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Depois da inauguração do Parque de Biodiversidade na Serra das Mesas, no dia dois do corrente mês Julho, outras actividades estão programadas e organizadas.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaSábado, dia 9, integrada nas II jornadas «Património Geológico» vai decorrer no auditório do centro cívico de Foios, a partir das 9,30 horas, um colóquio com oradores altamente credenciados em Geoturismo & Hidromedicina.
A partir das 15 horas efectuar-se-á uma visita à Serra das Mesas e, por volta das 17, far-se-á uma visita ao Centro de Interpretación de la Naturaleza de Navasfrias.

No domingo, dia 10, um grupo de jogadores do envido – cartas – vai deslocar-se a Malcata para jogar e conviver com os amigos Malcatenhos.

Promovido pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-Douro, designado por «INTEREDUCA», vai decorrer um projecto, na semana de 11 a 15, no qual vão participar trinta jovens portugueses e espanhóis acompanhados de dez monitores.
Este grupo vai estabelecer-se no centro de acolhimento de Foios, antiga escola, onde existe esse mesmo número de camas.
Estes jovens vão tomar as refeições no restaurante «Eldorado» e durante o dia deslocar-se-ão aos mais diversos pontos de interesse do nosso concelho.

Também a Cáritas – Guarda e Salamanca – vão fazer deslocar para as instalações dos Foios um grupo de jovens onde irão estar durante os dia 28, 29 e 30.
É intenção dos responsáveis pela Cáritas levarem os jovens a desenvolver algum trabalho cívico. A Direcção do Grupo Cultural e Desportivo de Foios vai aproveitar os jovens para pintarem os balneários do complexo desportivo e procederem a alguns trabalhos de beneficiação do campo de futebol.

Turismo é futuro!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António vai realizar, no dia 8 de Junho, sexta-feira, pelas 9 horas, no seu auditório, o primeiro Encontro de IPSS do concelho do Sabugal.

Segundo o presidente da Liga de Amigos, Joaquim Ricardo, «o encontro terá como principal finalidade acentuar a importância da visão estratégica das instituições tendo como meta a qualidade dos serviços prestados, sensibilizando não apenas directores técnicos mas também, e principalmente, os seus dirigentes».
Estão convidados para apresentação das temáticas do programa o padre Lino Maia, Presidente da Comissão Nacional de Instituições de Solidariedade, e o director do Centro Regional de Solidariedade Social da Guarda, José
Albano Marques.
O padre Lino Maia fará uma primeira intervenção de fundo acerca do tema «Visão estratégica para as IPSS». A intervenção de José Albano Marques, que se seguirá, estará subordinada ao tem «Uma aposta necessária». Seguir-se-á um debate livre, em que todos poderão participar.
A organização manifesta a «esperança que a iniciativa contribua para a melhoria dos serviços prestados pelas IPSS do concelho, com rumo à excelência qualitativa já que este sector de actividade constitui um dos principais pilares da actividade económica».
plb

Nos 1, 2 e 3 de Julho o Sabugal recebeu, através do Agrupamento de Escolas, a Exposição Itinerante do Projecto «100 Muralhas».

A exposição constou do stand disponibilizado ao Agrupamento de Escolas do Sabugal, no âmbito da II Mostra Social e da Juventude, organizada pelo Município e pela Rede Social do Sabugal, que decorreu no Jardim do Auditório Municipal.
Desta mostra de trabalhos e ateliers dinamizados pelas IPSS’s e escolas do concelho do Sabugal, destacaram-se alguns dos trabalhos elaborados no âmbito do projecto «100 Muralhas», que decorreu ao longo do ano lectivo 2010/2011, nos Agrupamentos de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida – Escola de Vilar Formoso, Sabugal e Penamacor.
Segundo os responsáveis pelo projecto, mereceu uma referência especial o «magnífico forcão construído por dois grupos de alunos envolvidos no Projecto e que será um dos símbolos do concelho, a expor na entrada do Agrupamento de Escolas do Sabugal».
Com esta exibição termina o périplo itinerante pelas escolas envolvidas no «100 Muralhas», regressando os trabalhos expostos a cada uma das escolas de onde são originários. Ficarão «como registo para a posteridade, com a certeza de que cada um dos concelhos da Raia ficou mais conhecido pelos alunos envolvidos e que “o orgulho de ser raiano” saiu mais reforçado», referem os responsáveis pelo projecto.
plb

Já são conhecidos os resultados provisórios dos Censos de 2011. Uma primeira análise aos resultados conhecidos permite-nos retirar desde já algumas conclusões.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»1 – Análise Regional
– A Beira Interior Norte perde na última década 9,5 por cento da população residente, acentuando a tendência negativa de -2,69 registada na década anterior.
– Tendência igualmente negativa na Cova da Beira (-6,23%), embora menos acentuada.
– Forte descida dos concelhos vizinhos do Sabugal, -15,11 por cento para Penamacor e -9,04 por cento para Belmonte.

CENSOS – VARIAÇÃO DA POPULAÇÃO ENTRE 2001 E 2011
NUT / CONCELHO 2001 2011 VARIAÇÃO %
Beira Interior Norte 115.325 104.371 – 09,50
Almeida 08.423 07.210 – 14,40
Celorico da Beira 08.875 07.695 – 13,30
Figueira de Castelo Rodrigo 07.158 06.259 – 12,56
Guarda 43.822 42.460 – 03,11
Manteigas 04.094 03.471 – 15,22
Mêda 06.239 05.163 – 17,25
Pinhel 10.954 09.615 – 12,22
SABUGAL 14.871 012.544 – 15,65
Trancoso 10.889 09.954 – 08,59
Cova da Beira 93.579 87.747 – 06,23
Belmonte 07.592 06.906 – 09,04
Covilhã 54.505 51.770 – 05,02
Fundão 31.482 29.172 – 07,34
Castelo Branco 55.708 56.033 00,58
Penamacor 06.658 05.652 – 15,11

– O Concelho do Sabugal regista a segunda maior quebra (-15,65%), apenas suplantado pela Meda (-17,25%). Este resultado mostra que durante a última década se agravou o ritmo de desertificação do Concelho pois entre 1991 e 2001, o Concelho tinha perdido 12,31 por cento da sua população.
– Merece igualmente realce o facto de os principais concelhos do eixo A23 – Guarda (-3,11%), Covilhã (-5,02) e Fundão (-7,34%) -, registarem igualmente variações negativas da sua população, o que mostra que têm razão aqueles que, como eu, vêm afirmando que apostar apenas nas cidades daquele eixo não respondem àquilo que são hoje as tendências de desertificação dos Concelhos do Interior. Saliente-se que a quarta cidade deste eixo – Castelo Branco -, embora não perca população, praticamente vê estagnar o número de residentes (+0,58%).

2 – Análise Local
– Embora não sendo conhecidos os valores absolutos da população por Freguesia, é possível já perceber como evoluíram as nossas freguesias na última década.
Apenas duas freguesias – Rebolosa e Ruivós –, apresentam um aumento de população (entre 10 e 20%), enquanto Aldeia de Santo António terá registado uma manutenção relativa das pessoas residentes (encontra-se no intervalo -2 a 2%).
– Aldeia da Ponte, Badamalos, Bismula, Malcata e Quadrazais viram a sua população diminuir numa percentagem entre -2 e -10%.
– Com uma variação negativa entre -10 e -20% surgem Aldeia Velha, Bendada, Cerdeira, Fóios, Forcalhos, Lageosa, Nave, Pousafoles do Bispo, Quintas de São Bartolomeu, Rendo, Ruvina, Sabugal, Santo Estêvão, Soito e Vale das Éguas.
– As restantes 17 freguesias registam uma variação negativa superior a 20%.
– Os valores provisórios divulgados contêm um dado que, pelo menos para mim, é claramente uma surpresa, a forte perda de população do Sabugal e do Soito!
– Igualmente de salientar as perdas significativas do eixo de acesso à A23, Santo Estêvão e Casteleiro, mas também da Bendada.
– Realce ainda para o facto de Aldeia da Ponte, a freguesia com melhores acessos a Espanha, registar uma variação negativa inferior à média concelhia.

