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Os congressistas da área do turismo do 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que decorreu na Guarda defenderam a criação de uma rede nacional de judiarias. A iniciativa, onde participou o historiador Jorge Martins, foi promovida pela entidade regional de Turismo Serra da Estrela juntou no TMG judeus e especialistas nacionais e estrangeiros.

Jorge Martins - TMG - Festival Sefardita

Os especialistas e operadores turísticos que participaram no painel «O impacto da herança judaica no turismo», reconheceram que Portugal poderá tirar partido das potencialidades de uma futura rede nacional de judiarias poderá atrair turistas no âmbito do denominado turismo religioso.
«A criação de uma rede de judiarias em Portugal é, sem dúvida, uma mola dinamizadora para o turismo, a economia e a investigação, e para a valorização da memória de Portugal», defendeu Isaac Assor, da Alegretur-Viagens e Turismo.
O operador turístico referiu que «o turismo é, nos dias de hoje, uma das molas impulsionadoras do desenvolvimento económico do país», reconhecendo que uma rede de judiarias criará um novo atrativo turístico para o país.
O historiador Jorge Martins, investigador do Instituto Universitário de Lisboa, foi moderador (3.º painel) e orador (4.º painel) onde apresentou dados que indicam a presença judaica em «todos os concelhos» da região que integram a TSE e considerou que «as Beiras são um altíssimo laboratório para os estudos judaicos». O estudo apresentado sobre a presença de judeus no concelho do Sabugal entre o século XVI e os nossos dias surpreendeu a plateia que acompanhou com muito interesse toda a exposição. Jorge Martins é autor de vários livros sobre a temática judaica e colaborador do «Capeia Arraiana».
«A rede de judiarias de Portugal vai ser muito importante para os turistas poderem conhecer o património judaico existente nas várias localidades», reconheceu o espanhol Antonio Amil, da rede nacional de judiarias de Espanha.
Carolino Tapadejo, coordenador da rede de turismo social da União das Misericórdias, exortou os autarcas e entidades com responsabilidade na área para que «apostem» neste segmento turístico.
O consultor internacional Jack Soifer anotou que o país possui «um grande potencial e uma riqueza cultural fantástica» e afirmou que só a região da Serra da Estrela poderá ganhar «300 milhões de euros a curto prazo», apostando, em força, no turismo dirigido aos judeus.
António Padeira, do Instituto de Turismo de Portugal, a herança judaica «é um produto que tem um público-alvo mas também pode interessar a outras pessoas, não como motivação principal da viagem mas como motivação complementar e que deve ser ainda mais desenvolvido em Portugal», admitiu, reconhecendo como aspecto positivo, a preparação da rede de judiarias.
Jorge Patrão, presidente da Turismo Serra da Estrela assumiu que o turismo judaico representa «um nicho de mercado que envolve 13 milhões de pessoas e pode ser uma ajuda para a saída da crise de muitos países”, defendendo ainda a necessidade da criação de «mais equipamentos para atingir esse nicho de mercado».
jcl (com agência Lusa)

Os congressistas da área do turismo do 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que decorreu na Guarda defenderam a criação de uma rede nacional de judiarias. A iniciativa, onde participou o historiador Jorge Martins, foi promovida pela entidade regional de Turismo Serra da Estrela juntou no TMG judeus e especialistas nacionais e estrangeiros.

GALERIA DE IMAGENS – FESTIVAL SEFARDITA –  1 A 7-11-2010
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jcl

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaA Covilhã fez 140 anos da sua elevação a cidade, pelo Decreto de D. Luís de 1870. Uma cidade que cresceu, desde a criação dos seus rebanhos, passando pela água das ribeiras até ao fio e ao têxtil, uma cidade lutadora, onde tantos operários deram o seu braço, para que o gemido dos teares fizesse dela a «Manchester Portuguesa». O passado é uma página dourada da história mas o presente mostra nova página de livros no braço ou capa ao ombro, onde muitos jovens dão vida a uma carreira diferente mas igualmente digna. Permitam-me que deixe aqui a minha homenagem a esta cidade beirã.

COVILHÃ – A NOVA FACE

Onde os teares bateram
Onde a sirene tocou
As filas de operários
Entrando e saindo…
Há novo habitar
De livros no braço
Ou capa ao ombro.

É um virar de página
Estratégias, mudar
De lutas, futuros…

É um abrir, renovar
Há novos projectos
Num trocar de valores
De sons, de teares
Esvaecidos no tempo
De cortejos humanos
Que acordavam alvoradas
Sirenes para o almoço
Que já não tocam.

As chaminés fumegantes
Apagaram fumaças
Vielas que se alargam
Em rotundas e praças
Casas velhas
Que desfazem contos
Lendas de outrora
Onde se esconderam fantasmas.

E veio nova hora
De erguer outros muros
De fabricar projectos
Não de fim, mas de mudança.

E fazem história…
O pregão do Leal dos jornais
A chaminé do Mestre Abílio
O Montalto e a «placa».
O Pelourinho só de nome
Também já perdera o coreto!

É a alma da Covilhã
Que muda «O rosto e o resto»
Que toma novos valores
Urbaniza, desafoga
Abre outros horizontes
E se entrega
Num caminho de esperança.

Não renega o seu passado
Vive-se agora outro sabor
Recordar, mas não parar
De progredir, concretizar
Num presente para a história
Dos seus avós nos seus netos!

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

A agência de viagens Best Travel da Guarda é a anfitriã da convenção anual da rede que decorre nos dias 14 e 15 de Novembro na cidade mais alta. Os trabalhos dividem-se entre as cidades da Guarda e do Sabugal para onde está previsto um almoço no restaurante D. Dinis.

Best Travel - GuardaA agência de viagens Best Travel da Guarda conseguiu trazer a realização da convenção anual da rede para a cidade da Guarda.
Nos dias 13 e 14 de Novembro reúnem-se na cidade mais alta de Portugal cerca de 100 agentes de viagens e 15 operadores turísticos de todo o País para passar um fim-de-semana de trabalho e lazer na região da Guarda.
A convenção inicia-se com uma reunião de trabalho à qual se seguem alguns momentos de lazer e aventura com a realização de uma actividade de turismo activo, organizada pela empresa da Guarda Heart Beat Experiences, e que será dividida entre os concelhos da Guarda e Sabugal estando prevista uma visita guiada aos núcleos históricos destas cidades com almoço no Restaurante D. Dinis na albergaria Santa Isabel.
Das diversas propostas apresentadas para realizar a convenção a da Guarda foi a escolhida e Rui Martins, director da Best Travel na Guarda, vê nesta convenção a «oportunidade de outros agentes e operadores conhecerem melhor a nossa região, contribuindo para a sua valorização e consequentemente para uma melhor e mais conhecedora oferta turística da mesma. O distrito da Guarda pode proporcionar bom turismo, em boas e distintas unidades hoteleiras sem esquecer a riqueza gastronómica da nossa zona e o já vasto património edificado. Penso eu são factores de peso que justificam uma visita mais atenta e prolongada na região».
jcl (com agência Best Travel da Guarda)

A sessão ordinária do executivo da Câmara Municipal do Sabugal do dia 10 de Novembro de 2010 aprovou as candidaturas para a rede de saneamento básico para as localidades de Quarta-feira, Rebelhos, Batocas, Badamalos, Lomba, Monte Novo, Ruivós, Vale das Éguas e Ozendo e para as Etar’s de Penalobo e do Cró. O prazo de execução é de 12 meses.

Reunião Executivo Câmara Municipal Sabugal

Sessão ordinária pública de 10 de Novembro de 2010
A sessão ordinária pública do dia 10 de Novembro de 2010 no Salão Nobre dos Paços do Concelho foi presidida por António Robalo e contou com a presença dos vereadores Delfina Leal, Ernesto Cunha, Francisco Vaz, Joaquim Ricardo e Luís Nunes Sanches. Em cima da mesa estavam documentos e votações importantíssimas e fundamentais para a governação do município em 2011.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, declarou aberta a reunião às 10.30 horas e solicitou de imediato uma alteração à ordem de trabalhos. «Proponho que sejam discutidos, em primeiro lugar, os projectos de saneamento básico eternamente adiados para as pequenas freguesias do concelho. É importante votar este ponto para que os serviços camarários possam agilizar o processo ainda durante a manhã», pediu o presidente.

Presidência propõe ao executivo debate participativo sobre o Orçamento
Mas havia ainda mais duas propostas consideradas fundamentais para a presidência: «Proponho uma reunião extraordinária para a próxima quarta-feira para discutir o Orçamento para 2011. Considero fundamental que o executivo tenha a noção clara das receitas e despesas e possíveis folgas que muito possivelmente não vão existir. Até aqui o Orçamento sempre foi apresentado pela presidência. Este ano pretendo fazer, com todos, um debate participativo. Apesar de sofrermos um corte de mais de um milhão de euros e de termos margem para endividamento o nosso município é tratado em pé de igualdade com aqueles que já não se podem endividar. É mais uma penalização injusta. Por outro lado necessitamos de iniciar a discussão pública de alteração ao PDM da nova zona de implemental empresarial do Alto do Espinhal. Para que o documento possa ser levado à próxima Assembleia Municipal é fundamental a sua aprovação nesta sessão porque o documento tem de estar em discussão pública durante 30 dias.»
O vereador socialista Francisco Vaz aproveitou para recordar que «apesar de termos passado a reunir quinzenalmente sempre defendemos encontros semanais à quarta-feira até porque temo-nos apercebido do avolumar de assuntos fora da ordem de trabalhos».

