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Tal como estava previsto realizaram-se nos dias 30 e 31 de Outubro as primeiras jornadas – transfronteiriças – sob a responsabilidade da Mancomunidad do Alto Águeda e Junta de Freguesia de Foios.
Apesar do tempo não ter vindo de feição ainda participaram mais de duas centenas de pessoas.
Muito embora o ano possa ser considerado fraco, em termos de cogumelos, os sete grupos, que saíram para o campo, ainda apanharam fungos em quantidade e de várias espécies. Deu para expor e deu para degustar.
Pretendo reconhecer e agradecer o querer e a vontade do Presidente e técnicos(as) da Mancomunidad do Alto Águeda com particular destaque para a Vicen que foi, na verdade, uma técnica dedicada e competente.
Os portugueses temos muito que aprender nestes aspectos da micologia. Em España é uma actividade em franca expansão e, mesmo nesta zona fronteiriça, já conheço bastantes pessoas a explorar, convenientemente, o mundo dos cogumelos.
No dia 29, do passado mês de Outubro, concentraram 150 alunos de diversos centros educativos da Mancomunidad do Alto Águeda, no Centro de Interpretação da Natureza, sedeado em Navasfrias.
Estes alunos foram para o campo, acompanhados de alguns senhores conhecedores do mundo dos cogumelos, nomeadamente dos farmacêuticos de algumas localidades vizinhas que, sob a sua orientação procuraram e recolheram cogumelos que mais tarde analisaram e estudaram com os referidos técnicos.
Também neste campo os portugueses estamos atrasados os tais trinta ou quarenta anos.
Para ilustrar o que acabo de afirmar dou o seguinte exemplo:
Em Navasfrias conheço, pelo menos, três senhores que exploram, comercialmente, os cogumelos.
Alguns são recolhidos em postos que têm, temporariamente, em algumas localidades vizinhas portuguesas, como é o caso de Foios. Ao começo da noite fazem a recolha. Levam-nos para España, transformam-os e passado algum tempo lá vamos nós comprar o produto já enlatado ou metido em frascos de vidro. Em tarros como eles lhe chamam.
Há poucos dias quando eu manifestava algum sentimento de mágoa e de alguma revolta, por tudo isto, o amigo com quem eu conversava ainda me disse: Calma, Zé Manel, porque ainda não te disse tudo. Os tarros também são portugueses.
Apenas exclamei: Somos o tal povo que não se governa nem se deixa governar!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com
Assistimos, incrédulos, a uma farsa: a falta massiva dos eleitos do partido que detém o poder na Câmara a uma sessão da Assembleia Municipal. Tratou-se, tudo o indica, de obediência cega a uma ordem.
Em democracia todo o eleito tem o estrito dever de comparecer às reuniões do órgão a que pertence, sob pena de perder o mandato, nos termos rigorosos que a lei determina. Nenhum eleito tem o direito de faltar, a não ser por razões impeditivas e justificáveis. Foi pela noção disto mesmo que em 14 de Julho de 2010, numa reunião do executivo, o presidente António Robalo alertou os vereadores da oposição, não por faltarem, o que seria grave, mas por terem abandonado por momentos uma reunião em manifestação de protesto: «A ausência da reunião deve ser por impedimento legal e os motivos aceites pelo órgão. Nenhum membro do executivo se encontrava em situação de impedimento, pelo que o simples acto de abandono é prática ilegal (…)».
Quanto à Assembleia Municipal de 29 de Outubro, posso concordar que haverá outros fóruns para discutir o Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro, porventura mais profícuos e capazes de assegurarem a participação de especialistas. Até dou de barato a ideia ventilada de que a discussão na Assembleia seria sempre transfigurada numa luta político-partidária, porventura pouco proveitosa e inconclusiva. Mas a verdade é que a Assembleia Municipal fora convocada legal e legitimamente, seguindo de resto o seu presidente uma sugestão feita na última reunião do órgão. Acrescentara até um ponto à ordem de trabalhos, por solicitação do presidente da câmara.
Não se percebe pois como os eleitos de um partido respeitável se prestaram a esta demonstração de pura irresponsabilidade. Este acto de inconsciência condu-los ao descrédito.
Claro que aqui houve a mão de um mandante, de um timoneiro, que tudo pensou e a todos passou a ordem do boicote. O sucesso alcançado, demonstra a sua capacidade de liderança. Mas esta triste e desprezível manifestação de carneirismo, não é abonatória para cada deputado municipal, que antes deveria evidenciar a sua própria capacidade de pensar e decidir.
