You are currently browsing the monthly archive for Julho 2010.
«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com
Data: 3 de Julho de 2010.
Local: Praça Municipal do Soito.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: António Robalo, António Marques, Fernanda Cruz e Joaquim Ricardo.
jcl
Sempre fui um adepto convicto do utilizador pagador, não apenas nas portagens, mas na generalidade dos bens públicos. Fosse essa prática habitual talvez se pagasse menos por cada bem ou serviço, não estaria o património tão abandonado e os espaços de lazer tão mal cuidados. Naturalmente, haverá sempre que ressalvar as situações excepcionais em que o indivíduo não possa ou não deva pagar, como a invalidez, a deficiência, a velhice, a pobreza ou que quer que impute à restante comunidade o dever de pagar por si.
No que respeita a auto-estradas, os sucessivos governos criaram nos portugueses a ilusão que era possível manter tais equipamentos de forma gratuita e com isso nos confundiram anos a fio. A confusão iniciou-se com a famosa via cavaquista do Infante, a começar na fronteira e terminar perto de Boliqueime, terra do seu autor. Foi a primeira borla. A desculpa até era convincente: a CEE é que pagara a construção e não autorizava que aquela via fosse portajada. A seguir vieram os planos rodoviários nacionais que ainda hoje estão por cumprir, mas avançaram as Crils, as Crels e as Vcis, os ICs e os Ips, muitos à volta de Lisboa, outros em redor do Porto. Depois um primeiro-ministro que «não esquecia o Interior», após muitas outras auto-estradas no litoral, lá fez a primeira scut do Interior, a passar naturalmente na sua terra! Nada de novo a não ser a fabulosa invenção de fazer obras sem dinheiro. O país encheu-se de auto-estradas, mais nuns sítios que noutros, em alguns casos aos pares, e noutros em triunvirato, sem outro critério além do peso político do território onde se construíam.
Estas e outras ilusões que custaram muitos milhões ao erário público, despejados à pazada no litoral, impediram que algumas migalhas caíssem em territórios deprimidos. E não foram apenas os pequenos municípios que ficaram a ver navios, há também capitais de distrito que ficaram encravadas, como Bragança ou Portalegre, por exemplo.
Como não há almoços grátis, não se paga em portagens, paga-se em impostos!
Bem alertaram os pregadores do deserto para a factura que havia de vir, em duplicado, cara demais, talvez quando a não pudéssemos pagar. Infelizmente, tinham razão antes de tempo. É justamente numa altura em que a economia necessita de ajuda, quando os impostos sobem e os ordenados descem que o governo se vê obrigado a cobrar as scuts, dificultando ainda mais a vida aos cidadãos e às empresas, não apenas às empresas de transportes, pois fatalmente, a factura repercutir-se-á nas matérias-primas, nas mercadorias e na nossa vida em geral.
Além de virem na pior altura, as portagens não resolverão o problema do país que mais do que financeiro, é um problema económico, de falta de produtividade, onde a sanguessuga do estado, para quem não há dinheiro que baste, quase proíbe que se faça o que quer que seja.
Este é o resultado da leviandade e da irresponsabilidade dos governantes e da política imediatista que tem pautado os destinos do país nas últimas décadas. Leviandade ainda vigente, aliada agora à pressa de fazer dinheiro a todo o custo. Sabe-se que a pressa é má conselheira, mas a necessidade urgente de dinheiro está a desnortear um governo à beira de um ataque de nervos, dando uma no cravo, outra na ferradura. A proposta de isentar de portagens os residentes e as empresas dos concelhos que são atravessadas por scuts é a emenda pior que o soneto! Então e os que não têm auto-estrada, que vivem no interior do interior, além de não beneficiados, devem ser castigados? Terão os residentes de Idanha e de Penamacor que mudar para junto das scuts?! Deverão as empresas transportadoras do Sabugal sediar-se em Belmonte, na Guarda ou na Covilhã?!
É o que dá a governação de cabotagem, com a costa à vista, acaba sempre por tornar o percurso mais longo, tanto mais longo quanto mais sinuosa for a costa. E a costa da nossa política é muito sinuosa e corporativa.