Governador Civil da Guarda quer discutir o PROT-Centro
O executivo tomou conhecimento do convite do Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, para discutir o PROT-Centro numa reunião que vai ter lugar na terça-feira, 16 de Novembro, no Governo Civil e «permitir uma posição concertada da região e do distrito e evitar pontos de vista personalizados para cada concelho».

Obras do IGESPAR metem água em Sortelha
O vereador Francisco Vaz perguntou o que pensa fazer a Câmara relativamente à igreja de Sortelha que, apesar de obras recentes, tem infiltrações problemáticas no telhado. O presidente esclareceu que «os serviços camarários iam intervir mas já não vão» porque «assumi, sob pena de perder o mandato, mandar lá uma equipa da Câmara». «Chove lá dentro mas o IGESPAR não deixa mexer no telhado. Possivelmente temos ali um caso de Ministério Público», acrescentando ainda que no dia da inauguração do Museu do Côa falou com os responsáveis do IGESPAR para que «nos dissessem que materiais utilizar que nós assumíamos os custos». O director regional do IGESPAR marcou uma reunião para o dia 24 de Agosto em Sortelha. Desmarcou e nunca compareceu. O projecto passou, então, para delegação de Castelo Branco. «O projectista escolheu mal a telha e agora quer cinco mil euros para alterar o seu próprio projecto que tem direitos de autor. Fez um erro e agora quer dinheiro para alterar», acrescentou com ironia. Francisco Vaz confessou a sua preocupação com «o dinheiro dos contribuintes que foi mal gasto na igreja de Sortelha» concordando também que «é um caso de Ministério Público».
A vice-presidente, Delfina Leal, bem documentada, informou que «os técnicos municipais elaboram um parecer onde sugeriram um tipo de telha diferente e que está mais de acordo com os rigores do nosso clima». O vereador Joaquim Ricardo defendeu «a urgência de uma reparação e, depois, da participação para o Ministério Público».

Orçamento da Sabugal+ adaptado para plano de austeridade
Joaquim Ricardo informou que «já depois de ter elaborado o orçamento da Sabugal+ foi aprovado o Orçamento de Estado que altera as regras para as empresas municipais. O conselho de administração entendeu rever o orçamento e adoptar as medidas restritivas que estão em curso em todo o País. Entendo que devo comunicar ao Conselho Geral todas as alterações e propunha que este assunto seja transferido para a próxima reunião. O orçamento está feito e tenho-o comigo para distribuir pelo executivo». Na sequência desta informação o presidente propôs «retirar da ordem de trabalhos o orçamento da Sabugal+ e alertar para o facto de que também a Câmara deverá adoptar e aprovar um plano de austeridade no Orçamento de 2011».

Saneamento em nove aldeias do concelho do Sabugal
Após as intervenções iniciais António Robalo colocou à discussão a candidatura das obras de saneamento básico para algumas das mais pequenas freguesias do concelho do Sabugal. No seu entendimento «as Águas de Zêzere e Côa só muito remotamente fariam estas obras em virtude do baixo aglomerado populacional» no entanto «a concretização destes serviços em pequenas aldeias são muito importantes para a minha presidência».

A Câmara Municipal do Sabugal vai candidatar cinco projectos para execução das redes de saneamento básico:
1 – Rede de águas e esgotos de Quarta-feira e Rebelhos. (729.870,19 euros);
2 – Batocas e Badamalos (672.898,68 euros);
3 – Lomba e Monte Novo (885.958,71 euros);
4 – Ruivós e Vale das Éguas (808.620,78 euros);
5 – Ozendo (587,349,87 euros).

Estão, igualmente, em fase de candidatura a ETAR de Penalobo, o saneamento das Lameiras e a ETAR do Cró. O prazo de execução da obra é de 12 meses. Relativamente a Ruivós o projecto inicial prevê a construção de uma pequena necrófita. No entanto o parecer dos serviços técnicos aconselham uma ligação à Ruvina por elevatória e depois por conduta para a ETAR de Vale de Éguas. O processo irá sofrer posteriormente um ajustamento que se fosse feito agora já não permitiria a sua candidatura. As propostas foram aprovadas por unanimidade e foi, de imediato, solicitado aos serviços camarários para acelerarem o processo. Assim apenas ficam de fora o Cardeal e o bairro periférico de Alfaiates que ainda não têm os respectivos projectos concluídos.

Alteração ao PDM na zona de implantação empresarial do Alto do Espinhal
O presidente inforrmou, de seguida, o executivo sobre «a necessidade de alterar de zona rural para zona empresarial o PDM do Alto do Espinhal na freguesia das Quintas de São Bartolomeu. Temos o parecer favorável da conferência de serviços da Autorida Florestal Nacional em Coimbra mas foi-nos exigida em redor uma faixa de 100 metros contra incêndios que já foi delimitada pela Comissão municipal florestal de defesa contra incêndios do Sabugal». António Robalo propôs que «seja votada a discussão pública durante 30 dias num local que esteja aberto todos os dias» e deixou a sugestão para que o documento fosse colocado no Museu que está aberto todos os dias cumprindo o prazo de forma a permitir a sua votação na Assembleia Municipal». A proposta foi votada por unanimidade.

Irregularidades graves na APEES
Após a leitura, rectificação e aprovação da acta da reunião anterior pelos membros do executivo presentes foi tempo de discutir uma carta da APEES-Associação de Pais e Encarregados de Educação do Sabugal dando conta de um total de cerca de 88 mil euros de dívidas encontradas pela auditoria mandada realizar pela actual direcção.
O vereador Francisco Vaz entendeu pedir uma clarificação das datas da declaração de não dívida da Segurança Social quando a auditoria registou cerca de 25 mil euros que não foram pagos ao organismo estatal e cerca de 37 mil euros a uma instituição bancária.
Com o objectivo de tentar solucionar o grave problema o presidente António Robalo propôs «uma transferência por adiantamento ao protocolo de 15 mil euros e o pagamento do empréstimo bancário para a aquisição de equipamentos de cozinha no valor de 37 mil euros» defendendo que «os equipamentos devem ficar propriedade da autarquia num edifício camarário» porque «não podemos esquecer que a APEES está a substituir a Câmara no fornecimento de refeições aos alunos». Delfina Leal aproveitou para informar que «a APEES parou o transporte de alunos e há quatro crianças com necessidades especiais que já solicitaram apoio camarário». A vice-presidente disse ainda que «a actual direcção já se transferiu os escritórios para as instalações do Bairro Social para reduzir custos de arrendamento».
O vereador Luís Sanches considerou que «o crime compensa e devemos solicitar à Caixa de Crédito Agrícola os motivos do empréstimo, por quem e para quê» e o vereador Joaquim Ricardo acrescentou que «devemos resolver o problema da APEES mas os números da auditoria são demasiados redondos para serem rigorosos e por isso devemos solicitar uma certidão actual à Segurança Social e tentar resolver o problema com muita seriedade».
O presidente informou que vai ser pedido aos serviços camarários para fazer um inventário dos equipamentos e conferir com o empréstimo e as amortizações e aproveitou para sugerir uma visita às instalações para que o executivo tomasse conhecimento com a realidade.

Socialistas votam contra obras na A23. Joaquim Ricardo absteve-se.
A reunião continuou com a votação para aprovação de verbas para as obras da A23 que teve os votos contra dos dois vereadores socialistas e a abstenção do vereador Joaquim Ricardo. A votação dos pagamentos na ligação Cardeal-Soito teve, igualmente, os votos contra dos dois vereadores socialistas presentes.

Novo concurso para requalificação das margens do Côa
A finalizar o presidente informou que no concurso público para requalificação das margens entre pontes do Rio Côa no Sabugal foi anulado por incomprimento processual dos quatro candidatos. Os erros detectados levam à abertura de um novo concurso público.

Adesão à Associação dos Municípios com actividade taurina
O concelho do Sabugal aderiu (sem custos) à Associação Portuguesa dos Municípios com actividade taurina. A adesão à associação para promoção e manutenção de roteiros taurinos na Península Ibérica aguarda o envio dos estatutos e o valor da quota e depois será votada em Assembleia Municipal.

