You are currently browsing the monthly archive for Maio 2010.

Sam Mendes, um realizador luso-britânico vindo do mundo do teatro britânico, é um dos cineastas de Hollywood que consegue atrair ao mesmo tempo o grande público, culpa do Óscar atribuído a «Beleza Americana», a sua estreia atrás das câmaras, e ao cinéfilo mais exigente.

Pedro Miguel Fernandes - Série BO seu mais recente filme é «Um Lugar Para Viver», a história de um jovem casal, na casa dos 30, sem grandes expectativas de futuro, que se vê a braços com uma gravidez inesperada. O que Sam Mendes nos mostra é o percurso deste par, um aluado Burt Farlander (John Krasinski) e a sua amada com os pés mais assentes na terra Verona De Tessant (Maya Rudolph) – à procura de um rumo para as suas vidas.
Esta busca passa por diversas etapas que correspondem a lugares que o casal percorre para tentar identificar o seu lugar para viver.
Um lugar para viver - Sam MendesPelo caminho vão tendo conversas e vivem alguns dias com amigos e familiares mais ou menos estabelecidos na vida, que lhes dão uma imagem do que eles podem vir a ser. Sempre num tom de comédia agridoce, a lembrar algum cinema independente norte-americano.
Com uma excelente banda sonora, a cargo de Alexi Murdoch, nome que não conhecia e foi uma agradável surpresa ficar a conhecer, Sam Mendes consegue com este simpático filme ao cinema mais simples, apostando em actores pouco conhecidos do cinema. Tirando Jeff Daniels e Catherine O’Hara, que interpretam os pais de Burt, e Maggie Gyllhenhaal, são poucas as caras conhecidas. O próprio par protagonista é desempenhado por duas figuras que vêm da televisão dos EUA: ele é uma das caras da versão norte-americana do «The Office» e ela é proveniente da fábrica «Saturday Night Live».
E é também curioso ver que estamos perante um filme bastante actual, à semelhança do que já se podia constatar com «Nas Nuvens», de Jason Reitman. O que este casal atravessa e as questões que enfrentam devem passar pelas cabeças de inúmeros casais dos dias de hoje. O que só prova que Hollywood está a acompanhar o que se passa na actualidade e talvez daqui a muitos anos, com o passar do tempo, este seja um daqueles filmes que é capaz de representar uma época.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

A Casa do Concelho do Sabugal realiza no dia 29 de Maio, pelas 17 horas, a tradicional Capeia Arraiana do Campo Pequeno em Lisboa. Para além da divulgação e promoção da nossa tourada típica, o já histórico evento em Lisboa constituirá um momento de confraternização e de convívio entre os sabugalenses e amigos do concelho do Sabugal.

32.ª Capeia Arraiana - Campo Pequeno - Lisboa

A primeira Capeia em Lisboa realizou-se 4 de Junho de 1978, na Praça de Touros do Campo Pequeno. O grande promotor do acontecimento de há 32 anos (convém nunca esquecer quem deu origem às coisas) foi o Francisco Martins Engrácia, natural de Vila Boa. Ele, apoiado por um conjunto de sabugalenses radicados em Lisboa, tornou realidade o que muitos consideravam impossível: lidar touros com o forcão no santuário da tauromaquia nacional.
A capeia de 1978 realizou-se a favor dos Bombeiros Voluntários do Sabugal (a única corporação da altura no concelho), para quem reverteram os ganhos financeiros com a iniciativa. Não era porém fácil levar a efeito uma realização desta natureza, que constituía uma autêntica aventura, a qual a maioria tinha medo de assumir. Porém a força e o querer de alguns sobrepôs-se ao pessimismo da maioria e a iniciativa avançou com a garantia dos elementos da comissão organizadora de que se houvesse prejuízo ele seria inteiramente assumido pelos membros da comissão.
A primeira capeia arraiana em Lisboa foi um enorme sucesso, com a adesão de milhares de sabugalenses e seus amigos, que fizeram um glorioso desfile desde a sede da Casa, na Av. Almirante Reis, até à praça de touros. E a iniciativa não morreu moura, antes vingou e passou a marcar o calendário anual, realizando-se sucessivamente.
O Campo Pequeno acolheu quase sempre a iniciativa. Isso apenas não sucedeu em 1986, em que a tourada com forcão foi para a Monumental de Cascais, dados os custos de aluguer incomportáveis que o Campo Pequeno exigia. Houve também um período em que o Campo Pequeno esteve em obras e tiveram forçosamente que se encontrar alternativas. Foi assim que, do ano 2000 a 2007 a capeia correu outras praças e outras localidades, realizando-se em Vila Franca de Xira, Sobral do Monte Agraço, Fernão Ferro e Moita.
Nesse período as touradas eram sofríveis enquanto convívios, pois não conseguiam cativar tanta gente. Porém em 2008 a capeia voltou ao Campo Pequeno, recuperando o misticismo e reconquistando a aderência de milhares de pessoas, muitas delas vindo de propósito do Sabugal e de outros pontos do país, e até do estrangeiro, de onde provêm alguns emigrantes sabugalenses.
Este ano a Capeia, cujo cartaz está ilustrado com uma formidável pintura do artista plástico Alcínio Vicente, de Aldeia do Bispo, voltará com toda a certeza a ser um momento de grande jubilo para os sabugalenses.
No dia 29 de Maio, sábado, às 17 horas, o encontro está marcado no Campo Pequeno em Lisboa. A Banda Filarmónica da Bendada, o Rancho Folclórico de Vila Boa, os Tamborileiros de Aldeia da Ponte, integram a festa que terá o seu atractivo principal na corrida dos touros com o forcão, ao estilo e ao sabor da raia sabugalense.
plb

O Campeonato Nacional de Maratonas em BTT está marcado para o dia 23 de Maio em Manteigas. A organização aponta para a participação de 300 atletas profissionais de todo o país.

Campeonato Nacional de Maratonas em BTT - ManteigasA prova está integrada no Campeonato Nacional de Maratonas em BTT, numa extensão de 78 Kms, com partida no Largo do Mercado de Manteigas e passagem pelos seguintes locais do Concelho: Leandres, Relva da Reboleira, Fragusto, Sameiro, São Lourenço, Campo Romão, Penhas Douradas, Carvalheira, Lameiras, Serra de Baixo e Vale Glaciar do Zêzere, finalista na Categoria Grandes Relevos, no âmbito do Concurso «7 Maravilhas Naturais de Portugal».
O início da prova está marcado para as 10.30 horas, prevendo-se a chegada dos participantes às 14 horas. O evento é promovido pela Federação Portuguesa de Ciclismo e Câmara Municipal de Manteigas.
Será efectuada uma classificação por categoria para a atribuição do título de Campeão Nacional Absoluto, masculino e feminino, e para atribuição do título de Campeão Nacional de Veteranos uma classificação para as categorias de veteranos A, B, C e Veteranas.
O atleta vencedor de cada categoria receberá a camisola de Campeão Nacional.
jcl (com Clube dos Galitos)

Eis um conceito velho mas de grande alcance social…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Abriu na Freguesia da Granja do Ulmeiro, Concelho de Soure, uma mercearia solidária que pretende recriar o antigo processo de troca de bens e produtos, substituindo a moeda euro por uma moeda social, a «granja»!
Como funciona? Pois de uma maneira muito simples. Se, por exemplo, uma mulher da Freguesia quer ir ao cabeleireiro, isto custa x granjas, que pode pagar trocando o serviço de cabeleireiro por batatas, fruta ou trabalhos de renda cujo valor seja equivalente…
Nesta mercearia os produtos e serviços «à venda» estão tabelados em «granjas» e o que cada «cliente» tem para oferecer em troca está igualmente tabelado…
Ideia tipo «ovo de Colombo», esta mercearia solidária é uma iniciativa de uma organização denominada Acção para a Justiça e Paz, e tem o apoio das Autarquias Locais (Câmara Municipal de Soure e Junta de Freguesia da Granja do Ulmeiro), da Fundação EDP, da Agricabaz, da Associação Cultural, Recreativa e Social de Samuel e dos Supermercados Lidl e Pingo Doce.
Para além da Mercearia Social, foram igualmente criados a «Lojita da Pessoa Cidadã», de informação e formação e valorização de competências da população e, ainda, um «Centro de Convívio para o Bem Comum».
Sei que ideia semelhante está em desenvolvimento na Freguesia de Monte Abraão, Concelho de Sintra, por iniciativa da respectiva Junta de Freguesia.
Igualmente na Freguesia do Lumiar, Lisboa, e por iniciativa da Associação de Residentes do Alto do Lumiar, abriu uma Loja Comunitária Entre Nós que, na prática persegue fins idênticos.
Eis bons exemplos de inclusão social e de revitalização do viver em comunidade…

p.s. Uma boa notícia para o Concelho e para a Cidade do Sabugal, o facto de, ter sido possível congregar vontades para não deixar morrer as Festas de S. João…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Le dimanche 28 mars, une trentaine de personnes on pu écouter en exclusivité le nouvel album de Pedro Abrunhosa «Longe» dans son intégralité au Boom studio à Porto. J’étais parmi les heureux élus pour cette cession. Pedro Abrunhosa prend un nouveau virage avec cet album, plus rock que jamais. quelques belles balades subsitent encore malgré tout «Não Desistas de Mim», «Pode o Céu Ser Tão Longe», «Já não há para onde fugir» et «Capitão da Areia» qui raisonne comme une comptine pour enfant sans en avoir la sonorité. Et pour les autres, un conseil, ils n’y à plus qu’à pousser les chaises et les tables et se laisser transporter par la musique, la voix, bouger, vibrer et sauter, pas besoin d’autres vitamines après deux écoutes, on en redemande.