Não houve em devido tempo discernimento para avaliar o impacto futuro de decisões irreflectidas, nem coragem para dizer não aos grupos de pressão. Mas a História teima em repetir-se e mais uma vez não haverá coragem para afrontar os que gritam mais alto.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt
A Serra da Estrela é um manancial de riqueza e por isso não se esgotam os pensamentos, os dizeres e os poemas à sua volta. E, já que falei deste tema a semana passada, vou continuar, na medida em que o Verão nos chama a deambular pelo campo, pelos espaços verdes e frescos que nos convidam ao silêncio e à paz interior. Nos tempos que correm, quem não precisará de momentos destes para um descanso do corpo, mas mais ainda do espírito? Num passeio feito há tempos atrás, em estudo sobre a natureza e a defesa do ambiente, muito aprendi. É numa linguagem mais erudita que apresento este poema, mas prometo traduzi-la, na semana a seguir, em linguagem popular, ou melhor, em linguagem do pastor.
À DESCOBERTA DA SERRA DA ESTRELA
Blocos erráticos salpicam
Os quatro degraus serranos
Do glaciar resultantes.
Pequeninos nos sentimos
Altas moreias esmagam
Escarpadas ondulantes.
E a Estrela bem sublime
Que aos estudantes anime
No seu majestoso trajar
Convida à descoberta
Pois a porta está aberta
E qualquer um pode entrar.
A Divina Providência
Facilita a escorrência
E das nascentes jorrar
Cursos de água brilhantes
Que deslizando, cantantes
Boas trutas vão criar.
A fário e arco-íris
Em Manteigas, seus viveiros
Têm como fim proteger.
Povoar outros ribeiros
Multiplicara espécie
Lagoas abastecer.
Xisto ou colmo em cobertura
É defesa da natura
Para as belas cortes telhar.
O granito, na sua rudeza
Aplica, com singeleza
Resultados do Glaciar.
Pseudotsuga, larício
Teixo, urze e giesta
São obra da natureza.
O cervum é protegido
Do montanheiro envolvido
Na protecção e defesa.
Vale do Zêzere encantado
Imponente e escarpado
No seu U a não esquecer
Mostra ao caminheiro atento
(de saber está sedento)
Que ainda mais deve aprender.
De pássaros a piar
E perdizes a saltitar
No seu modesto viver
Está a força da natureza
Paira a lagartixa presa
À cascalheira a trepar.
«Mens sana in corpore sano»
Rosto marcado pela vida
Traços de um povo serrano
De uma vida bem vivida
Em simplicidade e rudeza
No contacto com a natureza.
«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com
Acabo de ler um livro que há uns anos comecei a folhear e depois pousei, agarrando-me a outras leituras de ocasião. Trata-se de «Os Ratinhos», de Luís Coelho Albernaz, um romance social de raiz regional, cuja acção se desenvolve na Beira e no Alentejo, tendo por pano de fundo os movimentos migratórios de beirões que debandavam para o Sul à cata de sustento, sujeitando-se a uma vida dura e cruel.
Diria que é um romance demasiado cândido, que reporta a vida de um pobre mas inteligente rapaz que foge à miséria e aos maus-tratos do patrão e vai à aventura, de mistura com os «ratinhos» que demandam o Alentejo. Trabalhador, honesto e ambicioso o jovem trepa a pulso na vida, trabalhando e estudando sob a protecção de um padre rico que com ele simpatizou. Formado em Direito, o narrador deixa de lhe chamar António, passando a referir-se-lhe como o Doutor António, e coloca-o a ir de volta às berças, onde ajuda financeiramente a família e os amigos de infância e recupera o amor da Emilinha, que o julgava desaparecido para sempre.
A par do cultivo das virtudes de quem sobe duramente na vida, transformando-se de pobre em rico, em prémio da inteligência e do trabalho, o livro fala-nos da epopeia dos desventurados da Beira que desciam ao Alentejo. Lá trabalhavam durante meses a fio, envolvendo-se nas tarefas sazonais. Seguiam em grupo, orientados por um capataz que tinha a responsabilidade de falar com os latifundiários e os seus feitores, de manter a coesão do grupo e de a todos trazer de volta no final da campanha.
Trabalhavam arduamente e viviam em condições miseráveis. Dormiam em tarimbas, sobre palha impregnada de percevejos, arranchavam onde calhava, comendo papas e migas, servindo-se todos da mesma gamela:
«Naquele dia cozeram feijões com saramagos e carne de porco, mais gorda que magra. Pronto o cozinhado, foi este distribuído por pequenos recipientes onde os Ratinhos de casqueiro numa mão e colher na outra, se iam servir.»