O presidente da câmara, que esteve à altura, ao comparecer na reunião, que se cuide. O timoneiro vai marcar-lhe o terreno, definir-lhe a estratégia, determinar-lhe a acção. No fundo vai ser ele a mandar. Conta com gente desprovida de lucidez, mas esta é precisamente a sua melhor arma, porque lhe obedecem cegamente.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista
leitaobatista@gmail.com
A obra «A Divina Pestilência», de João Rasteiro, venceu a primeira edição do Prémio Literário Manuel António Pina, instituído pela Câmara Municipal da Guarda.
O Júri, presidido por Virgílio Bento, vereador da Câmara Municipal da Guarda, reuniu no dia 29 de Outubro e deliberou, por unanimidade, atribuir o Prémio à obra assinada por João Cenáculo, pseudónimo com que concorreu João Manuel Vilela Rasteiro.
O vencedor é poeta e ensaísta, licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade de Coimbra, tendo traduzido para a língua portuguesa poemas de vários escritores estrangeiros, como Harold Alvarado Tenório e Miro Villar.
Concorreram a esta primeira edição do Prémio instituído pela Câmara Municipal da Guarda, 222 trabalhos inéditos de poesia.
O júri foi constituído por Manuel António Pina, Manuel Rosa (representante da «Assírio e Alvim»), José Manuel Vasconcelos (Representante da Associação Portuguesa de Escritores), Américo Rodrigues (director do Teatro Municipal da Guarda) e Virgílio Bento (vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda).
O Prémio, no valor 2.500 euros, será entregue em sessão solene, a realizar na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda, em 18 de Novembro, dia do aniversário de Manuel António Pina.
plb
Já um dia escrevi num artigo aqui no Capeia Arraiana que desde finais dos anos setenta tenho ouvido dizer que o sistema de pensões está falido, ou em vias disso.
Foi a partir dessa data, finais dos anos setenta que os países ocidentais se começaram a reger economicamente pela «Bíblia Neoliberal». Neste artigo não vou falar de questões técnicas sofisticadas, nem as sei, do cálculo do valor das pensões e de tergiversações usadas pelos governos para aumentarem a idade da reforma e diminuírem no valor monetário das mesmas. Assim está a fazer Sarkozy em França e fez José Sócrates em Portugal com toda a arrogância e soberba que os caracteriza. Essa «conversa» de que o sistema público de pensões e aposentações não é viável, tem como objectivo assustar os cidadãos para que estes corram aos bancos e às companhias de seguros comprar um plano de pensões privado. E o grande problema é que a crise financeira afectou negativamente esses fundos de pensões privados, reduzindo o seu valor de uma maneira drástica. Dizem então esses senhores que para melhores pensões no futuro, elas têm de ser reduzidas agora. O que eles querem é pagar menos aos pensionistas que têm planos de pensões privados e, se possível, estes morrerem antes de começarem a receber a reforma. Resumindo e concluindo, privatizar para o banqueiro ganhar. O senhor George W. Bush diz que o seu maior fracasso nos oito anos que esteve na Casa Branca, foi não ter privatizado a Segurança Social nos Estados Unidos.
E quem faz mais pressão sobre os países para reduzirem as pensões e reformas públicas, é o Fundo Monetário Internacional – F.M.I. – mas os seus funcionários, do F.M.I., têm reformas exorbitantes. Podem reformar-se com 25 anos de serviço e, a maior parte deles têm reformas no valor de 160.000 mil dólares! Vindos como é lógico dos fundos públicos dos países a quem o F.M.I. empresta dinheiro, ou seja, também das reformas e dos salários dos trabalhadores desses países.
Será ou não verdade que quanto mais tarde se reformam as pessoas, mais tarde um jovem consegue um trabalho? O trabalhador já não passa de uma simples mercadoria que se usará até se tornar inservivel, depois vai para o lixo. A aposentação para os jovens que hoje estão desempregados e, se algum dia conseguirem emprego, será a antecâmara da morte. O Estado Social foi, e é, um avanço civilizacional, retirá-lo, destrui-lo será um recuo também civilizacional. As instituições têm de ser justas se querem ser legitimas, as instituições democráticas da Europa e dos seus países, estão a sofrer ataques brutais de uma alcateia de lobos, comandados por Sarkozy e Ângela Merkel, o eixo Franco – Alemão, que representa a ditadura dos mercados e do dinheiro. Sabe uma coisa querido leitor (a)? Nós votamos cada quatro anos, a banca, os especuladores e os mercados votam todos os dias.
