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O Festival das Confrarias Gastronómicas, realizado em Lisboa no fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro, contou com a presença de inúmeras confrarias, dentre as quais a do Bucho Raiano, do Sabugal, que esteve nos três espaços disponíveis: restaurante, degustação de tapas e artesanato.
| GALERIA DE IMAGENS – 4-8-2010 |
| Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar |
jcl
O Festival das Confrarias Gastronómicas, realizado em Lisboa no fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro, contou com a presença de inúmeras confrarias, dentre as quais a do Bucho Raiano, do Sabugal, que esteve nos três espaços disponíveis: restaurante, degustação de tapas e artesanato.
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O executivo municipal do Sabugal rejeitou uma proposta da vereadora socialista Sandra Fortuna para dar um subsídio às freguesias que realizam capeias arraianas, mas de seguida aprovou a proposta do presidente para a criação de um prémio municipal para trabalhos de investigação sobre a tourada com forcão.
A proposta da vereadora do Casteleiro, apresentada na reunião de 1 de Setembro em nome dos demais elementos do seu partido no executivo, seguiu-se à aprovação de um subsídio de 1.500 euros para a comissão organizadora da capeia de Aldeia Velha. Face a uma carta da mordomia informando que a construção das bancadas para o espectáculo importara em 49.500 euros, surgiram na mesa duas proposta de apoio: a do presidente António Robalo, no valor de 1.500 euros e a do vereador socialista Luís Sanches de 2.500 euros. Colocadas a votação saiu vencedora a proposta do presidente, com os votos favoráveis dos eleitos do PSD e do vereador do MPT, Joaquim Ricardo.
Nesta sequência a vereadora socialista Sandra Fortuna propôs que todas as freguesias que realizam capeia fossem devidamente apoiadas como forma de incentivo à manutenção desta tradição raiana, o que porém seria rejeitado pelos eleitos do PSD e do MPT.
O executivo aprovou porém de seguida, e por unanimidade, uma proposta do presidente António Robalo para a criação do «prémio municipal para trabalhos de investigação sobre a capeia arraiana», no valor de mil euros, com o objectivo de estimular o estudo sobre a tradição tauromáquica do concelho.
O regulamento, também aprovado na reunião, prevê que apenas se possam candidatar alunos universitários que apresentem trabalhos sobre o tema até 30 de Maio de 2011, devendo contudo fazer junto da câmara um pré-registo de candidatura até ao final do corrente ano. Os trabalhos concorrentes serão avaliados por um júri nomeado pela câmara municipal.
Ficou decidido que a candidatura da Capeia Arraiana a património da humanidade será coordenada pelo antropólogo Norberto Manso, ex-presidente da empresa municipal Sabugal+ e agora assessor do presidente.
plb
Não é verdade que o Neoliberalismo não quer intervenção pública (do Estado), o que não quer é que esta se faça ao serviço dos interesses da maioria dos cidadãos, principalmente dos mais necessitados e dos desempregados, mas sim ao serviço dos seus próprios interesses (oligarquia).

O Estado, como sempre o conhecemos, está a desaparecer, ocupando o seu lugar o grande sector privado (oligarquia). Cada vez mais o Estado, ou o que resta dele, é detestado pelos cidadãos.
Não é a primeira nem a segunda vez que tenho tido conversas com pessoas sobre o papel do Estado na actualidade. Digo-lhes que o Estado que presentemente domina é o Estado Neoliberal, que cada vez nos presta menos serviços e nos impõe mais obrigações, aumenta o número de leis, imposições, controlos, burocracia e, ameaça os cidadãos a torto e a direito e a toda a hora. É um Estado liberal ao extremo, ultra-liberal no plano económico, mas estes governantes modernos estão a ressuscitar o Estado policial.
Perguntam-me então com ar chocarreiro: «o que é isso do Estado Neoliberal?». Respondo-lhes que o Neoliberalismo é uma corrente moderna de pensamento, partidária da máxima liberdade de comércio e de concorrência, sendo a liberdade económica a primeira e a mais importante, relegando para último a liberdade política e a justiça social, ou seja, uma espécie de «terror económico» ou «ditadura económica». Este Estado Neoliberal entrega às classes ricas e poderosas, o dinheiro que tira aos mais humildes e aos que trabalham. É este mesmo Estado que se põe de joelhos e que se deixa humilhar pelo poder económico e pelas multinacionais, sendo até seu cúmplice.
Onde está o dinheiro está o poder, quem paga manda! Por isso, o grande poder económico tem carta branca e mão livre para destruir a legislação laboral que a muito custo foi conquistada em épocas anteriores por sindicatos, trabalhadores e, até, políticos. Agora os trabalhadores vivem no Mundo da insegurança, do medo e da precariedade laboral, estão a ser-lhes impostas leis que pouco diferem do sistema feudal e da Revolução Industrial do século XIX em Inglaterra.
Como actua economicamente, a nível de impostos, o Estado Neoliberal?
Há assalariados, pequeno comércio e pequenas empresas, que chegam a pagar impostos mais elevados em proporção ao que ganham, do que ricos empresários. Na nossa vizinha Espanha estalou uma polémica por causa dos impostos reduzidíssimos que foram lançados aos mais ricos, às macro-empresas e aos bancos, entre 1995 e 2007. A redução chegou a ser de 56% do que era licito pagarem. A própria Comissão Europeia, um ninho de neoliberais, condenou este procedimento e pediu à Espanha para mudar essas políticas fiscais. Na Alemanha, desde Schroeder até Merkel, o baixar de impostos foi de tal ordem que significou uma redução nos ingressos do Estado de 75.000 milhões de Euros ano. Agora a senhora Merkel quer reduzir o deficit à custa de cortes sociais e gasto público.
A redução de impostos, principalmente aos mais ricos e poderosos é um dogma Neoliberal. É isto que origina o desaparecimento do Estado Social. Sem impostos, o Estado não arrecada riqueza para poder dar serviços dignos de saúde e ensino, vivendas sociais, promover a economia, criar riqueza, favorecendo as empresas
(pequenas e médias) com a concessão de créditos, para conseguir projectos económicos que fomentem o emprego. Os impostos não podem esmagar empresários nem trabalhadores, mas o Estado também necessita dinheiro para os seus fundos sociais. O dinheiro para isso deve proceder dos bolsos dos que mais têm.