Muito trabalho e mau passadio para estes beirões que iam para terra alheia em busca de melhor vida, mas de onde regressavam com apenas alguns cobres, que mal chegavam para pagar as dívidas.
No que toca à gastronomia, é digna de nota a referência ao saboroso caldo verde que o «Doutor António» deglutiu quando regressou à aldeia, em casa da própria irmã, que o não reconheceu dados os anos que passaram, o seu vestir escrupuloso e os óculos que usava e lhe davam um ar selecto.
«A Sara chamou:
– Vamos para a mesa. O senhor Doutor fica ali – e indicou-lhe a parte cimeira da mesa. – Não sei se lá para o Alentejo fazem deste caldo, mas é uma das especialidades cá da Beira. Há quem lhe deite umas rodelas de chouriça, mas eu penso que isso vai tirar o verdadeiro gosto do caldo verde. Tira-lhe o que tem de melhor que é precisamente o sabor inconfundível das folhas verdes da couve galega. Deitar chouriça no caldo verde, é como quem deita aguardente no bom café: estraga uma coisa e outra.
Sentaram-se. O Doutor viu tanta sopa naquele prato grande e profundo que julgou impossível caber-lhe no estômago. Ia tentar comer metade para a irmã não ficar desgostosa, já que nenhuma cozinheira gosta que comam pouco dos seus cozinhados.
O Doutor comer a sopa toda e lambeu os beiços. (…) Em seguida chegou o arroz de cabrito que foi repetido por todos.»
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista
leitaobatista@gmail.com
A parceria Portugal Rural apresentou em sessão pública o projecto de cooperação interterritorial no âmbito do Leader e do Subprograma 3 do Proder. O evento decorreu na Loja Portugal Rural, no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa e contou entre outros com a presença do ministro da Agricultura, António Serrano, dos representantes da Pró-Raia, António Robalo e Elsa Fernandes e dos deputados pelo círculo da Guarda, Carlos Peixoto e João Prata.
A parceria Portugal Rural integra 12 associações com expressão a nível nacional – Pró-Raia, Adices (GAL coordenador do projecto de cooperação), Adae, Adelo, Adirn, Adruse, Atahca, Desteque, Leader Oeste, Pinhal Maior, Raia Histórica e Tagus – que se juntaram num espaço citadino situado no bairro de Campo de Ourique com o objectivo de promover e dinamizar a comercialização de produtos regionais nos grandes centros urbanos.
No dia 30 de Junho foi apresentado o projecto de parceria interterritorial Portugal Rural, no âmbito da Cooperração Leader do Subprograma 3 do Proder. Na estiveram presentes o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, os deputados pelo círculo eleitoral da Guarda, Carlos Peixoto e João Prata e representantes das 12 associações integrantes da parceria. Pela Pró-Raia marcaram presença o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, a vereadora da Câmara Municipal da Guarda, Elsa Fernandes, acompanhados de alguns técnicos. O Presidente da Câmara Municipal de Manteigas, Esmeraldo Carvalhinho, representou a Adruse – Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela que integra ainda os concelhos de Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Seia e Gouveia.
As boas-vindas de abertura estiveram a cargo do presidente da Adices, Atílio Nunes, e foram seguida da apresentação do projecto de cooperação Portugal Rural-Gal Parceiros. A cerimónia que contou com a degustação de produtos regionais de excelência foi antecedida pelo discurso do Ministro António Serrano que aproveitou para percorrer as bancas promocionais das 12 associações.
«Não venho aqui para fazer promessas mas não podemos esquecer as importantes acções destes grupos de actividade local» começou por dizer António Serrano num breve discurso. «Todos estes projectos e investimentos que implicam muito dinheiro devem ter como primeiro objectivo a criação de postos de trabalho e depois como factor de divulgação dos territórios do Interior. Peço a todos que intervenham nestes projectos com profissionalismo e muito responsabilidade e que alcancem altos níveis de execução», acrescentou ainda o ministro da Agricultura.
A estratégia a desenvolver encontra-se alicerçada em três níveis de actuação comuns e integrados: a intervenção nos territórios rurais de abrangência do projecto; a intervenção em ambiente urbano; e a intervenção promocional e comunicacional do projecto. Estas três áreas de actuação incidem, fundamentalmente, em quatro aspectos: promoção, comercialização, qualificação e sensibilização de públicos.
O projecto vai decorrer entre 2010 e 2013 e pretende desenvolver trabalho em cooperação para alcançar resultados num conjunto de mais-valias para os territórios abrangidos.