A Democracia está ferida de morte e, os cidadãos começam a ter consciência disso, ainda hoje, uma colega minha foi peremptória: “ A Democracia acabou “ Dei-lhe razão, pois ela tem-na.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
No sábado, 30 de Outubro, o povo de Sortelha juntou-se para homenagear Manuel Gouveia no Centro de Dia que este benemérito ofereceu à sua terra. O momento ficou eternizado com uma placa de granito junto à entrada principal do edifício.
Dez anos após a inauguração do Centro de Dia Manuel Gouveia em Sortelha a actual direcção entendeu homenagear Manuel Gouveia o homem que tornou possível a sua construção ofertando-o na totalidade. É um homem discreto e aveso às luzes da ribalta mas com muito carisma junto dos funcionários do lar pelos quais é tratado como uma personalidade excepcional. Durante a cerimónia chegou a emocionar-se enquanto agradecia às pessoas da sua terra e se disponibilizava mais uma vez para tudo o que fosse necessário.
Estiveram presentes neste momento marcante para Sortelha os presidente e vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo e Delfina Leal, o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, o presidente da direcção da Liga dos Amigos de Sortelha, Joaquim Leal, os funcionários do lar e muitos amigos do benemérito sortelhense.
Após o descerrar da placa que irá registar para sempre a passagem dos primeiros 10 anos sobre a construção do centro de dia e quando já se prepara a ampliação para 20 quartos com valências de lar foi tempo de entrar para o hall de entrada que se tornou acanhado para uma pequena multidão.
Após as palavras de boas-vindas e de agradecimento de Joaquim Leal, em nome da Liga dos Amigos de Sortelha foi tempo de ouvir o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco. «Estou aqui como homem, como cidadão, como político para ter um gesto de gratidão para com o senhor Manuel Gouveia. A nossa terra é como a nossa mãe! Nós temos de sentir as nossas terras como sentimos a nossa família. As raízes que nos ligam à terra que nos viu nascer é uma característica essencial de manutenção da nossa cultura e da nossa memória. E é importante que os povos tenham memória. Estou plenamente convencido que quando o senhor Manuel Gouveia assumiu este gesto filantrópico, raríssimo no nosso país, de certa maneira estava a pensar que a terra onde nasceu era também a sua mãe. Por vezes a mãe não consegue dar tudo aos seus filhos e eles têm de sair, de emigrar, de procurar noutras paragens um futuro melhor. E foi o que se passou na nossa região com muitos de nós. Todos nós recordamos o que foi a saga da emigração à procura de uma vida melhor com a dignidade e honradez que nos caracteriza como beirões. Ser ingrato é uma característica que os beirões têm pouco. Estou convencido que ao longo de uma vida de trabalho o senhor Manuel Gouveia não esqueceu as raízes e quando pode retribuiu para a sua terra, para todos nós que somos seus conterrâneos. A nossa região e o concelho do Sabugal são disso um exemplo gritante a nível nacional. Nós sabemos ser solidários. O Sabugal é a nível nacional o concelho que per capita mais lares e centros de dia tem. Muitos deles com enorme qualidade e altruísmo. É uma terra de emigração mas sabemos que temos de dar àqueles que regressam – é uma característica nossa querer morrer onde nascemos – um final de vida com qualidade», disse durante o discurso Santinho Pacheco. «Há pessoas que nasceram no distrito da Guarda e que estão hoje em cargos importantíssimos no país e no estrangeiro e que de alguma forma se desligaram da nossa terra. Mas nós precisamos deles. Nós também, muitas vezes, os esquecemos. Não lhes damos a devida atenção porque pensamos que a Guarda somos só nós, aqueles que aqui estamos. Por isso mesmo o Governo Civil está a organizar umas jornadas que vão decorrer até ao final do ano com um tema – O que é que eu posso fazer pelo meu concelho? O que é que eu posso fazer pela Guarda? – porque a Guarda está numa encruzilhada e se não fizermos nada por mais investimentos que as Câmaras façam, por mais estradas que haja nós vamos morrendo aos poucos. A Guarda é uma terra que já teve glória mas que hoje não pode só olhar para o seu passado sem pensar no seu futuro. Nós os beirões somos assim. Nunca nos oferecemos para nada mas quando nos pedem uma oferta, por exemplo, para a festa da nossa terra nós gostamos de colaborar. Ao senhor Manuel Gouveia não foi necessário fazer nenhum desafio. Ele próprio decidiu fazer o centro de dia da sua terra. Estou convencido que é com exemplos destes que nós vamos conseguir. Os tempos são difíceis mas aqui os tempos foram sempre difíceis. Temos de acreditar no futuro.»