Os altos impostos lançados ao cidadão comum, unidos ao desaparecimento de serviços públicos e encarecimento de outros, provoca revolta contra o Estado e a classe política, isto sem falar na corrupção.
Essa «boca» do Menos Estado, Melhor Estado, partiu da oligarquia, menos Estado para oferecer serviços públicos ao cidadão comum e, melhor Estado para ajudar os poderosos oligarcas economicamente, privatizando serviços públicos para lhos entregar de mão beijada e, socorrê-los quando entram em falência, o caso dos bancos. Estes poderosos tentam afastar a presença do Estado da economia e da sociedade, reduzindo-lhe os ingressos e os gastos públicos, mais importante ainda! Limitar-lhe as funções reguladoras da economia.
Querido leitor(a), se não for controlado por aqueles que nós pomos no poder através dos actos eleitorais, o poder económico acaba por se converter num poder político desumano e selvagem, cujo principal objectivo é a destruição da Democracia, porque o Neoliberalismo triunfante, a vertente moderna do liberalismo, já se desvinculou da dimensão política, social e moral da economia, converteu-se numa brutal máquina que arrasta tudo o que se opõe ao seu livre desenvolvimento.
Nada, mas nada, se conseguirá realizar se não se puserem limites a este capitalismo selvagem.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com
Data: 4 de Setembro de 2010.
Local: Festival das Confrarias Gastronómicas, Mercado da Ribeira, Lisboa.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: À hora do almoço António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, «serve» bucho raiano a António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a Sá Fernandes, vereador da autarquia lisboeta e a Madalena Carrito, presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.
jcl
Nestas imagens estão reproduzidas duas das máquinas que fazem parte do meu imaginário. Trata-se do camião Barreiros e da máquina de espalhar alcatrão, imagens de marca da Câmara do Sabugal, nos anos 60 e 70, do século XX.
O camião Barreiros, marca de origem espanhola, era conduzido pelo sr. Bárrios, de Aldeia do Bispo, o pai do professor (e actual membro da Assembleia Municipal) Francisco Bárrios.
A marca Barreiros foi fundada pelo galego Eduardo Barreiros Rodriguez, nascido na província de Orense, na Galiza. Em 1962 associou-se com a empresa norte-americana Chrysler e fundou a «Barreiros Chrysler».
O camião Barreiros, propriedade da Câmara Municipal do Sabugal, terá sido comprado em meados dos anos 60 e esteve ao serviço até quase ao final dos anos 70.
Era o único camião que a Câmara Municipal possuía e que servia para transportar areia e outro material para «remendar» as estradas que havia na época.
Lembro-me bem de esse camião vir ao Soito, conduzido pelo sr. Bárrios, que se fazia acompanhar de alguns cantoneiros (entre os quais o sr. João Reduto, do Soito), transportando areia e gravilha.
A máquina de espalhar alcatrão (a Câmara tinha várias) era semelhante àquela que se encontra na imagem.
Era necessária lenha para uma caldeira que a máquina possuía, para aquecer o alcatrão e o tornar líquido. Numa época, para fazer aquecer a caldeira usavam-se, como combustível, as grades de madeira da Cristalina, que tinham pregos e, depois, apareciam muitos furos nos automóveis, porque a cinza (com os pregos) era deixada nas bermas das estradas. Com a ajuda de uma mangueira que a máquina tinha, os cantoneiros espalhavam o alcatrão nos buracos, e colocavam a areia ou gravilha, que era transportada no camião Barreiros.
Durante o fim-de-semana a máquina era deixada no Lameiro do Soito (onde hoje se encontra o jardim) e era motivo de grandes brincadeiras por parte da garotada.
Quando a primeira Câmara Municipal do Sabugal, eleita em regime democrático, em 1976, tomou posse, o camião Barreiros estava numa oficina a arranjar e não podia ser «levantado» porque a Câmara não tinha dinheiro para pagar. E já estava lá há algum tempo.
Só com a aprovação da Lei das Finanças Locais e as transferências que começaram a ser feitas para as autarquias, a Câmara começou a adquirir uma frota automóvel com algum nível.
O camião Barreiros desapareceu de circulação (não sei se alguma vez chegou a sair da tal oficina) e as máquinas de espalhar alcatrão também nunca mais foram avistadas por estas paragens.
«Memória, Memórias…», crónica de João Aristides Duarte
(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com
O comando territorial da Guarda de GNR divulgou em comunicado à imprensa a detenção em flagrante delito de dois indivíduos em Trancoso por posse de droga e um outro em Figueira de Castelo Rodrigo por furto em residência.
O Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel, durante uma acção de patrulhamento para prevenção da criminalidade, deteve no dia 3 de Setembro, na localidade de Tamanhos (Trancoso), dois indivíduos com 26 e 27 anos de idade, que tinham na sua posse 26 gramas de haxixe (129 doses) e 150 euros em dinheiro. Os jovens foram presentes ao Tribunal Judicial de Trancoso para aplicação de eventual medida de coação.
Em 31 de Agosto, o Posto Territorial de Figueira de Castelo Rodrigo, deteve um indivíduo, de 25 anos, desempregado, pela prática do crime de furto em residência. O jovem foi detido em flagrante delito, quando se encontrava no interior de uma residência em Figueira de Castelo Rodrigo, pertença de emigrantes. O indivíduo, com antecedentes criminais, é suspeito da prática de dezenas de crimes naquela zona. Presente ao Tribunal Judicial de Figueira de Castelo Rodrigo, foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
Durante a semana transacta a GNR da Guarda efectuou um total de 11 detenções em flagrante. Para além das três referidas, foram ainda detidas cinco pessoas por crime de condução sob o efeito do álcool, duas por condução sem habilitação legal e uma por detenção de arma proibida.
No que reporta a contra-ordenações, foram elaborados 263 autos pelas seguintes infracções: 235 à Legislação Rodoviária, 17 à Legislação da Natureza e Ambiente e 11 à Legislação Policial.
