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O Capeia Arraiana recebeu com pedido de publicação um comunicado da Presidência da Câmara Municipal de Trancoso manifestando o seu desacordo com o encerramento das escolas básicas do 1.º ciclo de Freches e Cogula no próximo ano lectivo.

António Oliveira - Trancoso«Comunicado contra o encerramento das escolas básicas do 1.º Ciclo de Freches e Cogula

António Manuel Santiago Oliveira da Silva, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Trancoso, torna publico que, em reunião de Câmara de 21 de Junho de 2010, foi aprovada, por unanimidade e por proposta do seu Presidente, Dr. Júlio Sarmento, uma deliberação contra o encerramento das Escolas Básicas de 1.º Ciclo de Freches e Cogula, no próximo ano lectivo.
Por motivos pedagógicos, o Município de Trancoso tem vindo a aceitar o encerramento de escolas com menos de 10 alunos, não aceitando, porém, os encerramentos de unidades com menos de 21 alunos, como é intenção do Governo, por os mesmos serem um contributo para a desertificação e empobrecimento das aldeias do interior de Portugal.
O Executivo Municipal deliberou ainda manifestar a sua total discordância relativamente à extinção do Agrupamento de Escolas de Vila Franca das Naves e à constituição de um único Agrupamento de Escolas no concelho de Trancoso.
Refira-se que o Ministério da Educação está a impor tal solução, poucos meses após a abertura de concursos públicos para a escolha dos directores das diferentes escolas, o que revela, por parte do Governo, a ausência de politicas sérias, estruturadas e consequentes para a Educação e a adopção de medidas que apenas visam, de forma abrupta e apressada, reduzir custos a qualquer preço.
Das referidas deliberações irá, mais uma vez, ser dado conhecimento à Direcção Regional de Educação do Centro e à Senhora Ministra da Educação.
Trancoso, 21 de Junho de 2010.
O Vice-Presidente da Câmara Municipal
António Manuel Santiago Oliveira da Silva»

jcl (com Gabinete de Imprensa)

O Museu Municipal do Sabugal apresenta até 31 de Julho a exposição itinerante de instrumentos musicais chineses da Embaixada da China em Portugal que tem percorrido várias cidades do Mundo. A inauguração na terça-feira, dia 6, contou com a presença de entidades da autarquia sabugalense, da conselheira cultural chinesa e da cantora e instrumentista Cao Bei que também tocou Gu Zeng (harpa chinesa).

Está patente ao público no Museu do Sabugal, de 6 a 31 de Julho, uma exposição de Instrumentos Musicais Chineses. A inauguração desta mostra realizou-se no dia 6 de Julho, na presença da conselheira cultural da Embaixada da República Popular da China em Portugal, D. Liu Wenqui, do presidente da autarquia, António Robalo, do presidente da Sabugal+, Joaquim Ricardo e várias entidades sabugalenses. A exposição apresenta a particularidade de permitir aos visitantes a experimentação dos diversos instrumentos expostos.
A história dos instrumentos chineses tem a sua génese no Neolítico. A descoberta de uma flauta em osso na região de Wyang, na província de Henan, que os primeiros instrumentos musicais chineses que surgiram há 8200-8600 anos atrás, poderiam ser tocados numa escala de sete tons.
A existência de mais de 70 tipologias de antigos instrumentos chineses está descrita em documentos históricos das Dinastias Shang e Zhou (c. 1600-256 a.C.).
Na cultura chinesa classificam-se os instrumentos de acordo com o material com que são construídos.
O sistema chinês datado do primeiro milénio a.C. divide os instrumentos em: qin, metal; shih, pedra; go, pele; pao, cabaça; zhu, bambu; mu, madeira; xu, seda; tu, barro.
A Embaixada da China em Portugal tem promovido diversos eventos culturais entre os quais se inclui a exposição de instrumentos chineses que tem percorrido várias cidades do mundo e que agora está presente no Museu do Sabugal. Esta exposição, de grande interesse didáctico, permite ao visitante uma viagem pela cultura musical daquele país e remete-nos para as origens da civilização chinesa.
As peças expostas no Museu Municipal do Sabugal foram cuidadosamente seleccionadas entre peças antigas e contemporâneas, permitindo ao visitante admirar a riqueza e diversidade da cultura instrumental chinesa.
Com grande interesse didáctico, esta exposição é uma mais-valia na calendarização cultural do Município do Sabugal e uma oportunidade única a não perder.
A exposição está aberta de terça a sexta-feira, das 9.00 às 12.30 e das 14.00 às 17.30 horas e aos sábados e domingos das 14.30 às 18.30 horas. Encerra às segundas-feiras e feriados.

Paulo Sá Machado
O responsável português pela exposição itinerante chinesa, Paulo Sá Machado, é um dos mais reconhecidos dinamizadores do movimento confrático e gastronómico português e europeu. Além de grão-mestre da Confraria da Broa de Avintes e confrade efectivo e de honra em mais de 20 confrarias portuguesas é o autor de diversos livros de gastronomia e da «bíblia» confrática «As Confrarias Gastronómicas Portuguesas» que tem em preparação a terceira edição (que já inclui a Confraria do Bucho Raiano).
Aproveitando a sua presença em terras raianas a vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Delfina Leal, confreira da Confraria do Bucho Raiano, ofertou ao ilustre visitante uma garrafa comemorativa do I Capítulo realizado no dia 17 de Abril de 2010.
jcl

O Museu Municipal do Sabugal apresenta até 31 de Julho a exposição itinerante de instrumentos musicais chineses da Embaixada da China em Portugal que tem percorrido várias cidades do Mundo. A inauguração no dia 6 contou com a presença de entidades da autarquia sabugalense, da conselheira cultural chinesa e da cantora e instrumentista Cao Bei que também tocou Gu Zeng (harpa chinesa).

GALERIA DE IMAGENS    –    6-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

A Portaria n.º 412/2010, de 28 de Junho, renovou a zona de caça municipal da Serra do Homem da Pedra e a Portaria n.º 451/2010, de 29 de Junho, renovou a zona de caça municipal do Médio Côa, situadas no município do Sabugal.

Zona Caça Municipal - SabugalEm 2004 foram criadas pelas Portarias nos. 142/2004, e 144/2004, de 12 de Fevereiro, as zonas de caça municipais da Serra do Homem da Pedra (2236 ha) e do Médio Côa (6116 ha), situadas no município do Sabugal. As concessões eram válidas por seis anos e a sua gestão foi transferida para o município do Sabugal que requereu as suas renovações.
O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural o Secretário de Estado do Ambiente cumpridos os preceitos legais e no uso das competências delegadas pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas pelo Despacho n.º 78/2010, de 5 de Janeiro, e delegadas pela Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território pelo Despacho n.º 932/2010, de 14 de Janeiro, publicaram em Diário da República as Portaria 412/2010, de 28 de Junho e 451/2010, de 29 de Junho, renovando as transferências das zonas de caça municipais da Serra do Homem da Pedra e do Médio Côa.
Zona de Caça Municipal da Serra do Homem da Pedra (2236 ha) – Terrenos cinegéticos sitos nas freguesias de Aldeia Velha, Alfaiates, Nave, Quadrazais, Soito e Vale de Espinho, todas no município do Sabugal.
Zona de Caça Municipal do Médio Côa (6116 ha) – Terrenos cinegéticos sitos nas freguesias de Aldeia da Ribeira, Badamalos, Bismula, Nave, Quadrazais, Rapoula do Côa, Rebolosa, Rendo, Ruivós, Ruvina, Sabugal, Soito, Vale das Éguas, Valongo do Côa, Vila Boa e Vilar Maior, todas no município do Sabugal.

Portaria n.º 412/2010, de 29 de Junho. Aqui.
Portaria n.º 451/2010, de 29 de Junho. Aqui.
jcl

A segunda edição do festival de sabores gastronómicos «Tapiscos» está marcada para os dias 9, 10 e 11 de Julho, em Gouveia.