Reunião intensa e onde foram discutidos assuntos importantíssimos para a governação do concelho do Sabugal.
jcl

Tim Burton é daqueles realizadores que consegue, nos dias de hoje, ter uma imagem que nos faz reconhecer os seus filmes à distância. Ambientes negros, cenários góticos e personagens inadaptadas são as principais características das suas obras, que acabaram por lhe dar uma enorme legião de fãs.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia Arraiana«A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça» faz parte da sua filmografia mais negra. É também mais uma das suas colaborações com Johnny Depp, a terceira, actor que faz parte de um grupo que normalmente integra os filmes de Tim Burton e a par de Helena Bonham Carter, esposa do realizador, é um dos actores mais presentes neste universo bastante peculiar.
Passado no final do século XVIII (é curioso vermos as personagens falarem da chegada do novo século da mesma forma que em 1999, o ano deste filme, se aguardava com um misto de surpresa e euforia a chegada do ano 2000), «A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça» leva o polícia Ichabod Crane (Johnny Depp) à localidade de Sleepy Hollow, onde tem de investigar uma série de homicídios levados a cabo por um cavaleiro sem cabeça (Christopher Walken), que dá nome à lenda.
Lenda Cavaleiro Sem CabeçaDe início céptico, devido à sua fé na ciência, Ichabod acaba por se aperceber que a estranha personagem existe de facto e fica enredado numa conspiração que envolve grande parte da população de Sleepy Hollow e uma boa dose de bruxaria.
Com um argumento destes, baseado num livro de Washington Irving, Tim Burton sente-se em casa e consegue fazer uma bela obra, que mistura tons de suspense e alguns pozinhos de terror, muito ao estilo do realizador. A banda sonora do seu cúmplice Danny Elfman também ajuda a criar um ambiente de certa forma sombrio e vai muito ao encontro do que se pretende num filme destes. Johnny Depp, uma vez mais, interpreta uma daquelas personagens que aparentemente só ele consegue interpretar nos filmes de Burton, com os seus tiques específicos que veremos mais tarde aprofundados em filmes como «Charlie e a Fábrica de Chocolate» ou «Alice no País das Maravilhas».
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O investidor do projecto «Ofélia Club», a realizar em Malcata, prometeu à Câmara Municipal do Sabugal a apresentação do projecto definitivo na primeira semana de Dezembro de 2010.

A Câmara Municipal continua o processo de aquisição de terrenos em Malcata tendo em vista a implementação do projecto de investimento. Porém têm sido inúmeros os problemas criados com as avaliações, nomeadamente por disparidades nos registos matriciais e de problemas entre herdeiros. Os habitantes da aldeia de Malcata, vão mostrando sinais de impaciência, face a uma novela que parece não ter um fim à vista.
Fala-se em projecto falhado e pedem-se explicações à Junta de Freguesia e à Câmara Municipal.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, disse na reunião de 27 de Outubro, realizada precisamente em Malcata, que o processo estava a seguir os seus procedimentos legais, e que tinha sido prometido pelo investidor que o projecto definitivo iria ser entregue nos serviços municipais até à primeira semana de Dezembro.
Surgem porém fundadas dúvidas acerca da real capacidade para o empresário sabugalense António Baltazar Reis, de 60 anos, para concretizar o investimento a que se propôs. A empresa «Existance SA», que se apresentou com líder do processo, falhou noutros concelho do país, onde apresentou projectos similares.
O projecto «Ofélia Club» foi apresentado em 26 de Setembro de 2008, pelo então presidente da Câmara Municipal do Sabugal Manuel Rito Alves, como um investimento de grande impacto que iria avançar rapidamente. Iniciou-se de seguida o processo da compra de terrenos em Malcata, junto à albufeira da barragem, mas nada se avançou quanto à concretização da construção do complexo de saúde e lazer.
plb

Faleceu ontem, dia 10 de Novembro, em Lisboa, o Engenheiro Eurico Afonso Liberal, cujo funeral acontecerá na tarde de hoje em Aldeia de Santo António, no concelho do Sabugal.

José Manuel Carvalho PereiraFormado em Engenharia Civil e membro da Ordem dos Engenheiros, Eurico Afonso Liberal foi quadro superior da Direcção Geral da Aeronáutica Civil, desde a sua fundação (actual ANA – Aeroportos e Navegação Aérea). Exerceu funções no sector da construção e ampliação de aeroportos e aeródromos do país, e foi fundador da Obra Social do Ministério das Obras Públicas e Comunicações.
Era natural o distrito de Aveiro, casando porém com Maria Cândida Lavajo, natural da Urgueira, freguesia de Aldeia de Santo António, filha do Dr Manuel Lavajo, prestigiado proprietário do concelho do Sabugal que tinha casas de lavoura no Escabralhado e na Urgueira.
plb

Participei na sessão de discussão do PROT-Centro realizada no passado dia 4 na Covilhã, onde aquilo que já adivinhava se concretizou…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Na verdade, a questão fundamental que se coloca quando se lê a proposta de PROT apresentada pela CCDR, é a incapacidade dos seus autores em conciliar a necessidade de aumentar a competitividade relativa da Região a nível nacional, europeu e mundial, não aumentando, no interior da própria Região, os factores de exclusão territorial de largas manchas do território.
Ou dizendo de outra forma, como se consegue tornar a Região Centro mais competitiva sem excluir Concelhos como o do Sabugal?
E a esta questão essencial para se perceber o futuro da nossa terra, o coordenador da equipa que elaborou a proposta, teve a humildade suficiente para na Covilhã reconhecer que não haviam encontrado a melhor resposta e que esperavam que a concretização do PROT encontrasse as respostas. Mais claro não se podia ser…
O nosso Concelho, um pouco à semelhança de muitos outros, fica assim fora dos grandes eixos do desenvolvimento da Região Centro e que na Beira Interior são a Guarda, a Covilhã/Fundão e Castelo Branco, num rumo de maior exclusão territorial.
Sei que muitos dizem e praticam o pessimismo, o «deixa andar», o «nada podemos fazer», o que se traduz na não participação no processo de discussão pública, na não apresentação de propostas alternativas ao clausulado do PROT.
Mas tal não corresponde à realidade, como se comprova pelas propostas já apresentadas pelos Vereadores e Deputados Municipais do Partido Socialista do Sabugal, face à impossibilidade de as mesmas serem apresentadas e discutidas nos locais devidos.
O período de discussão pública termina a 30 de Novembro e bom seria que outros sabugalenses apresentassem propostas de alteração.
Na minha intervenção na Covilhã, pude registar o agrado com que o Coordenador da Equipa ouviu duas ou três daquelas propostas, as quais vão exactamente no sentido de integrar os Concelhos como o do Sabugal nas dinâmicas de desenvolvimento regionais.
Uma última nota para a questão da discussão pública.
Na Covilhã, tirando os técnicos da CCDR, estávamos quatro ou cinco pessoas, entre as quais o Presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, o Vice-Presidente da Câmara do Fundão e um Vereador da Câmara da Covilhã, enquanto anfitrião.
Esta situação motivou um reparo meu, lamentando que o período de discussão pública fosse tão curto e fosse entendido de uma forma meramente burocrática, pois não tinha havido qualquer atitude voluntarista da CCDR para motivar a presença de mais pessoas.
Curiosamente, e numa atitude de sacudir a água do capote muito habitual da máquina do Estado, levei logo a resposta que há três anos que se andava a discutir o PROT (nos gabinetes, claro…), mas, mais espantoso ainda, que a culpa era dos Presidentes de Câmara que não haviam provocado nestes três anos a discussão das populações e dos agentes económicos e sociais nos seus Concelhos…
Não enjeitando responsabilidades dos autarcas, não posso no entanto deixar de dizer que se desenvolve um processo todo ele sigiloso; não se colocam à disposição de quem queira os documentos que estão a ser discutidos, aos quais só tinha acesso quem tivesse uma «password» de entrada; não se promovem momentos de debate e discussão sobre as propostas em cima da mesa para além de quem se convida. E a culpa é dos outros…

Ps. Não posso deixar de saudar aqui o aparecimento de um novo blogue sabugalense «Gazeta do Sabugal», que tem como principal rosto o Carlos Alberto Gomes. A sociedade civil demonstra grande vitalidade o que é um bom sinal pois revela a vontade de mudança e o acreditar num Concelho do Sabugal com futuro que se sente nos sabugalenses, estejam onde estiverem.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Hoje, 11 de Novembro, é o dia de São Martinho. Há um conhecido rifão popular que diz: no dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho. Associou-se também este dia aos magustos, por ser tempo de apanhar as castanhas.

São Martinho foi bispo da cidade de Tours, em França e foi um importante evangelizador do seu tempo. Nasceu em Sabária da Panónia, na Hungria, no ano de 315. Com apenas 12 anos foi alistado pelo pai no exército romano. Enquanto jovem oficial teve uma atitude que o deixou conhecido: deu metade da sua capa a um pedinte que encontrou na borda da estrada, assim o abrigando do frio.
Abandonou o exército romano, baptizou-se e viveu como eremita numa ilha ao largo da costa de França, aí fundando um mosteiro para uma comunidade religiosa que vivia em isolamento. Ordenado padre, foi depois nomeado bispo de Tours. Dedicou-se à evangelização, percorrendo a pé e a cavalo toda a sua diocese.
Na memória popular ficou conhecido o adágio: «No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho». Também é conhecido o provérbio «no dia de São Martinho prova o teu pipinho», que afinal é uma simples variante do primeiro. A sua ligação ao vinho decorre apenas da altura do ano em que o famoso bispo morreu, na data que ficou consagrada em sua memória. Depois da vindima, feita em Setembro ou no início de Outubro, o vinho ferve no lagar e depois nos pipos e nas cubas, sendo assim o dia de São Martinho, o apropriado para se fazerem as primeiras provas. Ao vinho novo juntam-se as castanhas assadas e assim se celebram os magustos, reunindo familiares e amigos. Este é portanto um tempo de convívio e de amizade.
Hoje já poucos particulares têm lagares para a produção própria de vinho. Vão também rareando as adegas para aí se abrirem os espiches e se provar o vinho que ainda fermenta nos pipos. Os tempos são outros, mas o espírito e a tradição mantêm-se, realizando-se magustos e outros encontros de convívio e a jeropiga, são as bebidas eleitas.
plb

No dia 21 de Novembro (domingo) realiza-se mais um encontro de cavaleiros na raia sabugalense, desta feita nos Fóios, terra de tradições equestres e taurinas, onde nasce o rio Côa.