Pedro Abrunhosa com Fátima LeitãoAccompagné d’un nouveau groupe, Comité Caviar, Claudio Souto aux Claviers, Pedro Martins à la batterie, Marco Nunès et Paul Praça à la guitare, Miguel Barros à la bass et Edgar Cramelo au au Saxophone. pour le chanteur c’est une renaissance, aprés 20 ans pasé avec os Bandemonio.
Pedro Abrunhosa débute par le conservatoire. À 16 ans il étudie l’analyse, la composition et l’histoire de la musique avec Álvaro Salazar et Jorge Peixinho à l’école de musique de Porto. Il continue en passant par le conservatoire avec Câlinerie Lima et est également invité à rejoindre le groupe de musique contemporaine de Madrid du compositeur Enrique X. Macias, avec qui il a fait certains spectacles en Espagne et au Portugal. Lorsqu’il commence à jouer du jazz c’est déjà en professionnel. En 1984 il continue son parcours en s’arrêtant de nouveau à Madrid où il continue à apprendre avec le contrebassiste Todd Coolman et les musiciens Joe Hunt, Wallace Rooney, Gerry Nyewood et Steve Brown. Il travaille également avec Adriano Aguiar et Alejandro Erlich Oliva, ses maîtres contrebassistes. Ce furent ses années Jazz.
Il participe à des séminaires internationaux, crée des groupes, joue dans des orchestre et fait des tournées. Il collabore avec de grands musiciens comme Adriano Aguiar et Alejandro Erlich Oliva. Il enseigne également la contrebasse à l’école du Hot Club de Lisbonne, réalise et produit l’émission «Até Jazz», diffusée sur Radio Club Porto, et le Cool Jazz Orchestra qui devient plus tard Pedro Abrunhosa e a maquina do som.
Par la suite, il sort avec le groupe Bandemónio l’album jazz-rock «Viagens» Sorti en 1994. Le saxophoniste de James Brown, Maceo Parker participe à cet album et à la tournée internationale qui suit.
Pedro Abrunhosa a toujours voyagé à travers tous les styles de la musique et à travers tous les continents avec une 4L de seconde main ou en stop avec son sac à dos. À l’inverse de beaucoup d’autres, son parcours musical est parti du plus complexe au plus simple: cap sur l’épuration du langage en allant à l’essence des choses.
Sa musique est reconnue et entendue par le Grand Public dès la sortie de ce premier album.
En 1996, Pedro Abrunhosa sort «Tempo». Pour ce second album, il travaille avec les musiciens de Prince les New Power Generation et Tom Tucker, son ingénieur du son principal. Carlos do Carmo, Opus Ensemble et Rui Veloso ont participent également à cette oeuvre.
Le tube de Pedro Abrunhosa est «Se fosse um dia o teu olhar», sorti de ce second album; cette chanson a servi de bande originale au film «Adam et Eve» de Joaquim Leitão. 800 000 exemplaires de ce titre se sont vendu au Brésil. une version française est sortie en 1998: Si je voyais à travers tes yeux, dans une compilation avec deux autres titres en français.
Les textes de Pedro Abrunhosa sont remplis d’histoires heureuses, malheureuses, uniques et intenses. C’est peut-être pour ça que le réalisateur Manoel De Oliveira a choisi les chansons de Pedro Abrunhosa pour son film la Lettre, prix du jury de Cannes 1999, où le musicien joue son propre rôle. Il s’agit d’une adaptation du roman la Princesse de Clèves, de Madame de La Fayette.
En 1999 sort également l’album «Silêncio». En 2002 sort l’album Momento. le clip de la chanson éponyme a été réalisé par Manoel De Oliveira.
En 2003, la version audio du concert du Coliseu de Porto 1997 est éditée dans un coffret de 3 CD, Palco, dont fait partie un album de duos avec de grands noms de la musique brésilienne comme le chanteur Lenine.
Pedro Abrunhosa inaugure la «Casa da Música» de Porto le 20 avril 2005. À cette occasion, il enregistre un album live ainsi que son premier DVD Intimidade.
En 2005 sort également,le clip «Eu estou aqui».
Ces Dernières années, Pedro Abrunhosa a édité des livres, fait des conférences et a travaillé avec des musiciens d’horizons et d’âges différents.
L’album Luz, sorti en 2007, a été disque d’or dès la première semaine.
Depuis le 12 avril 2010 son album «Longe» est disponible dans les lieux habituels, quand il a été également publié son dernier site www.abrunhosa.com. L’apparence du site est modifiée conformément à l’heure de la journée que vous visitez, accompagnée d’effets sonores adaptés en temps et lieu que les images de fond évoquent. Il était un projet développé par deux sociétés de Porto/Portugal: Basepoint (développement) et du Campo Visual (Design).

Emissão da Rádio Plànete Lusophone. Aqui.
Fátima Leitão

A Fátima Leitão nasceu e vive em França. Os pais (emigrantes) são naturais de Ruivós.
jcl

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal reúne em Assembleia Geral na sede social no próximo dia 21 de Maio, pelas 21.00 horas. A convocatória é assinada por Ramiro Matos, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação.

jcl

O artigo do «Cinco Quinas» a respeito da «Confraria do Bucho» dizendo muito mais, pode resumir-se assim: A «Confraria do Bucho» foi iniciativa da «Casa do Concelho» apropriada por pessoas que apenas se querem promover e tirar vantagens patrimoniais dela. Independentemente do fundamento verdadeiro ou não do artigo, o seu efeito foi a discórdia na comunidade. E como a natureza de cada coisa é o seu fim, sendo este mau, também o foi, na sua génese, o artigo.

João ValenteComo dizia Aristóteles «o homem é um animal cívico, mais social do que as abelhas e os outros animais que vivem juntos. A natureza, que nada faz em vão, concedeu apenas a ele o dom da palavra […] o conhecimento desenvolvido, pelo menos o sentimento obscuro do bem e do mal, do útil e do nocivo, do justo e do injusto, objectos para a manifestação dos quais nos foi principalmente dado o órgão da fala. Este comércio da palavra é o laço de toda sociedade doméstica e civil». (In Política).
O «Cinco Quinas» que vive do comércio da palavra numa pequena comunidade, deve ter consciência da sua importância como laço de toda a sociedade local. A sua função é unir e não dividir. E assim sendo, o artigo, promovendo a divisão em vez da união; provocando mais mal que bem; sendo mais nocivo que útil; é contrário ao fim social do jornal.
O próprio editor implicitamente o reconhece, quando afirma não se ter pronunciado antes, para não criar divisões… De facto, para isto, era preferível manter o silêncio!
«O todo existe necessariamente antes da parte. As sociedades domésticas e os indivíduos não são senão as partes integrantes da Cidade, todas subordinadas ao corpo inteiro, todas distintas por seus poderes e suas funções, e todas inúteis quando desarticuladas, semelhantes às mãos e aos pés que, uma vez separados do corpo, só conservam o nome e a aparência, sem a realidade, como uma mão de pedra. O mesmo ocorre com os membros da Cidade: nenhum pode bastar-se a si mesmo. Aquele que não precisa dos outros homens, ou não pode resolver-se a ficar com eles, ou é um deus, ou um bruto». (Ibidem).
Cada um tem o seu papel na comunidade em função do interesse colectivo que prossegue. É esta a baliza e a natureza dos indivíduos e das instituições. Por tal motivo é indiferente quem faz ou deixa de fazer, desde que todos concorram com a sua actividade para o bem comum.
Neste sentido, é tão importante o «Cinco Quinas» noticiando as actividades da comunidade; como a «Confraria do Bucho» promovendo a gastronomia e um produto local; como a «Casa do Concelho» dignificando e representando a região na capital; como a Câmara Municipal apoiando a divulgação do património local; como um restaurante elaborando uma ementa de produtos locais; como a de um artesão mantendo um produto tradicional; como a de uma associação apoiando o ensino de música ou um rancho folclórico, como um lavrador tratando o seu quintal para alimentar a família; ou uma IPSS prestando apoio domiciliário a idosos.
O que interessa ao corpo é que todos os seus órgãos desempenhem as respectivas funções diligentemente, para que, por serem interdependentes, o todo não entre em insuficiência.
O mesmo deve acontecer numa comunidade.
E nesta perspectiva, o artigo do «Cinco Quinas» não levou seguramente o alimento devido às células da comunidade.
E assim sendo, porque a verdade é nos dias e hoje um conceito indeterminado que não convém reinflaccionar para não se tornar cada vez mais escassa e inacessível, independentemente do conteúdo do artigo, que é indiferente, o que conta é a intenção com que foi escrito.
É que «a mentira, depende do dizer e do querer dizer, do acto de dizer»; ela «permanece independentemente da verdade ou falsidade do que se diz» (Derrida 1996 pp 9-11).
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O Sporting Clube do Sabugal ainda pode ser campeão distrital de futebol. Vamos todos apoiar os jogadores do Sporting do Sabugal no desafio da última jornada contra o Vila Cortez no domingo, 16 de Maio, no Estádio Municipal do Sabugal.

jcl

A maior exposição itinerante do Mundo sobre Dinossáurios está patente no Centro de Exposições do NERCAB, em Castelo Branco, até final de Outubro.

Exposição de Dinossáurios - Castelo BrancoEsqueletos, crânios de dinossáurios, garras e dentes são algumas das dinocuriosidades que poderão ser exploradas durante a DinoExpo intitulada «Dinossáurios invadem o Geopark Naturtejo», a qual é promovida pela empresa holandesa Creatures & Features em parceria com o Geopark Naturtejo.
São cerca de 3000 m2 de descoberta, nesta fascinante viagem ao passado, que conta também com aves e répteis voadores, contemporâneos dos gigantes do passado. Um dos grandes protagonistas será o enorme saurópode, um Diplodocus de 17 metros, que viveu na América do Norte há cerca de 150 milhões de anos e que, apesar da sua grande envergadura, se alimentava apenas de plantas. Outro dos protagonistas é o gigantesco Tyrannosaurus rex, o mais conhecido e impressionante de todos os dinossáurios.
As visitas pedagógicas, inseridas nos programas educativos do Geopark Naturtejo, estão sujeitas a marcação e destinam-se a alunos e professores do Ensino Pré-Escolar, Básico, Secundário, Profissional e Superior. Este programa é dinamizado por técnicos com formação adequada para explorar pedagogicamente os conteúdos adaptados aos diferentes níveis de ensino e para apoiar as actividades.
Esta exposição encontra-se aberta diariamente, no Centro de Exposições do Nercab, entre as 10.00 e as 19.00 horas, e pode ser visitada por todos, com acompanhamento feito por geólogos ou através de uma visita pedagógica no âmbito de programas educativos.
jcl

A Liga dos Amigos de Sortelha (Centro de Dia Manuel Gouveia) organiza no dia 5 de Junho uma excursão a Aveiro.


Clique na imagem para ampliar

jcl

É pela segunda vez que o Sporting Clube do Sabugal se desloca a Aveiro para participar no «Torneio da Ria» que já vai na oitava edição. A competição realizou-se no sábado, 8 de Maio, no pavilhão do Beira-Mar em Aveiro, contando com a presença de mais de uma centena de participantes, dos 5 aos 14 anos vindos de vários pontos do país.

Clique nas imagens para ampliar

Para além da importância dos resultados, para os atletas, o torneio permitiu pôr em prática os conhecimentos adquiridos em treino, tanto a nível técnico como a nível pedagógico. Pois para estes pequenos judocas o confronto real com outros praticantes desconhecidos, permite-lhes ganhar experiência e maturidade no que toca ao comportamento em competição.
Todos os participantes estão de parabéns, pois para muitos foi uma estreia bem sucedida, destacando-se sempre os mais aplicados e dedicados.
No final do Torneio, os participantes para além dos prémios merecidos, foram brindados com um lanche oferecido pelo Beira-Mar que estava a festejar o seu regresso à Primeira Liga de Futebol.
Como sempre o regresso foi festivo, mostrando alguns atletas alguma ansiedade para a participação no próximo torneio.
Classificação dos judocas sabugalenses
Iniciados: Emanuel Martins (1.º) e Pedro Carreira (3.º).
Infantis: Mariana Vaz (3.º).
Benjamins: Eduardo Leitão (2.º), Eduardo Castilho (3.º), David Nogueira (3.º) e Alex Gomes «Soito» (2.0).
djmc

A caminhada deste mês de Maio organizada pela Câmara Municipal do Sabugal vai percorrer os caminhos da freguesia de Ruivós. A concentração está marcada para as nove horas da manhã do dia 16, domingo, junto ao Salão de Festas e sede da Associação dos Amigos de Ruivós.