O Festival de Sabores «Tapiscos» foi realizado a primeira vez em 2009 por iniciativa do Município de Gouveia e da AssociaSãoJulião. O sucesso da iniciativa levou a que o Município de Gouveia e a AssociaSãoJulião, se associassem novamente, para concretizar mais uma edição gastronómica.
O festival gastronómico que decorre durante três dias (sexta, sábado e domingo) tem a participação de 14 estabelecimentos de restauração: Verde Água, O Flor, Trave Velha, Parró, Cruzeiro, Lá emCasa, O Cunha, Quinta das Cegonhas, Gouveia em Petisco, Alfátima, Gouviquente, ABM, Bazar Serrano e O Italiano.
Os restaurantes aderentes são reconhecidos pela sua arte «petisqueira» e prometem satisfazer os gostos mais requintados dos apreciadores desta componente gastronómica.
Na entrada no recinto do Festival será cobrada o valor simbólico de 1 Euro, que permitira a entrada durante os três dias dos «Tapiscos», mediante a apresentação de uma pulseira que será entregue a todos os utentes do Festival.
Como complemento ao programa, o Instituto de Gouveia fará nos três dias do certame provas de degustação com produtos regionais, onde irão predominar os vinhos, queijos e fumados.
A abertura oficial deste Festival está marcada para esta sexta-feira, dia 9 de Julho às 19,00 horas. No sábado e domingo a abertura será às 12.00 e o encerramento às 24.00 horas.
jcl

Neste mês de Julho, em que, face ao calor verificado, aumentou o risco da ocorrência de fogos florestais, o Comando Territorial da GNR da Guarda programou para o concelho do Sabugal algumas acções de sensibilização dirigidas às populações, no sentido de evitarem procedimentos que possam potenciar o risco de fogos na floresta.

Escola Segura da GNRAtravés das Equipas de Protecção da Natureza e Ambiente e das Equipas de Protecção Florestal, o Comando Territorial da Guarda da GNR vem realizando um ciclo de acções de sensibilização e esclarecimento sobre a preservação da floresta e prevenção de fogos florestais, de modo próprio ou em parceria com Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e outros organismos.
Segundo um comunicado agora divulgado, a GNR chama a atenção de que, entrados num período crítico de incêndios, pretende continuar tal actividade de carácter pedagógico e de divulgação, assim se contribuindo para uma eficaz prevenção dos fogos florestais, que nos últimos anos têm destruído uma parte importante do património natural do País. Alerta-se também para comportamentos de risco que podem originar incêndios, sendo necessária uma maior consciência do problema.
Em parceria com a Câmara Municipal do Sabugal, foram planeadas para o corrente mês de Julho cinco acções de sensibilização. As duas últimas estão previstas para os dias 12 (Forcalhos) e 14 (Pousafoles do Bispo), ambas pelas 21 horas.
plb

Para fecho da época, o ABPG de Gouveia realizou o VII Torneio para os escalões de formação (até aos 12 anos). Embora já de férias, o Sporting Clube do Sabugal, levou cinco judocas à prova, acompanhados pelos respectivos pais que deram o apoio e força necessária para um melhor desempenho dos atletas.

Sporting Clube Sabugal - Judo

O torneio teve ainda a presença de atletas de Coimbra, Viseu, Beja, Alvito e Guarda, no total de meia centenas de competidores.
Os judocas mais jovens, Eduardo Castilho, Roberto Pereira (10 anos), conseguiram ainda uma vitória. A judoca feminina, Mariana Vaz (11 anos) apesar de um bom desempenho nos combates, não consegui obter lugares de destaque. Os resultados de topo vão para Pedro Carreira e Emanuel Martins que obtiveram a Primeira e segunda posição respectivamente, nos seus grupos, melhorando o resultado classificativo obtido em Espanha no mês passado.
Independentemente dos resultados, o ambiente foi de satisfação e boa disposição, seguindo a comitiva sabugalense num total de 18 pessoas, para o merecido almoço.
A secção de Judo do Sporting Clube do Sabugal vai ainda realizar no próximo dia 11 de Julho o convívio anual dos Judocas e familiares, que este ano irá ter lugar na praia fluvial do Sabugal.
djmc

A Associação de Dadores de Sangue do Distrito da Guarda vai enviar uma Brigada de Recolha de Sangue às aldeias Raianas de Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Alfaiates, Fóios, Forcalhos e Lageosa da Raia, no concelho do Sabugal. A primeira recolha terá lugar no dia 14 de Agosto, das 9 às 13 horas em Aldeia do Bispo, no ginásio do Lar de Santo Antão.

Recolha de Sangue - Raia Solidária

jcl

Depois de uma passagem pelo Indie Lisboa em 2009, chega às salas «Louise-Michel», a terceira obra da dupla Gustave de Kervern e Benoît Delépine. Uma comédia negra sobre o capitalismo e as suas consequências junto de uma fábrica numa aldeia francesa.

Pedro Miguel Fernandes - Série BO ataque ao capitalismo não é terreno virgem na obra desta dupla francesa, que na sua estreia, o magnifico «Aaltra» de 2004, colocou um par de vizinhos em cadeira de rodas à procura da empresa que os meteu naquele estado à espera de uma indemnização choruda. Desta vez a história de «Louise-Michel» gira à volta de um grupo de operárias de uma fábrica no interior de França que de um dia para o outro vê o seu local de trabalho ser esvaziado.
Mas o que podia ser o argumento perfeito para um drama de fazer chorar as pedras da calçada, às mãos dos dois realizadores torna-se a desculpa perfeita para uma comédia negra. Isto porque as operárias resolvem contratar um assassino profissional, que nem um pequeno cachorro consegue matar, para liquidar o patrão. Mas não são as aventuras de Louise, a operária que fica encarregue contratar o assassino, e Michel, o tal assassino profissional, o mais importante da fita. Isso fica remetido para os pequenos pormenores, como o facto de vermos o suposto patrão da fábrica e o líder sindical a brincarem ao papel, pedra e tesoura, com a vitória a calhar sempre ao primeiro. A razão para esse resultado: simplesmente «porque eu mando», responde o patrão. Ou a dificuldade em encontrar o verdadeiro patrão.
Louise-MichelApesar do rasto de mortos que fica pelo caminho em «Louise-Michel», nunca ninguém chega a saber quem é o patrão da fábrica, ou sequer qual a empresa responsável por aquela fábrica. A última das vítimas chega mesmo a gozar com os dois protagonistas, depois de passar o tempo a comprar e a vender acções enquanto faz exercícios no ginásio, ao defender que já há muito tempo que não há fábricas no interior de França.
Com um final feliz e hilariante «Louise-Michel», dedicado a uma célebre anarquista francesa do século XIX com o mesmo nome, é um filme sobre coisas sérias para ver e reflectir sobre os tempos conturbados que se vivem nos dias de hoje, em que o capitalismo destrói vidas sem dar conta. Neste caso, os realizadores viram o bico ao prego e metem as vítimas a levarem a vingança até ao fim.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

A Olho de Turista vai apresentar o Livro «Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico» na Casa do Castelo, no Sabugal, no dia 1 de Agosto, às 18 horas. O Capeia Arraiana e a Casa do Castelo apoiam mais um momento cultural «à sombra do Castelo do Sabugal».

