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No dia 12 de Setembro do ano de 1960 a população de Foios, ao acordar, teve conhecimento de uma triste notícia. O João Marques Gomes, natural do Soito, havia sido assassinado, nessa noite, quando regressava a casa, em cima de um cavalo, depois de ter, com muitos outros colegas, transportado os cento e vinte quilos de «minério», como por cá se dizia.
Eu tinha treze anos e recordo-me como se tivesse acontecido há um mês.
Toda a população de Foios, profundamente revoltada, comentava tão triste acontecimento. Nessa altura poucas pessoas havia que não fizessem contrabando. Já que mais não fosse fazia-se o contrabando da subsistência. Os caminhos e as veredas, para Valverde, faziam lembrar os carreiros das formigas.
Umas pessoas faziam o contrabando de dia e outras trabalhavam mais de noite. O malogrado João Marques Gomes, na zona também conhecido pelo João Moquinho, ao ter sido atingido por um tiro, caiu no regato do sítio designado por Estercadinha e ali ficaram dois ou três guardas fiscais a guardar o corpo até que viesse o delegado de saúde.
Passado algum tempo o corpo do João foi transportado para as eiras tendo ficado debaixo de um castanheiro, coberto por um lençol, à espera que chegasse a família que se deslocou, a pé, do Soito até aos Foios.
Eu e mais alguns garotos, cheios de curiosidade e algum medo, subimos para o castanheiro e, como uns gatos, deslocámo-nos por uma forte pernada até ficarmos mesmo por cima do cadáver.
A mãe do falecido João, acompanhada de mais familiares e amigos, ouvia-se a gritar a um ou dois quilómetros de distância.
Quando entrou nas eiras e encarou com as fardas dos guardas fiscais ficou completamente perdida. Numa gritaria infernal tentava alcança-los o que não virai a acontecer porque as pessoas não o permitiram.
Dirigiu-se então para junto do corpo do filho onde muita gente se encontrava. As pessoas abriram alas e eis que a mãe alcança o corpo do filho. Ajoelhou-se e deitou-se, derrepentemente, sobre o corpo numa gritaria e numa dor que contagiou toda a gente. Todas as pessoas choravam e muitas gritavam palavras de profunda revolta.
Dei conta da mãe ter levantado a camisola do filho e quando se apercebeu por onde tinha entrado ou saído a bala – ou as balas – quase o comia com beijos. A dor daquela mãe contagiou todos os presentes. Todos chorámos o João.
Mais tarde, a família mandou colocar, uma pedra, de granito, no local do crime mas, este ano, depois da pedra bem limpa foi colada uma outra com os dados do falecido.
Ontem desloquei-me ao local, fiz um minuto de silêncio e verifiquei os trabalhos levados a efeito pela família. Fiquei feliz. Tirei umas fotos, fiz umas contas e decidi escrever este simples artigo em homenagem a um homem que foi abatido como um coelho quando procurava ganhar o sustento para uma casa de gente pobre como, aliás, éramos todos.
Descansa em Paz, João.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com
As estradas do Sabugal ficaram praticamente intransitáveis e a Protecção Civil do concelho não teve mãos a medir. Reportagem de Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).
jcl
Baixas temperaturas e formação de gelo nas estradas que ligam à cidade do Sabugal deixaram a sede do concelho raiano «praticamente isolada» na sexta-feira, 3 de Dezembro.
«A cidade do Sabugal está praticamente isolada e apenas se circula com veículos de todo-o-terreno ou com correntes nas rodas», relatou Vítor Proença, coordenador do Serviço de Protecção Civil Municipal do Sabugal.
«Estamos a organizar os meios da Protecção Civil para desimpedir as estradas», referindo-se às duas máquinas retro-escavadoras e 20 homens que a autarquia mobilizou para o terreno, de modo a possibilitar a «abertura das principais vias de acesso ao Sabugal, ao hospital e aos serviços prioritários».
Devido à neve e ao gelo «as aulas estiveram suspensas em todas as escolas do concelho durante o dia de sexta-feira», acrescentou.