34.ª Caminhada pelo Interior Raiano - Ruivós

jcl

Depois do sucesso «nas pegadas do Cró», no ano passado, a organização decidiu este ano manter a mesma data – primeiro fim-de-semana de Maio – para a realização da caminhada «nas pegadas do Côa». A data irá manter-se nos próximos anos.

Clique nas imagens para ampliar

Pelo número de inscrições, que crescia todos os dias (houve quem se inscrevesse no próprio dia), previa-se uma «casa bem composta». E assim foi! Cerca de 170 pessoas, deixaram as suas pegadas aos longo de 12,4 quilómetros.
Os primeiros caminheiros começaram a chegar bem antes da hora marcada. Aos poucos o largo da igreja começava a encher.
Às 9.30 horas deu-se o inicio à caminhada, com o apoio de duas carrinhas que serviam e que fechavam o pelotão.
A meio do percurso, um belo e apetitoso reforço alimentar, para recargar energias. Faltava a segunda parte da caminhada, com destino à praia fluvial, onde seria oferecido o almoço, no parque de merendas.
Marco Capela

Gostava de ser poeta, o que leio às vezes em duas estrofes feitas por um qualquer poeta, ou poetisa, eu necessitava de duas páginas para dizer aquelas poucas palavras, não sei condensar o pensamento nem a expressão, necessito de muito espaço. Ah! Se adorava que as palavras saíssem da minha alma envoltas numa beleza poética capazes de inebriar o leitor(a)!

António EmidioJá o grande poeta Virgílio dizia «Nem todos podemos tudo, nem todos temos as mesmas aptidões.» Não quero com isto dizer que de vez em quando não me aventure pela poesia…
Os ideais da minha juventude, embora matizados pela idade e pelos desenganos da vida, ainda se mantêm dentro de mim. Por isso, querido leitor(a) vou deixar-lhe um poema.
Não me interessa que seja um anacronismo, não me interessa que seja motivo de chacota de burocratas e tecnocratas, que só usam o cérebro e não o coração. De nada me interessa cair no ridículo perante os «sábios» que dizem que o Mundo quer acção e não poemas, eu sei excelentíssimos que o ridículo é um espectáculo gratuito, mas o que é que querem? Pouco me importa do ritmo do Mundo e da sua «modernidade». Vou compartilhar consigo, querido leitor(a), um alimento espiritual, um poema:

Poema anacrónico
O teu nome sabe a sensualidade
O teu corpo irradia vontade
Teus olhos são a expressão do desejo
Teus lábios a pureza de um beijo
Teus cabelos a vontade de uma carícia
Tua voz uma melodia puríssima
Tuas mãos o carinho terno
Teu caminhar um desejo eterno

Meus olhos a tristeza de te ver
As minhas mãos a vontade de te ter
O meu pensamento a realidade de não poder
O meu desejo medo de não saber
As minhas madrugadas são sofrimento
As minhas noites um eterno momento
Os meus dias um lamento
As minhas palavras constrangimento

Tu és a Primavera da vida
Eu o Outono da despedida

A quem o dedico? A todas mulheres jovens e menos jovens, que uma das missões nesta passagem pela Terra, é amarem e serem amadas.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Comando Territorial da Guarda da GNR divulgou um comunicado relativo à actividade desenvolvida durante a semana transacta, onde se realça a detenção de 14 indivíduos por crimes, a elaboração de 214 autos de contra-ordenação e o registo de 34 acidentes de viação.

Operação STOP da GNRSete das detenções tiveram por motivo a prática do crime de condução sob o efeito do álcool, três por condução sem habilitação legal, dois por furto em residências, um por permanência ilegal no País e um em cumprimento de mandado judicial.
Foram elaborados 214 autos de contra-ordenação por infracções à legislação rodoviária, oito à legislação da natureza e ambiente e 10 à legislação policial.
Para além das ocorrências de natureza criminal que motivaram a detenção dos seus autores, registaram-se outras ocorrências, das quais se destacam 17 furtos, nove ofensas à integridade física, oito crimes de dado, dois de difamação e injúrias, seis de violência doméstica, um ameaça.
Registaram-se 34 acidentes de viação, 22 dos quais devido a colisão, nove por despiste e três por atropelamento, sendo dois deles de animais. Destes acidentes resultaram: dois feridos graves, 10 feridos leves. Após análise sumária das causas dos acidentes registados, foi possível apurar, segundo a GNR, como causa provável da sua maioria, o desrespeito pela cedência de passagem e a velocidade excessiva.
Em 5 de Maio foi realizada uma operação direccionada para a fiscalização geral do trânsito, com particular incidência na condução sob o efeito do álcool e na falta de habilitação legal para conduzir, bem como intercepção e abordagem de suspeitos da prática de crimes. Na acção foram fiscalizados 111 veículos e condutores, tendo sido elaborados 13 autos de contra-ordenação por infracções à legislação rodoviária e fiscal.
Na zona de fronteira com Espanha, foram realizadas sete operações no âmbito da Fitossanidade Florestal, direccionadas para a fiscalização do Nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 228 veículos. Em consequência foram elaborados 2 autos de contra-ordenação.
Entre os dias 4 e 8 de Maio, os Destacamentos Territoriais do Comando acompanharam e deram apoio a dez grupos de peregrinos, que realizavam percursos com destino ao Santuário de Fátima. Não se registaram incidentes tendo sido apoiados cerca de 240 peregrinos.
De 5 a 9 de Maio, os Núcleos de Protecção Florestal dos Destacamentos Territoriais de Gouveia, Guarda e Pinhel realizaram quatro acções de sensibilização, subordinadas ao tema «Defesa da Floresta Contra Incêndios» em localidades dos concelhos de Aguiar da Beira, Guarda, Sabugal e Trancoso. Nas acções estiveram presentes 92 pessoas.
plb

Resumo do jogo Gouveia-Sabugal (0-5) com reportagem de Sérgio Caetano da LocalVisãoTv (Guarda).

jcl

E agora… aguenta coração!! É o que se pode dizer após a vitória do Sabugal frente ao Gouveia por 5-0 encurtando distância em relação ao líder, quando falta apenas uma jornada para o termo do Campeonato Distrital de Futebol da 1.ª Divisão da Guarda.

Sporting Clube Sabugal - emblemaA penúltima jornada, com os dois jogos que concentravam as atenções, vieo pôr ao rubro a distrital. O Sabugal foi a Gouveia vencer por cinco bolas a zero, enquanto o Aguiar da Beira cedia um comprometedor empate caseiro frente ao Trancoso. A distância para o Sabugal encurtou para um ponto, a uma jornada do fim do campeonato.
Na última jornada o Aguiar desloca-se a Vila Nova de Tazém e o Sabugal recebe em casa o Vila Cortez. Nesta última etapa os corações vão estar no Sabugal e os ouvidos no campo do Vilanovense.
Em Gouveia o Sabugal realizou a melhor exibição da época, tendo dominado o encontro do primeiro ao último minuto, só não conseguiu um resultado mais desnivelado porque os avançados do Sabugal estiveram bastante perdulários e ainda enviam duas bolas ao ferro da baliza adversária.
Durante o jogo, tal como já foi referido, o Sabugal realizou uma exibição à campeão. Manata inaugurou o marcador, logo no primeiro minuto de jogo, na conversão de um livre. Poucos minutos depois Ricardito, na transformação de uma grande penalidade, ampliou para dois a zero, resultado com que se chegou ao intervalo.
Na segunda parte o Sabugal limitou-se a jogar de forma a tentar ampliar o marcador, o que viria a conseguir com a obtenção de mais três golos, um por Manata outro por Ricardito e, a fechar a contagem, por Vaz Alves.
No próximo dia 16 de Maio apelamos aos Sabugalenses em particular e aos amantes do futebol em geral que compareçam em massa no Estádio Municipal para apoiar a equipa, de forma a garantir a concretização do sonho do Sabugal: ter uma equipa nos campeonatos nacionais.
Carlos Janela

José Maria Videira nasceu na Bendada, freguesia do concelho de Sabugal, em 26 de Abril de 1896. Este foi um homem da velha tempera das gentes da Riba-Côa, daqueles de «antes quebrar que torcer». Como já há poucos, muito poucos, apesar de tudo o que se diz. Quem arriscaria, hoje, o que este verdadeiro patriota arriscou?

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»Republicano e revolucionário convicto, combateu, em França, na Guerra de 1914/1918.
Bateu-se pela liberdade e pela democracia para os portugueses e pagou bem cara essa sua luta.
Sofreu a prisão, a deportação e a tortura.
Por ser o líder da Organização Revolucionária dos Sargentos, organização considerada ilegal e subversiva pelo regime fascista de Salazar foi deportado para Santa Cruz da Graciosa (Açores). Enquanto esteve deportado nos Açores ensinou a ler e a escrever vários analfabetos ali existentes, que o homenagearam com um documento onde apuseram as suas assinaturas.
Era um homem para quem a instrução e a educação de todos os homens eram valores prioritários.
Da deportação nos Açores foi transferido para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde (aquele que alguns saudosistas do anterior regime dizem nunca ter existido ou não ter passado de um campo de férias), onde esteve em companhia de muitos outros presos políticos anarco-sindicalistas, comunistas, socialistas (da velha cepa) ou outros antifascistas.
Foi elogiado por outros combatentes contra o regime ditatorial como Emídio Santana e Correia Pires (anarco-sindicalistas, o primeiro dos quais conhecido por ser um dos organizadores do célebre atentado ao ditador), Josué Martins Romão (que esteve na revolta dos marinheiros e preso com ele no Tarrafal), Raul Rego (jornalista e político) e Manuel João da Palma Carlos (advogado e seu defensor).
Como é natural tinha ficha na PIDE, com muitas anotações, como se pode ver na imagem.
Faleceu em Lisboa em 16 de Junho de 1976, já depois de ter sentido o sabor da liberdade conquistada em 25 de Abril de 1974, pela qual se bateu uma vida inteira.
O seu irmão Joaquim Videira, também nascido na Bendada, tinha a patente de tenente e esteve em Lisboa nas barricadas do 5 de Outubro de 1910.
Devido à sua actividade política como republicano e democrata foi deportado pelo regime de Salazar para Cabo Verde, S.Tomé e para Timor. Foi preso várias vezes pela PIDE. Morreu e foi sepultado em Lisboa.
Sem me querer imiscuir em assuntos internos da Bendada, julgo que seria de toda a justiça a existência de uma rua com o seu nome na freguesia que o viu nascer.
Também se deverá colocar à consideração da Comissão de Toponímia eleita pela Assembleia Municipal e constituída pelos deputados Joaquim Brázia, João Manata, José Clemente e Fátima Neves que tenham em consideração este ilustre sabugalense para o nome de uma rua na sede do concelho.
João Videira Santos, neto de José Maria Videira e primo do dono do Mini Mercado Videira, na Bendada, que descobri nas minhas andanças de melómano (já que esteve ligado ao «ié ié» português como autor de canções do grupo da década de 1960 «Os Keepers») tem um orgulho imenso no seu avô e o caso não é para menos.
Como político que sou (e faço gala de o ser) eu próprio me sinto orgulhoso por ter existido no concelho de Sabugal uma personalidade com a dimensão de José Maria Videira.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

O Sport Lisboa e Benfica é o campeão Nacional da época 2009-2010 da Liga Profissional de Futebol portuguesa. A conquista do 32.º título foi comemorado no Estádio da Luz, perante mais de 64 mil adeptos, logo após o final do jogo com o Rio Ave que os encarnados venceram por 2-1. O avançado benfiquista Oscar Cardozo foi o melhor marcador da Liga portuguesa com 26 golos.