A terminar Santinho Pacheco agradeceu a Manuel Gouveia a solidariedade e altruísmo e afirmou perante todos os presentes que «o Ministério da Solidariedade Social vai assumir uma homenagem nacional a Manuel Gouveia como exemplo para todos». «Bendita terra que tais filhos tem porque – como escreveu Camões – são homens como estes que vão da morte se libertando», concluiu.
Santinho Pacheco ofereceu a Manuel Gouveia uma medalha do Governo Civil onde figura o brasão da cidade do Sabugal e aproveitou para dizer que foi presidente da Câmara Municipal de Gouveia durante 20 anos mas conhecia mal o Sabugal. «O concelho do Sabugal é grande. Grande nos valores, no património e na história mas particularmente nas pessoas. Esta terra do Côa, esta terra de Riba-Côa. Quero que o distrito da Guarda seja conhecido no país como o distrito do Côa, da Serra da Estrela e do Rio Douro».
Manuel Gouveia recebeu ainda duas recordações das mãos do presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, e do presidente da Liga dos Amigos de Sortelha, Joaquim Leal.
«É difícil para mim mas vou tentar dizer algumas palavras» começou por dizer emocionado Manuel Gouveia. «Gostaria de agradecer a todos os presentes e à direcção da Liga por terem promovido esta homenagem. Agradeço as palavras que me dirigiram porque nunca as irei esquecer. Quero desejar votos para que este centro de dia se mantenha sempre fiel aos princípios para o qual foi criado. Em determinado momento entendi que os idosos de Sortelha tinham direito a uma casa como esta e se entenderem transformar este centro de dia em lar podem contar comigo. Deixo uma palavra para as pessoas que trabalham neste centro para que façam tudo para tratar o melhor possível os utentes desta casa. Há duas actividades extraordinárias no meu entender. Trabalhar com crianças e trabalhar com idosos. Quero incluir nesta homenagem todos os que já trabalharam e trabalham nesta casa e todos os que me ajudaram. Quero ainda destacar duas pessoas que foram muito importantes. A doutora Isabel Branco que me apoiou desde o princípio estimulando-me para fazer esta obra e por último quero homenagear o meu filho porque podendo ficar um pouco prejudicado nunca me criticou pelas doações que faço em vida.» A finalizar incluiu na homenagem todas as pessoas de Sortelha com um grande abraço pessoal.
Foi uma homenagem mais do que merecida a uma personalidade excepcional. Homens assim já não há muitos!
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A Junta de Freguesia de Sortelha entendeu não comparecer na homenagem ao maior benemérito da aldeia histórica. Ele há coisas…
(Correcção)
Informação posterior regista a presença do tesoureiro e secretário da Junta de Freguesia de Sortelha a título particular. Aqui fica a devida correcção.
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jcl
No sábado, 30 de Outubro, o povo de Sortelha juntou-se para homenagear Manuel Gouveia no Centro de Dia que este benemérito ofereceu à sua terra. O momento ficou eternizado com uma placa de granito junto à entrada principal do edifício.
| GALERIA DE IMAGENS – HOMENAGEM MANUEL GOUVEIA – 30-10-2010 |
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jcl
Na quarta jornada do Campeonato Distrital de Futebol da 1.ª Divisão o Sporting Clube do Sabugal deslocou-se ao campo do S.C. Vilar Formoso. Num terreno tipicamente difícil com três empates nas últimas três temporadas, nem o frio que se fez sentir durante toda a partida, impediu o Sabugal de alcançar a quarta vitória consecutiva.
Devido às ausências por lesão de Sérgio e Ricardito e por castigo de Batista submeteram o treinador Marco Capela a alterações no onze fazendo alinhar nesta partida o nº 1 Fred, 2 Isidro, 3 Janela, 4 Roberto, 5 Tó Zé ©, 6 Pires, 7 Jorgito, 8 Pereira, 9 Manata, 10 Nuno e 11 Jorgito. O técnico do Sabugal tinha ainda à sua disposição mais seis atletas, Pedro, Igor, Filipe, Tiago, Vaz Alves e o guarda-redes Chucky.