Durante a semana registaram-se 33 acidentes de viação, resultando 19 se colisão, 12 de despiste e dois de atropelamento. Dos sinistros resultaram dois mortos, três feridos graves e 17 feridos leves.
Os militares da GNR realizaram ainda quatro operações no âmbito da fitossanidade florestal, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 87 veículos e elaborados dois autos de contra-ordenação neste âmbito.
Em 5 de Setembro, com início da época da caça ao coelho, foi realizada uma acção de fiscalização, na qual foram abordados 61 caçadores, d que resultou a elaboração de cinco autos de contra-ordenação por diversas infracções à legislação da caça.
plb
O Festival das Confrarias Gastronómicas, realizado em Lisboa no sábado e no domingo, contou com a presença de inúmeras confrarias, dentre as quais a do Bucho Raiano, do Sabugal, que esteve nos três espaços disponíveis: restaurante, degustação de tapas e artesanato.
O bucho foi à mesa no restaurante da Praça da Ribeira, local onde teve lugar o certame, que aconteceu a 4 e 5 de Setembro. No espaço para as tapas, a Confraria do Bucho serviu pratinhos com morcela, farinheira, chouriço, bucho e trutas fritas do Côa. No espaço de artesanato coube à Casa do Castelo apresentar diversos produtos oriundos do concelho do Sabugal, com destaque para os trabalhos de bracejo, os doces e os queijos.
O Festival iniciou-se na manhã de sábado, com a concentração das confrarias participantes defronte aos Paços do Concelho de Lisboa, onde o presidente, António Costa, deu as boas vindas. Depois os confrades seguiram em cortejo até á Praça da Ribeira. A Confraria do Bucho, com quinze confrades, foi a agremiação com maior representação, cabendo-lhe, enquanto confraria federada mais nova, encerrar o desfile.
Já no interior da Praça da Ribeira a presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Madalena Carrito, o presidente da Câmara, António Costa, e o vereador Sá Fernandes, tomaram a palavra para justificarem a iniciativa, que pretende dar maior vida à cidade, e prometeram tudo fazerem para que a mesma se repita em 2011.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, e o presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Matos, estiveram presentes, correspondendo aos convites que lhes foram dirigidos para acompanharem os demais sabugalenses nesta jornada de divulgação da gastronomia da raia.
No restaurante, o bucho emparceirou com a vitela de Lafões, a sopa da pedra de Almeirim e a chanfana de Vila Nova de Poiares, enquanto que no local das tapas esteve junto a dezenas de outros sabores portugueses, como o bucho de Arganil, o queijo Serra da Estrela, os ovos moles de Aveiro, e muitos outros paladares representados por diversas confrarias.
Para além da gastronomia e do artesanato, houve música e dança populares, num ambiente de intensa alegria e amizade.
O bucho e os enchidos, vindos do Adérito da Rebolosa, e as trutas, vindas do Trutalcôa de Quadrazais, foram inteiramente consumidos, nada restando no final dos dois dias. Foi pois uma jornada memorável, que incluiu uma entrada da Confraria do Bucho em directo na emissão da estação televisiva SIC.
Se havia quem tivesse dúvidas acerca do potencial do bucho raiano, ficou agora provado estar à altura das demais peças da culinária portuguesa. De parceria com os enchidos, as trutas do Côa, o cabrito e outros dos nossos sabores tradicionais, o bucho tem a possibilidade de se afirmar como peça gastronómica de excelência. Haja pois quem ponha mãos à obra. Os restaurantes do concelho do Sabugal que o coloquem definitivamente nas ementas, inovando, se necessário, na forma de o servir, porque esta peça gastronómica encerra uma janela de oportunidade que o concelho não pode desaproveitar.
Para o ano, se a iniciativa se repetir, a Confraria do Bucho voltará a marcar presença, procurando inovar e melhorar a sua participação.
plb
Concerto dos UHF nas festas de São João Baptista em Aldeia Velha.
jcl
O ex-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, voltou a uma reunião do executivo, desta vez para reclamar, enquanto presidente da Assembleia de Freguesia do Soito, do provável encerramento dos Correios naquela vila raiana.
A reunião de 25 de Agosto não era pública, pelo que não poderiam estar presentes outras pessoas para além dos elementos do executivo, mas o presidente António Robalo autorizou o ex-presidente Manuel Rito a expor a questão que o ali trouxera.
Manuel Rito leu então aos vereadores um documento onde propunha à Câmara Municipal a tomada de uma posição firme face à anunciada transformação da Estação dos CTT em simples Posto, o que poderia ser o caminho para um encerramento definitivo desse serviço naquela vila raiana, face à previsível privatização da empresa.
Para evitar o imediato encerramento do serviço de Correios no Soito, a Junta de Freguesia celebrou um protocolo com os CTT para que a Estação passasse a Posto, mas apenas conseguiu garantir essa solução durante dois anos. Os autarcas temem contudo que, passado esse período, o serviço feche as portas em definitivo, privando as populações do Soito e das aldeias da raia de beneficiarem do mesmo.
Manuel Rito, propôs à Câmara, em nome da Junta de Freguesia, que emita uma declaração onde refira que a vila do Soito é uma área dinâmica, com diversos serviços e equipamentos de importância regional, especialmente para a zona raiana. A vila vai ser servida a breve trecho por um novo eixo viário que lhe dará possibilidades de «competir com as cidades da região na captação de activos que saem das aldeias».
Face a essas considerações propôs ainda à Câmara que enviasse um ofício ao Conselho de Administração da empresa pedindo para não encerrar a Estação de Correios do Soito.
Declarou ainda que a junta de freguesia do Soito envidava esforços no sentido de levar as demais juntas do concelho a assinarem um documento contra o encerramento da Estação de Correios, que também seria depois enviado à empresa como forma de pressão.
Tendo o presidente António Robalo colocado o documento entregue por Manuel Rito a votação, o mesmo foi aprovado por unanimidade.
plb
Os eleitos do Partido Socialista no executivo municipal do Sabugal, pela voz da vereadora Sandra Fortuna, contestaram o facto de não terem sido convidados a estar presentes na recepção oficial à Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação Social, Idália Moniz, que visitou o concelho no dia 21 de Agosto, por ocasião do Festival do Forcão.