Sport Lisboa Benfica - Campeão Nacional Futebol 2009-2010

Sport Lisboa Benfica - Campeão Nacional Futebol 2009-2010

jcl

Depois de alguns anos desencontrado, voltei a ter o grato prazer da companhia do ilustre escritor sortelhense Vítor Pereira Neves. O reencontro ficou marcado por uma memorável viagem ao Alentejo, por onde andámos numa jornada completa, com o historiador e investigador a servir de guia por entre os vestígios do nosso passado longínquo.

De Lisboa a Évora é uma hora de caminho, por auto-estrada. Ainda Vítor Pereira Neves explicava a origem dos montados e a razão de tanta terra de pousio, quando atingimos as imediações da cidade. Tomamos uma via à direita e seguimos até Guadalupe e depois para Valverde, em cujas proximidades visitámos a Anta do Zambujeiro, um monumento fúnebre de grande imponência.
No Período Neolítico, que corresponde aquele em que o monumento foi construído, os grandes chefes militares eram sepultados no interior de antas. As explicações vêm de quem conhece, e aqui impera a sabedoria do Dr Pereira Neves: «Escolhiam sempre uma encosta voltada a Nascente e o monumento era erguido em local próximo de uma linha de água. Colocavam ao alto esteios enormes, com vários metros, que eram encimados por uma grande laje, que assentava em forma de chapéu. Após cerimónia fúnebre, era costume cobrir o jazigo com cascalho e depois com uma camada de terra, fazendo com que tomasse a forma de um monte, ou de mamão, ou mama».
A Anta do Zambujeiro estava originalmente soterrada, sendo identificada devido à erosão, que colocou a descoberto as pedras do monumento. Uma exploração desenvolvida por estudantes de arqueologia permitiu identificar o monumento, tornando-o depois um grande atractivo da região.
Pereira Neves não está satisfeito. O monumento está ao abandono, mantendo ainda um velho telheiro que foi erguido provisoriamente aquando das explorações. «Quanta gente do mundo inteiro aqui viria ao Alentejo, se soubéssemos preservar vestígios históricos como estes e criar condições para que as pessoas os visitem?» perguntou o historiador com ar de desalento.
Ao almoço abancámos no restaurante Ricardo, em Valverde, onde degustámos a excelência gastronómica desta época no Alentejo: o borrego assado no forno, regado por um bom vinho de Estremoz.
Após a refeição voltámos a Guadalupe, e dali, seguindo por caminho antigo, alcançamos o conhecido Cromeleque dos Almendres ou do Alto das Pedras Talhas, situado no cimo de uma encosta, também voltado a Nascente. «Se as antas eram lugares para os mortos, os cromeleques eram lugares para os vivos, uma espécie de santuários onde se realizava o culto colectivo», explica Pereira Neves. Impressiona a vista do conjunto de menires dispostos em leque, formando uma espécie de anfiteatro.
O investigador posicionou-se no alinhamento do sol com as pedras e, explicou o significado da geometria das pedras. Depois demonstrou a existência de vestígios de um corredor em todo o perímetro do cromeleque. «Era um corredor de culto, por onde passavam pessoas e animais nas festividades», explicou o meticuloso Pereira Neves.
Falava o anfitrião no significado dos termos «Almendres» e «Pedras Talhas», quando chegou uma revoada de turistas franceses, que desceram de um autocarro. Uma guia parecia orientá-los na visita às pedras sagradas, mas logo Pereira Neves lhes foi ao encontro, expressando-se em francês e dispondo-se a explicar o necessário. Num ápice o grupo dispensou a guia, passando a seguir com redobrada atenção as cuidadas explicações do velho arqueólogo, que lhes indicava o significado do impressionante monumento, comparável com as enigmáticas pedras de Stonechenge e de Carnac na Ilha da Páscoa.
Deixámos o alto das Talhas e fomos observar o menir principal, disposto a algumas centenas de metros do cromeleque, por ter sido retirado, segundo o historiador, do centro do santuário, que era o seu lugar original.
Já de regresso a casa, cruzando a estrada, Pereira Neves confidenciou-me saber de um cromeleque que ainda não estava sinalizado, que uma vez descobrira nas suas explorações. E, não resistindo à ideia de me mostrar o achado, dirigiu-se pela estrada de Arraiolos, junto à qual o monumento estava implantado.
Imobilizou a viatura na berma da estrada e instou-me a segui-lo em busca do local. Porém uma rede de arame, recentemente disposta, cortou-nos o passo e o historiador de Sortelha anteviu o pior: «a mata parece ter sido limpa recentemente e eu não vislumbro as pedras, o mais certo é terem sido levadas por máquinas de rasto».
Desolado com o possível atentado ao património histórico, Pereira Neves dispunha-se a encetar a viagem de regresso, quando lhe sugeri que se poderia ter enganado no local, e talvez nada estivesse perdido.
Fomos mais adiante, «para descargo de consciência», como disse o historiador e arqueólogo, e quedámo-nos em local que ele considerou como provável ponto de acesso ao monumento. Embrenharmo-nos no mato e caminhámos até atingirmos um pequeno montado virado a Nascente, onde eu mesmo vislumbrei as silhuetas dos menires por entre os sobreiros. «Já vejo as pedras!», avisei. Pereira Neves concentrou o olhar no ponto que lhe indicava e exclamou comovido: «Felizmente!».
Este cromeleque era manifestamente inferior ao dos Almendres, ocupando uma área menor, embora mantivesse ao centro o grande menir. O investigador mediu distâncias a passo, tirou alinhamentos, apontou alguns pormenores, fixou pontos de referência e considerou ser urgente classificar este achado, para assim o salvaguardar. E prometeu que iria tratar disso.
De volta a casa, o notável escritor e historiador sabugalense era um homem satisfeito. Reencontrara as pedras que julgara perdidas e, assim disposto, contou-me histórias da suas constantes passagens pelo concelho do Sabugal, lamentando que a Câmara Municipal não tenha livros de sua autoria, nem para dar ao presidente da República quando visitou Sortelha a seguir ao incêndio do último Verão. «Encontrei-me recentemente com ele e ofereci-lhe o livro “Sortelha, Museu Aberto”, tendo-me ele afirmado que colecciona monografias e essa lhe estava em falta». «Descanse, Dr Pereira Neves, que ninguém é profeta na sua própria terra», aventei-lhe em ar de consolação.
plb

O post de José Carlos Lages intitulado «Pensamento do dia – É a obnubilação, estúpido!» conduziu-me a algumas reflexões sobre esse fenómeno histórico que tem influenciado os destinos da humanidade muito mais do que se pensa: a estupidez humana.

Adérito Tavares - Na Raia da Memória«Uma pessoa estúpida é aquela que causa um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo.»
Carlo M. Cipolla, As leis fundamentais da estupidez humana

Carlo Cipolla (1922-2000) foi um eminente e prestigiadíssimo historiador, especialista de história económica, que um dia surpreendeu os seus amigos com um livro a que chamou Allegro ma non troppo, no qual incluiu um estudo sugestivamente intitulado «As leis fundamentais da estupidez humana». Cipolla distingue a maldade da estupidez, considerando que esta tem sido causa de maior infelicidade que aquela.
A profundidade de análise que o conhecimento da anterioridade dá aos historiadores faz deles, frequentemente, pessimistas profissionais, relativamente às capacidades do homem para aprender com os erros do passado. Pelo contrário, o processo histórico parece ter contribuído para requintar o mal. A selvajaria, o vandalismo, o sadismo, tudo se tem apurado com o passar dos tempos. As carnificinas dos Romanos foram largamente ultrapassadas pelos suplícios medievais ou pelas torturas inquisitoriais. Esse verdadeiro monumento da crueldade humana que foi o tráfico de escravos dos séculos XV a XVIII parece quase uma brincadeira de aprendizes de carrasco quando comparado com os horrores nazis, ou estalinistas. O próprio Estaline dizia, aliás, que a morte de um indivíduo era uma tragédia mas a morte de um milhão era estatística.
Se o sofrimento humano fosse quantificável, mensurável, teríamos biliões de toneladas dele, ao longo dos milénios: pirâmides de mortos; multidões incontáveis de mutilados, de estropiados, de crianças esfomeadas, esqueléticas, de olhar inocente e suplicante; bandos de pedintes esfarrapados e pustulentos; milhões de deserdados sem eira nem beira, dormindo ao relento e vagueando aos Deus-dará por essas megalópoles desumanizadas, onde vale mais um cão de raça que um ser humano, onde se mata o próximo por dez réis de mel coado. Ó Céus! Que mundo construímos, depois de milhares de anos de civilização e de terem por cá passado Cristo, Buda, Confúcio e Maomé! Matamo-nos uns aos outros em nome deles!
São guerras nacionalistas, guerras de fronteiras, guerras de religião, guerras de máfias, guerras para vender armas, guerras para estimular a economia, guerras para… E, como dizia o Padre António Vieira, a Guerra é esse monstro que tudo devora.
Mas há mais e pior. Não contente com as guerras, pilhagens, saques, roubos e massacres com que tem infligido sofrimento aos outros e, com frequência, prejuízos a si próprio, o bicho-homem achou que ainda era pouco e resolveu encaminhar-se alegre e inconscientemente para o suicídio colectivo, numa espécie de harakiri universal. Vai daí começa a construir armas de destruição maciça, super-bombas de hidrogénio, acumulando um arsenal capaz de destruir várias vezes o planeta. E centrais atómicas, que são como que bombas-relógio produzindo continuamente lixo radioactivo, que sepultamos nas fossas oceânicas convencidos de que assim nos vemos livres dele. E pôs-se a lançar na atmosfera milhões de toneladas de dióxido de carbono, com que envolvemos o único planeta que temos, transformando-o assim numa estufa onde mais dia menos dia será impossível sobreviver. E arrasamos ou incendiamos todos os anos milhões de hectares de florestas, esses pulmões da Terra, que poderiam ir consumindo parte do tal dióxido de carbono mas que deste modo ainda produzem mais. E despejamos montanhas de lixo nas terras e nos mares. E envenenamo-nos uns aos outros com comida artificial, corantes e conservantes e vacas loucas. E engolimos hectolitros de estimulantes para ficarmos excitados e rios de nicotina para ficarmos calmos. E narcotizamo-nos, desde novinhos, com drogas «leves». E drogamo-nos, às vezes com a mesma idade, com ópios, morfinas, cocaínas e heroínas. E… e… Quase falta o fôlego!
Que é isto senão suicídio? E que é o suicídio senão o mais estúpido de todos os crimes, a agressão suprema contra nós próprios?
O cientista francês Henri Laborit demonstrou que a vida nas grandes metrópoles conduz fatalmente o homem a uma atitude agressiva, quer em relação aos outros quer em relação a si próprio: agredimo-nos quando roemos as unhas, ou quando fazemos úlceras de estômago, ou quando disparamos um tiro nos miolos. E agredimos os animais, as plantas, o ambiente, o planeta. Por isso ele defende como únicas alternativas para a humanidade o controlo da natalidade, a paragem do envenenamento da Terra e do esgotamento dos recursos naturais, particularmente da água, e, principalmente, o fim da miragem urbana. As megalópoles descomunais, com 20 ou 30 milhões de habitantes, como Tóquio ou a Cidade do México, são uma aberração social. Condenam inapelavelmente o homem à destruição de si próprio e do planeta. A solução reside no regresso às pequenas comunidades: muitas pequenas cidades em vez de poucas grandes cidades. A salvação está no verde, não no asfalto. Caso contrário, o abismo atrairá o abismo, até à explosão final.
Tudo isto parece desmedido, excessivo, ultrapessimista. É verdade, mas nos últimos tempos várias coisas nos têm obrigado a reflectir sobre os horizontes sombrios da Humanidade: são os novos e velhos fundamentalismos, as guerras, quentes ou frias, que param e recomeçam, as pazes que se fazem e se desfazem, os ódios que se atiçam, os profetas pseudomoralistas e cínicos que são como Frei Tomás, os abutres que se alimentam da desgraça alheia, os pedófilos que refocilam na miséria e na inocência, e tutti quanti…
Em suma: essa fatal aliança entre o mal e a estupidez humana.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Com organização de dois conterrâneos, a localidade raiana dos Fóios, no concelho do Sabugal, vai receber no dia 16 de Maio um convívio que juntará cavaleiros de diversas localidades.