Da partida arbitrada por Hugo Geraldes de referir que apesar das oportunidades o marcador manteve-se inalterado até para além dos 90 minutos uma vez que o golo do Sabugal e único da partida surgiu já em período de compensação (dois minutos para lá dos 90) e através de uma grande penalidade convertida por Manata. No decorrer desta partida o árbitro teve um papel bastante activo na medida em que interrompeu o jogo por inúmeras vezes, mostrou nove cartões amarelos, três para o Sabugal e seis para a equipa da casa e logo nos minutos iniciais expulsou o técnico do Vilar Formoso.
Em relação a oportunidades flagrantes de entre outras é importante «enaltecer» a grande defesa do guardião do Sabugal, Fred aos 28 minutos e uma oportunidade de Manata já aos 85 minutos quando o Rebelo, guardião da equipa da casa sai da sua zona de acção e cabeceia a bola e ao chocar com um colega de equipa deixa Manata nas suas costas o que pôs em risco a sua baliza mas o golo não surgiu pois Hugo Geraldes interrompeu a jogada devido a uma suposta falta do avançado do Sabugal.
Quanto a substituições o primeiro a ser substituído na equipa do Sabugal foi Paulo que saiu aos 63 minutos para a entrada de Vaz Alves com o número 16 e aos 74 minutos Marco Capela vez uma dupla substituição Pereira e Pires deram lugar a Tiago Dias e Pedro.
Em suma, apesar do aparente quarto empate consecutivo na casa do S.C. Vilar Formoso o S.C. Sabugal conseguiu quebrar o «enguiço» e vencer a equipa da casa pela margem mínima sendo esta a quarta vitória neste campeonato que à quarta jornada é liderado pelo S.C. Sabugal a par com o G. D. Vila Nova de Foz Côa com 12 pontos.
Cláudia Janela
A Junta de Freguesia de Foios tendo em conta o magusto que todos os anos realiza, alternadamente, com a localidade de Eljas, em Espanha, com a qual se encontra geminada, decidiu mandar fazer um assador polivalente onde se possam assar castanhas, sardinhas, febras ou até mesmo uns leitões ou uns cabritos.
Os elementos da Junta de Foios apresentaram a ideia ao Quim de Aldeia Velha –serralheiro – que, sendo também ele um homem muito criativo, facilmente entendeu aquilo que a Junta de Foios pretendia e, mãos à obra…
Este magusto Foios-Eljas é sempre esperado com enorme expectativa. Este ano o referido assador constituiu uma grande surpresa visto que a Junta fez tudo à caladinha.
Surpresa teve também o Sr. Governador Civil que fez questão de estar connosco. Por isso lhe demos a honra de ser ele a primeira pessoa a pegar fogo à caruma e às carquejas.
Foi num ápice que os primeiros cem quilos de castanhas se assaram. E foi também num ápice que foram degustadas. O grelhador estava cercado de pessoas mas a equipa de sapadores conseguiu controlar tudo muito bem de modo a que todas as pessoas comessem castanhas e não corressem o risco de se queimarem.
Enquanto o rancho folclórico de Sortelha e o grupo de sevilhanas das Eljas se exibiam e deliciavam as três ou quatro centenas de pessoas que enchiam, por completo, o pavilhão, a equipa de sapadores metia no assador mais cem quilos de castanhas.
A maioria das pessoas enchiam pratos desse saboroso fruto e entravam para o bar do pavilhão. No enorme balcão abundava a jeropiga, o vinho a aguardente e o mel da Sierra de Gata.
No palco do pavilhão exibiu-se, ao mais alto nível, o rancho folclórico de Sortelha que foi muito aplaudido por toda a assistência. Mas com um especial carinho por parte nuestros hermanos que manifestaram interesse em um dia o poderem ver na Plaza Mayor das Eljas.
Por outro lado, nós portugueses fomos igualmente surpreendidos com o grupo de sevilhanas que tão bem se exibiu no palco de madeira que fazia com que os sapateados se ouvissem por todo o pavilhão.