A Protecção Civil Municipal do Sabugal aconselhou os habitantes a «não saírem de casa» enquanto não existissem condições de segurança nas ruas.
jcl (com agência Lusa)
Uma fada passou por cima de Ruivós e desenhou com um lápis branco as ruas, os telhados e as graníticas paredes da antiquíssima aldeia. Durante a noite de quinta para sexta-feira silenciosas plumas de neve construíram um mundo mágico, branco, puro e cristalino que brilhou ao sol até sábado, 4 de Dezembro.
| GALERIA DE IMAGENS – NEVÃO EM RUIVÓS – 3-12-2010 |
jcl
Uma fada passou por cima de Ruivós e desenhou com um lápis branco as ruas, os telhados e as graníticas paredes da antiquíssima aldeia. Durante a noite de quinta para sexta-feira silenciosas plumas de neve construíram um mundo mágico, branco, puro e cristalino que brilhou ao sol até sábado, 4 de Dezembro.
| GALERIA DE IMAGENS – NEVÃO EM RUIVÓS – 3-12-2010 |
jcl
No discurso da cerimónia do dia do Comando Territorial da GNR da Guarda, acontecido a 2 de Dezembro, o coronel José Manuel Monteiro Antunes manifestou-se preocupado com a injustiça provocada pela criação de suplementos remuneratórios diferenciados que deixaram de fora os «patrulheiros» da GNR, que são aqueles que suportam piores condições de trabalho.
O coronel, dirigindo-se ao comandante operacional da GNR, general Meireles de Carvalho, que presidia à cerimónia, disse que «os patrulheiros suportam condições de trabalho difíceis e, muitos deles, também custos elevados em deslocações diárias de considerável distância entre os locais de residência e os postos onde trabalham, ao contrário de outros».
Na comemoração dos 96 anos de presença da GNR no distrito, o comandante congratulou-se com os resultados globais da actividade operacional ao longo do ano, «o que tem ajudado de forma significativa à manutenção e fortalecimento do sentimento de segurança dos cidadãos». Para o provar citou alguns indicadores, comparando resultados obtidos até ao final de Outubro deste ano com os alcançados em igual período do ano 2010. A criminalidade geral diminuiu 4,6%, para tal contribuindo a redução em 11,5% nos crimes contra a vida e em 9,7% nos crimes contra o património. Por outro lado, aumentaram significativamente as detenções em flagrante delito (mais 21,9% do que em 2010).
O comandante referiu ainda os benefícios resultantes da redução do horário de atendimento ao público em alguns postos, traduzidos num «aumento de patrulhas em proveito da segurança das populações».
Depois deu conta das dificuldades sentidas pela GNR do distrito da Guarda para executar as suas funções, devidas à falta de reparações em alguns quartéis e às dificuldades na substituição de viaturas antigas. Também se referiu às dificuldades «em implementar acordos para prestação de cuidados de Saúde, que evitem que os militares e os seus familiares se tenham que deslocar a outros distritos ou a ter que suportar directamente os custos de consultas e exames de diagnóstico quando não são possíveis nos serviços públicos de saúde»
«Seria bom que, senão todas, ao menos algumas destas preocupações tivessem solução para breve, para bem dos nossos militares», concluiu o coronel, que contudo deixou claro que, «não obstante estas preocupações enumeradas, o dispositivo deste Comando continuará a empenhar-se com devoção á nobre missão de zelar pela segurança de todos».
plb
Face à imobilidade da região da Guarda nestes dias, devido aos nevões, Fernando Cabral, ex-deputado pela Guarda e ex-Governador Civil do Distrito, resolveu colocar na Internet uma petição à Assembleia da República defendendo a Criação de Unidade Especifica de Combate a Intempéries Invernais da Guarda.
O ex-deputado socialista Fernando Cabral lançou uma petição on-line reivindicando a criação de uma unidade específica de combate a Intempéries Invernais na Guarda.
Ainda esta semana, o secretário de Estado da Protecção Civil admitiu à TSF que existe uma escassez de equipamentos para estas situações. «Se tivéssemos mais equipamento, poderíamos fazer um pouco mais», disse Vasco Franco. Apesar de reconhecer que faltam meios para dar resposta às necessidades locais, o governante sublinhou que se trata de «necessidades pontuais».
É desta forma que se introduz a petição:
«Ano após ano quando cai neve com mais abundância ou se forma gelo na Guarda a cidade paralisa com as naturais consequências e prejuízos para toda a vida em comunidade. São os transportes privados e públicos que não transitam, são as escolas que encerram ou que suspendem as aulas, são as empresas que não funcionam por falta de recursos humanos e materiais, são os serviços públicos que não operam, ou operam a “meio-gás” porque dirigentes e funcionários não conseguem chegar aos seus postos de trabalho. É pois necessário que as autoridades competentes criem na Guarda uma Unidade Especifica de Combate a Intempéries Invernais dotada de meios humanos e materiais que minimizem ou resolvam os problemas que se têm verificado.»
Até ao momento assinaram a petição mais de 80 cidadãos de todo o distrito da Guarda. Ao assinarem o requerimento os peticionários podem introduzir também comentários, e são muitos os que alegam a manifesta necessidade da região estar dotada da capacidade de responder às intempéries.
Para alguns dos signatários a região deveria ter a neve como cartaz turístico, em vez de a mesma se tornar sempre num factor de quase absoluta paralisação.
A petição pode ser vista e assinada aqui.