«No dorso de um cavalo, na rota da amizade» é o lema deste encontro de cavaleiros, que se inicia pelas 10 horas, com a recepção aos participantes no Pavilhão Multiusos dos Fóios.
Pelas 11 horas terá início um passeio a cavalo pelo campo, a que se seguirá um almoço de convívio, previsto para as 12 horas e 30 minutos.
O convívio prosseguirá pela tarde dentro e culminará na realização, pelas 18 horas, de um magusto.
A organização está a cargo de Fernando Papalosa, Tó Canhoto e Amélia Rei, que podem ser contactados pelos telefones: 96 87 84 123, 96 42 52 707 e 271 491 094.
Os interessados terão de se inscrever até ao dia 17 de Novembro.
plb

No intuito de fomentar hábitos de leitura e de escrita, bem como preservar as tradições do território raiano do Concelho do Sabugal, foi instituído o «Prémio Literário Blogue Capeia Arraiana / Agrupamento de Escolas do Sabugal 2011».

Prémio Literário Blogue Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal 2011

Ao prémio, que também pretende promover a expressão literária e o desenvolvimento da língua portuguesa, podem concorrer os alunos do Ensino Secundário (10.º, 11.º e 12.º anos) do Agrupamento de Escolas do Sabugal.
Os trabalhos terão por tema a tradição da Capeia Arraiana nas terras do concelho do Sabugal e terão de ser apresentados a concurso em suporte digital multimédia.
Os prémios previstos terão o valor de 500 euros para o 12.º ano, de 250 euros para o 11.º ano e de 250 euros para o 10.º ano, sendo patrocinados por empresas do concelho do Sabugal. A Electrocôa patrocina o prémio de 500 euros e as empresas BigMat (de Ricardo & Ricardos, Lda.) e Talho Minipreço (de Pedro & Gonçalves, Lda.) patrocinam os prémios de 250 euros, os quais serão revertidos em aquisições nessas mesmas empresas.
São unicamente admitidos a concurso trabalhos inéditos, que serão definidos, apresentados e acompanhados pelos respectivos professores da Área de Projecto (12.º ano) e de Português (10.º e 11.º anos), devendo ser entregues até ao primeiro dia do terceiro período lectivo.
O júri do Prémio é composto pelo director do Agrupamento de Escolas do Sabugal, por um administrador do Blogue Capeia Arraiana e pelo responsável pela Educação da Câmara Municipal do Sabugal, mediante propostas dos professores responsáveis. O resultado do concurso será anunciado pela Direcção do Agrupamento até ao dia 31 de Maio.
A instituição do Prémio resultou de um protocolo celebrado entre os responsáveis do Agrupamento de Escolas do Sabugal, do Blogue Capeia Arraiana e as empresas patrocinadoras.
Administração do Capeia Arraiana

O gato fez um dói-dói à Mariana.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaMariana; Mariana
Minha flor,
Onde vais tu Mariana?
Onde vais tu, meu amor?
É um «bichano», tio!
Larga a mão! Larga, tio!

Mariana; Mariana
Minha flor,
Anda cá Mariana!
Anda cá, meu amor!
A Mariana quer o «bichano»!
Olha tio… Que lindo!

Mariana; Mariana…
Olha que o gato arranha…
Não aranha nada…
É mansinho… Vês, tio?

Mariana, Mariana…
Deixa o gato Mariana!
È mansinho… Vê, tio!

Mariana! Mariana!
Anda cá Mariana!
Já vou! Já vou, tio!

(Miaaaauuuuuuuuuuuuu!)

Que foi, Mariana?
O «bichano» fez «doidoi»… Olha, tio…

O tio não avisou, Mariana?
Sim… Avisou…

E agora, Mariana?
Agora dás um beijinho…
Aqui… no dedo; vês, tio?

«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com

O Partido Socialista do Sabugal fez chegar à Comissão de Coordenação para o Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) propostas de alteração ao projecto de Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT-Centro), que genericamente consideram ser um documento que não serve a Beira Interior e muito menos o Concelho do Sabugal.

PSPara os responsáveis do PS do Sabugal a aprovação do plano nos moldes em que se encontra elaborado conduzirá, a breve prazo, «ao esvaziar das aldeias destes concelhos, sendo as pessoas atraídas/induzidas a se fixarem nas sedes de concelho ou nas grandes cidades, onde encontrarão resposta facilitada para as suas necessidades pessoais e profissionais». Defendem que o documento ignorou completamente o Concelho do Sabugal: «já nem se trata de estratégias, trata-se de apagar do mapa o nosso Concelho».
A proposta apresentada à CCDRC defende haver uma alternativa que adopte «políticas voluntaristas de funcionamento em rede dos diferentes territórios da Beira Interior, mais ou menos densamente ocupados» e que conjugue as fortes dinâmicas de desenvolvimento das cidades principais com as dinâmicas de desenvolvimento local de menor amplitude, mas de importância fundamental para as populações que lá residem e trabalham. No fundo, «uma alternativa que entendesse as relações transfronteiriças locais como oportunidades de desenvolvimento».
Por acreditarem que ainda é possível alterar esta situação, os Vereadores e os Deputados Municipais do Partido Socialista enviaram para a CCDRC duas propostas.
A primeira propõe, pura e simplesmente, que se anule o que está feito e se elabore um novo documento. A segunda, por não acreditarem que a CCDRC aceite anular o documento colocado à discussão pública, propõe um conjunto de alterações às Normas Orientadoras que permitiriam melhorar o documento.

Documento para download. Aqui.
plb

Em deambulação pelo rico património da Beira-Côa, muito dele esquecido e menosprezado, importa ir ao encontro de um pequeno e simples monumento, de características eminentemente populares, que raramente falta nas cercanias de cada aldeia. Trata-se do calvário, em geral tosco monumento que evoca a cruz onde expirou o Redentor. A construção, quase invariavelmente de bruto granito, recorda a dor da caminhada de Cristo, a subir o monte sobranceiro a Jerusalém, a que chamavam Calvário (em hebreu Gólgota – caveira), onde, no crucho, foi cravejado na cruz que transportou.

A fé e a religiosidade imanente dos habitantes das nossas aldeias, levou a que nunca descurassem as facetas da vida de Cristo, desde a Anunciação à Redenção, e muito do património popular tem que ver com este aspecto da vida comunitária. Os calvários representam a cruz onde o Salvador foi pregado e sucumbiu pelos pecados dos homens, para a sua redenção.
Na ideia de fidelidade ao momento histórico que exprimem, os calvários foram sobretudo erigidos em terrenos elevados, fossem outeiros, colinas ou cabeços, em locais quase sempre isolados, com abrangência de vistas. O simbolismo da cruz obriga a que se imponha no horizonte, de maneira a coagir quem a olhe, para se persignar e curvar em oração. Na sua vizinhança há, via de regra, uma igreja ou capela, e também uma estrada ou caminho por onde vêm os peregrinos, seja no andar dos passos da Via Sacra, seja em romaria. Na fiel representação da Via Sacra, o calvário é uma das catorze estações, cujo percurso é habitual começar e terminar na igreja, onde os penitentes recolhem em oração. Ainda na matriz religiosa do povo, as cruzes do calvário era por onde passava a «encomendação das almas», ritual popular do tempo quaresmal entretanto desaparecido, também designado por «martírios», em que os fiéis, a coberto da noite, entoavam cânticos lúgubres, apelando à salvação dos irmãos defuntos.
O monumento é composto por um conjunto de três cruzes de granito, assentes numa grande base, quase sempre em forma de pedestal com vários degraus. As cruzes são simples e toscas, raramente contendo motivos artísticos, podendo ter todas a mesma dimensão, ou sobressair a do meio, mais imponente. A cruz do centro representa aquela em que Cristo morreu, e as das bandas aquelas onde estiveram pregados os dois ladrões que morreram com o Redentor.
Há calvários simples, de pequena dimensão, com cruzes de pedra ou de ferro, muito toscas, em sinal da rudeza do artista popular, que as erigiu com escassos meios. Em contraste, surgem calvários que são autênticos monumentos, com cruzes imponentes, de pedra talhada e, ás vezes, devidamente ornamentada, em resultado do cinzel de talentoso artista.
Paulo Leitão Batista

Vemos a diário problemas e conflitos sociais, significa que continuam na ordem do dia, mas os assalariados e os sindicatos que os representam já não defendem os seus direitos com o mesmo ímpeto de outros tempos. A razão?

