dinheiro público, na medida em que o processo tem de ser transparente, e sem dar azo a suposições de favorecimento.
Recebido o aviso o presidente António Robalo apressou-se a ordenar aos serviços da autarquia a preparações de um projecto de regulamento para a atribuição de subsídios, que foi a votação, tendo sido aprovado por unanimidade, depois dos vereadores lhe terem efectuado algumas alterações.
O nova regulamento define com objectividade os critérios com base nos quais as associações concelhias passam a ser subsidiadas, tendo sobretudo em conta os seus planos de actividades, que previamente apresentam à Câmara, bem como o real interesse para o concelho das actividades que cada associação se propõe concretizar.
Na reunião o presidente anunciou ainda aos vereadores que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) reprovou a candidatura da Câmara do Sabugal para financiamento das obras nas Termas do Cró.
A autarquia esperava esse financiamento, de 4 milhões de euros, vindos de fundos europeus, para ajuda ao investimento que a Câmara Municipal do Sabugal efectuou ao construir um novo balneário e melhorar os acessos às Termas. A obra ainda não fora formalmente entregue por parte do empreiteiro, dado que a Câmara esperava precisamente por uma decisão positiva da CCDRC para formalizar o seu recebimento.
A falta desse financiamento pode fazer perigar a gestão financeira da Câmara, dada a manifesta falta de verbas para as despesas correntes.
plb
O Núcleo de Investigação Criminal da Guarda apreendeu, na manhã de hoje, 2 de Agosto, 32 plantas de Cannabis Sativa, com alturas compreendidas entre 0,80 e 2,70 metros, na localidade de Maçainhas, no concelho da Guarda.
As plantas foram cultivadas em vasos, no interior de uma vivenda, e num terreno adjacente. Em consequência da descoberta das plantas proibidas foi detido, em flagrante delito, um indivíduo de 41 anos de idade, desempregado e residente naquela localidade. O detido irá ser presente ao Tribunal Judicial da Guarda.
Tem sido recorrente a descoberta e a apreensão de plantas de Cannabis em terrenos particulares por parte da GNR da Guarda, que assim combate o tráfico de estupefacientes na região.
Segundo o comunicado da GNR, aa tarde de ontem foram apreendidas, em Fornos de Algodres, 336 peças de vestuário, alegadamente contrafeito, de marcas conceituadas no mercado, avaliado em cerca de nove mil euros. Foi ainda identificado um indivíduo de 41 anos, com a profissão de feirante, residente em Seia, como sendo o proprietário dos artigos apreendidos.
plb
O investidor privado da parceira público-privada Côa Camping SA, que tem por objectivo a construção e exploração de um parque de campismo e caravanismo no Sabugal, quer desistir do investimento, o que inviabiliza o projecto acordado com a Câmara Municipal do Sabugal.
Face à desistência da empresa Manuel Rodrigues Gouveia SA, e demais parceiros de que esta é proprietária, as suas acções, no valor nominal de 25.500 euros, vão ser adquiridas pela Sabugal+, ficando a Côa Camping com capitais integralmente públicos.
Por outro lado, tendo em conta a difícil situação financeira do Município do Sabugal, a empresa desistirá da construção integral do parque de campismo, bem como do projecto de candidatura a financiamento através de fundos comunitários. O projecto do parque de campismo será implementado por fases, à medida que exista disponibilidade financeira por parte da Câmara Municipal.
A decisão foi tomada pelo executivo municipal na última reunião, realizada a 20 de Julho, por proposta do presidente da Câmara António Robalo, que igualmente quer alterar a composição dos órgãos sociais da Côa Camping, que mantém como presidente da Assembleia Geral o ex-presidente Manuel Rito Alves e como presidente do conselho de administração o ex-presidente da Sabugal+, Norberto Manso.
A proposta foi aprovada com os votos favoráveis dos eleitos do PSD e MPT, tendo os vereadores do PS optado pela abstenção, alegando preocupação com a situação difícil da Câmara Municipal, do ponto de vista financeiro.
O projecto do parque de campismo ganhou forma com a constituição, em Julho de 2009, da sociedade anónima Côa Camping, com capitais da Sabugal+ (49 por cento) e da empresa privada Manuel Rodrigues Gouveia (MRG) e suas participadas.
A Câmara Municipal do Sabugal celebrou um contrato de sociedade e um acordo de accionistas, no qual se estabeleceram as regras e princípios que pautariam as relações entre as partes no âmbito da sociedade anónima e as suas responsabilidades recíprocas em matéria de cooperação técnica e financeira.