Já é tempo de o Governo Central reconhecer as especificidades dos concelhos do distrito da Guarda como, por exemplo, o Sabugal onde os rigores gelados do Inverno contrabalançam com os calores sufocantes (e os incêndios) do Verão.
Esta petição de Fernando Cabral vem juntar-se ao esforço e persistência do Governador Civil, Santinho Pacheco, para dotar a cidade e o distrito da Guarda de meios adequados para combater os rigores climáticos da região beirã.
plb
Errol Flynn tornou-se popular a protagonizar heróis em filmes de aventuras. Robin Hood é apenas um dos exemplos. Não é isso que acontece em «Sangue e Prata» um western de Raoul Walsh.
Realizado em 1948 Errol Flynn interpreta Mike McComb, um capitão do exército federal que é afastado da carreira militar depois de optar por queimar um milhão de dólares que iriam parar às mãos do inimigo sulista. Este episódio leva-o a procurar outras paragens, já com uma personalidade mais obscura, e é em Silver City que resolve assentar arraiais com o objectivo de criar um casino.
Mas antes de chegar à pequena localidade, que depende fortemente das minas de prata, cruza-se com Georgia Moore (Ann Sheridan) a mulher do dono de uma das minas por quem acaba por se apaixonar. Esta paixão e as suas jogadas para conquistar tudo e todos (não só Georgia, mas também os terrenos que lhe darão cada vez mais dinheiro) acabam por nos mostrar uma personagem sem escrúpulos, a completa antítese do Errol Flynn mais popular. Foi por isso que o filme acabou por não ter grandes resultados na bilheteira, pois o público não estava habituado e não queria ver Flynn a fazer de vilão.
Além de ser um filme sobre a ambição e a busca de poder e com um vincado sentido político, «Sangue e Prata» remete também para uma história bíblica. O caso entre McComb e Georgia é uma variante da história do Rei David, que envia um general para a frente de batalha para ficar com a sua mulher. Esta é explicada por uma personagem secundária bastante importante para a história, o advogado John Plato Beck (uma excelente interpretação de Thomas Mitchell), que não deixa de atirá-la à cara de McComb sempre que pode.
McComb acaba por se redimir no final do filme quando lidera a multidão de mineiros que vai expulsar os assassinos de John Plato Beck, que entretanto se tinha candidatado a senador. Esta é uma das cenas mais bem conseguidas do filme, com a enorme turba a entrar em Silver City por todos os lados, não deixando nenhuma abertura. Uma vez mais Raoul Walsh mostra aqui como consegue filmar de forma magistral multidões.
A banda sonora de Max Steiner também está muito boa, tanto nesta cena final referida anteriormente, como nas primeiras cenas do filme, quando são retratadas algumas batalhas da Guerra Civil americana ou mesmo na perseguição inicial que dá origem ao tal episódio da expulsão de McComb do exército.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes
pedrompfernandes@sapo.pt
CCDR ALGARVE – Podem os senhores da CCDR Centro andar a dormir, mas há outras Regiões onde se acredita que territórios como o nosso têm futuro, e vale a pena lutar por ele…
Relembro hoje aqui um documento importantíssimo, sobre as áreas de baixa densidade do Algarve, mandado elaborar pela CCDR Algarve em, espantem-se, 2002.
Nas palavras do então Presidente, e actual reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro, de quem tive a honra de ser companheiro, enquanto cooperante do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) «a perspectiva que se impõe, cada vez com maior expressão, parte da concepção de que cada território não é só definido pela presença ou ausência (?) de recursos, mas principalmente pela capacidade que pode associar à valorização dos recursos que efectivamente dispõe.
O problema não é quantitativo, reflectido apenas num maior ou menor volume de determinado recurso (ou recursos). A chave passa por acrescentar capacidades e competências aos recursos efectivamente existentes, reconhecendo-se que estes são globalmente diferenciados e específicos dos territórios onde se manifestam.
Quer isto dizer que não há territórios estruturalmente «pobres» em contraponto a outros, reconhecidamente «ricos». Todos os territórios têm os seus recursos próprios e a questão resume-se em encontrar as modalidades adequadas capazes de valorizar esses recursos, de dinamizar as comunidades que têm a responsabilidade da sua gestão e de qualificar o conjunto complexo dessa mesma intervenção».