Naturalmente, o conhecimento dos resultados definitivos permitirá análises mais aprofundadas. Pelo que, a seu tempo, aqui voltarei ao assunto.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

A inspecção de que o Município do Sabugal está a ser alvo, vai obrigar a uma quarta mudança no Conselho de Administração da empresa municipal Sabugal+, em menos de dois anos. O inspector que coordena a fiscalização terá informado o presidente da Câmara que os dois vogais da empresa estão em incompatibilidade de funções, devendo a legalidade ser reposta com urgência.

Empresa Municipal Sabugal +O primeiro vogal, Vítor Proença, não pode acumular essas funções com as de chefe de gabinete do presidente do Município. Já a vogal Fernanda Cruz está impedida de ser, ao mesmo tempo, secretária da vice-presidente na Câmara.
Face às indicações da inspecção, Capeia Arraiana soube que os dois elementos poderão tomar a iniciativa de apresentar a demissão dos cargos que ocupam na empresa, o que obrigará o executivo a eleger, em menos de dois anos, um quarto conselho de administração.
O primeiro conselho administrativo foi eleito após o executivo ter recusado, por duas vezes, a proposta do presidente António Robalo de reconduzir Norberto Manso no cargo de presidente da empresa. Na altura foram nomeados para o conselho de administração o presidente António Robalo, a vereadora do PS Sandra Fortuna e a técnica superior Teresa Marques. Porém passados seis meses, com a coligação PSD/MPT, foi eleito presidente do conselho de administração o vereador do MPT Joaquim Ricardo, ficando como vogais Vítor Proença e Fernanda Cruz. Mas passados outros cinco meses, tendo-se concluído ter havido irregularidades na eleição, Joaquim Ricardo apresentou a demissão e foi reeleito para o cargo de presidente da empresa o presidente António Robalo, que voltou a acumular funções, mantendo os vogais.
Os inspectores da Inspecção Geral da Administração Local (IGAL) terão entretanto detectado outras irregularidades na Câmara, nomeadamente ao nível de outras incompatibilidades de funções públicas, e também no que reporta à forma como se estão a processar as transferências de capital para as juntas de freguesia e a atribuição de subsídios às associações.
A parceria público-privada Côacamping, para construção de um parque de campismo, também poderá ter os dias contados, assim como o negócio do projecto Ofélia Clube em Malcata.
A inspecção da IGAL chegou à Câmara do Sabugal no dia 27 de Junho, propondo-se verificar com rigor uma série de situações, de onde se destacam: a execução de obras públicas, fornecimentos e concessões, gestão de recursos humanos, acumulação de funções públicas com actividades privadas, impedimentos e conflitos de interesses, aplicação do sistema de avaliação dos funcionários, medidas de controlo da despesa, limites de endividamento e concessão de subsídios.
plb

Em Portugal fizeram-se obras públicas que não estão de acordo com os nossos recursos próprios; lançaram-se impostos e contrairam-se empréstimos, em desproporção com o rendimento disponível; há desiquilíbrio entre o sector primário e os restantes; Não se compensou o aumento da despesa, com medidas económicas reprodutoras de riqueza e temos excessiva carga fiscal.

Lixo Rural

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaA consequência de tudo isto foi o esgotamento sucessivo das disponibilidades de rendimento, de forma que, para resolver o deficit se teve de recorrer aos empréstimos, com aumento da dívida soberana, e mais aumento de impostos.
O problema é que a elevação dos impostos tem influência sobre a produção, o crédito e o rendimento disponível, pelo que o grande desafio não devia estar na extinção do deficit, mas na maneira de extinguir este sem afectar de mais o rendimento de que depende toda a economia.
A solução devia por isso, no caso português, ter passsado pela redução de todas as despesas que não fossem produtivas, e do imposto ter sido acompanhado de medidas verdadeiramente económicas e de operações que pudesem reduzir a dívida pública.
Acesce que no caso de aumento da colecta para compensar o deficit, quer pelo aumento dos impostos directos sobre o rendimento, quer pelo aumento dos impostos indirectos sobre o consumo, diminui o capital disponível ao sector produtivo, o que não é de desprezar quando ele já é escasso, como em portugal.
De facto, o capital disponível de um país, resulta dos excessos continuados da produção sobre o consumo. Não havendo reservas de capital resultantes desses excessos, como tem sido o nosso caso, não há progresso económico, porque é do capital economizado, que uma parte se destina à produção directa, e a outra, ao invetimento para o futuro.
Ora, quando a reserva de capitais é insuficiente para ambas ao mesmo tempo, paraliza e diminui a produção, ou diminuem as disponibilidades de rendimento dos empresários e dos trabalhadores; e de duas uma: aumentam os preços dos bens com a restrição ao consumo, ou aumentam as importações com recurso ao crédito.
Se houver capital necessário à produção, o país produz o suficiente para fazer com o estrangeiro trocas reciprocas equilibrando a balança de transacções. Mas se o capital disponível for sistematicamente aplicado em consumo não produtivo, ou canalizado para o aumento dos impostos, como tem acontecido sistematicamente no nosso país, o capital disponível diminui, e diminuem os bens de consumo, tornando necessária a sua importação, que tem de ser paga em dinheiro.
Mas nós estamos, como é sabido, na rotina de gastar muito, de gastar mal, de produzir pouco para o que consumimos. A consequência é que não criamos riqueza que disponibilize capital suficiente para as importações, pelo que recorremos sistemáticamente ao crédito.
E quanto mais dinheiro pedimos, mais caro ele se torna, o que faz com que troquemos os bens comprados, que não aumentaram de valor, por moeda, que se valorizou excepcionalmente. Estamos a dar uma coisa cada vez mais valiosa, o dinheiro, em troca de outras cada vez menos valiosas, os bens importados. O crédito sistemático a que temos recorrido, não supera portanto a falta de recursos, antes os diminui, além do que é, pelo seu reembolso com juro, uma antecipação por conta da nossa produção futura.
Convém por conseguinte que, aumentando as receitas fiscais, pela ampliação da materia colectável na actividade produtiva, se empreguem mais criteriosamente os nossos recursos em capital circulante, que é o mais activo e remunrador de imediato , e se crie uma ampla fonte de receita desenvolvendo as industrias agricolas e a pesca, únicos sectores que podem começar a salvar o país.
Mas para que aumente a receita fiscal sem tirar recursos à economia, tem de se criar riqueza, nunca aumentar os impostos, como se tem feito, o que é um erro económico num país como o nosso, com falta de capital disponível para investir no sector produtivo, por ser aplicado sistematicamente aos bens de consumo e ao pagamento do deficit da balança de transacções.
As grandes obras, que não correspondem aos nossos recursos, ao capital disponível, o déficit da balança de tansacções, a dívida externa exagerada e a juros incomportáveis, o crédito mal aplicado, os impostos elevados, foi o que tornaram grave a situação financeira do país.
Mas o absurdo é que persistimos no erro do aumento de impostos para a diminuição do deficit, quando é pela criação de riqueza geradora de matéria colectável e capital disponível, que a recuperação da economia se faz.
Contudo, não havendo um sector primário forte, de nada serve todo o ouro que o país consiga juntar. Para evitar a maçada de mais linguagem técnica, a importância da agricultura explica-se bem pelo seguinte conto:
Diz-se que um rei, tendo achado no seu reino algumas minas de ouro, empregou a maior parte dos seus vassalos a extraír o ouro dessas minas; e o resultado foi que as terras ficaram por cultivar, havendo uma grande fome no país.
Mas a rainha, que era prudente e que amava o povo, mandou fabricar em segredo frangos, pombos, galinhas e outras iguarias, todas de ouro fino; e quando o rei quiz jantar, mandou-lhe servir essas iguarias de ouro, com que ele ficou todo satisfeito, porque não compreendeu, ao princípio, qual era o sentido da rainha; mas, vendo que lhe não traziam mais nada de comer, começou a zangar-se.
Pediu-lhe então a rainha, que visse bem que o ouro não era alimento, e que seria melhor empregar os seus vassalos em cultivar a terra, que nunca se cansava de produzir, do que trazê-los nas minas à busca do ouro, que não mata a fome nem a sede, e que não tem outro valor além da estimação que lhe é dada pelos homens, estimação que havia de converter-se em desprezo, logo que ouro aparecesse em abundância.
Esta Rainha tinha Juízo.
Juízo que, por tudo o que se vem dizendo, nos falta a nós.
É por isso que somos lixo!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Os socialistas do Sabugal, reunidos ontem, dia 5 de Julho, no salão da Junta de Freguesia do Sabugal, manifestaram o apoio ao candidato a secretário-geral do partido António José Seguro.