Apresentação Livro «Aldeias Históricas Portugal - Guia Turístico» - Olho de Turista - Casa do Castelo - Capeia Arraiana - Sabugal

A Olho de Turista propõe uma viagem à redescoberta das nossas raízes, com cerca de 800 anos de História, pelas 12 Aldeias Históricas de Portugal (AHP): Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso. Cada aldeia é, simultaneamente, única e fiel a si própria e ao conjunto das 12, evidenciado pelo ambiente rústico e beirão, pouco corrompido pelos tempos modernos.
O guia turístico pretende proporcionar aos visitantes informações práticas e úteis sobre o que pode ver e fazer no território das AHP. Incluí um conjunto de Talões de Ofertas e de Descontos, no valor de 4000 Euros para o usufruto e/ou compra de experiências, alojamentos, restauração, produtos regionais e de artesanato, da região, em condições especiais.
A Olho de Turista deseja um bom fim-de-semana, ou umas férias bem merecidas, com um pedaço de História da Beira Interior na bagagem.
O Guia Turístico das Aldeias Históricas de Portugal vai ser apresentado nas livraria Fnac no Colombo de Lisboa (19 de Julho, 21.30h), em Braga (23 de Julho, 21.30h), em Guimarães (25 de Julho, 17.00h) e em Coimbra (31 de Julho, 17h).
jcl (com Susana Falhas)

A Escola Secundária do Sabugal conquistou o primeiro prémio com um trabalho sobre violência no namoro com o título «Namorar é bom quando o que bate é só o coração». O concurso «Pensar os afectos, viver em igualdade» foi promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género em colaboração com a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular.

Escola SecundáriaA Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) em colaboração com a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC) promoveram um concurso para promover a discussão em ambiente escolar de temas como as relações familiares, a violência escolar, o bullying, afectos e relações, violência sexual, abuso sexual e as relações violentas no namoro.
Os últimos estudos indicam que «as novas gerações começam a agredir-se cada vez mais cedo», sublinhou Sara Falcão Casaca, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) durante a cerimónia de entrega dos prémios do concurso «Pensar os afectos, viver em Igualdade» no Auditório Cultural Casapiano, em Lisboa. O desafio apelava à criatividade e, segundo Sara Falcão, surgiram trabalhos «muito criativos», em formato de desenho e pequenas exposições, com recurso ao audiovisual.
A Escola Secundária do Sabugal conquistou o 1.º prémio com o trabalho «Namorar é bom quando o que bate é só o coração» e foi uma das seis escolas premiadas. Para cada nível de ensino há prémios e estão entre os vencedores escolas ou agrupamentos de Miratejo, Monte da Caparica, Bucelas, Aveiro e Porto e Sabugal.
A repressão da violência é a prioridade nas escolas e nove em cada 10 estabelecimentos de ensino escolheram o tema como área de intervenção primária para que os alunos estejam alerta para um problema que, de acordo com os especialistas, atinge os jovens cada vez mais cedo.
Vários professores e especialistas revelaram à agência Lusa que a dramática realidade da violência nas camadas mais jovens faz com que muitas escolas optem por dedicar especial atenção ao tema.
jcl (com agência Lusa)

O III Concurso de Vinhos Engarrafados da Beira Interior teve lugar no passado dia 7 de Julho em Figueira de Castelo Rodrigo. Reportagem da jornalista Andreia Guerra com imagem de Miguel Almeida da redacção da Local Visão Tv (Guarda).

jcl

Continuo hoje o meu roteiro gastronómico, falando dos locais onde me delicio a comer, ao longo da A1 e, sobretudo, da A23.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Hoje saímos do Sabugal, seguimos pela antiga estrada de Penamacor, paramos no Santuário da Sra da Póvoa (relembrando mais uma vez a nossa Sacaparte), atravessamos Meimoa onde, em querendo, se pode parar na Cooperativa e comprar os seus bons queijos, sobretudo o de cabra.
Já não se entra em Penamacor, mas também não haveria tempo pois queremos chegar cedo a Castelo Branco, cidade que vem sofrendo intervenções de requalificação urbana de grande qualidade.
Chegados a Castelo Branco, visite-se o antigo Largo da Devesa, hoje uma grande e bela Praça Pública, palco muitas vezes de espectáculos e onde se pode ocupar uma mesa nas esplanadas criadas, saboreando um café.
Mas aproveitemos e vamos até ao Jardim do Paço, alvo também de intervenção requalificadora, e entremos no Museu Tavares Proença onde, para além do rico espólio exposto, se podem ver exemplares extraordinários do bordado de Castelo Branco, e ver as bordadeiras que ainda hoje ali tecem os bordados que, aliás, se podem encomendar.
É a altura de voltar ao Centro Histórico, visitar a Sé e rumar à Praça Velha, bem no Centro antigo da Cidade. Dali, 50 metros andados, visite-se o Museu Cargaleiro, onde se podem apreciar, num espaço maravilhoso, peças deste grande artista português ainda vivo, bem como da sua colecção.
Agora, e sendo perto da uma da tarde, é a altura de entrar no restaurante «Praça Velha», ali mesmo na praça do mesmo nome. Construído numa casa senhorial antiga, os seus proprietários souberam preservar os granitos e as madeiras antigas e é neste espaço que vamos almoçar.
Aconselho ir num dia de semana (excepto às segundas que está encerrado), e a escolher o menu do dia.
Comecemos por nos deliciar com uns bocadinhos de queijo curado em azeite, ou num pedaço de pão embebido em azeite de boa qualidade.
Gosto de um restaurante onde nos colocam de imediato água nos copos sem nos trazerem as habituais e pagas «garrafinhas de água». Se se quiser vinho, aceite-se a sugestão do pessoal de serviço.
Eis que chega um «petit amuse bouche» (traduzido à letra, um pequeno agrado de boca), oferta do cozinheiro e que nos prepara para uma boa e quente sopa.
Segue-se o prato de carne ou de peixe conforme tivermos escolhido.
A mesa das doces e fruta chama-nos a atenção e dali podemos escolher a sobremesa que quisermos, após a escolha que os olhos e o apetite tiverem feito. Termine-se com um bom café.
O serviço e o ambiente são do melhor que há. A cozinha opta claramente pelos produtos tradicionais e pela forma tradicional de os cozinhar.
E, como disse na semana passada, estamos prontos(!) para rumar à A23, aconselhando-se a dar o volante a quem não tenha bebido…
Preço da refeição? Uma surpresa total, pois se se optar por este tipo de refeição, pagar-se-á apenas doze euros e meio por pessoa, sem o vinho, chamando a atenção para que este menu só funciona ao almoço dos dias de semana, pelo que ao jantar e ao fim de semana o custo da refeição sobe e muito…
Na próxima viagem vamos almoçar em Rio de Moinhos, mas isso fica para a semana.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O advogado sabugalense David Pina, falecido em Dezembro, foi esta terça-feira, 6 de Julho, homenageado pelo Rotary Club de Lisboa, do qual foi membro, através de um jantar em que a prelecção evocativa foi proferida pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa.