E por isso este Plano definia como Objectivos Gerais:
«• Dinamizar a estrutura sócio-económica, atraindo investimentos e gerando riqueza e valor acrescentado em actividades tradicionais e em actividades que ampliem, diversifiquem e modernizem a base económica;
• Atenuar a tendência de desertificação e de abandono das zonas de baixa densidade, e contrariar a tendência de envelhecimento da população;
• Promover a utilização sustentável dos recursos naturais e o equilíbrio do mundo rural, como garantia de conservação da paisagem e da natureza;
• Executar infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento, completando acessibilidades e promovendo a implantação de áreas de localização e apoio à actividade produtiva;
• Estruturar e desenvolver o sistema urbano, reforçando a atractividade dos núcleos urbanos;
• Qualificar os recursos humanos, nas actividades tradicionais e nos serviços de proximidade e promover a formação de activos e de agentes de desenvolvimento.»,
…e estruturava-se em três grandes e simples Eixos de Intervenção: Fixar e atrair população; Valorizar o ambiente e salvaguardar a paisagem; e Mobilizar o potencial de desenvolvimento local.
A concretização do Plano estruturou-se em, apenas três Programas:
– Programa PROLOCAL – intervenção integrada para o desenvolvimento e diversificação económica no interior do Algarve, dividido em quatro medidas: Aldeias do Algarve, Redes Temáticas, Renovação Urbana e Valorização do potencial endógeno/projectos piloto.
– Programa Prestígio – projectos estruturantes de valorização do interior do Algarve, com cinco medidas: Promoção do Mundo Rural, Apoio à Comercialização de Produtos Locais, Centro Oceanográfico de Sagres, Bioparque da Serra de Monchique e Animação do Algarve Rural.
– Programa Sofia – redes de inovação e conhecimento, dividido em duas medidas: Centros de Conhecimento e Planos de Formação.
Na próxima semana concluirei a apresentação deste Plano, o qual pode ser consultado na página digital da CCDR-Algarve.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com
Com a crise sempre por perto, com a incompetência política na resolução dos problemas sociais, por toda a Europa a pobreza tem ganho terreno. Sem excepção de países cada vez é maior o número daqueles que necessitam fazer apelo à caridade para poderem sobreviver e para poderem alimentar os filhos.
As diferentes associações caritativas, sem grandes ajudas dos poderes centrais, fizeram as suas habituais campanhas de recolha de alimentos, vestuário e tudo aquilo que pode ainda ser de muita ajuda para muitas famílias. Foi nestas recolhas, dos últimos dias, que em França ou em Portugal, se anunciou os bons resultados dessas campanhas. A quantidade dos produtos recolhidos foi superior aos anos precedentes, deixando a ideia que as pessoas continuam solidárias, continuam preocupadas com quem vive em situações menos agradáveis, em dificuldades que nenhum de nós gostaria de viver. Ouvi uma pessoa responder, «este ano dou um pouco mais, por duas razões: primeiro porque se vê cada vez mais jovens em necessidade à procura de ajuda e segundo, porque da maneira que vai o mundo, também me pode acontecer à mim e gostaria que também me ajudassem quando necessitar».
Mesmo não havendo nada de excepcional nesta resposta, faz-me pensar, que com maior frequência, maior número de pessoas teme o futuro. O dia de amanhã tornou-se uma incerteza e, se hoje temos trabalho, alimentos e vestuário, à velocidade que as coisas mudam, podemos de um dia para o outro estar numa situação que nos obrigue a pedir ajuda, a pedir para comer, para vestir.
Nos últimos dias, com a chegada do inverno rigoroso, os problemas da pobreza acentuam-se, sabem-se verdades e conhecem-se situações que nos passam ao lado noutras épocas do ano.
Apenas um exemplo, em França muito se escreveu e disse os últimos dias, sobre os pobres que «acampam» em parques ou bosques nos arredores da cidade de Paris. Alguns destas pessoas, vivem em situação dificil e sem habitação há mais de 10 anos, tendo construído nos bosques barracas, em cartão, alguma madeira ou chapas de metal, sobrevivendo da caridade e das boas acções de associações ou pessoas individuais. Os poderes locais, como solução, mandaram destruir nos últimos dias, dezenas de barracas e instalaram algumas dessas pessoas, em hotéis, durante três semanas. Uma situação provisória, dizem os poderes centrais. Mas quantas situações provisórias como esta nunca passam do provisório? Como encontrar uma solução em três semanas, para problemas que têm 10 anos?
E depois dessas três semanas?
Depois apetece-me dizer que o problema do político desapareceu. O problema, que eram as barracas, foi solucionado com a sua destruição. O problema do pobre, que é ser pobre, continua com maior gravidade (tiraram-lhe o pouco que tinha), e depende única e exclusivamente da ajuda e da caridade humana.
Fica mais uma vez a ideia, que podemos contar uns com os outros, podemos contar com a solidariedade humana, mas nada podemos esperar dos poderes centrais, a não ser tirarem-nos o pouco que temos.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão
paulo.adao@free.fr
A equipa de Natação da empresa municipal Sabugal+ cumpriu mais uma importante etapa na sua época desportiva com a participação no II Meeting Internacional da Cidade da Guarda, realizado no dia 27 de Novembro na Piscina Municipal da Guarda.