António EmidioPenso que tudo se deve a um aburguesamento, mais mental que material, da classe trabalhadora, devido como é lógico ao consumismo desenfreado próprio de um sistema económico que nos vai regendo desde há décadas. Mas chegámos a um momento em que a crise económica varre toda a Europa e, mais importante ainda, as classes médias aburguesadas estão na contingência de cair no proletariado, esta é a razão de mobilizações, greves e lutas de rua a que assistimos em alguns países europeus. Nestas lutas está implícita uma luta de classes, contrariando muitas teses que dizem já ter terminado. Os sindicatos perderam muito poder, deixando-o escapar para os partidos socialistas e sociais-democratas, ou seja, para o parlamentarismo. Também houve um corte com os ideais de luta e emancipação que se viam noutros tempos ainda não muito distantes. Os votantes socialistas e sociais-democratas procedem na sua quase totalidade da classe trabalhadora, mas os seus representantes nos parlamentos não passam de profissionais da política, cheios de prebendas e riqueza escandalosa. São elites afastadas daqueles que os elegem. Sabe uma coisa querido leitor(a)? Os representantes socialistas e sociais-democratas, com honrosas excepções, estão mais interessados em servir o sistema do que servir quem trabalha. Como exemplos notórios, temos o nosso ilustre e “socialista” primeiro-ministro, e o ilustríssimo líder da oposição social-democrata. Os partidos socialistas e sociais-democratas europeus são dirigidos por elites apoiantes da Globalização Neoliberal, Globalização Financeira e, bastante afastados do assalariado tanto público como privado.
É hora de mudança ideológica, de um novo tipo de políticos e governantes com uma visão mais social e que ponham a economia ao serviço do homem e não o contrário.
Nós portugueses, estamos numa situação social gravíssima que ainda não nos foi apresentada com toda a sua crueza pelos profissionais da política. Os Corifeus da comunicação social controlada pelo poder económico e também político, pagos a peso de ouro, passam a vida a dizer que vivemos acima das nossas possibilidades. É mentira! Quem vive acima de tudo e de todos são eles, com todo o luxo diário nos seus fatos, com os seus fundos de pensões privados, clínicas privadas e colégios particulares para os seus filhos. São eles que se insurgem contra o Estado Social, o Estado que ajuda aqueles que mais necessitam. Sabem, mas não dizem, que Portugal tem a sociedade mais desigual da Europa e eles ainda a querem desigualar mais.
Tenho como mestra a história, e ela diz-me que por razões financeiras graves, como a que actualmente atravessamos, surgiu uma ditadura que durou quarenta anos. Também me ensinou que o avanço do tempo, só por si, não pode ser visto como um factor do avanço dos valores morais, culturais, espirituais e humanos.
Para terminar. Ouvi na rádio que o Senhor Presidente da República «vê com muita apreensão o desprestígio da classe política». Só agora Senhor Presidente? Pelos anos de 1975 ou 1976, ouvi um «político» aqui na nossa então Vila dizer, não na rua, mas em reunião, que iria pôr um familiar na Câmara Municipal como vereador, cuja capacidade de tocar guitarra e cantar o fado era insuperável. Caricato? Sem dúvida, um pequenino grande exemplo do que foi e é tudo isto. Leia querido leitor(a) o que eu escrevi num dos últimos parágrafos «…o avanço do tempo não pode ser visto…».
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Ditou o calendário que fosse à quinta jornada do Campeonato da 1.ª Divisão Distrital da Associação de Futebol da Guarda, o primeiro derby raiano da época. O Sporting Clube do Sabugal, a jogar em casa no Estádio Municipal, levou a melhor sobre a A. C. D. do Soito vencendo por 2 a 0.

Marco Capela - Treinador Sporting Clube Sabugal

Para defrontar os «vizinhos» da vila do Soito, quis o técnico do Sabugal, Marco Capela (na foto), que o onze titular fosse constituído por: Chucky (1), Isidro (2), Filipe (3), Batista (4), Tó-Zé (5), Pires (6), Vaz Alves (7), Jorgito (8), Tiago Dias (9), Nuno (10) e Paulo Alves (11).
Para o banco dos suplentes foram convocados Fábio (12), Janela (13), Pedro (14), Roberto (15), Igor (16), Pereira (18) e Motas (19). De salientar que na equipa do Sporting Clube do Sabugal a juntar às baixas que já existiam na jornada anterior – Ricardito e Sérgio – juntou-se ainda por lesão o guarda-redes Fred e a ausência de Manata. Perante este cenário o treinador Marco Capela chamoudois atletas do escalão júnior: o guarda-redes Fábio e Motas.
Deste derby de referir que a primeira grande oportunidade foi mesmo para a equipa que acabou por sair derrotada. João Rito atirou a bola ao poste da baliza à guarda de Chucky logo aos 2 minutos da partida. Na resposta, quatro minutos depois, foi a vez da equipa da casa rematar forte à barra da baliza do Soito. O golo inaugural acabaria por surgir ainda na primeira parte e foi Vaz Alves, o número 7 do Sabugal a abrir o marcador e a colocar a equipa visitada em vantagem. 1 a 0 era o resultado ao intervalo.
Quanto a substituições da equipa do Sabugal ainda na primeira parte Marco Capela viu-se obrigado a substituir Paulito por lesão, para ocupar o lugar entrou Pereira que acabaria por marcar o segundo golo já nos minutos finais da partida. Para além de Paulito saíram, já na segunda parte, Filipe e Vaz Alves para a entrada de Janela e Igor, respectivamente.
Apesar de, neste domingo o Sporting do Sabugal não ter mostrado um grande jogo de futebol, a partida valeu pelo resultado que alcançou. Com mais esta vitória – a quinta neste campeonato –, a equipa «constrói um pleno de vitórias» e continua assim em primeiro lugar da tabela classificativa com 15 pontos em cinco jogos os mesmos que o G. D. Vila Nova de Foz Côa.
Cláudia Janela

A equipa de futsal da Rapoula do Côa sofreu duas derrotas nas duas primeiras jornadas. Ao terceiro jogo a equipa do concelho do Sabugal venceu, por uns expressivos 6-2 à equipa de Seia F.C. que ocupava os lugares da frente apenas com vitórias.

Futsal - Rapoula Côa - Seia

Apesar das agradáveis exibições os jogadores de futsal da Rapoula do Côa que participa na 1.ª Divisão Distrital da Associação de Futebol da Guarda não conseguia traduzir as mesmas em bons resultados, sendo que, à 3.ª jornada, foi possível juntar uma bela exibição ao resultado.
Os atletas tiveram sempre grande atitude no decorrer do jogo, de forma a que o resultado final fosse positivo.
Com o pavilhão municipal do Sabugal, mais uma vez repleto de público, a equipa da casa, cedo controlou a partida e chegou à vantagem no marcador por Wilson Calva e mais tarde por Zé Cunha, aproveitando uma boa fase da equipa no jogo.
Com o resultado 2-0, a equipa da casa baixou um pouco de rendimento e acabou por consentir um golo, resultado que se manteve ao intervalo.
Para a segunda parte, a equipa entrou ainda mais forte, mais pressionante e com isso foram chegando os golos, Paulo Pernadas fez o 3-1, Hugo Fernandes o 4-1, Marco Capela o 5-1 e Sérgio Pinto o 6-1!
A terminar a partida a equipa de Seia reduziu a diferença para 6-2.
Marco Capela

Castanhas, mel, cogumelos e avelãs produzidos em território raiano marcaram presença na Feira dos Produtos Locais no Mercado do Sabugal. Reportagem com imagem de Sérgio Caetano da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

jcl

A canção apresentada nesta crónica não é tradicional do Soito, mas é uma canção que era, tradicionalmente, cantada no Soito. Ainda hoje, embora raramente, se canta.

Música Natal

João Aristídes Duarte - «Música, Músicas...»Trata-se de uma canção tradicional de Natal, cuja origem é a Beira Baixa.
Esta canção era cantada na noite da Consoada, no Soito, sobretudo junto à Fogueira do Galo, ou nas ruas da freguesia.
Há uma bonita versão desta canção no CD dos Navegante, intitulado «Cantigas Tradicionais Portuguesas de Natal e Janeiras», editado em 2009. Há várias variações da letra desta canção, em variadas regiões do país. Esta é uma das canções tradicionais que se espalhou pelo país, através das migrações das populações rurais, que procuravam o seu ganha-pão, longe as suas terras de origem (era este o caso dos «ratinhos», «gaibéus», «caramelos», etc.).
A letra que se cantava no Soito é a seguinte:

Alegrem-se os Céus e a Terra
Cantemos com alegria
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria

Ó meu Menino Jesus
Ó meu Menino tão belo
Logo foste a nascer
Na noite do caramelo

Do varão nasceu a vara
Da vara nasceu a flor
Da flor nasceu Maria
De Maria o Redentor

Nota: O triste episódio protagonizado pela PT que se «safou» do pagamento de 260 milhões de euros em impostos, através da distribuição de dividendos, mostra, mais uma vez, que o poder político anda de joelhos perante o poder económico. O Governo avisou a Caixa Geral de Depósitos (um dos accionistas da PT) para votar contra a distribuição dos dividendos, mas fê-lo um dia depois de os accionistas já o terem decidido. Para isto não se pode voltar atrás, são compromissos, alegam. «Palavra de Rei não volta atrás» parece ser o lema nestas coisas. Já para assumir os compromissos que assinou com os Sindicatos de Professores, relativos à realização de um Concurso de colocação de docentes, no próximo ano, não há disponibilidade. Neste caso rasgam-se os compromissos assumidos, porque há crise… Estamos entregues à bicharada. De qualquer maneira, nada espero de diferente daqueles que se preparam para assumir o poder, proximamente, nomeadamente do PSD, de Passos Coelho. È tudo farinha do mesmo saco…
«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte

(Membro da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Cerca de 500 atletas participaram no Sabugal no V Grande Prémio de Atletismo do Alto Côa. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Sérgio Caetano da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

jcl

Sábado, dia 6 de Novembro, levantei-me cedo com a intenção de me deslocar ao Sabugal para participar na feira dos produtos locais e poder também regalar os olhos e a alma com as provas de atletismo que durante a manhã animou e deu vida à cidade do Sabugal.