Confesso que foi uma tarde em cheio e que tudo me agradou. Mas o grupo das jovens sevilhanas encantou-me de sobremaneira. Logo que surja uma nova oportunidade não hesitaremos em convidar, de novo, este grupo.
Logo que tenha oportunidade falarei do grupo de sevilhanas ao Dr. Joaquim Ricardo, Presidente da Sabugal+, para que um dia se possam exibir no palco do Auditório Municipal.
Conclusão: Tendo em conta as jornadas micológicas e o magusto posso afirmar que neste fim-de-semana passaram pelos Foios mais de seiscentas pessoas.
Não me restam dúvidas de que a economia local merece e agradece. Venderam-se muitas castanhas, alguns queijos e encheram-se os bares e os restaurantes. O meu amigo Antoine, proprietário da Trutalcôa, disse-me que às 16 horas ainda havia gente a almoçar no seu restaurante.
Visto que os automóveis não cabiam na praça e nos largos mais próximos, levava muitas pessoas a afirmar: «Parece dia de capeia».
Vamos continuar a trabalhar para que as pessoas nos continuem a visitar. No dia 27 do corrente mês de Novembro teremos o concurso das sopas. Contamos convosco.
Quando dou conta destas e de outras actividades similares, não é com a intenção de me exibir ou de fazer inveja seja a quem for. Programo, executo e divulgo por ser meu dever e obrigação enquanto autarca que sou.
Por outro lado confesso que fico muito satisfeito por já ver muitos colegas, das mais diversas Juntas e Associações, a desenvolverem muitas e meritórias actividades. O Executivo Camarário e a Empresa Sabugal+ estão atentos e vão apoiando na medida do possível. Não me restam dúvidas de que esta é uma política certa e correcta. Pela parte que me diz respeito reconheço e agradeço.
O progresso e o desenvolvimento também passam por aqui.
«TURISMO É FUTURO».
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com
No próximo dia 13 de Novembro (sábado) a Associação Transcudânia, com o apoio de algumas empresas do concelho do Sabugal, organiza a Ronda de São Martinho, iniciativa de convívio, na qual todos são convidados a participar.
A Associação sabugalense proporciona com esta iniciativa um dia diferente no Sabugal, onde a tradição, a amizade e o convívio marcarão presença.
Às 10 horas começam as actividades com a apanha da caruma no pinhal. Ao meio-dia haverá um almoço convívio. Durante a tarde, os organizadores e todos quantos queiram colaborar, reúnem-se no largo do Castelo, onde vão preparar a iniciativa.
Logo após o jantar, às 20h30, inicia-se o magusto tradicional, com as castanhas assadas na caruma, seguindo a prática antiga.
Às 21h30 terá então lugar a Ronda de S. Martinho, com os convivas a percorrerem as ruas da cidade do Sabugal, munidos de campainhas, que tocarão incessantemente.
A Ronda de S. Martinho evoca uma tradição muito antiga, que acontecia no dia em que se provava o vinho novo nas adegas.
plb
A canção que hoje apresento intitula-se «Ó Virgem da Granja» e trata-se de um espécime que se poderá considerar dentro do estilo de canção religiosa. Há muitas canções religiosas em Portugal que se referem a alguma divindade.
Esta canção, com uma bonita melodia, em jeito de balada, refere-se à Senhora da Granja (ou Senhora dos Prazeres) que se celebra no Soito, na Pascoela. A sua letra inclui muitas expressões típicas das pessoas do Soito, tais como «avoar» ou «buer».
A capela da Senhora dos Prazeres (sobre a qual se conta uma lenda centrada no tempo das Invasões Francesas) encontra-se no local conhecido por Granja, por isso a festa é identificada por esse nome.
Ó Virgem da Granja
Que estás no altinho
A guardar as cabrinhas
Ao Ti Luís Meirinho
Ó Virgem da Granja
Cortai-me um dedinho
Eu quero casar
C’o Vosso Menino
Ó Virgem da Granja
Soltai a pombinha
Deixai-a “buer”
Na Vossa fontinha
Deixai-a «buer»
Deixai-a «avoar»
O Vosso Menino a irá buscar
Ó Virgem da Granja
Desacertai o vento
Que vos entrem rosas
Pela porta «adentro»
As rosas que vos entram
São Ave-Marias
Que V’o l’as mandaram
As Vossas amigas
Ainda sobre música tradicional portuguesa, devo referir que há um disco de um grupo do Porto, formado em 1978, que se intitula «Terreiro das Bruxas» (ver imagem), editado em 1990.