O II Meeting Internacional da Cidade da Guarda contou com a presença de 185 atletas em representação de 13 clubes nacionais: Sabugal+ (E.M.), Clube de Natação da Guarda, Eléctrico Futebol Clube de Ponte de Sôr, Clube Elvense de Natação, Clube Atlético de Portalegre, DLGC de Gouveia, ABPG de Gouveia, Sport Algés e Águeda, CSPR de Castelo Branco, SFGP de Tomar, Clube Natação de Torres Novas, Grupo Recreativo Vigor da Mocidade de Coimbra e CCD da Sertã.
A Sabugal+ participou com os seguintes atletas: Ana Sofia Rodrigues, Carolina Gomes Baltazar, Hugo Alves Eusébio, Raquel Basílio Neves e Sara Morais Pires.
O destaque da participação da Sabugal+ passou pela presença no pódio de três atletas: Carolina Baltazar em 3.º lugar nos 100 metros Bruços com o tempo de 1:41.18; Hugo Eusébio em 3.º lugar nos 50 metros Livres com o tempo 00:38.56; e Raquel Neves também em 3.º lugar nos 50 metros Livres com o tempo de 00:43.37.
Não menos importante a classificação dos restantes atletas. Sara Pires em 8.º lugar nos 100 metros Livres e 12.º lugar nos 100 metros Bruços; Ana Sofia em 10.º lugar nos 100 metros Costas; Hugo Eusébio em 6.º lugar nos 50 metros Costas; Carolina Baltazar em 10.º lugar nos 100 metros Livres; e Raquel Neves em 4.º lugar nos 50 metros Mariposa.
Os atletas da Sabugal + voltaram a representar dignamente o nome do clube e do concelho, demonstrando o trabalho e o esforço por eles realizado diariamente em prol da modalidade.
Sabugal +, E.M.
Comentando há tempos com um cliente a eleição de um novo presidente da câmara no seu concelho e a minha fé na mudança das políticas camarárias, retorquiu-me ele que era apenas uma questão de «ementa»; os novos eleitos apenas deixaram de comer na tasca do mercado, passando a frequentar o restaurante mais fino da cidade, e o antigo poder fez o percurso inverso, regressando à tasca do mercado.
Foi uma resposta desconcertante, mas porque sou frequentador ocasional dos dois locais, pude constatar, algum tempo depois, o acerto de tal diagnóstico.
De facto, as decisões humanas sempre foram governadas pelo funcionamento intestinal, mudando o poder apenas o preço e o requinte da ementa do que os políticos comem.
Já estou a imaginar o caro leitor, senão incrédulo, pelo menos de «pé atrás» com o insólito de tal afirmação.
Mas de insólito esta nada tem. É a boca que governa o mundo!
Com efeito, já Voltaire defendia esta tese, ainda que de forma mais elaborada, acentuando não o papel da boca, mas da digestão nas decisões políticas, quando pôs o anatomista Sidrac in «Os ouvidos do conde Chesterfield e o capelão Goudman», a dizer que «todos os negócios deste mundo dependem da opinião e da vontade de um principal personagem, seja o rei, ou o primeiro-ministro, ou alto funcionário. Ora, essa opinião e essa vontade são o efeito imediato da maneira como os espíritos animais se filtram no cérebro e daí até a medula alongada; esses espíritos animais dependem da circulação do sangue; esse sangue depende da formação do quilo; esse quilo elabora-se na rede do mesentério; esse mesentério acha-se ligado aos intestinos por filamentos muito delgados; esses intestinos, se assim me é permitido dizer, estão cheios de merda».
– Que acontece então a um homem com prisão de ventre? – filosofava Siderac – Os elementos mais tênues, mais delicados da sua merda, se misturam ao quilo nas veias de Asellius, vão à veia-porta e ao reservatório de Pecquet; passam para a subclávia; penetram no coração do homem mais galante, da mulher mais faceira.
É uma orvalhada de bosta que se lhe espalha por todo o corpo. Se esse orvalho inunda os parênquimas, os vasos e as glândulas de um atrabiliário, o seu mau-humor transforma-se em ferocidade; o branco de seus olhos se torna de um sombrio ardente; seus lábios colam-se um ao outro; a cor do rosto assume tonalidades baças. Ele parece que vos ameaça; não vos aproximeis; e, se for um ministro de Estado, guardai-vos de lhe apresentar um requerimento. Todo e qualquer papel, ele só o considera como um recurso de que bem desejaria lançar mão, segundo o antigo e abominável costume dos europeus. Informai-vos habilmente de seu criado se Sua Senhoria foi aos pés pela manhã.