Os militantes sancionaram a posição da comissão politica concelhia, que apontava para uma manifestação pública de apoio ao candidato natural de Penamacor que no dia 22 vai a votos para o lugar de secretário-geral, defrontando Francisco Assis.
A assembleia de militantes analisou também os resultados eleitorais das últimas eleições legislativas, que se realizaram a 5 de Junho e que no Sabugal e no distrito da Guarda significaram uma manifesta derrota para os socialistas que ficaram reduzidos a um único deputado por este circulo na Assembleia da República.
Os militantes socialistas, bem como os simpatizantes do partido e os que foram eleitos para os órgãos autárquicos concelhios nas suas listas, terão no próximo dia 17 de Junho (domingo) o já habitual convívio, ou sardinhada, na praia fluvial do Sabugal.
«Neste momento, em que os recentes resultados eleitorais não foram os mais animadores, temos de levantar a cabeça e continuar o nosso trabalho, mostrando união e força, pensando já nas próximas eleições e trabalhando para que o resultado seja o que nós desejamos», disse o presidente da concelhia do PS, Nuno Teixeira, numa mensagem distribuída pelos militantes socialistas do Sabugal.
plb

A cobrança de portagens nas quatro auto-estradas SCUT (sem custos para o utilizador) «deverá avançar em Setembro», disse à agência Lusa fonte ligada às negociações da cobrança no interior do país.

Em causa estão portagens nas SCUT do Algarve (A22), Beiras Litoral e Alta (A25), Beira Interior (A23) e Interior Norte (A24)
Segundo a mesma fonte, o assunto está a ser tratado em reuniões das concessionárias com uma comissão de negociação dos respectivos contratos e nesses encontros «ainda não houve uma data definida».
No entanto, a perspectiva é de que até ao final do mês «sejam publicados em Diário da República os preços a praticar» nas quatro SCUT e que serão afixados nos placares que antecedem cada pórtico.
Depois da publicação, «as concessionárias deverão ter um mês para implementar a cobrança», acrescentou.
A cobrança chegou a estar prevista para 15 de Abril, mas o anterior Governo suspendeu a medida por considerar, com base num parecer jurídico, que seria inconstitucional um executivo de gestão aprovar um decreto-lei para introduzir novas portagens, respectivo regime de isenções e descontos.
plb

A redução do Orbe Terráqueo à estrutura da chamada aldeia global colocou no vértice da visibilidade, conferindo-lhe novos e insuspeitados horizontes, as pequenas comunidades.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaNo trinómio – Patria, Matria, Terra Patrum – esvaicidos os dois primeiros conceitos, um pela abolição de fronteiras, outro pela mescla de culturas, é o tempo de afirmação do terceiro.
Terra dos avoengos, porque guarda as cinzas dos nossos maiores, forneceu a madeira para o nosso berço e para o tálamo daqueles de quem directamente provimos, é carinhosamente batizada, chamando-lhe os nossos vizinhos castelhanos patria chica e nós, os de origem lusa, santa terrinha.
E Deus – que tudo faz bem feito – deu a cada um destes pequenos núcleos a área e a coesão de gostos e sentimentos que são essenciais para a implantação duma confraria gastronómica
Nenhum de nós, por mais autónomo que se julgue, pensa, e age desgarradamente. A menos que intervenha um terramoto – natural ou de retroescavadoras – só podemos caminhar por onde os nossos maiores traçaram as ruas.
A pituitária e as papilas gustativas repercutem experiências multisseculares, dificilmente adulteráveis.
As nossas mãos trazem ritos tão simples como abotoar a camisa ou empunhar o talher e os pés o de caminhar até aos lugares sacros do burgo, anunciando genuflexões
Unidade hipotalássica onde o corpo é suporte da alma e esta se move pelas linhas dos sentidos – é a pequena pátria que nos dá a dimensão exacta para todas as coisas e nos fornece aquele saber de experiências feito que caracteriza o milenar percurso da espécie.
As confrarias gastronómicas cadinham a vivência e cristalizam-na.
E à estrutura supranacional que lhes conferiu o seu grande impulsionador da Baixa Idade Media – Joao Sem Terra que era simultaneamente rei da Inglaterra, ao tempo pátria dos grandes rebanhos, e duque da gaulesa Ocitânia, então, como ainda hoje, senhora dos mais formosos vinhedos, contrapõe-se agora a dimensão da santa terrinha, limite natural das actuais confrarias. Assim o vêm entendendo os movimentos confrádicos que, louvado Deus, já cobrem a quase totalidade da Terra Portuguesa, tarefa que aliás temos de completar.
A prevenção vem do poeta
Mas, ai confrades cuidado
Ai do chão abandonado
Pois, à falta de jardineiro
Virão os outros, por fim,
Feirar no nosso jardim
Como em baldio terreiro

Todavia e bem que a muitos se afigure ser este nosso tempo o dies irae de que se queixava Torga
Apetece Cantar,
Mas Ninguém Canta
Apetece Chorar,
Mas Ninguem Chora,

Nós, confrades podemos serena mas ufanamente proclamar que as confrarias gastronómicas são um valor em alta – económica, social e moralmente…
Manuel Leal FreireEditorial da revista «Gastronomias» (nº.19/Junho/2011) da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas

Os vereadores da Câmara Municipal do Sabugal rejeitaram a proposta de alteração aos instrumentos de gestão previsional para o exercício de 2011 da empresa municipal Sabugal+, elaborada pelo conselho de administração, o que adensa a situação de desnorte na gestão da empresa.