A loja Portugal Rural é um espaço moderno com uma montra de vidro que permite grande visibilidade do exterior, com expositores agradáveis à vista preenchidos com os sabores genuínos da produção portuguesa desde Trás-os-Montes até à Estremadura Oeste às portas de Lisboa.
Após percorrerem a loja os visitantes são surpreendidos com uma taberna (que apresenta excelentes vinhos) e um pátio interior ao ar livre. Uma larga escada em caracol leva à cave onde vai ser possível regalar a vista com produtos de artesanato português, ou melhor, do bom, genuíno e tradicional artesanato português.
Resta dizer que a loja do «Portugal Rural» (Rua Saraiva de Carvalho junto ao Café Canas) está a poucos metros de outro espaço «Verdes são os Campos» (Rua Coelho da Rocha junto à Casa Fernando Pessoa) que integra também em parceria a Pró-Raia e que está vocacionado para promover os aspectos turísticos regionais.
O mundo rural português vestiu-se com fato domingueiro de ir à missa e está a seduzir com muito charme no cosmopolita bairro de Campo de Ourique os sempre «esquisitos» clientes citadinos formatados por culturas e gastronomias do fast-food estrangeiro.
jcl
A parceria Portugal Rural apresentou em sessão pública o projecto de cooperação interterritorial no âmbito do Leader e do Subprograma 3 do Proder. O evento decorreu na Loja Portugal Rural, no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa e contou entre outros com a presença do ministro da Agricultura, António Serrano, dos representantes da Pró-Raia, António Robalo e Elsa Fernandes e dos deputados pelo círculo da Guarda, Carlos Peixoto e João Prata.
| GALERIA DE IMAGENS – PORTUGAL RURAL – 30-6-2010 |
| Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar |
plb
A parceria Portugal Rural apresentou em sessão pública o projecto de cooperação interterritorial no âmbito do Leader e do Subprograma 3 do Proder. O evento decorreu na Loja Portugal Rural, no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa e contou entre outros com a presença do ministro da Agricultura, António Serrano, dos representantes da Pró-Raia, António Robalo e Elsa Fernandes e dos deputados pelo círculo da Guarda, Carlos Peixoto e João Prata.
| GALERIA DE IMAGENS – PORTUGAL RURAL – 30-6-2010 |
| Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar |
plb
Escavações efectuadas pelo Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal do Sabugal, no Alto de Santa Bárbara, em Aldeia da Ponte, levaram à descoberta de um povoado do período do Calcolítico, com cerca de cinco mil anos.
Os três técnicos do gabinete municipal de Arqueologia e dois voluntários foram os responsáveis pelas escavações que se iniciaram em Fevereiro desde ano, e que agora foram concluídas. Do trabalho realizado resultou a descoberta de material muito importante para o estudo da época, nomeadamente alguns objectos raros, o que contribuiu para uma melhor identificação da importância do povoado e para a sua caracterização.
O arqueólogo Marcos Osório, coordenador do Gabinete de Arqueologia, disse à Lusa que se descobriu um sítio arqueológico «muito importante na região», face às estruturas e materiais ali encontrados.
As prospecções arqueológicas foram realizadas no local onde vai ser construída uma moradia e abrangeram um terreno de 1200 metros quadrados. Porém, segundo Marcos Osório, essa área «corresponderá, muito provavelmente, a um décimo da área total do povoado», admitindo que «há muito mais para ser escavado».
Revelou ainda à Lusa que não era conhecido na Beira Interior um povoado de fossas destas dimensões e que «os paralelos mais próximos conhecidos encontram-se no Alentejo e na região de Madrid (Espanha)».
As escavações revelaram uma grande e complexa diversidade de fossas, valas e buracos abertos na rocha granítica, sendo identificadas 14 estruturas abertas pelo homem no substrato rochoso, algumas com dois metros de diâmetro, outras com seis, e um fosso com cerca de 25 metros de extensão, por cerca de três metros de largura.
«Estas estruturas negativas são restos de um povoado e de uma comunidade que ali habitou, da qual sobram apenas estes vestígios de habitat, porque os outros, como a madeira e o colmo, degradaram-se com o passar dos anos», explicou.
O fosso «seria uma barreira defensiva», as cavidades maiores poderiam ser «fundos de cabanas» e as mais pequenas, buracos onde assentavam postes que suportavam as coberturas das cabanas.