Foi na reunião do executivo municipal de 25 de Agosto que a vereadora socialista pediu a palavra antes de se entrar na ordem de trabalhos, para expressar o seu veemente protesto pelo facto dos vereadores da oposição terem ficado completamente à margem da referida visita oficial.
«Os vereadores socialistas não foram informados, tão pouco convidados, a participar neste acto oficial», disse Sandra Fortuna, que acrescentou considerar esta «atitude do Senhor Presidente da Câmara um facto político de extrema gravidade e atentatório do estatuto de direito de oposição consagrada na lei». A vereadora transcreveu mesmo na sua declaração o artigo 6º do Estatuto de Oposição, que consagra «o direito de presença e participação em todos os actos e actividades oficiais».
Para os socialistas, o facto de não terem sequer sido informados da vinda ao concelho da governante é um comportamento «revelador do pensamento e da prática política que o presidente da Câmara pretende imprimir ao seu mandato».
Em resposta a estas criticas o presidente, António Robalo, disse que apenas tinha correspondido a uma solicitação do Governador Civil da Guarda para «bem receber» a governante, que também pretendia assistir à manifestação cultural designada por Festival do Forcão, realizada na Praça Municipal do Soito.
A explicação do presidente não convenceu porém os socialistas que consideram ter sido marginalizados pelo presidente, que era a quem cabia informá-los da vinda da secretária de estado ao concelho.
Idália Moniz esteve no concelho no dia 21 de Agosto, tendo almoçado no Soito com o presidente da Câmara, o governador civil, o bispo da Guarda e os vereadores da câmara que exercem funções em permanência na edilidade. A comitiva dirigiu-se depois para a praça de touros, onde assistiu ao espectáculo taurino.
plb
Richard Kelly realizou um dos grandes filmes de culto da primeira década deste século: «Donnie Darko». Depois de uma aventura meio falhada com «Southland Tales», o realizador norte-americano regressa com «Presente de Morte».
Com um título que mais parece saído de um filme de terror (pelo menos na tradução portuguesa, pois no original «Presente de Morte» é «The Box», ou seja, a caixa em português) o mais recente filme de Richard Kelly pouco tem a ver com este género. Em «Presente de Morte» um casal na casa dos 30 anos (James Mardsen e Cameron Diaz) recebe a visita de um estranho que lhes oferece uma caixa onde se encontra um botão, semelhante aos que se vêem nos concursos televisivos. Este estranho personagem, uma grande e sinistra interpretação de Frank Langella faz-lhes uma proposta: se carregarem no botão recebem um milhão de dólares e alguém que não conhecem morrerá, dando-lhes um dia para decidir o que fazer.
Desta forma «Presente de Morte» coloca os dois personagens principais perante um dilema moral de facto curioso. Seria legítimo receber uma pipa de massa em troca da morte de alguém, mesmo com os problemas financeiros à perna? Acaba mesmo por ser um dilema que aparece quase na altura certa, em que muitas pessoas atravessam graves problemas precisamente pela falta de dinheiro.
Mas o filme de Richard Kelly vai para além deste dilema e parte para terrenos que já tinham feito sucesso em «Donnie Darko». Infelizmente o resultado não é o mesmo, pois uma boa ideia não se repete e falta a «Presente de Morte» melhores actores. Tirando Frank Langella, que tem aqui um excelente vilão, os actores que compõem o casal não convencem. Sobretudo Cameron Diaz, que parece talhada para outro género de filmes.
«Presente de Morte» não deixa de ser um bom filme, algo diferente do que é normal estrear. E para os adeptos da música mais alternativa, há sempre a hipótese de ouvirem uma banda sonora criada por Win Butler e Régine Chassagne, dois dos membros da banda canadiana Arcade Fire, e Owen Pallet.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes
pedrompfernandes@sapo.pt
O Festival das Confrarias Gastronómicas está marcado para os dias 4 e 5 (sábado e domingo) de Setembro no Mercado da Ribeira, em Lisboa. A Confraria do Bucho Raiano e o concelho do Sabugal estarão presentes nas áreas da restauração, tapas e artesanato.
A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal participa activamente no evento com um espaço de restauração (com trutas de escabeche da TrutalCôa e Buchos do Adérito da Rebolosa), um espaço de tapas (com enchidos raianos) e um espaço de artesanato e gastronomia (com produtos da Casa do Castelo, Doces Bela Caroça do Soito, queijos de Quadrazais-Serra de Malcata, mel do Mouramel da Malcata, chocolates gourmet da Xocôa do Chiado e outros).
No fim-de-semana visite o Mercado da Ribeira (ao Cais do Sodré) e participe nesta jornada de promoção do concelho do Sabugal.
jcl
Porque no próximo domingo é dia da Senhora da Graça no Sabugal, é esta a altura de falarmos da sua «capela»…
A Senhora da Graça foi sempre uma das festas mais importantes da cidade do Sabugal.
Ali se ia e vai duas vezes por ano, havendo a festa da Primavera, na chamada segunda-feira de pascoela, aliás feriado municipal, e a do Verão, no primeiro domingo de Setembro.
A ida em família à Senhora da Graça, a merenda nos pinhais e carvalhais em volta, são ainda hoje recordações boas que guardo da minha infância, onde não podiam faltar os rebuçados de açúcar (quem nunca os comeu, não sabe o que é bom…), ou a «santinha» de açúcar que o meu saudoso avô nunca se esquecia de me comprar e pendurar ao peito.
A Senhora da Graça era uma pequena ermida, onde mal cabiam cem pessoas, com uma imagem singela, mas de grande beleza (que dizem ser da Senhora do Castelo), objecto de grande veneração pelos habitantes do Sabugal.
As ameaças de que, com a construção da barragem, a Capela e a casa anexa ficariam submersas, levaram ao seu abandono e à construção de uma nova capela, maior e mais central face ao espaço, mas, permitam-me que o diga, da qual nunca gostei.
As antigas construções foram entretanto sofrendo os efeitos do tempo e do abandono e ameaçavam perder já o telhado a que se seguiria naturalmente o resto.