António Robalo - Presidente - Câmara Municipal SabugalEm Maio deste ano, o conselho de administração da empresa elaborou um novo mapa de contas previsionais, tendo em conta duas novas realidades. A primeira teve a ver com o delonga do Tribunal de contas na emissão do visto prévio ao protocolo entre a empresa e a câmara para a transferência de verbas e o facto do presidente da câmara ter transferido dinheiro da autarquia sem que encontrasse suporte legal para tal. A segunda razão da alteração aos documentos previsionais foi a necessidade de aí incluir a exploração das Termas do Cró, que a Câmara entregou à Sabugal+.
O valor que as contas acomodam como transferência directa da câmara vem indicado como «entradas de capital para cobertura de resultados operacionais negativos» e reporta à pretensa cobertura dos prejuízos verificados nas contas da empresa dos anos 2007, 2008 e 2009, num total de 136.294,12 euros.
Quanto à acomodação da exploração das termas do Cró nas contas da empresa, o documento prevê um investimento de 20 mil euros em equipamentos para a estância termal, prevendo ainda, em termos de exploração, a recolha de uma receita de 268 mil euros e uma despesa de 306 mil.
O documento foi colocado a votação na reunião de câmara do dia 22 de Junho, tendo porém sido rejeitado, dados os votos contrários dos vereadores da oposição. Estando o presidente da câmara obrigado a ausentar-se da reunião neste ponto, por ser simultaneamente presidente do conselho de administração da Sabugal+, apenas votaram favoravelmente os dois restantes vereadores do PSD, tendo votado contra os três vereadores do PS e o vereador do MPT, o que fez chumbar o documento.
Os eleitos pelo PS justificaram a posição por considerarem ilegal a justificação para a transferência do dinheiro, e por se tratar de uma medida que visa colmatar uma decisão do presidente, que transferiu dinheiro para a empresa sem que o executivo o tenha autorizado.
Já o vereador do MPT, Joaquim Ricardo, apresentou uma declaração de voto explicativa do sua posição contrária à proposta, baseando-se no facto da lei definir que a transferência de dinheiro para cobrir prejuízos dos exercícios anuais tem que acontecer no mês seguinte ao encerramento das contas, sendo ilegal fazê-lo agora (em 2011).
Face ao chumbo dos quadros previsionais das contas, a exploração das termas do Cró pela empresa Sabugal+ não tem total suporte regular, assim como se mantém sem cobertura legal a transferência de verbas para a empresa antes do Tribunal de Contas ter proferido o respectivo aval.

Esta novela sem fim à vista, das contas da Sabugal+, traz à evidência que o presidente António Robalo está na Câmara sem maioria e parece esquecer-se disso. Cometeu a imprudência de ser também presidente da empresa municipal, o que o leva a ter de abandonar as reuniões de câmara sempre que se fala na empresa, sem poder sequer defender o seu ponto de vista. Por outro lado, ao avançar com a transferência, em Março, de uma verba de 150 mil euros para a empresa, à margem do necessário aval do Tribunal de Contas, meteu-se num beco sem saída. Encurralado e com a Câmara a ser alvo de uma inspecção exaustiva, resta-lhe esperar…
plb

A história é escrita pelos vencedores, uma realidade. Depois de uma guerra, os vencedores impõem também a sua política. A exemplificar esta última afirmação, temos os Estados Unidos que dominam o Mundo depois de terem vencido a Guerra Fria.

António EmidioOs Estados Unidos dizem que o Mundo lhes pertence, passeiam-se nele com um à vontade senhorial. Henry Miller dizia que o homem americano era um robot que andava com a Bíblia numa das mãos e com um rifle na outra. Onde existem matérias-primas ou petróleo, fomentam uma guerra para se apoderarem dessas riquezas. Metade dos refugiados do Mundo são seres humanos que fogem das guerras perpetradas pelos Estados Unidos. A verdade é assustadora e trágica, pela primeira vez na história da humanidade, um só homem é o dono do Mundo. Esse homem é o presidente dos Estados Unidos. Chegou-se a esta situação, uma situação até humilhante, porque as outras nações, principalmente as ocidentais aceitam sem pestanejar a hegemonia de Washington. É raro o político que neste Ocidente faça frente a qualquer inquilino da Casa Branca. Imitámos e, continuamos a imitar tudo de bom e de mau que vem dos Estados Unidos, para eles é um êxito, exportam o «American Way of Life».
Mas a melhor arma dos Estados Unidos, é a guerra ideológica, ou seja, a exportação de programas audiovisuais (cinema e televisão). Nos canais de televisão portugueses, e como é lógico, de toda a Europa, atrevo-me até a dizer de quase todo o Mundo, é impressionante a proliferação de filmes americanos. Já em 1993, representavam esses filmes e também programas, 55% da programação europeia das televisões chamadas «abertas», excluindo as televisões por cabo e as codificadas. Comercialmente, o audiovisual europeu degradou-se de tal maneira que em 1985 perdeu 500 milhões de dólares e, passados dez anos, 1995, perdeu 4000 milhões, isto fez desaparecer na Europa 250.000 empregos.
O Mundo está a atravessar momentos difíceis, pessoalmente acredito que os estados Unidos irão provocar muitas mais guerras para manterem a sua hegemonia politica e económica.
Todo o Império tem um fim. Este vai ver chegar um dia o seu fim. Para meados deste século, os Estados Unidos terão uma população maioritariamente composta por minorias étnicas e raciais, isto significa que os brancos serão somente uma minoria mais. Talvez este seja mais um sintoma desse fim.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O colaborador do Capeia Arraiana João Aristides Duarte, natural do Soito, é o orador convidado para a Tertúlia «Rock in Portugal», promovida pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG).

A tertúlia realiza-se amanhã, quarta-feira, dia 6 de Julho, pelas 21h30, no Café Concerto do TMG. O orador convidado, João Aristides Duarte, editou o livro «Memórias do Rock Português», o qual já conta com dois volumes editados em momentos diferentes. O livro, contendo a história da música rock em Portugal, foi editado pela primeira vez em Abril de 2006, porém em Fevereiro de 2010, foi editado e um segundo volume. O prefácio do livro é assinado por António Manuel Ribeiro, o conhecido vocalista da banda UHF. A publicação contém a biografia de um conjunto de músicos e de bandas rock, assim como entrevistas a nomes sonantes do panorama musical nacional.
João Aristides Duarte é colaborador regular do Capeia Arraiana, onde assina a rubrica «Música, Músicas», espaço dedicado à música portuguesa em que recordando a forma como algumas bandas rock se formaram e desenvolveram a sua actividade musical.
plb

Pus-me a pensar há dias nas refeições habituais que se comiam no Casteleiro quando eu era pequeno. E tiro uma conclusão: era muito mais saudável aquele ritmo do que o de hoje. Isso, para já não falar do carácter biológico dos produtos… Mas havia quem passasse mesmo mal.

Antes de mais uma interessante mas estranha nota: no Casteleiro já se conheciam regras da alimentação que entretanto se perderam e que agora os médicos vêm outra vez recordar.
É verdade.
Hoje os médicos dizem-nos que devemos comer produtos biológicos e cinco a seis vezes ao dia. Melhor ainda, cada duas horas e meia. E que devemos comer sopa.
Pois bem: no Casteleiro de há 50 e tal anos, já era quase assim.

Claro que eram tempos de muita miséria. Havia quem não tivesse sequer um chão para cultivar. Quem passasse mal. Quem levasse umas batatas cozidas no bolso para comer por lá durante o dia.
Quem andava «a trabalhar para outra», comia refeições fornecidas pela pessoa para quem trabalhava.
E havia uma regra: eram cinco as refeições certas para quem trabalhava no campo, com determinadas bases alimentares:
- Às seis ou sete da manhã: o almoço. Um caldo e um bocado de pão com conduto.
- Às 10 e meia: o cravelo. Pão com queijo curado e ou com chouriça.
- Ao meio-dia: o jantar. Caldo e carne. Aqui e ali, sardinha, bacalhau – o que houvesse.
- Às 4 da tarde: a merenda. Pão com queijo, chouriça ou presunto.
- Às seis e tal ou sete: a ceia. Caldo, feijão grande ou «feijões pequenos» – eram as bases…

Repare, repito: hoje recomendam: muita sopa, não esqueça a sopa. Nada de novo: naqueles tempos, como refiro aí em cima, no Casteleiro, havia sempre um caldo a cada uma das três principais refeições: de manhã bem cedo, ao meio-dia e à noite.