Por essa via a autarquia procurava uma solução para a concretização do lançamento do concurso de construção do parque de campismo, tendo por base o aproveitamento das capacidades e know-how do sector privado, tendo em vista a disponibilização de infra-estruturas.
Ao parceiro privado caberia negociar com as entidades financeiras a obtenção do financiamento necessárias ao desenvolvimento do projecto, assim como assegurar a qualidade e a boa execução técnica dos equipamentos a construir.
A empresa MRG tem-se dedicado nos últimos anos às parcerias publico-privadas de âmbito municipal, de que são exemplos as câmaras de Campo Maior, Mafra, Odivelas, Alcobaça, Armamar, Oeiras e Trancoso.
plb
Sempre que os nomes e os programas dos partidos do governo não tiverem sentido algum, quando deixar de haver opção para os eleitores, quando a única solução for uma atitude genoflexiva diante dos mercados, do grande poder económico, estão a destruir-se os fundamentos da Democracia representativa.
«Balas para os jovens, dinheiro para os bancos» – palavras de um manifestante grego.
Na Grécia, o parlamento já não representa o povo grego, a política parlamentar está totalmente isolada desse mesmo povo. O PASOK, o partido do governo, eleito nas urnas também já se demarcou da vontade popular, daqueles que o puseram no poder. Não seria muito correcto se alguma verdade não fosse dita, a Grécia sempre foi um Estado clientelista, mas isso não dá direito à Alemanha atirar com esse povo para a miséria, nem de lhe retirar a Democracia.
Segundo conhecedores da realidade grega, o PASOK não passa de um partido clientelista. O clientelismo do PASOK baseou-se em dar ao seu eleitorado empregos na Função Pública, créditos, empréstimos e grandes favores. Os empregos na Função Pública multiplicaram-se até se converterem numa poderosa máquina eleitoral. Os fundos comunitários com a entrada na União Europeia serviram para comprar bons carros, para mansões com piscina e para as compras luxuosas, isto por parte da clientela política. Significa isto que a corrupção se generalizou. O PASOK nasce à volta de uma elite eleitoral, um eleitorado corrupto que não paga impostos e é apoiado pelo Estado. Os grandes armadores não pagam impostos, até usam bandeira panamiana nos seus barcos, arquitectos, médicos e advogados, pouco ou nada declaravam na altura de pagar impostos, recebiam o dinheiro por «debaixo de mesa». Os grandes especuladores, banqueiros e grandes empresários, eram e, são «amigos» de dirigentes do PASOK, a partir daí vêm as reduções de impostos e os grandes empréstimos da União Europeia que depressa se transformam em propriedades turísticas. A Grécia é o quarto país do Mundo que mais armas compra! Para quê? Talvez a Alemanha e a França saibam responder porque são os seus principais fornecedores. Com isto tudo, formou-se uma oligarquia corrupta que rouba as arcas públicas, passando a factura aos únicos que pagam impostos obrigatoriamente, e que agora lhe os duplicaram ou triplicaram, são eles, os trabalhadores por conta de outros, o pequeno comércio e as pequenas empresas. Os oligarcas públicos e privados foram falsificando as contas até não poderem mais, a partir daí tudo se desmoronou. É preciso dizer que o PASOK em nada diferiu neste campo, do seu antecessor no governo, a Nova Democracia de direita.
Esta maneira de fazer política não me é estranha, dá-me a impressão que desde 1980 até hoje é o que tem acontecido em Portugal. Mas será que este tipo de política irá desaparecer tanto de Portugal, como da Grécia, da Espanha e da Itália devido a estas mudanças provocadas pela crise económica? Duvido muito. Em Portugal, o partido do governo está a lançar inspecções para verificar se há ilegalidades financeiras nas autarquias e em instituições de saúde e de ensino, e se existem, como é lógico que existam, têm muito a ver com o clientelismo político. O que acontece é que o partido do governo enferma do mesmo vício desde sempre.
O clientelismo político é uma forma de protecção que muitas vezes está associado a lobbys.
Quero deixar aqui uma simples e pura homenagem às vítimas norueguesas assassinadas por um louco e fanático anti-democrata, xenófobo e anti-esquerda. Este louco não matou somente seres humanos, feriu também gravemente a Democracia.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
Na noite de 29 de Julho, o Núcleo de Investigação Criminal da Guarda da GNR, deteve um indivíduo de 24 anos, residente no Sabugal, por crime de tráfico de estupefacientes.