Soube agora que os actuais mordomos já meteram, felizmente, mãos à obra, e que a casa anexa já tem telhado novo (com uma comparticipação muito significativa da «Palegessos») e um novo soalho (oferta de «Ricardo & Ricardos»).
É agora urgente deitar mão à Capela, antes que a mesma desapareça!
Foi feita uma reprodução de uma fotografia da Senhora da Graça de 1936, da autoria daquele grande fotógrafo sabugalense que foi o, permitam-me que lhe chame assim, «Tó Cabeçudo», que anda a ser vendida para angariar o dinheiro necessário para o telhado, obra mais urgente.
Mas, no meu entender, deve ser a Capela toda que deve ser recuperada, e para isso todos devemos contribuir na medida das nossas posses…
E vou mais longe, aqui deixando a ideia de que, após a recuperação da capela, a Senhora da Graça ali seja de novo colocada, sendo, nos dias de festa, transportada em procissão para a capela nova.
Quem conhece a antiga e já ali rezou, sabe como até parecia que as preces chegavam mais rápido à Senhora…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com
O Festival das Confrarias Gastronómicas está marcado para os dias 4 e 5 (sábado e domingo) de Setembro no Mercado da Ribeira, em Lisboa.
A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal participa activamente no evento com um espaço de restauração (com trutas de escabeche da TrutalCôa e Buchos do Adérito da Rebolosa), um espaço de tapas (com enchidos raianos) e um espaço de artesanato e gastronomia (com produtos da Casa do Castelo, da queijaria da Quarta-feira, com mel do Mouramel da Malcata e outros). No fim-de-semana visite o Mercado da Ribeira (ao Cais do Sodré) e participe nesta jornada de promoção do concelho do Sabugal.
O festival arranca às 11 horas de sábado com a recepção de todas as confrarias pelo presidente da câmara, António Costa, e pelo vereador dos Mercados Municipais, José Sá Fernandes, nos Paços do Concelho, seguindo-se um desfile até ao mercado.
A iniciativa tem lugar no ano em que se comemora o 10.º aniversário do reconhecimento da gastronomia como património mundial e inclui actuações de ranchos folclóricos, grupos de cantares e venda de produtos e artesanato regionais.
«É, sem dúvida, uma iniciativa que deve ser potenciada tendo em conta que pode funcionar como um reforço na promoção turística, e também, na oferta de respostas alternativas aos valores tradicionalmente apresentados pelo turismo», explicou ao diário «As Beiras» Madalena Carrito, presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas acrescentando que «se trata de um evento excepcional para a promoção das tradições regionais que irá cativar não só os verdadeiros apaixonados da boa mesa portuguesa, como os muitos turistas que nesta altura do ano aproveitam para conhecer Portugal».
O 1.º Festival das Confrarias Gastronómicas conta com a participação de mais de 40 Confrarias Gastronómicas e é uma parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa, Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Turismo de Lisboa, Turismo Lisboa e Vale do Tejo, Escola de Comércio de Lisboa e EGEAC-Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural da CML.
A Chancelaria da Confraria do Bucho Raiano convida todos os confrades a participar (devidamente trajados) no desfile que terá lugar no sábado, às 11.30 horas, entre os Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa e o Mercado da Ribeira.
jcl
A região raiana é tradicionalmente original. A tradição raiana é originalmente intangível. Com marcas únicas a precisar de reforçar atitudes sem hábitos e onde o design tradicional é um factor diferenciador. Na estratégia da mensagem as características físicas do produto e respectivos atributos são argumentos que devem «agarrar» do princípio ao fim os participantes. Em resumo a tradição é o lado intangível das características físicas dos produtos. Os casamentos e as despedidas de solteiro… também.
Um estudo recente – onde foram comparados os territórios que sofrem com a desertificação e o envelhecimento das populações – chegou a uma conclusão interessante. O concelho do Sabugal é aquele que consegue cativar mais «segundas» e «terceiras» gerações a voltar em tempo de férias. Ou seja, os descendentes de emigrantes sabugalenses (filhos, netos e bisnetos) continuam a voltar todos os anos às suas origens.
No nosso vocabulário raiano há pormaiores deliciosos. Janeiro é Janeiro, Fevereiro é Fevereiro mas Agosto é «o mês de Agosto». Agosto sempre teve um estatuto especial nos sabugalenses. O imenso mês de Agosto foi, é, uma marca raiana que reúne experiências de valor vividas pelos seus protagonistas, ou seja, por todos nós. Tal como na pirâmide das marcas do conceito de branding o mês de Agosto no Sabugal é uma imagem sinalizadora, identificadora, catalisadora e personificadora da personalidade raiana.
Manda a tradição que as Capeias Arraianas, as festas religiosas, os convívios familiares e… os casamentos na Raia sejam, sempre que possível, no mês de Agosto.
Apenas tinham decorrido quatro dias do mês de Agosto quando um amigo (que por sinal é meu quinto) me pediu para o acompanhar a uma despedida de solteiro na Nave. No lameiro das borgas, junto aos assadores, lá estava o Sérgio Tomé (candidato a noivo) em animada cavaqueira com os seus familiares e amigos. Já perto da meia-noite o Sérgio foi surpreendido por uma surpresa preparada pelos primos. Uma imensa limusine branca de 11 metros conduzida por um motorista fardado a rigor estacionou à vista de todos. Depois de uma difícil manobra para voltar à estrada nacional a limusine arrancou com a lotação esgotada. No seu interior acomodaram-se 12 viajantes num longo sofá de cabedal preto que preenchia um dos lados da viatura. O outro lado estava equipado com um imenso bar iluminado onde não faltavam garrafas e copos. A primeira paragem foi em Alfaiates. A noite foi – ao que me contarem depois – longa. As despedidas de solteiro já não são o que eram mas mantém o lado intangível das características físicas dos produtos.
No sábado seguinte (quatro dias depois) foi tempo de casório. E mais uma vez os noivos inovaram mantendo um design tradicional «movido a gasolina». O transporte, entre a igreja e o copo-de-água, foi feito numa carrinha de caixa aberta decorada pelo Manuel Leitão com elementos da tradição raiana como o cântaro de barro, cabaças, alfaias agrícolas, chocalhos, garrafões e o cadeirão com uma manta de linho onde se sentavam os noivos. E que bonita ia a noiva…
Votos de felicidades para a Paula Madeira e para o Sérgio Tomé.