Havia fome e carência alimentar em bastantes famílias. Isso é certo. Por isso, a fuga massiva para a emigração. Mas havia sempre algo que comer. Para lá das comidas atrás referidas, havia outras opções – não de abundância, que os tempos eram de frugalidade, mas de diversidade.
Algumas famílias matavam porco. E tinham vacas ou cabras com cujo leite faziam queijo. Para essas pessoas, as opções aumentavam.
Antes de mais, o queijo e a carne de porco, incluindo todo o tipo de enchidos (bucheira, chouriça e chouriço, farinheiro) e também a carne, o presunto.
Uma nota desagradável: o sal. Era tudo muito, mas muito salgado.
Depois, os legumes, sem grandes variedades. Por exemplo: não havia cenouras, mas havia basicamente batata e couve
Atenção: os nabos eram para o vivo, não para os humanos.
Ah, e o vinhito. Não havia homem que não acompanhasse a sua refeição de uns copos de vinho.
Cena imperdível: o pão a apeguilhar com queijo: comido de navalha na mão e a cortar aos bocadinhos que se vão acompanhando da bebida… De manhã, à tarde ou à noite.

Mas quando se diz «à noite», atenção, que isso não tem nada a ver com os horários de hoje. Primeiro: a luz solar é que comandava a vida. Electricidade, só depois de 1955 – e não era em todas as casas. E os hábitos seculares não iam por aí: o sol é que indicava os horários. Isso significava duas coisas principais: primeira – o pessoal deitava-se cedo; segunda – o estômago estava habituado àquele ritmo do levantar bem cedo e ter logo ali um caldo quente à roda do lume, no Inverno, e à fresca cá fora se fosse possível no Verão…

Resta mais uma informação: o serão era pequeno. No inverno, às 9 ou 10, no limite, estava tudo na cama. No Verão, aí pelas 10 e meia. Que de manhã era preciso levantar cedo – e a vida de esforço que o trabalho rural impunha obrigava a descansar mesmo.

Nota
Mais uns termos a conhecer (dispenso-os de lhes trazer aqui a grafia da verdadeira pronúncia e da corruptela populares – que isso, sim, seria um «show» aqui no «Capeia»!):
Chão – courela, pedaço de terra para cultivar;
Conduto – acompanhamento do pão (carne, queijo, enchidos);
Caldo – sopa;
Feijões pequenos – feijão frade;
Apeguilhar – acompanhar o pão com um conduto muito apetitoso (sobretudo o queijo curado apeguilha muito bem com o pão;
Merenda – lanche. Atenção aos nomes e horas das refeições: o pequeno-almoço chamava-se almoço, de manhã bem cedo; o jantar era ao meio-dia: o que hoje chamamos almoço; e a ceia era o que hoje chamamos jantar: à noite… E, a meio da manhã, uma refeiçãozita especial:
O cravelo – refeição intermédia das 10 e tal da manhã, tipo colação, mas da manhã.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A foto que acompanha esta crónica refere-se à banda OS MINISTROS, que foi criada no Soito, após o «boom» do Rock português iniciado com o álbum «Ar de Rock» de Rui Veloso.

Os Ministros

João Aristides DuarteUm festival com o nome «Só Rock» teve lugar em Coimbra, organizado pela Rádio Comercial e pela empresa de som Furacão, com o apoio da Câmara Municipal da Lusa Atenas, teve lugar no ano de 1981, com a participação das mais variadas bandas, oriundas de todo o país.
OS MINISTROS formaram-se no Soito, de propósito para concorrer a esse Festival. Foram uma das primeiras bandas a inscreverem-se no Festival, que foi ganho pela banda Alarme, da Nazaré. Participaram no Festival nomes como Manifesto, Opinião Pública, Xutos & Pontapés, Brigada do Reumático, etc., etc.
OS MINISTROS não chegaram a participar no Festival, embora tenham surgido em várias publicações ligadas à música, como o saudoso semanário «Se7e», onde foram referidos como um dos grupos com o nome mais original.
Na foto podemos ver Fernando Monteiro, no baixo, Luís Duarte, na guitarra e Fernando Freire, na bateria. Nenhum destes elementos sabia, sequer, tocar. Mas que interessava, se se tratava de uma banda punk?
A banda sofreu alterações na sua formação e Fernando Pereira entrou como guitarrista, tendo Luís Duarte passado a ocupar-se das funções de vocalista principal.
A banda ensaiava no local onde hoje é a sede da Associação Cultural e Desportiva do Soito.
Do seu reportório faziam parte temas como «Música», «Rei da Noite», «Vamos Todos», «Madrugada» e outros, que chegaram a ser ensaiados durante algum tempo.
À última da hora, a banda decidiu não se apresentar no Festival, uma vez que não se considerava com capacidade para enfrentar o público, já que, em termos musicais, pouco evolui (ou seja, se se exceptuar Fernando Pereira, nenhum dos outros elementos conseguiu aprender a tocar em condições).
Sei, também, que eram colocados grandes cartazes, na Praça da República, em Coimbra, onde eram referidos os nomes das bandas participantes no Festival e originários do concelho (a estudar em Coimbra) ficaram bastante desiludidos quando viram nesses cartazes «Os Ministros (Sabugal)» e a banda não compareceu.
Perdeu-se alguma coisa, em termos de música portuguesa? Julgo que não… Foi, apenas um projecto que ficou pelo caminho, o qual, aliás, não teria futuro nenhum.
«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

A Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) está desde segunda-feira, dia 27 de Junho, na câmara Municipal do Sabugal no âmbito da realização de uma inspecção ordinária aos serviços da autarquia.

As atenções dos inspectores da IGAL estarão centradas nas áreas do urbanismo, execução de obras públicas, fornecimentos e concessões, bem como na gestão de recursos humanos, em especial na acumulação de funções públicas com actividades privadas, assim como no sistema de controlo da assiduidade dos funcionários, do trabalho extraordinário e do uso de veículos. Também analisarão as situações de impedimentos e de conflitos de interesses dos eleitos. Outra prioridade desta inspecção será a verificação da aplicação no município do sistema de avaliação dos funcionários (SIADAP). No que toca a contas, em ano de fortes restrições orçamentais, a atenção dos inspectores estará virada para a verificação da existência de medidas de controlo da despesa e dos limites de endividamento, tal como a concessão de subsídios.
Trata-se de uma inspecção ordinária, no quadro das 71 inspecções a municípios que a IGAL se propõe realizar neste ano de 2011.
A última inspecção ao município sabugalense sucedeu em 2005, quando era presidente António Morgado, altura em que três inspectores «vasculharam» os documentos da autarquia no sentido de verificarem a normalidade nas áreas da gestão de recursos humanos e do planeamento urbanístico. Essa acção inspectiva detectou pequenas irregularidades, de que foi exemplo o indevido acréscimo de vencimentos a alguns funcionários antes das suas promoções serem publicadas no Diário da República, o que levou a que devolvessem os valores que receberam indevidamente. Também na área do planeamento urbanístico se verificaram irregularidades com edificações que desrespeitaram o Plano Director Municipal, mas que foram depois alvo de loteamento e urbanização, assim suprindo as irregularidades detectadas.
A Inspecção-Geral da Administração Local é um serviço central da administração directa do Estado dotado de autonomia administrativa, que tem como principais atribuições efectuar acções inspectivas aos órgãos e serviços das autarquias locais, bem como analisar queixas e denúncias, propondo, quando necessário, a adopção das medidas tutelares adequadas.
plb

O concelho do Sabugal perdeu 2327 residentes em dez anos. Este é o facto mais saliente na análise aos resultados preliminares dos Censos 2011 publicados pelo Instituto Nacional de Estatística. A actual população residente é constituída por 12.544 habitantes contra 14.871 em 2001. A população portuguesa regista 10.555.853 indivíduos e cresceu 1,9 por cento em dez anos.