José Manuel Campos - Nascente do CôaSaí dos Fóios, acompanhado de mais três amigos, às 9,30 horas e passados vinte minutos entravamos no mercado municipal onde alguns funcionários da Empresa Sabugal+ davam os últimos retoques na exposição dos mais diversos produtos agrícolas que o público começava a contemplar.
Às 11 horas dirigi-me para junto do edifício do tribunal onde se concentravam largas centenas de atletas que sob a orientação do incansável Natalino Teixeira, do Baraçal, se organizavam e tomavam posição à espera que o Presidente do Município, António Robalo, desse o sinal da partida.
Confesso que nunca tinha estado tão perto dos atletas e da organização. Apreciei e admirei o pulso e a dinâmica do Natalino que muito bem coadjuvado pelo seu amigo e colega Major Almeida, da GNR, constituíram uma dupla digna do reconhecimento dos atletas e do público em geral.
Por volta das 15 horas desloquei-me a Malcata onde sabia que a Junta e a Associação também estavam envolvidas em actividades relacionadas com a micologia e as castanhas. Tive oportunidade de contemplar a exposição dos cogumelos que embora não tivesse muita quantidade tinha, por certo, bastante variedade.
Enquanto, com alguns amigos, fazíamos um brinde, com a saborosa jeropiga, o Sr. Eng.º António Borges, organizava a exposição e o Abílio confeccionava o caldudo.
Por fim tomámos mais um copo, no bar Camões, com alguns dos amigos que haviam jogado o envido nos Foios e em Malcata e que já falam em novos encontros. Parabéns Malcatenhos!
Não me resta qualquer dúvida de que estas actividades deveriam merecer o reconhecimento e o aplauso de todos.
Fazer coisas é muito importante e ainda que algumas saiam menos bem não há razão para deixarmos de fazer outras. Temos que ser persistentes e ter consciência de que com os erros também se aprende.
O progresso e o desenvolvimento também passam por estas actividades.
A Câmara e a Empresa Sabugal+ estão de parabéns.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O arquitecto José Afonso fala sobre os portados com séculos de história no centro histórico de Castelo Branco. Reportagem do jornalista Nélson Mingacho com imagem de Ricardo Henriques e Mariana Batista da Redacção da LocalVisãoTv (Castelo Branco).

jcl

O Agrupamento de Escolas do Sabugal realiza frequentemente inicitivas extra-curriculares, que visam educar através de uma pedagogia diferente, onde os alunos são chamados a participar. Transcrevemos do blogue «Biblioteca Escolar do Sabugal», com a devida vénia, dois artigos que ilustram momentos relevantes para a vida escolar: a semana da sopa e a conversa com a escritora Margarida Fonseca.

«Estiveram patentes nas B.E.s deste Agrupamento (BE da Escola Secundária e BE da EB2/3) duas pequenas exposições que pretendiam alertar para os benefícios de uma alimentação saudável.
Mas sobre este assunto melhor do que nós escreve a professora Elisabete, coordenadora do PES, cujo texto passamos a apresentar:
Na semana de 18 a 22 de Outubro decorreu no Agrupamento de Escolas a comemoração da Semana da Sopa, uma iniciativa para assinalar o Dia Mundial da Alimentação. Os alunos do 7ºano tiveram um papel relevante na dinamização desta semana, contribuindo com trabalhos diversos que foram expostos em vários locais da escola, incluindo as duas bibliotecas. Tratou-se do início de uma série de actividades programadas para estas turmas no presente ano lectivo, no âmbito do Programa de Educação Alimentar em Contexto Escolar (PEACE), cuja dinamização está a cargo do nutricionista do Centro de Saúde do Sabugal em colaboração com as respectivas Directoras de Turma.
Os alunos do 7ºA pesquisaram receitas de sopas da Raia e seleccionaram as cinco sopas que foram servidas na cantina durante esta semana. O 7ºB envolveu-se na elaboração de cartazes que apelam às vantagens do consumo de sopa. A pesquisa de provérbios e elaboração de marcadores de livros esteve a cargo dos alunos do 7ºC. Por fim, os alunos do 7ºD envolveram-se na criação de histórias sobre a sopa.
Deixamos aqui alguns apelos às vantagens da sopa, seleccionadas pelos alunos:
- “ A sopa não engorda”, “…não causa colesterol”, “… é rica em fibras” e, como estamos em tempos de crise, lembrem-se que “a sopa é um prato barato”.
jrd»

«No dia 22 de Outubro, a escritora Margarida Fonseca esteve connosco, contando histórias com as quais deliciou as várias plateias que foram sendo constituídas ao longo do dia com alunos do 5.º ao 9.º ano de escolaridade. À Margarida, desde já, um bem haja reconhecido pela sua disponibilidade para fazer as quatro sessões que foi necessário realizar para abranger todos os alunos e também pelo facto de ter aceitado voltar em Junho para trabalhar com os alunos do JI e 1.ºCEB.
Pode-se dizer, com precisão, que foi um dia cheio. Parece-nos que também foi um dia em cheio.
jrd»

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaNovembro começa por louvar os santos e recordar os mortos. Santo, poderá ser todo e qualquer um de nós, desde que pense e se preocupe com os outros e seja solidário com os mais carentes. E a carência pode não ser só de bens, mas também, e muito, de afectos.
A morte é a saudade, isso não há dúvida, mas a maior homenagem aos que nos deixaram é recordar o seu exemplo, o bem realizado. Ninguém pode ter feito tudo errado e, mesmo quem errou muito, não terá sido pela falta de carinho, de compreensão? Quem muito erra é quem menos recebeu e por isso não aprendeu a dar, nem a dar-se.
Ideias destas em Capeia Arraiana, podem não ser as mais desejadas. Se calhar incomodam. Me desculpem, mas esta é a minha homenagem à morte, aos nossos queridos que quero continuar a amar.

NÃO HÁ MORTE

O pensamento ressuscita o teu nome
Que afinal não morreste!
Repetir,
Repetir o teu nome baixinho
Para não morreres na minha memória.
E se penso em ti
Ficas para sempre
Como se a viver continuasses.
Meu amor
Mantém-te a vida
Fica sempre o teu ser
No teu nome
Nos actos que deixaste
Que estão aí
Na vida
No que se diz
No que se pensa.

A história do teu nome continua
A história da tua vida fica, fica…
Ficas aí
Porque penso o teu nome
Ficas aí
Porque repito o teu nome.
Vives
Porque penso que vives…
Estás aí
Porque sinto que estás
Na minha vida
No meu caminho
Como sempre fizeste
Te dás
Como sempre fizeste.
Vives, como sempre viveste e viverás!
Poema de «Ecos do Meu Pensar»