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A iniciativa aconteceu no Hotel Tivoli, em Lisboa, onde se juntaram dezenas de companheiros «rotarios», colegas advogados, magistrados, familiares e amigos de David Pina.
A sessão evocativa iniciou-se com o ritual próprio do clube, com a saudação às bandeiras. Depois actuou o coro do Tribunal da Relação de Lisboa (CORELIS), que interpretou um conjunto de canções que eram do gosto especial do advogado de Pousafoles do Bispo.
Após o jantar falou o professor Marcelo Rebelo de Sousa, que fez uma muito apreciada prelecção dedicada às muitas paixões de David Pina. E o professor de Direito, amigo e colega «rotario» do homenageado, evocou algumas dessas grandes paixões.
Desde logo a paixão pela família, pela mulher e pelos dois filhos. Também a paixão por aprender e por ensinar, o que o levou a percorrer muitas terras e muitas escolas, sempre em busca do saber. Foi um distinto pedagogo, que ensinou em Lisboa, Paris, Bruxelas, Toulouse, Grenoble, Lille, Bordéus, Genéve.
Viveu também a paixão pela sua profissão, a advocacia, e as muitas actividades a que se dedicou. Viveu como cidadão português e europeu, dedicado a inúmeras causas e inserido em diversos movimentos.
Teve um papel determinante em múltiplas associações nacionais e internacionais, em áreas como as da integração europeia, do Direito Europeu, do Direito Comparado, do Direito da Concorrência ou do Direito da Propriedade Industrial.
Convicto europeísta, foi autor de obras individuais e colectivas sobre o Acto Único, o Tratado de Roma ou a política regional como instrumento da integração europeia.
Marcelo Rebelo de Sousa, deixou sobretudo bem vincada a «paixão de viver» de David Pina:
«A paixão com que colocou o seu vasto saber e a sua capacidade de ensinar, de comunicar e educar ao serviço das causas sociais mais nobres, mais exigentes e mais dignas, como as da luta pelos direitos das pessoas, do combate à fome, à miséria, à pobreza, às injustiças sociais. Na resistência às ditaduras, às intolerâncias, às xenofobias, aos racismos. A paixão com que conduziu essas lutas, em todos os movimentos a que pertencia, sem desfalecimentos ou condescendências. A paixão com que fez da sua vida muitas vidas: marido, pai, amigo, companheiro, estudioso, professor, advogado, dirigente associativo, comunicador, autor, militante português e europeu, defensor de valores e batalhador pelos injustiçados e espezinhados.
Muitas vidas sabia tocar, com aquelas qualidades que distinguem as novas fileiras, qualidades que pude testemunhar, já lá vão quase 40 anos quando nos conhecemos na mesma escola de Direito e em mim nasceu uma irreprimível admiração pelo David Pina.
Era, como seria sempre, forte no carácter e vincado na postura. Era, como seria sempre, visceralmente bom no coração e visionário no temperamento. Era, como seria sempre, esclarecidamente líder na formação, mas extraordinariamente generoso.
Excessivo na dedicação aos outros – dava sempre mais do que recebia –, não conhecia limites de disponibilidade, de esforço, de entrega, sempre com a palavra amiga, com o humor rápido, com o humor bem português.»
Depois das efusivamente aplaudidas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, seguiram-se algumas intervenções de colegas e amigos de David Pina, dentre elas a de Joaquim Esteves Saloio, natural da Torre, concelho do Sabugal, amigo de sempre do homenageado, que o conheceu quando estudaram no Seminário do Fundão, onde primeiramente se prepararam para a vida. «Tenho a certeza que muito do que foi David Pina e que aqui nos foi magistralmente transmitido pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa, também se deveu ao que aprendeu no seminário», disse Esteves Saloio.
David Pina nasceu em 1943 em Pousafoles do Bispo. Licenciado em Direito, dedicou-se à docência e à advocacia, empenhando-se também em inúmeras causas sociais. O seu escritório de advogados, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, recebeu em estágio inúmeros jovens sabugalenses, que ali tiraram o seu estágio de advocacia. Foi fundador e dirigente da Casa do Concelho do Sabugal e era um homem que amava muito a sua terra e os seus conterrâneos.
plb

Esta é uma frase que cada vez se ouve mais, é um sentimento de tantos que se sentem anganados no dia-a-dia. Que seja em França, Portugal ou qualquer outro país, o beneficio e a riqueza de muitos é conseguida através de comportamentos menos escrupulosos, até ao ponto que muitos só são felizes quando conseguem enganar o vizinho, o amigo ou familiar, o sócio ou o patrão. Ninguem escapa à esta situação por via do usucapião e o nosso concelho não é excepção.

Usucapião

Paulo AdãoHá alguns tempos li um artigo, no qual se dizia que em Portugal, um quinto do território nacional, (20%) não são de ninguém, não têm dono, ou como dizia o artigo, não se conhecem os seus proprietários. Muitas propriedades estão sem dono, porque aquando das herdanças familiares, aquando das partilhas, vendas e compras, tudo era feito apenas por voz. A palavra dos vendedores e compradores eram suficientemente sérias para não ser preciso qualquer reconhecimento ou acto de escritura (outros tempos). Além disso, nas partilhas e herdanças familiares, porque alguns membros se encontravam já no estrangeiro, a maioria das «transacções» nunca foram oficiadas nem inscritas nos registros oficiais. Em algumas aldeias, segundo contam algumas «velhas» vozes, existiriam prédios ou casas, que eram construidas pelo povo em benefício de uma ou outra empresa para que esta, aí colocasse algum empregado com as respectivas familias e ajudasse com isto à aumentar a população que se reduzia dia a dia com a emigração. Tudo era feito oralmente, sem qualquer registo escrito e menos ainda oficial.
Hoje muitos são aqueles que têm inumeros problemas, quando querem comprar um terreno ou uma casa para voltarem às suas aldeias. Apercembem-se nesse momento, que o terreno ou a casa onde viviam os pais, nunca constou nas escrituras, que os terrenos onde foram construidas casas ou barracões pertencia a tal e tal familias, mas pouco ou nada mais se sabe e existe. Não há cadastro das propriedades. Em Abril de 2009 o governo anunciou um investimento de 700 milhões, até 2016, para tentar resolver e meter em ordem esta situação.
No nosso concelho (como talvez em outros), é do conhecimento de todos uma prática corrente, levar duas ou três testemunhas frente a um notário, que vão testemunhar em favor do comprador, que este ou aquele terreno, esta ou aquela casa sempre lhe pertenceu e que a herdou, que a comprou ou que lhe foi oferecida e que ocupa os terrenos ou casa há mais de 20 anos pagando as suas prestações e fazendo todos os trabalhos de manutenção, (a lengalenga do costume). Sem duvída que isto tem «desenrascado» a vida a muito boa gente e têm sido a solução para aquilo que parecia não tê-la, mas não será também este uma método que permite a gentes com menos escrupulos de se apropriar de algo que não lhes pertence?
Ontem, folheando o jornal deparei com a página das escrituras, na qual se informa, que por escritura de Junho último se certifica que uma empresa (do Sabugal) é proprietária de uma casa em Aldeia do Bispo, por usucapião.
Da mesma maneira que esta empresa não conseguiu ainda provar por qualquer documento o modo de aquisição e que lhe dê direito de propriedade, também eu não conseguirei provar quando digo que essa casa tivesse sido construida pela povoação para que esta empresa aí colocasse os seus empregados.
Mas uma coisa é certa. Esta casa está abandonada há cerca de 20 anos, (há 17 anos concretamente) contrariamente ao publicado no qual se diz que ocupa ininterruptamente desde que a compra foi efectuada pelo ano de 1968. Também consta na publicação desse artigo, que esta empresa sempre fez as obras necessárias de conservação, pagando as contribuições e impostos. Bem se não havia escrituras nem documentos oficiais que provem essa compra, quais são as contribuições ou impostos que se pagam? Obras de conservação? Basta olhar para a casa e verificar o seu estado de degradação e abandono, para confirmar que nada foi feito nos últimos 20 anos. E nos outros 20 se houve alguém que fez trabalhos de conservação não foi sem dúvida alguma essa empresa que os fez ou financiou.
Se tal empresa é confirmada proprietária dessa propriedade, não é pelo usucapião, mas sim por outras artes e manhas, ou pelos testemunhos apresentados, no minímo duvidosos e interessados.
Quando se olha para os textos da lei, do código do registo predial, das justificações e usucapião, e se vêm estas situações, percebe-se que isto, apenas é possivel numa sociedade onde a anarquia ganha terreno e como diz o povo, onde quem tem olho é rei, onde meio mundo anda a enganar o outro meio mundo.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Sábado à noite, dia 3 de Julho, na Festa do Cavalo e do Toiro, no Soito, houve um espectáculo com a Fanfarra Kaustica.