Censos 2011 - Sabugal - Guarda

Um dos primeiros balanços aos resultados dos Censos 2011 publicados pelo INE-Instituto Nacional de Estatística indica que residem actualmente no concelho do Sabugal 12544 habitantes (53,13% mulheres e 46,87% homens) perdendo 2327 residentes em relação aos Censos 2001.
Os questionários realizados nas localidades sabugalenses apontam para a existência de 15.405 alojamentos, 15.119 edifícios e um total de 5362 famílias, com uma dimensão média familiar de 2.3 elementos colocando o Sabugal como o quarto concelho mais habitado.
O distrito da Guarda registou 160.931 residentes distribuídos pelos 14 concelhos da seguinte forma: Guarda, 42.460; Seia, 24.641; Gouveia, 14.089; Sabugal, 12.544; Trancoso, 9.954; Pinhel, 9.615; Celorico da Beira, 7.695; Vila Nova de Foz Côa, 7.318; Almeida, 7.210; Figueira de Castelo Rodrigo, 6.259; Aguiar da Beira, 5.521; Mêda, 5.163; Fornos de Algodres, 4.991; e Manteigas, 3.471.
A diminuição da população foi mais acentuada na Serra da Estrela (-12.4%), Beira Interior Norte (-9,5%), Pinhal Interior Sul (9,1%), Trás-os-Montes (-8,3%) e Douro (7,2%).
Portugal tem 10.555.853 habitantes ganhando cerca de 200 mil novos habitantes num crescimento cada vez mais desigual entre a concentração no Litoral e o Interior onde a desertificação é cada vez mais acentuada em virtude da migração interna e para fora do país. Os Censos 2011 registam no território nacional 4.079.577 famílias, 5.879.845 alojamentos e 3.550.823 edifícios.
As maiores taxas de crescimento ocorreram no Algarve (14,0%), Madeira (9,4%), Setúbal (8,9%). Na Grande Lisboa (4,7%) os concelhos de Mafra, Alcochete, Montijo, Sesimbra e Cascais e no Grande Porto (2,0%), a Maia, Valongo e Vila do Conde foram os concelhos que mais cresceram.
A sondagem que mantivemos activa no Capeia Arraiana durante dois meses com a questão «Nos Censos 2001 a população residente no concelho do Sabugal registou 14.871 habitantes. E em 2011 como será?» registou 411 votos assim distribuídos: Mais de 14.871, 28 votos; Entre 10.000 e 14.871, 169 votos; e menos de 10.000, 214 votos.

1 – O concelho do Sabugal mantém, inalterável, o caminho da desertificação.
2 – Tudo parece indicar que Portugal regressou à situação de país de emigrantes.
3 – Os contadores de dados actualizados ao momento pela Pordata, Fundação Francisco Manuel do Santos, sobre o retrato de Portugal com o resumo dos indicadores da sociedade portuguesa contemporânea e dos números que contam a nossa história mais recente são… assustadores.
Aqui.
jcl

Durante dois dias, 2 e 3 de Julho, quatro dezenas de confrarias gastronómicas de vários pontos do país, incluindo a Madeira e os Açores, aproveitaram as festas da cidade de Coimbra para promover os produtos e as tradições que defendem no evento «Sabores Tradicionais» organizado pela Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas. A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal marcou presença na recepção nos paços do concelho e no cortejo que percorreu as ruas da cidade dos estudantes até às margens do Mondego.

Clique nas imagens para ampliar

A concentração das confrarias teve lugar no sábado de manhã em frente ao edifício da Câmara Municipal de Coimbra com o presidente da autarquia, João Paulo Barbosa de Melo, a dar as boas-vindas aos confrades numa rápida recepção no interior do edifício. O cortejo dos confrades com os respectivos estandartes percorreu, de seguida, as ruas de Coimbra até ao Parque Manuel Braga, na margem direita do rio Mondego.
O espaço dividiu-se em quatro áreas distintas: mercado tradicional e artesanato com exposição e venda de produtos alimentares e artesãos ao vivo, espaço de degustação com tasquinhas de petiscos servidos pelas Confrarias, espaço de composição criativa onde chefes de cozinha – Luís Lavrador, Albano Lourenço e Hélio Loureiro – interpretaram e recriaram pratos tradicionais e o espaço animação com grupos de cantares e teatro de rua entre outras atracções.
«É importante apostar naquilo que é nosso e este espaço é uma mostra da gastronomia portuguesa de referência onde vamos expor e vender produtos como doçaria, enchidos, vinhos, queijos ou frutas», afirmou com convicção no discurso de abertura do certame Madalena Carrito, presidente da Federação Portuguesa das Confrarias.
O evento «Sabores Tradicionais» é dos cinco acontecimentos turísticos integrados na promoção «Quero Ir» na Região Centro. A iniciativa envolveu a Federação Gastronómicas das Confrarias Portuguesas, a Turismo Centro de Portugal e a Câmara Municipal de Coimbra e serviu, também, para promover o concurso «7 Maravilhas da Gastronomia» onde a Região Centro tem seis pratos entre os finalistas com destaque para o queijo Serra da Estrela, a Chanfana, o leitão à moda da Bairrada e o pastel de Tentúgal.
O maranho com surpreendentes sabores a acafrão, a maça portuguesa com diferentes variantes de tartes e bolos, a geropiga e o vinho do douro, a sopa da pedra, a caçoila de cabra velha, o bacalhau ou as sainhas de ovar foram alguns dos petiscos oferecidos pelos produtores e pelos confrades e confreiras presentes nas barraquinhas.

A Confraria do Bucho Raiano apesar do convite e da insistência da organização para uma participação activa na área dos stands de artesanato, de degustação e de restauração não conseguiu reunir as condições ideias para marcar mais uma vez presença tal como tinha feito no Mercado da Ribeira em Setembro de 2010.
jcl

Não me posso esquecer que, há uns anitos atrás, se dizia que Foios era o calcanhar do mundo. Um horto, como dizia o Alcalde de Navasfrias, Celso Ramos. Felizmente que tudo va cambiando. Calcanhar do mundo nunca mais!