Segundo a nota semanal do Comando Territorial da Guarda da GNR, o detido tinha na sua posse 14,3 gramas de haxixe, quantidade suficiente para 75 doses individuais. Tendo sido presente ao Tribunal Judicial do Sabugal, foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
No dia anterior, 28 de Julho, a GNR deteve em Vila Nova de Foz Côa, um jovem de 20 anos, residente naquela localidade, igualmente por crime de tráfico de estupefacientes. O detido tinha na sua posse 34,7 gramas de haxixe, quantidade suficiente para 175 doses individuais. Presente ao Tribunal Judicial de Foz Côa, ficou com a medida de coação de Termo de Identidade e Residência a aguardar o resultado do Inquérito.
No mesmo dia 28 de Julho, a GNR deteve em Celorico da Beira um homem de 46 anos de idade, residente em Maçal do Chão, que tinha na sua posse uma arma branca (um punhal com 13 cm de lamina), que lhe foi apreendida. A detenção ocorreu após um quadro de conflito e discussão a propósito de motivos fúteis, tendo o suspeito ameaçado duas senhoras com a referida arma. Presente ao Tribunal Judicial de Celorico da Beira, ficou com a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
No dia 29 de Julho, militares do Destacamento Territorial de Pinhel detiveram um indivíduo de 31 anos de idade, sem profissão, residente em Póvoa D’el Rei, concelho de Pinhel, em cumprimento de um Mandado de Detenção, emanado pelo Tribunal Judicial de Espinho, por crime de condução ilegal.
O suspeito, já com antecedentes criminais, está a ser investigado pela prática de vários crimes perpetrados nos concelhos de Pinhel, Trancoso e Mêda, nomeadamente, furto de veículos, de metais (cobre, ferro e ferramentas) e em estabelecimentos comerciais, bem como condução ilegal e abuso sexual de menor (adolescente). O detido, encontrava-se em liberdade condicional e foi entregue, pelas 22 horas desse dia, no Estabelecimento Prisional da Guarda par cumprir 14 meses de prisão efectiva.
plb
Há umas dezenas de anos, tudo isto era muito forte, muito vivo. Atenção: sempre na brincadeira. Nunca nada para ofender. Mas havia um certo sabor irónico na maioria das formas de lidar com as terras vizinhas.

O tema que hoje escolhi não me é fácil de «descascar».
Mas tem de ser. É justo que faça esta catarse, arquivada há dezenas de anos.
Cada terra terá o seu uso e, com muita probabilidade, estas mesmas ideias e formas de se referirem aos vizinhos, noutras aldeias, têm outras expressões, exactamente ao contrário…
No Casteleiro, quando eu era miúdo e jovem, a maneira como as pessoas se referiam e me ensinavam a pensar nas terras vizinhas era incrível.
Hoje, olho para trás e penso que havia pouca solidariedade inter-aldeias. Diria mesmo: havia uma certa rivalidade.
Por exemplo (e que me perdoem os vizinhos: tenho amigos em todas estas e muitas outras aldeias, claro):
Sortelha só tem barrocos / A Moita, casarões / Casteleiro, lindas moças / Vale de Lobo, paspalhões.
Coisa horrível de se dizer. Mas dizia-se. Não vale a pena esconder. Sempre me pareceu incorrecto. Então, pelo sim, pelo não, falo disso hoje aqui e peço desculpa às pessoas desse tempo: da Moita, de Sortelha, do Vale da Senhora da Póvoa – e aproveito o facto de poder dizer hoje, finalmente, 50 anos depois, que isto estava errado…
Mas a forma como nos referíamos às pessoas das terras vizinhas também tinha algo de «chato». Vejo isso hoje assim.
Por exemplo: se chamar quadrazenhos às pessoas de Quadrazais não será muito mau, já referir-se aos «farrapeiros» do Dominguiso (os senhores que vinham lá ao Casteleiro comprar tecido velho feito em fitas para fazerem mantas de farrapos e passadeiras novas), enfim… era um bocadinho depreciativo, acho eu.
Por razões outras, as pessoas da Covilhã eram os «chazistas» (estão a ver? Uma pessoa beber chá – coisa horrível…).
Para as pessoas do Casteleiro, todos os habitantes das terras que ficam para lá do Sabugal até à fronteira são os arraianos.
Todas as pessoas que vinham ao Casteleiro vender mercadorias passadas à socapa na fronteira (contrabando) eram os contrabandistas.
Por vezes, as palavras contrabandista, arraiano e quadrazenho eram mesmo usadas umas pelas outras, sem distinção.
Enfim. Coisas de outros tempos. Outras mentalidades. Outras vivências. Outras posturas.
Hoje, com mais acesso, há mais entendimento da vida regional como um todo – acho eu.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes


Tornei-me amigo e admirador do Sr. Padre Morgado na escola do segundo ciclo do Sabugal onde trabalhámos como professores.
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