«A Cidade e as Terras», crónica de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
O Benfica venceu ontem o Torneio de Futsal Cidade do Sabugal ao golear na final, por 18-1, a equipa de Penalobo. Os campeões do Torneio Inter-Freguesias de Futsal do Sabugal, Rapoula do Côa, garantiram o terceiro lugar, ao vencer por 3-1 o Soito.
O Benfica sagrou-se campeão do Torneio de Futsal Cidade do Sabugal ao golear por 18-1 a equipa de Penalobo repetindo o resultado do primeiro jogo contra a Rapoula do Côa.
O pavilhão municipal do Sabugal voltou a encher com um público entusiasta para assistir aos jogos dos terceiro e quarto lugar e da final do torneio.
Os encarnados dominaram os prémios individuais: Marinho foi o MVP; Ailton o melhor marcador (8 golos) e Diego Sol o melhor jogador. Quanto ao melhor guarda-redes, foi Xavier, do Rapoula do Côa, equipa que venceu o Troféu Fair Play.
No final do torneio, organizado em parceria entre a Câmara Municipal do Sabugal, a empresa municipal Sabugal+ e a Kebrostress, os responsáveis congratularam-se com o sucesso da prova, que contou sempre com o pavilhão lotado.
Na primeira jornada o Benfica goleou o Rapoula do Côa, por 18-1. Os encarnados não sentiram grandes dificuldades para vencer, com Anilton (4), Davi e Diego Sol (3 cada) a serem os melhores marcadores. No outro jogo o Penalobo venceu, por 4-2, o Soito, qualificando-se assim para a final com o Benfica.
A equipa do Sport Lisboa e Benfica – homenageada pelo título europeu e recebida na Casa do Benfica do Sabugal – já garantiu a sua presença na próxima edição.
jcl (com «Record»)
«Cá vamos indo» é uma expressão que o meu amigo Celso Ramos, Alcalde de Navasfrias, emprega muitas vezes para dizer, logo de seguida, que já fala muito bem o português. Diz ele que é uma expressão da raia.
Eu empreguei o «cá vamos indo» como que a querer dizer que nos Fóios o progresso continua.
No último dia de Agosto, com o tempo algo esquisito, trovejou e choveu ao começo da noite, os proprietários do restaurante «Eldorado», Quim e Ramitos, ainda com a filha Petra por cá, viaja para S. Tomé e Príncipe na sexta-feira, decidiram inaugurar uma piscina que mandaram construir num terreno que fica mesmo em frente do restaurante.
Foi um convívio muito agradável sobretudo porque os proprietários quiseram brindar os seis funcionários(as) e respectivos filhos(as), precisamente no dia em que entraram de férias, com uma festa junto e dentro da piscina. Foi, sem dúvida, um gesto bonito este reconhecimento àqueles e àquelas que tem contribuído para o sucesso do restaurante «Eldorado» que continua a fazer furor nesta bonita zona raiana. Durante os meses de Julho e Agosto foi sempre casa cheia.
Espero e desejo que até ao dia 24 de Setembro gozem uns óptimos dias de férias que, aliás, bem merecem.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com
Os encerros e a capeia com forcão, são o motivo de regresso de muita gente às nossas aldeias. Se um dia vierem a desaparecer, por qualquer motivo que seja, algumas dessas aldeias e talvez uma grande parte do concelho acabam, simplesmente, por desaparecer.
Nos últimos tempos, várias vozes se têm manifestado em favor desta tradição raiana, o encerro e a capeia com forcão. Muito se têm falado para dar relevo e a importância devida à este evento, mas o tempo passa e na realidade pouco se vê. Saindo do ambiente da raia, dos descendentes da raia, pouco ou nada se sabe desta tradição. Muitos ouviram falar das capeias da raia, mas não sabem o que é nem como se passa. Este ano, tive o prazer em conjunto com um amigo, organizar uma viagem a Santiago, para a qual levei um DVD das capeias das diferentes aldeias para ajudar a passar o tempo durante o trajecto. Fiquei surpreendido, com o acolhimento que teve esse DVD. A maioria das pessoas, portanto, originárias do concelho, de aldeias sem tradições capeeiras, desconheciam por completo esta tradição. Ficaram interessados, pedindo explicações, perguntando quando e onde se poderia assistir à tais espectáculos.
Aquando do meu regresso à Paris, numa estação de serviço já bem perto de Paris, deparei com um camião TIR, pintado com cores e referências ào festival dos Jardins de Ponte de Lima. Cores vivas que chamavam a atenção de qualquer um. Tomei, eu, conhecimento, através dessa «publicidade» que Ponte de Lima organiza um festival de jardins, um festival que atrai muitos turistas.
Lembro-me também de há alguns anos atrás, uma empresa de camionagem de Guimarães, ter os seus autocarros pintados com referência ao castelo de Guimarães e D. Afonso Henriques.
Há vários anos, apareceram junto do Sabugal, nas principais estradas que levam à cidade, paineis com fotografias, desta tradição, mas pouco a pouco foram desaparecendo e acho que neste momento, já nenhum desses paineis faz eferência às capeias.
Tudo isto, leva-me a pensar que é necessário encontrar ou remeter em andamento uma «publicidade» que fale do nosso concelho e tradições, que apresente aquilo de que tanto gostamos.
Porquê não fazer apelo às empresas do concelho? Existem várias empresas, algumas que viajam regularmente para o estrangeiro, outras que fazem inúmeras viagens em Portugal. Seja no transporte de passageiros ou de mercadorias, não seria possivel encontrar uma forma de colaboração, entre empresas e entidades governamentais, para que os autocarros ou camiões do concelho dêem a conhecer esta ou outras tradições do concelho? Através de pinturas ou DVD por exemplo?