Fanfarra Kaustica - Soito - Sabugal

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»Banda constituída por 11 elementos, a Fanfarra Kaustica, de Águeda, foi uma das coisas melhores, musicalmente falando, a que tive oportunidade de assistir, nos últimos tempos.
Dentro do estilo das fanfarras da Europa de Leste (como a famosa Fanfare Ciocarlia, da Roménia), a Kaustica compreende saxofones, trompetes, tubas, trombones, pratos, caixa e bombo. Todos os músicos são acima da média.
Os arranjos são espectaculares. Vê-se que há ali muito tempo de ensaios.
Para além de alguns temas conhecidos, como «Sodade», tornada famosa na voz de Cesária Évora, o reportório da Fanfarra Kaustica inclui temas originais.
O seu estilo de apresentação com óculos escuros, gravatas amarelas e fato preto, completado com um chapéu, também preto; é uma das características marcantes da banda, que tanto pode actuar em palco, como fazer animação de rua. No caso do espectáculo no Soito, actuou na rua.
Pode-se falar, sem qualquer dúvida de um estilo musical muito animado, que poderá designar-se como «Punk Filarmónico».
Esta foi uma grande aposta para a animação da Festa do Cavalo e do Toiro. Só é pena que já tenha actuado muito tarde, quando o público já não era muito. Mas ficaram aqueles que realmente gostam de música e não arredaram pé.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Recebemos dos vereadores do Partido Socialista no executivo da Câmara Municipal do Sabugal, uma tomada de posição apresentada em reunião da Câmara Municipal do Sabugal realizada esta quarta-feira, 7 de Julho de 2010.

PS - Partido Socialista - Sabugal«Os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista, vêm através desta declaração apresentada à mesa do Executivo Municipal na reunião do dia 07/07/2010, a sua posição no que diz respeito à eleição do novo Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+, realizada na reunião de executivo do dia 16/06/2010.

DECLARAÇÃO

Os Vereadores do Partido Socialista, vêm por este meio impugnar a deliberação em que foi eleito o Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +, presidido pelo Sr. Vereador Joaquim Ricardo, com os seguintes fundamentos:

1 – Na reunião da Câmara Municipal de dezasseis de Junho de dois mil e dez, estavam presentes todos os Vereadores à excepção do Sr. António Dionísio, ou seja seis membros do Executivo Municipal;
2 – Aquando da apresentação da proposta do Conselho de Administração da Empresa Sabugal +, feita pelo Sr. Presidente de Câmara, a Vereadora Sandra Fortuna contestou a forma como todo o processo foi conduzido, já que fazendo ela parte do anterior Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +, não podia concordar que não tivesse havido informação e destituição prévia dos corpos sociais da Empresa Municipal Sabugal +. Antes da formulação da nova proposta sugeriu a retirada da mesma e agendamento para data posterior. Sugestão essa recusada pelo Sr. Presidente de Câmara;
3 – Como protesto por esta metodologia informou abandonar de imediato a reunião no que foi acompanhada pelo outro Vereador eleito pelo P S, Sr. Luís Nunes;
4 – A partir desse momento a reunião de Câmara prosseguiu apenas com quatro elementos, ou seja, os três eleitos pelo P S D e o Vereador eleito pelo MPT, o elemento proposto pelo Sr. Presidente de Câmara Municipal para presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +;
5 – Nos termos da legislação em vigor, designadamente do art.º 89 da Lei 169/99 de 18 de Setembro com a redacção que foi dada pela Lei 5 a/ 2002 de 11 de Janeiro actualizada pela Lei 67/2007 de 31 de Dezembro, as Autarquias Locais só podem deliberar quando estiverem presentes a maioria legal dos seus membros. O art.º 22, n.º 1, do código do procedimento administrativo diz que os órgãos colegiais em geral só podem deliberar quando estiver presente a maioria dos seus membros com direito a voto;
6 – É absolutamente certo e seguro que o Sr. Vereador do MPT Joaquim Ricardo, uma vez que, fazia parte da lista proposta para o Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +, estava impedido por esse motivo de participar na discussão e na votação desse ponto da ordem de trabalhos (art.º 90, n.º 6, da Lei de Competências das Autarquias Locais);
7 – Ou seja, com a sua saída obrigatória da sala de reuniões, o Executivo Municipal naquele momento ficava reduzido a três membros presentes na reunião, logo, sem quórum para reunir e deliberar, pelo que a reunião devia ter sido suspensa nesse momento por falta de quórum, cabendo ao Sr. Presidente de Câmara designar outro dia para a continuação da reunião, tal como prevê o n.º 3 do art.º 89 da mesma Lei;
Em conclusão, entendemos que a eleição do Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +, assenta numa deliberação nula e de nenhum efeito, não podendo portanto ser considerado legal, pelo que aconselhamos a que tal conste na acta nos termos que aqui enunciamos.
A não ser assim, entendendo o Sr. Presidente de Câmara prosseguir com este procedimento ilegal, só nos resta utilizar todos os meios ao nosso alcance junto das entidades que tutelam as Autarquias Locais.
Os Vereadores do Partido Socialista:
Luís Nunes
Sandra Fortuna
Francisco Vaz»

A declaração foi publicada na íntegra.
jcl

A Festa do Cavalo e do Toiro decorreu no fim-de-semana, de 3 e 4 de Julho, na Praça Municipal do Soito. No sábado reuniram-se cavaleiros para um passeio durante a manhã e à noite actuaram diversos grupos musicais. No domingo à tarde teve lugar uma corrida de toiros a cavalo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório. As pegas estiveram a cargo dos Forcados Amadores de Ac. Elvas, Coimbra e Monsaraz. Os seis toiros da lide pertenciam à Ganadaria de Aldeanueva. A corrida foi organizada pela empresa António Morgado com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da «Sabugal+».

GALERIA DE IMAGENS  –   6  E  7-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

A Festa do Cavalo e do Toiro decorreu no fim-de-semana, de 3 e 4 de Julho, na Praça Municipal do Soito. No sábado reuniram-se cavaleiros para um passeio durante a manhã e à noite actuaram diversos grupos musicais. No domingo à tarde teve lugar uma corrida de toiros a cavalo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório. As pegas estiveram a cargo dos Forcados Amadores de Ac. Elvas, Coimbra e Monsaraz. Os seis toiros da lide pertenciam à Ganadaria de Aldeanueva. A corrida foi organizada pela empresa António Morgado com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da «Sabugal+».

GALERIA DE IMAGENS  –   6  E  7-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

A Festa do Cavalo e do Toiro decorreu no fim-de-semana, de 3 e 4 de Julho, na Praça Municipal do Soito. No sábado reuniram-se cavaleiros para um passeio durante a manhã e à noite actuaram diversos grupos musicais. No domingo à tarde teve lugar uma corrida de toiros a cavalo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório. As pegas estiveram a cargo dos Forcados Amadores de Ac. Elvas, Coimbra e Monsaraz. Os seis toiros da lide pertenciam à Ganadaria de Aldeanueva. A corrida foi organizada pela empresa António Morgado com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da «Sabugal+».

GALERIA DE IMAGENS  –   6  E  7-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

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No dia 6 de Julho, no Salão Nobre da Câmara Municipal, com início às 16,30 horas e com a presença de uma dúzia de criadores de gado caprino e três presidentes de Junta de Freguesia – Foios, Soito e Aldeia do Bispo – o Presidente António Robalo, acompanhado do vereador Ernesto Cunha e do Veterinário Martinho, deu início à sessão cumprimentando e agradecendo a presença de todos.