Isto é mais importante do que se julga. A prisão de ventre tem produzido às vezes as mais sanguinolentas cenas. Meu avô, que morreu centenário, era boticário de Cromwell; contou-me muitas vezes que fazia oito dias que Cromwell não ia à privada quando mandou degolar o seu rei.»
E comprova a sua tese, Siderac, com os seguintes exemplos:
«Todas as pessoas um pouco a par dos negócios do continente sabem que o duque de Guise foi várias vezes avisado de que não incomodasse a Henrique III no inverno, enquanto estivesse soprando o nordeste. Em tal época, era com extrema dificuldade que o referido monarca satisfazia as suas necessidades naturais. Suas matérias lhe subiam à cabeça; era capaz, então, de todas as violências.
O duque de Guise não levou a sério tão avisado conselho. Que lhe aconteceu? Seu irmão e ele foram assassinados.
Carlos IX, seu predecessor, era o homem mais entupido do reino. Tão obstruídos estavam os condutos de seu cólon e de seu reto, que por fim o sangue lhe jorrou pelos poros.
Bem se sabe que esse temperamento adusto foi uma das causas da matança de S. Bartolomeu.
Pelo contrário, as pessoas que têm bom aspecto, as entranhas aveludadas, o colédoco fluente, o movimento peristáltico fácil e regular, que todas as manhãs, depois de comer, se desobrigam de uma boa evacuação, tão facilmente como os outros cospem; essas pessoas favoritas da natureza são brandas, afáveis, graciosas, benevolentes, serviçais. Um não na sua boca tem mais graça do que um sim na boca de um entupido.
Tal é o domínio da privada, que uma soltura torna muita vez um homem pusilânime. A disenteria tira a coragem. Não convideis um homem enfraquecido pela insónia, por uma febre lenta, e por cinquenta dejecções pútridas, para atacar um posto inimigo em pleno dia.
Eis por que não posso acreditar que todo o nosso exército estivesse com disenteria na batalha de Azincourt, como dizem, e que alcançou a vitória de calças na mão. Alguns soldados teriam ficado com soltura por haverem abusado de maus vinhos no caminho; e os historiadores teriam dito que todo o exército, enfermo, se bateu de bunda de fora, e que, para não mostrá-la aos peralvilhos franceses, bateu-os redondamente, segundo a expressão do jesuíta Daniel. E eis justamente como se escreve a História.»
Meus amigos, a boa e má política dependem do bom funcionamento da tripa e da vesícula de quem nos governa.
Uns exemplos para que percebam:
O Ricardo apresentava um ar de icterícia persistente, indício de problema de vesícula e de mau funcionamento da tripa.
O Tony, parecendo o mais escorreito, tinha o problema de saúde que toda a gente sabe e que logo adivinhei; resolvido o problema, o novo cargo que provavelmente vai assumir (por favor não perguntem qual; ficam a saber tanto como eu) será um bom teste à vesícula para daqui a três anos.
O Robalo tendo boa cor, sofre de inchaço da barriga, tal como eu, o que indicia digestões difíceis e morosas. Fará bom mandato, dependendo de como refrear o apetite e seleccionar a dieta dele e dos que lhe estão próximos.
Daí a minha indecisão no apoio a qualquer um.
É que, à falta de melhor critério, quando tenho de escolher um político decido sempre, segundo a teoria de Voltaire, em função da vesícula dos candidatos. Têm pele macilenta, ar enjoado, inchaço da barriga, cólicas, irritabilidade? Não voto. Têm boa cor, boa forma física, serenidade? Voto.
O problema é que, não sendo médico, e tratando-se a politica de uma ciência inexacta, às vezes engano-me.
Também não tinha à vontade para chegar ao Ricardo ao Tony e Robalo e confrontá-los com a pergunta:
– O candidato vai regularmente à privada?
Isso são coisas no segredo dos deuses e da intimidade de cada um, como percebem… Por isso é que os políticos são como os melões. Só abrindo-os é que sabemos se estão maduros! E algumas vezes enfiamos o barrete…
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com
A equipa da Rapoula do Côa recebeu e venceu, no sábado, 27 de Novembro, por 4-0 , a sua homologa de Foz Côa, jogo referente à 6.ª jornada do Campeonato Distrital de Futsal da Associação de Futebol da Guarda.
Depois da inesperada derrota, na jornada anterior perante a formação de Manteigas, a equipa encarou este desafio com muita determinação, com um inicio de jogo muito forte, conseguindo várias oportunidades de golo, que se concretizaram logo nos minutos iniciais, por Zé Cunha (1-0) e Sérgio Pinto (2-0).
Mesmo em superioridade no marcador e sempre apoiada pelo público, a equipa galvanizava-se e as situações de golo surgiam sucessivamente, sendo que o 3-0 surgiu perto do intervalo por intermédio de Marco Capela.