Como todos os anos precedentes, o mês de Agosto, foi um mês eufórico, de adrenalina, de entusiasmo, de festa e alegria. As festas e capeias levaram, muitos filhos e amigos às aldeias raianas. As pessoas da raia, mostraram mais uma vez aquele carinho, aquela amizade e aquele bem receber, que lhe é único. Em qualquer aldeia, havia sinais de vida, de alegria, de festa e todos eram bem-vindos. Como a maioria dos arraianos, nesta altura do ano, encontramos sempre forma e forças para regressar à terra, matar saudades, ver os familiares e amigos que por lá fizeram a vida. De aldeia em aldeia, passamos o tempo, entre encerros e capeias, admiramos a proeza e valentia, a coragem e o medo, a força e a fraqueza, tudo num ambiente de festa e amizade.
Mas os turistas são raros e todos sabemos a mais valia que seria para as aldeias e para o concelho a presença de maior número de turistas.
Para nós, a quem a saudade começa já a apertar, restanos, esperar mais um ano.
Quem sabe, talvez com mais visitantes… a admirarem e apreciarem o nosso concelho.
De Paris, Paulo Adão.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão
paulo.adao@free.fr
Manuel Fernandes Thomaz foi um grande patriota, defensor da liberdade, homem honrado e crente no progresso da humanidade, o que não é pouco, convenhamos, num homem só!
Nestes tempos, decorridos cem anos do advento da república e mais noventa da revolução liberal, porque é um bem mais ou menos adquirido, mal pensamos o que custou a nossos avós a herança da liberdade que deles recebemos.
Convém por isso avivarmos a memória para que não se esqueçam e se honre a virtude e exemplo dos homens bons da res pública.
Natural da Figueira da Foz, onde nasceu, filho de um comerciante, Fernandes Tomaz frequentou teologia em Coimbra, licenciou-se em direito e seguiu a magistratura judicial e, depois de uma passagem pelas alfândegas como superintendente, retirou-se para a sua terra natal desgostoso com a política e a fuga do rei para o Brasil.
Com o desembarque de Wellington no arredores da Figueira, Fernandes Thomaz foi chamado a colaborar na organização do aprovisionamento e transporte do exército aliado, tarefa que desempenhou com grande eficácia, sendo depois intendente dos víveres de Beresford, tendo entretanto sido designado desembargador da relação do Porto, cargo que ocupou a partir de 1817.
Foi no exercício das suas funções públicas que pode observar o estado de decadência e de ruína, a que tinha descido o regime monárquico-feudal e perceber a necessidade urgente de uma reforma, pela qual se abolissem os privilégios que abafavam o desenvolvimento da nação.
E para realizar a sua ideia generosa fundou o Sinédrio com Ferreira Borges, Silva Carvalho e João Ferreira Viana, a que se juntaram Duarte Lessa, José Pereira de Menezes, Francisco Gomes da Silva, João da Cunha Souto-maior, José Maria Lopes Carneiro e José Gonçalves dos Santos e Silva e alguns oficiais influentes do exército, como o coronel cabreira e os tenentes-coronéis Sepúlveda, Gil, Pamplona e Guedes, cujos corpos estavam estacionados no Porto, Vila da Feira e Penafiel.
A sublevação da Galiza, que proclamou a celebre constituição de Cádis e a situação grave do país ocupada pela Inglaterra e com o tesouro esgotado, a condenação de Gomes freire e companheiros e o alvará régio de 1818 declara criminosas todas as associações que não tinham obtido autorização régia, a fome, os soldos em atraso da tropa, a insegurança e o mau funcionamento da justiça e a saída de Beresford para o Brasil a pedir dinheiro para pagar o soldo da tropa, foi o ensejo para a revolução, conforme relata Xavier d’Arújo, que foi dos últimos a aderir ao Sinédrio.
Fixou-se o dia 29 de Junho de 1820 para o levantamento, mas alguns acontecimentos fizeram-na adiar e quase que comprometeram o movimento: O coronel Barros, comandante da força militar do Minho sedeada em Braga, recusou-se a aderir; o ministro da guerra ordenou ao coronel Cabreira que mandasse para Peniche um destacamento do seu corpo de artilharia, o que fez desconfiar que estivesse descoberta a conspiração e levasse Fernades Tomaz a refugiar-se nas Caldas das Taipas.
Frei Francisco de S. Luiz, que ia de viagem para o Minho, ofereceu-se para decidir o coronel Barros a aderir e Fernandes Thomaz foi a Lisboa a sondar a opinião pública e quando regressou a revolução já estava preparada para Agosto.
Mesmo assim esta esteve novamente comprometida porque António da Silveira pretendia que o manifesto da Junta provisória fosse conservador e se chamasse dos Braganções, limitando-se a representar a D. João VI sobre o estado do país e a pedir-lhe o regresso à Europa.
Mas superado este problema com a ajuda de Ferreira Borges, na manhã 24, Cabreira mandou formar a artilharia em Santo Ovidio, e depois de ouvir missa anunciou á cidade a revolução com uma salva de 21 tiros. Há mesma hora Fernandes Thomaz os tenentes-coronéis Sepúlveda e Gil chamavam ás armas os regimentos 6 e 18 para irem reunir-se a Cabreira a Santo Ovidio, onde em conselho de guerra e se fez uma proclamação aos soldados e oficiou ao juiz de fora do cível para convocar a câmara municipal.
E em reunião nos paços do concelho os membros do conselho militar, expondo a situação critica em que se achava o país, propuseram uma junta provisória, «depositária do supremo governo do reino,» a qual governando em nome do senhor rei e mantendo a sagrada religião católica romana, convocasse cortes representativas para nelas formar uma constituição.
A revolução de 1820 nunca teve inspiração republicana como se vê, pois os seus mentores receavam passar por inimigos do rei e da religião e apresentavam-se como salvadores da pátria que se despenhava no abismo da anarquia, mantendo o rei e a religião, tudo o mais se podendo reformar ou modificar pela constituição.
Os membros da junta eram: António da Silveira Pinto, o mais conservador, presidente, o Deão Luiz Pedro de Andrade Brederode, Pedro Leite Ferreira de Mello, Francisco de Sousa Cirne, Manoel Fernandes Thomaz, Fr. Francisco de S. Luiz, João da Cunha Sotto-maior, Xavier d’Araújo, Castro e Abreu, Roque Ribeiro d”Abranches Castello Branco, José Joaquim de Moura, José Manoel de Sousa Ferreira de Castro e Francisco José de Barros.