José Manuel Campos - Nascente do CôaO Presidente António Robalo deu a palavra a todas as pessoas que pretenderam falar para apresentarem os problemas e alguns pontos de vista tendentes à resolução dos mesmos.
A maioria dos intervenientes falaram do baixo preço do leite. É, na verdade, uma vergonha o preço praticado com esse precioso líquido. O preço tem rondado os 30 ou 40 cêntimos que é, de facto, uma provocação a quem persiste desenvolver a actividade.
Houve quem tivesse afirmado que durante largos anos o preço do leite esteve muito próximo do preço do vinho mas a força deste fê-lo disparar para os preços que todos conhecemos.
Tanto o Presidente Robalo como o experiente e conhecedor Dr. Veterinário Martinho iam ouvindo e dando as achegas julgadas convenientes. As intervenções foram sempre com ideias de força e ânimo para quem desenvolve a actividade.
Todos os participantes na reunião têm plena consciência de que a actividade atravessa tempos muito difíceis. Os poucos pastores que ainda resistem estão, francamente, cansados, desanimados e sem substitutos à vista.
O baixo preço do leite, a proibição de se poder fazer o bom queijo e de se poderem abater os cabritos são convites ao desânimo e à desistência.
Encontro Caprinicultores - SabugalMas como dos fracos não reza a história agradou-me a intervenção do Presidente Robalo que rapidamente verificou que é urgente criar mais algumas queijarias no nosso concelho. Foi dito que a queijaria de Malcata está encerrada e que não tem capacidade para transformar mais de trezentos litros de leite o que é manifestamente pouco.
Disseram que a queijaria que se encontra sedeada na localidade da Quarta Feira tem funcionado muito bem mas que também está no auge da sua produção.
Na qualidade de autarca congratulo-me com a vontade política manifestada pelo Sr. Presidente António Robalo para a criação de mais algumas queijarias.
Eu, depois da dita reunião, conversei com os pastores dos Foios – seis – e verifiquei que todos eles entenderam que a criação de uma queijaria é absolutamente imperiosa.
Tenho plena consciência da excelente qualidade de queijo que todos os dias se produzem nos Foios. A procura é enorme e sei que esta actividade tem também um enorme peso na economia local. O queijo, a castanha e o feno ajudam a viver um razoável número de famílias.
Aproveito então a boa vontade manifestada pelo Presidente António Robalo para lhe transmitir que a Junta de Freguesia de Foios, amanhã, quarta feira, já se põe em campo para poder negociar uma tapada onde a dita a ambicionada queijaria possa vir a ser implantada.
Que surja esta e outras mais, são os meus sinceros votos.
Vamos a isso, Sr. Presidente. Conte connosco porque nós também contamos consigo.
Alma até Almeida. Viva o progresso.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O «penmagor» – II Encontro de Terapias Alternativas decorre entre os dias 17 e 18 de Julho nos Jardins da Biblioteca Municipal de Penamacor.

O programa inclui actividades com mandalas, astrologia, biodanza, calendários maya, constelações familiares, danças bioenergéticas, leitura da aura, massagens, meditação taças tibetanas, método louise hay, reiki, tarot, yoga, yoga do riso, florais de bach, palestras, workshops e uma exposição de artesanato ecológico e reciclado. A organização está a cargo da Câmara Municipal de Penamacor e da «penmagor».

Terapias Alternativas - Penamacor

jcl (com Gabinete de Informação da C. M. Penamacor)

O «I Festival Meda+», com concertos de música moderna portuguesa, decorre, na cidade de Mêda, nos próximos dia 16, 17 e 18 de Julho.

Festival Música - MêdaO «I Festival Meda+», organizado pela Junta de Freguesia de Mêda e pela Associação Juvenil «Meda+», com o apoio da Câmara Municipal, visa promover e divulgar algumas das bandas mais promissoras e estabelecidas do panorama musical português. Outro dos objectivos do festival é mobilizar a juventude na promoção da cultura emergente da música e da prática desportiva.
A cidade da Mêda, encontrando-se numa área geográfica privilegiada, quer oferecer um fim-de-semana especial a todos os jovens que se desloquem ao concelho e, por isso mesmo, disponibiliza parque de campismo gratuito (durante os dias do festival) bem como a prática de outras actividades propostas no programa.
Entre os projectos musicais presentes no cartaz destacam-se as bandas «João Só e os Abandonados», «Dogma» e «D3O», grupos com alguma afirmação na música moderna portuguesa.
.A Associação Juvenil «Meda+» e a Junta de Freguesia de Mêda convidam-no, desde já, a estar presente no festival que decorre nos dias 16, 17 e 18 de Julho.
jcl (com C. M. Mêda)

Actualmente, a par das Vidas Paralelas de Plutarco, ando a reler as Cantigas de Santa Maria de Afonso X, em galaico-português, obra produzida na corte daquele rei Leonês.

João ValenteTrata-se de uma composição com repertório devoto e profano, fortemente satírico, que reelaborando motivos narrativos de várias origens, episódios da vida quotidiana, contos devotos designadamente tradição popular, narrativas marianas em latim medieval, Miracles de Notre Dame de Gautier de Conci, resume magnificamente as almas da Ibéria medieval da lírica galaico-portuguesa.
A colectânea apresenta-se-nos como uma obra ainda em elaboração que se vai enriquecendo com novos textos até ao fim da vida do rei Afonso, onde o monarca aparece como um hábil narrador à semelhança da função narrativa das cantigas de maldizer e d’escarnho, que também forneciam formas originais de conto; uma espécie de «novelar».
A versão das Cantigas que possuo é a magistral edição dirigida por Walter Mettmann, de que me servi para traduzir a seguinte cantiga, baseada num facto de crónica miúda, no caso um episódio de algaria (expedição militar) da reconquista, narrado de forma directa e com singela brevidade. Só peço desculpa pela má tradução, a qual não faz jus ao galaico-português e à sintaxe, que abusa na mesma frase dos particípios em contraponto com os tempos presentes, num artifício literário de prolongar a acção do passado no presente da narração, conferindo ao texto um sabor muito peculiar:

Como Santa Maria quis salvar uma moura que tinha um filho nos braços
Em cima duma torre entre duas amas, e caindo a torre,
Não morreu nem o seu filho, nem lhes aconteceu nada,
Devido à oração dos cristãos.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado,
e protege do mal por ela o que lhe é encomendado.

Porque estas duas coisas fazem muito prontamente
ganhar amor e graça dela, se devotamente
se fizerem como devem; e assim abertamente
tenha essa virtude todo o homem necessitado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

E sobre este milagre peço-vos que me ouçais
que o fez Santa Maria; e se nisto atentais,
ouvireis uma grande maravilha, e certos sejais
que pela oração aflita foi já muito homem resgatado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Na fronteira um castelo de mouros muito forte havia
que combateram os cristãos que saíram em algaria
d’ Ucles e de Calatrava com muita cavalaria;
e estava com eles Dom Afonso Teles, rico-homem estimado,

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Que trazia grande companhia de muitos bons cavaleiros,
Entusiasmados e aprestados, e demais bons guerreiros
e muitos almocreves, peões e besteiros,
pelos quais muito depressa todo o castelo foi tomado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

O castelo foi por todos os lados fortemente combatido
e seus muros se desfizeram, pelo que um grande medo foi sentido
pelo povo que estava dentro; o qual vendo-se vencido,
se refugiaram numa torre muito forte. Pelo que de cada lado

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Minaram a torre e deitaram-lhe fogo para a queimarem;
e os mouros que estavam dentro, para se melhor protegerem
do fogo, entre as mulheres trataram de se esconderem;
e assim morreram muitos daquele povo malfadado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Com esta aflição tão grande do fogo que os cegava
e também do fogo que muito forte os queimava,
uma moura com seu filho, que muito mais que a si amava,
levantou-o acima dos braços, para que não fosse queimado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

E entre duas mulheres se foi sentar a mourinha
com o filho pequeno que nos seus braços tinha;
e apesar do muito grande fogo de todas partes vinha,
a moura não foi queimada nem seu filho chamuscado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

O mestre Dom Gonçalo Eanes de Calatrava,
que servia a Deus entre os mouros guerreando
e por isso com Dom Afonso Teles mandava
combater aquela torre, de que já tinha-mos falado,