As restantes fossas foram interpretadas como prováveis lareiras, lixeiras e silos, adiantando que também foram descobertos os restos de um forno de combustão feito de barro e lajes de granito.
No interior das cavidades foram recolhidos muitos materiais, como pontas de seta e facas talhadas em pedra lascada, machados, escopros e goivas de pedra polida, contas e pendentes de colares em pedra exótica, mós de vaivém, pesos de tear de barro e cerâmica doméstica.
Marcos Osório disse ainda à Lusa que o povoado «recua ao III Milénio antes de Cristo., numa altura em que o homem ainda não utilizava o metal, por isso, todos os instrumentos são feitos em pedra».
plb
A Câmara Municipal de Manteigas, presidida por Esmeraldo Carvalhinho, aprovou no dia 23 de Junho uma moção opondo-se à introdução de portagens na A23 e na A25.
O Executivo da Câmara Municipal de Manteigas em reunião ordinária do dia 23 de Junho de 2010 e na presença das notícias divulgadas pela comunicação social, que apontam para a cobrança de portagens na A23 e A25, deliberou apresentar junto do Primeiro Ministro e Ministro das Obras Públicas a seguinte moção:
«A cobrança de portagens na A25 e na A23, afectará irreversivelmente a mobilidade que Manteigas necessita para o seu efectivo desenvolvimento e sustentabilidade da sua população.
Esta medida, a ser implementada, discriminaria pela negativa os cidadãos de Manteigas, bem como de todo o Interior Norte.
A situação socio-económica do Concelho de Manteigas, é já demasiado frágil e preocupante para ter que sofrer mais esta «machadada». Somos infelizmente o Concelho do Distrito da Guarda com maior índice de desemprego.
Somos um Concelho periférico e isolado no Coração da Serra da Estrela, cuja esperança assenta no incremento da actividade turística que as nossas particularidades propiciam.
A falta de alternativas condignas e viáveis, penaliza e contraria a estratégia de desenvolvimento económico da região e deste Concelho em particular, o que contribuirá necessariamente para o aumento da desertificação dos territórios do interior.
O espírito de solidariedade nacional e a coesão social tão badalada e discursivamente defendida, deve estar presente na ponderação das decisões que tão negativamente nos afectam.
Assim sendo, o Executivo da Câmara Municipal de Manteigas discorda, opõe-se e contraria a pretensão de cobrança de portagens nas estradas supracitadas nomeadamente A23 e A25».
jcl (com C. M. Manteigas)
O vereador e Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal «Sabugal+» emitiu um comunicado que publicamos na íntegra.
«COMUNICADO
As eleições autárquicas realizaram-se, já lá vão quase oito meses mas os ecos dos seus resultados ainda ressoam pelas bandas do nosso concelho: 3-3-1, foi a distribuição dos vereadores eleitos para o executivo, respectivamente do PSD, PS e MPT.
Como se pode verificar, os vereadores eleitos pelo PSD, embora com direito à Presidência, não obtiveram a maioria absoluta que lhes permitissem governar sem a compreensão e apoio dos seus pares da oposição, em maioria.
Em reunião deste executivo, realizada em 6 de Novembro, o senhor Presidente, solicitou à oposição autorização para a nomeação de mais dois vereadores a tempo inteiro. Essa autorização foi-lhe negada tendo porém, ficado acordado que posteriormente e se fosse considerado necessário seria reanalisada a situação.
Em reunião de 21 de Janeiro e após várias tentativas frustradas, foi nomeado um Conselho de Administração de cariz político e provisório para a Empresa Sabugal +, EM, onde tinham assento o PSD (Presidente) e o PS (Vogal) não o tendo o MPT porque o seu vereador eleito, não podia ocupar o lugar de vogal por incompatibilidade profissional, sendo então nomeado um técnico superior do município, para o seu lugar.
Em 19 de Maio e perante as justificadas dificuldades manifestadas pelo executivo, foi renovado o pedido de nomeação de mais dois vereadores a tempo inteiro tendo sido obtida uma votação positiva e por unanimidade de todos os vereadores eleitos. E com esta votação os cinco vereadores que não estavam nomeados a tempo inteiro, a saber, um do PSD, três do PS e um do MPT mostraram-se disponíveis para fazerem parte do executivo a tempo inteiro.