Entretanto na praça nova (hoje de D. Pedro), afluía o povo, que soltava vivas à revolução.
Reunida nesse mesmo dia nos paços do concelho a junta provisória do governo, dando começo aos seus trabalhos, publicou o manifesto á nação, remeteu circulares às autoridades civis e militares das províncias, participando o decorrido e convidando-as a prestarem obediência ao novo governo. Escreveram á regência notificando-lhe a causa e os fins da revolução, decretaram a criação de um tesouro público, no Porto, para receber a receita do estado e satisfazer a todas as despesas.
Os governadores do reino (que dirigiam a nação em representação de D. João VI), ao receberem a notícia no dia 29, publicaram uma proclamação em que protestavam contra os actos da junta e qualificavam a revolução como o resultado de conspiradores mal intencionados e perversos. Três dias depois, dirigiram ao país novo manifesto em que anunciavam que «usando das faculdades extraordinárias que lhes eram concedidas por suas instruções em casos urgentes,» iam convocar as cortes.
A regência, vendo a sua causa perdida, começava assim a ceder o terreno aos revolucionários, e em breve tentou entrar em negociações: primeiro participou à junta que mandara proceder á eleição de procuradores às cortes e que a tornava responsável de tudo o que pudesse suceder; e em seguida mandou o general Povoas (o mesmo das guerras liberais e do cerco Miguelista do Porto) a Coimbra parlamentar com a junta que vinha em direcção de Lisboa. A junta não quis recebe-lo e ordenou-lhe que se retirasse da cidade.
Na manhã do dia 15 de Setembro, infantaria 16 saiu do quartel e dirigindo-se ao Rossio proclamou a revolução, aderindo logo a este movimento todos os corpos da capital. Juntou-se gente e na presença do juiz do povo e do seu escrivão elegeu-se um governo provisório.
Em 5 de Outubro entraram em Lisboa as tropas que haviam proclamado a revolução na segunda cidade do reino e foram recebidas com alegria.
A junta participou imediatamente a D. João VI os acontecimentos últimos e pediu-lhe para regressar à Europa.
Poucos dias depois voltava Beresford do Rio de Janeiro, mas não lhe foi permitido desembarcar, nem ler qualquer comunicação para terra, apesar de trazer poderes ilimitados e foi obrigado a sair para Inglaterra.
A junta provisória convocou eleições por sufrágio indirecto, escolhendo o povo os eleitores e estes os deputados, sendo as eleições em 26 de Novembro, e as dos deputados para 3 de Dezembro.
As primitivas dissensões com António Silveira não estavam sanadas e no dia 11 Novembro houve uma revolta militar que aclamou a constituição de Cádis como base para a constituição portuguesa e impôs ao governo quatro novos membros.
A junta curvou-se a todas as imposições, mas Fernandes Thomaz, Fr. Francisco de S. Luiz, Ferreira de Moura e Braamcamp de Sobral demitiram-se.
A saída de Fernandes Thomaz, muito estimado do povo, produziu impressão e desgosto em toda a cidade; às 6 horas da manhã do dia 17 começou a juntar-se a multidão em frente da casa do grande patriota, dando-lhe vivas e pedindo-lhe para voltar para o governo.
Fernandes Thomaz e Borges Carneiro, que estava em sua companhia, foram metidos numa carruagem e levados no meio Archotes e vivas; quiseram tirar os tirantes da sege, mas Borges Carneiro não o consentiu, teve de falar á turba, teve de lhe pedir que o não fizesse porque Fernandes Thomaz era muito doente e tantos obséquios populares mortificavam-no.
Foram em marcha triunfal desde o Calhariz até ao Rossio. O ajuntamento aqui era numeroso; os vivas eram incessantes e vinham de todos os lados. Subiram para o palácio do governo nos braços do povo e tiveram de sair à varanda para agradecerem tão imponente manifestação.
Todos os membros demitidos tornaram a ocupar os seus lugares e o presidente da junta, António da Silveira, teve ordem para sair em 24 horas para a sua quinta de Canelas.
E a revolução consumou-se.
Quase ninguém se lembra hoje, mas Fernandes Thomaz foi, com os seus companheiros, o primeiro de muitos obreiros que se lhe seguiriam, a lançar a esta nossa terra a semente da liberdade que hoje gozamos.
Cumpre lembrar ao povo os bons exemplos para que saibam distinguir quem são os homens públicos honrados. E principalmente para que saiba «fazer o manguito» aos muitos António da Silveira que por aí andam!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com
O Teatro Municipal da Guarda realiza a sexta edição do Acto Seguinte – Festival de Teatro da Guarda, que acontecerá de 4 de Setembro a 9 de Outubro.
O festival deste ano apresenta sete espectáculos, duas estreias e dez apresentações por seis companhias.
No dia da abertura, 4 de Setembro, o Teatro Aberto apresenta a peça «Uma Família Portuguesa», de Filomena Oliveira e Miguel Real. A 10 de Setembro estreia o teatro radiofónico «Senhor Henri», de Gonçalo M. Tavares e a peça «The dumb waiter», de Harold Pinter no dia 9 de Outubro.
Capitan Maravilla traz o circo ao festival com «Mono A Mono B», no dia 11 de Setembro. O Teatro das Beiras apresenta «Ay Carmela» no dia 17 de Setembro. A Associação Cultural O Prado leva a cena «A vida privada de Acácio Nobre» de Patrícia Portela, no dia 24 de Setembro; e ainda o espectáculo Clown do mimo austríaco Krosny, no dia 2 de Outubro.
O espectáculo de abertura, «Uma Família Portuguesa» venceu em 2008 o Grande Prémio de Teatro Português, da pela Sociedade Portuguesa de Autores. A peça apresenta três gerações de uma família portuguesa. A casa onde habitam era propriedade do falecido patriarca de cuja presença a família não consegue libertar. Integrando referências musicais, literárias e plásticas da segunda metade do século XX, esta encenação de Cristina Carvalhal convoca um imaginário com o qual todos os portugueses se poderão identificar. «Uma Família Portuguesa» evoca temas como a ditadura, a guerra colonial ou a devoção a Nossa Senhora de Fátima
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