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Quando viram que a torre estava toda minada
e viram entre as mulheres aquela moura assentada,
lembrou-lhes a imagem de como está retratada
a Virgem Santa Maria que tem seu Filho abraçado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

E deles tiveram piedade quantos cristãos
a viram, e com grande pena levantaram a Deus as mãos
para que os livrasse da morte, apesar de serem pagãos;
e por isto quis Deus que um grande milagre fosse realizado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

E aquela parte da torre onde eles estavam em tanto aperto
Caiu em terra sobre um grande chão aberto
mas nenhum deles ficou morto, ferido ou encoberto,
nem tão pouco a mãe e o filho; mas pousou-os num prado

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

A Virgem Santa Maria, a quem por ela rogavam
os cristãos. Com isto todos muito se maravilhavam;
a ela e a seu Filho muito grandes louvores davam,
e a moura foi cristã e seu filho baptizado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Corrida de Toiros a Cavalo organizada pelo empresário António Morgado e integrada na Festa do Cavalo e do Toiro que decorreu na Praça Municipal do Soito. O cartel incluia os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório e os grupos de forcados de Elvas, Coimbra e Monsarraz. Reportagem da jornalista Andreia Guerra com imagem de Miguel Almeida da redacção da Local Visão Tv (Guarda).

jcl

A Aquacôa, empresa do sabugalense Luís Laiginhas, organiza no dia 10 de Julho, no Auditório Municipal do Sabugal, a 1.ª Conferência Internacional sobre Tratamento de Águas Residuais dirigida a autarcas e todos os interessados na temática.

Aquacôa - Conferência Internacional Tratamento Águas Residuais

A Aquacôa tem como promotor Luis Laiginhas e é uma empresa vocacionada para as áreas de Projectos e Exploração de ETAR’s e manutenção de espaços verdes, assim como produção e plantação de plantas emergentes (caniços) em leitos de macrófitas.
Actualmente conta com 11 colaboradores a tempo inteiro, todos naturais do distrito da Guarda, sendo considerada a empresa n.º 1 de Portugal em exploração de Fito-ETARs e produção de Phragmites australis.
A empresa foi apresentada a 11 de Junho de 2007 durante a primeira conferência internacional de iniciativa privada sobre Fito-depuração em Portugal, destacando as parcerias tecnológicas com as empresas líderes nos seus países de origem, Societé d`Ingenerie Nature et Tecnhique (França) e Akut Partner (Alemanha).
Como empresa líder na fito-depuração e no âmbito da politica de criação de emprego local, de combate à desertificação das aldeias beirãs da Raia, de proximidade local com os intervenientes locais, de empresa líder na Fito-depuração, vai realizar no Sabugal a 10 de Julho uma Conferência Internacional sobre Tratamento de Águas Residuais na Região, dirigida a autarcas locais e interessados no assunto.
É uma oportunidade para as populações da Raia e do distrito da Guarda ouvirem especialistas do meio universitário e oradores com elevada experiência no sector.
A Aquacôa, principal organizadora do evento, conta com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal, da empresa FACTORP (grupo CASAIS SA) e do Gabinete de Empresas da Caixa Geral de Depósitos da Guarda.
Os interessados em participar no evento por motivos de logística do evento, uma vez que são esperados mais de 100 participantes, devem realizar previamente a sua inscrição através do email: laiginhas@aquacoa.pt ou do telémovel: 960107036.
O evento tem início às 9.30 horas de sábado, 10 de Julho e inclui almoço, visita ao Museu Municipal, Castelo do Sabugal e ainda a uma ETAR.
jcl

Capeia Arraiana nas Festas em Honra de São Pedro em Aldeia da Ponte. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da redacção da Local Visão Tv (Guarda).

jcl

Os republicanos mais convictos consideravam o clero o maior inimigo da República. A Afonso Costa, talvez o mais convicto de todos, atribui-se esta frase, dita na Sede do Grémio Literário em Lisboa (maçonaria), a 21 de Março de 1911: «O povo está admiravelmente preparado para receber essa lei (Lei da Separação entre a Igreja e o Estado), e a acção da medida será tão salutar que em duas gerações Portugal terá eliminado completamente o catolicismo que foi a maior causa da desgraçada situação em que caiu».

António EmidioDiz a história que não há nenhuma prova, nem relato da imprensa onde isso viesse, foi uma orquestração dos monárquicos clericais. Fosse como fosse, o ódio a Afonso Costa por parte do clero, vem da separação entre a Igreja e o Estado, decretada a 20 de Abril de 1911 e da qual ele foi o autor.
Essa lei desencadeou uma luta terrível entre a jovem República e a Igreja. Essa guerra religiosa fez-se sentir em todo o País. O Sabugal e o seu concelho não ficaram alheados dela. Vou contar um episódio passado aqui na então Vila em Junho de 1912. Esta história foi-me contada há uns bons trinta anos, ou mais, por alguém que assistiu a tudo. Posteriormente venho lê-la num livro que versa sobre a Guerra Religiosa na Primeira República.
Junho de 1912, foi autorizada uma procissão na Vila do Sabugal, por parte das autoridades republicanas, a lei passou a obrigar que fosse pedida autorização para a realização de qualquer acto religioso. Mas os republicanos, mais convictos dos seus ideais do que as próprias autoridades, contactaram com o ministro da justiça, contando-lhe o que se estava a passar. O ministro interveio e não autorizou a procissão. A população não quis abandonar as suas crenças e as suas tradições, veio para a rua, foi a casa do então pároco, padre Manuel Nabais, e pediram-lhe, ou obrigaram-no, a fazer a procissão. Algumas pessoas estavam armadas de paus, principalmente as mulheres que os traziam debaixo dos xailes e, com vivas à República e à Liberdade, com morras à maçonaria (vejam a destrinça) realizou-se a procissão. As autoridades retiraram-se para uns moinhos junto ao Côa (já era noite quando a procissão percorreu as ruas da Vila) porque o povo quando se mobiliza, lutando pelo conservadorismo ou pelo progressismo, às vezes excede-se…
Lembrei-me desta história porque outro dia vi num placard colocado numa das paredes da Igreja de S. João do Sabugal, o nome do padre Manuel Nabais que paroquiou aqui entre 1911 e 1935, anos nada recomendáveis para a profissão de padre em Portugal.
A guerra religiosa no concelho não se ficou só pela então Vila , problemas houve na Rebolosa (1912) e Vilar Maior (1915).
Convém também recordar que os professores do concelho do Sabugal, numa reunião realizada em Novembro de 1910, aderiram à República contribuindo cada um com doze mil reis para a amortização da dívida externa do País.
Querido leitor(a), Portugal entra o século XX (1910) com uma Revolução.
Portugal entra o século XXI (2010) com uma Contra-Revolução.
Um exemplo de que os movimentos da história são vaivéns entre o progresso e o retrocesso.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Achados históricos como machados de pedra e facas de sílex, indiciam que o Sabugal é um povoado de origem longínqua, sendo de crer que fosse também um reduto fortificado. Só mais tarde foi erguido o castelo das cinco quinas, que teria uma importância histórica fundamental do ponto de vista da defesa militar. O seu abandono posterior quase o levou à ruína, não fosse a realização de obras de restauro. Hoje é um dos ex-libris da região de Riba Côa.