Entendeu então o Senhor Presidente convidar-me para integrar o executivo. Após profunda reflexão entendi que os eleitores que depositaram a sua confiança na minha candidatura e a equipa que me apoiou estariam melhor representados se eu ocupasse um lugar que me permitisse participar activamente no desenvolvimento do nosso concelho. As negociações que se seguiram culminaram com o acordo para ocupar o lugar de vereador a tempo inteiro e o lugar de presidente do Conselho de Administração da Sabugal+, EM. O desafio não é fácil, mas com empenho, dedicação e a solidariedade de todo o executivo e da equipa da Sabugal+, tudo faremos para concretizar os anseios e as ambições da população.
Para terminar e não esquecendo as pessoas que me apoiaram, todos os Sabugalenses, sem excepção, podem contar comigo. Nos próximos três anos e alguns meses dedicar-me-ei de alma e coração ao serviço de todos. As portas da Sabugal+ e da vereação estarão sempre abertas e prontas para os receber.
Joaquim Ricardo»
Para que não digam que não entrei na época de Verão…
Os meses de Julho e Agosto são habitualmente objecto de algum aligeiramento dos temas tratados na imprensa e, naturalmente, nos próprios blogues, tendência a que não me quero furtar.
Muitas vezes conterrâneos nossos me perguntam onde costumo almoçar no trajecto entre o Sabugal e Lisboa.
E esta pergunta repetida levou-me a escrever três ou quatro crónicas de locais onde me delicio a comer, ao longo da A1 e, sobretudo, da A23.
Perdoar-me-ão se alguns dos restaurantes que vou indicar não são baratos, embora nem sempre o caro seja o melhor…
Perdoar-me-ão ainda que não fale dos restaurantes do Concelho do Sabugal, por razões óbvias.
Partamos então cedo do Sabugal a caminho da A23.
E proponho-vos um trajecto alternativo que, fugindo à estrada habitual, nos leve por terras do Concelho como Quarta-Feira e Sortelha e nos leve até Belmonte, primeira e última paragem antes da A23.
Belmonte é hoje um local de visita obrigatória, pela sua história e monumentalidade, mas igualmente pela oferta turística que possui.
Visite-se o Castelo, a Igreja de Santiago onde estão os restos mortais de Pedro Álvares Cabral, a judiaria, a sinagoga, e os cinco museus abertos, dos quais destaco o museu judaico. Percorra-se lentamente as ruas e ruelas da sua zona antiga, de casas nem sempre muito bem recuperadas, mas onde começa a predominar o granito e, sobretudo, a profusão de aromas e de cores oriundas dos canteiros floridos que praticamente todas as casas possuem.
E é altura de rumar para um dos locais mais lindos de Belmonte, a sua Pousada. Antigo convento de Nossa Senhora da Esperança, as edificações inserem-se num parque natural de rara beleza onde apetece passear, um local quase ermo, de paisagens de cortar a respiração.
Entre-se no restaurante, que foi o que ali nos levou, e aceitemos as sugestões do chefe da cozinha, pois ficaremos verdadeiramente fascinados.
Trata-se de uma cozinha trabalhada, utilizando de forma original produtos tradicionais das Beiras (prove-se a manteiga de farinheira…), tudo apresentado de uma forma que, de imediato, cativa os olhos e os paladares.
Beba-se um vinho das Beiras, seja da Quinta dos Termos, seja Almeida Garret, seja o da Pousada que é igualmente muito bom.
Termine-se com uma sobremesa doce (o leite creme servido em pedra é divinal…).
O serviço, naturalmente, é de elevada qualidade e simpatia.
E estamos prontos(!) para rumar a Caria e à A23, aconselhando-se a dar o volante a quem não tenha bebido…
Preço da refeição? Depende do que se comer e se beber, podendo ir dos 30 euros aos 50 euros por pessoa. Claro que é caro, mas dias não são dias e comer num bom restaurante é um acto de verdadeira cultura…
Na próxima viagem vamos almoçar a Castelo Branco, mas isso fica para a semana.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com








































Clique para ampliar
Clique para visitar a Habisabugal
Clique para visitar a Caracol Real
Clique para visitar Vinhos de Belmonte
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar

Clique para ver o calendário
Clique para ver o blogue oficial
Clique para visitar a página oficial
Clique para ver a página web
Clique para visitar
Clique aqui
Clique para visitar
Clique para visitar
Clique para ampliar




Clicar na imagem para aceder
Clicar na imagem para ver
Clique para aceder

Comentários recentes