As equipas foram para intervalo com um resultado confortável para a formação de Telmo Vaz que dominou por completo a primeira parte.
O início da segunda parte, foi muito semelhante ao início do jogo, com a equipa a entrar forte e a obrigar a formação de Foz Côa a cometer demasiados erros defensivos! Erros que foram aproveitados pela equipa da casa para ampliar a vantagem para 4-0, desta vez por João Luís.
Com o andamento da partida, agora ainda mais controlado, as situações de golo iam surgindo mas a eficácia não era a mesma!
Contudo, foi uma partida bem disputada, onde claramente a equipa da Rapoula do Côa foi superior no decorrer do jogo.
Próxima jornada no dia 4 de Dezembro, sábado, às 19.00 horas no Pavilhão Municipal do Sabugal entre as equipas da Rapoula do Côa e o Clube Football Lusitânia.
Marco Capela
O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, revelou esta terça-feira, 30 de Novembro, que ainda «durante este Inverno» a cidade mais alta ficará dotada com uma Unidade de Limpeza de Neve, cujo processo de aquisição está em fase de conclusão.
«A Guarda vai ter, durante este inverno, um Centro de Limpeza de Neve moderno e eficaz, constituído por uma viatura limpa-neves pesada, um veículo ligeiro para actuar no centro da cidade e também uma pá carregadora para carregamento de sal», disse à agência Lusa o governador civil Santinho Pacheco.
Segundo o representante do Governo no distrito da Guarda, a candidatura com vista à aquisição do equipamento já está elaborada e hoje participará em Lisboa numa reunião com o ministro da Administração Interna e o secretário de Estado da Proteção Civil, na qual o assunto será abordado.
«Espero que na reunião se possam limar as arestas do ponto de vista burocrático» do processo, admitiu, adiantando que a componente financeira comunitária e nacional «está mais do que prevista e assegurada», faltando apenas ultrapassar «aspectos burocráticos».
jcl
A associação ambientalista Quercus, em parceira com a Fundação Yves Rocher, vão proceder ao plantio de 16.250 árvores autóctones na Serra da Malcata, numa campanha de reflorestação, que prevê a plantação em Portugal de um total 165 mil árvores em quatro anos.
Segundo a Quercus, neste projecto, para além da Malcata, a Serra d’Arga receberá 5000 árvores, o Alvão/Marão 20 mil.
No primeiro ano, serão plantadas 41.250 árvores, pertencentes a 23 espécies, algumas das quais raras, em três sítios de importância comunitária: Serra d’Arga (Viana do Castelo), Alvão/Marão (Vila Pouca de Aguiar) e Malcata (Penamacor e Sabugal).
Esta campanha de plantação de árvores enquadra-se no projecto «Criar Bosques», da Quercus, que visa a plantação de espécies autóctones, em diferentes localidades de Portugal, com o objectivo de salvar a floresta original portuguesa.
Para a concretização deste projecto, a Quercus celebrou, em Agosto de 2010, um protocolo com a Fundação Yves Rocher. A contribuição desta fundação insere-se numa iniciativa mais ampla e à escala mundial, chamada «Plantemos para o Planeta: Mil milhões de árvores para o Planeta», lançada em 2006 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que incentiva a plantação de árvores em todo o mundo como resposta à ameaça do aquecimento global.
A Fundação Yves Rocher, criada em 1991, e colocada sob a égide do Instituto de France desde 2001, defende a interacção entre a natureza e o Homem, tendo como objectivo participar na elaboração de um mundo mais verde através de acções concretas a favor do ambiente.
plb
A Autoridade Nacional de Protecção Civil (APNC) vai finalmente dotar os Bombeiros Voluntários do Sabugal (BVS) com uma viatura de desencarceramento. Essa atribuição fora comunicada aos bombeiros em 2007 e depois publicada em Diário da República em 2009, mas só será efectivamente entregue no final de 2010. As peripécias desta delonga surgem seguidamente, nas palavras do presidente da Associação Humanitária dos BVS, Luís Carlos Carriço.

No dia 7 de Agosto de 2007, dia de aniversário da Associação, (comemorado à semelhança e outros anos no próprio dia, com uma formatura à tarde e um jantar) antes do jantar o Sr Coordenador Distrital (CODIS), chamou-me e ao Comandante para em privado nos comunicar que nos ia ser atribuída uma viatura de desencarceramento, tecnicamente designada por VSAT (veículo de socorro e apoio táctico), cujas características viriam a ser re-definidas por despacho da ANPC em fim de 2009 ( Despacho n.º 21638/2009).