De castro pré-histórico o lugar evoluiu para fortificação estratégica, e, já na Idade Média, foi ali fundada uma povoação cristã com castelo altaneiro e muralha envolvente. Segundo a lenda, houve uma transferência da povoação original, o Sabugal Velho, que estava junto à actual Aldeia Velha, cujo povo terá fugido a uma praga de formigas. Porém tal não passa de uma história, que nunca se provou ter nexo.
O Sabugal tornou-se terra portuguesa com a acção de D. Dinis, que tomou a Fernando IV de Castela várias praças militares da região. O rei Lavrador efectuou obras nas muralhas e no castelo, dando-lhe a magnanimidade que ainda hoje mantém.
A torre pentagonal, com 38 metros de altura, é um das mais imponentes torres de menagem de Portugal. Do ponto de vista militar, a torre, com três andares interiores, equipada de seteiras e de balcões, tinha óptimas condições para a vigilância das tropas inimigas e para a acção guerreira contra sitiantes.
Foi no castelo do Sabugal que se celebraram, em 1328, os esponsais do rei Afonso XI de Castela com a nossa infanta Maria, filha de D. Afonso IV. Mas logo após os festejos, o mesmo castelo foi repetidamente usado pelo nosso rei na guerra que moveu contra o seu genro, que durou até ao ano de 1340.
Também no período que se seguiu à restauração da independência nacional, em 1640, o Castelo do Sabugal, de par com o de Alfaiates, foi um importante ponto de sustentação das tentativas de invasão que se mantiveram por alguns anos e que incluíram algumas escaramuças com as tropas espanholas. Foi a derradeira acção militar activa do castelo, que daí em frente teria uma importância reduzida.
Com o fim da época medieval os castelos perderam importância para a acção militar. O desenvolvimento da mobilidade dos exércitos e das técnicas de cerco levaram à construção de outro tipo de fortificações, surgindo então os baluartes como técnica defensiva. O castelo do Sabugal ficou ao abandono, e a muralha da vila começou a ser desmantelada para uso na construção de habitações.
Em 1846, com a proibição dos enterros nas igrejas, o castelo do Sabugal foi convertido em cemitério, tendo a sua praça de armas recebido progressivamente os corpos dos habitantes falecidos. Porém o monumento continuou ao desmazelo, sem qualquer obra de manutenção, o que o levaria à quase ruína total.
Para salvar o castelo, a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) fez ali uma profunda intervenção. Tudo começou com a remoção do cemitério, efectuada em 1939, seguindo-se intensas obras de restauro. Regularizou-se o solo da praça de armas, demoliram-se muros de alvenaria que haviam sido construídos, reconstruiu-se a barbacã, as ameias, as torres e os mata-cães. As obras findaram em 1949, e o castelo do Sabugal recuperou a magnanimidade que o tornara lendário.
Mas o tempo encarregou-se de voltar a colocar em crise a sua estrutura e a ameaça de ruína voltaria a sobrevir, situação que obrigou a nova intervenção por parte da mesma DGEMN. Isso sucedeu em 1999, portanto 50 anos após a intervenção anterior. As obras incluíram sobretudo a consolidação dos muros, face às muitas fissuras.
O castelo do Sabugal, conhecido pelas suas cinco quinas, é o mais belo e imponente monumento medieval da região de Riba Côa e simboliza a força do povo da região.
Paulo Leitão Batista

A foto que apresento nesta crónica refere-se à Fábrica de Refrigerantes Cristalina, em 1971, no dia em que se festejavam os 25 anos da sua fundação. Esta fotografia foi-me cedida pelo sr. Carlos Alberto da Conceição, do Soito.

Refrigerantes Cristalina - 1971

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»A fábrica foi fundada em 1946 por Manuel de Oliveira, conhecido no Soito pelo Manuel Gaguelho. No início funcionava no Bairro do Forte. O transporte dos sumos era feito com uma carroça, puxada por burros (ando a ver se descubro essa fotografia que sei existir num livro editado na data da festa dos 25 anos, mas que nunca mais vi). Passados uns anos a fábrica foi transferida para o seu local definitivo (onde hoje é o Centro de Negócios Transfronteiriço), começando por ser um pequeno barracão onde estava escrito «Manuel de Oliveira- Soito», até se transformar na fábrica que encerrou em 1993.
Em 1971 a Cristalina organizou uma festa para a comemoração dos 25 anos da fundação.
Foram convidados alguns clientes e algumas altas individualidades da época, como o Presidente da Câmara, o Governador Civil, o Bispo da Guarda, o médico, o pároco, o professor, etc, etc.
O meu professor (o professor Abadesso, natural de Castanheira-Guarda) trabalhava no escritório da Cristalina. Era um sportinguista ferrenho e sempre ouvi dizer que o facto de as camionetas que transportavam os sumos serem verdes, tinha sido ideia dele.
Estranhamente (ou talvez não, se atendermos à época e ao regime vigente quando se realizou a festa de aniversário) houve muitas pessoas que não foram convidadas, inclusive vizinhos e amigos e até familiares. Interessava era ter o maior número possível dos tais convidados «importantes», mesmo que esses nada tivessem a ver com a Cristalina.
Lá dentro, onde foi servido um almoço, estavam as tais «altas individualidades», todas engravatadas, e houve discursos, entrega de presentes e um «corta-fita» realizado pelo Bispo da Guarda.
O Clero (alto e baixo), constituído por, pelo menos nove dos seus representantes, comeu à parte, numa sala da fábrica, não se misturando com os restantes convidados.
Na frontaria da fábrica foi colocada uma garrafa de sumos Cristalina gigante.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Festa do Cavalo e do Toiro - Sabugal - 2010
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Data: 4 de Julho de 2010.
Local: Praça Municipal do Soito.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: O empresário António Morgado apresentou um cartel de luxo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório numa praça que merecia estar mais composta.
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«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Festa do Cavalo e do Toiro - Sabugal - 2010
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Data: 4 de Julho de 2010.
Local: Praça Municipal do Soito.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: António Robalo e Vítor Proença com a primeira das crias de raça Serra da Estrela que vão ser entregue aos pastores de rebanhos de ovelhas do concelho do Sabugal.
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Festa do Cavalo e do Toiro - Sabugal - 2010
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Data: 4 de Julho de 2010.
Local: Praça Municipal do Soito.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: Maria Benedita Rito Alves, Joaquim Portas, António Robalo e Santinho Pacheco.
jcl

A Praça Municipal do Soito recebe no domingo, 4 de Julho, uma corrida de toiros a cavalo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório. As pegas estão a cargo dos Forcados Amadores de Ac. Elvas, Coimbra e Monsaraz. Os seis toiros da lide são da Ganadaria de Aldeanueva. A corrida está integrada na Festa do Cavalo e do Toiro é organizada pela empresa António Morgado com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da «Sabugal+».

jcl

No regabofe em que hoje vivem os nossos políticos do rotativismo, afigura-se-nos salutar relembrar dois diplomas de políticos que militaram em campos ideológicos opostos, mas que se irmanaram no desapego a dinheiro e no controlo das remunerações aos gestores públicos e parapúblicos. Falamos de Salazar e Vasco Gonçalves.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaOs diplomas que a seguir explicitamos obrigavam todas as empresas em que o Estado detivesse capitais, que fossem monopolistas ou oligopolistas, que interviessem em serviços de utilidade pública ou que simplesmente tivessem de recorrer a fundos saídos do erário público.
No nosso actual sistema, obrigavam o Banco de Portugal e a Caixa Geral de Depósitos, a EDP e a Petrogal, a PT e a CP, a TAP e outras transportadoras majestáticas…
Pois em nenhuma delas, segundo a legislação que os nossos políticos chamarão salazarenta, o gestor, por mais qualificado que fosse, poderia ter vencimento superior ao de ministro.
Marcelo, primeiro, e, depois os oportunistas de Abril, fizeram tábua rasa do diploma, mas Vasco Gonçalves tratou de morigerar o sistema impondo como tecto máximo três meios do vencimento dum secretario de estado.
Os rotativistas fizeram ao diploma o que Dom Miguel fez à Carta Constitucional e os espanhóis fazem ao bispo de Cória.
E hoje é o que se vê, com vencimentos em empresas públicas e parapúblicas que, com as mordomias e conesias ultrapassam mensalmente cem mil contos…
Manuel Leal Freire

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25 de Janeiro de 2012

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