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaNo dia 2 de Julho com a inauguração da estação de biodiversidade, na Serra das Mesas, metemos mais um grão no papo da galinha.
As sessenta pessoas que decidiram participar, neste evento, certamente que não se irão arrepender de terem vindo.
As Técnicas, que durante alguns anos andaram envolvidas nesta actividade, devem ter dado o tempo por bem empregue.
Depois do excelente trabalho que levaram a efeito certamente que se sentiram recompensadas e reconhecidas pela população de Foios e por muitas outras pessoas que se dignaram estar presentes.
A maioria das pessoas chegaram ao Centro Cívico por volta das 9,30 horas e às 10 toda a gente estava na Serra das Mesas para se dar início à inauguração da Estação da Biodiversidade.
Junto do primeiro, dos nove painéis, explicaram no que consistia a estação e chamaram a atenção de todas as pessoas para a quantidade e diversidade dos mais variados aspectos relacionados com a fauna e flora da região.
O almoço que a Junta de Freguesia de Foios promoveu, com as carnes assadas no famoso grelhador das castanhas, aconteceu por volta das 13 horas tendo deliciado todos presentes.
A Dr.ª Ilda Manso com o seu acordeão e com os mais diversos instrumentos musicais, que distribui por pessoas da assistência, anima e dá alma ao grupo. O famoso Zé Leal, o nosso Cristiano Ronaldo, que canta e encanta, faz uma boa parelha com a Ilda Manso entre nós conhecida pela «IZINHA».
Após o almoço e depois de muito se ter cantado e dançado toda a gente se deslocou para os Foios para tomar café e copa como estava combinado. Seguidamente iniciou-se a ronda pelas capelinhas dos Foios e ninguém queria descolar.
O grupo das biólogas, fantásticas raparigas, tinham que partir para longe mas não tinham pressa. O Zé Leal e a Izinha brindavam-nas com mais uma canção do adios amigo e, vai mais uma mini, até que chegou a hora.
Gostaram e prometeram voltar tão depressa quanto possível.
Foi também com imenso agrado que registei a presença do Sr. Presidente da Câmara, Vice Presidente(a), ex-Presidentes Morgado e Manuel Rito. Obrigado por terem vindo. A Vossa presença muito nos honra e dá-nos força e alento para prosseguirmos a caminhada.
Inaugurámos a estação da biodiversidade e vamos procurar mantê-la viva de modo a que constitua mais um factor progresso e de atracção turística.
Quem pretender visitá-la poderá contactar com a Junta de Freguesia de Foios, com a Câmara Municipal de Sabugal ou com a Ayuntamiento de Navasfrias.
Turísmo é futuro!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Falamos indistintamente de gatuno e de ladrão como se tivessem o mesmo significado, porém há uma diferença que convém reter: gatuno é o que furta e ladrão é o que rouba.

Ventura ReisO furto é a subtracção de coisa que é de propriedade alheia. Já o roubo é a subtracção dessa mesma coisa de propriedade alheia por meio de ameaça ou de violência. Claro que o conceito de violência não se resume ao uso da força contra alguém, sendo alargado a actos como o arrombamento, o escalamento e até o uso de chave falsa.
Exemplificando: um indivíduo que faz uma espera a um outro e se apossa da sua carteira por meio de intimação física, apontando-lhe uma pistola, comete o crime de roubo e não de furto, visto que fez uso da ameaça.
Havendo esta destrinça, há que considerar também que furto e roubo são praticados por agentes diferentes. O agente do furto limita-se a subtrair o que não é seu, enquanto que o agente do roubo subtrai o que não lhe pertence ameaçando e violentando para o conseguir. Assim, devemos chamar gatuno ao agente do furto e ladrão ao agente do roubo.
Não estaria o mundo tão mal se só houvesse gatunos, ou melhor, se todo o gatuno sempre o fosse e nunca passasse a ladrão. E digo isto porque de forma geral todo o ladrão começa por ser gatuno, mas permanece nessa categoria por pouco tempo pois, ambicionando fazer carreira, tudo faz para mudar de posto.
Os gatunos frequentam a escola do furto, tendo por mestres outros gatunos mais velhos que lhes ensinaram as manhas, pelo que depressa se aventuram em acções mais ousadas, indo facilmente cair no roubo. E quando caem no roubo atingem o apogeu das suas carreiras, tornando-se violentos, o que os leva facilmente ao cometimento de crimes graves mediante o uso dessa violência.
Na actualidade, a melhor escola do crime é a prisão, pois é lá que os mais experientes dão lições aos aprendizes que ali vão parar, preparando-os para se dedicarem ao roubo com bom desempenho e com requintes de malvadez. Noutro tempo, a prisão não cumpria esse nefasto papel de ser a escola do crime, pela simples razão de que o sistema prisional antigo era rígido e o condenado que a habitava recebia vivo e merecido castigo pelos males que cometera. Como o ladrão que fosse apanhado sabia que ia parar à cadeia e que aí penaria pelo crime, mais eram os que se contentavam com a gatunice do que aqueles que davam o salto para a ladroagem.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

O troço da linha ferroviária da Beira Baixa que liga a Guarda à Covilhã, deveria estar a receber obras de requalificação, porém não se verifica a existência de quaisquer tipo de trabalhos nessa via, informou hoje a Lusa.

Em Março, a CP anunciou estar a estudar «um novo modelo de exploração» da linha, na sequência da electrificação de todo o percurso ferroviário entre Castelo Branco e a Covilhã, devendo as obras entre a Covilhã e Guarda ficar concluídas no verão, porém elas nem sequer começaram. A circulação na linha foi suspensa para dar lugar às obras, e no âmbito do Projecto de Modernização da Linha da Beira Baixa foram apenas executados os trabalhos de reabilitação e reforço do chamado túnel do Sabugal (sito na localidade do Barracão, onde a Estação do Sabugal se encontra).
As obras no túnel foram executadas com base num projecto elaborado pela empresa Amberg Engineering, sendo a empreitada adjudicada em Janeiro do ano passado ao consórcio Spie Batignolles / Monte Adriano, por cerca de dois milhões de euros. A empreitada assegurou a melhoria da segurança estrutural do túnel, prolongando a sua vida útil por um período de 50 anos, procedendo-se também à limpeza da alvenaria com jacto de areia, selagem das juntas e reforço do sistema de drenagem.
Segundo a Lusa, estavam também anunciadas obras noutras três vias ferroviárias, que igualmente não se estão a realizar sem que para tal exista qualquer explicação: na do Corgo (Vila Real), do Tâmega (Amarante) e do Ramal da Figueira da Foz.
A agência noticiosa informa que tentou obter informações junto da REFER, que se escusou a fazer qualquer comentário acerca dos troços actualmente encerrados para obras.
plb

Está a decorrer até 21 de Julho o Concurso de Fotografia António Correia, edição 2011, organizado pela Agência para a Promoção da Guarda com a parceria da Agência da Guarda da Fundação INATEL, subordinado ao tema «vestígios da presença judaica no distrito da Guarda»

Segundo o responsável cultural da Agência da INATEL, Joaquim Igreja, «o Concurso pretende fomentar o gosto pela fotografia artística, chamando também a atenção para a realidade social e humana e para o património natural e arquitectónico da região da Guarda».
O prazo para a entrega das fotografias vai até 21 de Julho, na Agência da Guarda da Fundação INATEL. Cada concorrente deverá entregar em papel e CD/DVD um conjunto de sete fotografias, a cores ou a preto e branco, sobre a temática indicada, realizando fotografias em localidades do distrito da Guarda.
Os prémios, a conceder em dinheiro, serão de 500 euros para o primeiro classificado, 350 para o segundo, 250 para o terceiro e 100 para o quarto.
O regulamento do concurso de fotografia e qualquer esclarecimento, pode ser solicitado para endereço da Agência da Guarda da Fundação INATEL (Rua Mouzinho da Silveira, nº 1, 6300-735 GUARDA), podendo também ser utilizado o telefone 271212730 e o endereço electrónico: ag.guarda@inatel.pt.
plb

No início do século XVI, o rei D. Manuel I incumbiu o fidalgo Duarte de Armas, talentoso escudeiro da casa real, de viajar pelo reino com o fim de vistoriar e desenhar as fortalezas e as cidades de fronteira que havia em Portugal.