Convívio de Cavaleiros - FóiosO programa já está definido e prevê a realiação da concentração às 9h30 no largo da piscina, seguido de pequeno-almoço no mesmo local.
Pelas 10 horas terá Início um percurso a cavalo, o qual será relativamente curto e próximo da localidade.
De regresso aos Fóios, os convivas beberão, pelas 12h30, um porto de honra no Centro Cívico Nascente do Côa, oferecido pela Junta de Freguesia. Segue-se o almoço, pelas 13 horas, no pavilhão da Eira, juntando todos os participantes.
A organização do evento é de José António Galhano, contactável pelo telefone 963024460, e Armando Paulos, contactável pelo telefone 962319517. a inscrições mantêm-se abertas.
plb

Desde há uns anos que a política portuguesa se traduz numa espécie de novela à brasileira, de desfecho tão imprevisível quanto interminável. A instabilidade é a sua imagem de marca, uma espécie de fatalidade, de destino que nos está reservado enquanto povo. Não há governo que se aguente mais que um mandato e isso reflecte-se nas políticas públicas, as quais, mesmo quando ostentam algum virtuosismo, se vêm condenadas ao fracasso logo que o governo mude. Contra a fraqueza de quem governa, os lobbies corporativos foram, por sua vez, ganhando cada vez mais força, com claro prejuízo dos interesses colectivos de âmbito mais alargado.

impeachment

António Cabanas - «Terras do Lince»Ninguém acredita que tal perturbação seja favorável ao progresso da nossa sociedade.
As fragilidades económicas e de desenvolvimento que nos afectam, têm as suas raízes mais profundas nesse estado de contínuo cozimento em lume brando.
A política portuguesa é uma espécie de zona sísmica, que vive em permanente sobressalto e onde não vale a pena erigir nada de substantivo, que logo cairá. O que conta é o imediato e o imediatismo. Somos avessos ao longo prazo!
O sucesso económico da nossa vizinha Espanha, que teve em 35 anos apenas 6 governantes (nós tivemos 4, nos últimos 10 anos!), também se poderá explicar pela sua maior estabilidade política.
Como se não bastasse a crise para gerar perplexidades e incertezas no futuro colectivo, a nossa classe política contribui decisivamente para acentuar a turbulência.
A telenovela diária em que se tornou a Comissão de Inquérito ao negócio PT/TVI, passada em directo pelas televisões, espectáculo deprimente e voyeurista que entretém um país afundado numa enorme crise de confiança, é disso o melhor exemplo.
Ninguém entende o que se quer apurar, quando todos, incluindo a opinião pública, já perceberam há muito o que se passou. Até adivinhamos as conclusões!
Se de um julgamento se trata, uma comissão parlamentar é o pior dos tribunais, onde o juiz é por natureza tendencioso. Nunca será um julgamento justo. Aprovados por votação, os resultados só poderão espelhar a própria composição da Comissão e do parlamento. É também certo e sabido que as partes sairão da comissão como entraram, sem alterar uma vírgula às conclusões previamente formuladas.
Ninguém duvida que o primeiro-ministro detestava o famigerado jornal de «estilo manuelino» da TVI. Nem sequer era o único. A mim também me causava asco. Aliás, Sócrates nem sequer foi cínico, apontou-o como travestido. Penso que o Primeiro-ministro fez mal em preocupar-se com ele, que de tão mau era inofensivo.
Um destacado ex-accionista da TVI assegura, que, de forma deliberada esta estação pretendia derrubar o Primeiro-ministro. Ficou-se também a saber que igual prática foi usada contra Santana Lopes. Só não sabemos o valor do contributo para a sua demissão. Ajudar a derrubar políticos e governos é uma prática comum em alguma comunicação social. Isso é feito de forma descarada.
Que o primeiro-ministro conhecia o tal negócio, parece óbvio, e que foi a barulheira da comunicação social que impediu a sua concretização, ainda é mais óbvio. Mas ainda ninguém percebeu que mal ele faria ao país. Que com tal negócio o governo controlaria a comunicação social, e que haveria um plano com esse objectivo, parece pura fantasia! O governo não controla coisa nenhuma no que respeita a grupos económicos e muito menos a comunicação social que é o mais poderoso! Seria até contraproducente, pois o governo que está hoje, não estará amanhã, virar-se-ia o feitiço contra o feiticeiro.
O cúmulo da futilidade é discutir-se um negócio que nem sequer existiu. Para que serve, então, todo este teatro? A resposta é clara, pretende-se destituir o primeiro-ministro e o governo: uma espécie de impeachment à portuguesa, porque ninguém tem coragem para uma moção de rejeição, pelo receio dos resultados eleitorais que poderiam vir a seguir.
Fica-se com a sensação de estarmos a caminhar para o abismo político, onde vingam os jogos de bastidores de curto prazo que apenas geram poder de curto prazo.
Que ganha o país com tudo isto? Nada. Pelo contrário, acentua-se a degradação da vida política, a desresponsabilização de quem governa, perdem-se reformas iniciadas anteriormente e agrava-se a crise económica e social. É tudo o que este país não precisava neste momento. Só um pacto de regime de amplo consenso, «a la longue», poderá tornar o país governável e permitirá a convergência com os parceiros da UE.
Exemplos não faltam na Europa.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

O rei D. Carlos passava longos períodos no Paço Ducal de Vila Viçosa, onde ia caçar nas vastas propriedades da Casa de Bragança. A caça era apenas uma das suas paixões, juntando-se ao prazer de viajar, de navegar e explorar o oceano, de pintar e de se bem alimentar.

Miguel Sousa Tavares descreve no início do seu romance «Equador» aspectos da vida de D. Carlos em Vila Viçosa, onde o intrépido Luís Bernardo acorreu, a pedido do rei, para receber o convite de se tornar governador de S. Tomé o Príncipe. O jovem jurista, que mal imaginava as peripécias que a vida lhe traria a partir desse passo, acompanhou o monarca e os seus demais convidados num almoço suculento que se seguiu a uma caçada.
D. Carlos desde logo o advertiu, quando o recebeu nos seus aposentos: «Espero que traga fome da sua viagem porque vai ver que se come muito bem por estas paragens». Isso mesmo pôde constar o herói do romance de Miguel Sousa Tavares, que degustou o «almoço de homens» com que o rei brindou nesse dia os seus convidados.
«Cada lugar tinha um menu colocado à frente e todos fizeram questão de o ler com interesse. D. Carlos era conhecido por dar muita importância àqueles menus e, às vezes até, em Vila Viçosa ou a bordo do iate real Amélia, era o próprio rei que os escrevia do seu punho, fazendo-os acompanhar de um desenho da sua autoria. Naquele dia o chef de Vila Viçosa propunha aos cavalheiros do andar de cima:
Potage de tomates
Oeufs à La Périgueux
Escalopes de foie de veau aux fines herbes
Filet de pore frai, roti
Langue et jambon froid
Epinards au velouté
Petit gateaux de plomb

Servida a sopa de tomate quente e o vinho branco da Vidigueira, os caçadores sacudiram o seu torpor e a conversa começou a animar-se (…).
Com o vinho tinto a conversa tornou-se mais séria e evoluiu para a situação internacional – todo um mundo de promessas. (…)
Com o café, serviu-se um Porto Delaforce de 1848, um e outro excelentes. Depois, D. Carlos levantou-se arrastadamente e toda a troupe o seguiu para o andar de baixo, para uma pequena sala, aquecida por duas lareiras e onde os esperavam uma mesa de cognacs e um caixa de charutos em prata, de que quase todos se foram servindo à vez.»
No romance a ficção tem por enquadramento factos históricos que se sucederam no início do século XX, correspondendo aos últimos anos da Monarquia portuguesa. A República estava anunciada face aos problemas que o rei sucessivamente enfrentava, não apenas em Portugal, como também nas colónias. «Equador» entra pela polémica do trabalho escravo, persistente nas nossas terra de além-mar, mesmo após a abolição da escravatura.
Luís Bernardo, homem culto e sedutor, interessado na questão colonial, viverá, após o banquete real servido em Vila Viçosa uma eloquente aventura em África, onde outros sabores o esperam.
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Esta sexta-feira deu-nos para estas coisas. Publicamos um texto retirado, com a devida vénia, da «Obnubilação de Morpheu».