Esse grupo chama-se «Vai de Roda» e foi o vencedor do Prémio José Afonso em 1996, com o disco «Pelas Ondas». Este último disco inclui, curiosamente, um tema intitulado «Senhora da Granja», um tradicional da Beira Baixa, que nada tem a ver com o do Soito.
O título do disco «Terreiro das Bruxas», que não sei se terá tido origem na localidade do mesmo nome do concelho de Sabugal, não deixa, no entanto, de ter um certo significado para nós, habitantes do concelho de Sabugal.
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Nota
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Quero lamentar profundamente o que (não) aconteceu na Assembleia Municipal Extraordinária marcada para o dia 29 de Outubro. Parece-me que não é com estes boicotes que se reconciliam os eleitos com os eleitores.
O que eu ainda não consegui compreender foi como é que os eleitos pelo PSD não compareceram à Assembleia onde se iria discutir uma proposta da própria Câmara Municipal (o Plano de Desenvolvimento Económico e Social do Concelho de Sabugal). Para mais quando na carta anexa à Convocatória da Assembleia se referia que o senhor Presidente da Câmara mostrou interesse em que esse Documento fosse discutido pelos seus membros.
Não foi, também, uma falta de respeito para com o senhor Presidente da Câmara o facto de terem boicotado a sessão?
Como POLÍTICO que sou (e faço gala de o ser) estive presente (bem como o João Manata, ambos eleitos pela CDU) na Assembleia, como era meu dever, após ter sido convocado para a mesma. E escusam de vir os comentadores fazer demagogia com os gastos que a mesma provocava ao erário público.
«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte
(Membro da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com
Os primeiros flocos de neve da época começaram a cair, ontem, no maciço central da Serra da Estrela. Os operadores turísticos e hoteleiros da montanha mais alta estão preparados para a nova época de inverno e, apesar da crise económica, mostram-se «optimistas» em relação à procura daquele destino turístico.
Jorge Patrão, presidente da entidade regional de Turismo da Serra da Estrela, disse à agência Lusa esperar que apesar da crise, nos próximos meses «se reforce o turismo interno».
Recordou que em 2009 foram registadas «600 mil dormidas» nas várias unidades hoteleiras e de alojamento da região, admitindo que na época de 2010/2011 os números possam aumentar ou, pelo menos, manter-se.
«A região tem neve, alta montanha, ofertas de turismo cultural e de aventura para continuar a crescer nos próximos anos», concluiu.
«A crise poderá ter algum tipo de impacto, mas estamos mais optimistas do que pessimistas», disse à Lusa Ricardo Abreu, director de vendas e marketing da Turistrela, empresa concessionária do turismo na Serra da Estrela, que possui dois hotéis (Serra da Estrela e Carqueijais), 30 chalés de montanha e explora a estância de esqui, na Torre.
Segundo o responsável, a empresa disponibiliza um total de 400 camas e aposta na qualidade da oferta e dos equipamentos, sendo a última novidade um SPA, no Hotel Serra da Estrela, localizado a 1 550 metros de altitude.
Ricardo Abreu adiantou que a procura já começou, salientando, a título de exemplo, que «para o fim de ano» os chalés encontram-se «esgotados». «Pelas nossa contas passaram cerca de dois milhões de pessoas pela zona da Torre», acrescentou.
«Este ano temos 32 ‘experiências’, desde aulas de esqui, a passeios pedestres e de jipe. Temos um conjunto de programas com diversos preços para dar a oportunidade a todas as pessoas que queiram visitar a Serra da Estrela», explicou.
O ensino de desportos de inverno às crianças vai continuar este ano, lembrando que, na última temporada, foram acolhidas na estância «cerca de cinco mil crianças de escolas de todo o país e até de Espanha».
A época oficial de funcionamento da estância de esqui da Torre é entre 1 de Dezembro e 30 de Abril, mas o director da Turistrela, que também dirige o complexo, assegura que «está pronta a abrir a qualquer momento».
A estância, dotada com nove pistas, irá receber ao longo do inverno eventos variados como provas provas de snowboard, de esqui e actividades inovadoras como o «snow volei» (voleibol na neve), entre outras «que serão uma forma de trazer as pessoas à Serra da Estrela», referiu a concluir.
jcl (com agência Lusa)


































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