Recebida a ordem do rei, Duarte de Armas partiu a cavalo, acompanhado de um criado. Corria o ano de 1509 e a rota das fortalezas ter-se-á iniciado em Castro Marim, no Algarve, seguindo depois para norte pelas demais vilas fronteiriças acasteladas, até concluir o trabalho em Caminha, no Minho. Chegando aos locais aí se instalava para observar e desenhar esboços (debuxos), que depois aperfeiçoou, contendo pelo menos duas vistas panorâmicas de cada povoação e as plantas das respectivas fortalezas.
Finda a longa viagem, Duarte de Armas regressou ao paço real, onde procedeu à elaboração dos desenhos finais, que seriam depois compilados em dois volumes.
Um deles, designado por Códice B, foi constituído por folhas em papel de linho, apresentando 110 plantas panorâmicas (plantaformas), com as dimensões de 296 x 404 mm, representando 55 povoações raianas, com duas perspectivas de cada uma delas. Aos desenhos foram acrescentadas notas explicativas.
O outro volume, o Códice A, foi constituído por grandes folhas de pergaminho com vistas panorâmicas das fortalezas, com as dimensões de 350 x 490mm. Neste códice estão compreendidas duas vilas não-fronteiriças: Barcelos e Sintra. Aqui o trabalho é mais apurado e completo, contendo detalhes como o arvoredo e as culturas agrícolas, a cobertura das habitações, o pormenor dos muros e muralhas circundantes, e até os aros de portas e janelas e cenas do quotidiano.
São estas as povoações, de sul a norte do reino, cujos desenhos o livro contém: Castro Marim, Alcoutim, Mértola, Serpa, Moura, Noudar, Mourão, Monsaraz, Terena, Alandroal, Juromenha, Olivença, Elvas, Campo Maior, Ouguela, Arronches, Monforte, Assumar, Alegrete, Portalegre, Alpalhão, Castelo de Vide, Marvão, Nisa, Montalvão, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Segura, Salvaterra, Penha Garcia, Monsanto, Penamacor, Sabugal, Vilar Maior, Castelo Mendo, Castelo Bom, Almeida, Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Penas Roias, Miranda do Douro, Vimioso, Outeiro, Bragança, Vinhais, Monforte do Rio Livre, Chaves, Montalegre, Portelo, Piconha, Castro Laboreiro, Melgaço, Monção, Lapela, Valença do Minho, Vila Nova de Cerveira, Caminha. A estes juntam-se ainda, como atrás se disse, Barcelos e Sintra.
Em 1990 o livro foi republicado, em edição fac-similada, pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo e Edições Inapa (com 2ª edição em 1997), contendo uma esclarecedora introdução de Manuel da Silva Castelo Branco, que delineou os pormenores da viagem de Duarte de Armas no cumprimento da missão que o rei lhe impôs.
Segundo Manuel da Silva Castelo Branco, Duarte de Armas propôs-se seguir a seguinte metodologia para recolher dados e elaborar os desenhos: «começaria por percorrer a área correspondente ao castelo, tomando nota das suas particularidades. Depois, procuraria um ponto elevado donde pudesse abarcar o conjunto (o eirado da torre de menagem seria o sítio ideal); daí procederia ao traçado geral das linhas de contorno dos diferentes elementos construtivos (ex.: menagem, cubelo, barreira, cisterna, pátio, apousentamento, etc.); por fim executava as medi¬ções consideradas necessárias, utilizando para isso uma corda e auxiliado pelo seu criado. A corda permitia a avaliação fácil das alturas de torres, cubelos, muros e barreiras, aonde os medidores se deslocavam sempre que possível…»
Em artigo seguinte falaremos sobre os desenhos que Duarte de Armas fez do Sabugal e que fazem parte do Livro das Fortalezas.
Paulo Leitão Batista

Há tempos li um livro cuja história me deixou a pensar e que gostaria de partilhar.

Carla NovoApesar de não ser um «bestseller» de autor famoso e de páginas que não acabam mais – o meu critério de escolha literária passa essencialmente pelo «tamanho», pois boas histórias podem-se contar em formatos pequenos! – o seu conteúdo era, no mínimo, intenso. Um analista reflectia sobre a sua existência e a certa altura deparou-se com a culpa e, de certa forma, com a frustração do que era – apenas um analista. Ele sabia que na corrida ao útero fora o espermatozóide vencedor e isso acarretava-lhe inúmeras responsabilidades face a todos os outros, os vencidos, que haviam ficado pelo caminho. Ele fora o mais resistente, o mais rápido, ganhou direito à vida, à sua vida. E agora… era um simples analista. Questionava-se vezes sem conta que futuro teriam tido os seus outros espermatozóides adversários? Médicos? Enginheiros? Professores? Vagabundos? Que peso trazia ele consigo mesmo… e como poderia ele falhar algum dia? Que cobranças teria de enfrentar? De facto, ele poderia ter sido mil e uma coisa… Tal como nós podemos ser o que quisermos ser. O caminho do que somos não é, por si só, mais valiosos do que aquilo que somos – ou julgamos ser? A viagem é sempre mais positiva do que a meta, apesar de nos fazerem crer que não, apesar deste mundo andar a girar ao contrário e de nos fazerem acreditar que apenas o sucesso deve ser valorizado. Porém, estudo científicos já nos provaram que a felicidade depende de nós, das nossas «lentes» para a vida e que as pessoas que traçam objectivos simples a curto e médio prazo são mais felizes do que aquelas que ambicionam ter asas de ícaro! Aproveitar um raio de sol pode ser tanto ou mais gratificante do que ter a praia toda! Assim, gostaria de sugerir que cada um olhasse com as lentes «positivas», com as lentes da gratidão e da valorização de todas as conquistas – sejam elas grandes ou pequenas são sempre vitórias. Olhar para o que se é e não para o que se quer ser, olhar ara o se consegue e não para o que ficou por conseguir – é este o caminho para dias mais satisfatórios, sem dúvida. Quando a agenda está cheia, repare bem nos itens que a preenchem, serão eles assim tão «importantes» e «urgentes», contribuirão eles para a sua felicidade de facto? Dez ou quinze minutos a meditar sobre isto irá certamente fazer repensar por onde andamos a pisar e para onde andamos a caminhar. Ficar dentro de nós por instantes diariamente é um exercício mental que traz recompensas…
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Esta sexta-feira, 1 de Julho, a Casa de Serralves vai receber a conferência «Portugal com Norte», na qual diversas personalidades do norte do país, dentre as quais o escritor Manuel António Pina, debatem ideias nas áreas da Política, Desporto, Cultura e Economia.

Na conferência, organizada pela estação de rádio TSF, o Jornal de Notícias e a Fundação Serralves, o escritor natural do Sabugal Manuel António Pina debate com o músico Pedro Abrunhosa, pelas 15h15, o tema «O Norte e a Cultura», com a moderação da jornalista Elisabete Caramelo.
A sessão de abertura da conferência está marcada para as 9h30, com as intervenções de Paulo Baldaia, director da TSF, Manuel Tavares, director do Jornal de Notícias e João Fernandes, director do Museu de Serralves.
Às 9h45, são debatidos «O Norte e a Economia», com Alberto Castro, professor da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa, e José António Barros, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP). A moderação estará a cargo de João Paulo Meneses, jornalista da TSF.
O debate sobre o tema «O Norte e a Política» está marcado para as 11h15 e conta com Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto (ACP), e o bispo do Porto, D. Manuel Clemente. A moderação é de Jorge Fiel, subdirector do JN.
À tarde, pelas 14h00, «As Marcas do Norte» vão ser faladas por Fernando Guedes, presidente da Sogrape, e Alexandre Alves Costa, arquitecto, com a moderação de João Paulo Meneses.
Pelas 16h30 será a vez de «O Norte e o Desporto», com Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto (FCP), e António Salvador, presidente do Sporting Clube de Braga. Manuel Tavares modera este debate.
plb

RUIVÓS

FESTA DE SÃO PAULO
25 de Janeiro de 2012

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III CAPÍTULO E ENTRONIZAÇÃO
18 de Fevereiro de 2012

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Autor: João Aristides Duarte
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Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



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