BurroObnubilação de Morpheu
Tenho pensado bastante numa frase de Claude Chabrol que diz o seguinte: «A estupidez é infinitamente mais fascinante que a inteligência… a inteligência tem limites, a estupidez não!»
Mais que uma teoria, o que vos trago, é a minha opinião pessoal sobre a estupidez. Pelo o que me apercebo, não há característica humana mais nefasta que a estupidez.
Um estúpido, como todos sabem, não sabe medir o grau dos seus actos, por outro lado um estúpido, é o pior amigo que se pode ter, pois quando se tem amigos estúpidos, o mais provável é a estupidez do seu amigo o contagiar e não o inverso.
Um amigo estúpido levará os amigos não estúpidos, mais cedo ou mais tarde, a cometer uma estupidez.
Antes de tudo, quando nos deparamos com uma estupidez, porque é que ficamos com aquela ideia de que não sabermos como agir? «Ele deve estar estúpido!? Como é que ele foi fazer uma coisa destas?!»
A estupidez, meus amigos, não só nos apanha de surpresa, como nos deixa literalmente estúpidos!
Quantas vezes, já nos consideramos estúpidos, após sermos confrontados com uma estupidez ou um acto de uma pessoa estúpida?
Isto revela quão perigosa pode ser a estupidez na mente de quem não é à partida sofredor de tal efemeridade.
Quando somos alvo de um acto de maldade, não ficamos possuídos pela maldade. Ou quando somos alvo de um acto de inveja, também não ficamos subitamente invejosos… o mesmo pode-se aplicar a actos tão diversos, como são actos de benevolência, caridade, antipatia, amizade, mesquinhez, etc…
Mas já a estupidez, quando nos ataca, deixa-nos estúpidos, e somos nós mesmo que o afirmamos. «Eu estou Estúpido!»
Mas há grandes diferenças entre «ser» e «estar» estúpido. E há também grandes diferenças na forma de se ser estúpido.
Eu dividiria os estúpidos em três categorias. Uma primeira, que eu denominaria de estúpido ocasional ou de ocasião. Nesta categoria, incluiria todos aqueles que foram, são ou serão estúpidos num determinado momento. Talvez fruto das circunstâncias ou do momento, talvez contagiados por um estúpido ou uma situação estúpida que estejam a viver.
Inclui-se também neste grupo, aqueles que «estão» estúpidos, devido a uma determinada ocorrência.
Na segunda categoria, estúpido per si cabem todos aqueles, que de facto são estúpidos. Todas aquelas pessoas, que não medem os seus actos e especialmente as consequências dos seus actos. Mas que não são suficientemente estúpidos, para ficarem indiferentes as suas «estupidezes». São aqueles que dizem coisas estúpidas sem sentido, que actuam de forma estúpida e que conseguem sempre surpreender os amigos, com a mais recente estupidez.
Estes «Estúpidos Per Si», conseguem no entanto perceber o quanto foram (ou são) estúpidos, uma vez confrontados pelos amigos. Alguns contudo, devido a um maior grau de estupidez, podem demorar bastante a perceberem a dimensão da sua estupidez. Mas se insistirem muito e lhes fizerem «um desenho», eles poderão por fim perceber. Entretanto temos de saber que apesar de virem a perceber a estupidez que fizeram, não os impedirá, de voltarem a fazê-lo. É por isso que são estúpidos!
Por último e pior que os «Estúpidos Per Si», são os «Estupidamente Estúpidos». E estes, meus amigos, são do pior! Não há estúpido pior, do que o Estupidamente Estúpido!
Esta subespécie de Estúpido, é um perigo para si mesmo e para quem o rodeia. É o tipo de estúpido, que de tão estúpido que é, nunca perceberá o quanto é estúpido… pior do que isso, não percebe que é estúpido e ainda pensa que estúpidos são os outros.
Este tipo de estúpidos são uma ameaça. São tão ou mais perigosos que um fanático, porque ao contrário dos fanáticos eles nunca saberão controlar-se e poderão atacar a qualquer momento. Estas criaturas são desprovidas de razão, imunes ao conhecimento e ao raciocínio lógico e nem por instinto conseguem evitar a estupidez.
E sabem o que é pior? No meio dos seus amigos e familiares pode estar um perigosíssimo Estupidamente Estúpido, porque este tipo de estúpido, ao contrário do Estúpido Per Si, pode passar completamente despercebido e só revelar a sua estupidez quando já for muito tarde.
A partir de agora, olhem com mais atenção para quem vos rodeia e ao mínimo sinal de estupidez não consciente, abram os olhos e por favor não se esqueçam, se deixaram as coisas andar, quando quiserem finalmente agir, poderá ser tarde demais.
…e compreendam finalmente que a Estupidez pode ser, à luz das evidências actuais, uma doença grave com forte possibilidade de contágio.
Não se deixem contagiar,
Abraço de Morpheu

Infelizmente a estupidez gosta de se fazer acompanhar da inveja que anda sempre de mãos dadas com a mentira.
jcl

Teresa Duarte ReisE não será que todos os dias podemos considerar o Dia da Mãe? Daquela que se dá, que se multiplica, que se entrega dia e noite sem esperar nada. Muitas vertentes tem o amor, mas o de Mãe sendo o mais simples é o mais forte, sendo o mais espontâneo é o que menos pesa e não fica esperando paga. Me perdoem os Pais que também os elogiei, a seu tempo, e não descuido ou desprestigio o seu amor pelos filhos. No entanto, deixem-me agora, registar o eco do meu pensamento para falar desta mulher que nunca tem horas para amar, porque ama sempre.
Um dia um pai disse-me com toda a abertura: Teresa, o amor de mãe é incondicional e o amor de Pai é condicional. Os Pais que pensem e discordem, se quiserem.

Mãe

Acarinhas e embalas
Com mãos ternas e meigas
Teu filho tenro, MÃE.

Acordada, tu o olhas
Que doente sofre, ali
Em longas noites
Sem fim.

Brincas, rebolas
Dás o teu ser
Ao filhote que cresce
Que enche a tua vida.
Domina o teu viver.

Quanto sofres
Quando cresce!
Quanto lutas, dia a dia
Num constante labutar
De noites frias sem dormir
Constantemente acordar!

Ó Mãe, como te deste
Nessa vida labutada
Nessas noites acordada
E no silêncio a orar!
Multiplicas teu saber
Tudo por ele, por eles
Tuas horas, teu sofrer!

Quão feliz te revives
No nascimento dos netos
No acarinhar de rebentos
Que te prolongam a vida
Que multiplicam o sonho!
Labutas como se sabe
Numa luta que já cansa
Mas descansa!

Trémula, não desistes
De te dar, de acarinhar
Os que te envolvem, MÃE!

«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Ao longo de um ano o realizador suíço Diran Noubar acompanhou o piloto português Tiago Monteiro para todo o lado, mostrando em detalhe as rotinas (e a ausência delas) do maior nome do desporto automóvel em Portugal. O resultado é um filme surpreendente, que mostra um lado desconhecido do piloto, numa abordagem criativa que poderá ser vista em estreia na edição deste ano do festival de Cannes, que começa no próximo dia 12 de Maio.

Tiago Monteiro faz questão de sublinhar a dificuldade e a importância deste trabalho: «É um documento incrível. Fiquei muito surpreendido com o resultado e com o que o Diran conseguiu fazer. Foi um trabalho que exigiu dele grande esforço, persistência, e já agora alguma paciência para me aturar. Para mim foi um privilégio que um realizador se interessasse em fazer um documentário sobre a minha actividade e é também uma honra poder estrear o documentário num evento tão importante na indústria audiovisual, como é o Festival de Cannes. Foi também uma forma de fazer um resumo da minha carreira até agora e espero que o resultado impressione o público tal como me impressionou a mim.»
jcl

Se há filmes que podem ser considerados uma experiência, «Líbano» de Samuel Maoz é um deles. A estreia do documentarista na área da ficção é uma experiência sufocante em 92 minutos a bordo dum tanque de guerra israelita.

Pedro Miguel Fernandes - Série B«Líbano» é um filme brutal e claustrofóbico, que consegue a proeza de colocar literalmente o espectador dentro da acção e sentir o que sentem as personagens. O cenário de «Líbano» é apenas um: um tanque de guerra de uma unidade de jovens israelitas que é chamada a participar numa missão durante o início da primeira guerra do Líbano, em Junho de 1982. Durante pouco mais de hora e meia de filme acompanhamos os quatro soldados na sua missão e ponto de vista é precisamente o deles. Para além do que vemos dentro do tanque, todas as cenas passadas fora do tanque são vistas através da mira. E se o que se vê dentro da máquina de guerra não é agradável, ‘lá fora’ não é melhor. Todas as espécies de atrocidades de uma guerra são vistas pelos jovens, que começam a entrar em paranóia e perdem o controlo da situação.
LibanoO ambiente claustrofóbico e paranóico vem ao de cima quando a unidade se apercebe que a missão está perdida e ninguém sabe aonde estão. E sendo o único contacto com o exterior um superior que aparenta não ser muito simpático, os jovens não se sentem muito confortáveis na situação e as dúvidas surgem. «Líbano» é um daqueles filmes que nos deixa sem respirar durante algum tempo na sala de cinema, quase uma experiência semelhante à que está a ocorrer com os jovens soldados.
Apesar deste sufoco permanente, as imagens mais fortes do filme estão no campo de girassóis que surge no início e no final de «Líbano», quando tudo acalma. Mas ao mesmo tempo dá que pensar: o que será do futuro destes quatro jovens que durante poucos dias viram o inferno e escaparam para o mundo ‘normal’? À semelhança do brilhante «Valsa com Bashir», de Ari Folman, que retrata o mesmo conflito, esta obra é mais uma de uma vaga de cineastas de Israel que está a filmar o passado do país e os seus ‘pesadelos’ em forma de guerra.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O Casteleiro realizou nos dias 1 e 2 de Maio a 1ª edição da Feira da Caça. Numa organização da Junta de Freguesia do Casteleiro, esta Feira demonstrou a todos os que ali se deslocaram, como é possível colocar o Concelho do Sabugal no mapa…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Tive o prazer e a honra de ali me deslocar no dia 1 de Maio podendo, deste modo, dar testemunho do muito de bom que ali se passou.
Eventos como este, em torno das temáticas da Caça, são muito raros em todo o País, apesar da importância que este sector assume. E também por isso, esta iniciativa merece todo o apoio e reconhecimento.
Mas esta Feira marcou igualmente a diferença pela riqueza e diversidade do Programa, mas, sobretudo, pela sabedoria dos seus organizadores, dos quais me permito destacar António José Marques, Presidente da Junta de Freguesia, que organizaram espacialmente a Feira de modo a cobrir praticamente toda a aldeia.
Na verdade, para se visitar os stands instalados e para se assistir aos diferentes momentos da Feira era necessário percorrer uma parte significativa das ruas e largos do Casteleiro, o que, para além de satisfazer naturalmente toda a população, contribuía também para que os visitantes conhecessem toda a aldeia.
Foi um momento alto de afirmação do Casteleiro e, por conseguinte, do Concelho do Sabugal.
E o seu êxito é um fardo muito pesado para a Organização, pois, obriga a que, para o ano, seja ainda melhor!
O pontapé de saída foi dado e, como acontece muito raramente no futebol, foi golo ao primeiro minuto…
A participação e empenhamento dos habitantes do Casteleiro; as presenças do Director Regional de Agricultura e Pescas do Centro, do Governador Civil do Distrito da Guarda, dos Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal do Sabugal, e de muitas mais individualidades; os milhares de visitantes e caçadores presentes, são, desde já, a prova de que se fez algo de muito bom no Casteleiro.
Ao meu amigo Tozé (como carinhosamente é conhecido o Presidente da Junta), um abraço muito grande de parabéns e o compromisso de estar a teu lado sempre que de mim precisares.
Aos habitantes do Casteleiro muitos parabéns e um bem-haja pela forma como nos souberam receber.
Para o ano, estou certo, será ainda melhor!
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O Capeia Arraiana publica mais um resumo editado das reuniões ordinárias da Câmara Municipal do Sabugal. É, sem dúvida, merecedora de análise atenta a Acta n.º 14/2010, de 7 de Abril de 2010.