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Ben Affleck é talvez dos maiores canastrões do cinema actual. Mas a sua passagem para trás das câmaras em «Vista Pela Última Vez…» em 2007 deu-nos uma outra faceta do actor, que já tinha dado cartas na escrita de argumentos logo na estreia com «O Bom Rebelde» de Gus van Sant, com a ajuda de Matt Damon.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaDesta vez com «A Cidade» Ben Affleck resolveu realizar e interpretar a personagem principal. E é este segundo pequeno pormenor que acaba por ser um dos pontos negativos do filme.
Passado em Boston, tal como «Vista Pela Última Vez…», este filme conta a história de Douglas MacRay, o ‘arquitecto’ de um gangue de assaltantes de bancos e carrinhas de valores que quer mudar de vida, depois de um dos assaltos não correr de acordo com o planeado. Tudo estava a correr bem até o grupo se lembrar de fazer uma refém (Rebecca Hall), por quem Douglas acaba por se apaixonar quando não devia. Esta paixão é mais uma razão para Douglas deixar a ‘má vida’ mas tudo se complica porque ninguém do seu grupo o quer ajudar, a não ser se for para participar em mais um assalto. Ao mesmo tempo, o gangue tem um agente do FBI (Jon Hamm) à perna que não lhes dá tréguas.
A CidadeBem filmado, sobretudo nas cenas dos assaltos e nas perseguições de automóveis, «A Cidade» acaba por perder muito por ter Ben Affleck no papel principal, pois o actor quase não muda de registo. O mesmo sucede com Jon Hamm que não parece ter sido a escolha mais acertada para o agente do FBI. Salvam-se Rebecca Hall e Jeremy Renner, que interpreta o melhor amigo de Douglas e seu parceiro nos assaltos, James Coughlin.
Esperemos que da próxima vez que Affleck se decida a realizar, opte por apenas ficar atrás das câmaras, pois já deu provas de que poderá vir a ser um bom realizador.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Nestes tempos conturbados, apetece-me um pouco de filosofia…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Dizia Churchill que a democracia era «o pior dos regimes, à excepção de todos os outros». E… como isto se mantém verdade hoje…
A possibilidade de cada um manifestar publicamente a sua opinião sem proibições;
A igualdade de todos face à lei;
O voto universal e secreto, permitindo escolher livremente os que nos governam;
Eis 3 razões pelas quais sempre defendi e continuarei a defender um regime democrático.
Isto quer dizer que vivemos no mundo ideal?
Não e cada vez mais se assiste, neste mundo ocidental em que vivemos, a situações que diminuem e enfraquecem os regimes democráticos.
O acerbar das desigualdades sociais; o aumento das pessoas em situação de pobreza; a corrupção; a incompetência, quando não, a inexistência de elites políticas e sociais de qualidade;
Todo um conjunto de situações que podem levar a diminuir a nossa confiança nos regimes democráticos.
Mas este mundo contemporâneo e as suas insuficiências e iniquidades só fortalecem as minhas convicções democráticas.
Em vez de me desmoralizarem ou me atemorizarem, elas são a vitamina de que me alimento para cada vez mais acreditar que é através da prática da democracia que construiremos um mundo melhor e mais justo.
Não há, (e como no passado estarei na luta contra) salvadores da Pátria, quais D. Sebastião saído de uma manhã de nevoeiro.
Os únicos salvadores da Pátria somos todos nós que, aprendendo a viver em democracia, isto é, praticando-a, daremos a volta às situações.
E podem tentar calar-nos, podem inventar mil «canções do bandido», que já provámos em séculos de história, que sabemos o que queremos e como lá chegarmos.
Pode demorar mais ou menos tempo – a luta pela independência começou com Viriato e só acabou em Afonso Henriques; a expulsão dos espanhóis demorou sessenta anos, mas foram escorraçados; o salazarismo demorou 40 anos a cair, mas caiu -, mas, através das ferramentas democráticas ao nosso dispor, também saberemos sair da situação em que estamos…
Como dizia Mário Soares na passada terça-feira no «Diário de Notícias»: «Estamos em crise e num momento dificílimo, financeiro e económico – com reflexos sociais gravíssimos, é verdade –, mas aproveitemos a liberdade que nunca nos faltou, para defender a paz social e para lutar com inteligência para vencer a crise. Não há outro meio.»
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Fado «Capeia Arraiana» cantado por Tânia Patrício com letra original de António Patrício.

«É com imenso prazer que vos dou a conhecer um fado que foi feito para vocês todos que amam as Capeias, os touros e tudo o resto que envolve este bonito e antigo acontecimento! Um beijinho grande da Tânia Patrício.»
jcl

Antes da chegada dos chafarizes com água canalizada e condições de asseio, a água para abastecimento das nossas aldeias repousava nas fontes de chafurdo, ou de mergulho, onde se enchiam caldeiros e cântaros.

Fonte de mergulhoA água é, dos bens comunais, o que cuja falta mais preocupa a colectividade. Água é fonte de vida e, na sua escassez, a existência humana torna-se penosa. Isso era ainda mais sentido quando não existiam as comodidades de hoje, em que o precioso líquido nos entra pela casa adentro, bastando rodar uma torneira.
Na aldeia antiga, a água ia buscar-se à ribeira, ao poço ou à fonte mais próxima. Claro que uma aldeia existia onde houvesse água, fosse ela oriunda de um curso a descoberto, ou resultante de captações locais, que garantissem o abastecimento da comunidade. Mas a água potável nem sempre era abundante. Para sua garantia, escavava-se uma captação, via de regra um poço ou uma fonte, em local acessível.
O mais comum era a aldeia abastecer-se numa ou mais fontes de mergulho, ou de chafurdo, onde, às tardes, as raparigas se dirigiam com os cântaros de barro de duas asas, carrejados sobre a cabeça, assentes nas rodilhas, ou molides, para melhor equilíbrio. Este tipo de fonte, antes tão comum e hoje quase desaparecido, consistia numa poça de água, de pouca profundidade, escavada no local onde a mesma remanescia. Para protecção era construída uma meia cúpula de pedra, com maior ou menor estilo, mas deixando sempre suficiente espaço para o manobrar do cântaro ou do caldeiro. Muitas fontes deste género estavam desniveladas em relação ao solo, sendo necessário construir uma escada de acesso, pela qual se descia até à tomada da água. O estilo, forma geral, era simples, pois havia nela apenas a componente prática, que revelava algumas preocupações básicas: garantir o acesso fácil, protegê-la dos detritos e evitar que os animais ali fossem dessedentar-se.
Na fonte de chafurdo cada utilizador mergulha o recipiente na água, assim o enchendo. Ora, sendo a fonte utilizada por toda uma comunidade, cada utilizador terá que ter o máximo cuidado, evitando enludrar a água. Era até comum ver ao lado da fonte uma pequena lata ou caço de barro, que tinha em vista servir de copo a quem passava e pretendia matar a sêde.
A manifesta falta de higiene deste tipo de fonte, levou à sua progressiva substituição pelo chafariz, construção mais sóbria, em que a água caía de uma caneira ou de um tubo para o pio onde se ia acumulando. Para além do asseio, o chafariz permitia o aproveitamento da água do pio, que servia para dessedentar os animais ou para lavagens. Muitos chafarizes tornaram-se vistosos monumentos, substituindo as antigas fontes, que foram soterradas, assim desaparecendo.
Importaria nos dia de hoje recuperar algumas destas fontes de chafurdo, atendendo ao que elas representam na história da vida aldaneja, quando a existência era difícil, com muitas provações. A fonte de mergulho era um bem essencial, de que toda a população necessitava, a par com o forno. Lá diz o rifão: água e lenha, cada dia venha.
Paulo Leitão Batista

O último episódio da Assembleia Municipal, sendo lamentável, não é de estranhar nos microcosmos políticos do Sabugal. A política local vive da intriga, da troca de favores e das cumplicidades das nomeações para os cargos públicos num circuito fechado de cumplicidades que é avesso à mudança, vendo como ingerência a opinião e intervenção de quem não pertence ao circuito dos interesses estabelecidos. E isto tem sido assim há décadas no Sabugal.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaO resultado do poder da intriga em gerações de políticos tem, como diz Ramalho Ortigão nas «Farpas», sido a diminuição das faculdades mentais e dos valores nos agentes políticos, pois, como é da natureza biológica de qualquer indivíduo ou sociedade, o valor intelectual diminui e definha na proporção inversa à intriga. É a selecção natural pela negativa! A tal má moeda, que expulsa a boa… Os maus genes a prevalecer sobre os bons…
Com o abastardamento da inteligência desaparecem todas as nobres faculdades do homem: a honra, a virtude do serviço público, o trabalho desinteressado em prol do bem comum, a firmeza de carácter, a lealdade, o respeito da verdade, a inteireza de carácter, a coragem.
Com o hábito da intriga vem tudo o resto, que um bom político não deve ter: a preguiça, o interesse pessoal, a inoperância, o amor da vida repousada à sombra do cargo público, o egoísmo, a mentira, a subserviência, o compadrio, a corrupção, a ausência de bom senso moral, a cobardia, a ignorância bajuladora e servil.
É a selecção natural ao contrário, na sociedade sobre o desenvolvimento da espécie; a espécie política.
Mas como o povo, tal como as crianças, tem o instinto do mimetismo (aprende-se pelo exemplo), como elemento para o seu desenvolvimento, o exemplo dos elementos proeminentes de uma sociedade política é importante para a mudança do carácter de toda a sociedade, para melhor ou para pior. O bom exemplo das classes dirigentes, é importante, sendo público, como é, que os maus exemplos, marcam tanto ou mais que os bons!
Os políticos devem, portanto, ser como os bons livros pois de ambos dependem as luzes em todas as classes do povo; ambos adornam a verdade. São os políticos que ilustram o governo sobre os seus deveres, os seus erros, o seu verdadeiro interesse, sobre a opinião pública, que ele deve auscultar e seguir.
O seu papel é importante, porque moldam a opinião do povo no sentido do interesse colectivo e ajudam o governo a perceber essa opinião.
Esta importância desponta como refere Kant, com a concepção moderna de que o povo é soberano.
O governo não é, continua Kant, apenas sábio em seguir essa opinião; está também moralmente obrigado a fazê-lo. É este axioma que resume a democracia; o governo do povo e para o povo.
Mas para esta opinião se manifeste, é preciso um povo pensante, que manifeste a sua opinião sobre o que considera ser o interesse colectivo e o bem comum.
Em democracia, a opinião deste povo pensante exprime-se formalmente em assembleias deliberativas, que por serem representativas do povo, recolhem e escolhem e levam a cabo o que já emergiu do debate em sociedade.
E porque a deliberação destas assembleias é pública, aberta ao escrutínio dos cidadãos, que aferem se as mesmas expressam e estão em conformidade com o que a sociedade debateu, ao mesmo que sujeitando-as à pressão da análise pública, o poder sujeita-se aos claros interesses desta opinião e torna-se racional.
A discussão pública cujos resultados as deliberações da assembleia devem fielmente reproduzir, porque está fora do poder, é um debate racional, dialéctico, superador das sucessivas controvérsias a que dão lugar sucessivos consensos, numa tentativa para definir em cada momento histórico o que é o bem comum.
Este estatuto extra-político da controvérsia, da discussão, e que define numa sociedade o que é o bem comum e serve para legitimar e fiscalizar o próprio poder, é um aspecto da novidade da esfera pública: a que todos os membros de uma sociedade política (ou, pelo menos, todos os membros competentes e ilustrados dela) deveriam dar importância e saber respeitar.
Infelizmente, quando os elementos da sociedade política não são competentes e ilustrados, não percebem como funcionam estes mecanismos da formação da pública que é a única que legitima o poder democrático.
«Veritas; non auctoritas, legitima legem.»
Manuel Rito ao encabeçar o boicote à reunião da Assembleia Municipal, o único em democracia que tem legitimidade para interpretar a opinião dos munícipes, deu um tiro em cheio no coração da democracia!
Devia pois, em vez de um comunicado, ter lavrado acta pública, para se extrair certidão para memória futura!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O Presidente da Mesa da Assembleia Municipal do Sabugal, Ramiro Matos, emitiu um comunicado sobre a Sessão Extraordinária do dia 29 de Outubro.