Não sendo à data a prioridade «maior», entendemos perfeitamente que sendo o Sabugal o único Corpo de Bombeiros que utilizava um desencarceramento adaptado numa ex-ambulância adquirida em 1988, fosse intenção da ANPC equipá-lo com equipamento moderno e funcional. Agradecemos (entre aspas, já que o equipamento dos Corpos de Bombeiros no âmbito do socorro e protecção civil, é um direito dos próprios e das populações, e um dever do Estado, e não uma qualquer benesse que se consiga com influências ou lobbies*) e durante algum tempo mantivemo-nos calmos já que não é de bom tom pedir mais, quando se está na calha para receber, e outros nem isso.
Foi-se tendo conhecimento de concursos e anulações, e a primeira resposta a todas as perguntas que se impunham sobre a situação aparece em Setembro de 2009 (Despacho 20351/2009), com a publicção em despacho da lista das viaturas atribuídas, que de acordo com os boatos na altura estariam prontas em menos de três meses.
Após o aniversário de 2010 em que, aproveitando a presença do SEPC Dr Vasco Franco, o tema foi questionado por mim**, obtendo apenas como resposta que, «está para breve».
Finalmente em Novembro é publicada a decisão da ANPC de as entregar (Entrega de viaturas); 77 e não 95 como previa o despacho. Fala-se que não houve concorrentes (carroçadores).
Em Novembro é-nos finalmente comunicado que a entrega será feita em 3 de Dezembro na sede da ANPC, com a presença do Sr Ministro da Administração Interna. Já depois desta comunicação (informal), os jornais, nomeadamente o «Bombeiros de Portugal», ainda indicavam que a primeira entrega seria a 26 de Novembro, o que indicia mais algum atraso.
Na qualidade de Presidente da Direcção da Associação, compete-me representá-la, aceitar o convite do Sr Ministro para estar presente na cerimónia, e receber a viatura que nos vai ser entregue e vai alterar a capacidade de socorro da Associação, nomeadamente em acidentes graves, quanto mais não seja, porque a viatura do Sabugal é a primeira da lista, aplicados os critérios de definição de prioridades, o que prova que o CODIS estava certo quando a propôs e a defendeu.
Como cidadão, contribuinte e eleitor, há questões (muitas) que me ficam no ar. Mas essas, o leitor também as descobre facilmente.
*Na teoria é assim, mas na prática bem sabemos que não (infelizmente para as populações e para os próprios bombeiros voluntários que, defendendo as “quintas” vêm matando a sua própria estrutura e capacidade de afirmação.
** Extracto da Intervenção:
«Meios que não são só instalações. Meios de combate, viaturas, cuja candidatura e contratação se centralizou na ANPC. Dirigimos uma Associação que se tem orgulhado de ir tendo meios a expensas próprias, que subsidiados pelo estado tem neste momento um auto comando, um VLCI, e dois VFCI, um a quatro anos de completar a validade prevista pelas normas da ANPC e outro que há muito a ultrapassou.
Por isso se não compreende que uma viatura anunciada em 2007, publicada em Diário da República em 1 de Setembro de 2009 continue em parte incerta, sem dar notícias e sem dizer quando se apresenta ao serviço.
Recebemos com bom grado notícias que têm sido veiculadas pela comunicação social de que tal situação poderá vir a ser alterada.
Esperamos sinceramente, que a presença de Vªs Exªs nesta celebração seja o clique que falta para que essas situações se desbloqueiem….»
Luís Carlos Carriço
Vilar Maior, antiga vila e cabeça de concelho hoje integrada no Município do Sabugal, vai evocar no dia 5 de Dezembro os 500 anos do foral manuelino, através de uma sessão solene onde o escritor e investigador Mário Simões Dias fará uma intervenção de fundo.
O foral agora evocado foi outorgado pelo Rei D. Manuel em 6 de Junho de 1510, e seguiu-se ao foral mais antigo concedido 214 anos antes, em 1296, pelo rei D. Dinis.
Da Comissão Organizadora da evocação da efeméride fazem parte o Professor Doutor António Rebocho Esperança Pina, o Dr Mário Simões Dias, o Padre Helder Lopes, a Professora Maria Delfina Cruz e o Presidente da Junta António Bárbara Cunha e o Professor Mário Bárbara Marques provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vilar Maior .
A evocação do foral manuelino tem o seguinte programa:
12h: Celebração eucarística na igreja matriz, presidida pelo pároco Pe Helder Lopes, oferecida pelas pessoas ligadas ao concelho de Vilar Maior.
15h: Sessão Solena comemorativa do V Centenário do foral de D. Manuel I, com evocação histórica, política e económica, a cargo do Dr Mário Simões Dias.
plb







































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