Camara Municipal do SabugalO conteúdo resumido da acta 14/2010, de 7 de Abril, da reunião ordinária da Câmara Municipal do Sabugal realizada no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho é da responsabilidade editorial do Capeia Arraiana.
A consulta das actas oficiais pode ser feita no endereço que indicamos no final.

Acta n.º 14/2010 (7 de Abril)

Estiveram presentes o presidente António Robalo e os vereadores António Bernardo Morgado Gomes Dionísio, Joaquim Fernando Ricardo, Luís Manuel Nunes Sanches, Ernesto Cunha e Sandra Isabel Santos Fortuna tendo faltado por motivo justificado a vice-presidente Maria Delfina Gonçalves Marques Leal. O Presidente declarou aberta a reunião às 10 horas da manhã de quarta-feira.

Antes da Ordem do Dia
– O Presidente da Câmara entregou aos Vereadores ( na sequência de pedido formulado pelo Vereador Joaquim Ricardo) um mapa relativo à Implantação dos Lotes da Zona de Localização Empresarial do Sabugal (iniciais – 7), tendo informado que ainda se estavam a adquirir mais terrenos para inserir no Plano de Pormenor e que no documento constavam os que já tinham sido cedidos e os pedidos que tinham dado entrada na Câmara.
– O Vereador Luís Sanches tomou a palavra para dizer que tinha recebido uma carta do Presidente da Associação de Solidariedade de Malcata, enviada à Câmara em 20/01/2010, referente ao Pavilhão Multiusos, pretendendo saber qual a disponibilidade da Câmara em apoiar com um subsídio a referida obra uma vez que estava quase concluída. Em resposta o Presidente da Câmara disse que, o assunto (pedido de 100.000 euros) já tinha sido analisado em executivo anterior, tendo sido indeferido, por falta de disponibilidades financeiras para o efeito. Contudo, disse não ter qualquer problema em rever a situação, revogando a anterior deliberação de atribuição de um subsídio de 7.500,00 euros. (Apoio concedido a Associações).
– A Vereadora Sandra Fortuna disse que não tinha conhecimento de nenhuma outra estrutura com aquela dimensão e qualidade no Concelho, com um projecto muito bem elaborado, podendo ser lá colocada informação sobre a Serra da Malcata. Disse ainda que se deveria ter em conta o projecto que executado e a freguesia onde está construído. Disse ainda que deveria ter sido dada resposta à carta enviada.
– O Vereador Luís Sanches propôs que se agendasse uma reunião com a Associação de Solidariedade de Malcata para visitar o Pavilhão e aferir da possibilidade de atribuição de um apoio, tendo o Presidente da Câmara dito que o pedido deveria ser reformulado.
(…)
– O Vereador Joaquim Ricardo tomou a palavra para dizer que as regras de atribuição de apoios a conceder às Associações tinham de ser respeitadas. Contudo deveria ter sido dada uma resposta à carta enviada pela Associação de Solidariedade de Malcata. Continuou dizendo que segundo uma notícia do Capeia Arraiana, o Sabugal estava ligado às invasões Francesas através da Batalha do Gravado ocorrida em 03/04/1811, que decisivamente impediu que estas se concretizassem. Assim e porque no próximo ano fará 200 anos, propôs «Uma vez que precisamos de datas importantes que marquem o concelho do Sabugal, esta poderia ser uma data marco do Concelho do Sabugal, e que poderia envolver outras Entidades, de forma a divulgar o concelho».
– Em resposta o Presidente da Câmara disse que enquanto não tinha dados concretos relativamente a projectos não os transmitia para o exterior. Salientou, no entanto, o óbvio, ou seja, estava a programar as actividades que o Bicentenário merecia. Queremos que do outro lado da margem da albufeira seja visto o Memorial colocado no Sítio do Gravato, tendo eles considerado esse elemento para o projecto. Havia um pré acordo com a Universidade Aberta para a realização de dois encontros temáticos
sobre as invasões francesas, no Auditório Municipal, no próximo ano, estando a prepará-los com pessoas com formação em história e afins. Nesse acordo com a Universidade Aberta estavam também incluídas, algumas iniciativas relativas aos Forais de Sortelha, Vilar Maior e Alfaiates, estando a preparar conferências. Tinha a obrigação de ir gerindo a Câmara e de programar, não podendo estar a falar de coisas que só iriam decorrer daqui a um ano. Era evidente que o Gravato
era uma referência porque tinha sido falada nos livros, tendo dito que já tinha falado com um escultor para pensar no Memorial do Gravato, a colocar no dia 03/04/2011.

Ordem do Dia
– Carta da Empresa ITV – Inspecção Técnica de Veículos, S.A, representada por Fernando Tavares Pereira, a solicitar autorização de alteração do uso do pavilhão sito na Zona Industrial do Sabugal, sob o art. 2375.º, onde se encontra a unidade fabril de Móveis Ramos & Neca, Lda., para Centro de Inspecção Periódica Automóvel, por parte do Grupo Tavfer, S.G.P.S, S.A. Deliberado, por unanimidade, deferir o pedido.
– Deliberado, por unanimidade, aprovar o Protocolo a celebrar com o Centro Social da Rapoula do Côa, tendo como objectivo a «Gestão de Recursos Humanos Auxiliares para funcionamento das Termas do Cró» (…)

Consulte, na íntegra, a Acta n.º 14/2010 da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.

1 – Seria interessante que os sete elementos do executivo camarário explicassem a todos os sabugalenses o que se alterou desde que o anterior Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, atribuiu um terreno ao empresário José Eduardo Lucas para a implantação de um Centro de Inspecções Periódicas (ver Acta n.º 18, de 21 Agosto de 2009) e que é agora aprovado por unanimidade (de todos os vereadores) em nome da empresa ITV-Inspecção Técnica de Veículos com sede em Elvas. O Grupo Tavfer, pertence ao empresário de Tábua, Fernando Tavares Pereira, que possui 48 empresas e desenvolve negócios em áreas como inspecção de automóveis, construção civil, hotelaria, turismo, agricultura, vinhos ou biomassa.

2 – Foi interessante ficar a saber-se que ainda é muito cedo para se falar das comemorações da Batalha do Gravato mas… que já estava tudo a ser tratado com a Universidade Aberta. Pormenores para os vereadores (e restante povo) só lá mais para a frente…

3 – É interessante ficar a saber-se que muitas das sugestões e propostas de iniciativas da cidadania já foram pensadas antes pelos poderes políticos. Até porque como defendeu Maquiavel no seu livro «O Príncipe»: «Todas as pessoas são movidas exclusivamente por interesses egoístas e ambições de poder pessoal e o governante deve manter-se alerta com todos.»
José Carlos Lages

Este icebergue chamado União Europeia, nasceu com o objectivo de pôr termo às frequentes guerras entre países vizinhos, foi crescendo e alargando com a união e força das diferentes culturas, das diferentes riquezas.

Paulo AdãoTodos os países que entraram na união Europeia, contribuem na construção deste icebergue, fazendo face ao poderoso dólar americano, tentam com os EUA fazer face ao terrorismo mundial. Nasce o Euro e com ele as dificuldades que tantos lhe atribuem, ou as ajudas que também lhe são reconhecidas. Individualmente cada país progrediu um pouco. Uns porque souberam gerir melhor as ajudas ou souberam analisar e definir melhor os projetos prioritários para essas ajudas. Outros porque não souberam aproveitar estas ajudas.
Hoje as notícias da Europa, são a crise que afecta alguns dos seus membros, a Grécia em situação de bancarrota e os índices da economia mundial a indicarem que outros países, tais como Portugal, Espanha, Itália ou Irlanda estão em risco de «escorregar» juntamente com a Grécia.
Como se pode chegar a tal situação? Como em qualquer família, existem responsabilidades, é preciso saber gerir os recursos familiares e não gastar mais do que aquilo que se tem. Quando uma família chega a um estado de bancarrota, alguem é responsavel. Como explicar que um país chegue a tal situação e não se encontrem responsaveis? Será justo culpar apenas os governos actuais da má gestão das suas riquezas e dos seus dinheiros?
Face a esta situação, sera a união europeia capaz de se ajudar a si mesma? E qua ajuda dar a estes países? Será que os empréstimos europeus ou mundiais serão a solução? E não serão a Grécia e estes países indicados a dedo a face visível de uma situação geral da Europa? O que esconde a parte oculta deste icebergue? Será que aqueles que são hoje chamados os grandes da Europa – França e Alemanha – estão em melhores condições?
Tantas perguntas e tão poucas respostas, ou tantas perguntas sem resposta.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Nas primitivas leis visigóticas do breviário de Alarico (Lex Romana Visigothorum), que reunia um conjunto de leis visigodas e o direito comum aos godos e romanos, as arras tinham a mesma característica que no direito romano, antes de reforma de Justiniano: «Emtio igitur et venditio contrahitur, quum de pretio inter emtorem et venditorem fuerit definitum, etiamsi pretium non fuerit numcratum, Nec pars pretii aut arra data fuerit.» (2.ª parte.)