«COMUNICADO
Assembleia Municipal Extraordinária
29 de Outubro de 2010

1 – De acordo com o n.º 1 do Art.º 18.º do Regimento da Assembleia Municipal do Sabugal em vigor, convoquei extraordinariamente uma Sessão para o dia 29 de Outubro de 2010, após audição dos restantes Membros da Mesa.

2 – Embora não regimentalmente exigido, tomei a iniciativa de contactar os membros da Comissão Permanente, tendo todos os representantes dos Grupos Políticos dado o seu assentimento à realização desta AM extraordinária, à excepção do representante do Grupo Político do PSD.

3 – À hora fixada, e não havendo quorum (pelo menos 41 Srs. Deputados), considerei não estarem criadas as condições para a realização da referida Sessão Extraordinária, pelo que a mesma não se realizou.

4 – Entretanto, o Sr. Deputado Manuel Rito entregou-me um documento justificativo da não comparência de 31 Srs. Deputados, documento aliás igualmente assinado por uma cidadã que não é Deputada Municipal.

5 – O conteúdo do referido documento foi tornado público em, pelo menos, a edição “on-line” do Jornal Cinco Quinas e no Blogue “Capeia Arraiana”.

6 – Embora lamente que a AM não se tenha realizado, não me compete, enquanto Presidente da Assembleia Municipal, comentar as razões que levaram um grupo maioritário de Srs. Deputados a não comparecer na mesma.

7 – No entanto, são feitas no documento referido insinuações quanto à honorabilidade dos 34 Srs. Deputados que compareceram, às quais não posso deixar de responder.

8 – Em primeiro lugar, a convocatória para a realização da Sessão Extraordinária para o dia 29 de Outubro, obedeceu a três razões principais:
– Coincidia temporalmente com a realização, no dia 30 de Outubro, de um dos eventos integrados nas comemorações do Centenário da República;
– As Assembleias Municipais são sempre realizadas na última sexta-feira do mês respectivo, às 20h15;
– O período de discussão pública do PROT termina a 30 de Novembro, o que obrigaria sempre, caso a Assembleia pretendesse tomar uma posição, a que a mesma fosse tomada atempadamente, o que não aconteceria se se realizasse a Sessão na última sexta-feira de Novembro, dia 26.

9 – Os Srs. Deputados que decidiram não estar presentes fizeram-no, certamente, porque, em consciência, consideraram que não deviam estar presentes, posição que respeito e não comento.

10 – Mas essa decisão não lhes dá o direito de insinuarem motivos menos nobres para a presença dos Srs. Deputados que decidiram estar presentes e por isso, não posso deixar de repudiar essas insinuações que são atentatórias do bom nome dos mesmos. Em política não vale tudo e estar presente numa assembleia legalmente convocada não pode ser motivo para se ser acusado de desonesto ou oportunista!

11 – Quanto aos custos de funcionamento da Assembleia Municipal, segundo o Orçamento do Município aprovado para 2010, as despesas com os eleitos municipais à AM foram orçadas em 54.430,32 euros, o que corresponde a cerca de 0,19% do total do Orçamento.
Se se considera que a realização de uma Sessão Extraordinária constitui um desperdício que vai contra a “época de contenção”, então é porque não se percebeu ainda a importância da Assembleia Municipal…
Se se quer evitar o desperdício, haverá por certo outros itens do Orçamento Municipal para o fazer e com melhores resultados…

12 – Uma última nota, de carácter pessoal. Cheguei ao Sabugal no dia 29 de Outubro às 13h30; estive presente na AM extraordinária que não se realizou; participei, enquanto Presidente da AM e membro da Comissão Organizadora, no dia 30 de Outubro, na Sessão Comemorativa dos 100 anos da República, onde permaneci ate´às 20h15; saí do Sabugal no dia 31 de Outubro às 11h30 a caminho da Póvoa de Sta Iria onde resido. No que me diz respeito, penso ter provado que “o timing da realização (não pode) ser interpretado como fim-de-semana grande (segunda-feira é feriado) pago aos membros da Assembleia que vêm de fora (…)”, como se afirma no documento entregue pelo Sr. Deputado Manuel Rito.
E estou certo que o mesmo se aplica aos restantes 33 Srs. Deputados que comigo marcaram presença no Auditório Municipal no dia 29 de Outubro às 20h15.
Ramiro Matos»

O comunicado do Presidente da Assembleia Municipal foi publicado na íntegra.
jcl

A Implantação da República foi comemorada com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A organização dos eventos esteve a cargo da Comissão presidida pelo professor Adérito Tavares. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

jcl

A equipa de futsal da A.C.R. Rapoula do Côa deslocou-se no passado sábado a Manteigas para disputar a 2.ª jornada de futsal perante a equipa da Associação Sport Vale Zêzere de Valhelhas. O resultado final, 4-1, foi favorável à equipa da casa.

Futsal - Rapoula do Côa

Depois da derrota na 1.ª jornada, a equipa da Rapoula do Côa apresentou-se com muita vontade em vencer a segunda partida. Entrou bem no desafio, conseguindo criar boas situações de golo e equilibrando sempre o jogo, mas voltou a cometer erros defensivos que originaram golos para a equipa visitada.
Ao intervalo, a equipa da casa já vencia por 2 golos a 0.
Com o reatar da segunda parte a Rapoula do Côa, entrou muito forte, mais pressionaste e mais dinâmica, superiorizando durante quase o tempo perante a equipa local.
Nesse mesmo período, reduziu para 2-1 por intermédio de Ricardo Franco «Pipo» e continuou a construir boas oportunidades de golos, que não surgiram dada a inspiração do guarda-redes, que passou a ser o elemento em destaque.
Com a equipa balançada no ataque constante, na procura do empate, acabou por consentir mais 2 golos já nos minutos finais.
Marco Capela

O Sporting Clube da Mêda venceu no Campo do Calvário a Associação Cultural e Desportiva do Soito por 3-0. «Voz-off» da jornalista Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

jcl

A operação «Todos os Santos», realizada pela GNR no último fim-de-semana, teve como balanço, no que respeita às estradas do distrito da Guarda, 34 acidentes de viação, que provocaram um morto e seis feridos leves.

Brigada Trânsito GNRO Comando Territorial da Guarda da GNR levou a efeito, entre os dias 29 de Outubro e 1 de Novembro, a Operação «Todos os Santos», de intensificação de patrulhamento rodoviário, nas vias mais críticas do distrito, dando especial atenção aos comportamentos de risco dos condutores e à fluidez do tráfego. Foi ainda garantido o apoio aos utentes das vias, proporcionando-lhes uma deslocação em segurança, de forma a reduzir a sinistralidade.
Os guardas da GNR estiveram atentos aos comportamentos dos condutores, designadamente a situações de «condução agressiva», bem como ao uso de cintos de segurança e à utilização indevida do telemóvel. Segundo o comunicado semanal do comando da Guarda da GNR, «deu-se prioridade a uma actuação preventiva e de apoio, visando sobretudo a visibilidade e a segurança da circulação rodoviária».
Na operação, foram fiscalizados 283 veículos, tendo sido elaborados 15 autos de contra-ordenação por diversas infracções à legislação rodoviária. Em matéria de álcool foram fiscalizados 156 condutores, tendo-se verificado três casos de infracção. Em matéria de velocidade foram controlados 1320 veículos, tendo sido registados 19 excessos.
Ainda segundo o comunicado, na semana passada foram detidos seis indivíduos por crimes cometidos no âmbito da legislação rodoviária e pelo cumprimento de um mandado judicial.
plb

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25 de Janeiro de 2012

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