João ValenteQuem frequentou as feiras de gado da região pode assistir a este velho costume. O livro «Memórias de Alfaiates e Outras Terras Raianas», do nosso conterrâneo Porfírio Ramos, descreve-o de forma bem viva e pitoresca, pelo que o transcrevo:
«O ti Balhé foi ao mercado para vender a vaca Amarela […] Mal chegou ao mercado, aparece-lhe um comprador, com dois outros a pequena distância. O negócio prometia.
[...]
– Ti Zé, quanto é que quer pelo animal?
– Eu não me chamo Zé. Sou António, mas todos me conhecem só por Balhé. Quero dezasseis notas.
– Vomecê não é nada meigo a pedir!…
– Então diga lá quanto é que dá?
– A vaca até está coxa…
– Isso é que não está!… E não admito que lhe ponha defeitos. É uma vaca valente, outra mais valente não há nas redondezas e é uma estampa de vaca.
– Eu gostava mais se ela tivesse as chaves mais abertas.
– Home!… Vomecê quer cornos mais lindos que os deste animal?
– Não os quero mais lindos nem mais feios que eu não quero cornos. Porra!…
– Está bem. Mas eu queria dizer cornos na vaca. Quem é que quer ter cornos?
Com esta conversa, outras pessoas se foram juntando em volta da vaca, uns para ver as hipóteses de compra, outros apenas por curiosidade e para meter um pouco de conversa, mas, a maior parte, para ver se lhes tocava alguma coisa do albroque.
[…]
– Trabalha ao jugo ou à canga?
– Trabalha ao jugo. Cá na terra todas as vacas trabalham ao jugo. Lá para baixo, para o Campo é que trabalham à canga.
– E trabalha da esquerda ou da direita?
– Aqui vaca amarela sempre trabalhou da esquerda.
– É mesmo a vaca que me convém. Olhe, não nos vamos pôr para aqui a discutir o preço e é pegar ou largar. São quinze notas e vamos já beber o albroque.
O ti Balhé ficou completamente baralhado, pois eram muito poucas as esperanças que tinha de vender a vaca por mais de treze notas e, de repente, aparecem-lhe ali, sem discussão, quinze notas. Nem queria acreditar.
– Eu é que não tiro um tostão, não senhor.
– Não me diga que também tem palavra de Rei?!…
Nesta altura intervêm os assistentes para ganharem o direito a um copo de vinho do albroque.
– Então vamos fazer assim. Não são quinze notas nem são dezasseis notas. Parte-se a diferença ao meio que é para ninguém ficar a ralhar.
– Mas eu é que a não vendo por menos de dezasseis notas. E vou Ter pena toda a vida de um animal como este. Parece que entende tudo e que só lhe falta falar. E a força deste animal!!!…
– Tenha paciência ti Balhé, mas não dou mais que as quinze notas.
– Agora não me digam que querem parecer dois burros teimosos. São as quinze notas e meia e acabou-se. Vamos beber o albroque.
– Nestas coisas já se sabe que é assim. Parte-se a diferença ao meio.
– Pronto. Então que a diferença não seja por mim. São as quinze notas e meia e é pegar ou largar. Não dou nem mais um tostão.
O ti Balhé estava desorientado com tanta facilidade. Estava convencido de que alguma coisa lhe passava ao lado. Seria que o homem não tinha dinheiro para lhe pagar a vaca e que ele ia ficar sem vaca e sem dinheiro?
– Mas é pagamento a pronto?
– Dinheirinho contado já aqui.
E nisto o comprador meteu a mão ao bolso e puxou por um monte de notas.
– Está bem. Então está vendida.
Nesse preciso momento aparece um sobrinho do ti Balhé a correr, ofegante, quase sem poder respirar, e diz:
– Tio, não venda a vaca. As vacas estão pelas horas da morte. Essa vaca hoje é para valer , bem à vontade, dezoito notas.
– Chegaste tarde meu rapaz. A vaca já está vendida. Comprei-a eu por quinze notas e meia.
– Bem, mas a vaca ainda não está vendida. Ainda não foi paga o albroque.
– Vendida…já está, mas até ser pago o albroque toda a gente se pode negar. Mas, a verdade é que não fica nada bem um homem dar a palavra e depois negar-se.
– Desculpe lá, mas vomecê não percebe nada de negócios. Enquanto não houver albroque não há palavra dada. Toda a gente sabe isto.
– Não, não, não. O negócio não está feito.
– Mas vomecê não vai encontrar ninguém que lhe dê mais pela vaca.
Nisto aproxima-se outro indivíduo que estivera sempre de parte, fingindo não olhar sequer para aquele sítio, mas que estava resolvido a dar logo uma nota de lucro ao comprador, assim que o negócio estivesse fechado e atirou à queima roupa:-
– São dezasseis notas e meia que as dou eu. Contadinhas já aqui.
– Não. O meu sobrinho diz que vale dezoito notas e já agora eu queria ver primeiro como está o mercado. Eu nem sequer vi os preços!…
– Dezoito notas eu digo-lhe já que não dou. Olhe que os preços, de um momento para o outro, caem na vertical. Se quiser é um negócio de olhos fechados, mas são dezassete notas. E não dou nem mais um tostão. É pegar ou largar.
O ti Balhé podia dizer para consigo mesmo que já tinha ganho o dia, mas sentia-se pequenino e complexado no meio deste negócio em que tudo fora tão improvisada. Bem que podia comprar um fato de pana ao seu sobrinho. Mas agora sentia medo de tudo e sentia-se incapaz de tomar uma decisão. Olhou para o sobrinho, com ar interrogador e este respondeu-lhe com um aceno.
– Passe para cá o dinheiro e vamos beber o albroque.
Foi vinho pago a todos os presentes. Foram dois litros de vinho.
O dia ainda não estava terminado e quando regressaram para junto do animal, nova surpresa o esperava. Um outro comprador se aproximou e ofereceu dezoito notas.
O ti Balhé pareceu ter uma ligeira hesitação no momento de entregar a corda da vaca, mas logo um grito unânime de ameaça, lhe retirou quaisquer veleidades.
– Agora, depois do albroque… já não saia daqui com vida. É a palavra de honra das pessoas. Depois do albroque uma nega paga-se com a vida. Nem pense sequer em negar-se!!!…»
E concluo com as palavras do autor que «é mesmo assim, nesta terra. Pode ter havido escritura de compra e venda feita no Notário e toda a gente acha legítimo que as pessoas se arrependam e considerem a venda nula, mas que jamais alguém pense em negar-se depois do albroque».
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Espectáculo musical «O Nazareno» na Igreja Matriz de Aldeia da Ponte baseado em músicas de Frei Hermano da Câmara na noite de 1 de Maio. Os 32 actores «da terra» foram coreografados por Joaquim Aparício e a igreja foi pequena para tantos espectadores. A reportagem da Local Visão Tv (Guarda) tem a assinatura da jornalista Paula Pinto com imagem de Marcos Prata.

jcl

A Junta de Freguesia do Casteleiro, no concelho do Sabugal, demonstrou no último fim-de-semana como se pode mobilizar e dinamizar uma aldeia do Interior, atraindo centenas de visitantes e dando-lhe expressão mediática.

António José Marques - Presidente da Junta de Freguesia do Casteleiro

A ideia de realizar uma iniciativa com o nome «Festa da Caça», é desde logo original das terras do concelho do Sabugal, facto que, por si, constitui uma atractividade. Se a essa boa ideia se juntar um programa apelativo, com iniciativas interessantes, e se for conseguido o empenho na boa organização da iniciativa, então temos garantido o sucesso da mesma. Foi isso mesmo que sucedeu no Casteleiro, nos dias 1 e 2 de Maio de 2010.
O tempo até ameaçou a festa, com umas nuvens escuras pairando no céu. Mas os primeiros acordes musicais afastaram o mau prenúncio e a alegria perdurou por todo o fim-de-semana na aldeia mais sulista do concelho do Sabugal.
A dinâmica do presidente da Junta de Freguesia, António José Marques, secundado pela generalidade dos naturais da aldeia, garantiu o pleno êxito da iniciativa. O palco principal recebeu diversos espectáculos, ao mesmo tempo que no bar se serviam bebidas em abundância e o restaurante servia petiscos de caça e outros sabores típicos. Stands demonstrativos de diversas actividades empresariais, institucionais e associativas ocupavam várias ruas da localidade, convidando os visitantes a percorrerem o casario antigo e moderno, verificando o contraste de uma aldeia que cresceu guardando também a memória do seu passado.
De caça propriamente dita houve iniciativas como uma largada de perdizes, mostra de cães de caça, demonstração de falcoaria e de «cães de parar». Na vertente de animação, actuaram os grupos musicais Velha Gaiteira, Osíris, Harmónicas de Ponte de Sor, Cantares de Santa Maria e Rancho Folclórico de Valverde. Também houve uma mostra de cães Serra da Estrela, demonstração de tiro com arco, besta e zarabatana e a actuação de uma equipa cinotécnica da Guarda Nacional Republicana.
Por boa diligência da organização, na manhã do primeiro dia estiveram no Casteleiro várias personalidades, que visitaram o certame e almoçaram na localidade. Governador Civil da Guarda, Presidente da Câmara do Sabugal, Presidente da Assembleia Municipal, Director Regional das Florestas, deputado José Albano, e diversos presidentes das juntas de freguesia do concelho, foram as principais entidades presentes. Todos testemunharam a força de uma freguesia do interior, que demonstrou ter capacidade para garantir um futuro auspicioso, virando as costas à inércia e ao pessimismo.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Porque o Dr. Diamantino gostava de poesia e escrevia poemas…

Ano, após ano vencia desafios
E deixava mensagens de entusiasmo
No cruzamento de saberes.

Por entre teorias filosóficas e escolas literárias
Deixava também
Marcas de bom conversador!

Sugerindo e acompanhando percursos
O seu exemplo de força e persistência
Ia moldando o nosso querer…

E depois de tantos anos
Muitos quisemos estar presentes
Num convívio de Encontros,
Num recordar de conjunto.

E porque festa
Ele também nos ensinou
Um obrigada de SEMPRE!

Sabugal, 01/05/2010
Irene Cardona

RUIVÓS

FESTA DE SÃO PAULO
25 de Janeiro de 2012

Festa São Paulo - Ruivós - Sabugal Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Join 335 other followers

PUBLICIDADE

HABISABUGAL – IMOBILIÁRIA
A Imobiliária da Beira Interior


HabiSabugal - A sua Imobiliária na Beira Interior Clique para visitar a Habisabugal


PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CONFRARIA BUCHO RAIANO

III CAPÍTULO E ENTRONIZAÇÃO
18 de Fevereiro de 2012

III Capítulo Confraria Bucho Raiano - Sabugal Clique para ampliar

FÓIOS – QUADMANIA

3.º PASSEIO POR TERRAS DA RAIA

Fóios Clique para ampliar

SABUGAL

Botânia da CriarteCôa
a partir de 21 de Novembro

Botânia - CriarteCôa Clique para ampliar

CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.



O Blogue Capeia Arraiana pede a todos os amigos que se liguem na nova página no Facebook.

AQUI

Bem-haja a todos.



CALENDÁRIO CAPEIAS 2011

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Arquivos

CATEGORIAS

Hits - Estatísticas

  • 2,418,685 páginas lidas

VISITANTES ON-LINE

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA



BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



TWITTER – CAPEIA ARRAIANA

Já estamos no Twitter

TWITTER – CAPEIA ARRAIANA

Watch videos at Vodpod and other videos from this collection.

FACEBOOK – BLOGUES

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 335 other followers